quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Caronte, Hydra e Nix - Os horrores ocultos nas Luas de Yuggoth

Plutão está entre os mais misteriosos corpos celestes do nosso Sistema Solar. O planeta anão possui três luas conhecidas:

Caronte, a maior delas só foi avistada por astrônomos apenas em 1978, trata-se de uma lua com dimensões que não chegam a metade do tamanho de Plutão. Nix e Hydra são ainda menores, pouco mais do que pequenas esferas orbitando um planeta cujas dimensões são irrisórias. Hydra e Nix são luas escuras e frias a uma notável distância do planeta anão, tão distantes que se cogitava até não terem uma órbita padrão ao redor de Plutão. Da atmosfera plutoniana, essas duas luas parecem dois balões irregulares e brilhantes, despontando no céu perpetuamente escuro.

Os mi-go tem um profundo interesse nesses satélites naturais orbitando Plutão.

Nix é uma espécie de deserto rochoso que no passado, incontáveis eras atrás, foi habitado por alguma forma de vida hoje desconhecida. Uma série de construções piramidais jazem abandonadas na superfície da lua. Os mi-go fizeram tentativas de penetrar nestas construções, mas jamais tiveram resultado. É possível que uma tentativa frustrada tenha resultado em algum acontecimento desagradável uma vez que os mi-go deixaram de investigar essas estranhas construções.

Há mais de uma dezena dessas pirâmides erigidas com um material cristalino extremamente resistente. O topo das pirâmides parece ter características magnéticas e atrai descargas elétricas, mas fora esse detalhe elas são um completo mistério. Explorações nessas ruínas são consideradas um tabu e os mi-go não ousam se aproximar delas.

Em contrapartida, Hydra foi extensivamente explorada pelos mi-go. Ela é uma lua oca, quase totalmente destruída por séculos de perfuração e mineração. Os mi-go encontraram em Hydra elementos importantes e exploraram os subterrâneos avidamente, removendo tudo o que poderia ser útil e criando um vasto complexo de túneis que quase atingem seu núcleo.

Nos últimos séculos, a lua estéril vem sendo usada pelos Fungos de Yuggoth como local de culto devotado a Shub-Niggurath. A invocação da deusa da fertilidade e fecundidade em frequentes rituais parece parte de um plano para recuperar a lua e quem sabe criar um equilíbrio ecológico. O que os mi-go teriam a ganhar com isso ainda não se sabe.

Caronte fica mais próxima de Plutão e é uma lua muito maior se comparada às outras duas. A superfície externa de Caronte é dominada por grandes planícies desérticas cobertas de gelo negro, mas há imensas depressões criadas por geisers que brotam do centro da própria lua. Esses geisers derretem as calotas de gelo criando mares pantanosos ricos em microorganismos semelhantes a algas. Esse tipo de vegetação executa troca de gases na atmosfera. Graças a essas condições, Caronte desenvolveu formas de vida nativas.

As criaturas que vivem em Caronte se adaptaram a essas condições tornando-se predadores, caçando e sendo caçados por criaturas maiores. O lugar, envolto em noite perpétua possui vastos pântanos e massas de terra semelhantes a ilhotas separadas por mares nitrosos e borbulhantes. A temperatura média mantém-se acima dos 30 graus célsius e o ambiente é úmido. Fungos fosforecentes criam uma luminosidade natural fantasmagórica que ilumina a paisagem alienígena.

Os mi-go possuem estações de pesquisa em Caronte onde realizam experimentos com as criaturas nativas e com espécies trazidas de todas as suas colônias. Os Habitantes de Tondi, os Xiclotl (árvores carnivoras escravizadas pelos Sham), os répteis dimensionais conhecidos como Desh e outros horrores alienígenas habitam a lua. Os Fungos tem interesse de descobrir como essas criaturas podem ser empregadas em várias atividades desde trabalhos escravos até como armas vivas para suas guerras. Seres humanos já foram trazidos para Caronte com o propósito de estudo de adaptação em algum momento da história.

Dada a insalubridade do ambiente é pouco provável que seres humanos sejam capazes de sobreviver nesse lugar por muito tempo enfrentando as criaturas que perambulam pelos pântanos. Sem dúvida, um grupo de indivíduos abduzidos pelos mi-go e levados para esta lua encontrariam enormes desafios.

Yuggoth esconde outro segredo, este mais grave e com possíveis repercussões no futuro de todo Sistema Solar. Os Fungos de Yuggoth nos últimos séculos colocaram em ação um ousado plano e estão empenhados na construção de uma lua artificial próxima a Plutão.

Essa lua está sendo construída a partir de matéria protoplasmica encontrada na Terra. O material orgânico pertence ao Deus Exterior, Ubbo Sathla, que para alguns estudiosos do Mythos seria a fonte da vida na Terra.

O protoplasma é magicamente tratado e biologicamente alterado pela ciência dos Mi-go. Os Fungos tentam reproduzir suficiente material para cobrir a superfície do satélite artificial em processo de construção. Uma vez concluído esse plano, os mi-go pretendem libertar a lua do pulso gravitacional de Yuggoth e transformá-la em uma espécie de base móvel capaz de viajar pelo espaço carregando milhares de mi-go de uma só vez.

Uma teoria válida é que a lua seria usada para enfrentar o Grande Antigo Ghroth, uma entidade de dimensões planetárias que viaja à esmo pelo espaço. Cálculos astronômicos que colocam Ghroth na rota de Yuggoth já teriam sido traçados o que justifica a pressa dos Mi-go em se preparar para esse visitante indesejável.

4 comentários:

  1. Excelente artigo que ao meu ver ilustra uma áera sinistra do Sistema Solar. Fico mais uma vez imaginando uma nave de exploração vinda da Terra, na urgência da fuga de um planeta exaurido ou de uma estrela em vias de morrer, chegando num lugar como este.

    Bem legal!!!

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  2. adoro seu blog mundo tentacular?

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  3. Comentários muito bons sobre as luas de Plutão. Continue assim!

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  4. Estudo a literatura de Lovecraft há mais de trinta anos e não deixo de surpreender-me a cada instante.

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