Algumas vezes acertamos em cheio, outras passamos vergonha, mas sempre chegamos perto. Será que esse ano será diferente? Acompanhe a seguir e fique atento para os resultados em breve.
Numenera e Call of Cthulhu. Os dois estariam muito bem representados se ganhassem, mas como só pode haver um, eu acredito que a base de fãs de Chamado, aqueles birutas que amam esse sistema e jogo (eu conheço minha laia!) vão votar em peso e dar a ele a vitória. Masks, afinal, é Masks...
Melhor Acessório de Ajuda – Digital
Nosso Favorito: Acessórios digitais ganham espaço dia a dia. A mídia de suplementos e acessórios escritos apenas para a versão digital cresce a cada ano. Houve um tempo que quem jogava RPG com um laptop ou um tablet na mesa era considerado um exibido. Hoje, esses aparelhos são extremamente úteis, fornecendo subsídios para as campanhas.
Nessa lista eu gosto do DunGen, o gerador de masmorras do Discord que é útil, bacana e cumpre o objetivo de ajudar o mestre a narrar online. O Dungeonfog segue a mesma premissa com um fazedor de mapas bacana e sempre à mão. O aplicativo para celular, Magwa também é muito legal com vários itens mágicos, entre armas, equipamento e armaduras. Bacana ter à mão esse material.
Bom, eu fico com o DunGen, já que é inegável que jogos online estão conquistando cada vez mais público e se tornando uma ferramenta muitíssimo útil. Voto garantido!
Quem deve Ganhar: Pelos motivos acima, o DunGen deve ganhar. E vai estar em ótimas mãos.
Melhor Acessório de Ajuda – Não Digital
Nosso Favorito: Ah, o Deck of Ruins para Numenera é muito útil. O que pode ser mais bacana do que usar um baralho personalizado para descrever salas e aposentos de uma masmorra? O que pode ser mais útil para o narrador? E é Numenera seguindo a tradição dos demais baralhos de Cifras e monstros. Um belíssimo complemento para o jogo. Em segundo temos o Big Book of Sci-Fi Mats. Que coisa linda e incrivelmente legal para aqueles que amam combate estratégico ou em massa. Eu reservei o meu Combat Mat para cenários de Fantasia, mas esse sci-fi é lindo demais.
Mas não tem pra ninguém... algum desses outros tem props em qualidade incrível? Tem handouts confeccionados em papel especial? Tem um cilindro de cera que toca de verdade? caras.... eu NUNCA vi nada sequer parecido com o Gamer Prop Set de Masks of Nyarlathotep. A mega-super-ubber caixa de props de Masks é de chorar de tão linda! E ela faz parte de uma campanha amada há mais de 30 anos. Não tem como... Masks Gamer Prop Set for the win!
Quem deve Ganhar: Não se brinca com Masks of Nyarlathotep, filho. Não mesmo! A caixa deve ganhar fácil, é o lançamento mais ousado da H.P. Lovecraft History Society, um grupo de malucos que se encarrega de transformar em props objetos descritos nas aventuras de Chamado de Cthulhu. Não é de hoje que eles merecem um prêmio, e ele será mais do que merecido.
Melhor Arte - Capa
Artist: Rebecca Yanovskaya
Artist: M. Wayne Miller
Artist: Martin Grip
Artist: Bastien Lecouffe-Deharme
Artist: Mish Scott
Nosso Favorito: Arte é uma questão de gosto. Realmente, o que define a escolha pela "melhor arte" é algo inteiramente subjetivo. Como dizem, "a beleza está no olho de quem vê" e cada um interpreta de maneira diferente o significado de uma ilustração. Dito isso, eu tenho meus prediletos.
Coriolis sempre é lindo de morrer, eu simplesmente adoro essa arte do épico sci-fi da Free League, e a capa de Emissary Lost é deslumbrante. Já a capa de Terror Australis eu achei legal, mas nada que chame a atenção, assim como a simplicidade do Bluebeard. A capa do Winters Daughter é bonita, mas nada de mais. Desse modo fica a capa do KULT: Divinity Lost que é para mim uma arte lindíssima e com um grau de detalhe e realismo assustador. Eu fico com essa, embora não tenho certeza se ele vai conseguir ganhar votos suficientes.
Quem deve Ganhar: Eu penso que por justiça deveria ser Coriolis ou KULT, mas não duvido que o peso dos fãs faça a diferença mais uma vez e que Terror Australis acabe recebendo esse prêmio.
Melhor Arte, Interior
Artists: Samuel Araya, Chris Cold, Martin de Diego, Jason Engle, Inkognit, Aldo Katayanagi, Eric Lofgren, Irina Nordsol, Jim Pavelec, Roberto Pitturru, Sam Santala, David Seidman, Joe Slucher, Zoa Smalley, Lee Smith, Matt Stawicki
Artists: Bastien Lecouffe-Deharme, Marcin Tomalak, Ander Plana, Daniel Comerci, Kamil Mickiewicz, Ashen Studios, Krzysiek Poznanski, Anton Semenov, Alfred Khamidullin, Anton Kuzko, Daniel Karlsson, Bastien Lecouffe-Deharme, Sam Denmark, Evgeny Maloshenkov
Artists: Tithi Luadthong, Oli Jeffery
Artists: Rick Becker, Bernard Bittler, Simon Bray, William Church, Miguel Coronado, Gene Day, Andrey Fetisov, Piotr Foksowicz, Lisa Free, Merle Insigna, Tomasz Jedruszek, Kalin Kadiev, Roman Kisyov, Rachel Kahn, Jennifer Lange, Rhonda Libbey, Michelle Lockamy
Nosso Favorito: Assim como eu disse quanto a arte de capa, a arte interna depende muito de quem está analisando e de seu gosto pessoal. No fim das contas, o que realmente importa é qual das artes apelou mais aos sentidos de cada pessoa e o que esta captou a partir dessa arte. Quesito um tanto subjetivo já que isso pode variar de modo radical.
Aqui eu indico dois ou três favoritos. Invisible Sun que é uma apoteose de beleza e cuja arte espelha todo o luxo e riqueza do livro. Não por acaso, esse material da Monte Cook tem sido tratado mais como uma obra de arte do que como um jogo. Talvez a proposta dele seja um tanto confusa, mas é inegável que é um belíssimo material. Legacy: Among Ruins é outro livro lindo de morrer! A começar pela capa que poderia estar no quesito anterior, mesmo caso de Symbaroum Monster Codex. Esses dois tem um projeto de arte incrível e sem dúvida poderiam figurar entre os melhores nesse quesito.
Mas aqui eu abro um parenteses para falar da arte de KULT: Divinity Lost. Pessoal, esse livro é corajoso. Tem poucos livros que são capazes de ousar tanto e de entregar um trabalho tão bizarro, assustador e perturbador. KULT é daqueles livros que você ao folhear as páginas se detém em algumas imagens e custa a entender o que está vendo. As imagens de anjos e demônios, criaturas e horrores se multiplicam e cada uma oferece um vislumbre do quão abrasiva é essa ambientação. Sem falar que poucas vezes vi um livro de RPG ser tão corajoso em mostrar nudez e sexo de forma nua e crua. Não se trata de um livro para todo público, mas as imagens desse livro conjuram toda a mística desse RPG e fazem com que a gente se sinta igualmente incomodado e fascinado.

Quem deve Ganhar: Kult tem as suas chances, mas acho que perde por ser incômodo demais para alguns paladares mais sensíveis. Não são todos os votantes que vão depositar seu voto no desfile de bizarrice sem precedente que é esse livro.
Aqui acho que pode dar Legacy ou Invisible Sun, com Symbaroum correndo por fora. Mas ainda que não se possa descartar o peso de Runequest e de seus muitos fãs. Aliás que livro lindo essa coleção de Runequest reunida numa slipcase.
De longe é a categoria mais difícil... mas acho que Runequest pode surpreender no fim das contas e levar.
Melhor Cartografia
Cartographer: Jason Thompson
Cartographers: Tobias Tranell and Nils Gulliksson
Cartographer: Toby Lancaster
Cartographer: Dirk Detweiler Leichty
Cartographer: Glynn Seal
Nosso Favorito: Cartografia trata de mapeamento e a maneira como os mapas de um jogo são concebidos, a forma como eles podem ser usados na trama e a maneira como os jogadores e mestre interpretam as informações contidas na carta. É curioso, mas em geral a gente não pensa como mapas são importantes para o RPG, ao menos até se deparar com um mapa ruim.
Eu gostei do trabalho do Midderlands que tem mapas em um estilo bem clássico que me remete aos mapas básicos do D&D. Ficou bem feito e direto ao ponto, aquilo que você espera de mapas úteis em jogo e funcionais para a mesa. Ouvi muitos elogios para o Lamp's Sanitarium uma aventura para D&D 5th que se passa em uma enorme mansão transformada em manicômio. Dizem que ficou bem legal com o conceito de passagens secretas e interiores fugindo do óbvio.
Mas ao meu ver, esse prêmio deve ir para quem mais se esmerou em tornar mapas parte da ambientação e fazer com que eles fossem um diferencial no jogo. Forbidden Lands é um RPG sobre exploração e os mapas além de deslumbrantes, fornecem um vislumbre de um mundo repleto de possibilidades. Mais do que isso, o mapa acompanha adesivos que podem ser colados no mapa da ambientação para determinar onde se localizam ruínas, cidades e lugares importantes. Ideia sensacional! Quando se fala de cartografia, a gente fala dessa sensação de surpresa ao olhar um mapa e se perguntar, "o que existe depois daquela montanha"? Com Forbidden Lands, nenhum mapa será igual ao outro... Fico com ele pela inovação.

Quem deve Ganhar: Difícil dizer... acho que essa premiação pode acompanhar meu favorito, mas francamente há outras possibilidades. Midderlands pode ter um apelo na memória dos jogadores veteranos e conquistar votos. Assim como Silent Titans que tem um conceito de arte bem diferente do convencional.
Se eu tiver de apontar um fico com o Forbidden Lands, mas aqui qualquer um pode ganhar.
Melhor Livro Eletrônico
Authors: Hamish Cameron, Dana Cameron, Mary Rosalind Valentine
Authors: Christopher Smith Adair, Joe Trier, Glynn Owen Barrass, Simon Brake, Stuart Boon, Chad Bowser, Brian Courtemanche, Scott Dorward, Adam Gauntlett, Allan Goodall, Helen Gould, Tyler Hudak, Jo Kreil, Jeff Moeller, Andi Newton, Oscar Rios, Brian M. Sammons, Matthew Sanderson, Jennifer Thrasher, Joe Trier, Jason Williams, Matt Wiseman, Simon Yee
Authors: Alicia Furness, Alison Huang, Annabeth Lennon, Asa Wheatley, Awkward Bard, Bianca Bickford, Catherine Evans, Dierdre Donlon, Elise Cretel, Emily Smith, lourescentWolf, Gwen Bassett, Hla Rosa, Jen Vaughn, Jessica L. Washburn, Jessica Marcrum, Jessica Ross, Johanna Taylor, Judy Black, Johanna Taylor, Kat Kruger, Kayla Cline, Kelly Dayton, Kristina Sisto Kindel, Liz Gist, Luciella Elisabeth Scarlett, Lynne M. Meyer, Lysa Chen, Ma’at Crook, Maryska Connolly, Masha Lepire, Mellanie Black, Natalie Wallace, Sammy Ward, Samantha Darcy, Wouter Florusse
Nosso Favorito: E-books tem ganhado cada vez mais espaço no mercado de RPG, o que torna esse quesito muito justo.
Eu gosto do Ironsworn que é uma proposta clássica de fantasia dark medieval em um formato legal de ser usado em tablet. O Uncaged também é uma boa aposta com uma proposta de reinterpretar monstros e criaturas para D&D 5th e torná-los mais interessantes ou usá-los de uma forma diferente. Boa ideia sem dúvida.
Contudo, é no meu medo de coisas pequenas e afiadas que repousa meu voto. A antologia de aventuras da Stygian Fox para Chamado de Chulhu nos dias atuais ganhou meu coração. Ele é uma espécie de continuação do vencedor do ano passado The Things we leave behind e manter o nível de qualidade poderia ser difícil, a não ser que você tenha muita competência. E isso é algo que não falta a essa equipe.
Quem deve Ganhar: Eu acredito que meu preferido tem boas chances, mas ele pode ser incomodado tanto pelo Uncaged (por ser 5th D&D e ter um bom público) e pelo Sly Flourish Lazy Dungeon Master, ambos muito bons e com chances reais de levar esse prêmio para casa.
Melhor Jogo ou Produto para a Família
Authors: Hamish Cameron, Dana Cameron, Mary Rosalind Valentine
Author: Scott Fitzgerald Gray
Authors: Doug Levandowski and Jonathan Gilmour
Authors: Jacqueline Bryk, Banana Chan, Patrick Clapp, MIichael Faulk, Glenn Given, Doug Levandowski, Kira Magrann, Alex McConnaughey, Brian Neff, Tim Notcon, Ty Oden, Chris O’Neill, Heather O’Neill, Hannah Shaffer, Moira Slater, Scott Slater, Barret Stowe, James Stowe, Tim Notcon, Jay E Treat III, Heather Wilson
Nosso Favorito: Sabe aqueles jogos para relaxar e sentar com os filhos e passar algumas horas brincando? Pois é... jogos para a família são em geral leves, com uma mecânica intuitiva e fácil de aprender. Uma porta de entrada para jovens jogadores e iniciantes de qualquer idade.
Eu gostei de dois que tem uma temática bem parecida. The Tragedies of Middle Scholl que é bem bacana para a molecada e mistura mistério com investigação num colégio. E Kids on Bikes, porque francamente, quem não gosta de crianças em bicicletas se metendo em confusões e vivendo aventuras? Eu escolho o Kids on Bikes.
Quem deve Ganhar: Apesar do apelo destes dois ser grande, e chamar a atenção, não se pode esquecer do fator "dinossauros" quando o assunto é um jogo para crianças. A molecada adora isso e Dinosaur Princesses é tão bonitinho e bacana que pode conquistar muitos votos. Não seria nenhuma surpresa se ele ganhasse.
Melhor Jogo/Produto Gratuito
Author: Charlie Brooks, Calder CaDavid, Robert Cameron, Benjamin Chason-Sokol, Jeremy Corff, Jason Daugherty, Matthew Duval, Robert Feather, Kim Frandsen, Wojciech Gruchała, Amy C. Goodenough, Taylor Hubler, Luke Hudek, Chris L. Kimball, John Laffan, Crystal Malarsky, Randal Meyer, Jacob W. Michaels, Daniel Angelo Monaco, Stewart Moyer, Dennis Muldoon, Andrew Mullen, Dave Nelson, Nicholas S. Orvis, Emily Parks, Lyn Perrine, Amanda Plageman, Matt Roth, André Roy, Stephen J. Smith, Kendra Leigh Speedling, Jeff Taft, Brendan Ward, Christopher Wasko, Nicholas Wasko, Kerney Williams
Meu Favorito: Vou ser franco e dizer que aqui não conheço ninguém... Não dá para escolher um baseado apenas no nome e em uma descrição rápida. Então vou ficar em cima do muro.
Quem deve Ganhar: Sei não... acho que devo aproveitar e baixar alguns já que são gratuitos e ver qual é a deles. Se eu tivesse de chutar, apostaria nos produtos com temática de fantasia medieval.
Melhor Jogo
Author: Laura Simpson
Authors: Kathryn Hymes and Hakan Seyalioglu
Authors: Avery Alder and Benjamin Rosenbaum
Author: Paul Mitchener
Author: Sean McCoy
Nosso Favorito: Rapaz, eu conheço apenas um dos candidatos nessa categoria. Fica meio sem graça eu votar no Dialect apenas por ser o único que sei do que trata, mas a proposta dele é tão inovadora e bacana que vou correr esse risco.
Quem deve Ganhar: Eu vou votar no Dialect, mas volto a afirmar, não conheço os demais.
Melhor Layout e Design
Nosso Favorito: Essa categoria julga a forma com o texto se conforma no interior do livro. Eu sei que os livros da Monte Cook Games primam por isso, fazendo com que o material seja perfeitamente organizado e bem distribuído pelas páginas. Secrets of Silent Streets poderia ser uma boa opção, não fosse a presença do Symbaroum Monster Codex na lista. Caras, que livro bacana e bem feito. Na minha opinião, um dos melhores livros lançados no ano passado e que não poderia sair de mãos abanando.
Quem deve Ganhar: Fica complicado apontar um deles, já que todos, em geral que são indicados aqui fazem um bom trabalho. Eu vou apostar no Monte Cook aqui, mas não vou me surpreender se Symbarum ou Black Hack vencerem.
Melhor Livro de Monstro/Adversário
Authors: Wolfgang Baur, Dan Dillon, Richard Green, James Haeck, Jeremy Hochhalter, James Introcaso, Jon Sawatsky, Chris Harris
Authors: Kenneth Hite, Gareth Ryder-Hanrahan, Becky Annison, Helen Gould, Ruth Tillman
Authors: Martin Grip, Mattia Lilja, Mattias Johnsson
Authors: Steven Gordon, Ryan Servis, and Johnathon Kelly
Nosso Favorito: Bestiários de criaturas e monstros estão entre os livros mais populares, perdendo apenas para os Livros Básicos. Quem não gosta de folhear as páginas repletas de criaturas bizarras, suas descrições e estatísticas. É um material clássico, responsável por alimentar os mestres de ideias para suas aventuras e fazer os jogadores perderem o sono.
Esse ano temos uma briga de cachorro grande!
Se por um lado temos o guia de Sandy Peterson para os Mythos na 5th edição de D&D, o que é maneiro demais, temos também o Creature Codex da mesma 5th. E esses livros são excelentes! Material de primeira que dispensa apresentações, O problema é que não são apenas esses... tem ainda o Symbaroum Monster Codex que é de cair o queixo, apresentando algumas criaturas para a ambientação dark medieval da Free League. Esse livro é incrível e se ganhasse, eu ficaria feliz. Contudo não é só... ainda tem o Hideous Creatures, um livro para Rastro de Cthulhu que inclusive passou por Financiamento Coletivo aqui no Brasil.
Rapaz, qualquer um desses poderia ganhar e o prêmio estaria em boas mãos... mas se eu tiver de escolher apenas um, vou ficar com o Hideous Creatures que é assinado pelo Kenneth Hite que escreve coisas incríveis e que tem o dom de transformar palavras em ouro.
Quem deve Ganhar: Esses quatro que citei acima disputam o prêmio em nível de igualdade. São suplementos incríveis e que cumprem a proposta de apresentar monstros e criaturas para suas ambientações de uma maneira nova, arrojada e interessante.
