sábado, 12 de novembro de 2016

Espetáculo do Bizarro - A estranha inauguração do Túnel Gotthard na Suíça



Com a presença dos mais poderosos líderes e Chefes de Estado da Europa, a cerimônia de Abertura da Base do Túnel Gotthard, na Suíça, foi marcada por momentos estranhos, perturbadores e tão surreais que muitos dos presentes se perguntaram em determinados segmentos o que diabo estavam assistindo.

Para alguns foi uma cerimônia incomum e que chamou a atenção. Para outros foi meramente de mal gosto, um tipo de cerimônia na qual pouco, ou praticamente nada, fazia sentido e onde imagens misteriosas e uma sucessão de esquisitices pontilhava cada bloco da festa. Outros foram mais longe e declararam que a celebração era um bem pouco disfarçado Ritual Satânico. 

Antes que alguém pergunte, SIM, essas imagens e esses comentários foram tirados de páginas e de artigos a respeito da celebração. Todos eles são verdadeiros e não há nenhum exagero nas imagens e nas descrições, pois elas são condizentes com o livreto distribuído para os convidados da grande abertura.

Medindo incríveis 57 quilômetros de extensão, ao custo exorbitante de 11 bilhões de Euros, o Gotthard Base Tunnel é uma das mais impressionantes obras de engenharia do mundo moderno. Trata-se do maior e mais caro projeto de costrução de um túnel subterrâneo da história. Passando por baixo dos Alpes Suíços, as escavações para a abertura da passagem demoraram 17 anos para serem concluídas e tiveram de empregar maquinário específico. Em determinados momentos durante a obra, peças e equipamento para perfuração simplesmente não existiam, e estes tiveram de ser desenvolvidos e fabricados.

O Túnel é um símbolo da unificação da Europa em um cotexto de que o nacionalismo cede lugar para abertura plena das fronteiras. O Túnel cruzando o coração da Europa serve como um eficiente símbolo de unidade entre as nações do Oeste e do Leste que compõem a UE. Ele deve reduzir o tempo de viagem entre Zurique e Milão para apenas uma hora. Em um ano conturbado em que a Grã-Bretanha abandonou o barco, o Túnel serve como uma espécie de reafirmação da União, como uma instituição capaz de realizar façanhas notáveis.

Ou assim deveria ser...

Para celebrar a abertura oficial do Túnel, uma elaborada cerimônia foi organizada nos mínimos detalhes. Pouco se sabia qual seria o tema e o que seria mostrado na apresentação - o objetivo era surpreender. Uma das metas era apresentar um pouco do folclore e das tradições suíças e dos povos alpinos. A longa lista de convidados ilustres contou com nomes como a Chanceler alemã Angela Merkel, o Presidente francês Francois Hollande e o Primeiro Ministro da Itália Matteo Renzi, além é claro do Presidente da Suíça, da Suécia, além de membros da família real da Holanda, Bélgica e Mônaco. Todos esperavam uma celebração do grande feito, capaz de enaltecer o feito que consumiu tantos recursos.

Mas as coisas saíram "um pouco" diferentes do esperado. Na realidade, a abertura foi tudo menos convencional. Efeitos especiais perturbadores, música com coral em latim, peças heréticas, trechos com alusão clara a crenças pagãs e elementos que chegaram a chocar alguns convidados mais sensíveis. Orquestrado pelo diretor alemão Volker Hesse, a celebração já é considerada como a mais estranha e incomum da história da União Européia, talvez a mais bizarra de todos os tempos.

Há rumores de que a celebração serviu para consolidar de uma vez por todas o poder de uma elite devotada ao ocultismo que "casualmente" é também responsável por governar algumas das nações mais poderosas do mundo. Fala-se muito nos Illuminati e na Nova Ordem Mundial, supostas Sociedades Secretas tão poderosas e influentes que dominariam a economia e a política com ramificações em dezenas de nações. 

Para alguns Teóricos da Conspiração, a celebração, ocorrida em primeiro de Junho, foi uma clara demonstração de que essas Sociedades Secretas de cunho oculto não estão mais interessadas em manter o segredo sobre as suas práticas e mesmo sobre sua existência. Dizem que esse é o maior truque do diabo: "Fazer com que ninguém acredite na sua existência, tornando-se parte do cotidiano". Quem acredita em Sociedades Secretas hoje em dia? Bem, se for isso, não deixa de ser genial.

Para outros, foi uma demonstração de força uma maneira de apresentar sua agenda e filosofia simbólica. Que melhor forma de demonstrar poder do que esfregar na face de todos uma celebração dessa natureza, sabendo que a repercussão pouco irá importar. Muito se comentou a respeito de certos aspectos e elementos herméticos presentes na Abertura dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, mas aqui, as coisas foram muito mais óbvias.

Finalmente, há aqueles que vão ainda mais longe, defendem que a Celebração foi um Ritual diante dos olhos de milhares de testemunhas. Um Ritual que serviu para fortalecer a Sociedade, granjear poder, influência e canalizar energias para objetivos específicos. Além de tudo, seria uma forma de provar que o poder em suas mãos não pode ser contestado ou evitado. 

Exagero? Provavelmente, mas é inegável que essa celebração foi muito (muito, muito mesmo) estranha!

Mas julgue por si mesmo.

Vamos mostrar alguns momentos chave da abertura e vocês podem dizer se há ou não algo incomum.

A cerimônia se iniciou com uma procissão de pessoas (cerca de 200 atores) vestindo roupas laranja semelhantes às usadas pelos operários que trabalharam na construção do Túnel. A procissão começava no escuro com tochas sendo acesas em meio às trevas. O som que acompanhava os operários era o de tambores rítmicos em uma cadência claramente militar.


A marcha representava os trabalhadores que tomaram parte no projeto sendo convocados para participar da celebração, colocando-os como personagens essenciais para a realização da façanha.

Há algo bem na sintonia com a tal "Nova Ordem Mundial" nessa manifestação militarista da força de trabalho agindo como um grupo coeso que obedece e acata as ordens. Até o uniforme e a face de todos suja de poeira, sinaliza com uma igualdade forçada, na qual todos trabalhadores são iguais quando desempenham sua atividade. Na metade do percurso, os tambores vão assumindo um ritmo diferente e alguns dos trabalhadores começam a dançar e saltar fazendo todo tipo de acrobacias. Mas o Caos é logo em seguida coibido, eles voltam aos seus lugares em uma procissão ordenada e monótona. Estranho, mas até aí tudo bem.

É então, que as coisas começam a ficar realmente esquisitas! Um trem surge no final da procissão carregando algumas figuras em trajes brancos sumários.


Vestidos em branco, esses homens e mulheres representam as massas que irão viajar nos trens através do túnel. 

Alguns acharam curiosa a representação dos viajantes como indivíduos despidos e em alguns casos com roupas esvoaçantes, verdadeiros lençóis ou quem sabe mortalhas cobrindo seus corpos semi-nus, quase como representações de fantasmas. Seria esse o objetivo? Estabelecer uma espécie de ligação entre a jornada dos viajantes pelo túnel e a jornada da alma pelo além? Os viajantes que nada carregam além de seus corpos? Alguns estudiosos de simbologia cogitaram que esse era o propósito apresentado nesse bloco. 


Por alguma razão, a cerimônia se torna estranhamente sensual, com os viajantes à bordo do "trem" se relacionando de maneira bastante passional. 

Depois de retratar os operários como uma horda de verdadeiros soldados zumbis, a cerimônia prossegue apresentando os utilizadores com um grupo lascivo com uma coreografia bastante provocante. Para analistas, seria uma represenetação clara das paixões da alma sendo levadas pela árdua jornada além da vida. As almas mesmo despidas de sua carga física, ainda carregam suas paixões, suas emoções e seus desejos reprimidos durante a vida.   

Tudo bem! Mas o que vem a seguir é ainda mais esquisito (e sinto que vocês lerão isso várias vezes ao longo dessa descrição).

Quando o trem chega a um determinado ponto, ele é cercado pelos operários que começam a dançar ao redor dele, como se estivessem de alguma maneira ameaçando os passageiros. O que isso significa é difícil de dizer, mas a medida que o círculo vai se fechando, eles parecem cada vez mais furiosos.

É então que um estranho anjo, suspenso por cabos, desce do alto. A figura veste apenas uma tanga, tem asas de plumas e uma enorme cabeça de querubim. O que chama mais atenção é a face distorcida de uma criança furiosa que retrata a máscara do ator.

Uma criança furiosa, linda e perfeita, mas que se comporta mal e se rebela contra a autoridade de seu pai... ainda assim, um anjo de luz. Eu me pergunto: quem poderia ser?


O anjo faz evoluções acima do grupo de operários que começa a se dispersar. O trem então segue viagem se afastando. Com o trem livre para seguir viagem, ele desaparece em uma explosão de luzes brancas quase cegante.

Isso encerra o primeiro bloco da celebração, mas não e nem de longe o mais estranho.

