quarta-feira, 19 de abril de 2017

Sociedade Vril - Nazistas em busca de uma substância mística


A segunda metade do século XIX e o início do século XX foram marcados por um crescimento explosivo de Filosofias Espiritualistas e de Grupos Radicais.

No primeiro grupo, destacou-se Helena Petrovna Blavatsky, mais conhecida como Madame Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica e autora de um compêndio filosófico-religioso, que se tornaria um guia, de avançada profundidade para a época, denominado "A Doutrina Secreta", editado em 1885. Blavatsky era uma ocultista célebre, que percorreu os quatro cantos do mundo, incluindo grandes períodos de permanência no Tibet, onde teve profundas experiências místicas, dando origem à doutrina teosófica que, a seu turno, foi capaz de "ocidentalizar" ensinamentos esotéricos orientais. A despeito de seus ensinamentos a doutrina criada por Blavatsky não teve o cuidado de medir as palavras, em seus textos filosófico-religiosos, a fim de que não fossem mal interpretados no futuro.

Era comum seus textos teosóficos exaltarem uma raça raiz de origem hindo-ariana, classificada como superior a uma outra raça de pele escura. O livro também se referia aos Mestres de grande sabedoria e poder, tutores da Sociedade Teosófica, como pertencentes à "Grande Fraternidade Branca", elemento que também foi interpretado por um viés racista. Finalmente, o livro fazia uso de termos como 'raças menos desenvolvidas' ou 'raças primitivas', o que, do mesmo modo, foi entendido como elemento de discriminação. 

As teorias de Madame Blavatsky contemplavam o surgimento de uma sexta sub-raça raiz, uma raça avançada que, profeticamente, substituiria a nossa atual, quinta e seria formada por seres alvos, de olhos claros e de estatura elevada, os arianos, a raça superior.

A doutrina teosófica, mal interpretada segundo os atuais teosofistas, foi o motivo perfeito para que grupos racistas defendessem a separação das outras raças, atribuindo-lhes a culpa por todo o mal da sociedade moderna. Tendo como base a Teosofia, parecia inegável para esses grupos que a miscigenação era a causa do enfraquecimento da humanidade.

O Führer em marcha
Além dos teosofistas, haviam grupos de radicais de toda a sorte agindo na política da Europa. A união de grupos esotéricos com radicais, com fixação ocultista, deu origem a alguns dos mais malignos e aviltantes grupos da história da humanidade, entre eles a Sociedade Thule, a Sociedade Vril e finalmente ao Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, mais conhecido como Partido Nazista.

Mas como surgiram esses grupos e de onde vieram os bizarros conceitos que ajudaram a formar essas Sociedades Malignas?

O Vril, foi citado pela primeira vez em 1872, por meio do lançamento do livro "The Comming Race" (A Raça do Futuro), do ocultista Edward Bulwer-Lytton. Originalmente um membro da Ordem Hermética da Golden Dawn, uma dissidência da Rosa-Cruz inglesa, Lytton possuía vasto conhecimento esotérico. O que ele fez, no entanto, foi escrever um simples livro de fantasia e ficção.

O livro de Lytton era a respeito de uma raça avançada, constituída de um povo nobre, de pele e olhos claros e estatura elevada, denominada Vril-ya, detentores de enormes poderes, pelo fato de fazerem uso do Vril, uma substância energética usada para todos os fins, para curar ou para matar, para construir ou para destruir. O Vril era um fluido maravilhoso que concentrava energia e que era a base de toda a civilização Vril-Ya. O protagonista do livro acidentalmente descobre a civilização vivendo num mundo subterrâneo paradisíaco e faz com eles contato. Fica sabendo então da importância do Vril e de como ele poderia ser usado para despertar uma nova Era de Ouro para a humanidade. No final do livro, os Vril-ya revelam ter poder suficiente para destruir o mundo, se assim o desejarem. Mas ao invés disso, eles esperam entrar em contato com uma raça humana superior a quem pretendem transmitir seu legado quando chegar o momento.

O sonho de descobrir Vril-Ya
Pode parecer absurdo que uma trama fictícia desse tipo tenha exercido tamanho impacto em círculos ocultistas, mas foi exatamente o que aconteceu. O simbolismo da história e a noção de que um povo receberia uma recompensa por manter seu sangue puro, calou fundo entre os ocultistas. Com base no livro, eles assumiram que a raça escolhida para suceder aos Vril-Ya era a dos germânicos, sendo também contaminados pela ambição de dominar o mundo. A ficção foi encarada como realidade, e o livro passou a ser uma espécie de guia do que estava por vir.

Com base nisso, a Sociedade Vril foi fundada em 1918, em um hotel próximo da cidade alemã bávara de Berchtesgaden. No início ela foi chamada de Sociedade Germânica de Metafísica e contava com poucos membros. Entre seus fundadores principais estavam Rudolf von Sebottendorff e Dietrich Eckhart

Rudolf von Sebottendorff era um ocultista, alquimista e maçom que havia participado da fundação da Sociedade Thule um ano antes. Ele adotou um novo nome e agregou um título, o de Barão, mesmo sem pertencer a nobreza. Para muitos ele era um aproveitador, envolvido com magia negra e satanismo que se tornaria agente nazista e espião em Constantinopla durante a Guerra. 

Dietrich Eckhart, por sua vez era um estudante de medicina que não terminou o curso e posteriormente, se tornou jornalista. Era viciado em morfina e esteve várias vezes internado em sanatórios e manicômios. Foi amigo íntimo de Adolf Hitler de 1919 a 1923, quando faleceu. Era um anti-semita furioso e tinha uma personalidade dominadora. Eckhart conheceu Hitler por ocasião de seus discursos políticos e exerceu enorme influência sobre o futuro Führer, incutindo-lhe a ideologia nazista. Era um 'gênio louco', passava-se por profeta, e acreditava na vinda de um Salvador para a Alemanha.

Expedição Nazista ao Tibet
Outro membro da Sociedade, que se juntou posteriormente era Jörg Lanz von Liebenfels um jornalista e místico que também se viu fascinado pela ideia do Vril. Liebenfels já havia criado um culto chamado Ariosofista, em que exaltava a superioridade ariana; realizava rituais esotéricos na cidade de Carnuntum, na Áustria, local de uma batalha onde os alemães derrotaram os romanos, em tempos idos. A partir de 1905, editou o periódico anti-semita "Ostara", que tinha entre seus leitores assíduos Dietrich Eckhart e Adolf Hitler. Foi Liebenfels quem atribuiu a Hitler grande capacidade mediúnica.

Em dezembro de 1919, um quarto membro se juntou ao grupo e ajudou a atrair ainda mais seguidores para a Sociedade recém constituída. Era a médium austríaca Maria Orsic que alegava ter recebido transmissões telepáticas sobre a criação da Sociedade Vril e de sua importância para a humanidade. Maria era uma medium famosa em toda Alemanha, que alegava ter visões a respeito do futuro glorioso da nação. Ela defendia que caberia ao povo alemão a primazia na transformação da humanidade.

Essas quatro pessoas dariam origem a um grupo constituído com os mais sinistros objetivos, direcionado para a perpetuação materialista, cujos membros compartilhavam de ideias nefastas e que ajudariam a cimentar a base do pensamento do Partido Nazista.

Alguns historiadores modernos taxam os membros da Sociedade Vril de loucos, ocupados na busca de uma substância de existência impossível. Realmente eram loucos maldosos, mas, na realidade, o Vril que procuravam parece se tratava de uma energia esotérica potencializada. Ocultistas esclarecidos especulam que as forças esotéricas, produzidas através de diversas práticas mágicas (cerimônias de magia negra, rituais tântricos entre outras modalidades) podem ser compreendidos como uma forma de energia.

É inegável entretanto, que os membros da Sociedade procuravam avidamente por quaisquer indícios do Vril ao redor do mundo.  

Seguindo as previsões de Maria Orsic, eles se envolveram em expedições arqueológicas e antropológicas em uma desvairada busca por todo o globo, principalmente pelo Tibet, onde acreditavam, residiam seus antepassados arianos. Também acreditavam que suas buscas revelariam artefatos da Atlântida, outra civilização lendária que teria se valido do Vril no seu auge.

A belíssima Maria Orsic
A essa altura, os delírios dos membros da Sociedade se tornaram ainda mais bizarros. Maria Orsic havia criado um Círculo interno de mulheres com habilidades mediúnicas cuja função era estabelecer transes e localizar qualquer possível fonte do Vril. Karl Hostofer (outro nazista com futuro dentro do Partido) foi incumbido de realizar as investigações na Ásia e, apesar de não ter encontrado o Vril, trouxe de lá a suástica, que era essência um simbolo positivo de prosperidade, mas que foi modificado pelos nazistas para ser o distintivo do movimento. O símbolo substituiu o "Sol Negro", um brasão cujas origens estão envoltas em denso simbolismo esotérico.

As mulheres tinham grande influência na Sociedade, eram chamadas de Vrilerinnen Fraus. Duas delas se converteram em verdadeiras Profetizas dentro da Sociedade. Maria Orsic e uma outra medium conhecida apenas pelo nome de Traute em determinado momento se tornaram líderes da Sociedade. Elas mantinham os cabelos longos, realizavam adivinhações e previsões diversas após relações sexuais. Traute chegou a realizar uma predição na qual, após uma relação sexual, viu surgir de seus órgãos genitais a figura do Führer, o futuro salvador da Alemanha, e o identificou como Adolf Hitler. Em algumas dessas sessões mediúnicas, as sacerdotisas diziam manter contato com seres de outras realidades, dimensões, planos...

Não se sabe ao certo quantos membros do Partido Nazista, políticos, empresários e apoiadores aderiram à Sociedade Vril, mas as conexões estabelecidas entre os membros e pessoas importantes na Sociedade Alemã é inquestionável. Em 1933, ano em que os Nazistas chegaram ao poder, muitas pessoas influentes, ricas e formadoras de opinião foram convidadas a participar das celebrações. Foi através desse vínculo que a Sociedade conseguiu se estabelecer no Partido, alinhando seu discurso à doutrina nazista.

Alguns setores do Partido haviam sido convencidos pelos membros da Sociedade secreta que o Vril era essencial para a conquista da Europa e depois do mundo. Nessa época, a medium Maria Orsic relatou que o Vril seria utilizado como matriz energética das mais variadas armas. Ele seria, por exemplo, o combustível para máquinas aéreas em forma de disco (inspiradas pelos Vimanas indianos) que seriam usadas como a arma mais eficaz para derrotar os inimigos da Alemanha. A Alemanha buscou criar os Discos Voadores através de um projeto chamado Die Glock. Orsic teria visto em um dos seus transes que o Exército Alemão se tornaria uma Máquina de Guerra imbatível graças a substância mística.

Os Discos Nazistas tomariam a Terra e depois o universo...
A procura pelo Vril levou alemães e austríacos a praticarem todo o tipo de sortilégio, principalmente o tantrismo negro, realizado durante cerimônias orgiásticas nas sedes da Sociedade Secreta. O propósito desses ritos não era apenas localizar o Vril, mas segundo boatos assassinar inimigos políticos e desafetos canalizando energia mística com o intuito de matar, ferir ou aleijar.

Para alguns pesquisadores, a Sociedade Vril contou com alguns indivíduos chave do Governo alemão entre os seus membros estariam entre outros: Herman Göering (criador da Lufftwaffe), Heinrich Himmler (o homem forte da SS), Alfred Rosenberg (idealizador da Teoria Racial e promotor do Extermínio Judeu), Rudolf Hess (político proeminente do partido nazista), Martin Bormann (chefe da chancelaria nazista), que seriam membros com maior ou menor influência dentro da Sociedade. Não obstante, todos teriam passado pelas iniciações e rituais que envolviam verter sangue sobre o símbolo da sociedade. Muito se discute se Hitler também fazia parte da Sociedade Vril, mas segundo a maior parte dos historiadores, ainda que o Führer não fizesse parte ativamente, é razoável supor que ele conhecia e aceitava suas atividades.

De todos os membros da Alta-Cúpula do Partido Nazista, é provável de Heinrich Himmler fosse o mais envolvido com a Sociedade Vril. O interesse de Himmler pelo ocultismo é bastante conhecido e foi ele o responsável por introduzir muitos elementos de simbolismo místico no Terceiro Reich. Ele comandava a SS com base em suas convicções políticas mas, antes de tudo, seguindo suas concepções ocultistas.

Himmler teria sido um membro ativo da Sociedade Vril e se dedicava a participar de celebrações místicas, fazendo disso uma religião. Realizava casamentos, rituais místicos tântricos, iniciações, evocações e sacrifícios. A cerimônia de casamento de uma prima de Eva Brown, esposa de Hitler, foi realizada por Himmler.

A SS, sob seu comando, além de representar uma força de batalha, formada pela nata dos soldados alemães, se tornou uma força acessória da Sociedade Vril, adaptando iniciações e outras atividades que envolviam a doutrina. Sua obsessão pelo ocultismo era tal, que mandou modificar o Castelo de Wewelsburg, utilizando mão de obra escrava de prisioneiros de guerra, para que se tornasse um templo dedicado ao Nazismo e doutrinas obscuras. Não por acaso, muitos dos símbolos presentes nas paredes e câmaras de Wewesburg eram dedicados a Sociedade Vril. O Sol Negro, estava entalhado no alto da Torre Norte do Castelo, local onde ficava o Templo em que ocorriam as celebrações mais importantes, como a iniciação dos membros da SS.

Celebração nazista em Berlim
Mais profundamente nesse mesmo castelo, situa-se uma cripta, destinada à realizações de rituais ainda mais profanos (supostamente até missas negras) onde, após sua morte, Himmler pretendia guardar suas cinzas. O castelo encontra-se intocado até os dias de hoje, emanando energias deletérias produzidas em seu passado macabro.

No decorrer da Segunda Guerra, a Sociedade Vril continuou desfrutando de certo prestígio, mas esse durou apenas até o conflito se equilibrar e começar a pender contra a Alemanha Nazista. Apesar de contar com muitos membros dentro do Partido e nas Forças Armadas, a Sociedade começou a ficar em segundo plano diante de outros grupos como a SS de Himmler.

Seus membros mais importantes começaram a perder prestígio.

O Barão Sebottendorff cometeu suicídio, pulando no Bósforo, em maio de 1945 quando soube da derrota dos nazistas. Ele havia trabalhado ativamente para os nazistas tentando estabelecer uma aliança com a Turquia que nos dias finais da Guerra chegou a ser cortejada sem êxito para compor o Eixo.

Jörg Lanz von Liebenfels, caiu em desgraça bem antes do fim da Guerra. Ele tentou se aproximar de Hitler depois dele subir ao poder mas acabou irritando o Fuhrer com sua insistência para receber algum posto de importância. Hitler mandou fechar a revista Ostara e proibiu Liebenfels de continuar publicando seus artigos. Após a Guerra ele acusou Hitler de ter corrompido suas ideias.

Karl Hostofer, o explorador que buscou o Vril incessantemente foi capturado pelos soviéticos e julgado por crimes de guerra. Ele morreu antes de ser condenado a forca em um campo de prisioneiros.

O sonho de encontrar a Civilização Ariana
Nos últimos dias da Guerra, Heinrich Himmler foi promovido a Comandante das Forças do Reno, um título que o colocava como segundo homem mais importante da Alemanha. Himmler usou seu novo posto para costurar uma rendição com os Aliados,o que enfureceu o Führer que mandou prendê-lo. Himmler pressentindo o perigo tentou escapar e foi capturado pelos britânicos. Sob custódia, ele ingeriu duas pílulas de cianureto e morreu em 23 de maio de 1945.

Maria Orsic e Traute desapareceram misteriosamente em 1945, junto com seu grupo de Vrilerinnen Fraus. Acredita-se que elas possam ter escapado para a Itália e se misturado aos milhares de refugiados de guerra que vagavam pela Europa na época. Alguns supõem que ela estava tentando retornar para a Croácia que era a pátria de seu pai. Teóricos de conspiração acreditam que ela tenha sobrevivido à Guerra e que tentou reerguer a Sociedade Vril nos anos seguintes.

O Vril ou a civilização que o dominava jamais foram encontrados.

O Reich Nazista que deveria perdurar por um milênio, foi completamente aniquilado em 12 anos, deixando um saldo de milhões de mortos.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Geek & Game Rio Festival 2017 - Mega Evento de Cultura Geek no Rio de Janeiro


Pessoal do Rio de Janeiro, entre 21 e 23 de abril, a Zona Oeste vai se transformar na Meca da Cultura Geek brasileira.

Os pavilhões do Rio Centro vão hospedar o Primeiro Festival Geek & Game, um Mega Evento que Celebra a Cultura Geek em todo o seu esplendor com Oficinas, Convidados Especiais, Torneios de Games, Palestras, Concursos de Cosplay, Quadrinhos, Filmes, Séries, Mesas de RPG e boardgames, stands de editoras e lojas.

Leia aqui o Press Release do Evento e reserve o final de semana de feriado para esse evento.

Não fique de fora dessa!

No feriado de 21 de abril, o Rio Centro vai se transformar em um grande palco de cultura pop e games, oferecendo uma experiência única ao público.


No feriado de 21 de abril e até o dia 23, o Rio Centro será palco do maior evento de Cultura Pop e Games já realizado no Rio de Janeiro. Durante três dias, o Geek & Game Rio Festival vai reunir 70 mil fãs de eSports, videogames, quadrinhos, colecionáveis, filmes e séries de TV. Além de desfilar seus cosplays e vibrar com os campeonatos, os visitantes poderão assistir palestras, participar de Meet & Greet com artistas famosos dos cenários nacional e internacional e encontrar diversos produtos desses segmentos.

A organização do Geek & Game Rio Festival é uma parceria da Fagga | GL events Exhibitions, responsável por 20 feiras por ano no Brasil, entre elas a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, com a Supernova, uma das maiores empresas de esportes eletrônicos do país e responsável pela curadoria do evento.

Destaques do Geek & Game Rio Festival:

ARENA DE GAMES:

Um dos principais destaques do evento é a arena Gamer Stadium, que irá receber competições de esportes eletrônicos, os eSports. A estrutura suspensa da arena, que tem 900m2, permitirá ao público ficar mais próximo dos cyberatletas. Os torneios serão realizados todos os 3 dias, em um palco de 40m2, equipado com um telão gigante, com narração profissional e transmissão ao vivo dos jogos pela internet.

Acomodados em seis arquibancadas, os visitantes poderão acompanhar disputas de times profissionais dos jogos mais cobiçados do momento, como Tom Clancy's Rainbow Six Siege, da Ubisoft, que tem tido um crescimento considerável, na sexta-feira; Counter Strike: Global Offensive, da Valve, um dos pioneiros nas competições internacionais, no sábado; e League of Legends, da Riot, um dos mais disputados no mundo, no domingo.


JOGADORES PROFISSIONAIS:

No torneio de Rainbow Six Siege, competirão as equipes Santos Dexterity e Black Dragons. Após os jogos, os torcedores poderão conhecer e tirar fotos com os integrantes da Black Dragons, entre eles a capitã Nicolle “Cherrygumms” Merhy e Leo “Zigueira” Duarte, dois destaques cariocas das competições, em uma sessão de Meet & Greet.

Em Counter Strike: Global Offensive, jogarão dois times masculinos, Team One e ProGaming, e dois femininos, ProGaming e um time de estrelas da categoria que terá o nome anunciado durante o evento. Já a disputa de League of Legends será entre INTZ eSports e ProGaming.

CONCURSO COSPLAY:

Durante três dias, centenas de jovens vestidos como seus heróis favoritos irão desfilar pelo festival e parte deles vai participar de um concurso que premiará o vencedor com uma Scooter 0km, da marca Auguri. O Cosplay Awards irá selecionar o competidor que melhor representar o seu personagem de quadrinhos, games, filmes, desenhos, séries, entre outros.

