domingo, 1 de junho de 2014

Divindade Obscura - A sensacional descoberta de uma estranha estatueta ancestral


Arqueologistas chamaram a descoberta de uma antiga figura de única e sensacional.

A peça com mais de 4,000-anos de idade tem apenas 12 polegadas (30 centímetros) de altura e retrata uma figura com olhos de cor castanha arredondados, uma boca larga e uma expressão furiosa é realmente incomum.

Ela foi encontrada no fundo do leito de um rio próximo ao vilarejo de Tisul no sul da Rússia. 

Tendo um dia de folga em seu trabalho, o siberiano Nikolay Tarasov, 53 decidiu ir pescar. Ele não esperava encontrar mais do que algumas carpas ou trutas, mas ao invés disso acabou achando algo muito mais valioso e inusitado.

"Eu sempre costumo pescar no mesmo lugar, o rio não é muito profundo na margem esquerda e temos muitos peixes. Eu costumo usar uma rede ao invés de linha, coloco ela estendida e fico aguardando por algum tempo até perceber que ela está cheia. Basta então puxar e tirar da água".

O pescador disse que o artefato provavelmente estava preso no fundo do rio, que possui uma camada de pedras escuras limosas. Quando ele arrastou a rede para içá-la a peça deve ter se soltado do fundo ficando presa na lateral. Um amigo que estava ajudando Tarasov foi quem percebeu o estranho objeto que emergiu com a rede.

"Assim que vi a coisa, pensei que era apenas um pedaço de pedra sem valor. Cheguei a pensar em atirar de volta na água, mas aí meu colega percebeu que não era um simples pedaço de pedra, mas algo trabalhado... com uma face entalhada, como uma estatueta".

Tarasov guardou a peça por algumas semanas e então resolveu levá-la a um Museu local para saber mais a respeito dela. O descobridor ficou chocado quando os especialistas disseram que a peça pertencia a Idade do Bronze e que constituía um achado sensacional. "Eu acreditava que ela tinha apenas uns séculos, nunca imaginei que fosse tão antiga!", contou.

No lado inverso a face entalhada, a peça apresenta alguns símbolos e abaixo deles linhas que lembram escamas de peixes. Tudo indica que seja uma entidade aquática.


O Sr. Tarasov aceitou doar a peça ao Museu local sem pedir qualquer compensação pela sua descoberta inusitada. Mesmo assim, a descoberta será creditada a ele em uma placa.

De acordo com curadores do museu, a peça é um fragmento de chifre fossilizado que foi entalhada por algum artista pré-histórico. Os detalhes são realmente surpreendentes e demonstram que o indivíduo que criou a peça, a tratou com dedicação e deferência, já que a superfície foi cuidadosamente lixada até tomar a forma desejada..

Marina Banschikova, diretora do Museu de História de Tisul comentou: "Trabalhamos com a hipótese de que se trata de um deus pagão. Itens desse período são muito raros, o único objeto que temos que se aproxima da mesma época é um colar com ossos de urso e pássaro e um bracelete, ambos encontrados na mesma região.

Sabe-se que a região nos arredores de Tisul foi habitada por comunidades primitivas na Idade do Bronze. Há teorias de que a estatueta pertenceria a cultura dos Okunev ou Samus. A primeira é uma sociedade da Idade do Bronze que existiu dois mil anos antes de Cristo e habitou a região sudeste da Sibéria. 

Mas afinal de contas que tipo de divindade poderia ser essa afinal de contas?

A Dra. Branchikova comentou a respeito: 

"Os povos primitivos tinham divindades pagãs, para quem rezavam a fim de que estas os favorecesse nas tarefas do dia a dia e para que elas ajudassem em momentos de dificuldade. Essa imagem parece particularmente irada e tudo indica que se trata de um deus com poder sobre as águas, rios e talvez até sobre a chuva e tempestade. As ranhuras semelhantes a escamas reforçam essa teoria, divindades antropomórficas eram bastante comuns, nesse caso, um deus meio homem-meio-peixe, ofereceria ajuda para um pescador, para alguém que desejasse chuvas ou até que temesse morrer afogado.

Estatuetas desse tipo são bastante raras de ser achadas, ainda mais em condições tão boas. É possível que ela tenha sido perdida ou até propositalmente enterrada no leito do rio como uma forma de "domar" aquelas águas"

*     *     * 

Ok, senão vejamos:

A estatueta de um obscuro deus da água, pertencente a Idade do Bronze com mais de 4 mil anos de idade é achada "por acaso" no fundo de um rio.

Será que alguém (ou alguma coisa) não desejaria essa coisa de volta?

Se não me engano, existe uma magia chamada "Contatar Abissais" que envolve criar uma figura ou entalhar uma pedra com símbolos específicos que servem como um convite para que essa raça meio-homem-meio-peixe venha à superfície. Para a coisa funcionar, basta jogar a pedra na água e recitar algumas palavras e logo, a pessoa recebe uma visita.

Será que no passado dessa região da Sibéria, homens primitivos tentaram fazer um convite para que seus deuses aparecerem?


Se eu fosse o pessoal desse museu, ficaria de olho aberto e tentaria evitar visitas inesperadas.

(principalmente se essas visitas deixam pegadas molhadas e algas por onde passam)

Um comentário: