quarta-feira, 16 de maio de 2012

Call of Cthulhu: Atomic Age - Os Mythos invadem os anos 50


A Editora Chaosium anunciou para breve o lançamento de Call of Cthulhu: Atomic Age, livro que apresentará mais uma "Era" de jogo, dessa vez os anos 50.

O livro editado por Brian Sammons e arte de Paul Carrick está planejado para o final de 2012.

Aqui está o release:

São os anos 50 na América e a vida é ótima. A mais destrutiva guerra na história da humanidade terminou e o bom e velho Estados Unidos da América começa a flexionar seus músculos para se tornar uma real super-potência. Os soldados voltaram para casa e encontraram novos carros, casas nos subúrbios, e novidades da era moderna como aviões à jato, televisão, eletrodomésticos e foguetes que prometem nos levar até o espaço. O futuro está ao nosso alcance e ele é simplesmente brilhante. Ao menos é assim que as coisas parecem na superfície.
Abaixo da fina camada de verniz, você encontra um clima crescente de medo e paranóia.

O gênio nuclear saiu da garrafa, e pela primeira vez na história os homens tem um poder capaz de destruir o mundo inteiro.

A "Ameaça Vermelha" espreita nas sombras. A Europa foi cortada ao meio, a China pertence aos comunistas e um lugar até então desconhecido chamado Coréia caiu nas mãos dos comedores de criancinhas. Se não bastasse isso, eles estão tentando conquistar o espaço com seus Sputniks!

Pior ainda, os malditos comunas podem estar na sua vizinhança. Qualquer um pode ser, "um deles"! Não confie em estrelas de cinema, escritores, repórters ou seus próprios amigos. Eles podem ser agentes infiltrados cujo objetivo é subverter o "american way of life"!

E quanto à nossa juventude? Lenta, mas progressivamente a corrupção ameaça os nossos jovens com delinquência, promiscuidade e violência. O absurdo rock n roll, a moda dos beatniks, rebeldes motoqueiros e grotescos quadrinhos de terror estão ao alcance de nossas crianças. Nunca a América se encontrou cercada por tantos perigos.  
É a última década de inocência da América, quando tudo parecia perfeito por fora, mas por dentro o caldeirão estava prestes a ferver.

Em resumo, um perfeito ambiente para Call of Cthulhu.

Em Atomic Age Cthulhu você encontrará informações para criar aventuras e campanhas inteiras nessa época única. Informações sobre background, novas ocupações, novas habilidades, idéias para construir suas próprias estórias e nada menos que SETE cenários que lançam seus jogadores sem escalas nos anos 50.

Aqui está um resumo das aventuras:

  • This Village was Made for Us – Em uma pequena e perfeita comunidade onde as pessoas começam a descobrir as maravilhas da era atômica, horrores alienígenas conduzem seus próprios experimentos e o bem estar da humanidade não é uma de suas preocupações.
  • T.V. Casualty – Televisão: uma nova maravilha moderna ou uma estúpida caixa criada para nos escravizar à todos? Talvez as duas respostas estejam certas.
  • The Return of Old Reliable – A corrida espacial ainda está no início, mas um horror capaz de ameaçar toda a humanidade parece acompanhar com interesse nosso progresso rumo às estrelas.
  • Forgotten Wars – O conflito da Coréia, jamais classificado como uma guerra, e ainda assim tão sangrento empalidece quando comparado a uma batalha muito mais antiga entre dois poderosos inimigos. A equipe de um tanque americano descobrirá que está no meio de algo muito perigoso.
  • High Octane – carros envenenados, perigosas gangues de motoqueiros, um complô comunista, e uma ameaça adormecida prestes a despertar. Será que os investigadores serão capazes de lidar com esta pressão?
  • L.A. Diabolical – Na Cidade dos Anjos os ricos e famosos anseiam por brincar com forças das trevas esperando se divertir, mas quando algo nas trevas é atraído, a diversão dá lugar ao medo e loucura.
  • Destroying Paradise, Hawaiian Style – Céu azul, camisas com estampa florida, surf e o legendário Rei do rock n’ roll filmando nas praias paradisíacas do Hawai. O que pode dar errado? Bem, quando os Horrores do Mythos se juntam a paranóia nuclear, a resposta é: muita coisa.
*   *   *

Agora resta esperar.

O aperitivo sem dúvida parece interessante e uma mudança de panorama sempre é bem vinda.

Parece um ótimo lançamento para revitalizar de vez Cthulhu... que venham outros!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Páginas Perdidas - O legendário Livro Egípcio dos Mortos finalmente completo


As últimas páginas perdidas do místico "Livro Egípcio dos Mortos ", escrito pelo sacerdote Amenhotep foram finalmente encontradas após uma longa busca de mais de um século, em um museu na cidade de Queensland na Austrália.

O egiptologista Dr. John Taylor do Museu Britânico se disse surpreso com a descoberta de aproximadamente 100 fragmentos pertencentes ao documento original que compõe a mais antiga versão do Livro dos Mortos encontrada até hoje.

Esta é a conclusão de uma longa busca empreendida por arqueólogos ao redor do mundo pelos valiosos papiros que relatam os segredos da vida após a morte e contém magias ritualísticas necessárias para garantir ao espírito uma jornada segura pelo mundo além.

A descoberta foi feita quase por acaso pelo Dr Taylor que encontrou os manuscritos em exposição como parte do acervo do Museu de Queensland.

O Dr. Taylor com um dos fragmentos do Livro dos Mortos.
  "Havia apenas alguns documentos em exposição, mas quando comecei a examinar com mais cuidado os documentos concluí imediatamente que se tratava de algo diferente, algo que até então os estudiosos não haviam tido acesso". Pasmo com a descoberta, Taylor não imaginava que os papiros eram apenas parte de uma coleção muito maior cuidadosamente guardada no arquivo do museu.

 "Estes papiros que por tanto tempo ficaram em exposição como itens triviais da história egípcia, são parte de um tesouro inestimável. O valor histórico desses documentos é incrível".

Os especialistas acreditam que a coleção pertenceu ao chefe construtor do Templo de Amun e que eles tenham sido escritos há pelo menos 3500 anos atrás (por volta de 1450 antes de Cristo).

Partes do Livro dos Mortos podem ser encontradas em vários museus mundo afora. As maiores coleções estão no Museu Britânico, no Museu de Arte de Boston e no Metropolitan Museum of Art (MET) em Nova York. Entretanto, arqueólogos nunca haviam reunido todas as partes do livro, vários trechos haviam desaparecido e tudo indicava que seria impossível encontrá-los.

O Livro Egípcio dos Mortos é um vasto manuscrito religioso que narra a jornada das almas no Mundo Espiritual e o percurso do espírito no mundo do além, o Duat. O texto explica como realizar vários rituais desde a purificação e preparação dos cadáveres até as palavras que devem ser entoadas para ajudar o espírito à medida que ele viaja pelo submundo. O Livro dos Mortos era usado nos ritos fúnebres de indivíduos ilustres e passagens inteiras eram pintadas ou escritas em hieróglifos nas paredes das câmaras funerárias ou nos sarcófagos.

Os pergaminhos encontrados na Austrália são únicos em forma e conteúdo. Eles incluem desenhos e padrões artísticos nunca antes vistos e uma grande inscrição no verso do documento que indica se tratar de um tesouro que um dia pertenceu a uma pessoa de consideráveis posses e influência.

Parte do Livro dos Mortos em exibição do Museu Britânico em Londres.

Segundo o curador do Museu de Queensland, os documentos foram doados por um colecionador anônimo há mais de 100 anos e desde então parte deles ficou em exposição na ala dedicada a História Antiga do Museu. A instituição não é devotada exclusivamente a egiptologia, por isso a importância dos documentos permaneceu ignorada até recentemente. É possível que os documentos tenham sido comprados por algum colecionador em viagem pelo Egito no século XIX. Naquela época era muito comum que saqueadores e vendedores de tesouros oferecessem a estrangeiros artefatos antigos. Os documentos devem ter sido comprados sem que a pessoa sequer imaginasse do tratavam.
    
"É gratificante saber que o Museu de Queensland foi o guardião de um tesouro tão importante. Ficamos felizes de ter preservado esses artefatos incrivelmente frágeis por mais de um século". disse o curador, Sr. Bates.

Após a descoberta, o documento será digitalizado e meticulosamente reunido aos demais fragmentos para que finalmente o livro possa ser completado. Os pesquisadores estão exultantes com a descoberta, uma das mais importantes na última década.

*   *   *

E em algum lugar, além do tempo e do espaço, um sorriso sardônico se desenha na face do Faraó Negro, Nephren Ká.

Após milênios de espera, ele sussurra: "Finalmente!"

O mais legal é que uma aventura que escrevi chamada "A Mortalha do Faraó Negro" constava a descoberta de capítulos Perdidos do Livro dos Mortos. Mas no caso, esses capítulos perdidos se referiam especificamente a trechos censurados pelos sacerdotes por tratarem entre outras coisas de vasto conhecimento do Mythos de Cthulhu.

Que surpresas esses trechos perdidos do Livro dos Mortos reservam aos pesquisadores?  

sábado, 12 de maio de 2012

Quando a Morte Espreita - Os Assassinos do Culto de Cthulhu


Durante os anos 20, vários indivíduos envolvidos em investigações extra oficiais à respeito das atividades da organização conhecida como Culto de Cthulhu sofreram mortes repentinas, muitas das quais bastante estranhas.

O Professor George Angell de Providence, que investigou as raízes do Culto de Cthulhu morreu em meados de 1926, vítima de um misterioso ataque cardíaco enquanto andava pelas docas de Newport. Segundo rumores ele teria trombado com um marinheiro negro pouco antes de sentir os primeiros sintomas do ataque cardíaco fulminante que o matou. O marinheiro norueguês Gustav Johansen, indivíduo central em uma fantástica narrativa envolvendo a exploração das ruínas de R'Lyeh, também foi vítima de um infortúnio fatal em Oslo. Johansen teria sofrido um acidente e morrido em decorrência de complicações cardíacas inesperadas. Alguns amigos comentaram que ele vinha sendo seguido por dois homens com aparência estrangeira.

Francis Wayland Thurston, o acadêmico que reuniu documentos à respeito do culto e tentou lançar uma luz sobre suas ações na Nova Inglaterra também foi vítima de um inesperado ataque, vindo a falecer no início de 1927. A morte de Thurston ocorreu em circunstâncias ainda mais misteriosas, tendo ele chegado a pedir ajuda à polícia alguns dias antes, afirmando que estava sendo perseguido por "pessoas que desejavam lhe fazer mal". Thurston não foi capaz de descrever quem eram seus seguidores, mas supôs que seriam estrangeiros, "provavelmente homens do mar, ligados a um tipo de seita".


Um dos símbolos de Cthulhu que adorna os locais de culto
Em 1930, o famoso autor do sobrenatural, Robert McGovern investigou as ramificações de um obscuro culto que supostamente vinha sequestrando e assassinando pessoas no Norte do Texas. Após conseguir reunir pistas, McGovern enviou uma mensagem ao seu editor em Sacramento, afirmando estar de posse de informações sobre uma "grande conspiração" envolvendo uma espécie de culto demoníaco muito antigo ainda em atividade. Ele pretendia entregar esses documentos às autoridades e usar suas descobertas para escrever um livro revelador à respeito. Infelizmente, McGovern não teve tempo de revelar nada. Ele foi encontrado morto em um quarto de hotel barato em Galverston, Texas. O legista apurou que a causa da morte foi falência cardíaca crônica.

 Fim ainda mais estranho teve o arqueólogo e explorador Harold P. Hogan que comandou uma expedição ao Ceilão em 1934. Na ocasião, Hogan obteve artefatos importantes com uma tribo primitiva que praticava rituais abomináveis para uma divindade marinha identificada como Culheho. A peça mais importante, um ídolo de pedra foi remetido para a América para ser exibido na Universidade Brown em uma mostra sobre o Oriente. Hogan que retornava no mesmo navio, sofreu um acidente fatal sendo esmagado por um engradado no compartimento de carga da embarcação. O ídolo desapareceu sem deixar pista durante o translado. As autoridades chegaram a investigar o caso, tratado como crime, mas nenhum suspeito foi encontrado.

O inspetor John Legrasse da polícia de Nova Orleans, envolvido diretamente na diligência que colocou fim a um culto no coração do pântano da Louisiana, quase teve fim semelhante. Em 1908, dois anos depois de capturar um bando de maníacos envolvidos com Cthulhu, Legrasse sofreu um atentado enquanto voltava para casa. Ele foi atacado em frente à sua propriedade, mas conseguiu se livrar dos agressores disparando contra eles. Na briga, Legrasse, foi levemente ferido, mas acabou sendo hospitalizado após sentir uma súbita fraqueza da qual eventualmente se recuperou.

Embora muitos neguem que exista algo como uma conspiração mundial, as circunstâncias misteriosas nessas e em muitas outras mortes inexplicáveis parecem apontar para algo muito mais sinistro que o acaso. E que pessoas envolvidas com o culto colocam suas vidas em grave perigo. Há fortes evidências de que cultos devotados a Cthulhu mantém grupos de assassinos em suas fileiras. Seu propósito é manter as atividades do Culto em segredo, evitando assim que seus planos ou mesmo sua existência seja revelada ao mundo.

O temido manto dos Sacerdotes de Cthulhu
Trata-se de um grupo que opera dentro do culto como justiceiros à serviço dos sacerdotes. Os cultos os conhecem por diferentes nomes e eles atuam de diferentes maneiras, seu objetivo no entanto, é sempre o mesmo: punir os infiéis e levar a ira de Cthulhu àqueles que o desagradam.

Muitos dos assassinos são originalmente marinheiros, homens acostumados a levar ordens à cabo sem discutir ou fazer perguntas. Eles são recrutados ainda bem jovens entre os fiéis que demonstram comprometimento total com a causa. Apenas indivíduos que provam sua fidelidade com o culto são aceitos para essa função. Os assassinos veteranos podem exigir provas de coragem e dedicação, envolvendo desde a eliminação de desafetos até captura de sacrifícios para algum ritual. Esses testes, comumente chamados de "preço de sangue", demonstram que o candidato está disposto a ir até as últimas consequências para servir ao culto.
O método preferido de assassinato empregado pelo Culto de Cthulhu é a administração de veneno.

Quando um novo assassino prova seu valor, ele é levado para um dos templos onde aprende tudo à respeito de venenos e toxinas. Esse "treinamento" pode demandar anos até ser concluído, uma vez que o assassino deverá compreender cada etapa do processo de criação do veneno, a maneira como ele age na fisiologia humana e até como se tornar imune a ele.
O círculo dos assassinos acumula um profundo conhecimento à respeito de substâncias tóxicas, obtido ao longo de séculos pelos seus membros. Eles são zelosos de seus segredos e raramente compartilham essas informações. Entre outras coisas, o assassino aprende a extrair veneno de aranhas raras encontradas no sudeste asiático, recebe instrução sobre como produzir uma seiva tóxica destilada de fungos fosforescentes especialmente cultivados e o complexo processo de secar a bexiga de certos peixes albinos para criar um pó mortal cuja inalação leva à morte em poucos segundos.

O assassino aprende também como ministrar esses vários tipos de veneno sem chamar a atenção. No ocidente, os assassinos empregam anéis de metal embebidos com a substância venenosa de sua escolha. Uma agulha quase imperceptível na base do anel permite que o veneno seja transmitido para a corrente sanguínea da vítima. Basta um leve toque ou um esbarrão para que a toxina seja injetada deixando apenas um arranhão ou uma perfuração quase indetectável na pele. A substância age diretamente sobre o coração, causando uma falha crônica aproximadamente dois minutos após a aplicação, em geral resultando na morte. Mesmo que a vítima sobreviva, os efeitos da toxina se fazem sentir levando a doença, inconsciência ou coma.

Uma faca usada pelos assassinos do Culto de Cthulhu 
Os investigadores que conduziam o inquérito sobre o culto na Nova Inglaterra entre 1926-27 foram vítimas dessa modalidade de assassinato. Legistas não foram capazes de detectar o uso de qualquer substância venenosa causadora do ataque cardíaco que fulminou cada indivíduo. Apenas um patologista com treinamento em substâncias dessa natureza, efetivamente buscando esse tipo de explicação seria capaz de encontrar algum indício de seu uso. Para todos os efeitos, o método é limpo e não deixa pistas evidentes.


Contudo, cada facção emprega os métodos com os quais se sente mais familiarizada. Os assassinos à serviço do culto no Peru, usam uma rara toxina extraída das glândulas de sapos da floresta tropical criados pelo culto. Essa toxina mortal é disposta em pequenos dardos de madeira que podem ser disparados por zarabatanas. A arma é efetiva a até 6 meros de distãncia e um único disparo é suficiente para derrubar um homem adulto. Método semelhante é empregado por uma facção que vive nas selvas de Sumatra e usa bumerangues com bordas afiadas para transmitir o veneno extraído de raras flores derivadas da papoula.

O temido Culto de Cthulhu ativo em Xangai, liderado pelo feiticeiro imortal Lang-Fu utiliza um terrível veneno conhecido como "Sonho Negro de R'Lyeh". A fórmula alquímica foi desenvolvida pelos abissais que ensinaram o segredo de sua criação a alguns poucos herbalistas orientais. O Sonho Negro não causa a morte da vítima, mas cria essa ilusão diminuíndo os batimentos cardíacos e frequência respiratória a níveis tão reduzidos que mesmo um médico treinado dificilmente os detectaria. Sob o efeito do "Sonho Negro" a vítima completamente paralisada, experimenta alucinações reais que remetem às emanações telepáticas de Cthulhu. De fato, alguns membros do culto usam pequenas porções da fórmula para atingir um estado alucinativo que lhes permite comungar com seu mestre. Vítimas de doses maiores, podem ficar paralisadas por dias sem sinal de vida. Uma das maiores vinganças desse cruel secto é saber que muitos de seus inimigos foram enterrados ou queimados enquanto ainda estavam vivos.
A notória máscara do Culto em Marselha

Em alguns casos, os assassinos à serviço do Culto de Cthulhu podem empregar métodos mais dramáticos para mandar um recado, sobretudo se eles desejam intimidar outras pessoas.

O culto ativo no Haiti se notabilizou pela maneira sangrenta com  a qual trata seus inimigos. Vítimas são capturadas e sacrificadas com requintes de crueldade, a pele flagelada por chicotes confeccionados de couro rígido, guarnecido de pontas de coral afiado.

Em Marselha, uma facção se notabilizou por eliminar suas vítimas usando uma espécie de garrote adaptado a uma máscara estilizada de couro que guarda semelhança aterradora com o semblante do Grande Cthulhu. Nas Ilhas Marquesas, um culto reservava às suas vítimas uma morte dantesca mergulhando-as em piscinas naturais onde nadam moréias famintas. Isso sem falar dos vários cultos de Cthulhu que negociam suas vítimas com abissais ou as entregam em sacrifício a tenebrosas bestas marinhas.

O perigo de investigar as atividades dos cultos devotados a Cthulhu, como se pode ver não se limitam a esfera da loucura. O perigo existe e é considerável para qualquer um corajoso (ou tolo) o bastante para cruzar o caminho desses indivíduos.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Tentáculos ao redor do Mundo - O Culto de Cthulhu e sua Influência

Nenhum culto nos dias atuais é mais espalhado, insidioso, misterioso e difícil de definir do que o Culto de Cthulhu.

Talvez o Culto seja o exemplo mais concreto do poder de influência dos Grandes Antigos sobre a raça humana. Povos primitivos, bem como sociedades civilizadas extremamente sofisticadas foram inspiradas pelos sonhos de loucura de Cthulhu.

O que une diferentes indivíduos em partes distantes do mundo em uma mesma crença nefasta?

Embora a imagem esteriotipada do cultista seja a de um maníaco vestindo um manto e portando uma medonha faca recurva, cultos e cultistas são, de fato, muito diferentes entre si. No que diz respeito ao Culto de Cthulhu isso não é diferente. O Culto de Cthulhu é em essência uma organização religiosa, cujo maior propósito é promover o despertar de seu senhor e uma nova era de caos e mudança.
Embora todos os cultistas possam ser julgados como insanos, isso não significa que todos os cultos são formados por indivíduos incontroláveis ou suicidas, em alguns casos a loucura.

O Culto de Cthulhu na Pré-História:

Em tempos ancestrais, ainda na aurora do homem, Cthulhu era venerado abertamente como uma força real.

O Culto de Cthulhu remonta a pré-história humana, pinturas rupestres encontradas em cavernas e ídolos de pedra indicam que o culto estava presente no Neolítico. É possível que as primeiras sociedades tenham sido de alguma forma inspiradas por Cthulhu através de suas visões.

A mítica cidade de Atlântida construiu enormes templos de granito devotados não apenas a Cthulhu, mas aos seus filhos Ghatanathoa e Ythorgtha. O culto na cidade, considerada por muitos estudiosos como o berço da civilização humana, operava abertamente sendo um dos mais influentes entre os dignatários nas camadas mais elevadas da população. Os Sacerdotes de Cthulhu estavam entre os cidadãos mais importantes, com acesso aos governantes. Eram temidos por conhecer os segredos do além e por secretamente praticar as artes negras. Cthulhu era considerado o Deus dos Sonhos e dos Presságios, uma divindade neutra quanto a humanidade.

Na Hyperborea ele era chamado de Kthulhut, e foi o principal rival do deus Tsathoggua venerado por raças pré-humanas como os voormis. Os conquistadores humanos vindos de terras além-mar, introduziram o culto de Kthulhut nas terras por eles dominadas e em pouco tempo o culto se espalhou pela gloriosa capital Commoriom. O povo da Ilha de Mu por sua vez temia Cthulhu e recorria aos seus três filhos para aplacar sua ira. Templos de basalto devotados a Zoth-Ommog, Ythorgtha e Ghatanathoa eram os mais procurados pelos fiéis. A obscura sociedade humana de K'n-yan, que até hoje habita cavernas azuis nos subterrâneos da Terra, continua seguindo rituais voltados a seu Deus maior, "Tulu". Foram também os seguidores de Cthulhu que baniram os últimos membros remanescentes do povo-serpente que vivia na antiga Valúsia.

O reinado de Cthulhu como Deus Maior, perdeu poder, sobretudo quando cultos devotados a ele começaram a ser associados a magia negra, sacrifícios e consórcio com a raça dos abissais. O medo afastou a maioria dos fiéis.

Quando cada uma dessas civilizações pré-históricas ruíu, o conhecimento místico e a crença em Cthulhu foi gradualmente substituído pela crença em outras entidades terrestres. Heróis e campeões que se colocaram contra Cthulhu e seu secto ganharam status divinos passando a ocupar um patamar elevado que deu origem aos primeiros panteões.

As tribos Perdidas de Cthulhu

Mas o Culto de Cthulhu jamais desapareceu por inteiro.

Fragmentos dessas antigas crenças viajaram pelo mundo, chegando a recantos distantes onde descendentes dessas civilizações ainda prestavam homenagem ao Grande Antigo. É possível que o culto não tenha sido a partir de então professado abertamente, exceto em sociedades extremamente primitivas, mas estudiosos acreditam que ele continuou atuando, nas principais civilizações humanas.

Há claros indícios de que o Culto de Cthulhu perseverou na Babilônia e na Mesopotamia. Seus cultistas faziam parte de uma importante sociedade de navegadores na Fenícia que honrava também Dagon e estava em conluio com os abissais. Eles estavam infiltrados entre mercadores que navegaram pelo Mar Vermelho e atingiram o Mediterâneo, estabelecendo bases entre os etruscos que antecederam aos romanos. O Culto se adaptou, prosperando no submundo, na forma de irmandades fechadas que mantinham em segredo suas atividades.

Na Grécia clássica, o Culto de Cthulhu era forte em Creta e Minos. Pequenos mas bem organizados cultos existiam na terra dos Parthians, Síria e na Judéia. Junto com escravos e mercadorias, a crença em Cthulhu viajou através do oriente, desde as montanhas da Asia Central, passando pela India e Oriente Médio. Na Roma Imperial, o Culto conquistou influência entre ricos mercadores que negociavam com estrangeiros vindos dos rincões mais distantes do império.

Mas o Culto de Cthulhu não estava presente apenas nas civilizações do mundo antigo. Ele era forte em sociedades primitivas que praticavam rituais selvagens de sangue, morte e loucura. Em lugares isolados como nas montanhas do Nepal, nas ilhas remotas da Nova Zelândia, nas selvas tropicais do sudeste asiático ou da Nova Guiné. Nesses locais, o nome de Cthulhu era gritado a plenos pulmões sob a luz de tochas em cerimônias profanas. A litânia "Iä, Iä", ou "Eu tenho fome! Eu tenho fome! lançava o medo nas sombras.

Um estudo bastante documentado foi realizado em 1860, pelo falecido Professor William Channing Webb da Universidade de Princeton. Enquanto explorava a costa norte da Groenlândia, Webb descobriu uma pequena e isolada tribo de esquimós diferente de qualquer outra. Evitada e temida pelas demais tribos da região, o bando degenerado praticava rituais abomináveis incluíndo o sacrifício humano. Esses rituais eram praticados diante de antigas pedras entalhadas representando uma imensa figura marinha com a cabeça de um polvo - um tornasuk, ou demônio, que os primitivos chamavam de Cthulhu.

Embora a tribo esquimó tenha desaparecido sem deixar vestígios, os desenhos dos ídolos copiados por Webb, guardavam incrível semelhança com representações divinas veneradas por outros povos primitivos. Uma tribo habitando a remota ilha de Rotorua, na Polinésia tinha como divindade principal um deus ou demônio marinho incrivelmente similar ao tornasuk e seus rituais selvagens eram idênticos aos dos esquimós.

Mais curioso ainda é a similaridade de símbolos e padrões usados por povos separados por incrível distância geográfica. Webb identificou alguns símbolos em diferentes culturas primitivas como pertencentes ao antigo alfabeto Tsath-Yo, um dia usado pelo povo hiperbóreo. As anotações antropológicas de Webb sugerem que estes povos de alguma forma tiveram uma origem comum, sobretudo no que diz respeito a sua religião e mitologia.

Com base no estudo de Webb, outras tribos isoladas foram encontradas na América do Sul, Ásia Central, África, Nova Zelândia e na costa do Alasca. O trabalho sugere que estes povos fossem descendentes de civilizações antigas que preservaram a crença em Cthulhu e que compartilhavas de uma mitologia bastante próxima, glorificando entidades chamadas de Ktulu, Cathultus, Clulu ou Tulula, sendo que todos no fim das contas, são o mesmo Deus: Cthulhu.

Cultos Modernos

À luz do século XX, parecia improvável que um culto tão antigo e primitivo quanto o de Cthulhu ainda existisse, exceto em regiões absolutamente isoladas e pouco civilizadas do mundo.

Na verdade, o Culto de Cthulhu, em suas várias encarnações, sempre esteve presente.

Em meados de 1906, uma obscura seita com orientação voodoo, foi desarticulado pela polícia de Nova Orleans. Suspeito de inúmeros sequestros e assassinatos, o culto operava no interior dos ermos pântanos da Louisiana praticando o que os colonos descreviam como "algum tipo de magia negra demoníaca". Seus membros eram degenerados que se entregavam a cerimônias blasfemas incluíndo sacrifícios de sangue e a veneração de estátuas medonhas. Imensas fogueiras ardiam na parte mais fechada do pântano e corpos mutilados eram empilhados aos pés de Clooloo, a entidade por eles venerada. A maioria dos acusados capturados pela diligência policial foi considerada insana demais para enfrentar julgamento e apenas dois foram julgados e enforcados.

Um dos homens capturados, um velho chamado Castro, relatou que o culto de que fazia parte era parte de algo muito maior e antigo. Um culto global atuante em várias partes do mundo sob nomes diferentes, mas que em essência professava a mesma crença infame.

Segundo Castro, Cthulhu, o Grande Antigo um dia seria libertado de sua prisão ancestral proclamando com o seu retorno o fim da Era do Homem e o início do fim de todas as coisas materiais e espirituais. O culto preparava a humanidade para a servitude e aqueles devotos a ele tentavam ganhar seu favor através de sacrifícios. Em seu testemunho incoerente, o prisioneiro afirmava que Cthulhu era o mais antigo dos deuses da humanidade e que ele jamais deixaria de ser venerado.

Verdade ou mentira, os tentáculos de Cthulhu invadem outras crenças. A presença de Cthulhu se manifesta no coração de seitas apócrifas e de igrejas separatistas cristãs. Sectos proliferam incorporando rituais antigos acrescentando simbolismo religioso ao Mythos em um sincretismo espúrio. Mesmo religiões modernas e sofisticadas não estão imunes a influência do Grande Antigo. Na marcha para o Oeste americano durante o século XIX, várias seitas messiânicas se apoiaram em mais do que o Velho Testamento para converter fiéis e mostrar o caminho da salvação (ou da destruição).

Mesmo irmandades e corporações formadas por marinheiros, pescadores e homens do mar foram suspeitas de adorar divindades marinhas ancestrais como Cthulhu, Dagon e Hydra. Na costa da Nova Inglaterra, na cidade portuária de Innsmouth um templo, chamado de Ordem Esotérica de Dagon congregava seus membros em rituais que remetiam diretamente ao Mythos em cerimônias envolvendo entre outras coisas a miscigenação do sangue humano com o de abissais. Por ocasião de uma intervenção do Governo Federal em 1928, Innsmouth foi fechada e grande parte de seus residentes envolvidos com a Ordem de Dagon aprisionados. Consultando os documentos e arquivos encontrados no templo, ficou claro que o culto era muito mais vasto do que se poderia supor com ramificações em várias cidades e portos do mundo. Filiais da Ordem Esotérica de Dagon estavam presentes nos portos de Marselha, Xangai, Singapura, Rotterdan e Santos, cada qual com suas próprias características, mas todos guardando semelhança no que dizia respeito ao seu deus e quanto a forma como ele era adorado.

Na conturbada década de 1920, uma facção do Culto de Cthulhu operando em Nova York se fixou na região ao norte do estado, plantando sua influência nas comunidades de imigrantes que se estabeleciam no novo mundo. O culto foi duramente confrontado por autoridades locais e desarticulado antes que atingisse um número elevado de membros. Fenômeno semelhate foi experimentado no Haiti onde o Culto de Cthulhu se entranhou na cultura do voodoo até quase ficar disassociável dele.

Durante os anos 1930, o Culto de Cthulhu encontrou partidários em grupos revolucionários no Norte da África que pleiteavam se libertar de seus colonizadores. No Marrocos, Sudão e Argélia, o Culto se reavivou misturado ao fanatismo e nacionalismo, usado como ferramenta e instrumento de identidade nacional. O mesmo fenômeno pôde ser visto ao longo dos anos 1950 e 1960, nas repúblicas centro-africanas e mesmo nos anos 1970 com as guerras de independência de Angola, Uganda e Tanzânia.     

A presença do Culto de Cthulhu ao redor do mundo, mesmo em uma época que nós convencionamos pautar pela ciência e razão, prova que a influência do Grande Antigo continua moldando a mente dos homens. É improvável que a presença de Cthulhu um dia abandone de vez a humanidade. É bem verdade, que há períodos de maior atividade, quando as emanações de telepáticas de Cthulhu se fazem mais claras, como o que ocorreu em 1925 quando R'Lyeh emergiu pela última vez.

Mas mesmo quando o Deus sonhador parece inativo em sua prisão sepulcral, com certeza seu culto está de alguma forma agindo nas sombras, conspirando e tramando seu retorno.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Porque Prometheus matou "Nas Montanhas da Loucura"?


Não é de hoje que as notícias à respeito da adaptação de "Nas Montanhas da Loucura" pelo diretor Guilhermo Del Toro vão de mal à pior.

Agora  parece que o proverbial "último prego" teria sido martelado no caixão do ambicioso projeto envolvendo a novela de H.P. Lovecraft, e a razão seria o aguardado filme "Prometheus" de Ridley Scott.

"Prometheus", filme que estréia em 15 de junho e vem sendo alardeado como o retorno de Ridley Scott ao gênero Ficção-científica é uma espécie de prequel de Alien. Os eventos narrados no filme envolvem uma missão espacial que descobre uma nave alienígena em um escuro planeta e tenta entender a relação de uma misteriosa forma de vida ali encontrada com a humanidade. O filme finalmente explicará o papel do "Space Jockey", aquela criatura humanóide gigantesca que aparece em "Alien, o oitavo passageiro" e que transportava os ovos de Alien em uma nave colossal.

Para quem assistiu o trailer de "Prometheus" fica claro que o filme deverá ser nada menos que espetacular. Não apenas por voltar ao tema "horror no espaço", mas por reclamar de volta toda a estética original que tornava o primeiro capítulo da saga Alien uma estória realmente assustadora que com o tempo foi diluída ao longo de continuações cada vez menos empolgantes.

Mas o que o lançamento de Prometheus teria à ver com a derrocada final de "Nas Montanhas"?

Muito, infelizmente é a resposta.

Essa semana, enquanto os fãs de "Prometheus" comemoram a classificação 18 anos recebida pelo filme (o que demonstra a seriedade do projeto), Guilhermo DelToro deu uma declaração bombástica em seu site oficial.

Segundo o cineasta mexicano, o filme de Ridley Scott guarda enormes similaridades com o roteiro de "Nas Montanhas da Loucura" o que tornaria a transposição de ambos para o cinema um equívoco.

Del Toro declarou que o prelúdio de Alien teria diversos pontos em comum com o texto de Lovecraft, não apenas na premissa, mas a mesma "grande revelação" do filme.

SPOILER (se estiver disposto a ler, aberte o botão esquerdo do Mouse sobre o trecho escuro) :

Suponho que Del Toro se refere a suposta criação da humanidade nas mãos de uma raça alienígena.

No caso de "Montanhas", os Elder Things uma raça alienígena, teria sido responsável por construir a cadeia de DNA que originou a humanidade. O título "Prometheus" sugere que algo semelhante deve ser um dos pontos centrais da trama. Eu diria que a raça alienígena, seria a responsável pela gênese da vida na Terra e contaria como a tal "Grande Revelação".

Segundo Del Toro:

"As filmagens de Prometheus começaram na mesma época em que eu começava a pré-produção de Pacific Rim. O próprio título me deixou apreensivo, sabendo que Alien tinha sido bastante influenciado por Lovecraft e sua novela. Dessa vez, décadas depois e com o orçamento e prestígio de Ridley Scott, imaginei que a metáfora grega aludia aos aspectos de criação do livro de HPL. Acredito que esteja certo e, se assim for, como fã, estou realizado por ver Ridley Scott em uma nova ficção científica, mas isso marcará uma longa pausa, se não a morte, de Nas Montanhas da Loucura", escreveu o diretor.

No início de 2009, o projeto prestes a ser iniciado de "Nas Montanhas da Loucura" foi cancelado. As razões teriam sido o orçamento, em torno de US$ 150 milhões, e a insistência do diretor em manter a classificação 18 anos, o que tornaria o filme menos rentável para a Universal Studios. A produção do filme ficaria à cargo de James Cameron que pretendia realizar a filmagem utilizando efeitos digitais de última geração em 3-D.

A censura obtida por Scott, e a aparente similaridade de Prometheus com Nas Montanhas da Loucura - ambos retratam cientistas/aventureiros face a face com civilizações perdidas - levaria aos cinemas as mesmas ideias que Del Toro pretendia filmar. Isso seria uma falta de estímulo para o filme existir, pelo menos por enquanto.

A grande verdade é que Guilhermo Del Toro não é um diretor que tenha "bala na agulha" para bancar um projeto do tamanho de "Nas Montanhas da Loucura" tendo que cuidar dos interesses de estúdios, orçamentos milionários e ainda assim lutar para preservar a fidelidade do roteiro. Eu até achei que a entrada do James Cameron pudesse dar uma sustentação para que o filme decolasse, mas nem assim.

Ridley Scott é um cineasta bem mais conhecido, com uma longa biografia de filmes que se consagraram como sucessos de crítica e bilheteria (Blade Runner, Alien, Gladiador para citar três apenas). O poder de manobra lhe permite lidar melhor com o delicado jogo de Hollywood, levar adiante seus projetos e impor suas condições, por isso Prometheus acabou tendo uma classificação 18 anos e um grande orçamento.

A similaridade entre os roteiros é sim um grande problema para o futuro de "Nas Montanhas da Loucura". Historicamente filmes com roteiros similares a outros já lançados, acabam sendo preteridos e/ou arquivados, em alguns casos quando duas produções com temática semelhante são anunciadas, os estúdios correm para realizar o lançamento na data mais próxima possível. Assim foi com "Impacto Profundo" e "Armagedon", filmes sobre meteoros destruidores, "Formiguinhas" e "Vida de Inseto" desenhos sobre simpáticos insetos, lançados bem próximos uns dos outros para capitanear uma sadia rivalidade nas bilheterias. Uma vez que "Montanhas" sequer atravessou a fase de pré-produção é justo supor que o filme não estaria disponível por alguns anos.

É irônico... por um lado teremos um filme que beira o sensacional e pelo qual os fãs da ficção mal podem esperar. Por outro, esse mesmo filme parece colocar uma pedra sobre a possibilidade de vermos um dos mais geniais trabalhos de Lovecraft transposto para o cinema.

Para os que não assistiram ainda, aqui está o trailer de "Prometheus":

Trailer 1:



Trailer 2: