quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O Campo desolado e a Árvore do Diabo - Uma investigação interrompida


Arquivo encontrado num laptop.

Perto de Serro Negro, existe um campo desolado. 

O lugar é distante e pouco acessível, nenhum morador local vai até lá e quem tem juízo tende a evitá-lo. Eles acreditam que em meio a vegetação mal cuidada e selvagem daquela campina, cresce algo muito ruim.

É uma área remota, que fica a pelo menos duas horas de caminhada por um trecho onde não há casas ou habitações. A trilha que conduz ao local, segundo todos que consultei, é traiçoeira, segue por um trecho coberto de erva daninha e urtiga. Também há espinheiros enormes e atoleiros que são praticamente inevitáveis. Até mesmo a vida selvagem evita o lugar, tanto que não se ouve o piar de aves, o ruído ocupado de grilos ou o zumbido de abelhas. É difícil se guiar por esse matagal sem sofrer um corte ou um ferimento leve que seja. Os habitantes de Serro Negro que conhecem a área, dizem que isso até é bom: "Mantém as crianças longe!" afirmam as mães preocupadas.

Chegar até o descampado pode não ser fácil, mas uma vez se aproximando dele, é impossível não reconhecer o lugar exato e entender os motivos para tanto disse me disse. A aura ali, reforçam as testemunhas, é pesada. Alguns desencorajam que indivíduos sensíveis ou impressionáveis se aproximem do lugar, pois ele costuma afetá-los de maneira negativa. 

Minha mãe que nasceu e viveu em Serro até os 21 anos, conta que quando era adolescente, ouviu a seguinte história que suas amigas relatam na forma de confidência. Um casal de namoradinhos procurava o local exato das histórias que ouviam desde a infância. Ao chegar perto, a moça começou a sentir uma inquietação crescente que aos poucos se converteu em uma paranoia insuportável. Ela fugiu em disparada, amedrontada por algo que aparentemente só ela era capaz de perceber. O rapaz tentou contê-la, mas não teve jeito. Ao menos ele teve o bom senso de buscar ajuda e contar o que havia acontecido. A moça só foi encontrada três dias depois por um grupo de voluntários que vasculharam o local. "Estava em estado de choque, quase morreu de medo", contou minha mãe.

Quando perguntei quando isso aconteceu, ela deu de ombros: "Foi há muito tempo", e quando eu ri, ela me olhou com uma expressão muito séria. "Eu conhecia a moça, ela era dois anos mais velha que eu" e depois não quis falar mais a respeito apesar de eu me desculpar e insistir para ouvir mais algum detalhe. 

Eu sei bem como é isso. O povo de Serro Negro tende a ser muito introvertido quando o assunto são as coisas esquisitas de sua terra. Alguns mencionam, mas poucos confirmam essas e outras histórias. 

Em minha última passagem por Serro Negro, essa pitoresca cidadezinha do interior do (---), com pouco mais de 80 mil habitantes eu procurei saber um pouco mais a respeito da história local. Afinal, embora tenha nascido lá, meus pais partiram um ano depois para viver na cidade grande. Mas, uma vez que uma parte substancial da família ainda reside por lá, de quando em quando, nós fazemos uma visita e eu aproveito para entrar em contato com sua peculiar história. 

Apurei, fazendo perguntas a parentes, amigos e conhecidos que boatos a respeito dessa área remontam ao passado da cidade quando os primeiros colonos se fixaram na região, isso por volta de 1840. Muitas histórias mencionam uma presença maligna que permeia esse trecho de floresta fechada. Penso que se uma pequena parcela dessas histórias forem verdade, o local desolado deve ser realmente aterrorizante. 
  
Mas o pior é, conforme o consenso geral, o marco único que cresce no descampado. Erguendo-se solitário, em meio a campina isolada encontra-se um carvalho ancestral. Com incontáveis anos de idade, seus galhos sem folhas, parecendo dedos descarnados, se esticam para o céu cinzento, como se capazes de arranhar o firmamento. Sempre esteve lá e aparentemente sempre estará.

Ela é conhecida como a Árvore do Diabo.

Sobre essa árvore velha abundam lendas de um poder maligno que afeta quem dela se aproxima. Uma das minhas histórias favoritas, ouvidas do avô de uma amiga, diz respeito a um fazendeiro chamado Heitor Gouveia de Camargo que arrendou as terras próximas que faziam fronteira com a tal campina proibida. Tudo ocorreu em 1900 e a fazenda que pertenceu aos Gouveia de Camargo ainda existe, corroborando, segundo o avô dessa amiga, cada um dos fatos medonhos. 

Diz a lenda que em um momento especialmente exasperante de estiagem, a fazenda entrou em franca decadência. Uma vez que nada crescia na terra estéril, a depressão lançou sementes na mente de Heitor, a única coisa que floresceu naquela temporada. Sofrendo com seu fracasso, o agricultor reuniu sua família e pediu que eles o acompanhassem em um picnic aos pés da árvore sinistra. Apesar de estranharem o convite, uma vez lá, a família formada por três crianças e mais a mulher, comeu, bebeu e se divertiu como não fazia há tempo. Lá pelas tantas, uma das crianças começou a sentir um incômodo, depois a outra e logo todas e mais a mulher estavam sem ar e vomitando. O pai então revelou que havia envenenado a limonada que eles haviam bebido. 

A medida que a família sofria com os efeitos do veneno, Heitor assistia seus filhos e esposa sofrerem convulsões e espumar pela boca: mas apesar do sofrimento, o alívio da morte não vinha! A quantidade de veneno na jarra de suco havia sido mal calculada e não fora suficiente para matá-los, ao invés disso, os levou a um bizarro estado espasmódico.

Transtornado, Heitor correu para a fazenda e voltou às pressas carregando consigo um machado que apanhou no galpão. A lâmina afiada fez o serviço que o veneno não cumpriu. Ao fim da medonha tarefa, a campina estava vermelha, a grama e o solo beberam avidamente o sangue dos inocentes. Sob o peso incomensurável da culpa, o fazendeiro lançou uma corda em um dos galhos do velho carvalho e nele se enforcou. Por horas seu corpo pendeu sem vida, de um lado para o outro na brisa até ser achado por um morador que passava por ali.

"Alguns afirmaram ver uma sombra espectral pendendo no mesmo galho", salientou o velho de 83 anos, lúcido como se tivesse metade dessa idade.

Ele concluiu a história dizendo que depois da tragédia, como que por um feitiço maldito, a fazenda se tornou fértil e os campos já semeados pela família Gouveia de Camargo renderam uma colheita incrível. Mas como ninguém ousou fazer a colheita, tudo permaneceu ali, intocável até se deteriorar.

Mas essa não foi a única história diabólica a respeito da Árvore do Diabo que apurei. 

Há outra que data de 1927 e sobre a qual encontrei comprovação no semanário local, um jornaleco chamado Gazeta Serrana que já se tornou centenário. É surpreendente que na sede do jornal, exista um registro completo de suas publicações, desde sua fundação no ano de 1918. No arquivo repleto de edições amareladas e com tinta já desaparecendo, achei a história que foi complementada pela narrativa de V(---) G(---), irmão mais velho do meu pai. 

Eu sabia de certas coisas sobre o passado de Serro, mas ler a respeito disso foi impressionante. Na época, havia muito preconceito em Serro e em várias cidades do interior. E esse preconceito ganhava força através da ação de grupos que se organizavam para "agir nos interesses dos cidadãos de bem". V(---) contou que entre os membros desses grupos formados por cidadãos respeitáveis estavam muitos donos de terras. Os encontros deles costumava acontecer justamente no descampado proibido, um lugar afastado que se prestava perfeitamente ao sigilo que procuravam. O grupo não apenas se reunia para discutir ali seus assuntos, mas costumavam fazer lá seus atos de justiçamento.

Um galho da Árvore do Diabo que crescia mais grosso e forte ganhou fama como "o galho da corda". Era ali que linchavam aqueles que desafiavam as convenções sociais: Um rapaz de cor que havia cometido a ousadia de se engraçar com uma "moça de família", um ladrão de galinhas apanhado no ato e um rapaz que entrou numa casa e roubou algumas quinquilharias... É irônico, mas até então as atividades do bando não haviam despertado a atenção das autoridades. Bastou entretanto, que seus membros enforcassem um outro dono de terra que não compartilhava de suas crenças para que a polícia agisse. Cinco homens foram presos após grande pressão popular. Meu tio lembrava o nome de cada uma dessas pessoas e quando comparei com a notícia no jornal, descobri que ele estava absolutamente certo. Para minha vergonha, um deles, ele contou sorrindo, era inclusive parte de um ramo distante da nossa família. 

Entre os acusados havia também um emérito vereador que meu tio disse "foi o único a escapar livre. Se elegeu por outra cidade anos mais tarde. Morreu em 1950" Todos os acusados foram levados até o local, onde forçados a cooperar mostraram onde suas vítimas foram enterradas: perto da Árvore do Diabo. 

Em um detalhe final de perplexidade, um dos acusados confessou que para lembrarem de quem havia sido linchado, após cada homicídio, uma orelha era removida e colocada em um buraco no tronco da árvore amaldiçoada. Dentro do tal buraco, um delegado (pai de um colega de pescaria de meu tio!) encontrou um fio de arame com meia dúzia de orelhas trespassadas, como se fossem as contas de um colar macabro.

Quando meu tio terminou de contar a história, assegurou que aqueles eram outros tempos e que as pessoas então faziam coisas horríveis. Ele me assegurou que não era mais assim em Serro: "Já faz um tempo!".

Ainda enquanto procurava histórias a respeito da região, encontrei outro fragmento de lenda curioso que transcrevo aqui: 

Aparentemente em 1955, um sujeito misterioso, um eremita que habitava as cercanias e que atendia pelo apelido de "Velho Nicolau" espreitava o perímetro monitorando a atividade de estranhos. Histórias sugerem que esse "guardião" cortava as estradas marginais de terra dirigindo uma caminhoneta Ford preta em alta velocidade. Ele perseguia qualquer um que se aproximasse da árvore, tentando atropelar quem desrespeitasse aquela ermida profana.

Certa vez dois meninos chamados F(---) e B(---) voltaram esbaforidos de uma expedição ao bosque na qual se aproximaram demais de onde não deveriam. Contaram ter sido perseguidos pelo "Velho Nicolau" e sua caminhoneta preta que empreendeu uma perseguição homicida pelas trilhas de terra batida. Um outro menino de 10 anos chamado S(---) não teve a mesma sorte e a família preocupada, sem saber dele, pediu ajuda ao delegado (que por acaso, era o mesmo delegado do caso anterior!).

Os grupos de busca adentraram na mata e procuraram pelo menino sumido sem achar sinal de seu paradeiro. Por fim, um grupo, guiado por cães, seguiu uma pista que os levou até a Árvore do Diabo. Acharam ali marcas de pneu na relva amassada. Ao seguir a trilha fresca se espantaram uma vez que os rastros de pneu, condizentes com uma caminhoneta Ford, desapareciam exatamente diante do tronco do velho carvalho. Do menino S(---), nunca mais se ouviu falar. Já a caminhoneta do Velho Nicolau se tornou uma assombração recorrente nas estradas marginais de Serro.

Essa história eu ouvi do neto do Delegado que esteve presente em ambos os casos, nesse e dos linchadores. Esse senhor, depois de uma relutância inicial, teve a gentileza de me mostrar uma caixa de sapatos onde seu avô guardava os papeis e documentos da época, entre os quais estavam recortes de jornal e outros documentos muito interessantes. Ele disse que o avô nunca falou abertamente sobre suas experiências como delegado em Serro Negro e que apesar de ter nascido, vivido e morrido na cidade sempre contemplou o ideal de ir embora pois "o lugar e sua gente não prestavam". 

Com todas essas histórias aterradoras, eu comecei a me perguntar, por que a maldita árvore continuava ainda de pé e ninguém ousava colocá-la abaixo. Senão por superstição, ao menos para alívio de toda comunidade, alguém poderia já ter feito isso.

Fato é que falar, nesse caso, é mais fácil do que fazer. 

O velho carvalho pelo que contou tio V(---) era impossível de ser destruído. Habitantes locais juravam que o vento que fazia toda vegetação se curvar não vergava os galhos que desafiadores suportavam o castigo. Mesmo depois de fortes chuvas como a que desancou em 1978 e 1982, ele continuava lá. Muitos tentaram em vão lenhá-lo, com machado e serra, mas nada foi capaz de derrubar a Árvore do Diabo. 

Haviam marcas e sinais atestando as tentativas realizadas, mas todas tentativas fracassaram em determinado ponto. Por muito tempo, um rumor dava conta de que um sujeito chamado J(---) L(---), dono de um comércio na cidade tentou extirpar o mal daquela árvore maldita: após cortar fundo em seus flancos passou uma corda ao seu redor e tentou tombá-la puxando com toda força de sua pick-up. Em determinado momento, entretanto, a corda rompeu e o veículo desceu a ribanceira chocando-se violentamente contra um obstáculo. L(---) morreu imediatamente. Isso teria acontecido em 1976, mas não achei nada a não ser o obituário tratando o falecimento como acidental.

Também descobri através de meu tio que tentaram queimar a árvore, mas a casca grossa não se incendiou nem quando alegadamente lançaram nela um galão de gasolina. Na ocasião, dois homens sofreram queimaduras leves, mas as explicações para o acidente não foram bem explicadas. Meu tio contou que os dois personagens nesse caso estavam bêbados e que ninguém se surpreendeu com suas ações descuidadas.  

Depredações desse tipo fizeram com que a prefeitura de Serro Negro tomasse uma medida. Envolveram a base do velho carvalho com uma cerca de ferro para afastar outros vândalos em 1980.

Mas ainda há algo mais a respeito da Árvore do Diabo e talvez seja essa conexão que lhe rendeu o apelido infame. Há uns quatro anos atrás, assegurou uma prima chamada S(---), símbolos estranhos e frases foram pichadas com spray no tronco da árvore. "Aconteceu justo na véspera da Páscoa" contou ela, quando a visitei para uma daquelas visitas protocolares de parentes. 

Um pedregulho próximo, chamado de "Pedra Quente" - que dizem permanece aquecido a despeito do sol incidir ou não sobre ele - também foi vandalizado. Escreveram nele com tinta vermelha as palavras "O Demônio vive aqui!" enquanto que o Carvalho recebeu garranchos dizendo: "Essa é a Árvore do Diabo".

Dada a fama do lugar, rumores a respeito de pessoas se reunindo aos pés da Árvore para algum tipo de ritual e magia negra, eram recorrentes em Serro Negro. "Vez ou outra alguém contava histórias desse tipo", embora ninguém levasse tais rumores muito à sério garantiu S(---) e seu marido P(---). 

Vigora uma crença entre os habitantes de Serro Negro que aqueles que testam os limites da Árvore do Diabo acabam tendo uma morte terrível. Visitar a Árvore já era ruim o bastante, mas vandalizar o lugar? Só alguém de fora cometeria esse tipo de sandice. Acidentes de carro e suicídios estavam na conta do velho carvalho, por isso é compreensível que poucos se aproximassem dele.

Entretanto, quando a árvore apareceu pichada, as pessoas se perguntaram o que aquilo poderia significar e alguns resolveram engolir o próprio medo e ir até lá para saber o que havia acontecido. Os que vasculharam a área encontraram indícios de que um grupo de pessoas, provavelmente adolescentes havia acampado ali perto. Recolheram muito lixo num acampamento improvisado: garrafas de vodka e refrigerante, sacos de biscoitos, latas de cerveja e uma lona amarrotada que parece ter sido usada como colchão. Procurando mais à fundo acharam em uma trilha peças íntimas femininas enroladas em algo mais preocupante: uma faca suja de sangue. Na base da árvore encontraram ainda velas pretas e vermelhas que queimaram até o chão, deixando poças solidificadas de cera colorida junto do tronco.

A gazeta local, a mesma Gazeta Serrana dava conta de que a Defesa Civil, convocada para varrer as cercanias procurou exaustivamente, mas não achou nada que pudesse revelar quem eram as pessoas que deixaram a pedra e a árvore pichadas. Uma vez que ninguém comunicou desaparecimentos, tudo indicava que ou as pessoas eram de fora ou que aquilo não passou de um tipo de travessura idiota. Para todos os efeitos adolescentes costumam fazer esse tipo de bobagem inconsequente. 

O estranho, é que dias mais tarde, quando alguém finalmente passou por ali percebeu que algo estranho havia ocorrido. Na noite anterior havia chovido pesado e o vale inteiro ficou alagado, mas mesmo assim, era difícil explicar o que havia ocorrido de uma maneira razoável. Os grafites na pedra e na árvore haviam simplesmente escorrido, quase que por inteiro. De fato, as frases haviam sumido, com exceção de duas palavras que continuavam tão claras e legíveis quanto quando apareceram na véspera da Páscoa: "Diabo" e "Demônio"

Curioso que poucas pessoas mencionaram esse incidente. S(---) disse que não quis ir até lá, mas seu marido P(---) contou que foi até o lugar para ver com os próprios olhos. Pouco depois, a prefeitura tratou de pagar para remover as palavras agourentas que demoraram a sumir mesmo com o uso de mangueiras potentes e detergente industrial.

Desde a semana passada, quando cheguei à cidade, visitei várias pessoas, conversei com outras tantas e passei muitas horas apertando os olhos tentando ler as edições antigas da Gazeta Serrana. Fiz até amizade com o pessoal da pequena redação. Curioso que nem todas as pessoas que procurei aceitaram falar comigo, sobretudo depois que disse que a conversa seria sobre a Árvore do Diabo. Muitas alegaram não saber de nada - embora, outros garantissem que eram elas, fonte valiosa de informações. Suponho que mesmo hoje em dia exista um certo grau de superstição e crendice, mesmo nos nossos tempos modernos. Uma vez que a maioria das pessoas se mostraram reticentes a respeito de eu citar seus nomes, preferi usar apenas as iniciais delas.

Não escondo meu interesse em pesquisar assuntos como esse. Serro Negro parece ter inúmeras histórias curiosas e interessantes e eu sempre tive interesse de, quem sabe, escrever um livro a respeito de minha cidade natal. Já ouvi tantas histórias estranhas e quem sabe, esse pode ser o ponto de partida para finalmente organizar as coisas.

Bom, com tudo isso, creio que o próximo passo lógico nessa minha "investigação" informal a respeito dessa parte peculiar da história de Serro Negro seja ir até o descampado e visitar a famosa "Árvore do Diabo".

Comecei a me preparar para o que estou encarando como minha "expedição de campo". Venho antecipado ansiosamente essa visita desde o início, mas confesso que depois de pesquisar as histórias locais é impossível afastar alguns pensamentos. Não que eu acredite em qualquer uma dessas coisas que apurei, mas... sabem como é.

De qualquer maneira fui às compras: adquiri material básico de camping, alguns suprimentos e outras coisas que podem ser úteis. Pretendo fotografar o local e fazer um pequeno vídeo e já tenho todo material para isso. Eu me informei com algumas pessoas e estas me apontaram as direções, para onde eu devo ir e a maneira mais direta de como chegar ao descampado e à Árvore do Diabo. Não deve ser uma caminhada muito desgastante, o que é bom, já que não estou no melhor da minha forma física.

Estou concluído esse registro no meu laptop. 

Amanhã vai ser um dia cheio.

L(---)

11 de janeiro 2017

*     *     *

O seguinte registro foi encontrado em um arquivo de laptop pela polícia da cidade de Serro Negro que teve acesso a esse computador após o desaparecimento do autor.

As buscas prosseguem, mas depois de cinco dias desde a comunicação do desaparecimento, as chances de localizá-lo se tornam menores.

O material foi levado para a Delegacia de Serro Negro e as pessoas citadas serão entrevistadas para a formulação do inquérito.

3 comentários:

  1. As histórias com o marcadores Horror "Fake" News são falsas ?

    ResponderExcluir
  2. Conto fantástico. Gostei muito de sua aura de mistério folclórico e fique curioso para conhecer outros mistérios de Serro Negro.

    ResponderExcluir