sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Ouçam o Chamado V - "Financiar ou não? Eis a Questão"


Reta final do Financiamento Coletivo de Chamado de Cthulhu, faltam 20 dias para a linha de chegada dessa maratona e tudo indica que as coisas, se forem bem sucedidas, serão bastante apertadas.

Estamos na torcida para que a coisa engrene, e que o projeto, ainda tenha fôlego para atrair novos investidores nos 45 minutos do segundo tempo. Pensando nisso, resolvi escrever um artigo para quem sabe motivar aqueles que ainda não investiram nesse fantástico jogo. No texto a seguir, eu tento dizer porque seria uma boa pedida para jogadores, fãs, pessoas que já tem a versão original, que jogam outros sistemas ou que sequer jogam RPG se juntar às pessoas que querem ver Chamado de Cthulhu publicado em português.

Eu conversei e troquei ideias com muitas pessoas a respeito desse lançamento e alguns apontaram as razões pelas quais ficaram em dúvida quanto a embarcar no Financiamento. Alguns expressaram suas preocupações sobre o projeto, sobre a validade do mesmo, sobre o resultado e sobre o que esperar em seguida. "Será que realmente vale a pena"?

Bem aqui estão algumas razões que ouvi desses colegas para ficar em cima do muro, e respeitosamente, algumas argumentações que talvez possam ajudá-los a decidir.

"Eu já tenho a Edição Original do Jogo"


Esse é um argumento repetido por vários colegas que já conhecem, leram e jogam Call of Cthulhu utilizando a versão original americana da Chaosium. Realmente, muitos já possuem o Livro Básico em inglês na sua estante ou prateleira. Alguns sabem as regras de cabeça, conhecem as minúcias e detalhes da mecânica (crunch) e ambientação (fluffy), não precisariam, portanto, de mais um livro para dizer "aquilo que eles já sabem". Mais do que isso, simplesmente não querem ter "dois livros iguais".

Entretanto, existem algumas vantagens em investir em Chamado de Cthulhu mesmo que você já tenha uma edição de Call of Cthulhu.

A mais óbvia é que, embora o texto seja o mesmo, trata-se de uma versão em português, nossa língua pátria. Pode não fazer muita diferença para quem domina o inglês, mas faz uma grande diferença para boa parte dos jogadores que tem no idioma uma barreira intransponível. E entre essas pessoas há excelentes jogadores em potencial que nunca conheceram (mas adorariam conhecer) Cthulhu. Apenas o fato de haver uma ficha traduzida, com as habilidades e termos reproduzidos em português, já é suficiente para facilitar as coisas e atrair jogadores, abrindo as portas para muitos iniciantes. Já ouvi várias vezes de alguns colegas que tem o Livro Básico de CoC que adorariam narrar o jogo, mas que é difícil encontrar jogadores para formar uma mesa. Uma das razões para isso é justamente a barreira do idioma. O lançamento de Chamado de Cthulhu ajudaria muito nesse caso, permitiria que o jogo atingisse um grande número de pessoas e consequentemente novos jogadores.

Além disso, existe uma outra questão conceitual. Chamado de Cthulhu terá um visual bastante diferente da sexta edição americana.

Para começar a edição brasileira terá capa dura, com acabamento de luxo e papel de qualidade. Esse é um tratamento semelhante ao reservado para as invejadas edições publicadas na França, na Alemanha e Espanha. O acabamento será bastante superior ao da edição original, que apenas em sua Edição especial comemorativa contava com essas qualidades. 

Mas não é só no acabamento que se encontram as diferenças. Chamado de Cthulhu terá uma identidade própria, sendo muito mais do que uma cópia do original. A começar pela capa feita por Walter Pax, um celebrado artista nacional, o livro terá uma arte exclusiva. O interior será recheado com ilustrações diferentes de entidades, criaturas e personagens, uma maneira de repensar o Mythos e as bases do jogo. Além de recorrer a ilustrações, o livro trará várias fotografias de época que concedem um senso de verossimilhança, algo desejado em uma ambientação se passando no mundo real. 