Por se tratar de D&D acho que o Creature Codex e o Sandy Petersen Cthulhu Mythos levam uma pequena vantagem sobre os dois outros. Não vou me surpreender se o Sandy vencer, pois ele é uma pessoa muito querida no meio do RPG e vai granjear os votos da base de fãs lovecraftianos.
Melhor Conteúdo Online
Não conheço esses indicados. Vou me abster de escolher já que não sei nem do que se trata a maioria desse material.
Melhor Jogo Organizado
Ooze There?, Neo Tokyo Project – Darryl Ho and Jason Koh
Nosso Favorito: Em geral esse quesito sempre é complicado visto que eu não tenho acesso a esses jogos organizados. Mas eis aqui um que eu assisti e que me agradou demais!
Cypher Play Numenera, com Sean Reynolds e Bruce Cordell vale a pena! Muito legal mesmo.
Quem deve Ganhar: Agora a questão quem deve ganhar me intriga.
Não conheço os demais e fica difícil apontar um favorito nessa lista, ainda que Minsc e Boo me pareça uma opção viável por se tratar de personagens adorados por muita gente. E quem resiste a um Space Giant Hamster miniatura?
Melhor Podcast
Nosso Favorito: A disputa ao meu ver fica entre o Plot Points e o incrível Ken and Robin Talk About Stuff. Os dois são excelentes e preservam um nível de qualidade que tem se mantido inabalável.
Todo ano eles estão entre os candidatos diretos e conseguem se destacar em meio aos trocentos podcasts indicados.
Meu favorito ainda é o Ken and Robin Talk About Stuff, mas esse ano pode pintar alguma surpresa. Não significa que eles estão perdendo o fôlego, mas que a concorrência está se esforçando.
Quem deve Ganhar: Em termos de popularidade e público Ken and Robin continua muito bom e atraindo público. Mas em tempos de representatividade, não vou achar estranho se o She´s a Super Geek acabar levando esse. Não conheço, mas fala-se bem a respeito desse. Então, vou com ele.
Melhores Valores de Produção
Nosso Favorito: Mais uma briga de cachorro grande nesse quesito que discorre sobre a qualidade do material, produção e acabamento. Francamente, no fim, o prêmio vai para o material mais bonito e que consegue superar os demais no Fator WHOA. Sabe quando você vê um novo lançamento e faz uma cara de bobo e diz "Uau". Pois é...
Esse ano tem coisas lindas na lista de indicados. O Forbidden Lands é o primeiro a me chamar a atenção. Material lindo, mapas luxuosos, arte e acabamento de primeira. Poderia ser meu favorito fácil em outros anos. Mas esse ano não é para principiantes.
Temos o Invisible Sun Black Cube que "pelamordedeus" é um desbunde. Por sinal, o que é aquilo senhoras e senhores? O negócio parece um baú mágico do qual não param de sair coisas estranhas e bacanas. Eu nem liguei muito para a proposta desse jogo, achei meio viagem demais na maionese para meu gosto (e olha que eu gosto de viagem e adoro maionese), mas é inegável que o valor de produção aqui é altíssimo e tem todas as chaces de ganhar.
Mas eu vou nadar contra a correnteza e escolher algo mais simples para ganhar meu voto. Não que simples se aplique a qualquer coisa que a Monte Cook Games produz. O material desses caras é de cair o queixo. E o Slipcase Discover and Destiny para Numenera 2 é algo que merece aplausos. Vou votar nele pois, às vezes, "menos é mais", já dizia minha querida avó...
Quem deve Ganhar: Por outro lado, minha avó também gostava de coisas bonitas.
Quando eu olho para uma caixa como a de Invisible Sun eu penso nas palavras sábias do carnavalesco Joãozinho Trinta que cravou: "As pessoas gostam de luxo, quem gosta de pobreza é intelectual". Nesse caso, concordo e Invisible Sun é o luxo encarnado em material de RPG. Não sei se vale quanto cobram pelo Black Cube, mas que é lindo, isso é. Então deve atrair muitos votos e levar esse com facilidade.
Melhor Produto Relacionado a RPG
Nosso Favorito: Esse é o quesito de produtos que são facilmente reconhecidos como coisas que jogadores de RPG querem ter, mas que não são necessariamente coisas criadas para eles. Deu para entender?
Nessa lista tem algumas coisas bem legais. Eu adorei a proposta do jogo Miskatonic University do Knizia, um dos maiores nomes na indústria dos jogos de tabuleiro. Ele é famoso por criar jogos rápidos e fáceis de aprender, e mais fáceis ainda de se viciar. Não joguei esse ainda, mas assisti uma mesa na internet e gostei muito.
Mas o Dark Adventure da H.P. Lovecraft Historical Society vai levar meu voto. Ele é um programa de rádio no qual atores usando equipamento semelhante ao dos anos 20-30 narram episódios envolvendo os acontecimentos da campanha Masks of Nyarlathotep. Dá para ser mais retro que isso? Dá para ser mais esquisito e cool?
Quem deve Ganhar: Não sei quem pode levar isso, mas acho que os dois que citei são boas pedidas. Ainda que o Bluebeard corra por fora... por uma questão de ser bacana, voto no Dark Adventure, que me conquistou só na vinheta de abertura.
Melhores Regras
Authors: Mike Mason, Paul Fricker, Lynne Hardy, Sandy Petersen, Lynn Willis
Authors: Tomas Härenstam, Erik Granström, Christian Granath, Nils Karlén, Kosta Kostulas
Authors: Jay Iles, Douglas Santana Mota, Elizabeth Iles, Jason D’Angelo, Rebecca Curran
Authors: Dave Allen, Gary Astleford, Graeme Davis, Jude Hornborg, Andy Law, Lindsay Law, Andrew Leask, TS Luikart, Dominic McDowall, Clive Oldfield
Nosso Favorito: Regras são os elementos de coesão de nosso hobby. Sem as regras, o que seria dos jogos? Nos últimos tempos, regras mais simples e intuitivas tem ganho espaço, com as regras complexas ficando em um segundo plano, ainda que muitos fãs de mecânica busquem esses jogos.
Warhammer é o primeiro que chama a minha atenção. Por mais que eu tenha gostado da edição anterior da Fantasy Flight na qual o Warhammer virava quase um RPG de tabuleiro, eu tenho que admitir que as regras ficavam muito complicadas e engessadas. É um alívio ver essa ambientação retornando a um sistema mais amigável com iniciantes. Em segundo lugar, temos Legacy que funciona com um hack do Apocalipse Engine e tem uma proposta maneira de aventura e ficção. Da mesma forma, o Starter Set de Cthulhu é uma boa opção para quem está interessado em conhecer uma versão light do sistema. A caixa é bem feita e a proposta dela remeter a caixa clássica da primeira edição é uma excelente sacada. Ficou bem legal!
Mas só posso escolher um, então vou votar em Forbidden Lands, um cenário que tem sido muito comentado e que parece realmente promissor. Eu gostei desse jogo e o sistema simples parece ser uma joia a ser polida e refinada! Ainda quero testar ele, mas pelo que vi tem tudo para ser uma boa pedida.

Quem deve Ganhar: A meu ver, esse prêmio será de Call of Cthulhu ou Warhammer, os dois com um número grande de fãs votantes. Mas pode ser que meu preferido nesse quesito, Forbidden Lands surpreenda e mostre de uma vez por todas que a Free League veio para ficar. Ainda assim está mais para Cthulhu pela base de fãs.
Melhor Ambientação
Authors: Penelope Love, Mark Morrison, Dean Engelhardt, Marion Anderson, Phil Anderson, Geoff Gillan, Richard Watts, Darren Watson, Vian Lawson, John Hughes, Tristan Goss, James Haughton, Sandy Petersen, Brian M. Sammons, with Mike Mason, Lynne Hardy
Authors: Avery Alder and Benjamin Rosenbaum
Authors: Tomas Härenstam, Erik Granström, Christian Granath, Nils Karlén, Kosta Kostulas
Nosso Favorito: Ambientação é o pano de fundo no qual transcorrem as aventuras e onde as histórias são contadas. Uma ambientação pode ser descrita ao longo de um livro básico, estendida em suplementos ou acrescida com detalhes em alguns módulos.
Esse foi um ano que viu o retorno e consolidação de sistemas clássicos. Call of Cthulhu reeditou Terror Australis que é uma bela pedida para os jogadores interessados em encarar os terrors dos Mythos Down Under, na terra dos Aussies. Gostei, mas não despertou minha paixão...
Invisible Sun tinha tudo para ser a grande novidade nesse quesito, mas é difícil eu conseguir afastar a sensação de que ele é um belíssimo "bolo do casamento", lindo por fora, incrível de se ver, mas sem muito sabor. Pode ser que eu esteja errado, mas se a primeira impressão é a que fica, a minha de Invisible Sun não bateu fundo.
Temos também The Fall of Delta Green, livro da Pelgrane que francamente eu esperava ver em mais indicações. É um tanto frustrante perceber que ele só teve essa indicação, mas que poderia tranquilamente figurar em muitas outras, sobretudo melhor arte e escrita.
Meu favorito? Forbidden Lands mais uma vez. Embora a ambientação pareça bastante clássica com um mundo de Fantasia Medieval épico, há um sabor de novidade em meio aos elementos comuns da ambientação. Sim nós temos uma terra amaldiçoada, orcs, magos, muralhas que separam a civilização da barbárie etc... já vimos tudo isso em outras ambientações, mas aqui é tão bem feito e tão ricamente detalhado que me parece valer a pena apostar nele. Se vai ganhar não sei... mas eu precisava reconhecer seus méritos.
Quem deve Ganhar: Invisible Sun pode ganhar aqui por ser simplesmente estranho demais para passar em branco. A ambientação tem seus méritos, muitos... mas será que a estranheza inicial vai conquistar o voto da maioria? Acho que isso pode impedir dele colocar as mãos nesse Ennie.
Bom, se não vai ser Invisible Sun, então quem? Fico dividido entre dois, meu favorito Forbidden Lands que pode muito bem ganhar aqui e se tornar o maior vencedor da noite, ou então a zebra passar galopando e dar Delta Green. Não seria uma surpresa tão grande, já que Delta Green já colecionou dezenas de Ennies, mas seria um mico que ele ganhasse quando foi esnobado nas demais categorias.
Melhor Suplemento
Authors: Shannon Campbell, Dillon MacPherson, Malcolm Wilson
Authors: Elizabeth Chaipraditkul, Meghan Fitzgerald, Jack Geiger, Aaron Pollyea, John Snead
Authors: Oscar Rios, William Adcock, Stuart Boon, Chad Bowser, Charles Gerard, Jon Hook, Mike Mason, Jeffrey Moeller
Author: Gareth Ryder-Hanrahan
Authors: Greg Stafford, Jeff Richard, Michael O’Brien, Sandy Petersen
Nosso Favorito: Suplementos sofrem por estarem condicionados ao Livro Básico de cada sistema. Eles são um adendo, um capítulo extra, uma parte que ficou de fora do livro principal. Ainda assim, suplementos são essenciais para expandir os conceitos dos jogos e torná-los mais completos. E acredite ou não, já li suplementos que acabam sendo melhores do que os Livros Básicos.
Aqui nós temos alguns indicados bem interessantes. O primeiro que me chama a atenção é o livro de Star Trek dedicado a Divisão de Ciências da Federação. Que material bacana! Não é pouca coisa correlacionar elementos das séries Star Trek com a linguagem do RPG e adaptar toda a mitologia das séries, filmes, quadrinhos e literatura para outro formato. E a Modiphius fez um belo trabalho aqui.
Temos ainda Glorantha! GLOR"fucking"ANTHA, um dos mais clássicos RPG de todos os tempos. Dizem que quem joga isso precisa ter como pré-requisito 40+ anos de idade e 20+ anos de jogo. Verdade ou mentira não sei, mas é inegável que se trata de um RPG para os verdadeiramente iniciados.
Mas caras... eu amo Cthulhu, e adoro Roma antiga. Misture os dois e é como Bacon coberto de chocolate meio-amargo (hmmm... isso deve ser bom!). Cthulhu Invictus da Golden Goblin Press é tudo o que você fã de Cthulhu e de história antiga poderia querer. E eu quero... quero mais do que agora a pouco, quero muito mesmo!
Quem deve Ganhar: Mas existe uma diferença fundamental entre quem deve ganhar e quem gostaríamos que ganhasse. Não adiante apenas "querer".
Embora meu favorito tenha perfeitas chances de levar nesse quesito, os oponentes batem pesado. Tem Star Trek (com seus milhares de fãs) e Glorantha (com toda ala da terceira idade). E esse pessoal voa em peso em tudo que tem o nome de seus produtos favoritos. Bom... eu diria que Glorantha leva, mas tudo pode acontecer.
Melhor Escrita
Authors: Marco Behrmann, Martin Fröjdh, Ola Jentzsch, Robin Liljenberg, Petter Nallo, Andreas Nordlund, Krister Sundelin, Anton Wahnström
Authors: Dave Allen, Gary Astleford, Graeme Davis, Jude Hornborg, Andy Law, Lindsay Law, Andrew Leask, TS Luikart, Dominic McDowall, Clive Oldfield
Nosso Favorito: Escrever bem é transmitir ideias de maneira clara, empolgante e distinta. Um bom livro alimenta os leitores e impulsiona a leitura além das páginas iniciais e nos compele a ler do início ao fim sem pausa. Tem livros de RPG que falham miseravelmente nisso, que não empolgam e que tornam a leitura truncada, outros ao contrário são um prazer de devorar.
Eu tive a chance de ler alguns destes e não é fácil escolher apenas um. Silent Titans é bem bacana e chama a atenção pelo formato inovador. Warhammer como sempre é Warhammer e caras, quem não gosta desse dinossauro do RPG de fantasia que está de volta para mais uma encarnação?
Mas vamos falar de KULT. Que outro jogo será capaz de provocar, desafiar e fascinar os leitores dessa maneira? Que outro livro tem a coragem de mergulhar tão profundamente no lado escuro e nos entregar textos tão viscerais? Eu li KULT inteiro e fiquei realmente triste (e de certa maneira aliviado) quando terminei. Que livro! Que coisa assustadora e aterrorizante bem escrita. Meu voto é de quem ousou mais e entregou algo perfeitamente balanceado no que diz respeito a arte e texto.
Quem deve Ganhar: Embora eu torça freneticamente para que KULT vença nessa categoria, acho que a fanbase de Warhammer deve falar mais alto aqui. O que não é necessariamente ruim, já que é um belo trabalho.
Kult tem as suas chances, mas acho que perde por ser incômodo demais para alguns paladares mais sensíveis.
(Hmmm... tenho a impressão de já ter escrito algo parecido).
Produto do Ano
Nosso Favorito: E chegamos ao Big Kahuna da noite. O título mais importante do ano e aquele que jogadores e mestres vão olhar com maior carinho e atenção, que vai estar em várias listas de compras e que acabará indo parar nas mesas. A lista esse ano trás vários títulos interessantes e chego a ficar dividido a respeito dos candidatos.
Primeiro Invisible Sun... o Magnum Opus da Monte Cook Games, concebido para ser uma "experiência na arte de narrar e jogar RPG", com uma proposta diferente e arrojada. Mas me pergunto porque seu sistema não teria sido incluído entre os candidatos de melhor regra? Tenho lá minhas reservas a respeito dele e receio de que se ele receber muitos prêmios possa se tornar uma tendência investir em jogos de alto padrão e luxo (e portanto, muito mais caros).
Ainda que eu tenha amado o Prop Set de Masks of Nyarlahotep, e eu amei, não vejo ele como o grande vencedor. Ainda que lindo e cheio de qualidades, não se trata de um RPG (não, per se) e acho que para Produto do Ano, o vencedor deveria ser um livro. Então com todo respeito a Historical Society, vou colocá-lo de lado.
Uma das coisas que sempre observo para escolher meu favorito no Produto do Ano é quantos Ennies cada candidato recebeu, em geral isso tende a ser um bom indicativo. E se eu levar isso em consideração, nenhum produto foi mais favorito do que Forbidden Lands.
Então vou manter minha coerência e votar nele como meu favorito.

Quem deve Ganhar: Francamente Invisible Sun pode receber esse Ennie por muita gente confundir Produto do Ano com Valor de Produção. As pessoas tendem a votar no livro mais chamativo e não se pode negar que Invisible Sun chama muito a atenção.
O mesmo vale para o Prop Set da H.P. Lovecraft Historical Society, mas ainda acho que ele não ganha por não ser um livro, suplemento ou sistema.
Então quem?
Se querem uma zebra, tem o Dinosaur Princesses que pode sinalizar com algo novo, voltado para um público infanto juvenil. Se queremos algo mais tradicional tem o Silent Titans que eu não dei como vencedor em nenhuma categoria, mas que ainda assim pode surpreender na mais importante. Tem ainda o Dialect que é um tipo diferente de jogo de interpretação e assim como o Dinossaur é um jogo para a família.
Ou... bem tem o Forbidden Lands! E eu acho que é bem possível que esse jogo da Free League se torne o grande vencedor da noite. Trata-se do tipo do jogo que larga com vantagem nessa categoria, tendo várias vantagens sobre os oponentes. É um Livro básico, a Ambientação é bem clássica, tem um bom sistema de regras, a arte é interessante, foi um sucesso e sua editora está se consolidando. Tudo o que costuma atrair os votantes.
Acho que esse vai ser o ano da Free League.
Judges’ Spotlight Winners
Brent Jans:
plot ARMOR, Mostly Harmless Games,
Author: DC
E finalmente é importante abrir um ENORME parenteses para os Vencedores do Judges Spotlight. Categoria que premia livros de RPG fora da briga nas categorias acima.
Ela contempla material que chamou a atenção dos juízes e que mereceram seu reconhecimento especial.
Chamo a atenção dos leitores para o último item dessa lista, indicado pelo juiz Brian Nowak. Trata-se do Livro do Jogador de uma ambientação chamada "The Elephant and the Macaw Banner" por um tal Christopher Kastensmidt. Sim caros leitores, a Bandeira do Elefante e da Arara, publicado aqui no Brasil recebeu um justo reconhecimento e está entre os melhores do ano.
Isso não é pouca coisa!
Parabéns ao nosso colega Christopher pelo seu trabalho marcante e por esse prêmio merecidíssmo.
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Bom pessoa, é isso...
Esse post ficou enorme e deu trabalho, mas sempre é um prazer fazer esse scoop anual sobre o que teremos nos Ennies. Os prêmios serão anunciados na Gen Con dia 2 de agosto em uma cerimônia especial.
Assim que saírem os vencedores faremos os devidos comentários.