O segundo bloco talvez seja o mais bizarro, bebendo de fontes pagãs clássicas e com elementos que remetem a tradições místicas e lendas locais.


O personagem principal nesse segundo bloco é um homem vestindo a fantasia de um bode. Ele age como mestre de cerimônias dali em diante, aquele a quem todos os demais personagens pagam homenagem e respeito. 

Quando o peculiar "homem bode" surge no palco, que já está cheio com a presença de dezenas de dançarinos vestindo trajes curiosos, há uma quebra na dança e nos festejos. O som de flautas são sustentados no ar enquanto um a um, os dançarinos se curvam em uma espécie de veneração. 

A imprensa tentou explicar essa cena como um tributo aos pastores e aos animais que habitam os alpes, onde cabras e bodes são abundantes... mas que ligação tem isso com a construção de um túnel que passa por baixo dos Alpes? Além disso, qual a explicação para a importância do "Homem Bode" nessa parte do espetáculo? Por que as pessoas se curvam diante dele, algumas se contorcem no chão aos seus pés e outras saltam loucamente quando tocadas por ele. Um êxtase quase religioso os aflige, como se a figura eletrificasse cada um daqueles que toca.

O Homem Bode parece ser uma figura de grande importância, um ser superior cuja influência se mostra tão marcante que os demais personagens estão ali apenas para validar sua hegemonia sobre eles.


Segundo o livreto que tenta explicar o espetáculo, a cerimônia encena uma lenda medieval da Suíça chamada "A Ponte do Demônio".

Segundo a Lenda uma ponte era muito necessária para dois pequenos vilarejos situados no topo dos Alpes. Seus habitantes desejavam muito atravessar de um lado para o outro: comprar coisas, visitar amigos e conhecer a cidade vizinha. Entretanto, esse sonho era atrapalhado por um despenhadeiro impossível de ser transposto. Várias vezes o povo dos vilarejos tentaram erguer uma ponte de ligação, mas jamais tiveram sucesso na empreitada, que não raramente terminava em tragédia. Vendo a desilusão dos habitantes dos dois vilarejos, o Diabo em pessoa resolve aparecer e fazer uma proposta. Ele irá construir uma ponte resistente e segura ligando os dois lugares, contudo ele faz um pedido em troca de seus préstimos: o primeiro a cruzar a ponte terá de lhe entregar sua alma de bom grado.

Os aldeões depois de ponderar muito acabam aceitando a barganha. O Diabo cumpre a sua parte, uma bela ponte é erguida entre os vilarejos e todos ficam deslumbrados pela magnífica obra de engenharia realizada pelo demônio (essa parte também é significativa, já que a ponte é fruto da obra do diabo, mas enfim!). Depois de realizada a obra, as pessoas tem medo de atravessar a ponte, ninguém afinal quer entregar sua alma imortal ao suplício no Inferno. Um aldeão então tem uma ideia brilhante, ele faz com que um bode atravesse a ponte inaugurando assim a passagem. Com isso, o diabo acaba sendo ludibriado pelos camponeses. Furioso, o diabo faz chover fogo e enxofre e ameaça o povo dizendo que irá destruir a ponte. Uma mulher então desenha uma cruz na pedra de sustentação da ponte e o diabo é repelido por ela.

Agora, a parte curiosa. A lenda como sempre tem um fundo de verdade.


Não estou dizendo que a ponte foi construída pelo diabo - ao menos não há provas nesse sentido, entretanto, a ponte realmente tinha uma cruz desenhada com cal na pedra de sustentação. Ela estava lá desde o início da utilização da ponte que realmente existe e é incrivelmente bem construída.

Contudo, para que a obra do Túnel Base fosse realizada, a ponte teve de ser reforçada, já que o trem passaria por baixo dela. Durante as obras do túnel, a histórica Pedra de Sustentação da ponte, pesando nada menos do que 220 toneladas foi removida e trocada por uma outra, considerada mais segura. Antes que perguntem, aqui vai a resposta; NÃO. A nova pedra que serve para sustentar a ponte que está acima do Túnel não possui uma cruz protetora desenhada. O que é no mínimo curioso. Uma pedra que esteve há tanto tempo no lugar e que tinha uma importância histórica e uma ligação com o folclore simplesmente foi removida. No mínimo ela deveria ser transportada para um Museu ou Praça, mas não, segundo rumores ela foi simplesmente dinamitada. 

Mas a encenação da lenda da Ponte do Diabo é ainda mais estranha na apresentação, uma vez que ela não condiz exatamente com os elementos folclóricos presentes na lenda.