Some-se a isso, a opção de fazer o miolo se parecer com um diário ou livro de notas dos anos 1920, um legítimo caderno de viagens de um explorador ou investigador do Mythos. Uma grande sacada sem dúvida que fará o Chamado de Cthulhu ser consideravelmente diferente em relação a sua matriz original.

E finalmente há um fator que pode interessar aos que já tem Call of Cthulhu. O fato de uma editora brasileira como a Terra Incógnita lançar o livro, abre as portas para uma série de outras possibilidades de lançamento muitíssimo interessantes. A editora já sinalizou com a possibilidade concreta de lançar novos suplementos no futuro, suplementos estes trazendo aventuras e ambientações exclusivas. O Livro Básico de Chamado de Cthulhu é apenas o início, atrás dele viriam muitos outros livros e jogos.  

"Eu e meu grupo não sabemos absolutamente nada de Cthulhu"



Esse é um argumento que ouvi algumas vezes.

Algumas pessoas tem dúvida a respeito do jogo, sobre qual o tema dele e sobre como ele irá (e se irá) funcionar para o seu grupo de jogo.

Bem, sobre o jogo, há muitas informações nesse blog. Há vários artigos que explicam ou comentam quais os temas abordados em Chamado de Cthulhu, de modo que seria redundante falar a respeito de novo. Essa questão, na verdade, esconde duas outras dúvidas: 1) Qual a dificuldade que um novo narrador teria de criar seus próprios cenários, e 2) Se os jogadores se sentirão compelidos a jogar esses cenários.

Nesse caso, são duas questões pertinentes. Uma das coisas chatas de adquirir um jogo pouco conhecido é a dúvida se ele vai ter uso. Nada é mais irritante para um narrador do que comprar um jogo, se pilhar com a leitura, ficar entusiasmado em testá-lo e descobrir que não se acha capaz de criar estórias ou que ninguém estará disposto a jogar.

O que posso dizer é o seguinte:

Criar suas próprias estórias de Chamado de Cthulhu demanda um determinado conhecimento do sistema e da ambientação, mas não é, de modo algum, algo inviável. Um narrador com uma dose de boa vontade, vai conseguir escrever suas próprias estórias com um pouco de prática. Para ajudar nisso, o Livro Básico de Chamado de Cthulhu vem acompanhado de quatro cenários prontos bem simples, que permitem com relativa facilidade rolar as aventuras logo depois de ler as regras. Além disso, o Financiamento Coletivo oferece um nível em que o financiador recebe duas aventuras (e mais uma terceira aqui do Mundo Tentacular) com todos os detalhes para que iniciantes comecem a narrar suas próprias estórias cthulhianas e se sintam seguros ao conduzir seus jogadores por essas tramas. Com isso, o narrador de primeira viagem irá descobrir o ritmo e encontrar o pulso para mais tarde construir suas próprias estórias.

E quanto a segunda questão relativa ao interesse dos jogadores. 

Cthulhu é um jogo empolgante que tem um enfoque bastante diferente dos outros RPG. O grande diferencial de CoC em comparação aos demais jogos de interpretação é que aqui as luzes estão voltadas para elementos que privilegiam a investigação, a interpretação, a cautela, a descrição e o horror contido numa revelação absurda. Combates existem (e como existem!), mas estão em segundo plano. Longe de frustrar os jogadores que buscam ação e excitação, um jogo tipicamente lovecraftiano oferece algo maduro, a chance de ponderar que existem outras maneiras de agir e que os personagem tem que reconhecer suas desvantagens para sobreviver. A hora certa de agir, a necessidade de planejar, de conter a impetuosidade e fugir se as desvantagens forem flagrantes. 

Na minha opinião, um jogo de CoC exige dos jogadores iniciantes um pouco de paciência, mas como todo bom romance é preciso dar chance para a trama se desenvolver ao seu tempo para que, quando chegar o clímax, as coisas esquentem de vez. Grupos de iniciantes podem estranhar no início, mas logo eles compreendem qual a dinâmica do jogo e o que significa ser um investigador do Mythos. 

Pessoalmente eu nunca tive problemas de reunir grupos de jogadores, mesmo iniciantes para jogar CoC. É um jogo do qual muitos já ouviram falar e que adorariam conhecer mais à fundo.

"Eu prefiro outro estilo de RPG" 


Alguns jogadores afirmam categoricamente que seus grupos não se dariam bem com a proposta de Cthulhu. Eles afirmam que não gostam de jogos no mundo real ou com personagens estritamente humanos (o que ironicamente para outros, é um grande atrativo), outros não simpatizam com o fato de haver pouco combate (algo que muitos jogadores veteranos preferem), enquanto, outrossim, acham que a ausência de um "elemento heroico" é um revés (ainda que as fraquezas ao meu ver sejam um dos charmes do jogo). É puramente questão de gosto...

Quase todos, no entanto, concordam com uma coisa, o Mythos é material de primeira para uma sessão de RPG, seja ele qual for. Em se tratando de ameaça, horror e desafio, poucas coisas podem ser mais assustadoras do que os minions de Cthulhu.

Existe uma frase interessante sobre a funcionalidade de Cthulhu em outras ambientações: "Just add Cthulhu" ("Apenas inclua Cthulhu"). Para ler o artigo a respeito clique no link

Basicamente o que significa "Just Add Cthulhu"?

Que as criaturas, conceitos, monstros, criaturas e filosofia por de trás do Mythos se encaixam perfeitamente em quase todas as ambientações disponíveis. O Mythos de Cthuhu seria nesse caso uma espécie de Coringa para ser inserido em qualquer ambientação. Quer exemplos? 

Em D&D existe uma infinidade de monstros que além de já terem povoado os mundos de fantasia medieval já inspiraram outros tantos monstros? Duvida? Pegue como exemplo o Mind Flyer ou o Black Puddin, ou mesmo o Purple Worm, e você encontrará neles ecos de seres lovecraftianos. Será tão difícil pensar em uma aventura se passando em Forgotten Realms ou Dragonlance envolvendo o Mythos? Inserir na história secreta desses mundos uma fortaleza da Raça Ancestral auxiliada pelo temido Zentharin? Ou uma invasão de Mi-Go aliados a Githyanki? Ou quem sabe ainda um cabal de feiticeiros devotos de Cthulhu em pleno Portal de Baldur? Se você duvida da funcionalidade das criaturas do Mythos em uma campanha de fantasia, pergunte-se então o que fazem tantos desses seres no novo bestiário de Pathfinder?

Ah, mas a coisa não se limita a Fantasia Medieval... 

Em Vampiro pode haver um mal ainda maior que pode ser acessado através de conjurações, em Lobisomen as forças do Wyrm podem atender a outro nome (que tal Mythos?), em Mago, oq ue pode viajar através dos espaços dimensionais para contatar os feiticeiros, Em Wraith que tipo de coisas abomináveis circulam entre a vida e a morte? Há inúmeras possibilidades narrativas para criar crônicas inteiras em que o Mundo das Trevas é sacudido por algo inominável.

E o padrão se repete em qualquer lugar. Ficção Científica? Que tal colocar os aventureiros espaciais à deriva numa nave habitada por algo que rompeu dimensões e se alojou no porão de carga de um mega-cargueiro estelar? Western? O que me dizem de uma cidadezinha no meio do nada onde um garimpeiros desenterraram ruínas mais antigas que a humanidade? Sobrevivência com Zumbis? Que tal explicar que os mortos andantes estão sendo animados por uma força desconhecida que precisa ser combatida antes que seja tarde demais.  

O que quero dizer é que mais do que ser um sistema de jogo, Chamado de Cthulhu concede várias opções para incrementar seus jogos. Se não através das regras, através de várias ideias perturbadoras que vão literalmente tirar o sono dos seus jogadores.

"Eu já tenho Rastro de Cthulhu"


Muito bem, cartas na mesa. Vamos falar francamente.

Se eu já tenho Rastro para que vou querer ter Chamado de Chulhu?

A melhor resposta e a mais honesta, é simples. Os dois são ótimos dentro da sua proposta e vale a pena conhecer os dois, não meramente optar por um e descartar inteiramente o outro. Cada jogo oferece muito mais do que apenas "sistemas diferentes para ambientações que são basicamente a mesma coisa", comentário que ouvi de alguns conhecidos. 

Os dois jogos lovecraftianos mais famosos, tem sim ambientações similares, mas a maneira como os jogos se desenvolvem é bastante diferente. O que quero dizer é que um jogo não exclui o outro, na verdade o legal é que um, ao seu modo, complementa o outro. Rastro de Cthulhu foi o pioneiro aqui no Brasil e alguns acham que não precisam de outro jogo lovecraftiano uma vez que já tem este. O mesmo ocorre com aqueles que compraram o Call of Cthulhu em inglês, e acham que não precisam de Rastro para mudar "aquilo que já funciona bem".

O ponto central dessa questão é que um jogo pode tranquilamente ser usado para embasar o outro:

Aqueles que tem o Rastro vão se beneficiar das informações adicionais contidas no livro básico de Chamado. Há criaturas adicionais, magias, NPC, fobias e uma fartura de informações extremamente úteis. Já os que tem o Chamado de Cthulhu podem pinçar dentre as regras de Rastro algumas inovações muito bem vindas como os Pilares de Sanidade, ou a divisão entre estilo purista e pulp. Além disso, Rastro fornece subsídios para jogos de Chamado conhecer os anos 1930-40, enquanto Chamado faz o mesmo por Rastro, permitindo jogos nos anos 1910-1920. 

Um tem muito a oferecer ao outro e basta o narrador querer esmiuçar o conteúdo dos dois para construir seu próprio estilo independente de jogo. Sem querer puxar sardinha para qualquer um dos lados, minha opinião é que embora os sistemas sejam parecidos, vale a pena jogar os dois, coisa que faço faz tempo.

Além disso, sempre existe a possibilidade de utilizar o material (suplementos, aventuras, livros) de uma ambientação na outra. O guardião de Chamado pode pegar excelentes aventuras prontas feitas para Rastro, como "Agonia de St. Margaret" e adaptar para o BRP. Da mesma maneira, o narrador de Rastro pode adaptar "Máscaras de Nyarlathotep", uma mega-campanha para o sistema Gunshoe apenas modificando as regras. Nesse caso, a vasta quantidade de material produzida para um sistema também se refere a outro. O leque de possibilidades para o narrador é enorme.

Se você já tem Rastro de Cthulhu, na edição lançada pela Retropunk, e não está entrando no Financiamento Coletivo por achar que já tem tudo o que precisa para rolar uma campanha lovecraftiana, pense novamente. O narrador só tem a se beneficiar "bebendo das duas fontes", e extraindo delas informações muito interessantes.  

"Eu não jogo RPG" (apesar de gostar de Lovecraft)


Eu tenho consciência que muitos dos leitores do Blog Mundo Tentacular não são jogadores de RPG. 

Alguns sabem o que é, mas nunca tentaram jogar porque não tem tempo ou nunca encontraram um tema interessante que os motivasse a aprender as regras desse "hobby".

Vou presumir, entretanto que a maioria dos frequentadores do Blog conhece ou tem interesse na obra de H.P. Lovecraft, gosta do gênero horror ou de ler a respeito de mistérios e coisas incomuns. (se fosse de outra forma, porque estariam por aqui?)

O Livro Básico de Chamado de Cthulhu oferece tudo aquilo que uma pessoa que jamais jogou RPG precisa para começar a fazê-lo. As regras são suficientemente simples para iniciantes e a ambientação é bem ampla, permitindo que o narrador se dedique ao tema que mais lhe atrai. Além disso, há estórias prontas para facilitar a vida de quem está começando. Para quem quer começar a jogar RPG, Chamado de Cthulhu é portanto uma ótima pedida: simples, funcional e prático, sem jamais ser simplista ou maçante.

Mas mesmo para quem não gosta, não tem tempo ou disposição para Jogos de Interpretação, Chamado de Cthulhu pode ser usado como um ótimo guia sobre o Universo de Lovecraft e do Mythos. Se você quiser saber em que conto determinada criatura apareceu, quer saber como uma determinada estória se relaciona com outra ou ter em mãos uma cronologia das estórias escritas por Lovecraft e seu círculo de amigos, basta então consultar o Livro Básico de Chamado de Cthulhu. Longe de ser apenas um livro de jogo, ele serve como referência para o leitor habitual e aficionado do tema.

*     *     *

Bom é isso, pessoal... vamos ficar na torcida.

O Financiamento se encerra no dia 25 de dezembro, então não deixe para a última hora.

O link para o Financiamento Coletivo é: Chamado de Cthulhu - Catarse

12 comentários:

  1. Ótimo cometário!, no meu caso: tenho o original, tenho o Rastro e desejo ardentemente a versão tupiniqui!. Sinto que está faltando o pessoal da editora acordar a muito tempo. Só o jogo em si não se vende, vide Lendas do Cincos Anéis. Vide o Cronicas RPG e o Yggdrasil que ainda será lançado, os dois fazem mesa de jogos, mostrando o seu produto e vários locais ao vivo!, puseram material a disposição! playtest a torto e a vontade!
    Estão querendo vender o Cthulhu só pelo nome e não emplacou; pensei que nas duas primeiras semanas já teriamos atingido a meta, depois disso fiquei muito cético. Acrescente Addons ou que seja senão vai morrer na praia, triste mais é verdade.
    Longa vida a Cthulhu e que tenhamos o nosso nacional :)

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  2. Faltou um link direto do financiamento nesse último apelo. Eu, pelo menos, não achei!

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  3. Tem razão, faltou o link. E já foi colocado no final da postagem.

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  4. Bons argumentos...fiquei na dúvida por muito tempo por ter o original mas o que me fez desistir foi o preço R$110,00 e extras pouco atrativos ou muito caros no preço final por exemplo com os dados R$150,00 entrei em financiamentos coletivos esse ano pagando em dollar e levei muito mais : (

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  5. O Cronicas RPG sem fama nenhuma está 'disputando" de igual para igual com o chamado só que veja a diferença de R$75 investidos dos R$110 sim números importam

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  6. Eu apoiei e convenci alguns jogadores a apoiarem. Mas o maior problema com esse financiamento é exatamente o que o Edu colocou acima: cadê os extras. Na maioria dos valores existe de extra apenas uma ilustração do ilustrador do livro isso é totalmente redundante. Acredito no financiamento porém está apertado. Estou fazendo a propaganda boca a boca. :D

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  7. O texto ficou primoroso! Concordo com os comentaristas acima no que se refere à divulgação do financiamento, poderia ter sido feita de uma forma mais arrojada, com campanhas mais agressivas em mídias sociais. Quanto ao preço, não acho que tenha ficado muito "salgado". Algo que o financiamento do "Crônicas" possui que o do CoC deveria copiar é o sorteio de livros físicos para os níveis menores de contribuição, penso que atrairiam um número maior de financiadores.

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  8. Algo Cthulhiano na Antártida?http://noticias.seuhistory.com/pesquisadores-encontram-criatura-nunca-vista-antes-na-antartida

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  9. Eu sou jogador de CoC há alguns anos, tenho o livro original, e não estou participando do FC. Tenho alguns motivos pra isso:

    1 - 7a edição na esquina: eu considero um erro estratégico querer lançar logo o jogo, com uma edição que já nascerá defasada. Ainda mais usando os argumentos de que a 6a é compatível com 20 anos de material, como se a 7a não fosse ser. Eu considero esse comentário feito pelo Pedro Ziviani um "golpe baixo". Quem joga CoC ou está acompanhando o lançamento da 7a edição sabe disso.

    2 - Nenhum atrativo: eu particularmente não me senti incentivado a participar do FC, que parece mais uma pré-venda disfarçada. Não existem recompensas legais, o preço é caro, e as metas extras do financiamento são totalmente "meh". Porque não lançar uma das aventuras clássicas de CoC como meta adicional? Não dúvido da capacidade do pessoal que está participando do FC, mas faltou algo com peso, algo com renome dentro do CoC!

    3 - FC não é pré-venda: Acho que faltou também uma visão de que FC não é pra dar lucro, e sim pra custear o projeto. FC com visão de lucro se chama pré-venda. E R$99 (ou R$77 pros que investiram logo no início) é bastante salgado pra um livro + pdf, sem props, sem aventuras, sem nada. Porque custear a versão nacional, pagando tão caro, sendo que eu já tenho o livro? Eu vou esperar sair o livro impresso, ver como ficou a edição e então decidir se compro ou não (por R$99, que eu aposto: será o preço de capa nas livrarias).

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  10. É um desafio muito grande lançar qualquer título de RPG aqui no Brasil, ainda mais quando se trata de versões de RPGs consagrados na língua inglesa, pois tem-se que arcar com os custos dos direitos autorais.
    Esse financiamento coletivo de Chamado de Cthulhu me pegou de surpresa, pois eu já havia até desencanado de ver CoC traduzido para a língua portuguesa.
    Eu já tenho a 6a. edição em inglês, e também alguns suplementos. Mas estou participando do financiamento em duas categorias de livros físicos e com todos os extras (menos a sessão de jogo via hangout).
    O principal motivo para eu participar do financiamento é finalmente ver CoC publicado e traduzido para o português. Pode parecer besteira para quem já tem a versão em inglês, mas para muitos jogadores, ter o texto em sua língua materna faz uma enorme diferença.
    Acho que para quem já joga CoC e tem o livro em inglês, apesar do livro em capa dura e em pt_BR ser uma recompensa muito legal, a principal recompensa em participar do financiamento será ajudar o mercado brasileiro de RPG, facilitar a vida de jogadores novos e principalmente trazer mais gente para esse hobby fantástico que é o RPG.

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  11. Só complementando, o motivo de eu ter participado em duas categorias de financiamento, recebendo 2 livros físicos se o financiamento for bem sucedido é que, essa pode ser a única chance de termos CoC traduzido para o nosso idioma. Pessoalmente, boto fé que o trabalho vai ser de primeira, assim como foi o trabalho da Retropunk com o Rastro de Cthulhu.

    Quanto à 7a. edição, como disseram, teríamos que esperar pelo menos 2 anos depois de lançada a 7a, edição nos EUA. Acredito que nesses 2 anos muita coisa poderia acontecer, e o lançamento do livro básico nesses meio tempo abre caminho para lançamentos de suplementos e muitas coisas que poderão ser aproveitadas com 7a. edição.

    O mercado brasileiro de RPG já conta com inúmeras dificuldades. A primeira é a resistência à leitura do brasileiro. Muito provavelmente devido às nossas deficiências com educação básica. Outra barreira é a financeira. E por fim temos a barreira da intolerância e fanatismo religioso. Acredito que seja nosso papel apoiar iniciativas ousadas como a da Terra Incógnita, que está tentando trazer um RPG que já é promessa em nosso mercado a aproximadamente 15 anos, e até agora não passou de boato. Enfim alguém tem algo de concreto sobre CoC, e está prestes a lançar esse RPG no Brasil em nossa língua. O mínimo que posso fazer é dar todo apoio que for possível a essa iniciativa.

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