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quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Props de Nyarlathotep - A Coleção de Recursos da Campanha Máscaras de Nyarlathotp (Parte 1)


Minha campanha de Máscaras de Nyarlathotep chegou ao fim, mas ficam as boas lembranças.

Foram praticamente três anos de jogo, com um ótimo grupo de dedicados jogadores e bravos investigadores dos Mythos de Cthulhu. A campanha teve grandes momentos e sequências de tirar o fôlego, surpresas, imprevistos, combates brutais e cenas de terror intenso - tudo aquilo que você espera de uma campanha icônica de Chamado de Cthulhu.

Uma vez que decidi mestrar usando as regras do Pulp Cthulhu, os cenários tiveram uma inclinação para ação e aventura. Não faltaram portanto tiroteios, explosões, perseguições, vilões terríveis e situações absurdas. Em um dos meus momentos favoritos em toda campanha o grupo de investigadores escapou de uma pirâmide no Egito, sendo perseguido por centenas de Carniçais famintos, enquanto um dos investigadores disparava uma metralhadora na capota do carro e o motorista guiava direto para uma gigantesca tempestade de areia. 

Mais pulp que isso, impossível!!!

Uma vez que Máscaras é tão conceituada eu decidi fazer algo diferente e utilizar algo que tornasse os jogos uma experiência mais envolvente.

E assim dei início ao projeto de Máscaras que começou a ser preparado um pouco antes da Pandemia. Minha ideia desde o início era criar recursos do Guardião que fossem evocativos e que trouxessem algo a mais para a sessão.

Mas ao longo da campanha, mais elementos foram sendo incorporados à trama, com props, trechos de áudio, cenas de filmes,  documentários ou simplesmente imagens que eram mostradas na tela da televisão para que o grupo pudesse ter uma experiência mais completa e envolvente dos acontecimentos.

Também usei bastante o famoso Quadro Branco (por vezes até três quadros ao mesmo tempo) para auxiliar nas investigações. Com as pistas fixadas no quadro, o grupo podia estudar os elementos centrais da história à medida que esta ia se desenrolando.

Eu gostei muito desse tipo de narrativa recorrendo a elementos áudio visuais. O resultado foi tão bom que incorporei esses recursos em praticamente todas as minhas mesas de RPG dali em diante. Hoje ter recursos físicos, imagens na tela e pistas a serem analisadas se tornou algo recorrente. De certa forma, Máscaras foi um divisor de águas. 

Ao longo dos três anos de campanha fiz um registro fotográfico de nossas sessões e do material usado e achei que poderia ser interessante compartilhar aqui no Mundo Tentacular.

Como é muita coisa, decidi dividir em alguns artigos.

Muitos dos recursos que utilizei são parte do Livro do Mestre que já oferece um material muito bem feito e pronto para ser usado. Eu simplesmente recortei e plastifiquei boa parte dos recursos para que eles não sujassem ou amassassem. O resultado foi muito bom! 

Entretanto, como eu alterei muitos elementos na trama, precisei incluir outros recursos que estivessem à altura. Alguns, que fazem parte do Kit da Campanha criado pela HPLHS eu consegui encontrar online. Copiei e imprimi para usar direto na mesa, mas dezenas de outros são originais, deram um trabalho danado para produzir, mas resultaram em algo bem satisfatório. 

A seguir, alguns deles com breves comentários.

AS MALAS DE VIAGEM


A ideia original era usar um baú de Viagem, o tipo de coisa que era levada em viagens longas ao redor do mundo no inicio do seculo passado. Eu guardaria o material dentro dele. Mas como já tinha feito algo parecido para a Campanha Horror no Expresso do Oriente (Horror on the Orient Express), pensei em outra coisa. 

Ao invés de um baú único para guardar os itens da campanha, surgiu a ideia de dividir em quatro maletas individuais. As maletas teriam diferentes tamanhos, cada uma delas contendo parte do material da campanha - as pistas, os documentos, mapas, fichas de personagens e toda sorte de prop que eu conseguisse juntar.

Eu encontrei maletas em madeira mdf em diferentes tamanhos e optei por usar quatro delas. Assim que elas vinham originalmente.


As maletas já tinham alças e uma tranca na tampa. Uma vez que elas tinham uma cor crua eu pude usar tinta para personalizá-las. 


Optei por pintar as maletas de preto, cor que se tornou predominante em Máscaras. Usei um papel decorativo num padrão preto e branco para forrar a tampa das maletas, como se elas fossem estofadas e o efeito geral ficou ótimo. Esse padrão foi repetido em vários itens, como poderão ver nos próximos artigos.



Imprimi o nome da campanha e colei na frente da tampa, como se fosse um tipo de identificação, achei que esse detalhe acrescentou um elemento interessante.

Outro pequeno detalhe foi acrescentar etiquetas amarradas com barbante nas alças das valises. 

Geralmente quem fazia essas viagens longas ao redor do mundo tinha etiquetas semelhantes usadas para identificação na alça das malas e valises.

Escolhi dois desenhos clássicos ligados a campanha para ilustrar as etiquetas de viagem e coloquei meu nome na parte de dentro.

Na parte interna de cada tampa escolhi um desenho evocativo da campanha. 


A maleta menor tinha essa imagem do avatar do Caos Rastejante em destaque, por sinal, essa é a capa da quarta e quinta edições da campanha.

Nessa maleta menor coloquei os kits de dados personalizados da campanha Masks of Nyarlathotep (brancos com números vermelhos) e do Deus Exterior Nyarlathotep (que são vermelhos com números brancos).  Depois vou mostrar os dados em mais detalhes.


Na segunda maleta, o tema na tampa foi o Egito, mais especificamente essa imagem de um papiro apresentando uma série de Hieróglifos e a imagem do terrível Faraó Negro em evidência.

Nessa maleta ficaram os passaportes (que vou mostrar em seguida), alguns props físicos que utilizei na campanha e um bloco de anotações com nomes de lugares e personagens importantes na trama. 


Na terceira maleta coloquei um mapa do mundo com os lugares que seriam visitados em destaque, o Culto presente na localização e o Avatar de Nyarlathotep que constituía a grande ameaça naquele trecho.


Aqui é possível ver mais detalhadamente o mapa e as anotações feitas em caneta vermelha aludindo ao que seria encontrado em cada parte da campanha. 

Na parte de baixo do mapa há uma citação tirada do conto Nyarlathotep: "And where Nyarlathotep went, rest vanished" (E onde Nyarlathotep ia, a paz desaparecia).

Nessa maleta eu guardei alguns props físicos, as imagens dos investigadores em porta-retratos, a capa do livro escrito por Jackson Elias, o diário de Elias sobre a Expedição Carlyle, o diário da campanha, os dois escudos do Guardião e outros props que depois vou detalhar. 


A quarta e maior maleta tinha na tampa um mapa bem mais detalhado da jornada da expedição Carlyle, bem como a imagem dos seus membros e mais alguns detalhes interessantes de onde eles passaram.


Eu usei por algum tempo essa caixa maior para guardar os dois volumes da campanha, envolvidos por uma tira de couro que os mantinha juntos como se fosse um tomo único.


Mas depois acabei optando por guardar os livros no estojo (slip case) que veio com a campanha e onde ela ficava mais protegida. Ainda assim, manter os livros dessa forma ficava bem legal.

Nessa caixa coloquei os Recursos do Guardião divididos em sete pastas, seis delas se referindo a cada capítulo da campanha (Peru, Nova York, Londres, Cairo, Quênia, Austrália e China) e uma pasta para os Recursos variados e elementos de campanha. Separei uma outra pasta para reunir os mapas que viera no kit do Guardião e outros que imprimi. Também reservei uma maior para guardar as fichas dos jogadores, calendários e miudezas que poderiam ser úteis no correr da campanha. Material que depois também vai ser detalhado.


No total, as quatro maletas cheias (sem os livros) pesavam quase 10 quilos.

OS PASSAPORTES


Passaportes são uma tradição em campanhas Globe Trotter de Chamado de Cthulhu.

Eles são usados majoritariamente como props, mas em Máscaras de Nyarlathotep, os passaportes de diferentes nacionalidades cedem lugar a algo chamado Passaporte Nansen.

Os Passaportes Nansen foram emitidos pela hoje extinta Liga das Nações (precursora da ONU) entre 1919 e 1927. Era uma espécie de Passaporte generico que servia para qualquer pessoa independente de nacionalidade. Usando esse tipo de passaporte, o portador do documento podia viajar livremente e atravessar fronteiras como uma espécie de "cidadão do mundo".


Infelizmente os Passaportes Nansen deixaram de ser usados depois de 1927. Vários países integrantes da Liga das Nações passaram a exigir o documento oficial do país de origem e negar o visto de quem usava somente o documento genérico. Com o tempo, os Passaportes Nansen passaram a ser usados apenas para apátridas, refugiados e indivíduos que tencionavam renunciar a sua nacionalidade original.

Eles chegaram a ser usados novamente após a Segunda Guerra Mundial, mas tiveram curta existência. 


Eu encontrei o modelo dos Passaporte Nansen na Internet, eles estão disponíveis na caixa de props da HPLHS, e fazem parte do material da campanha.

Gostei da história desses passaportes genéricos e decidi incorporar à campanha.

Imprimi a Capa dos passaportes e colei sobre uma caderneta fininha mais ou menos do tamanho de um documento aduaneiro. Ficou bem convincente.


Em seguida fiz o interior do documento com os detalhes que achei na internet, inclusive os dizeres na contracapa explicando o funcionamento do documento e garantindo a validade do mesmo para todos os signatários da Liga das Nações.

Confeccionei um passaporte para cada investigador, com o nome na capa e detalhes particulares no interior dos documentos.


A cada país visitado ao longo da campanha, eu colava o carimbo que reconhecia a entrada no país. 

Encontrei na internet os carimbos de cada um dos países em que se passavam as aventuras, então no espaço destinado às visas eu colava os selos, carimbava e assinava o nome do agente da aduana.

Também achei os selos de autenticação da Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos que eram as nacionalidades da maioria dos personagens. Estes selos reconheciam e autenticavam os Passaportes Nansen, dando ao seu portador a garantia de que estavam de posse de um documento reconhecido por seu país de origem.
 

Cada passaporte contava ainda com a fotografia do investigador e mais algumas informações como nacionalidade, local e data de nascimento, particularidades físicas, filiação, além de outros pequenos detalhes.


Eu achei que esses Passaportes deram um colorido todo especial aos personagens e a identidade de cada um deles.


Fiz um passaporte Nansen também para o principal NPC da campanha e aliado dos Investigadores - Jackson Elias. Este era encontrado na cena do quarto de hotel no cenário em Nova York.


Tive que inventar alguns detalhes à respeito de Jackson Elias, como sua data de nascimento e filiação, mas acho que ficou bem legal.

Utilizei essa fotografia do personagem que é a imagem presente na versão espanhola da campanha. 

Ficou bem legal e para finalizar bastou assinar em nome de Jackson Elias.


Aqui é possível ler o texto contido na contracapa do documento:

LIGA DAS NAÇÕES:

A todos que receberem esse documento, saudações.

O Ministério do Exterior da Liga das Nações reconhece o portador deste passaporte.

(NOME DO PORTADOR)

como indivíduo protegido pelas convenções do Direito Internacional.

Este Passaporte é válido para uso em todas as nações signatárias dos termos da Liga em seus devidos territórios.


Aqui é possível ver mais alguns detalhes dos carimbos de passaporte e as anotações nos documentos simulando a verificação feita pelo agente aduaneiro.

Tentei disfarçar a letra e usar canetas com tinta de diferentes cores para diferenciar as anotações, já que elas foram feitas em lugares distintos. Isso deu um ar de autenticidade.

No próximo artigo, vou mostrar o conteúdo das maletas de viagem e outros props. 

Fiquem conosco!

segunda-feira, 3 de julho de 2023

O Incrível Caso de Thomas Fell - Props de um Cenário para Rastro de Cthulhu


Recursos do Guardião e Props são elementos que engrandecem demais uma sessão de RPG.

Os cenários investigativos por excelência convidam o mestre a produzir e fornecer aos jogadores esse tipo de material. Ele torna a experiência de jogar uma aventura, algo muito mais interessante e evocativo. Ao invés de simplesmente descrever as páginas de um diário antigo e amarelado, o mestre entrega nas mãos dos jogadores as páginas em questão, para que eles leiam. No lugar de explicar como é o desenho de uma estranha criatura feito por uma testemunha, ele fornece o desenho para apreciação geral. Ao invés de dizer que há fotos numa velha caixa, ele dá aos jogadores a chance de abrir a caixa e encontrar essas fotos...

Esse tipo de recurso visual é extremamente bem vindo!

Os jogadores se sentem como seus investigadores: examinando, verificando, estudando e processando as pistas achadas. O que eles seguram em suas mãos é basicamente o que seus personagens estão simultaneamente manipulando no jogo.

É claro, produzir esse material é trabalhoso, mas em contrapartida, o efeito se faz sentir na mesa.

Faz algum tempo, nosso colega aqui do Blog, Ricardo Ramada criou um material incrível para o cenário "O Incrível Caso de Thomas Fell". Essa é uma aventura para Rastro de Cthulhu, excelente para jogadores iniciantes. Os recursos ficaram simplesmente incríveis, tudo muito bem feito e extremamente bem produzido.

Ele muito gentilmente me ofereceu esse material e eu pretendo usá-lo em breve quando for narrar essa história.

"O Incrível Caso de Thomas Fell" é um cenário introdutório para Rastro de Cthulhu. Ele acompanha um grupo de investigadores de primeira viagem que busca desvendar as estranhas circunstâncias que cercam o desaparecimento de Thomas Fell, um amigo que parecia ocultar um terrível segredo. O que aconteceu com ele? Qual o seu paradeiro atual? E como essa investigação mudará para sempre as suas vidas? Trata-se de uma excelente introdução ao perigoso mundo de Rastro de Cthulhu e aos Mythos ancestrais.

Para quem tiver interesse, na página da Editora Retropunk pode-se encontrar gratuitamente o cenário. Basta ir no link abaixo:


As imagens abaixo são do referido material, vou descrever brevemente do que se trata.

As Fotos e Handouts:

As fotos e imagens gerais são um ótimo recurso visual para envolver os jogadores na Investigação.

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, em no caso de cenários de RPG, isso muitas vezes é verdade.

Essas fotos foram impressas em papel de alta gramatura em cor sépia ou preto e branco e ficaram excelentes.



Fichas de Personagens:

As Fichas de Jogo são muito mais do que uma coleção de estatísticas e resumo dos atributos de um determinado personagem.

Elas conectam o jogador de carne e osso ao seu alter ego fictício. 

As fichas produzidas para Rastro são bem funcionais e de fácil compreensão. Essas fichas para a aventura acompanhadas das imagens dos personagens (tiradas do elenco do filme "Assassinato no Expresso do Oriente") ficaram perfeitas. 


As Fotos do Explorador Thomas Fell:

No cenário, Thomas Fell é um amigo em comum dos investigadores.

Ele é um aventureiro que viajou pelo mundo e registrou sua jornada na forma de fotografias tiradas em diferentes lugares do mundo. O registro dessas fotos constitui uma valiosa pista para solucionar o caso de seu desaparecimento. 



Uma misteriosa Ilustração:

Eu adoro esse Handout de um desenho feito pelo próprio Thomas Fell no qual ele tenta capturar a forma de um horror visto em primeira mão.


O Mapa com as Linhas:

No decorrer da investigação, os personagens encontram um misterioso mapa mundi com estranhas linhas vermelhas traçadas ao longo dele.


Compreende o significado dessas linhas e saber o que elas representam é uma das partes mais importantes desse cenário. Sem falar que 


O Decalque da Placa:

Outro recurso incrível é esse decalque em papel vegetal de uma placa ou tabuleta de pedra toda entalhada.

Ao examinar o recurso é como se os jogadores tivessem em suas mãos o decalque feito por alguém que raspou um pedaço de carvão sobre uma placa de pedra obtendo assim os desenhos de sua superfície. 


Esse é um dos meus props favoritos nessa coleção.


O Diário de Thomas Fell:

Mas se eu tivesse de escolher apenas um recurso para apontar como o mais legal dessa coleção, seria esse aqui.

Trata-se do Diário de Thomas Fell relatando de seu próprio punho os acontecimentos que levaram a seu trágico destino.


O diário foi tão bem produzido que incluía até o ex-libris de seu dono na contracapa.


Enquanto isso, o interior traz o registro das andanças de Thomas Fell pelo mundo, o que ele viu e o que ele descobriu viajando pelo Egito, se lançando nos Desertos da Austrália, no extremo oriente e finalmente nos planaltos da América do Sul.




As fotografias com as bordas recortadas são um detalhe a mais nas páginas amareladas com café, complementadas pelas imagens dobradas.


E essas páginas que parecem ter sido arrancadas de antigos tomos de magia e compêndios de conhecimento arcano, ficaram excelentes!


Sem falar dos desenhos supostamente feitos pelo próprio Thomas Fell, registrando a forma de monstros e criaturas do Mythos.


Mais do que um simples diário, as páginas possuem as pistas que permitirão desvendar o mistério dessa investigação.


Ficou incrível!

Aliás, se algum dos leitores aqui do Mundo tentacular quiser compartilhar com os demais suas coleções de Recursos, teremos enorme prazer em publicar.

No mais, deixem os dados rolar e percam sanidade!  

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Alien Cube - Caixa para guardar material para ALIEN RPG


Salve pessoal,

Eu adoro caixas de RPG para guardar o material do jogo, todo em um mesmo lugar. Para os meus jogos favoritos costumo fazer essas caixas temáticas. Quando o tema do jogo ajuda, rola até colocar uns props adicionais que funcionam como recurso narrativo para as sessões.

Eu adorei a proposta do ALIEN RPG que recentemente foi lançado pela New Order e que em breve deve estar chegando para todos que participaram da pré-venda. Temos uma resenha completa a respeito de Alien que pode ser acessada à seguir: PRIMEIRA PARTE e SEGUNDA PARTE. É um RPG que merece ser conhecido e mais ainda, jogado por todo fã de ficção científica, suspense e horror.

A Caixa que fiz para acondicionar o material tenta simular uma valise para transportar amostras e espécimes capturados. A ideia é que ela seria uma maleta usada pelos agentes da poderosa Corporação Weyland-Yutani, quando estes conseguem colocar as suas mãos nos perigosos Xenomorfos em seus primeiros estágios de vida: seja como Facehugger ou Chestbuster (Abraçador de Rosto e Rompedor de Peito).

Coloquei várias imagens da caixa e do material interno, eu gostei do resultado, ficou do jeito que eu realmente queria.

Sem mais vamos ao material:

A CAIXA:


Eu gostei do formato dessa caixa feita em madeira, ela é uma espécie de cubo com tampa na parte superior que abre para cima. O que me chamou a atenção é que ela tem vários detalhes que poderiam render uma pintura diferenciada. 

Escolhi as duas cores que na minha opinião refletem bem o clima de Alien, o verde escuro e o preto. Passei uma camada de verniz sobre o preto que deu um brilho que se ajustou bem na composição geral. 

No início pensei em fazer a caixa ser uma espécie de caixa de munição, mas acabei mudando o conceito para que ela parecesse uma caixa de coleta de espécimes. Assim eu poderia decorar ela com adesivos da Weyland-Yutani e avisos de segurança.   


Encontrei na Internet vários exemplos de arte conceitual dos filmes da franquia. Escolhi essa para ficar em destaque. Ela lembra dos elementos de maior horror dentro da série: o fato do alienígena ser uma espécie de parasita que se desenvolve dentro de seres humanos. 

Achei perfeita essa imagem que apesar de minimalista, invoca toda aura de horror corpóreo (body horror) presente no filme. 


Fiquei meio na dúvida quanto a colocar o nome do jogo na tampa da caixa, mas no final das contas, ficou bem legal.


Na lateral da caixa coloquei esses adesivos que encontrei na internet e imprimi em uma gráfica. 

O símbolo da Weyland-Yutani e o alerta de Contaminação Biológica ficam bem em evidência. Eles cumprem o propósito de informar a quem pertence o material e que este é potencialmente perigoso. 


A parte posterior da caixa, correspondente às suas costas tem mais uma identificação da Weyland-Yutani na tampa, um código de barras para controle, que identifica a procedência do material (LV 426) e um adesivo de alerta que remete ao perigo de abrir a caixa. 


Os símbolos de semiótica fazem parte da identidade visual de Alien, principalmente o primeiro filme. São símbolos usados na produção que identificam funções básicas à bordo de naves sem recorrer a palavras, mas imagens coloridas.

Achei bem legal adotar esses símbolos para a caixa. 

A ETIQUETA DE CONTROLE


A etiqueta de Perigo Biológico foi uma das partes que mais gostei.

Encontrei ela na Internet e imprimi em papel de qualidade que depois preenchi e plastifiquei.

Basicamente ela identifica o material como Foreign Alien Organism (Organismo Alienígena Externo), cuja fonte é LV-426 (Colônia de Hadley´s Hope) no ano de 2179. Em caso de dano ou vazamento do material, a Corporação Weyland-Yutani deve ser contatada.


No verso, a etiqueta permite colocar mais algumas informações caso o conteúdo da Valise seja comprometido:

"Do not engage!
Extremely Dangerous
Maintain isolation and initiate quarantine protocol".

"Não se envolva!
Extremamente perigoso
Manter o isolamento e iniciar o protocolo de quarentena ".

Acho que é um aviso pertinente considerando o que teoricamente a maleta carrega.

DISPOSIÇÃO INTERNA:


Dentro da Valise tem espaço de sobra para colocar todo material do jogo.

Confesso que fiquei preocupado em guardar o livro e material na diagonal, mas no fim das contas é a forma mais correta para evitar que fique solto dentro da caixa. Nessa disposição a caixa pode virar do avesso que o livro sequer se move.


Na tampa interna escolhi colocar essa imagem que pertence a um cartaz que ajuda a identificar os Xenomorfos e os meios de enfrentar a criatura (com as armas mais adequadas).

Também menciona seu ciclo de vida desde ovo até adulto, passando por demais estágios de desenvolvimento. 


Aproveitei para incluir na caixa o Weyland-Yutani Report, um livro que oferece uma visão geral da franquia ALIEN. 

O mais bacana a respeito desse livro é que ele simula memorandos, relatórios e dossiês da Corporação Weyland que tem como meta utilizar os alienígenas em seus projetos de desenvolvimento de armas e equipamentos. 

Sem falar que ele fala bastante a respeito dos Aliens em si.



O livro é bem interessante e funciona perfeitamente como um complemento para a ambientação, além de fornecer imagens e fotografias de excelente qualidade. Eu pretendo usar o Report como uma espécie de suplemento e recurso visual para minhas aventuras.    

O MATERIAL


Alien RPG é um jogo que oferece vários componentes opcionais que contribuem para construir o clima do jogo.

São mapas, escudo de jogo, dados especiais, cartas e tokens para simular a posição dos personagens. Eu infelizmente ainda não tenho acesso a maioria desse material, mas quando tiver, vou guardar na caixa, já que sobrou espaço para isso.


Mas é claro, o mais importante, são os livros. 

O Livro básico de ALIEN RPG e o Weyland-Yutani Report. 


Separei duas pastas para guardar os componentes. 

Uma delas é para fichas de personagens e outra para props menores.


O material da pasta inclui uma série de itens que podem ser usados para aprofundar a ambientação. Mais adiante eu falo especificamente de alguns deles.


A capa tem uma belíssima arte conceitual feita para o primeiro filme da franquia - Alien, o Oitavo Passageiro.


O caderno eu uso para escrever aventuras ou anotar ideias para as sessões de jogo. 


Aproveitei o espaço para incluir na caixa as fontes originais do jogo.

A versão romanceada do primeiro filme (Alien) e a caixa de Blu-rays da Quadrilogia (Alien, Aliens, Alien 3 e Alien - Resurrection). Ler o livro e assistir os filmes ajuda muito a entrar no clima da ambientação e nada mais justo que esse material estar presente na caixa.

MIUDEZAS


Achei esse cartão de visitas de Ellen Ripley na internet, é uma bobagem engraçadinha para colocar na caixa.


Cédulas plásticas de Créditos da Weyland-Yutani nos valores de 10, 25 e 50 créditos. É mais uma curiosidade do que qualquer outra coisa, mas fica legal mostrar aos jogadores como é a moeda da ambientação.


Esse é o guia de semiótica do Universo de ALIEN. 

Cada símbolo tem um significado usado pela Marinha Mercante Espacial para facilitar a compreensão. Eu achei bem legal trazer isso de volta, pois parece que era mais usado durante o primeiro filme sendo depois menos visível. 


Esse é um estojinho de madeira para dados e tokens de Alien.

Coloquei nele esse adesivo de Propaganda para a Corporação dos Fuzileiros Coloniais (Colonial Marines) que achei bem simpático. 

Os slogans "Cada pagamento, uma fortuna" e "Cada formação, uma parada" são citados no filme Aliens, o Resgate


Finalmente, fiz uma identificação da Companhia para os personagens. A ideia é ter uma dessas para cada jogador, identificando detalhes sobre o personagem.

Bom é isso!

Tudo pronto para mergulhar de cabeça no universo de Alien.