Para começar, o Demônio é retratado como o vencedor na barganha sobre a ponte.


A cena do surgimento do demônio é aliás uma das mais debatidas nos canais que trataram dos rumores sobre a Festa.

Para começar havia uma nova procissão composta de aldeões. Nessa versão, o Diabo não surge querendo fazer a barganha, ao invés disso, ele é INVOCADO pelos camponeses em uma espécie de Ritual pagão de arrepiar. Nele, homens e mulheres fazem uma curiosa procissão carregando crânios de bodes e de vacas acima de suas cabeças. As figuras vestem mantos compridos, peles de animais ou pinturas corporais prevalecendo as cores vermelha, negra e cinza. As figuras evoluem pelo palco dançando ao som de uma música estranha com flautas.


Um grupo de mulheres vestindo trajes imaculados brancos entra a seguir. Elas são apresentadas a uma espécie de realizador do tal ritual de invocação, uma figura vestindo um manto preto. Para bom entendedor meia palavra basta, as mulheres de cabelos compridos e roupas brancas puras simbolizam virgens que serão oferecidas durante o ritual de invocação.

Não há um sacrifício para estabelecer o contato, ao invés disso, as mulheres recebem uma por uma uma espécie de coroa de chifre de cabra. Enquanto elas recebem os adereços, uma música mefítica é executada de maneira solene, como se aquilo fosse uma espécie de comunhão entre as mulheres e a entidade. Como uma espécie de matrimônio profano! Por fim, depois que a última recebe a coroa, se faz um silêncio e todas vestem no mesmo momento a peça na cabeça em aceitação ao seu destino.


É então que o "Homem Bode" entra em cena novamente. A representação cênica é tão clara, que até uma essência de enxofre foi liberada no ar para demonstrar o que estava acontecendo. O Homem Bode começa a dançar e evoluir tocando a mão ou a testa de cada uma de suas "noivas" que desmaiam. Quando a última é tocada o palco fica escuro e quando as luzes se acendem a ponte, feita de luz, surge no palco. A barganha foi realizada à contento e o bloco se encerra nesse ponto!

Sem diabo sendo enganado, sem bode atravessando a ponte, sem aldeã protegendo a pedra fundamental... nada disso parece ter importância.

O Terceiro bloco tem lugar na parte externa do Túnel.

Os cerca de mil convidados foram chamados para seguir até o lado de fora onde haviam arquibancadas montadas para que eles pudessem apreciar o restante da apresentação.


Esse trecho aparentemente visa render homenagem aos trabalhadores que morreram durante a realização das obras. É curiosa a importância dispensada para os operários que pereceram na construção do túnel, não que eles não mereçam, mas pelo fato da obra ter sido extremamente segura. Nos 17 anos de obras, houve relativamente poucos acidentes fatais - um total de nove. Um bloco inteiro destinado a esse propósito parece estranho, mas francamente, o que não é estranho nessa cerimônia de abertura?

Figuras representando os operários mortos são erguidas por cabos e permanecem pendendo soltas como bonecos. Eles são erguidos e movimentados de um lado para o outro.


Finalmente, em determinado momento, os corpos dos três operários são substituídos por essas imagens vestindo lençóis brancos e compridos, como se fossem fantasmas.

Eles giram e evoluem na frente de uma instalação com imagens sendo apresnetadas.


A primeira imagem é um enorme olho. A simbologia parece clara, o "Olho que tudo vê" um símbolo místico que traduz a presneça metafísica de Deus, observando a criação e cada acontecimento relevante. Os três "fantasmas" são finalmente puxados para o interior do grande olho e desaparecem, em mais uma alusão a passagem da alma para uma jornada espiritual.


E adivinha só quem está de volta? 

O Homem Bode ressurge cercado por uma multidão de indivíduos vestindo roupas brancas imaculadas e véus transparentes. O Homem Bode é cercado por essas figuras, as mesmas que fizeram o papel de trabalhadores zumbis no início da Encenação.

A música é uma mistura de canto gregoriano e latim, com o som sempre presnete de flautas e com acompanhamento de tambores.


O Homem Bode começa a correr pelo palco ao redor das figuras de branco que dessa vez o ignoram. Ele grita e emite sons guturais. 

Finalmente, a face do Homem Bode aparece no lugar do "Olho que tudo vê" e sua expressão cercada de chamas e com um brilho vermelho é de fúria e descontentamento. A imagem concede a ele um olhar extremamente maligno. Ao mesmo tempo, três enormes escaravelhos egípcios parecem flutuar na frente da imagem.

Os escaravelhos são um símbolo da imortalidade do espírito, um símbolo dligado a morte e ressurreição. Quando os escaravelhos descem ao chão, o Homem Bode começa a girar e as pessoas vão se distribuindo em um círculo.


Finalmente, um círculo de indivíduos com enormes flautas folclóricas dos Alpes também começam a soprar seus instrumentos a medida que os figurantes se curvam em saudação ao Homem Bode.

O som dos grandes instrumentos reverbera pelo local ao mesmo tempo que um estranho círculo de olhos em espiral começa a girar na tela. Os olhos vão girando cada vez mais rápido a medida que as flautas são sopradas.


Fogos de artifício começam a estourar e o terceiro bloco se encerra com essa cacofonia de sons caóticos e imagens dissonantes que não parecem significar nada que se possa compreender.

A última imagem que se tem do Homem Bode é uma mulher colocando sobre os seus ombros um tipo de capa branca.


É claro, assim que foi concluída a celebração começou a atrair críticas de todos que assistiram. Ela foi televisionada ao vivo para a maioria das nações da União Européia e milhares de pessoas assistiram sem entender exatamente o que estavam vendo.

Ainda que a apresentação possa não ter sido uma celebração em homenagem a Sociedades Secretas e suas agendas ocultas, como muitos querem pensar, ou mesmo um Ritual Satânico, é inegável que ela transborda em simbolismo. Uma elite estaria demonstrando seu real poder diante de todos? Ela estaria fazendo uma declaração? "É nessas coisas que nós acreditamos"!

A Cerimônia de Abertura e seus idealizadores receberam críticas contundentes da maioria da imprensa e do público. As pessoas pareciam incrédulas diante do que haviam acabado de assistir e as redes sociais fervilhavam com comentários. A Cerimônia dirigida e coreografada pelo polêmico Volker Hesse custou nada menos do que 9 milhões de Euros e demorou seis meses para ser ensaiada. Ela era mantida em segredo e ninguém além dos envolvidos tinham permissão para assistir os ensaios ou saber detalhes do que seria apresentado.

Mas no que Hesse estaria pensando quando concebeu esse espetáculo grandioso e de gosto duvidoso? Talvez seu objetivo fosse exatamente causar choque e obter repercussão, pura e simplesmente uma medida para incomodar a opinião pública e incitar debates sobre sua forma de arte. O fato é que as críticas negativas suplantaram de longe as positivas. Foram poucos os meios de comunicação que endossaram a abertura e a elogiaram, em um canal de televisão na suíça, 89% dos espectadores responderam a uma pesquisa afirmando que a Abertura foi de péssimo gosto.

Mas o que dizer dos rumores sobre Rituais Diabólicos, Satanismo e a presença de Sociedades Secretas metidas com a construção do Túnel? Estariam seus idealizadores comprometidos com algo bizarro e com significado obscuro?

Provavelmente jamais saberemos ao certo.

O Túnel Gotthard já está em operação, até agora, nenhum incidente estranho foi reportado.

Quer assistir alguns trechos selecionados da Celebração?

Basta ver aqui em baixo:

6 comentários:

  1. Olá. Parece realmente bizarro mas nem tanto...Fui o único brasileiro que trabalhou neste túnel nos 3 anos finais. Mesmo a solidão e pouca luz nunca percebi algo anormal.

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  2. Vai ver o homem bode era um sacerdote de Shubb Niggurath... a cabra negra da floresta, a Mãe de Mil Filhotes!?

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  3. Não é o túnel que é bizarro e sim a cerimônia. Óbvio que quando vc estve lá não viu nada de anormal, o portal só abriu depois de concluído o ritual né?...

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  4. Gostei de ver esse tipo de conteúdo aqui. Mostra que a realidade pode ser bem mais estranha que supomos.

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  5. Curiosidade: Essa lenda da ponte do diabo deve ser algo bem comum através da Europa. Minha avó, de origem espanhola e vinda da pequena cidade de Martorel, conta sobre a ponte que liga os dois lados de um rio, ponte conhecida EXATAMENTE como Pote do Diabo. Mas a versão da história que ela me contava era que haviam dois exércitos, um de cada lado do rio, e que um dos exércitos fez a barganha com o demônio para poder derrotar o outro exército. A ponte realmente existe, e para que olha de perto pode perceber detalhes de uma construção romana, e nesse ano durante a minha primeira viagem pela Europa, pude ver a tal ponte, e é realmente uma construção imponente.

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