domingo, 31 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes - A vida, as peculiaridades e façanhas do grande detetive


Extraído do site Sherlock Holmes Brasil (ver créditos)

O Fenômeno Sherlock Holmes

Sherlock Holmes, criado pelo escocês Sir Arthur Conan Doyle, apareceu pela primeira vez na história "Um Estudo em Vermelho", editada pela revista Beeton's Christmas Annual no Natal de 1887 e, desde então, tem fascinado muita gente, sendo o personagem da literatura mundial que recebeu o maior número de adaptações, estudos e especulações. Doyle acabou por criar um personagem que apaixonou em pouco tempo o mundo inteiro. Leitores juvenis, adultos e velhos de todos os idiomas adquiriram o vício de Holmes, transformando esta figura de ficção numa espécie de psicotrópico, que vem funcionando para as multidões há mais de cem anos.

São milhares as pessoas que, durante anos e anos, acreditaram embevecidamente que Sherlock Holmes existia em carne e osso e morava numa rua de Londres (Baker Street), assim como também de carne e osso seria o Doutor Watson, associado de Holmes, cronista de grande parte dos casos nos quais o Detetive Mestre atuou. O caso é único na história: a criatura Holmes engoliu o criador Doyle. O imaginário Sherlock Holmes é a ficção mais famosa em todos os continentes, superando, certamente, os outros dois de maior renome universal: Robinson Crusoé e Dom Quixote.

O total fascínio de Sherlock Holmes sobre os leitores ainda não obteve de nenhum psicólogo uma interpretação satisfatória. Acredita o poeta contemporâneo Wystan Auden, que o encanto fabuloso de Holmes sobre as imaginações se deva ao fato de que o detetive viveu (ou vive) em estado de graça: é, antes de tudo, um gênio e, em segundo lugar, um gênio dotado de curiosidade científica.

Sherlock Holmes é o que se costuma chamar hoje de uma inteligência eletrônica. Seu cérebro funciona como um mecanismo de alta sofisticação que houvesse sido programado para decifrar crimes. Fora do campo criminal, a capacidade mental de Sherlock é comum e, em muitos aspectos, deficiente, sem penetração. Fora de sua especialidade, o nosso herói é, como na figuração convencional dos gênios, um homem desamparado.

Por outro lado, quando não se ocupa de um caso, Sherlock Holmes cai em estados depressivos que ele só consegue aliviar com a injeção de estupefacientes. Essa incurável tendência à depressão psíquica deve ser também mais um atrativo moderno, e ao mesmo tempo romântico, da personalidade do detetive de Regent's Park. A alma de Beethoven ou de Byron, a par do que produziram estes dois, em música e poesia, deflagrou a imaginação de todo um século. Fenômeno muito parecido ocorreu e ocorre com a alma de Sherlock Holmes no século vinte.

Os fatos são contundentes. O povo tomou conta de Holmes. Chegou a crer na sua existência. Nenhum personagem de ficção tem no mundo mais vasta bibliografia, com toda uma gama de estudos, dos mais ingênuos aos mais eruditos. Ninguém, fictício ou real, foi alvo de tantas representações teatrais, cinematográficas, em histórias em quadrinhos, em palavras cruzadas, em seriados de televisão etc. Ninguém multiplicou um gênero (conto e romance policial) em proporções de tiragens tão astronômicas.

Basta lembrar-se que, sem Sherlock Holmes, é incerto imaginar a penetração fora do comum de Agatha Christie; sem esquecer que nos Estados Unidos, onde a literatura policial se transformou em imensa indústria de consumo, o ponto de partida está nas aventuras de Sherlock Holmes, e não em algumas narrativas de Edgar Alan Poe. Este não inflamou o povão americano; o outro, sim. Os sherlockianos existiram desde a primeira hora; e continuam surgindo no fluir das gerações. Holmes não tem propriamente leitores, tem devotos espalhados por todos os países, sem limites precisos de classe social e de cultura.

Por todos esses motivos, e por outros que poderiam entrar nessa lista, Sherlock Holmes é, repetimos, a ficção mais famosa de todo o mundo. Elementar, meu caro Watson!

Características do Detetive

Ao longo de toda a história das adaptações e representações de Sherlock Holmes, as características físicas originais descritas no Cânone sofreram diversas modificações.

De todo modo, conforme descrito por Watson em Um Estudo em Vermelho, "a sua própria pessoa e aparência eram tais que chamavam atenção do observador mais casual. Tinha muito mais de um metro e oitenta de altura, e era tão excessivamente magro que parecia muito mais alto. Seus olhos eram agudos e penetrantes (...), e o nariz fino de águia dava a todo seu semblante um ar de vivacidade e decisão. O queixo tinha o formato proeminente e quadrado, que marca o homem de determinação. Suas mãos estavam invariavelmente manchadas de tinta e materiais químicos, no entanto, era dotado de extraordinária leveza no toque."
Apesar de não se exercitar por vontade própria, estava sempre em forma, era um ótimo corredor e dotado de uma força pela qual, segundo Watson, poucos poderiam dar-lhe crédito. Era "excepcionalmente forte nos dedos" ("A Coroa de Berilos") e tinha um "aperto de aço" ("Seu Último Adeus"). Além disso, era muito hábil no boxe, esgrima e baritsu, um sistema japonês de defesa pessoal.

Mestre do disfarce, podia passar-se despercebido até pelos seus mais próximos. "Ele está seguindo alguém. Ontem, era um operário procurando emprego; hoje, uma velha senhora" ("A Pedra Mazarino"). E "não era uma mera mudança de roupa - sua expressão, suas maneiras, até sua própria alma parecia variar com cada nova porção que ele assumia. O teatro perdeu um grande ator, assim como a ciência perdeu um perspicaz estudioso quando ele se tornou um especialista em crimes" ("Um Escândalo na Boêmia").

Em decorrência de seus esforços empregados num caso, Holmes mantinha hábitos inconstantes e deveras incomuns. Podia trabalhar vivamente num problema por vários dias, sem qualquer descanso e pouca alimentação. Entretanto, na ausência de casos, que eram uma ocupação para sua mente inquieta, queixava-se da monotonia exaustiva, recusando-se a levantar da cama por dias seguidos. Na tentativa de amenizar suas ocasionais crises depressivas, recorria ao uso de estupefacientes, hábito posteriormente abandonado devido à forte insistência de seu amigo e associado, Dr. Watson.

No caso "O Pé do Diabo", Watson lamenta que o estado de saúde não é alvo de grande preocupação de seu amigo. Sua constituição de ferro sofreu um colapso devido a uma prostração nervosa, em 1887, e dezesseis anos mais tarde, Holmes foi obrigado a retirar-se em benefício de um merecido descanso.

A paixão pela química

Dentre os mais variados campos e assuntos estudados por Holmes, nenhum fascinou-o mais do que a química. Usava seus conhecimentos na área tanto para auxiliar na elucidação de casos, como por puro hobby, misturando compostos e fazendo experiências. Como escrito por Watson, em "O Signo dos Quatro": "[Ele] mal respondia às minhas perguntas, ocupando-se toda a noite com uma abstrusa análise química que exigia o aquecimento de retortas e a destilação de vapores, cujo cheiro quase me enxotou para a rua. Altas horas da noite, eu ainda ouvia o tinir dos seus tubos de ensaio, indicando-me que ele continuava empenhado no seu experimento mal cheiroso".

A irregularidade nas refeições

Quando trabalhando num caso, Holmes freqüentemente dispensava qualquer alimento, acreditando: "as faculdades tornam-se refinadas quando você as priva de alimento. Ora, certamente, meu caro Watson, como um médico, você deve admitir que o que a digestão ganha em fornecimento de sangue é perda tamanha para o cérebro. E eu sou um cérebro, Watson, o resto de mim é um mero apêndice. Assim, é o cérebro que devo considerar" ("A Pedra Mazarino"). Entretanto, Sherlock Holmes possuía um refinado paladar culinário, e quando o tempo lhe permitia, apreciava um bom café da manhã.

O ouvido para a música

O detetive apreciava músicas de todos os tipos, incluindo ópera, concertos e até mesmo motetes. A apreciação de Holmes pela música é clara em vários episódios. O mais notório era seu gosto pelo violino e o cuidado com que mantinha o instrumento, diferentemente dos demais objetos que jaziam espalhados por seus aposentos, no 221B Baker Street.

Sua habilidade com o violino era tal que, no caso "A Pedra Mazarino", ouvintes não discerniam sua música da tocada num gravador. A pedido de Watson, ele tocaria algum dos lieder de Mendelssohn, bem como criaria peças extemporâneas.

A descrença nas mulheres

Ao longo de todo o Cânone, o leitor pode comprovar o descrédito e o desgosto de Holmes pelas mulheres e pelo casamento. Abaixo, seguem alguns exemplos:

"Nunca se pode confiar demasiado nas mulheres... nem nas melhores delas."
(O Signo dos Quatro)

"Eu não sou um fanático admirador da espécie feminina."
(O Vale do Terror)

"O Coração e a mente de uma mulher são enigmas insolúveis para o homem."
(O Cliente Ilustre)

Essa atitude tem sido alvo de muitas especulações e análises por parte de diversos estudiosos em todo o mundo. Uma das possíveis explicações foi apresentada por Nicholas Meyer, no seu "The Seven Per-Cent Solution", que mostra um suposto trauma psicológico adquirido por Holmes em sua juventude.

Ainda assim, o detetive foi forçado a admitir um sustentável respeito e estima por Irene Adler, a mulher. "Para Sherlock Holmes, ela é sempre a mulher. Raras vezes o ouvi mencioná-la de outra maneira. Para seus olhos, ela eclipsava e se sobrepunha às demais mulheres. Não que ele estivesse apaixonado por Irene Adler. Todas as emoções, e particularmente essa, aborreciam sua mente fria, precisa, mas admiravelmente equilibrada" ("Um Escândalo na Boêmia").

Resumo Histórico


Infelizmente, pouco sabemos com certeza sobre detalhes da vida do Detetive Mestre antes da profissão de detetive consultor. Algumas das poucas informações que temos a esse respeito são, em sua maioria, suposições baseadas em fragmentos e pistas espalhados por todo o Cânone, concluídos por estudiosos da Obra de Conan Doyle. Estudiosos esses que vasculham incansavelmente cada canto do Cânone, procurando dados, fatos e revelações sobre a secreta e nebulosa vida de Sherlock Holmes.

Sherlock Holmes, de acordo com o próprio detetive, era descendente de fidalgos rurais "que aparentemente levaram a mesma vida peculiar à sua classe". Além disso, sua avó era irmã do artista francês Vernet. Segundo Matthew Bunson, em seu "Encyclopedia Sherlockiana", duas interpretações podem ser feitas dessas declarações: a frase "aparentemente levaram" aponta a possibilidade do jovem Holmes ter crescido num lugar distante de seus pais, talvez numa escola pública ou até mesmo na América; a outra hipótese, Holmes ter passado de fato sua juventude com os pais, no campo, possivelmente recebendo apropriada educação de um tutor particular (Moriarty?). Nesse ponto, Holmes provavelmente vinha cultivando um crescente desgosto pelo campo, onde os crimes que detectava passavam impunes. Daí, anos mais tarde, uma mudança para a metrópole.

Holmes nasceu por volta do ano de 1854, possivelmente no dia 6 de Janeiro, na província londrina de Surrey. Essa data é estimada e defendida, entre outros, pelo falecido sherlockiano William S. Baring-Gould.

Já na Universidade, Holmes recebeu os conselhos do pai de Victor Trevor, seu único amigo durante os dois anos passados na faculdade - "todos os detetives similares pareceriam crianças em suas mãos. Esse é seu objetivo, senhor, e você pode levar em conta a palavra de um homem que já viu muito desse mundo". Foi, então, convencido de suas habilidades e oportunidades, que Holmes percebeu que podia transformar o que antes sempre fora um hobby em uma profissão. Partiu, assim, para Londres a fim de se estabelecer como o primeiro Detetive Consultor do mundo, entre os anos de 1877 e 1878.

Fora aqueles casos presumivelmente solucionados quando ele ainda estava na Universidade, e portanto durante sua juventude, o primeiro caso no qual seus serviços estiveram empenhados fora o incidente do Glória Scott. Esse, resolvido antes de sua partida para Londres. Uma vez em Londres, Holmes estabeleceu-se à Montague Street e iniciou sua longa carreira de detecção.

Embora obtivesse sucesso na maioria dos casos, Holmes não era perfeito e admitiu, no caso "As Cinco Sementes de Laranja", "Fui derrotado quatro vezes - três por homens, e uma vez por uma mulher".

Caso a caso, ele crescia em importância, tanto entre os criminosos quanto entre os policiais da Scotland Yard. Em 1881, já estava auxiliando pessoalmente a Scotland Yard quando solicitado. Um fato que demonstra seu crescente sucesso ficou claro pelo seu desejo posterior de encontrar novas acomodações; embora não estivesse financeiramente independente, visto que buscava um companheiro para a divisão dos quartos.

Em Janeiro de 1881, Sherlock Holmes e o Dr. John Watson se conhecem, e passam a dividir o apartamento 221B de Baker Street. Pouco depois, Watson pessoalmente descobre as habilidades analíticas do seu companheiro, passando a registrar as inesquecíveis façanhas do detetive: "Seus méritos deviam ser publicamente reconhecidos. Você deveria publicar um relato do caso. Se não o fizer, eu o farei por você."

Os treze anos seguintes levaram Holmes da total obscuridade para uma posição de renome como o detetive do mundo europeu. Ainda mais importante, ele conduziu diversas investigações a favor de monarcas europeus, incluindo o rei da Boêmia, o rei da Escandinávia e a família real da Holanda.

Em 1891, no caso "O Problema Final", Holmes diz a Watson, "Suas memórias, Watson, se arrastarão para um fim no dia em que coroar minha carreira com a captura ou extinção do criminoso mais perigoso e capaz da Europa." No caso, ocorre o inevitável confronto entre Sherlock Holmes e seu maior antagonista, o Professor James Moriarty, resultando numa trágica queda de ambos das Cataratas Reichenbach, na Suíça. Durante três anos, Holmes e Moriarty são dados como mortos; até que, em 1894, Sherlock Holmes reaparece para o mundo, esclarecendo que a queda fora fatal apenas para Moriarty.

O período em que Holmes ficara ausente (1891-1894) é conhecido como O Grande Hiato, e é objeto de muita especulação entre sherlockianos estudiosos de todo o mundo, abrindo espaço para um grande número de teorias e conjeturas. Segundo o próprio Holmes, durante esse período ele esteve no Tibet, Meca, Khartoum e Montpelier, onde passou alguns meses estudando derivados de coltar.

De volta a Baker Street, Sherlock Holmes trabalhou por mais nove anos na investigação de casos. Certamente, um dos que merecem maior destaque é "Os Planos do Bruce-Partington", cujo sucesso lhe concedeu uma audiência particular com a Rainha Vitória. Outro caso válido de menção é "A Escola do Priorado", que tornou-se memorável pelo fato de Holmes ter aceito um cheque de enorme quantia do duque de Holdernesse (o que, de certa forma, contrariava o velho e conhecido comportamento austero de Holmes). Sua atitude surpreendera Watson de tal modo que o doutor ainda comentava o fato no começo do caso seguinte, "Pedro Negro".

Com o tempo passando, o detetive aproximando-se dos cinqüenta e os abusos com a saúde, nos anos anteriores, pesando cada vez mais sobre seus ombros, o descanso era uma proposta cada vez mais tentadora. No caso "A Segunda Mancha", Watson surpreende os leitores com a notícia de que Holmes aposentara-se definitivamente de Londres, e estava dedicando-se aos estudos e à criação de abelhas nas colinas de Sussex. Era o início da merecida aposentadoria do Grande Detetive, e término de uma carreira brilhante na arte da dedução. No prefácio de "Seu Último Adeus", Watson despede o detetive de seu público: "Os amigos do Sr. Sherlock Holmes ficarão felizes em saber que ele está vivo e bem, embora um pouco atormentado por ocasionais ataques de reumatismo. Por muitos anos, vem vivendo numa pequena fazenda sobre as colinas, a cinco milhas de Eastbourne, onde seu tempo é dividido entre a filosofia e a agricultura. Durante esse período de descanso, ele tem recusado as mais tentadoras ofertas para aceitar diversos casos, tendo decidido que sua aposentadoria é permanente."

Tamanha era a crise na Inglaterra, nos anos que precederam a Primeira Guerra Mundial, que Holmes acabou cedendo aos pedidos do primeiro-ministro, e voltou-se para atender a mais um caso. Com a tarefa de penetrar no esquema de espionagem do mestre da inteligência alemã, Von Bork, Holmes personificou Altamont, um irlandês inimigo do Império Britânico. Lentamente, arruinou toda a rede de espionagem alemã. A operação foi um sucesso e o detetive pôde, finalmente, retornar ao descanso no campo.

Em nenhum lugar do Cânone, a morte de Sherlock Holmes é mencionada. Mas isso é certamente apropriado quando analisamos as criações imortais.

Créditos: Esse artigo foi extraído do site Sherlock Holmes Brasil (http://www.sherlockbrasil.com/) com a devida permissão. Agradecemos a gentil colaboração de Graciliano Camargo e convido todos a visitar essa excelente página dedicada ao maior detetive de todos os tempos.

Sherlock Holmes e o Caso dos Mitos Ancestrais de Cthulhu

Ao longo de mais de cem anos, Sherlock Holmes se tornou um dos personagens mais conhecidos da literatura mundial.

A imagem do famoso detetive tornou-se inconfundível. A figura esguia de chapéu e cachimbo, sempre disposto a fazer uma observação mordaz e brilhante ganhou o mundo conquistando seguidores fiéis. Cada um de seus contos se tornou objeto de estudo, análise e adoração. Os intrincados casos investigados por Holmes e seu fiel companheiro Watson, foram adaptados em filmes, quadrinhos, peças, séries de televisão, video-games...

Qual seria o segredo do fascínio que Holmes desperta até os dias de hoje?

Arthur Conan Doyle criou Sherlock Holmes no final do século XIX, uma época em que a razão e a lógica se apresentavam como as musas a serem glorificadas nos anos vindouros. O século XX prometia ser devotado às inovações, realizações e a definitiva conquista do Homem.

Holmes simboliza a luz da razão e do intelecto humano, uma força capaz de domar as interpéries da natureza, de desvendar os segredos mais profundos da criação e alçar o homem ao posto de Senhor de seu Destino.
Ao resolver os mais intrincados mistérios, nada parece ser capaz de suplantar a lógica e poder de dedução do detetive.

Nada?

E se Holmes fosse confrontado com algo inimaginável? Por fenômenos que desafiam a própria noção de realidade? Por forças nascidas além do tempo e espaço que vagam em um Universo totalmente caótico. Como racionalizar aquilo que é em essência inconcebível e cujo mero vislumbre se traduz em insanidade?

Seriam os Mitos a única força capaz de colocar as crenças de Sherlock Holmes em xeque? Como o maior detetive do Mundo enfrentaria esses horrores, como ele lidaria com o poder esmagador das colossais entidades lovecraftianas e com a existência de cultos sanguinários.

Holmes e os Mitos...
Que o jogo tenha início.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

The Art of H.P. Lovecraft Cthulhu Mythos - Foto-Resenha com várias imagens espetaculares

O texto a seguir é uma tradução literal e sem alterações de conteúdo do Blog espanhol: “Susurros de la oscuridad” por Tristan Oberon.

http://susurrosdesdelaoscuridad.blogspot.com/2008/09/art-of-hp-lovecrafts-cthulhu-mythos.html/2008/09/art-of-hp-lovecrafts-cthulhu-mythos.html

Tradução: Daniel “Cuervo”

Originalmente postado em 7 de setembro de 2008

The Art of H.P. Lovecraft's Cthulhu Mythos

Bom, aqui temos outro livro que sem ser diretamente um suplemento do jogo de RPG, cheguei a considerei imprescindível, um livro de cabeceira para todo Keeper ou fã de Lovecraft. O ditado de que uma imagem vale mais do que mil palavras se aplica perfeitamente ao RPG, já que é um jogo onde se estimula a imaginação, mas nem o mais perturbado de nós tem a mente tão deturpada capaz de imaginar certos horrores. Imaginemos que ao final uma infausta investigação, os investigadores acabam encontrando Azathoth cara a cara, com o final da sessão, da campanha ou do mundo, e não necessariamente nessa ordem.

Em qualquer caso, não é o mesmo dizer: “Aparece isto”:
(conste que escolhi um desenho bem melhor que o que aparece no módulo básico de “CoC”)

Que dizer “Aparece ISTO”:

(e mostrar um fabuloso desenho de página dupla)

Por essse motivo e muitos outros, considero imprescindível ter “The Art of HP Lovecraft’s Cthulhu Mythos” ao alcance da mão em qualquer sessão. O livro foi publicado pela Fantasy Flight Games e está disponível só em inglês, mas o idioma, neste caso, não será problema porque é um livro de ilustrações com muito pouco texto.

Capa: um extraordinário desenho de Michael Kormack que nos mostra a aparição de Cthulhu no conto “O Chamado de Cthulhu”.

Contracapa: neste caso é um alívio que a capa seja do tipo “por e tirar” (sobrecapa) para poder apreciar toda a envergadura do desenho.

Lombada: 192 páginas repletas de boas ilustrações, capa dura.

O livro não poderia começar de outra forma, ilustração de HP Lovecraft.

Os créditos nos mostram a longa lista de ilustradores e os capítulos em que se divide o livro.

Aqui temos praticamente todo o texto que encontraremos neste livro, mas prefiro as (lógicas) caras de pânico do desenho.

O primeiro capítulo “Forbidden Knowledge” (Conhecimento Proibido) mostra um bom número de escritos proibidos, bibliotecas e livros que deveriam permanecer fechados e bem guardados.

Em geral, o nível das ilustrações é muito alto, mas as de dupla página são alucinantes, imagens nas que podemos nos perder um bom tempo.

O segundo capítulo, “Visitors” (Visitantes) mostra todo tipo de antagonista para nossas sessões.

Adoro a imagem da esquerda, se esse cara não apavorar seus investigadores, eles não tem sangue nas veias...

No terceiro capítulo “Law and Disorder” (Lei e Desordem) mostra cenas apavorantes, em quase todas elas o ou os investigadores estão prestes a conhecer bem de perto como podem ser perigosos os Mitos de Cthulhu.

É muito bom que cada ilustração venha acompanhada pelo título e o nome do autor, vai nos ajudar a encontrar na Internet novas ilustrações de nossos artistas favoritos.

Eu adoro esta cena, nunca aconteceu numa de suas sessões? O investigador algemado ao carro dizendo à polícia que NÃO entre nesse armazém... E, obviamente, não adianta...

No quarto capítulo, “Strange Pastimes” (Passado Estranho) deixa ver rituais e horrores que nunca deveriam ser vistos.

O quinto capítulo “The Deep” (As Profundezas) nos submerge nas profundezas, onde os piores males espreitam.

Innsmouth, um lindo lugar para passar umas férias de morte.
Ângulos impossíveis na inexpugnável R’lyeh.

O sexto capítulo, “Expeditions” (Expedições) nos leva aos mais recônditos lugares do planeta, desde a Antártida até a selva amazônica passando pela mítica Irem e pelo misterioso Planalto de Leng.


O sétimo capítulo, “The King in Yellow” (O Rei Amarelo), fala de Hastur (ups!) e de sua chegada.

O oitavo e último capítulo “The Crawling Chaos” (O Caos Rastejante) nos permite descobrir várias das mil formas do Caos Rastejante e alguns de seus colegas.

O melhor uso que podemos dar à última bala de um revólver.

Azathoth, cego mas perigoso. Recomenda-se acompanhar esta ilustração com música de flautas.

No final do livro nos deparamos com mini-biografias dos ilustradores.

E umas poucas caricaturas para fechar o livro e recuperar um pouco de sanidade.

Esclarecendo, a maioria destas ilustrações podemos encontrá-las com muito boa qualidade na Internet, se não querem procurar muito clicar esta e esta páginas. Com certeza tem mais, mas nestas poderão encontrar grande

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Age of Cthulhu 3 - Shadows of Leningrad - Cenário da Goodman Games


A Goodman Games que possui a licença da Chaosium para lançamento de material oficial do sistema Call of Cthulhu anunciou o terceiro livro da dsérie Age of Cthulhu.

Essa série de livros iniciada com "Death on Luxor" e "Madness in London Town" traz cenários prontos ao redor do mundo contando a história oculta de lugares históricos. Cada aventura é acompanhada de handouts, mapas detalhados e personagens prontos prontos para arriscar suas vidas e sanidade desafiando os horrores de um Universo aterrorizate.

O terceiro exemplar da série tem o título "Shadows of Leningrad" e se passa na antiga União Soviética, na década de 20.


Sinopse: A morte de um brilhante artista leva os investigadores a Leningrado, colocando-os na trilha de um mistério mais antigo que a própria Rússia. Cada segredo revelado levará os investigadores mais perto da loucura. Será que a verdade vale o preço?

A trilha de pistas levará o grupo do Estado de Orkonov até o Hospital Revolucionário e Museu de Leningrado, e finalmente até as selvagens e congeladas florestas, onde os investigadores serão desafiados por um enigma diferente de tudo o que eles já viram.

Pela imagem na capa, com certeza teremos algo envolvendo o famoso Expresso transiberiano e os Abomináveis Homens das Neves.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ruína Lovecraftiana (ou quase...)

De volta das férias de duas semanas...

Mas não afastado o bastante que não pudesse explorar os horrores dos Mitos Ancestrais presentes nos lugares mais improváveis.
Olha só essa maravilhosa "ruína lovecraftiana" encontrada em um passeio pelo Parque da Gruta dos Indios na cidade de Santa Cruz do Sul, RS.
Atenção especial às pedras cobertas pelo "musgo das eras", verdadeiras relíquias de um tempo anti-diluviano quando os Antigos andavam livremente pela superfície do planeta. Também vale a pena conferir o símbolo sobre a porta de entrada.
Não é preciso ter muito conhecimento dos Mitos de Cthulhu para enxergar o pérfido "OLHO DE DAGON" no umbral dessa ruína ancestral.
Quem a teria construído? Deep Ones? Híbridos? Serpent People? Com que intuito? Seriam os restos de um antigo templo dedicado aos horrores dos Mitos? Seriam essas as ruínas que engoliram em suas profundezas Warren e fizeram Randolph Carter correr sem olhar para trás no conto descrito por Lovecraft.
Quase dava para ouvir as palavras "Idiota, Warren está morto!" vindo lá do fundo.
"E na escuridão estígia e úmida, nas profundezas da ruína erma intocada pelas eras, algo inumano se moveu. Um som medonho de sibilar e sussurro se fez presente e uma sensação de terror me tomou por inteiro apertando meu coração e fazendo com que eu fugisse floresta adentro".
Vou te dizer... no dia em que eu fizer um Live Action de Call of Cthulhu, esse lugar vai servir como cenário.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Batizando seus Investigadores - Uma (longa) lista de nomes para Personagens de Call of Cthulhu

Por vezes isso acontece.

Você cria um personagem do zero mas não consegue encontrar um nome que seja adequado ou convincente para o personagem.

No final, você acaba recorrendo a algum nome batido uma mistura do primeiro nome de um escritor conhecido com o sobrenome de um músico ou personagem daquela série que você assiste.

Pior ainda quando seus jogadores sem criatividade criam personagens com nomes como Jack Bauer, Homer Simpson, Luke Skywalker ou Bruce Wayne.

Para facilitar o trabalho de escolher um nome para seu investigador e para ajudar o keeper que escreve suas próprias aventuras e acaba tendo dificuldades em nomear os vários NPCs de seu cenário, fiz essa lista que pode ser usada para construir nomes mais facilmente. Os nomes entre parênteses são os apelidos mais comuns dos nomes principais. Para facilitar escolhi também a lista d enomes mais comuns nos Estados Unidos e Reino Unido durante os anos 20-30.

Para usá-la basta escolher aquele que tenham um som mais agradável aos seus ouvidos ou na falta de idéia, role o d%.

Aproveitem.

MASCULINOS

Lista #1

1 Adolf, 2 Alan, 3 Albert, 4 Alec, 5 Alexander (Alex), 6 Alfred, 7 Alistair, 8 Andrew, 9 Anthony (Tony), 10 August, 11 Armand, 12 Barrington (Barry), 13 Bartolomey, 14 Basil, 15 Benjamin/ (Ben), 16 Bernard, 17 Brian, 18 Bruce, 19 Charles, 20 Christien, 21 Christopher, 22 Clark, 23 Clive, 24 Colin, 25 Daniel (Danny), 26 David (Dave), 27 Derek, 28 Donald (Don), 29 Edmund, 30 Edward (Eddie/ Ted), 31 Elmer, 32 Eric, 33 Ernest, 34 Ethan, 35 Ewan, 36 Frank, 37 Frederick (Fred), 38 Gabriel, 39 Garry, 40 George, 41 Gerald, 42 Gordon, 43 Graham, 44 Gregory / Greg, 45 Harold / Harry, 46 Herbert, 47 Horatio, 48 Howard, 49 Hugh, 50 Humphrey, 51 Ian, 52 Jack, 53 James, 54 Jason, 55 Jeffrey (Jeff), 56 Jeremy, 57 John, 58 Jonathan, 59 Joseph, 60 Julian, 61 Kenneth (Kenny), 62 Kevin, 63 Lawrence, 64 Louis, 65 Matthew, 66 Malcolm, 67 Mark, 68 Martin, 69 Michael, 70 Neville, 71 Nicholas (Nick), 72 Nigel, 73 Patrick, 74 Paul, 75 Peter, 76 Philip, 77 Ralph, 78 Raymond, 79 Richard (Dick), 80 Ryan, 81 Robert, 82 Roger, 83 Roman, 84 Ronald, 85 Rupert, 86 Samuel (Sam), 87 Scott, 88 Sean, 89 Simon, 90 Stephen, 91 Stanley, 92 Stuart, 93 Terrence (Terry), 94 Thomas (Tom), 95 Timothy,
96 Trevor, 98 Victor, 99 Warren, 00 William

Lista #2

1 Walter, 2 Aidan, 3 Wilbur, 4 Dennis, 5 Randy, 6 Cesar, 7 Julius, 8 Nathan (Nate), 9 Noah, 10 Clint, 11 Arnold, 12 Jean, 13 Grant, 14 Gene, 15 Wesley, 16 Roderic, 17 Dean, 18 Quentin, 19 Nathaniel, 20 Oscar, 21 Rudolf, 22 Jasper, 23 Lionel, 24 Ray, 25 Leroy, 26 Max, 27 Orson, 28 Denzel, 29 Marlon, 30 Robin, 31 Stevan, 32 Roman, 33 Arthur, 34 Maurice, 35 Wendel, 36 Willen, 37 Sydney, 38 Cecil, 39 Leonard, 40 Melvyn, 41 Sheldon, 42 Douglas, 43 Glen, 44 Anton, 45 Lester, 46 Lloyd, 47 Dustin, 48 Wyatt, 49 Lee, 50 Noel, 51 Francis, 52 Burt, 53 Keith, 54 Harvey, 55 Kyle, 56 Karl, 57 Percy, 58 Brad, 59 Cliff, 60 Augustus, 61 Ross, 62 Jethro, 63 Vincent, 64 Hector, 65 Homer, 66 Spencer, 67 Jerry, 68 Roland, 69 Adrian, 70 Reneux, 71 Joshua, 72 Abrahan, 73 Leigh, 74 Aarom, 75 Claude, 76 Algeorn, 77 Sedgwick, 78 Newland, 79 Calvin, 80 Garreth, 81 Ralph, 82 Elliott, 83 Macon, 84 Owen, 85 Norman, 86 Percival, 87 Kirk, 88 Miles, 89 Walter, 90 Randolph, 91 Clarence, 92 Edwin, 93 Adam, 94 Jacob, 95 Lucas, 96 Seth, 97 Perry, 98 Zachary (Zach), 99 Elias, 00 Terence

FEMININOS

Lista #1

1 Abigail, 2 Adelaide, 3 Adriane, 4 Agnes, 5 Aileen, 6 Alison, 7 Ann, 8 Anna, 9 Annie, 10 Barbara, 11 Beatrice, 12 Belinda, 13 Caroline, 14 Carolyn, 15 Catherine, 16 Charlotte, 17 Cheryl, 18 Christine, 19 Daphne, 20 Diana, 21 Dolores, 22 Donna, 23 Doreen, 24 Dorothy, 25 Eileen, 26 Elizabeth, 27 Elspeth, 28 Emily, 29 Emma, 30 Esther, 31 Fay, 32 Fiona, 33 Francesca, 34 Gabrielle, 35 Gail, 36 Gwen, 37 Harriet, 38 Heather, 39 Helena / Helen, 40 Henrietta, 41 Isabel, 42 Jane, 43 Janice, 44 Jenny, 45 Jo Anne, 46 Joan, 47 Josie, 48 Judith, 49 Julia, 50 June, 51 Karen, 52 Kay, 53 Laura, 54 Lesley, 55 Leonor, 56 Lillie, 57 Linda, 58 Lisa, 59 Louise, 60 Lucinda / Lucy, 61 Lyn, 62 Maureen, 63 Margaret, 64 Marianne, 65 Marilla, 66 Marina, 67 Mary, 68 Michelle, 69 Miranda, 70 Monica, 71 Natalie, 72 Olivia, 73 Pamela, 74 Patricia, 75 Phyllis, 76 Polly, 77 Rachel, 78 Rebecca 79 Rita 80 Rosalie 81 Rosalind 82 Sally 83 Sandra 84 Sarah 85 Serena, 86 Sharon, 87 Shirley, 88 Silvana, 89 Sophia, 90 Sophie, 91 Susan / Sue, 92 Susannah, 93 Ursula, 94 Vanessa 95 Valerie, 96 Velma, 97 Victoria, 98 Wanda, 99 Wilma, 100 Zoe

Lista #2

1 Acacia, 2 Alva, 3 Bernice, 4 Leona, 5 Claire, 6 Constance, 7 Edwina, 8 Carrie, 9 Elleanor, 10 Esther, 11 Ethel, 12 Eve, 13 Fidelia, 14 Frances, 15 Genevieve 16 Georgina 17 Gladys, 18 Grace, 19 Hannah, 20 Hope, 21 Josephine, 22 Leah, 23 Letitia, 24 Lydia, 25 Martha, 26 Norma, 27 Phoebe, 28 Ruth, 29 Samantha, 30 Stella, 31 Vivian, 32 Ruth, 33 Flora, 34 Carol Anne, 35 Rowenna, 36 Jennifer, 37 Dorothy, 38 Donna, 39 Kimberly, 40 Kin, 41 Marylin, 42 Bridget, 43 Carla, 44 Ida, 45 Celeste, 46 Leslie, 47 Lauren, 48 Megan, 49 Marsha, 50 Winona, 51 Amber, 52 Adelle, 53 Agatha, 54 Alice, 55 Alexandra, 56 Amanda, 57 Augusta, 58 Aurora, 59 Brigit, 60 Bianca, 61 Blanche, 62 Camila, 63 Cassandra, 64 Celia, 65 Celine, 66 Clara, 67 Claudia, 68 Daisy, 69 Dione, 70 Doris, 71 Edith, 72 Edna, 73 Edwina, 74 Elaine, 75 Elke, 76 Flora, 77 Gisele, 78 Gloria, 79 Yolanda, 80 Irene, 81 Ivone, 82 Jessica, 83 Kate, 84 Laila, 85 Lilian, 86 Mara, 87 Matilda, 88 Melanie, 89 Melissa, 90 Lavinia, 91 Mercedes, 92 Miriam, 93 Nancy, 94 Nara, 95 Odete, 96 Olimpia, 97 Polly Anne, 98 Regina, 99 Rita, 00 Vera    

SOBRENOMES

Lista #1

1 Alexander, 2 Anderson, 3 Anton, 4 Atkins, 5 Averill, 6 Avery, 7 Bailey, 8 Barrett, 9 Barter,
10 Bartlett, 11 Bean, 12 Bell, 13 Benson, 14 Barry, 15 Bishop, 16 Blackwell, 17 Bloom, 18 Bonham
19 Bonner, 20 Booth, 21 Bowen, 22 Bowles, 23 Bowyer, 24 Bradford, 25 Bradley, 26 Brady, 27 Bramley, 28 Brett, 29 Briscoe, 30 Brisbane 31 Broderick, 32 Brookes, 33 Brown, 34 Bruce, 35 Byron, 36 Cable, 37 Calvert, 38 Campbell, 39 Carter, 40 Casey 41 Charlton 42 Clarke 43 Clayton, 44 Coates, 45 Collard, 46 Corbett, 47 Coulson, 48 Coulter 49 Courtenay 50 Coburn, 51 Cox, 52 Compton, 53 Crosby, 54 Crystal, 55 Curtis, 56 Dangerfield, 57 Davies, 58 Davis,, 67 Duncan, 68 Dyer, 69 Eaton, 70 Edwards, 71 Elliott, 72 Farr, 73 Faulkner, 74 Finch, 75 Finlay, 76 Fleming 77 Flynn, 78 Fogg, 79 Ford, 80 Forrestal, 81 Forster, 82 Fox, 83 Fraser, 84 Freeman, 85 Gabriel, 86 Garwood, 87 George, 88 Gibson, 89 Grogan, 90 Granger, 91 Garvin, 92 Graves, 93 Gray, 94 Gregory, 95 Griffith, 96 Heigh, 97 Haley, 98 Hallows, 99 Hardwicke, 00 Hardy

Lista #2

1 Harker 2 Harrison 3 Hart 4 Hartley 5 Hayes 6 Head 7 Hibbert 8 Hobbs 9 Holdsworth 10 Holland 11 Holmes 12 Holt 13 Hopkins 14 Hoskins 15 Howe 16 Hudson 17 Hugh 18 Hyde 19 Jenkins 20 John 21 Johns 22 Johnson 23 Jones 24 Kavanagh 25 Kelly 26 Kerrigan 27 Kirkham 28 Knight 29 Lamb 30 Lawrence 31 Lawson 32 Lowen 33 Lynch 34 MacDonnell 35 MacGregor 36 Makepeace 37 Mansfield 38 Mantle 39 Marker 40 McCall 41 McFerren 42 McGee 43 Middleton 44 Marshal 45 Miller 46 Mills 47 Milton 48 Mirren 49 Mitchell 50 Moore 51 Morand 52 Morley 53 Morse 54 Murphy 55 Napier 56 Newton 57 Norman 58 Norrington 59 Norris 60 Orne 61 Owen 62 Palmer 63 Parsons 64 Patton 65 Porter 66 Portman 67 Powell 68 Raven 69 Redgrave 70 Reeve 71 Reynolds 72 Rice 73 Rich 74 Roberts 75 Robertson 76 Roth 77 Russell 78 Saunders 79 Savage 80 Schiller 81 Schofield 82 Scott 83 Seaton 84 Sedgwick 85 Selwyn 86 Seymour 87 Sharp 88 Simms 89 Simpson 90 Smith 91 Southcott 92 St.John 93 Stanhope 94 Stanton 95 Staples 96 Starling 97 Stevens 98 Stewart 99 Sturges 00 Sullivan

Lista #3

1 Sumpter 2 Sutton 3 Taylor 4 Talbot 5 Trevor 6 Tucker 7 Venture 8 Walker 9 Wallace 10 Waller 11 Wanamaker 12 Watkins 13 Watson 14 Westcott 15 West 16 Westman 17 Whitaker 18 Williams 19 Willis 20 Willkinson 21 Woods 22 Wyatt 23 Young 24 Parish, 25 Abbot, 26 Allen, 27 Arthur, 28 Bennett, 29 Bradbury, 30 Cabot, 31 Carrington, 32 Chase, 33 Cotton, 34 Matter, 35 Curwen, 36 Cushing, 37 Pierce, 38 Dexter, 39 Derby, 40 Dwight, 41 Endicott, 42 Farr, 43 Field, 44 Foster, 45 Fenton, 46 Fenner, 47 Fryer, 48 Fuller, 49 Gammel, 50 Garrison, 51 Gedney, 52 Gifford, 53 Goddard, 54 Greene, 55 Halsey, 56 Hart, 57 Hathorne, 58 Hawkins, 59 Hetfield, 60 Howland, 61 Jackson, 62 Lawson, 63 Manning, 64 Marsh, 65 Mason, 66 Mather, 67 Nichols, 68 Noyes, 69 Phillips, 70 Rider, 71 Robinson, 72 Russel, 73 Sawyer, 74 Snow, 75 Thorton, 76 Waters, 77 Updicke, 78 Lewis, 79 Spencer, 80 Stratford, 81 Whitefield, 82 White, 83 Whinthorp, 84 Thorne, 85 Wayland, 86 Wilcox, 87 Whitman, 88 Sullivan, 89 Shepherd, 90 Shear, 91Morgan, 92 Wilmarth, 93 Atwood, 94 Arkwright, 95 Bannon, 96 Gilman, 97 Taylor, 98 Baker, 99 Evans, 00 Anderson

Ufa! Depois de tudo isso, imagino que seus jogadores não terão problemas em escolher um nome.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Putin e Cthulhu - O ano em que um Presidente falou do Grande Cefalópode.

Aconteceu no ano de 2006.

O então Presidente da Rússia, Vladimir Putin (ex-agente da KGB nos tempos da URSS) subiu a tribuna para responder as mais votadas perguntas enviadas on-line em um conhecido programa de televisão russo.

Trata-se de uma tradição anual, o presidente responde as perguntas mais votadas sejam elas quais forem. O objetivo é realçar uma faceta humana do governo com perguntas que não tem relação com política. Não raramente as perguntas são de duplo sentido e visam colocar o presidente nas famosas saia-justa.

As três perguntas mais votadas pelos espectadores foram as seguintes:

1 - Como foi a iniciação sexual do Presidente?
2 - A Rússia possui algum programa de defesa inspirado em Robôs Humanóides Gigantes?
3 - O que ele acha do possível retorno do Grande Cthulhu?

As duas primeiras perguntas não interessam muito... mas a terceira?!?

Putin não se fez de rogado, depois de ser informado por um acessor que o Grande Cthulhu é uma entidade alienígena semelhante a um octopus gigante que dorme no fundo do Pacífico ele ponderou que havia algo muito sério por trás da pergunta.

O Presidente afirmou suspeitar de forças misteriosas e aconselhou aqueles que compartilham de crenças estranhas a ler a Bíblia, o Alcorão e outros livros religiosos em busca de respostas para suas aflições.

Pode não ter sido a melhor resposta... mas foi a primeira vez que um Chefe de Estado se manifestou a respeito de Cthulhu.

Será que ele esconde algo mais sério? Seria Vladimir Putin um avatar de Nyarlathotep?

Ah, vocês acham que eu estou inventando essa estória?

Olha aí o link:


O mundo é um lugar mais esquisito do que podemos imaginar...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Feliz Ano Novo - E que as Estrelas não entrem em posição em 2010


Olá para os amigos do Mundo Tentacular.

Bom, não sei quanto a vocês mas todo ano, recebo umas mensagens bonitinhas e cheias de esperança com fotos de filhotes de gatinhos desejando um Feliz Ano Novo.

Nada contra, mas só esse ano foram uns quatro cartões desse tipo, com os tais gatinhos...

Bem, não vamos então fugir da tradição:
Tenho certeza que se o bichano aí embaixo pudesse falar suas palavras seriam: "Cthulhu Fhtagn".

Um Feliz Ano Novo para Todos!!!