Serão selecionados 80 participantes de acordo com a ordem de inscrição no concurso. Eles passarão por seletivas nos dois primeiros dias de evento e os 10 melhores se apresentarão na grande final no domingo, 23 de abril, no Palco Cosplay, às 18h.

CONVIDADOS INTERNACIONAIS:


Grandes personalidades do mundo geek e gamer participarão do Geek & Game Rio Festival. Entre eles, o renomado designer Tim Schafer, que se tornou uma lenda dos jogos do estilo Adventure. O norte-americano é conhecido mundialmente por suas criações, como os títulos Day of The Tentacle, Full Throttle e Grim Fandango. Participará do evento em um painel em que irá conversar com os fãs sobre seus notáveis trabalhos, no feriado de 21 de abril, sexta-feira, às 17h.

Os fãs de quadrinhos terão a chance de conhecer o ilustrador David Lloyd, criador da série V de Vingança e da icônica máscara de Guy Fawkes, usada até hoje como símbolo de resistência. O britânico participará de um painel que irá discutir os “Quadrinhos como ferramenta de protesto”, no dia 22, sábado, às 13h30.

A escritora norte-americana Christie Golden, responsável por mais de 35 livros oficiais do universo nerd, irá deleitar os fãs da literatura. No domingo, 23, às 15h30, ela irá falar sobre seus trabalhos baseados na famosa franquia Warcraft, da produtora de jogos Blizzard.

ESPAÇO INFANTIL:

O Geek & Game Rio Festival é um evento dedicado à toda família em que o público infantil terá seu próprio espaço. Os pequenos geeks de quatro a 12 anos poderão aproveitar diversas atividades desenvolvidas especialmente para eles na área Little Heroes, de 100 metros quadrados. Pais e filhos poderão se divertir juntos em atrações como oficinas de cinema, ciências, quadrinhos, jogos de tabuleiro e de videogame. Os que gostam de se vestir como seus heróis favoritos terão a chance de mostrar as fantasias em desfiles de cosplay infantil.

INFLUENCIADORES:

Como não poderia deixar de ser, renomados influenciadores farão parte do roll de atrações, entre eles estão confirmados Zangado Games, uma das vozes mais influentes quando o assunto é videogames. No primeiro dia de evento, Zangado irá encontrar pela primeira vez o criador da máscara de Guy Fawkes, que usou por três anos em seu canal, o britânico David Lloyd.

Estarão presentes, ainda, o escritor, blogueiro e podcaster Eduardo Spohr, integrante do NerdCast, e o grupo de amantes de jogos clássicos 99Vidas, que além de um site e um podcast, lançaram o jogo 99Vidas, para PC, baseado em clássicos dos anos 90 e desenvolvido com financiamento coletivo. Os integrantes do canal Pipocando, especializado em filmes e séries de TV, com 2,5 milhões de assinantes; e os influenciadores Malena, do canal Malena0202 (3,5 milhões), Rato Borrachudo (1,9 milhões) e Guilherme Damiani, do canal Damianizando (1,7 milhões), completam a seleção de astros.

ARTISTAS INDEPENDENTES E PAINÉIS:


O Artway é um dos pilares do festival e serve como uma vitrine em que os produtores de HQs, livros e produtos relacionados terão a oportunidade de mostrar seus mais recentes trabalhos para o público, que poderá interagir, dar opiniões e trocar ideias com os criadores. Serão mais de 40 mesas expondo os trabalhos de estúdios, editoras e artistas independentes.

Além de conhecer as novidades do mundo dos quadrinhos, os visitantes do Geek & Game Rio Festival poderão acompanhar discussões sobre o tema em diversos painéis que acontecerão durante todo o fim de semana no palco Hiker Station, com a participação de grandes nomes do segmento no país, como Carlos Ruas, de “Um Sábado Qualquer”; Marcos Noel, de “Gi & Kim, os Bem Casados”; Marcelo Amaral, de “Ser Pai de Menina é...”; Ana Carolina Recalde, de “Beladona”; e Estevão Ribeiro, de “Os Passarinhos”.

WORKSHOPS:

O GGRF Lab, terá sete workshops com os temas: Storytelling & Projetos Transmídia, por Enéias Tavares; Empreendedorismo Geek, por Pilar Moretzsohn e Luiz Guilherme Guedes; Os Segredos da Animação 2D por KillerJabuti; Edição de Vídeos, por Anderson Gaveta; Recursos Narrativos para Quadrinhos, por Rodney Buchemi; Mídias Digitais e Cultura Pop, por Victor Azevedo; e Gamificação como Ferramenta de Branding, por Christian Gintner. 

Cada workshop custa R$ 75 e as inscrições podem ser feitas através do site ggrf.mundoepic.com.br. O GGRF Lab é realizado com o apoio do Grupo Epic, ecossistema empreendedor com foco em geração Y.

BOARDGAMES E ATRAÇÕES PARA TODOS OS PÚBLICOS:

Os fãs dos jogos analógicos também terão o seu espaço no GGRF. O Board Game Alley é uma área dedicada inteiramente ao gênero, com jogos de tabuleiro, RPG e card games, e terá a participação da Copag, Galápagos Jogos, Retropunk Publicações, Jambô Editora e Pensamento Coletivo.

Além disso, o evento ainda vai abrigar área de exposições, colecionáveis, lojas com diversos produtos do segmento, sessões de Meet & Greet com convidados, campeonatos de videogames, bate-papos com personalidades, e Food Trucks.

Serviço:

Geek & Game Rio Festival 2017
Data: 21 a 23 de abril de 2017
Horários: Sexta e sábado das 10h às 21h e domingo das 10h às 20h
Local: Rio Centro
Endereço: Av. Salvador Allende, 6555 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro

Site Oficial: http://www.ggrf.com.br/

Ingressos: http://www.ggrf.com.br/ingresso.php

domingo, 16 de abril de 2017

Wunderwaffen - As Super Armas Secretas dos Nazistas


Pouca coisa desperta mais polêmica do que o tema Alemanha Nazista.

Ele atrai a atenção e especulação de todos há mais de 70 anos. Desde a Segunda Guerra Mundial, as pessoas se perguntam como um Regime de Horror como esse se formou justo em uma nação avançada, moderna e progressista. A despeito do horror desencadeado, há algo estranhamente fascinante a respeito da mitologia oculta do nazismo, seus significados, segredos e mistérios. A combinação de poderio militar e misticismo gerou toda uma subcultura de estudo sobre o assunto.

Um dos aspectos mais curiosos sobre o Nazismo diz respeito a algo que se convencionou chamar Wunderwaffen, armamentos de tecnologia avançada até para os padrões atuais. Essas armas vão de miras laser até motores de jatos supersônicos, coisas que não existiam na década de 1940, exceto na ficção, mas que já eram contempladas pelos cientistas alemães como possíveis e que em alguns casos chegara a ser fabricadas. Outras armas nunca saíram do papel, mas nem por isso deixam de ser fantásticas.  

Mas quanto dessas histórias são verdadeiras, e quanto não passa de invenção?

Como todos complexos militares industriais, a Alemanha Nazista possuía programas de pesquisas e desenvolvimento, bem como engenheiros e operários à seu serviço. Dentro dessas indústrias bélicas, programas e planos para o desenvolvimento de armas avançadas de fato existiram. A medida que os recursos e mão de obra diminuíram ao longo da guerra, menos projetos foram levados adiante, mas alguns dos que seguiram adiante até o final do conflito eram simplesmente incríveis.


Hoje em dia, sabemos a respeito de praticamente todos os programas militares em desenvolvimento durante o governo nazista. No final da Guerra, os Aliados conseguiram capturar várias instalações relativamente intactas e delas confiscaram tecnologia, planos e documentos. Obtiveram ainda protótipos e maquinário. Muito desse material deveria ter sido destruído pelos próprios nazistas, mas quando a guerra já estava perdida, a prioridade era ocultar crimes ocorridos nos Campos de Extermínio.  

Os planos confiscados pelos Aliados mostravam que os nazistas estavam de fato comprometidos com a construção de Caças à Jato, como os modernos Messerschmitt Me-262 e o Heinkel He-162, ambos muito superiores a qualquer avião do período. Perto do fim da guerra, algumas tropas já estavam sendo equipadas com o Zielgerät ZG-1229 Vampir, miras infravermelhas, que forneciam visão noturna, bem antes dos americanos conceberem a ideia. Talvez o auge do poderio militar nazista tenha sido o Programa de desenvolvimento do míssil de cruzeiro V-1 e do projétil balístico suborbital de longa distância, o V-2. Três mil protótipos foram testados e mais da metade deles conseguiu atingir o espaço, quinze anos antes do Sputnik 1.

Outros planos, ainda mais fantásticos de fato existiram, ao menos em plantas. Entre os veículos aéreos, existia o Horten Ho-229 um avião propelido à jato, o Mach 2.2 Lippisch P13a um caça com asas em formato delta, um avião espião de altitude similar ao U-2 americano chamado DFS-228, e até um avião com asas em rotação, o Messerschmitt P.1101, que se tornou o precursor do Bell X-5. Haviam ainda planos para o desenvolvimento de aviões capazes de realizar decolagem e pouso vertical.

Os nazistas também tentaram desenvolver agressivamente o projeto para seu Amerika Bomber, um avião bombardeiro com capacidade de voo para realizar ataques nos Estados Unidos. Os nazistas acreditavam que fazendo bombardeios sobre as cidades americanas, poderiam mudar o curso da guerra. Esses aviões incluíam variantes do jato Arado E 555 e até mesmo um veículo suborbital chamado Silbervogel que chegou a ser testado. Com esses aviões, os nazistas conseguiriam lançar bombas sobre Nova York e Boston, por exemplo, ferindo duas das principais cidades da América.


Em terra, os alemães tinham planos para a construção de enormes tanques blindados. A tecnologia de tanques nazistas durante a Guerra era muito superior a dos aliados. O Tanque Tiger II possuía uma capacidade de mobilidade, velocidade e blindagem notável, quase comparável a dos Tanques atuais. Mas os planos eram construir armas ainda maiores e mortais. O Landkreuzer P.1000 Ratte e o P.1500 Monster, comportavam uma tripulação de 40 a 100 homens respectivamente. Eram máquinas gigantescas, equipadas com canhões de longo alcance e que mais lembravam trens do que tanques. Eles podiam disparar as maiores peças de artilharia desenhadas até então, projéteis de 800 mm com poder de destruição devastador. Esses tanques poderiam reduzir cidades inteiras a ruínas se tivessem sido produzidos. 

No mar, os nazistas planejavam a construção de um novo modelo de submarino capaz de disparar seus mísseis V-2 do alto mar nas cidades norte-americanas. O plano era construir esses barcos como plataformas móveis de lançamento, transportando até 100 mísseis de longo alcance. Três chegaram a ser desenvolvidos, um até ficou pronto antes do fim da guerra, mas os testes do V-2 atrasaram em relação ao submarino. O projeto da plataforma posteriormente foi usado pelos americanos e soviéticos, mas apenas nos anos 50.

Os Nazistas também estavam próximos de desenvolver armas atômicas para equipar nos seus mísseis V-2. Documentos secretos obtidos do alto comando alemão, atestam que o projeto para a construção de complexos de enriquecimento de urânio estavam em progresso. Com esse material, não demoraria até que eles conseguissem fabricar armas de destruição em massa. 

Enquanto o Projeto Manhattan estava ocorrendo nos Estados Unidos, ele tinha um irmão gêmeo na Alemanha: o Uranverein, ou Clube do Urânio. O Uranverein teve um início tão promissor quanto o Projeto Manhattan, talvez até mais eficiente; contudo, os nazistas não dispunham de recursos para as pesquisas e o curso da guerra freou seu progresso. A operação com os reatores alemães para a criação de plutônio requeria Água Pesada, que vinha quase que inteiramente da Estação Hidroelétrica de Vemork na Noruega, um lugar que produzia nitrogênio para fins agrícolas. O Clube do Urânio foi desmantelado por aquela que talvez tenha sido uma das operações de sabotagem mais importantes da história: Operação Gunnerside, na qual uma pequena equipe de comandos noruegueses foi lançada de paraquedas atrás das linhas inimigas e esquiaram até Vemork. A seguir, escalaram os rochedos ao redor da usina, invadiram o complexo através de um duto de ventilação e plantaram explosivos. A explosão resultante destruiu todo o suprimento alemão de água pesada e a maior parte do equipamento necessário para sua produção. 3,000 soldados foram enviados atrás dos sabotadores, mas os noruegueses conseguiram escapar.


Meses mais tarde, a indústria voltou a operar, mas bombardeios aliados conseguiram atingir as instalações mais uma vez. Os alemães fizeram uma última tentativa de enviar um carregamento de água pesada através de cargueiros no Mar do Norte . Uma heroica equipe de comandos noruegueses, incluindo o lendário guerrilheiro Knut Haukelid, conseguiu plantar explosivos à bordo. Com o navio danificado, submarinos terminaram o serviço e mandaram embarcação e carga para as profundezas do mar. Isso abalou o programa nazista de armas atômicas de tal forma que ele foi cancelado. 

Vários especialistas em tecnologia acreditam que os cientistas do Clube do Urânio chegaram a realizar testes simulando explosões atômicas. As armas, no entanto, tinham o "interior oco", ou seja, embora contassem com a tecnologia para implosão do material radioativo, não foram abastecidas com plutônio. Historiadores defendem que seria questão de tempo até os nazistas desenvolverem por completo seu programa nuclear e estarem aptos a criar bombas atômicas. Se o Clube do Urânio tivesse prosseguido em suas pesquisas a Guerra poderia ter acabado de forma muito diferente. Em 2006, cientistas encontraram traços de radiação em estações de pesquisa usadas nos tempos da guerra, assinaturas de energia que comprovam manipulação de compostos radioativos. Isso mostra que os alemães, possuíam a tecnologia, anda que seu suprimento de plutônio fosse escasso. 

Isso tudo nos leva ao derradeiro e mais inacreditável projeto da Wunderwaffen nazista, um projeto ultra-secreto batizado Die Glocke, que significa "O Sino". O Sino seria um veículo aéreo em formato de disco, em geral descrito como um Disco Voador. Quando se fala na Wunderwaffen nazista, muitos pesquisadores imediatamente pensam a respeito desses misteriosos discos, seus apelidos e denominações. Em nenhuma base ou complexo industrial capturado pelas forças aliadas, algo remotamente semelhante ao Sino foi encontrado, ao menos nenhum que se saiba.


Há, no entanto, muitos papéis, documentos e mesmo plantas aludindo para a construção de tais máquinas aéreas de design absurdo. 

A origem dos Discos Voadores nazistas é discutida em detalhes em um livro escrito em meados de 1990 por um historiador militar polonês chamado Igor Witkowski chamado "A Verdade a respeito da Wunderwaffe". Em seu livro, Witkowski conta uma história sensacional: Ele teria obtido acesso (mas não a liberdade para fazer cópias) a documentos secretos redigidos nos dias finais da Guerra com um oficial nazista chamado Jakob Sporrenberg. Através das transcrições, o autor relata como tomou conhecimento a respeito do Projeto Sino que envolvia o desenvolvimento de um veículo aéreo com motores gravitacionais de flutuação.

Não se sabe, entretanto, se o livro de Witkowski tem algo de verdadeiro ou é mera ficção especulativa. Ele não oferece evidências da existência e ninguém parece apoiar as suas ideias e conclusões. O personagem principal do livro, o Oficial SS Sporrenberg também não pode corroborar as alegações. Ele foi executado por crimes de guerra em 1952. Em vida, sabemos que Sporrenberg foi um Oficial severo que enfrentou os partisans na Polônia e que teve pouca conexão com ciência aérea e os grupos de desenvolvimento de armas do exército.

Mas embora existam poucas provas para sustentar as lendas do Disco Voador Alemão, a mitologia que cerca o regime ajuda a propagar esse tipo de crença. Misticismo e o Mundo Oculto, afinal, fazem parte do Legado Nazista (se é que podemos chamar assim).

O Regime sempre foi um imã de teorias bizarras e controversas. A origem dessas histórias, parece ser o trabalho de dois autores franceses que nos anos 1960 lançaram um trabalho chamado "O Amanhecer dos Feiticeiros" (The Morning of the Magicians), no qual especulavam a respeito das muitas tradições místicas e sociedades secretas ativas na Alemanha. Entre essas obscuras Sociedades influentes nos anos que antecederam a Guerra, uma em especial chamava a atenção, seu nome era Sociedade Vril (sobre a qual teremos um artigo).


A misteriosa Sociedade Vril congregava um grupo de ocultistas, alegados feiticeiros, supostos satanistas e pessoas muito importantes no meio político que daria origem ao Partido Nazista. Segundo o Livro, a Sociedade Vril se ofereceu para aparelhar o exército alemão e torná-lo em uma Máquina de Guerra eficiente, virtualmente imbatível, cujo poder seria abastecido por conhecimento místico e tecnologia até então desconhecidas. 

A base de tudo seria o Vril. A Sociedade acreditava na existência dessa misteriosa substância que forneceria uma fonte de energia inesgotável. Utilizando o Vril, cuja origem para a Ordem é mística, as máquinas de guerra do Exército Nazista rodariam sem parar e sem a necessidade de renovação. O fluido mágico ainda ajudaria a criar soldados invencíveis uma vez que ele era também uma espécie de fórmula para a saúde e longevidade. 

É bizarro imaginar que os Nazistas realmente acreditassem nesses conceitos que parecem ser retirados de histórias pulp e de ficção científica, mas ao que parece, pessoas muito importantes na alta cúpula do Partido Nazista acreditavam na existência do Vril e nas suas incríveis capacidades. Tanto é verdade que investiram milhões de marcos antes da guerra em expedições e buscas infrutíferas pela Civilização Ancestral que ocultava o Segredo do Vril.

Mas qual a relação entre o Vril e o Projeto Die Glocke? 

Os teóricos acreditam que o Disco Voador Nazista seria uma máquina abastecida pelo combustível místico e que ele era a base para o funcionamento dos seus motores anti-gravitacionais. A grande vantagem do Vril sobre os demais combustíveis era o fato do fluído garantir uma autonomia de voo indefinida. Uma vez acionados, os motores permitiriam vôos longos e estáveis, distâncias simplesmente não importariam.

Mas existiam outros Projetos de Discos Voadores em desenvolvimento pelo Exército Alemão.


O mais conhecido talvez seja o aparelho aéreo idealizado por Victor Schauberger, um cientista austríaco que chefiou um Projeto que visava construir um veículo aéreo de formato e modelo inovador. As plantas desses projetos secretos, deixam bem claro que Schauberger estava em busca de uma espécie de Disco Voador. O cientista concebeu um sistema de propulsão chamado "Vórtex Líquido" que para alguns, ao menos na teoria, poderia funcionar.

Schauberger trabalhou em um complexo militar ligado a Lufftwaffe em Leonstein entre 1938 e 1945. Lá ele tinha autoridade para construir protótipos e realizar testes. Seu maior sucesso teria sido um protótipo de um metro e meio, pesando 135 quilos que através de um motor elétrico gerava um campo antigravidade que permitia ao aparelho capacidade de flutuação. 

Segundo Schauberger: "Se água ou ar rotacionasse em uma força giratória de oscilação chamada "coloidal", energia suficiente poderia ser gerada permitindo capacidade de levitação".

Em outro teste, ocorrido em 1942, um outro protótipo teria levitado a dois metros de altura e se movido mediante a ajuda de jatos horizontais. O aparelho teria carregado dois passageiros, mas ele não funcionou por muito tempo. Para alguns, o programa visava a construção de um hovercraft primitivo e não de um veículo de altitude.

No final da Guerra, o complexo de pesquisas de Schauberger foi destruído pelas bombas soviéticas. O cientista e sua equipe receberam ordens de explodir os protótipos e queimar as plantas e documentos para que nada caísse nas mãos dos inimigos. O cientista alegou até o final de sua vida que ele cumpriu a ordem apenas em parte. Para escapar de uma condenação, ele aceitou destruir os protótipos, mas manteve as plantas de sua pesquisa no intuito de negociar  com os americanos a tecnologia na qual vinha trabalhando. Não se sabe se essa história é verdadeira, mas Schauberger imigrou para a América em 1945 e se estabeleceu em Houston onde alegava ter trabalhado em uma divisão secreta ligada a Força Aérea Americana.


Schauberger, no entanto, não viveu muito para compartilhar de sua visão, ele logo adoeceu e contraiu uma doença degenerativa. Em seu leito de morte ele teria dito: "Eles tomaram tudo de mim. Eu não tenho mais nada! Não possuo mais, nem a mim mesmo!"

O Cientista morreu em 1947.

Durante os anos 1950, os norte-americanos tentaram desenvolver aparelhos aéreos com aerodinâmica arrojada como o Avro-Car e o Neg-G que pareciam muito com os Discos Voadores idealizados pelos cientistas do Projeto Glock. Infelizmente, os projetos acabaram sendo abandonados no início dos anos 1960 quando aviões à jato ganharam primazia e se tornaram as armas mais eficazes do arsenal aéreo. 

Seria possível que os nazistas tivessem não apenas desenhado armamentos e veículos aéreos fantásticos, mas construído tais aparelhos? Será que se eles tivessem tempo para desenvolver essas armas, elas realmente seriam usadas nos campos de batalha? E se esse fosse o caso, será que eles fariam diferença no rumo do conflito que definiu o mundo para as gerações futuras?

As super-armas de Hitler podem jamais ter saído da prancheta dos projetistas, mas elas continuam nos fascinando e aterrorizando, assim como quase tudo a respeito do Regime Nazista. 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Weird Wars II - Em Financiamento Coletivo no Brasil


Press release da Editora Retropunk para o lançamento do Weird War II.

Desde 2012 o sistema Savage Worlds vem fazendo sucesso no Brasil pela Retropunk. O livro básico já teve duas tiragens, lançamos os 4 compêndios (Horror, Fantasia, Superpoderes e Ficção científica), os cenários Deadlands e Accursed (com suplementos), além de várias aventuras em pdf. 

Agora temos uma nova meta, que é colocar o Savage Worlds num outro patamar, jamais atendido por qualquer outro sistema de RPG no Brasil, com a entrada de novos e variados cenários, suplementos e aventuras. 

A trilha para esse novo patamar começa aqui, com esse Financiamento Coletivo

Sempre foi nossa intenção trazer cenários que atendessem a demanda de um estilo ou que não haviam no Brasil ou que não fossem tão explorados, por isso os primeiros cenários que trouxemos para cá foram um de faroeste sobrenatural e um de fantasia sombria (que apesar de ter cenários neste estilo no Brasil, este apresenta particularidades que o tornam único). 

Vamos manter essa ideia e trazer cenários bem diferenciados, sendo o primeiro deles o Weird Wars II, um cenário, como já devem ter percebido, ambientado na Segunda Guerra Mundial. 

A Retropunk está no mercado desde 2010 com o anúncio do Rastro de Cthulhu (que graças a um financiamento coletivo acabou de ganhar uma reimpressão) e de lá para cá já lançou vários jogos, como o próprio Rastro de Cthulhu, Fiasco, Este Corpo Mortal, Savage Worlds, Terra Devastada, entre outros. 

Sempre prezando pelo respeito aos nossos consumidores e transparência, nós da Retropunk também tentamos sempre inovar quando trazemos um novo financiamento. 

Fomos a primeira editora a liberar o pdf de seu produto durante o financiamento e também a primeira a entregar os produtos bem antes do prazo estabelecido. No financiamento dos Compêndios, os livros, como não se bateu a meta para tal, deveriam ter saído com miolo preto e branco, mas a Retropunk surpreendeu mais uma vez e completou o dinheiro para que saíssem coloridos. 

Então, pela primeira vez no Brasil, vamos fazer um Financiamento Coletivo que pode liberar vários cenários diferentes para Savage Worlds! 

Além disso, vamos estipular apenas o cenário que vai sair na meta principal e na primeira meta extra, os demais cenários serão escolhidos através de votação por vocês, financiadores. Nossa intenção é que todos saiam, mas a ordem em que eles vão aparecer será escolhida pela maioria. 

omo já dito acima, a ideia é liberar vários cenários, então vamos apresentar cada um dos que pretendemos lançar para ajudá-los a decidir a ordem em que vão sair. 

Lembrando que os dois primeiros serão fixos, já determinados por nós, os demais serão escolhidos através de enquete. 


Weird War II 


Teaser do Jogo:


No horror da Guerra, coisas sombrias surgem e a Segunda Guerra Mundial é o maior conflito da história. Os Japoneses espreitam nas selvas do Sudeste Asiático. Batalhas de porta-aviões no Pacífico Sul. Tanques deslizam pelo Norte da África. Aviões duelam sobre a Inglaterra. A blitzkrieg Nazista conquista grande parte da Europa com um genocida maluco no comando. 

Prepare-se para lutar com as malignas forças do Eixo e com as terríveis coisas que se erguem com o horror da guerra. Não é apenas guerra é Guerra Estranha! 

Weird War II contêm tudo que precisa para conduzir aventuras de horror na Segunda Guerra Mundial com o sistema Savage Worlds: novos poderes, Vantagens, Complicações, armas, veículos para as principais forças, um gerador de aventuras, dezenas de Contos Selvagens, novos monstros e uma Campanha de Pontos Chaves de escala operacional que conecta todos os pontos. 

A edição brasileira do Weird War II terá aproximadamente 250 páginas em formato 15x22cm (o mesmo de toda a linha Savage Worlds da Retropunk), com capa dura, miolo colorido em papel couchê fosco. 

Além disso há o suplemento original “A Cobra Vai Fumar” que apresenta a possibilidade de se jogar com a FEB (Força Expedicionária Brasileira).

Para visitar a página do Catarse e do Financiamento Coletivo:

WEIRD WARS II


Para celebrar essa grande notícia, o Mundo Tentacular se junta a Guerra em uma série de artigos a respeito de acontecimentos estranhos durante a Segunda Guerra Mundial. 

Também pretendemos colocar no ar uma resenha completa dessa fantástica ambientação e vídeos com mesas de jogo.

De fato, o pessoal do Velho Crânio fez um stream ao vivo via Facebook de uma sessão curta de Weird War com o mestre Jonata Rubio Sodre comandando. Você pode assistir esse vídeo aqui em baixo:


quinta-feira, 13 de abril de 2017

Ravenloft: 2. Rose and Thorne, no Coração das Trevas


Os aventureiros colhidos por uma noite das mais lúgubres exploram o interior da Mansão e seus muitos mistérios. Cada aposento revela uma pequena peça de um medonho quebra cabeça.

A Mansão um dia foi o antro de uma decadente congregação chamada Die Hand Die Verletz (A Mão que Machuca). Essa cabala formada por indivíduos ricos e de ascendência aristocrática glorificava algo que chamavam de Poderes Negros, uma maldade primordial em estado puro. Acreditavam ainda que essa força havia gerado uma espécie de Messias das Trevas que os guiaria em direção da imortalidade, concedendo-lhes poder além de suas ambições. 

"A loucura permeava cada aspecto desse covil de iniquidade. As visões que experimentamos eram absurdas e extremamente perversas. Espetáculos de maldade e decadência encenados por monstros mascarados como pessoas".

Diário de Braguir, Sacerdote de Lathander

"Não eram apenas os perigos apresentados por essa Casa Vil que nos ameaçavam - não eram somente as armaduras animadas, as armas flutuantes, os espectros e seres de além túmulo, mas havia um mal invisível e persistente. Algo que estava em todo canto, podíamos sentir, mas que permanecia a espreita, observando e nos estudando. Logo soube que aquele lugar precisar ser purificado."

Das memórias de Rün Havenhide, Guerreiro do Halo Solar


Os líderes da cabala profana eram dois aristocratas, um casal chamado Gustaff e Elizabeta Durst. A Casa pertenceu a eles, e os dois abriram suas portas para que o local fosse palco para os mais desprezíveis atos de iniquidade: necrofilia, canibalismo, profanação, perversidades e rituais negros. Se essas paredes malditas falassem, relatariam uma história de decadência e pavor sem igual.

Mas mesmo em meio de todo esse horror, existe um pequeno resquício de pureza na Casa dos Lamentos. As crianças, os filhos dos demônios Durst ainda residem no local como fantasmas ignorando sua condição. Os heróis encontram as crianças Rosalva (Rose) e Thornvald (Thorne) em um quarto trancado, local onde foram esquecidas quando a Casa foi invadida pelo tal Messias das Trevas.  

"As pobre crianças ainda habitavam aquele lugar embora já não estivessem vivas a sabe lá quanto tempo. Havia uma tristeza profunda no ar, e meus companheiros pareciam claramente perturbados pela descoberta funesta. Após conversar com os espíritos, eles asseguraram que a única maneira de escapar das agruras da Mansão, e também libertá-los, seria destruir o Coração que residia nos porões da propriedade. Resignados demos início a busca"

Do Diário de Adrie

Os heróis conseguem reunir as cinco peças metálicas que compõem o brasão da Casa Rose & Thorne. Dispostos sobre o local correto, eles funcionam como uma chave garantindo acesso a uma escada em espiral que desce a caminho dos subterrâneos.

Nas escadas de pedra que conduzem às entranhas da propriedade, o som ritmado de um enorme coração pode ser ouvido.

"Não há como dizer o que os aguarda nas profundezas desse lugar. Mas ao que parece, é o único caminho que nos resta. Libertar os espíritos dessas crianças tornou-se uma missão pela qual vale a pena se arriscar. Se isso servir para por um fim a essa maldade, terá valido a pena"

Das anotações de Gareth II sob o título "antes da descida".


Nas profundezas a companhia de investigadores é confrontada com terrores ainda maiores. O que restou dos cultistas do Die Hand Die Verletz, ainda vagam pelos corredores tortuosos da masmorra de pedra. Famintos pelo cheiro de sangue e pela proximidade de carne humana para saciar seus apetites medonhos. Nas câmaras mais profundas, os heróis combatem hordas de carniçais que avançam sem temor, encontrando como resposta aço e magia, fogo e coragem.

"Numa câmara finamente decorada, diferente de todas as outras que compõem essa masmorra decrépita, encontramos Gustaff e Elizabeta. Ou ao menos, aquilo que eles se tornaram... A batalha contra os dois foi árdua e sangrenta, não cabem detalhes da barbárie e da ferocidade. Tudo que posso dizer é que demos cabo de todos os carniçais e mortos vivos que protegiam o lugar. O fedor nauseante da morte insepulta recobre cada canto... Tudo que eu almejo é sair dessa tumba e ver o dia novamente, respirar ar puro. Mas é preciso descansar, pois sinto que há ainda mais nos aguardando...".

Do diário de Simone de Beaumont


Recobrando as forças após o terrível embate, o grupo segue para a câmara final de onde ecoam os sons ritmados de um gigantesco coração preso a correntes no alto. A coisa abominável fornece vida a toda a casa, como se fosse um enorme organismo. Antes que os heróis possam atacar a coisa, eles experimentam uma visão:

"A visão que nos arrebatou foi de um pavor ocorrido naquele aposento esquecido pela luz solar. Nos deparamos com a cena de um massacre. Aquele que o culto acreditava ser um Messias das Trevas, furioso com alguma transgressão cometida, desceu sobre a congregação matando todos os presentes com requintes de crueldade. Em seguida, tomando o coração de uma vítima recém sacrificada o alçou em uma corrente para que ele se torna-se o Coração da Casa. A casa não era portanto uma obra do Culto, mas da vontade desse ser monstruoso. E a cada batida, o Coração profano reverberava sua vontade".

Diário de Braguir, Sacerdote da Luz Solar.

E logo depois da visão, uma criatura vil de composição lodosa se ergueu de uma fossa atacando aqueles que estavam se recuperando da revelação atroz. A coisa feita de lodo negro um dia foi usada pelo Culto na nauseante tarefa de digerir os restos de seus sacrifícios. Abandonada e faminta, a aberração se ergueu de seu covil para atacar os heróis.


"Tivemos de enfrentar aquela abominação antes de dar cabo no Coração! Eu já havia ouvido falar de criaturas gosmentas como aquela, mas nunca esperei encontrar uma. E espero jamais encontrar outra! Ao fim do combate, minha armadura e espada haviam sido parcialmente corroídas pela bile ácida da criatura que escorreu também sobre minha pele deixando bolhas. Por Lathander, as surpresas dessa casa amaldiçoada parecem não ter fim!"

Das memórias de Rûn Havenhide.

Após destruir o Pudim Negro, os heróis se apressam para deixar a Masmorra dos Lamentos, pois a casa parece ser consumida logo depois do Coração receber o golpe derradeiro. Assim que o órgão cessa de bater, a casa inteira começa a ruir. No fim, os heróis conseguem deixar o lugar, que é sugado por inteiro colapsando sobre si mesmo.

É o fim da Casa dos Lamentos...

(ao menos por enquanto).

Os vídeos do Stream já estão no Facebook:

Parte 1:


Parte 2:



Parte 3:



Parte 4: