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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Fechando o Balanço - O que joguei, narrei e comprei de RPG em 2013


E aí, pessoal?

Último dia do ano chegando e a gente começa a fazer um balanço pessoal do que aconteceu, das coisas que fizemos ou deixamos de fazer, dos projetos que iniciamos ou decidimos arquivar por tempo indeterminado, dos acertos e erros.

Como esse é um blog dedicado entre outras coisas a RPG, pensei que pudesse ser interessante fazer um balanço de tudo o que aconteceu comigo, envolvendo RPG em 2013. E esse foi um ano pra lá de animado.

Um ano longo de muitos dados rolando com muita coisa legal para narrar, jogar e coisas bacanas que foram publicadas e livros em que eu consegui colocar as mãos.

Espero não esquecer de nada, mas peço desculpas de antemão se eu por algum acaso esquecer de mencionar alguma mesa da qual participei. Foram várias, por isso, dêem um desconto para minha memória.

Acho que a melhor maneira de fazer isso é dar uma olhada nas fotos que tirei ao longo do ano de mesas em que estive. Como essas coisas ficam arquivadas em pastas mensais, é mais fácil seguir a cronologia.

Sendo assim, vejamos:

JANEIRO

2013 começou com eventos de RPG, e como eu estava de férias, aproveitei esses dias para testar jogos novos que eu tinha comprado no ano anterior e que estava doido para rolar.

Logo nos primeiros dias do ano fiz a minha estréia com o sistema One Ring, apesar de ter jurado a mim mesmo que ia dar um tempo nos jogos com temática fantasia medieval. Inspirado fortemente pelo primeiro filme da trilogia "The Hobbit - Uma Jornada Inesperada" acabei narrando a aventura "The Marsh Bell" que vem no livro básico, lá no Saia da Masmorra.

Lá pelo fim do mês, mestrei minha primeira aventura de Call of Cthulhu no ano (a primeira de muitas!). Foi no Dungeon Carioca, o cenário "The Room Beyond" que se passava na Londres da Era Victoriana em 1886 e que seria a ponta do iceberg para a campanha Golden Dawn que ocuparia o ano inteiro (e que deve prosseguir em 2014). Aliás foi a partir dessa aventura que o meu grupo de jogo atual foi montado.

FEVEREIRO

Em fevereiro, fechei a mesa com os jogadores para minha campanha de One Ring. Eu gostei muito do sistema e da proposta do jogo, mas como não teria tempo para escrever meus próprios cenários, decidi recorrer a uma campanha pronta. Optei pela campanha "Tales from the Wilderland" lançada no final de 2012, composta de sete aventuras integradas que acompanha os personagens do início da carreira como aventureiros até a glória.

É claro, a ideia era não ter muito trabalho narrando uma campanha já totalmente estruturada, mas não demorou muito e acabei adaptando vários trechos para deixar ao meu gosto. A primeira aventura que narrei foi "Don't Leave the Path" na qual os personagens se conheceram e se embrenharam pela primeira vez na perigosa Floresta de Mirkwood.

Diário da Campanha de One Ring
Enquanto isso, no Dungeon Carioca, narrei o segundo cenário da Campanha Golden Dawn, turbinado pelo livro "Gaslight" que tinha acabado de sair. O cenário foi "The Eyes of a Stranger" (do livro Sacraments of Evil) uma das minhas estórias favoritas em todos os tempos. Grande roteiro de mistério, suspense e terror, envolvendo segredos da maçonaria, rituais antigos, Jack, o estripador, Fu Manchu, chineses malvados e invasões alienígenas.

Compras: Cthulhu Atomic Age livro da Chaosium com cenários se passando nos anos 1950.

MARÇO

No Dungeon Carioca conclui o cenário "The Eyes of Stranger" que acabei cortando na metade uma vez que ele é bem longo. Depois disso, já com o grupo consolidado, acabamos mudando o local dos jogos dessa campanha para a minha casa.

No Saia da Masmorra, perto do feriado de carnaval, narrei pela primeira vez o sistema independente Dread. Para quem não conhece, Dread é um sistema bem diferente para cenários de horror contemporâneos que utiliza ao invés de dados uma Torre de Jenga.

Narrei a aventura, "Amargo Pesadelo", baseado no filme dos anos 70 de mesmo nome. Nele um grupo de quatro amigos decide descer um rio que está prestes a ser alagado para a construção de uma Usina Hidrolétrica. Eles não imaginam que em meio a viagem, sua jornada se transformaria em um verdadeiro horror a medida que um bando de caipiras com sede de sangue decide persegui-los de maneira implacável. E como não poderia deixar de ser, acabei inserindo um elemento de sobrenatural na trama, com as motivações dos caipiras sendo muito mais terríveis e apavorantes. Gostei tanto do sistema e da proposta de Dread, que acabei narrando uma segunda vez para outro grupo.

Compras: The House of R'Lyeh (Chaosium), com cinco cenários de CoC inspirados por contos originais de H.P. Lovecraft.  

ABRIL

Em abril minhas campanhas deram um pequena parada. E de fato, joguei bem pouco...

O único jogo nesse mês foi o cenário "O Inocente" para Rastro de Cthulhu. O maior atrativo dessa aventura que escrevi baseada em uma outra estória pronta, foi adaptá-la para o Rio de Janeiro de 1935. Eu sempr etive vontade de adaptar estórias para o Brasil, e essa caiu como uma luva.

Mesa no Dungeon Carioca
MAIO

Maio também foi um mês meio parado... Eu fiz uma aventura de Conan RPG, usando o cenário da Mongoose e as regras do D20 3,5. A aventura não foi ruim, mas a proposta de começar mais uma campanha acabou não vingando.

Nesse mês eu consegui finalmente jogar, uma aventura de D&D 3,5. Os finais de semana foram dominados por Board Games.

Compras: The Savage Foes of Solomon Kane e The Path of Kane, ambos para Savage World of Solomon Kane. Sistema Savage World, o livro de monstros e um livros com ideias para aventuras. 

JUNHO

Em junho, já estava mais do que na hora de retornar às minhas duas campanhas fixas:

Em One Ring, o grupo se envolveu na sua segunda jornada através da Terra Média. A aventura foi "Of Leaves and Hobbit Stew" a segunda parte da campanha Tales from Wilderland. Para acompanhar os aconteciemntos, iniciei um diário da campanha descrevendo os acontecimentos. Infelizmente a aventura não terminou em uma única sessão e tive que quebrar ela na metade. Uma pena também que alguns dos jogadores não puderam continuar jogando aos domingos, única data que eu tinha livre. Por pouco a campanha não foi para o buraco.

Diário da Campanha Golden Dawn
Mais sorte teve a campanha da Golden Dawn, embora ela também tivesse uma longa pausa depois desse jogo. Em Julho narrei a primeira parte do cenário "Plant Y Daer" no qual os investigadores da Golden Dawn rumavam para o País de Gales e se metiam em uma bruta encrenca tendo de enfrentar o legendário Little People (povo pequeno).

No Saia da Masmorra joguei uma aventura de Bruxos e Bárbaros narrada pelo Diogo Nogueira. Fazia tempo que eu queria jogar algo baseado em Conan e dei sorte. A aventura era justamente uma adaptação de um conto clássico de Robert E. Howard.

Na semana seguinte, acabei finalmente retornando ao Dungeon Carioca depois de dois meses de ausência. Como o tema do encontro era Western, decidi narrar uma aventura da ambientação mais identificada com essa temática: DEADLANDS. Usei o livro Deadlands Reloaded com o sistema Savage Worlds. Foi uma aventura bem divertida chamada "Adios A-Mi-Go" que obviamente tinha um dedo Lovecraftiano. 

JULHO

Lá pela metade do ano, tivemos o retorno do Encontro Internacional de RPG em São Paulo, dentro do Anime Fest. Como fazia um bom tempo desde o último Torneio Tentacular, planejamos trazer de volta o evento dessa vez com um cenário para Rastro de Cthulhu. 

Escrevi uma estória se passando nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, entitulada "Sussurro, Lágrima e Trevas" envolvendo pracinhas brasileiros enviados para um vilarejo na Itália. O encontro reuniu cerca de 30 jogadores que disputaram o prêmio oferecido pela Editora Retropunk. O jogo foi muito divertido, uma tarde bastante movimentada, embora eu tenha acabado completamente sem voz.

Torneio Tentacular 2013 - EIRPG
No final de julho, acabei narrando uma aventura de AD&D no Dungeon Carioca. A aventura não funcionou direito, foi um jogo meio fraquinho... uma pena, pois o tema "Seu primeiro RPG" prometia. Acho que eu perdi um pouco a mão (e o pique) para narrar esse tipo de jogo.

Compras: Hellfrost Land of Fire (para Savage Worlds) e Deadlands Reloaded GM Screen with adventure.

AGOSTO

E agosto foi o mês da GENCON em Indianápolis!!!! 

Eu sempre quis conhecer uma autêntica convenção de RPG e em Agosto tive a oportunidade de finalmente fazer isso. É até difícil descrever tudo o que eu vi por lá. 

Incrível realmente ver tanta gente que compartilha do nosso hobby reunida para um mega encontro daquela categoria. Quase 50 mil pessoas, a maior Gen Con de todos os tempos segundo os organizadores. Pude também conhecer muita gente, autores consagrados, pegar autógrafos, conversar e trocar ideias cara a cara. Quem puder ir, vá! É o conselho que dou para qualquer entusiasta do hobby que deseja ver algo grandioso. A GenCon é uma verdadeira Meca do RPG mundial. Sem falar que é uma ótima oportunidade para fazer compras de livros e material de RPG. Voltei com tanta coisa que ainda estou organizando a lista para colocar a leitura em dia.

Gen Con - s melhores quatro dias para jogar
Ainda no final de agosto, narrei "The Burning Stars" em Call of Cthulhu na edição especial do Dungeon Carioca dedicada a H.P. Lovecraft. Excelente aventura que se passa no Haiti em 1928 e que tem uma das melhores e mais estranhas conclusões que já tive a chance de narrar.

Compras: Mês da GenCon aí a coisa saiu dos eixos:

- Deadlands Noir - Livro Básico, Noir Screen , Noir Companion e Noir Maps. (para Savage Worlds)
- Shadows of Esteren (Book One - The Universe)
- Nights Black Agents - Livro Básico e a campanha Zalansky Quartet
- World War Cthulhu (livro sobre a Segunda Guerra)
- Folklore (Cthulhu Britannica)
- Tales of the Sleepless City (Miskatonic River Press)
- Bumps in the Night e The Ressurrected: Out of the Vault (Pagan Publishing)
- Eternal Lies (Campanha de Trail of Cthulhu)
- Trail of Cthulhu Keepers Screen

SETEMBRO

Em setembro a campanha de One Ring finalmente voltou depois d eum longo hiato! Dois novos jogadores assumiram personagens de jogadores que haviam deixado o grupo. 

Finalmente concluimos "Of Leaves and Stewed Hobbits" na qual os aventureiros se infiltraram em um imenso covil de Goblins para resgatar um Hobbit sequestrado.

No mesmo mês, tivemos o final apocalíptico de "Plant Y Daer" (CoC) na qual o grupo escapou de ser chacinado por um triz. Aventura bem legal também que ajudou a pilhar o grupo a prosseguir na campanha Golden Dawn.

OUTUBRO

Em outubro joguei uma sessão de Crônicas RPG (do nosso colega Pedro Borges), no Saia da Masmorra. Muito legal por sinal. Um cenário viking inspirado pela lenda da "Bandeira do Corvo".

Também joguei a primeira sessão de uma campanha de Cthulhu Invictus que promete continuar ao longo de 2014. Torço muito para que ela dê certo! 

Nesse mesmo mês narrei o cenário "L.A. Diabolical", para Call of Cthulhu se passando na década de 1950, onde os jogadores encarnaram detetives do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) às voltas com a estranha morte de um agente de talentos em Hollywood. O grande atrativo para narrar esse cenário foi o tema sugerido "Games". Adaptei os personagens e algumas situações do jogo L.A Noire, o que resultou em uma aventura incrivelmente divertida.

Dungeon mais uma vez
Compras: Numenéra (Livro Básico) sistema do Monte Cook.

NOVEMBRO

Com o início do Financiamento Coletivo de Chamado de Cthulhu, decidi que seria uma boa ideia divulgar o jogo para o maior número possível de jogadores. Pensando nisso, narrei "The Pale God", mas por motivos além do meu controle o cenário acabou não terminando.

De qualquer maneira, em novembro prossegui com as minhas duas campanhas regulares:

Na campanha de Call of Cthulhu, os investigadores se reuniram novamente para o cenário "Hell hath no Fury" no qual investigam uma bizarra maldição que atormenta um colega da Sociedade Secreta às voltas com uma bruxa renascida. O epílogo dessa estória ainda etsá pendente e espero que seja concluído em janeiro. 

E logo depois narrei a aventura "Dark Tidings and Kinstrife" de One Ring na qual o grupo se envolveu na perseguição a um fugitivo, acusado de supostamente ter assassinado um Beorning num vilarejo afastado. Acho que essa é a aventura mais fraquinha da campanha, ainda assim foi divertida.

Compras: The Heart of the Wyld (One Ring)

Além, é claro, do aguardado Financiamento Coletivo de Chamado de Cthulhu

DEZEMBRO

O que nos leva a dezembro.

E no auge do Financiamento Coletivo narrei três cenários clássicos de Chamado de Cthulhu para iniciantes nos principais encontros de RPG do Rio.

Escrevi a respeito desses cenários recentemente, é só dar uma olhada nas postagens desse mês para ver a descrição de como foi.

Compras: Financiamento Coletivo de Crônicas RPG.

*     *     *

Ufa! 2013 foi um ano agitado... Joguei relativamente pouco, mas mestrei como nunca.

Os planos para o ano que vem incluem:

- Terminar a Campanha da Golden Dawn, e dar início a Horror on the Orient Express, assim que a Chaosium enviar a caixa em sua versão física (até aqui chegou o pPDF)

- Continuar a Campanha Tales from the Wilderness de One Ring

- Jogar Numenéra, sistema e ambientação muito interessantes que vale a pena conhecer pela proposta inovadora e extremamente criativa.

- Narrar em encontros de RPG sempre que der for possível.

Bom, foi isso... por esse ano é só, p-p-pessoal...

Um Feliz 2014 para todos!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Mesa Tentacular: Edição Tripla - Chamado de Cthulhu na RedeRpg, no Dungeon Carioca e no Saia da Masmorra


Nas últimas semanas, ainda em meio a dúvida cruel de não saber se o Financiamento Coletivo de Chamado de Cthulhu iria fechar ou não, decidi que apresentar o jogo ao maior número possível de pessoas seria uma maneira de divulgar o projeto e quem sabe encontrar novos financiadores.

Com isso em mente, levei três cenários de Chamado de Cthulhu a três encontros regulares de RPG aqui no Rio de Janeiro na Zona Norte, Sul e Oeste. O resultado foram Mesas Tentaculares cada uma com no mínimo seis jogadores, muitos dos quais iniciantes no universo do Mythos que participaram de suas primeiras investigações.

Fico muito orgulhoso de poder dizer que alguns desses jogadores ficaram sabendo do Financiamento através dessas sessões e posteriormente acabaram se tornando financiadores.

O objetivo era que se apenas um comprasse a ideia já estaria ótimo, mas no fim foram nada menos do que seis colegas que acabaram se juntando ao esforço, isso sem considerar os outros que já haviam entrado antes (!!!).

Valeu pessoal! Bom demais conhecê-los e espero que possamos em breve jogar novamente, de preferência com regras em português. 

Aqui estão as fotos e alguns comentários.

REDE RPG NO BOB'S TIJUCA 
(7 de dezembro)


Primeira mesa no tradicional encontro da REDERPG, em sua edição número 118, evento especial de divulgação do Crônicas RPG (outro excelente jogo brasileiro que também está em Financiamento).


Aventura "O Inocente" para seis jogadores se passando no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro no ano de 1928. 

Nessa estória um grupo de investigadores é contratado para lidar com o sequestro do único filho de uma ilustre família carioca, levado de sua própria casa na calada da noite. Mas é claro, nem tudo é o que parece e quanto mais o grupo mergulha nos segredos da família, mais estranha se torna a estória. 


Cenário se passando no Brasil tem que ter personagens inspirados em artistas nacionais como ilustração. José Mayer, Bia Seidel e José Wilker, entre outros fizeram parte da aventura.


E teve que rolar um certo grau de patriotada... coleção de dados verde-amarelos.

DUNGEON CARIOCA
(13 de dezembro)


Sábado passado, mesa no Dungeon Carioca na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio para sete jogadores.


Cenário "O Deus Pálido" - uma das aventuras que eu narrei mais vezes, por alto, devo ter mestrado essa estória umas sete ou oito vezes.


Não por acaso é uma das minhas aventuras prediletas, cheia de possibilidades e opções a serem seguidas pelos personagens. E repleta de Handouts...


Nela, o grupo investiga a horrível morte de um antigo amigo que se envolveu com as forças implacáveis do Mythos. Tendo como pano de fundo a cidade de Arkham, Massachusetts no ano de 1928, essa aventura é excelente para encontros de RPG, uma vez que seu final é um verdadeiro "Moedor de Carne" de personagens. 

Quem sai vivo dessa pode se orgulhar!


Outros acabaram ficando completamente insanos, lançando os braços para o ar e se rendendo diante de uma abominação ancestral, jurando que iria servi-la pela eternidade (ou dadas as circunstâncias, quanto tempo for possível). 


E essa é a tradicional foto "placar da rodada". Sete jogadores entraram, apenas dois conseguiram sobreviver às depredações impingidas pelas entidades do Mythos.

SAIA DA MASMORRA
(14 de dezembro)

E finalmente, aventura no Saia da Masmorra em Ipanema, Zona Sul do Rio.



Eu nem esperava narrar nesse dia, pensei em jogar alguma coisa ou levar um jogo de tabuleiro para descontrair, mas no final das contas acabei correndo até a casa dos meus pais para pegar um livro reserva e mestrar "No Limiar das Trevas" para um grupo de seis jogadores.


O mais legal nessa sessão foi o fato de que apenas um dos jogadores havia jogado Chamado de Cthulhu em outra oportunidade e que duas das jogadoras tiveram sua primeira sessão de RPG. Sinceramente espero que tenham gostado.

A aventura se passava novamente em Arkham, mais uma vez no ano de 1928 e envolvia a macabra investigação do legado de um professor envolvido com um horror além das esferas do tempo e espaço.


Como foi uma aventura meio improvisada, eu não pude usar os Handouts acima, feitos especialmente para esse cenário. Mesmo assim, acho que foi divertido e deu para transmitir a proposta do cenário.

Bom, mês que vem tem mais, e ao longo de 2014...

Deixem os dados rolar!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Scooby Doo 2 - Os garotos que faltavam...



Concluíndo com as fichas da Turma do Scooby Doo para três sistemas diferentes.

FREDDY



Nome: Frederick "Freddy" Jones
Ocupação: Investigador Particular/ Estudante Universitário com Bolsa de Atleta (Futebol Americano)
Idade: 19



BIOGRAFIA: Freddy e Daphne formam um casal já faz algum tempo, o Rei e a Rainha da Festa da Formatura: "Senhor e Senhora perfeitos um para o outro". Ele admira Velma e sua capacidade de relacionar pistas e resolver casos. Salsicha é um bom amigo sempre disposto a animar o restante do grupo e Scooby é o coração da turma. Freddy costuma dirigir um furgão dos anos 70, apelidado Máquina do Mistério e na maioria das vezes faz o papel de líder, embora você não costume dar ordens ou cobrar uma determinada postura. Ele foi Capitão do Time de Futebol Americano e ganhou uma bolsa universitária. Freddy é totalmente cético a respeito do sobrenatural, na sua opinião sempre existe uma explicação racional escondida, basta saber onde procurar.  

Frase de Efeito: "Muito bem, pessoal vamos nos dividir e encontrar mais pistas"

Freddy para Call of Cthulhu BRP

ATRIBUTOS:

STR: 15          DEX: 14         INT: 14         IDEA: 70%
CON: 16        APP: 16         POW: 14       LUCK: 70%
SIZ: 15                                 EDU: 13        KNOW: 65%

Bônus de Dano: +1d4
Sanidade: 70%
HP: 16

HABILIDADES: Arte: Futebol Americano 65%, Contabilidade 20%, Craft: Construir Armadilhas 55%, Barganhar 20%, Escalar 55%, Computador 25%, Ocultar 15%, Crédito Social 45%, Elaborar Armadilhas Complexas 60%, Esquivar 35%, Dirigir Automóvel 55%, Saltar 35%, Reparos Mecânicos 40%, Persuasão 20%, Negar o Sobrenatural 70%, Furtividade 20%, Procurar (Spot Hidden) 50%, Nadar 35%, Arremessar 55%

Idiomas: Inglês 65%

ATAQUES:

Soco 65%, dano 1d3 + bônus de dano
Chute 50%, dano 1d6 + bônus de dano
Agarrar 65%, dano especial 
Taco de Baseball 45%, dano 1d6 +1 + Bônus de dano
Escopeta de Cano Serrado 40%, dano 4d6/2d6/1d6

Freddy para Savage Worlds

Atributos: Agilidade d8, Astúcia d6, Espírito d6, Força d10, Vigor d8


Perícias: Arremessar d4, Atirar d8, Consertar d6, Dirigir d6, Investigação d6, Lutar d8, Perceber d6, Persuasão d4

Carisma +0; Aparar 6; Movimentação 6; Resistência 7

Complicações: Excesso de Confiança (Maior), São Tomé (menor)

Vantagens: Corajoso, Musculoso

Freddy para Rastro de Cthulhu

Motivação: Aventura 
Pilares de Sanidade: Tudo tem uma explicação, Ser um sucesso em todas as áreas.

Sanidade: 6,  Estabilidade: 8, Vitalidade: 9

Habilidades: Crédito 3, Criptografia 2, História 2, Ocultismo 1, Avaliar Honestidade 2, Convencimento 3, Interrogação 3, Arrombamento 1, Ciência Forense 2, Coletar Evidência 3, Sobrevivência 1 

Habilidades Gerais: Armas Brancas 4, Armas de Fogo 6, Atletismo 10, Briga 8, Condução 7, Perseguição 5, Primeiros Socorros 4, Psicanálise 4, Reparos Mecânicos 6, Sentir Perigo 3 

DAPHNE




Nome: Daphne Blake
Ocupação: Diletante (Rica Herdeira)/ Investigadora Particular/ Líder de Torcida/ Consultora de Moda
Idade: 19 


BIOGRAFIA: Daphne vem de uma família incrivelmente rica, muito, muito rica! Embora não precise, trabalha como consultora de moda para a fábrica de trajes esportivos de seus pais. Ela é a namorada de Freddy, um bom partido, capitão do time de futebol e estrela do colégio. Velma é sua melhor amiga, embora seja uma nerd com óculos de grau, as duas são muito próximas. Daphne tem um carinho quase maternal para com Salsicha e Scooby e faria de tudo para ajudá-los. Ela é fascinada por mistérios, embora os outros sejam mais capazes de desvendá-los. Alguns podem considerá-la apenas um rostinho bonito, uma líder de torcida cabeça de vento e uma ruiva estabanada, mas tudo isso é bobagem, ela sempre está disposta a acrescentar algo à investigação, nem que seja um ponto de vista mais humano. Daphne acredita no sobrenatural e sempre que possível tenta manter a mente aberta diante do que o grupo investiga, seu sonho é encontrar e provar a existência de fantasmas.


Frase de Efeito: "Eeeeeeeca que nojento!!!"

Daphne para Call of Cthulhu BRP

ATRIBUTOS:

STR: 10          DEX: 16         INT: 11         IDEA: 55%
CON: 15        APP: 18         POW: 13       LUCK: 65%
SIZ: 12                                 EDU: 11        KNOW: 55%

Bônus de Dano: zero
Sanidade: 65%
HP: 14

HABILIDADES: Arte: Fashion Design 65%, Arte: Arquitetura 25%, Arte: História da Arte 30%, Arte: Ballet 25%, Contabilidade 15%, Animar Torcida 60%, Crédito Social 55%, Enrolar 30%, Esquivar 42%, Esconder 25%, Ouvir 35%, Ocultismo 15%, Persuadir 65%, Cavalgar 30%, Furtividade 20%, Nadar 30%, Acionar Armadilhas (involuntariamente) 50%

Idiomas: Francês 15%, Inglês 55%

ATAQUES:

Soco 55%, dano 1d3
Arranhão e Puxar o Cabelo 65%, dano 1d2 (em mulheres 1d4)
Chutar entre as pernas 65%, dano 1d6 (apenas em oponentes do sexo masculino)
Espingarda de Caça 55%, dano 2d6

NOTA: A habilidade "Acionar Armadilhas Involuntariamente" está sempre ativa em jogo.

Daphne para Savage Worlds
Atributos: Agilidade d8, Astúcia d6, Espírito d6, Força d6, Vigor d8

Perícias: Atirar d8, Cavalgar d4, Furtividade d8, Investigação d6, Lutar d4, Perceber d6, Manha d6

Carisma +4; Aparar 4; Movimentação 6; Resistência 6

Complicações: Desastrada (Menor) 

Vantagens: Atraente, Muito Atraente, Rica

Daphne para Rastro de Cthulhu

Motivação: Tédio
Pilares de Sanidade: Quem é popular vai mais longe, "linda, linda, linda...."

Sanidade: 6,  Estabilidade: 8, Vitalidade: 7

Habilidades: Arquitetura 2, Contabilidade 2, Crédito 4, Direito 1, História da Arte 3, Idioma (Francês) 1, Bajulação 1, Convencimento 2, História Oral 3, Coletar Evidência 1, Fotografia 1

Habilidades Gerais: Armas de Fogo 6, Atletismo 5, Briga 4, Fuga 6, Furtividade 9, Ocultação 3, Perseguição 4, Primeiros Socorros 5, Punga 8, Sentir Perigo 6

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Scooby-Doo - Adaptando esses "Garotos enxeridos" para três sistemas diferentes





O tema do próximo encontro do Dungeon Carioca é Desenho Animado e Humor. Ainda estou pensando sobre o que vou narrar, mas tenho duas grandes possibilidades engatilhadas. A primeira é uma adaptação do desenho Scooby-Doo para uma realidade de aventura investigativa bem menos engraçadinha e infantil, puxando para um lado de suspense e horror. 

Eu já narrei uma aventura usando a turma do Scooby-Doo muitos anos atrás. Era uma estória adaptada de Call of Cthulhu, na qual eles investigavam o mistério de um suposto "Homem Peixe" que vinha apavorando um pequeno vilarejo e ameaçava afastar os turistas quando chegasse a temporada de férias. Após investigar a lista dos suspeitos, eles descobriam que o velho Senhor Montgomery que era o vigia do velho farol estava por trás de tudo, usando uma fantasia para aterrorizar os veranistas. Mal sabiam eles, que embora o Senhor Montgomery realmente fosse o culpado, ele estava recorrendo a coisas muito mais sinistras do que fantasias de borracha em seu plano. No fim, o grupo conseguia revelar a real força agindo no lugar, perdeu alguma sanidade e teve de lidar com um autêntico pesadelo de algas e sargaço.   

Minha ideia para essa próxima estória é adaptar uma algo no estilo Blood Brothers, cenários de horror com um toque de humor (alguns com humor muito negro) em que os personagens quase sempre acabam se dando mal.

Os cenários de Blood Brothers em geral são um pastiche de filmes B ou de uma estória clássica de suspense como por exemplo aquelas envolvendo mansões assombradas, velhas maldições indígenas, heranças perdidas, segredos de família guardados à sete chaves e por aí vai... esse tipo de estória é ideal para cenários one-shot e esse se propõe justamente a obedecer essa regra.

Estou partindo do princípio de que será uma estória única na qual, os "meninos enxeridos" (e esse cachorro maldito! Nunca esqueça do cachorro!), são contratados para investigar algum mistério e trazer a luz sobre um caso de dar arrepios, envolvendo um fantasma ou coisa do além...

Fiz as fichas da turma do Scooby (Freddy, Velma, Daphne, Salsicha e Scooby-Doo) e concedi a eles atributos um pouco mais humanos para que os jogadores possam trabalhar. Acredito que isso conceda a eles uma imagem mais realista, para que possa se encaixar na proposta da aventura (investigação/ horror). Embora o tema seja "desenho animado", ao meu ver, é mais interessante usar os personagens com essa abordagem ao invés d ealgo demasiadamente infantil.

Uma vez que não decidi ainda em que ambientação vai se passar o jogo, optei por criar fichas em três possíveis sistemas de jogo. Call of Cthulhu BRP é o meu favorito, já que o cenário do Blood Brothers usa essa mecânica, mas ainda posso optar por Savage Worlds ou Rastro de Cthulhu.

Nesse artigo estão os três modelos de fichas. Para não ficar muito grande resolvi dividir em duas partes. Então aqui vai a primeira parte com Velma (e que Velma), Salsicha e Scooby Doo.

Ah sim, para complementar o artigo, ainda tem uma quarta opção: o pessoal do blog Saia da Masmorra fez uma ficha para Mundo das Trevas que ficou ótima. Vale a pena dar uma olhada nesse link.

 Saia da Masmorra - Scooby-Doo para Caçadores Caçados.

VELMA



Nome: Velma Dinkley
Ocupação: Investigadora Particular/ Estudante de Biblioteca
Idade: 18



BIOGRAFIA: Os pais de Velma são biólogos marinhos que estão sempre viajando em alguma expedição ao redor do mundo. Ela herdou a inteligência e a natureza inquisitiva dos dois e é considerada uma aluna brilhante com um futuro acadêmico promissor. Ela conseguiu se formar no colégio com média A+ em praticamente tudo, menos Educação Física. Velma tem um interesse quase obsessivo por investigar mistérios e uma curiosidade sem fim que às vezes a coloca em perigo. Ela admira Freddy pela sua capacidade de criar armadilhas para os "fantasmas", embora torça para que Salsicha e Scooby parem de ser apanhados nelas. Embora os dois sejam patetas, eles são companheiros perfeitos para o grupo, sem eles algo estaria faltando. Velma é muito amiga de Daphne e sente que através da amizade, uma complementa a outra.

Frase de Efeito: "Veja pessoal, uma pista!"

Velma para Call of Cthulhu BRP:

ATRIBUTOS:

STR: 09          DEX: 14         INT: 17         IDEA: 85%
CON: 16        APP: 13         POW: 16       LUCK: 85%
SIZ: 08                                 EDU: 18        KNOW: 90%

Bônus de Dano: nenhum
Sanidade: 85%
HP: 12


HABILIDADES: Antropologia 45%, Arqueologia 55%, Astronomia 15%, Biologia 20%, Química 15%, Computador 30%, Crédito Social 20%, Esquivar 28%, Primeiros Socorros 40%, Geologia 15%, Esconder 25%, Física 35%, História 55%, Usar Biblioteca 75%, Ocultismo 45%, Persuadir 25%, Psicologia 30%, Furtividade 30%, Procurar (Spot Hidden) 65%


Idiomas: Chinês 50%, Inglês 90%, Latin 20%

ATAQUES:

Besta Pequena 40%, dano 1D8 (duas rodadas para carregar)

Nota: Velma é completamente míope. Sem os seus óculos qualquer habilidade que necessite de sua visão estará comprometida e reduzida em 30%.

Velma para Savage Worlds

Atributos: Agilidade d6, Astúcia d10, Espírito d6, Força d6, Vigor d8



Perícias: Conhecimento (Ciência) d10, Conhecimento (Ciências Humanas) d8, Conhecimento (Computador) d6, Investigação d10, Furtividade d4, Lutar d4, Perceber d8 (+2), Persuasão d6


Carisma +0; Aparar 4; Movimentação 6; Resistência 6

Complicações: Curiosa (Maior), Olhos Ruins (menor)

Vantagens: Investigadora, Prontidão

Velma para Rastro de Cthulhu

Motivação: Curiosidade
Pilares de Sanidade: Um mistério atrás do outro, ser a mais brilhante, Sempre há algo para aprender.

Sanidade: 8,  Estabilidade: 9, Vitalidade: 6

Habilidades: Antropologia 2, Arqueologia 2, Contabilidade 1, Crédito 3, História 2, Idioma (Chinês) 1, Ocultismo 2, Usar Biblioteca 4, Barganha 1, Convencimento 2, História Oral 1, Ciência Forense 3, Coltar Evidência 3

Habilidades Gerais: Armas de Fogo 3, Atletismo 3, Briga 2, Fuga 6, Furtividade 5, Hipnose 6, Ocultação 5, Precaução 9, Psicanálise 6, Sentir Perigo 8  

SALSICHA




Nome: Norville "Shaggy" Rogers
Ocupação: Investigador Particular/ Estudante de Farmacologia
Idade: 18


BIOGRAFIA: Salsicha tem dois grandes interesses: comida e expansão de sua consciência. Seu segundo interesse explica porque ele está sempre faminto e acaba vendo fantasmas em todo canto. Familiaridade com o mundo sobrenatural sempre lhe causou arrepios e ele não esconde que é melhor corredor do que lutador. Curiosamente Salsicha parece atrair a atenção de tudo o que é sobrenatural (ou de tudo que se passa por estranho e inexplicável nesse mundo). Dono de um apetite singular ele não dispensa nem mesmo biscoitos caninos. Ele e Velma fazem uma bela dupla e poderiam ser um casal, se ele não fosse tão atrapalhado. Freddy e Daphne são ótimos amigos com quem, ele sabe, pode sempre contar, mas Scooby é seu grande companheiro. Não há nada que você não faria por esse enorme Dinamarquês. Seu elo com ele é tão grande que às vezes você parece saber o que ele está pensando. Recentemente Salsicha foi aceito na Universidade de Berkley, onde pretende estudar Farmacologia. Seu profundo conhecimento de ervas virá bem à calhar nesse caso.     

Frase de efeito: "Scooby-Doo, cadê você?"

Salsicha para Call of Cthulhu (BRP)

ATRIBUTOS:

STR: 13          DEX: 12         INT: 13         IDEA: 65%
CON: 14        APP: 11         POW: 10       LUCK: 55%
SIZ: 11                                 EDU: 13        KNOW: 65%

Bônus de Dano: +1d4
Sanidade: 55%
HP: 13


HABILIDADES: Adestrar 50%, Antropologia 20%, Barganhar 35%, Biologia 35%, Ocultar 25%, Crédito Social 10%, Disfarçar 25%, Esquivar 50%, Comer Vorazmente 60%, Farmacologia 55%, Empatia com Cães 90%, Enrolar 40%, Fugir em Pânico 65%, Esconder 25%, Saltar 35%, Ocultismo 15%, Furtividade 20%, Primeiros Socorros 40%, Procurar (Spot Hidden) 40%, Arremessar 55%, Experimentação com Ervas e Plantas Medicinais 75%


Idiomas: Inglês 65%, Latim 10%

ATAQUES:

Todos em nível básico, Salsicha não é um pacifista, mas um covarde que evita qualquer confronto.


Nota: Salsicha é o dono de Scooby-Doo (e seu melhor amigo), ele pode ordenar que seu cão ataque ou realize ações simplesmente falando com ele.


Salsicha para Savage Worlds

Atributos: Agilidade d8, Astúcia d6, Espírito d6, Força d6, Vigor d8


Perícias: Conhecimento (Farmacologia) d8, Curar d4, Escalar d6, Dirigir d4, Furtividade d8, Lutar d6, Sobrevivência d6

Carisma +2; Aparar 5; Movimentação 6; Resistência 6

Complicações: Covarde (Maior)

Vantagens: Carismático, Ligeiro

Salsicha para Rastro de Cthulhu

Motivação: Seguidor
Pilares de Sanidade: Boa mesa, Estar entre amigos

Sanidade: 5,  Estabilidade: 6, Vitalidade: 8

Habilidades: Biologia 3, História 1, Avaliar Honestidade 2, Bajulação 3, Barganha 3, Convencimento 2, Crédito 2, História Oral 1, Farmácia 4, Sobrevivência 1

Habilidades Gerais: Armas Brancas 3, Atletismo 4, Briga 5, Condução 3, Disfarce 5, Fuga 10, Furtividade 6, Ocultação 8, Primeiros Socorros 6, Sentir Perigo 7

SCOOBY-DOO



Nome: Scooby-Doo
Ocupação: Mascote/ Dinamarquês Gigante
Idade:

BIOGRAFIA: Scooby é leal a três coisas: Salsicha (seu dono e melhor amigo!), aos seus amigos e ao seu estômago, não necessariamente nessa ordem. Suas habilidades como um perfeito exemplar de Dinamarquês servem ao propósito de desvendar mistérios. Ele é muito mais do que um mascote, Scooby é um membro do grupo. Na maioria das vezes ele pode ser convencido a entrar em uma aventura através de suborno (biscoitos) ou pelo comando de Salsicha.   
Frase de Efeito: "Scooby-Dooby-Dooooooo!"
Scooby Doo para Call of Cthulhu (BRP)
ATRIBUTOS:
STR: 18  DEX: 16              
CON: 16  POW: 12   LUCK: 60%
SIZ: 15                                         
Bônus de Dano: +1d6
HP: 16
HABILIDADES: Escalar 70%, Esquivar 50%, Comer Vorazmente 85%, Fugir em Pânico 60%, Esconder 20%, Saltar 50%, Furtividade 20%, Farejar 75%

ATAQUES:

Mordida 60%, dano 1d4 + bônus de dano
Agarrar 50%, dano especial 

Nota: Scooby-Doo obedece fielmente as ordens de Salsicha seu amigo (e dono).

Scooby-Doo para Savage Worlds

Atributos: Agilidade d6, Astúcia d4, Espírito d6, Força d10, Vigor d10


Perícias: Escalar d6, Lutar d8, Rastrear d8, Sobrevivência d6

Carisma +0; Aparar 6; Movimentação 6; Resistência 7

Complicações: Leal (menor)

Vantagens: Noção de Perigo, Duro de Matar

Scooby-Doo para Rastro de Cthulhu

Motivação: Seguidor
Pilares de Sanidade: Salsicha sabe o que faz, Biscoitos são uma delícia

Vitalidade: 10

Habilidades: Atletismo 6, Briga 6, Fuga 8, Furtividade 4, Perseguição 9, Sentir Perigo 9

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Mesa Tentacular - L.A. Diabolical - Inspirado pelo game L.A. Noir


E aí pessoal?

No Dungeon Carioca de  Setembro tivemos como tema "Games".

O que poderia sair disso? Bom, num primeiro momento fiquei em dúvida sobre o que poderia fazer, mas então lembrei de um cenário do livro "Atomic-Age Cthulhu" (lançado ano passado pela Chaosium) que na ocasião me lembrou demais o jogo L.A. Noire.

Para falar a verdade parece que o autor desse cenário, Brian Countermache, se inspirou levemente no game para escrever essa estória, tamanha a similaridade dela com o gênero Noir da Cidade dos Anjos. Bastou dar uma lembrada no roteiro para eu ter certeza que estava diante da escolha perfeita.

Fiz algumas mudanças leves, troquei a criatura principal e algumas situações e pronto. L.A. Diabolical é uma típica investigação de crime em Los Angeles, envolvendo o glamour de Hollywood. Mais do que isso, ela é sobre os desejos sinistros de quebrar os tabus sociais, romper com a normalidade eexplorar um mundo de perversidade proibida. Me lembrou os romances noir de James Elroy (LA ConfidentialDália Negra entre outros) dos quais chupei algumas situações e ideias.

No fim das contas, ficou uma boa estória de mistério que começa como um crime pequeno e vai tomando contornos de uma conspiração macabra envolvendo gente poderosa e influente no meio artístico.

Para dar o tom do game, fiz umas adaptações e construí como personagens dos jogadores um elenco formado pelos personagens principais de L.A. Noire, encabeçado pelo protagonista o detetive Cole Phelps, amparado pelos seus muitos parceiros. Fiz com que eles fossem uma espécie de "Força Tarefa" do Departamento de Polícia de Los Angeles, a Divisão de Crimes Sérios, especializada em investigar casos que precisam ser resolvidos com urgência. A mistura de vários policiais, cada qual com suas especializações ficou bem legal e deu um sabor de nostalgia para quem jogou L.A. Noir, e vontade de conhecer, em quem não jogou...

A seguir, como de costume, fotos dos props e da sessão de jogo:



L.A. Diabolical tem originalmente uma outra inspiração que descobri ser bem real sobre um escândalo ocorrido nos anos 1950 envolvendo uma estrela em ascenção e seu interesse na Igreja diabólica do maluco Anton La Vey. Essa sacada foi muito legal, colocando artistas e personalidades famosas no universo do Mythos sob outros nomes.


Como essa era para ser uma aventura inspirada em personagens já bem definidos eu queria ter um diferencial. Algo que identificasse o grupo e quem cada jogador estava controlando. Além disso queria algo que os identificasse como policiais, componentes de uma Task Force. Por isso fiz esses crachás de identificação para serem usados como se fossem os distintivos dos personagens.


Aqui está o do personagem principal, o detetive Cole Phelps que na aventura faz parte do Departamento de Homicídios. As informações sobre o personagem eu consegui na internet em uma das muitas páginas dedicadas a L.A. Noire.


Eu gostei tanto da ideia que acabei fazendo um para mim também, afinal, todos na mesa teriam um distintivo e eu não queria destoar da maioria. Fiz um crachá de Great Cthulhu com o devido símbolo (ancestral) que usei de forma respeitosa (hehe).


Aqui estão os props da aventura, um monte de pistas de papel para uma investigação. Eu gostei especialmente das fotografias que coloquei e dos documentos do legista, sempre fica muito legal usar esse tipo de coisa. 


Eu adorei esse prop. É um envelope em papel especial (que canibalizei de um convite de casamento!) e fotografias que eu achei na internet envolvidas em papel fino quase transparente. Deu um ar bacana muito parecido com aquelas fotos de estúdio.  


Esses são aqueles típicos documentos de polícia, certificado do legista, resultado de autópsia (com o boneco para comentários), registro de prisão e carteira de motorista


Esses dois mapas tirei do livro Secrets of Los Angeles da Chaosium que tem trocentos mapas da Cidade dos Anjos. Só depois lembrei que tinha um mapa bem melhor que veio em outro livro de Darklands Noir e que ficaria perfeito nessa aventura. Mas tudo bem...


Esse aqui foi outro que eu gostei de como ficou. O convite de entrada para a Igreja da Noite, sem o qual os personagens não conseguiriam entrar para uma reuni. Eu sempre quis usar um desses envelopes pretos e esse serviu como uma luva. Essa é a parte da frente.


E esse é o verso do convite.


As fichas que usei para esse jogo eram personalizadas para o Universo Atomic-Age Cthulhu, são fichas dos anos 1950 com um design bem ao gosto da época.

E aqui estão as fotos da Sessão de jogo lá no Centro Empresarial do Barra Shopping com o Mega Mate ao fundo:


Todo mundo com seus distintivos de investigador.



E oplacar final foiuma lavada para os jogadores. 6 x 0 - acho que terei de ser mais malvado na próxima aventura.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Mesa Tentacular: "The Burning Stars"no Dungeon Carioca de Agosto


Semana passada (25 de agosto) tivemos aqui no Rio de Janeiro mais uma edição do Dungeon Carioca, evento que acontece mensalmente e reúne jogadores e mestres de RPG. Esta última edição foi especial para nós do Mundo Tentacular, uma vez que vários encontros são temáticos e este último teve como tema H.P. Lovecraft, em comemoração ao seu aniversário.

O encontro contou com cerca de 70 pessoas e várias mesas onde foram jogadas diferentes cenários ligadas ao Horror Cósmico, mas não necessariamente nas ambientações inspiradas por Lovecraft. Havia por exemplo mesas de Dungeons and Dragons onde aberrações tentaculares eram o centro das atenções, uma mesa do Mundo das Trevas em que o horror gótico dava lugar a entidades ancestrais, e assim por diante.

Como sempre, o encontro foi muito divertido, e tenho certeza que todos os presentes se divertiram bastante vivenciando típicas investigações do Mythos e se metendo com "coisas que a mente humana não está preparada para conhecer".

Aproveitei a ocasião especial para narrar um cenário diferente que eu nunca havia tentado antes. Na verdade, eu nunca havia ousado narrar essa aventura porque a proposta dela é bem diferente, cheia de reviravoltas peculiares e situações estranhas, para dizer o mínimo.

Aqueles que leram o cenário "The Burning Stars" do livro "Terrors from Beyond" devem saber a que me refiro. Essa aventura começa de forma diferente e a medida que os mistérios vão sendo revelados e a investigação vai se aprofundando, os personagens (e porque não dizer, os jogadores) começam a sentir que a coisa não vai acabar bem.

E de fato não acaba...

"The Burning Stars" (As Estrelas que Queimam) é o último cenário de uma antologia de aventuras para Call of Cthulhu clássico BRP. Ela foi escrita pelo australiano David Conyers, na minha opinião um dos melhores escritores de aventuras de CoC, responsável pelo livro Secrets of Kenya e pela coleção de contos XXX. A quantidade de detalhes dessa estória e a originalidade do roteiro me deixaram impressionado. Não é todo dia que a gente se depara com uma estória que poderia ser transformada em um roteiro de filme, e é exatamente essa impressão que "The Burnig Stars" deixa.

De certa forma, eu cheguei a me sentir um tanto intimidado por essa aventura. Cheguei a pensar que eu não conseguiria passar o clima dela, ou traduzir na sessão de jogo a sensação sufocante de um pesadelo do qual não se consegue despertar... é uma estória difícil, cheia de reviravoltas que ao meu ver precisa contar com a boa vontade e um determinado grau de envolvimento dos jogadores. Se alguma coisa sair da linha, a coisa pode dar errado e a aventura toda perde o choque, a carga dramática e o próprio sentido. Por essas e outras, eu não queria desperdiçar esse cenário...

E felizmente, peguei o grupo certo para o jogo.

Peço desculpas a todos por estar sendo tão vago nesse "report da sessão". Reconheço que em alguns momentos, escrever sobre as experiências de jogo, essas Mesas Tentaculares, acaba sendo complicado, pois tento não revelar os detalhes da trama, uma vez que pretendo narrá-las novamente. E nesse caso em especial, contar demais acabaria estragando o divertimento alheio. O que posso dizer com certeza é que "The Burning Stars" é uma das melhores aventuras que já narrei. Sem dúvida ela está no meu TOP 5 e pretendo reprisar essa estória de horror e loucura nos anos 1930. 

Bem, se não posso dar detalhes sobre a trama, ao menos posso colocar aqui as fotografias de como foi o jogo e dos props/ handouts que usei na sessão. 

Fotos da Sessão:


A mesa contou com cinco jogadores. Eu cheguei a achar em um primeiro momento que essa estória deveria ser jogada apenas por veteranos que conhecessem Call of Cthulhu e a proposta do jogo. Mas surpresa das surpresas, dois dos jogadores estavam em sua primeira investigação lovecraftiana e se saíram muitíssimo bem.

Call of Cthulhu é um dos únicos RPG que eu conheço que se vale do benefício dos jogadores desconhecerem o cenário. De certa forma, quanto menos um iniciante souber a respeito do universo do Mythos melhor... ele assim não sabe o que esperar, não imagina o que vai encontrar e onde seu personagem está se metendo. Isso aumenta e muito a sensação de "soco na boca do estômago" que se experimenta em um cenário de horror cósmico - ainda mais nesse em especial.


Cinco jogadores entram, apenas um sai vivo. "The Burning Stars" é um daqueles cenários em que você sente que as coisas não vão terminar bem logo nas primeiras cenas. As ameaças que vão se avolumando são colossais e lá pelas tantas, o risco de seu personagem perder a sanidade, a vida (e a própria alma) faz com que o pesadelo niilista se instaure em todos. 


Espero que o pessoal tenha gostado, da minha parte foi um prazer deixá-los loucos (com direito a insanidade total) e arrancar seus membros um a um. E acreditem, não estou falando em sentido figurado.

Props/ Handouts e Material de Jogo

Eu queria fazer algo diferente para esse cenário, investir no visual dos handouts e oferecer uma ficha que fosse específica para o jogo.


Estes personagens prontos são específicos para o jogo, eles se encaixam perfeitamente na ambientação. A introdução do cenário até permite que os jogadores criem ou usem seus próprios personagens, mas acho que para o cenário funcionar perfeitamente o grupo deve usar os personagens indicados.

É claro, eu fiz algumas mudanças de última hora. Inclui um personagem que não estava na lista e preferi cortar dois que poderiam dificultar a interpretação. No final das contas ficou na medida certa.


O grupo era formado por dois detetives particulares de uma agência de investigação de Nova York, indivíduos contratados para solucionar um estranho caso de desaparecimento. Eles eram acompanhados por um consultor, com contatos no submundo, o tipo do sujeito capaz de encontrar as pessoas certas e estabelecer uma negociação. Fechavam o grupo, o sujeito que contratou os serviços da agência, um obstinado financista e milionário americano e seu guarda costas de confiança.


Gostei das imagens dos personagens e da biografia de cada um deles. Personagens desse tipo sempre fornecem elementos para os jogadores trabalharem.

Outra coisa que eu sempre me divirto é quando os jogadores começam a ler a ficha e descobrem que seus personagens possuem habilidades combativas e farto armamento à sua disposição. "Isso não pode ser boa coisa", os mais experientes comentam.


Essa é uma daquelas aventuras extremamente investigativas. Boa parte do cenário envolve andar de um canto para o outro e coletar pistas que vão servir para entender o mistério. "The Burning Stars" faz o caminho inverso da maioria das aventuras. As pistas já foram reunidas, mas os investigadores precisam descobrir como elas se encaixam a fim de montar o quebra-cabeças.

Eu fiz várias dos Handouts usando diferentes fontes e papel de impressão de gramatura diferente para dar a impressão de que algumas delas eram jornal ou documentos oficiais.


Foi uma boa oportunidade para usar essa imagem "Fight Satanism!" (Combata o Satanismo!) que não faz parte originalmente da aventura, mas que encaixou perfeitamente num trecho que inseri na trama.


Essas cartas de tarot não fazem parte do cenário. 

Originalmente eu pretendia utilizar cartas de tarot de verdade, mas no fim acabei preferindo essas aqui. Elas são do Tarokka Deck (o baralho usado pelos ciganos na ambientação de Dungeons and Dragons - Ravenloft). Eu sei, eu sei... algumas dessas cartas não existem no baralho de tarot, visto que são adaptadas para uma ambientação de fantasia. Por outro lado, esse baralho é bonito demais para ficar guardado no fundo da gaveta.

Era a chance de usá-lo novamente, depois de um bom tempo.


A aventura tinha dois props físicos que não deram muito trabalho para fazer. O primeiro era essa chave do quarto de Hotel ocupada pelos personagens.


A outra já deu um trabalhinho...

Um pote de vidro de uma espécie de empório, o Sugarcane, que negocia objetos ligados a práticas vodu. O Sugarcane realmente existe, é uma loja estabelecida em Nova York no início do século por uma suposta sacerdotiza Vodu. A loja, oferece e negocia artigos incomuns. 


Dentro do pote, uma curiosa mariposa morta. Eu pensei em arranjar uma mariposa de verdade para colocar no pote, mas quem disse que a gente encontra essas coisas quando precisa?

Tive que quebrar o galho achando uma imagem condizente que imprimi, cortei e colori. No final das contas ficou perfeito. Parecia realmente um inseto de verdade no fundo do vidro e o pessoal ficou meio reticente quanto a abrir o frasco e ver o que estava dentro.


Bom pessoal, é isso...

O espirituoso Barão Samedi diz boa noite à todos e aguarda novos jogadores em breve para esse cenário.