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quarta-feira, 12 de março de 2025

RPG do Mês: Resenha de Cthulhu by Gaslight - O Horror de Lovecraft na Era Vitoriana


O período conhecido como Era Vitoriana se entendeu da metade do século XIX até o início do século XX e foi uma época de grandes mudanças, avanços, descobertas e progresso global.

Tudo estava em transformação, e os alicerces para o mundo atual, na forma como conhecemos hoje em dia, estavam sendo erguidos. As nações se tornavam Impérios, a Revolução Industrial estava em marcha, modernizando e permitindo avanços tecnológicos impensáveis até então. As grandes cidades se convergiam em metrópoles de concreto, vidro e cristal, com parques, monumentos e linhas de trem as conectando. A sociedade se adaptava aos novos ditames de seu tempo com inovações, direitos e conquistas marcantes. A ciência se encontrava no seu ápice, com o homem assumindo o papel de único Senhor da Criação e não mero habitante do mundo à sua volta. As fronteiras caíam e espaços vazios nos mapas finalmente eram preenchidos. Para muitos foi a Aurora de um novo e glorioso tempo. 

Mas nem tudo era perfeito! 

A sanha de conquista dos Impérios deu ensejo ao colonialismo e a imoral exploração dos povos nativos. Muitas nações foram tomadas, roubadas e devastadas, deixando cicatrizes que se mantém até hoje. Os movimentos sociais foram forjados por pensadores que mais tarde iriam dar ensejo a revoluções, crises e genocídio sem precedente. As inovações tecnológicas permitiram o êxodo dos campos, a expansão das cidades e o surgimento de grandes centros populacionais. Mas estas inovações também forneceram métodos mais eficazes de matar. Em uma época de grande avanço, a miséria, a doença, a guerra e a fome jamais foram erradicadas. O crime e a injustiça se tornaram comuns nas grandes cidades escurecidas pela fumaça das chaminés e cobertas pelos refugos de uma população desesperada. 

A Era Vitoriana,  que recebeu esse nome graças a Rainha Britânica Victoria que governava o "Império onde o Sol nunca se punha", foi um caldeirão de contrastes profundos e uma época de grandes extremos. Nela a humanidade experimentou o seu melhor, mas também foi confrontada pelo pior que dela poderia aflorar. É um período histórico perfeito para ambientações de RPG. Uma época fascinante de conhecer e interagir, repleto de dualidade e oportunidades dramáticas, não por acaso um cenário bastante popular em diversos jogos.


Chamado de Cthulhu não é exceção! Não é de hoje que nosso amado RPG de Horror Lovecraftiano estabeleceu uma espécie de ponte que liga os investigadores da Londres Vitoriana aos horrores do Mythos de Cthulhu.

Curiosamente a época clássica de Chamado, os anos 1920, estão mais próximos da Era Vitoriana do que de nós hoje em dia. Se temos atualmente um mundo que deixaria qualquer cidadão do início do século XX assombrado, por outro, eles sentiriam certa familiaridade com o fim do século XIX. A tecnologia que os separava não era tão dispare. Carros existiam, ainda que raros. Eletricidade era conhecida, mesmo que nem de longe, fosse algo corriqueiro. O abismo social era imenso, mas não muito diferente do período entre as Guerras Mundiais. Os ricos formavam uma aristocracia coberta de luxo e regalias, enquanto os pobres lutavam para sobreviver no dia a dia. 

Talvez por isso, entender a Era Vitoriana seja um tanto difícil para nós. Mas se esse período possui nuances e complexidades, não se aflija, pois temos um novo livro que cobre o tema e promete esmiuçar cada detalhe e criar aquilo que pode ser considerado o manual definitivo sobre a Era Vitoriana.

A Editora Chaosium lançou suplementos sobre o período a partir da quarta edição de Chamado de Cthulhu e estes sempre foram livros muitíssimo elogiados. O título escolhido nunca mudou: CTHULHU BY GASLIGHT - em uma referência a forma de iluminação típica da época, que criava uma aura sombria de mistério nas cidades.  


Era razoável supor que mais cedo ou mais tarde, uma nova edição de Cthulhu by Gaslight seria adaptada para a sétima edição, então, não é o lançamento que surpreende, mas sim o formato escolhido. A diferença mais notável está no tamanho - os livros anteriores eram consideravelmente modestos quando comparados com este livrão de quase 300 páginas. E enquanto os suplementos anteriores se limitavam a um volume único, agora, o material está dividido em duas partes: o Guia do Investigador e o Guia do Guardião. 

Nesta resenha vamos nos concentrar no Guia do Investigador, enquanto aguardamos ansiosamente pela sua contraparte dedicada ao Guardião que está programada para ser lançada no primeiro trimestre de 2025.

Se você é um fã de Chamado de Cthulhu, provavelmente já está familiarizado com a qualidade dos produtos da Chaosium Inc nos últimos anos. Visualmente o Guia do Investigador de Gaslight é um livro de capa dura, totalmente colorido, com excelente valor de produção e arte sensacional. O projeto gráfico segue a linha dos livros anteriores e a diagramação é muito eficiente. O material inclui também um mapa desdobrável de Londres em meados de 1890. Tudo é muito bem feito com o cuidado e capricho característicos dos últimos suplementos com o selo Call of Cthulhu.

Um aspecto curioso deste livro é que um de seus apêndices tem uma cópia condensada das regras básicas do sistema na 7ª edição, permitindo que este livro sirva como um manual de regras. Não tenho certeza de quantas pessoas usariam este livro de forma independente, mas é uma opção curiosa — se você estiver levando o livro para narrar em um evento ou num encontro de RPG, será um livro físico a menos que você irá precisar levar com você.


O suplemento tem um objetivo bastante ambicioso. Ele busca oferecer ao jogador todas informações necessárias para construir personagens inseridos na Era Vitoriana. A proposta é que o jogador consiga usar as informações aqui contidas não apenas em cenários de Chamado de Cthulhu, mas em qualquer ambientação que se passe no período. Isso torna Cthulhu by Gaslight uma espécie de suplemento coringa, valiosíssimo em qualquer ambientação centrada no século XIX, não necessariamente apenas as que tratam dos Mythos de Cthulhu.

Geralmente eu não gosto muito de ler e escrever resenhas que descrevem um livro capítulo por capítulo, mas acredito que nesse caso é a forma mais apropriada de expor tudo o que está contido nesse suplemento e o que o leitor encontrará ao abrir esse livro e folhear suas páginas. Então vamos a eles.

Capítulo 1: Land of Hope & Glory (Terra da Esperança e Glória) fornece uma visão geral abrangente da sociedade no final da Era Vitoriana. Inclui tópicos que cobrem temas como o sistema de classes, a dinâmica da vida urbana e rural, as principais religiões, costumes, a vida política, a importância de fatores como raça, sexo e identidade sexual. O material é de fácil compreensão e tem uma bela descrição.


O capítulo também trata de comunicações e tecnologia fornecendo informações compreensivas para que os jogadores saibam ao que os personagens podem ter acesso durante uma investigação. Isso é algo bastante útil já que uma preocupação recorrente em aventuras com temática histórica é saber se determinada coisa existia ou não no período. Também é bem vinda uma seção que cobre o funcionamento da lei e da ordem na época, com uma apreciação de como opera a polícia, o setor investigativo e as principais ramificações do crime.  

Abrangendo cerca de quarenta páginas, é um capítulo que provavelmente será útil tanto para jogadores, quanto para os e narradores e não apenas os de Chamado de Cthulhu já que essas informações podem ser aproveitadas em qualquer ambientação vitoriana.

Capítulo 2: Creating Gaslight Investigators (Criando Investigadores Gaslight) é provavelmente o capítulo que contém mais crunch de regras específicas do BRP (o sistema de Chamado de Cthulhu). Nele temos as regras de construção de personagens voltadas especificamente para a criação de investigadores vitorianos. A maior parte desse material é reproduzido no Guia do Investigador de Chamado, embora obviamente haja diferenças específicas para essa época, bem como algumas novas habilidades e ocupações. O capítulo também se esforça em explicar como cada ocupação e habilidade era compreendida no período vitoriano e as diferenças para a época clássica. É interessante como as ocupações se relacionam com as classes sociais e como algumas profissões acabam sendo exclusivas para um determinado tipo de pessoa, praticamente vedando que outras ingressem nelas.


Uma seção importante diz respeito aos Antecedentes dos personagens com uma boa lista de exemplos que devem atender aos jogadores que querem dar uma dimensão mais profunda aos seus personagens. O livro também faz um aceno ao Cthulhu Pulp fornecendo uma lista de Talentos adequados para os investigadores pulp.  

Finalmente temos uma pequena discussão sobre o papel de Organizações, Sociedades e Clubes de Cavalheiros, um elemento central na dinâmica social das pessoas na Era Vitoriana. Todos que "eram alguém" faziam parte de algum clube social e recebiam certos benefícios de acordo.

Capítulo 3: Money, Equipment & Weapons (Dinheiro, Equipamento e Armas) detalha todas as coisas que um Investigador do final do século XIX pode desejar comprar. Sendo um jogo de RPG, isso, é claro, inclui um imenso sortimento de armas (e estatísticas de armas). Impressiona a lista de armas de fogo que estavam disponíveis na época vitoriana, bem como as armas brancas. 


A listas incluem ainda veículos casuais, com todo tipo de carruagens, carroças e coches usados pelas pessoas que desejavam se mover de uma ponta para outra das cidades. Há informações sobre automóveis primitivos, balões e claro, trens, bem como o custo do transporte. Temos também uma lista criteriosa de equipamentos e objetos que podem ser adquiridos pelos seus investigadores. 

Sendo um livro muito voltado para a Grã-Bretanha, ele naturalmente oferece uma visão geral da estonteante e complexa variedade de moedas que se pode encontrar circulando no país. Realmente são muitas as moedas, nomes e taxas de conversão. Os autores fizeram uma bela pesquisa do assunto. 

Capítulo 4: Victorian Exploration (Exploração Vitoriana) oferece uma pletora de detalhes sobre como atuavam e eram organizadas as famosas expedições de descoberta. O capítulo faz todo sentido uma vez que a Era Vitoriana foi uma época em que as últimas fronteiras do mundo estavam sendo vasculhadas por aventureiros e exploradores cujos nomes se tornaram lendários.


O capítulo fornece informações sobre as principais expedições ativas, quem eram os personagens principais, assim como uma longa cronologia de expedições ano à ano cobrindo de 1870 a 1900. É impressionante a quantidade de expedições que esquadrinharam o mundo e ajudaram a definir a geografia do globo. 

Capítulo 5: Science, Pseudoscience and the Occult (Ciência, pseudociência e o oculto) abrange o funcionamento da Ciência Médica (ópio para fins medicinais ou recreativos), saúde mental e instituições de saúde no período o que sempre é útil já que muitas aventuras terminam em manicômios.

Há uma apreciação de algumas das chamadas ciências marginais com uma descrição de como era o funcionamento e as bases de coisas bizarras como Mesmerismo, Eletroterapia, Frenologia e Eugenia. Sendo uma época de muita experimentação, a Era Vitoriana encontrou sua parcela de médicos loucos.   


Uma vez que estamos no universo de Chamado de Cthulhu temos uma fartura de tradições, misticismo e superstições ligadas às crenças dos vitorianos. O livro dispensa especial atenção às tradições milenares tipicamente britânicas com druidismo e paganismo, mas também há espaço para contar como a secreta fraternidade da Maçonaria e os eméritos Rosacruzes que deixaram marcas na sociedade européia. 

Como não poderia deixar de ser, atenção especial é dada à Ordem Hermética da Aurora Dourada (Golden Dawn) que sem dúvida foi a mais influente Sociedade Mística do período. Uma espécie de instituição de ensino para aprimoramento místico, a Golden Dawn era uma ordem filosófica que visava o aperfeiçoamento místico - grosso modo, uma Escola de Magia moderna. Os membros mais ilustres são apresentados através de uma biografia que é claro, inclui o infame Aleister Crowley

O capítulo também oferece uma visão sobre o Espiritualismo que estava muito em voga na época, a crença em Fantasmas e as confusas doutrinas da Teosofia da renomada Madame Blavatsky. Essa é uma seção muito interessante que se encaixa perfeitamente na proposta de Cthulhu, mas que pode ser aproveitada para outros tantos RPG que exploram o misticismo.

O livro evita fornecer novos feitiços, tomos esotéricos e parafernália mágica, mas imagino que o Guia do Guardião deva cobrir cada um desses elementos. É um tanto quanto frustrante a ausência desses itens, mas compreendo que eles devem estar presentes no outro volume.    

Capítulo 6: Victorian London (Londres Vitoriana) serve como referência à cidade em si com uma riqueza de detalhes que cobre os principais aspectos da maior e mais imponente metrópole da Era Vitoriana. Londres, a Capital do Império Britânico, é o cenário ideal para uma campanha de Cthulhu by Gaslight, não apenas pelas referências e pela riqueza de opções, mas porque quando se fala do período Vitoriano uma das primeiras coisas que vem à mente são as ruas cobertas de fog do East End Londrino.


O capítulo fornece um panorama completo do que os investigadores encontrarão ao explorar a cidade - da gloriosa Westminster aos distritos miseráveis repletos de crime e perversidade. Londres oferece uma infinidade de possibilidades e o capítulo reforça alguns aspectos situando o Guardião nessa grande paisagem urbana.

O Guia da Cidade é um trabalho incrível de pesquisa, com detalhes e imagens belíssimas que são incrivelmente evocativas. O capítulo também oferece informações sobre transporte público, bairros, atrações, monumentos, museus, instituições, clubes, etc. É um capítulo bastante extenso e repleto de informações úteis para os Investigadores. Se um deles precisar fazer pesquisas numa biblioteca, encontrar um pub em busca de testemunhas ou contratar informantes, esse capítulo fornecerá tudo isso e muito mais.

Chapter 7: Beyond London (Além de Londres) começa com uma visão geral do restante das Ilhas Britânicas, incluindo como se pode viajar até elas de trem, por estradas ou pelo mar. Escócia, Gales e Irlanda, os países que compõem a Grã-Bretanha, possuem mapas com as regiões e províncias que os integram. Essa é uma novidade interessante em relação às demais edições do Gaslight onde a maior parte do destaque ficava por conta da Inglaterra, com um foco ainda maior em Londres. O capítulo aprecia as regiões vizinhas fazendo uma bela apresentação de como era a vida no interior e nas demais cidades inglesas.


Em seguida, o capítulo cruza o Oceano Atlântico para fazer uma visita ao leste dos Estados Unidos, com a ressalva de que o Oeste nesse período é coberto pelo suplemento Down Darker Tales. Os Estados Unidos do final do século XIX figura com detalhes sobre organização, sociedade, vida urbana e política. Isso inclui uma discussão criteriosa sobre o quão racista os Estados Unidos eram nesse período. Também há uma apresentação das principais cidades da costa leste, dedicando um bom espaço para Nova York, Boston, Chicago e é claro, as cidades do Vale de Miskatonic

A América na chamada Gilded Age raramente figura em ambientações de RPG uma vez que uma maior ênfase acaba sendo dado a expansão para o oeste. Talvez por isso esse capítulo seja tão interessante ao abrir uma possibilidade para os personagens britânicos viajarem até a América e quem sabe participarem de uma investigação. 

Capítulo 8: The British Empire (O Império Britânico) é outra grande inovação bem vinda nesse suplemento. Ele nos leva em uma jornada ao redor do mundo para todos os lugares que o Império Britânico reivindica, incluindo uma visão geral das diferenças entre coisas como Colônias, Colônias da Coroa e Domínios. Houve um tempo em que o Império Britânico estava representado em todos os continentes e sua orgulhosa bandeira tremulava em todos cantos do globo. A lista dos países que fazem parte do Império inclui Canadá, Caribe, Guiana Britânica, África do Sul, Quênia, Nigéria, Afeganistão, Burma, Índia, Nova Zelândia e Austrália.


O capítulo oferece uma seção intitulada "Somos nós os vilões?" sobre o colonialismo e o legado das conquistas imperialistas que marcaram a Era Vitoriana. É claro, se você vai conquistar e dividir o mundo em fatias, é necessário ter um exército, então temos uma visão geral das forças armadas da Grã-Bretanha, com destaque para a marinha e uma discussão sobre seus aliados e adversários na Europa.

Uma excelente linha de tempo oferece uma cronologia dos principais acontecimentos entre 1870 e 1900 que permite situar suas aventuras em meio a eventos reais e acontecimentos dramáticos.

O livro fecha com dois apêndices, um fornecendo o resumo das regras básicas conforme mencionado anteriormente e o outro fornecendo recursos que podem ser úteis como inspiração para jogos situados no final da Era Vitoriana. Temos dezenas de sugestões válidas em livros, páginas da internet, filmes e séries.

Ufa! Então vamos às considerações finais.

Cthulhu by Gaslight: Investigators’ Guide é um suplemento absolutamente fantástico, possivelmente um dos melhores livros de ambientação lançados para a sétima edição de Chamado de Cthulhu. Ele fornece uma visão ampla de como era a vida nesse período e garante aos jogadores opções quase infinitas para criar seus personagens concedendo a eles características e cores únicas.

O Guia é um manual inestimável com aproximadamente 300 páginas repletas de informações e dados que ajudam a evocar a aura da Era Vitoriana. A leitura corre fluida e fácil, num ótimo trabalho gráfico que inclui arte e cartografia brilhantes. 

Suponho que o "Cthulhu by Gaslight Guia do Guardião" irá focar consideravelmente mais em mistérios e segredos, monstros e cultos, criaturas e deuses do que esse primeiro volume que é muito mais voltado para a dinâmica dos jogadores. Não espere, portanto, encontrar muito a respeito do Cthulhu Mythos.  Ainda assim, este livro talvez seja o guia definitivo do período, uma ferramenta imprescindível para qualquer narrador que pretende rodar uma campanha vitoriana fundamentada e correta.

O livro foi publicado pela Chaosium em Outubro de 2024 e até o momento não há nenhuma previsão dele ser traduzido em português, mas eu não ficaria surpreso se isso acontecer em breve quando o segundo volume também estiver disponível. A New Order que detém os direitos sobre o selo Chamado de Cthulhu no Brasil já deve estar de olho nesse excelente suplemento. 


quarta-feira, 1 de julho de 2020

Legião de Dados - Podcast da New Order sobre Chamado de Cthulhu


Opa pessoal, já está no ar o segundo episódio do Legião de Dados dedicado a Chamado de Cthulhu. 

Pra quem não conhece, esse é o podcast oficial da Editora New Order que toda semana faz um revesamento com uma ambientação diferente (Pathfinder, 7o Mar, Alien, Belregard, Chamado) ou trata de temas relacionados ao universo do RPG.

Capitaneado pelo Pedro Borges, cada episódio é um bate-papo descontraído e cheio de informação.

Nesse segundo sobre Cthulhu a gente conversou a respeito dos Mythos propriamente ditos e mergulhamos nos horrores das CINCO entidades mais poderosas e aterrorizantes criadas por Lovecraft e que figuram no jogo.

Quer saber mais a respeito desse e dos episódios anteriores? 

Então, é só clicar no link abaixo que ele vai te levar até o SPOTIFY.

LEGIÃO DE DADOS - Episdódio 7 - Deuses e Entidades mais poderosas dos Mythos de Cthulhu

E para quem perdeu o primeiro episódio no qual falamos sobre a "Estranha vida de H.P. Lovecraft", é só vir aqui para ter acesso.

EPISÓDIO 2: A estranha vida de H.P. Lovecraft

terça-feira, 23 de junho de 2020

Os Passageiros - Meu primeiro grupo de personagens para ALIEN RPG


Olá pessoal,

ALIEN RPG já foi anunciado e estará em breve desembarcando no Brasil por intermédio da Editora New Order em uma edição idêntica a americana. Ou seja um dos RPG mais comentados dos últimos tempos, baseado em uma franquia famosa do cinema vai estar ao alcance de todos. Fãs de Ficção Científica, Horror e Suspense já podem comemorar!

Para celebrar essa notícia, resolvi tocar adiante meu projeto e construir o grupo de personagens para a campanha de ALIEN que pretendo narrar em breve.

O conceito do grupo é um pouco diferente, inserido no estilo Campanha, com histórias interligadas em um grande arco contínuo. Pensei em 4 ou 5 aventuras interligadas. Numa Campanha, os personagens teoricamente tem maiores chaces de sobrevivência uma vez que o desenvolvimento é mais gradual, contudo, ALIEN continua sendo um jogo brutal. 

Não se engane! 

Em poucos segundos expostos aos horrores do espaço (e o que habita lá fora) seus personagens podem se ver reduzidos a gelatina. Radiação, falta de ar, equipamentos com defeito, competição entre corporações, traições e é claro, xenomorphos estão escondidos nas sombras.

O grupo que concebi a seguir é para uma campanha em que venho trabalhando e que estava na minha cabeça desde o início. Nela, os personagens serão "Agentes de Campo à serviço da Companhia", um grupo de dedicados funcionários da Weyland-Yutani cuja função é viajar até os limites mais distantes do espaço profundo afim de investigar incidentes estranhos, representar os interesses da mega-corporação e resolver eventuais problemas usando "quaisquer métodos necessários". Atuando na fronteira do espaço seja em planetas, luas e estações orbitais onde o conceito de lei e ordem é um tanto cinzento (para não dizer encardido) o grupo precisará fazer o que for preciso, isso se quiser ascender nas fileiras da corporação. E quanto mais ambiciosos os personagens melhor!

É claro, o arriscado trabalho dos personagens os colocará em rota de colisão com agentes rivais igualmente implacáveis, piratas e colonos inocentes nos confins do cosmos em uma corrida para obter o mais valioso dos prêmios: uma perfeita (e perigosa) forma de vida alienígena.

O espaço profundo os aguarda e algo muito pior que o sujo jogo corporativo os espera.

No espaço, ninguém os ouvirá gritar...


ARQUIVO SECRETO 
DA 
WEYLAND-YUTANI CORP

A VAGABUNDA CORPORATIVA

1. INFORMAÇÕES PESSOAIS



Último Nome: HOFFMAN
Primeiro Nome: DENISE
Classificação de Carreira: AGENTE DA COMPANHIA (WEYLAND-YUTANI)
Cidadania: IMPÉRIO DOS TRÊS MUNDOS (Marte)
Citação: "Você sabe o que as pessoas que eu represento podem fazer por você?"

2. AVALIAÇÃO FÍSICA E COGNITIVA

FOR 2

AGI 3
Ataque à distância 1
Mobilidade 1

EMP 5
Comando 1
Manipulação 3

PER 4
Tecnologia 1
Observação 3

TALENTO: Astúcia

3. SUMÁRIO PSICOLÓGICO

Meta Pessoal: O céu é o limite, você não perde uma oportunidade de provar seu valor.

Parceiro: Eric Van Doren - "Você sabe que ele pode ser útil"
Rival: Kenneth Yancy - "Você sabe que ele pode ser um problema"

Item de Estimação: Premiação de funcionário do ano

Equipamento: Maleta de Cromo, Relógio Rolex, Transmissor de Informações da Companhia com liberação de informações privilegiadas, 4 doses de Neversleep

4. BACKGROUND


Sarah Hoffman nasceu em uma família de classe média baixa em Marte e foi a primeira a ter estudo superior. Ela detesta suas raízes e faria de tudo para apagar qualquer registro de seus primeiros anos. Seu objetivo sempre foi se destacar e ela jamais se importou em passar por cima de quem estivesse em seu caminho. Sua postura agressiva e tendência a comandar logo foram percebidas e assim que concluiu os estudos em Política Corporativa foi recrutada como analista para trabalhar Corporação Chigusa. Dois anos de bons serviços mas sem promoção começaram a incomodá-la uma vez que ela se sentia preterida. Representantes da Weyland-Yutani a contataram com uma excelente oferta e Sarah foi contratada para realizar análise de risco no setor de aquisições. Ela recebeu uma condecoração como Funcionária do Ano na Filial marciana por sua aptidão como negociadora na aquisição dos direitos de mineração sobre o Asteroide Eneida IV. Sempre alerta para encontrar funcionários capazes e cheios de ambição, a Corporação Weyland-Yutani a destacou para uma equipe de campo. Eles esperam muito dela, e em contrapartida Sarah não quer desapontá-los.  

O DELEGADO QUEIMADO

1. INFORMAÇÕES PESSOAIS



Último Nome: VAN DOREN
Primeiro Nome: ERIC
Classificação de Carreira: DELEGADO COLONIAL
Cidadania: AS COLÔNIAS INDEPENDENTES DO SISTEMA CENTRAL  (ICSC) Colonia de Grendel
Citação: "A lei e a ordem nas Colônias não atende a padrões de preto e branco. A coisa é mais cinza"

2. AVALIAÇÃO FÍSICA E COGNITIVA

FOR 3
Combate corpo a corpo 1
Resistência 1

AGI 5
Combate à Distância 2
Mobilidade 2
Pilotagem 1

EMP 2
Manipulação 1

PER 4
Comtech 1
Observação 1

TALENTO: Investigador

3. SUMÁRIO PSICOLÓGICO

Objetivo Pessoal: Limpar seu nome e colocar um fim ao seu envolvimento em Kano.

Parceiro: Leon Akhadim - "Um cara que não tem medo de nada e que não se importa de se sujar para fazer seu trabalho"
Rival: Cecilia Sullivan - "Ela sabe da minha história e está sempre me julgando"

Item de Estimação: Isqueiro Zippo com o símbolo da Polícia da Colônia de Kano

Equipamento: Revolver Magnum 357, Hi-bean lanterna, bastão de choque e rádio de mão

4. BACKGROUND


Nascido na colônia independente de Grendel, planeta membro do ICSC, Eric Van Doreen vem de uma família de funcionários públicos e servidores da lei. Ele se graduou como agente de campo e se tornou Delegado Colonial. Após alguns anos trabalhando na Divisão de Investigações Criminais de Grendel ele foi enviado para a Colônia de Kano. Os primeiros anos foram tranquilos mas a Colônia foi atingida por uma epidemia e colocada sob quarentena. Os chefes do Governo Colonial foram obrigados a instituir Lei Marcial e Erich foi um dos delegados envolvidos na violenta repressão a uma manifestação popular que resultou em 18 mortes. O episódio teve grande repercussão e os delegados envolvidos foram à julgamento. Erich foi um dos únicos a ser inocentado das acusações por falta de provas, mas sua carreira ficou arranhada dali em diante. Ele pediu demissão e voltou a Grendel trabalhando no setor de segurança privada. Após atingir o fundo do poço (com direito a um período de alcoolismo), ele foi procurado por um agente da Weyland-Yutani que o contratou como consultor legal para uma equipe de campo. Essa é uma segunda chance, algo muito raro.   

O MÉDICO IDEALISTA 

1. INFORMAÇÕES PESSOAIS



Último Nome: YANCY
Primeiro Nome: KENNETH
Classificação de Carreira: MÉDICO/BIOPESQUISADOR
Cidadania: IMPÉRIO DOS TRÊS MUNDOS (Grã-Britânia)
Citação: "Tome dois destes e se não melhorar me procure. Espere, melhor tomar três destes também".

2. AVALIAÇÃO FÍSICA E COGNITIVA

FOR 2
Resistência 1

AGI 3
Mobilidade 1

EMP 5
Comando 1
Manipulação 1
Ajuda Médica 4

PER 4
Tecnologia 1
Observação 1

TALENTO: Compaixão

3. SUMÁRIO PSICOLÓGICO

Objetivo Pessoal: Deseja colocar seu nome entre os grandes pesquisadores médicos.

Parceiro: Cecilia Sullivan - "Ela se importa com os demais e isso conta"
Rival: Denise Hoffman - "Burocrata sem coração, venderia a todos se isso lhe garantisse algum benefício"

Item de Estimação: Estetoscópio antigo (pertenceu ao bisavô)

Equipamento: Kit cirúrgico, 4 doses de Naproleve, Kit médico pessoal, Relógio Samani serie E

4. BACKGROUND


Herdeiro de uma família rica e influente, Kenneth se deixou levar pelo idealismo da carreira. Formado com honras pela Universidade Imperial de Medicina de Londres, ele poderia ter ocupado um posto em qualquer Hospital ou Instituição de prestígio, mas preferiu se juntar a Organização Independente Médicos sem Fronteira. Ele trabalhou em várias colônias carentes oferecendo ajuda e apoio. Eventualmente Kenneth se envolveu em uma situação complicada quando se voluntariou para uma zona de guerra na Colônia Pho Phen que tentava se separar da União dos Povos Progressivos. Os militares da UPP o prenderam e o mantiveram sob custódia por 2 anos, período em que ele ficou em um campo de trabalhos forçados. Negociadores à serviço da Weyland-Yutani conseguiram sua liberação e na mesma ocasião ele assinou um contrato no qual concordava em trabalhar para a Corporação por pelo menos 5 anos. Ele ainda terá de descobrir se para deixar o inferno fez uma barganha com o próprio Diabo.

CRIADA EM GRAVIDADE ZERO

1. INFORMAÇÕES PESSOAIS



Último Nome: SULLIVAN
Primeiro Nome: CECILIA
Classificação de Carreira: OFICIAL
Cidadania: AMÉRICAS UNIDAS (estação Sierra, órbita de Morning Glory)
Citação: "Essa é sua primeira descida? haha! Prepare-se para vomitar seus pulmões"!

2. AVALIAÇÃO FÍSICA E COGNITIVA

FOR 3

AGI 4
Combate à distância 2
Pilotagem 2

EMP 3
Comando 2
Manipulação 1 

PER 4
Tecnologia 3

TALENTO: Abuso de Poder

3. SUMÁRIO PSICOLÓGICO

Objetivo Pessoal: Receber uma promoção e conseguir uma transferência para uma colônia paradisíaca.

Parceiro: Deepack Shankar - "Um excelente oficial de ciência"
Rival: Eric Van Doren - "Ele não me engana, teve culpa na Tragédia de Kano"

Item de Estimação: Gravação de despedida de sua mãe

Equipamento: Pistola de Serviço M4A3, Relógio Samani série E-3, M314 rastreador de movimento, Seegson P-DAT 

4. BACKGROUND


Nascida numa estação orbital Cecilia praticamente se criou em zero G, vivendo em estações e naves de carreira. Sua mãe era Engenheira de Voo, frequentemente transferida de um serviço para outro, fazendo com que a menina a acompanhasse sempre que possível. Em uma das missões em que Cecilia não pode acompanhar a mãe, à bordo do Cargueiro Comercial Colossanti, a nave desapareceu em espaço profundo. Criada por tios distantes ela se dedicou para conseguir se juntar a Frota Mercante o quanto antes. Desde então ela viajou em rotas oficiais observando o vazio com um misto de fascínio e temor pelo que existe lá fora. Após o fim de seu casamento (algo traumático), ela foi contratada pela Weyland-Yutani para integrar uma Equipe de Campo como consultora de tecnologia e piloto. 

O MERCENÁRIO     

1. INFORMAÇÕES PESSOAIS



Último Nome: AKHADIM
Primeiro Nome: LEON
Classificação de Carreira: FUZILEIRO COLONIAL
Cidadania: AMERICAS UNIDAS (naturalizado), originalmente UNIÃO DOS POVOS PROGRESSIVOS (Chernivitza)
Citação: "Вы бесполезные ублюдки! Пошли со мной, если хочешь жить! И если кто-то будет дерьмо, я сам пристрелю тебя" (sim é russo, se está curioso joga no tradutor!)

2. AVALIAÇÃO FÍSICA E COGNITIVA

FOR 5
Combate direto 3
Resistência 2

AGI 4
Combate à distância 3
Mobilidade 1

EMP 2

WIT 3
Sobrevivência 1

Talento: Violência

3. SUMÁRIO PSICOLÓGICO

Objetivo Pessoal: Você acreditava em seu trabalho. Agora tudo que importa é a excitação e o dinheiro.

Parceiro: Denise Hoffman - "Ela conseguiu esse trabalho. Ate aqui ela é ok"
Rival: Deepack Shankar - "Tem algo nele que eu não gosto".

Item de Estimação: Tatuagem dos Fuzileiros Navais

Equipamento: M41 Pulse Rifle, 2 Granadas de Eletrochoque, Armadura pessoal M3, Sinalizador

4. BACKGROUND


Nascido na lua radioativa de Chernivitsa (apelidada "Crepúsculo de Chernobyl"), Leon nunca teve uma vida tranquila. Sua família o colocou clandestinamente à bordo de um cargueiro que o levou a uma colônia no Braço da União das Américas. Lá ele viveu em um campo de refugiados até a adolescência quando já colecionava várias passagens em reformatórios por roubo e agressão. Ao atingir a maioridade recebeu a opção de se juntar ao serviço dos Fuzileiros Coloniais ou ser enviado a uma Colônia Penal como Fiorina 161. Leon preferiu a primeira opção e se saiu muito bem na vida militar chegando ao posto de segundo sargento obtendo condecorações por bravura. Durante uma missão ele agrediu um comandante que tomou decisões erradas que custaram a vida de companheiros de armas. Levado a corte marcial, sua folha de serviço lhe garantiu apenas uma baixa desonrosa. Um homem com as habilidades de Leon não demorou a arranjar trabalho como mercenário. Ele atuou como soldado da fortuna em algumas colônias até recentemente ser contratado pela Weyland-Yutani para desempenhar a função de segurança em uma Equipe de Campo. 

O CIENTISTA CURIOSO    

1. INFORMAÇÕES PESSOAIS



Último Nome: SHANKAR
Primeiro Nome: DEEPAK
Classificação de Carreira: CIENTISTA
Cidadania: Three World Empire (India)
Citação: "Eu me pergunto como isso vai reagir se eu jogar um pouco de ácido molecular".

2. AVALIAÇÃO FÍSICA E COGNITIVA

FOR 3
Maquinário Pesado 1

AGI 3
Mobilidade 2

EMP 3
Manipulação 1

WIT 5
Tecnologia 3
Observação 3

TALENTO: Analise

3. SUMÁRIO PSICOLÓGICO

Objetivo Pessoal: Dirigir seu próprio projeto com recursos ilimitados

Parceiro: Cecilia Sullivan - "Minha parceira de bebida e de ressaca"
Rival: Leon Akhadim - "Francamente é uma péssima ideia armar um sujeito que é praticamente um sociopata".

Item de Estimação: Projeto em que vem trabalhando

Equipamento: Câmera digital pessoal, Neuro Visor, Sistema de Diagnóstico Seegson, Transmissor de Informações Pessoal

4. BACKGROUND


Deepack é parte de um projeto que desenvolveu embriões geneticamente construídos pelo setor de bioengenharia da Weyland-Yutani. A ideia era criar indivíduos com inteligência superior e oferecer a eles um programa de tutelagem desde a infância para que posteriormente trabalhassem para a Corporação. O projeto foi aprovado como uma opção mais barata e menos "imoral" que os sintéticos com Inteligência Artificial. Infelizmente o programa foi abandonado, ainda que Deepack tenha se tornado um dos que teve maior êxito. Ele se formou em Engenharia Espacial aos 17 anos e foi imediatamente recrutado pela Corporação. Trabalhando em diferentes projetos secretos ele conseguiu liberação de nível laranja antes dos 20 anos, um verdadeiro feito. Seu último projeto para o setor de desenvolvimento de armas, no entanto, foi declarado um fracasso retumbante. Em um primeiro momento ele temia perder o emprego, mas os diretores da W-T resolveram lhe dar uma nova oportunidade em um Grupo de Campo. Deepack espera cumprir um período aqui até voltar aos laboratórios.


*          *          *   

Esses são os personagens.

Ah sim, só para descontrair...

Um deles (nenhum ou quem sabe até mais de um) é um androide colocado no grupo pela Companhia para servir aos interesses. O background é portanto falso, um roteiro programado no neuro servidor mental da máquina. É claro, ninguém sabe quem é o sintético, nem mesmo o próprio. Há boatos de que a Companhia está usando um programa de disfarce para sintéticos que mantém a identidade em segredo e faz com que a pessoa fique incógnita se comportando como uma pessoa. A identificação só entra em operação através de uma combinação de frases que ativa o protocolo de controle.

Se isso não causar paranoia no grupo, o que mais causaria?

Eu adorei esse jogo... em breve espero ter mais notícias a respeito dessa campanha.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Resenha: Mansions of Madness: Behind Closed Doors


por Fábio Silva

A Chaosium tem surpreendido com a qualidade de seus produtos em Chamado de Cthulhu 7ª. Cada vez mais, eles têm lançado material inédito, explorando novas ideias e apresentando esse jogo incrível aos novos jogadores e guardiões. Porém, há mimos para os veteranos também. Na caixa do Starter Set eles reformularam o texto do Quick-Start Rules além de incluir cenários clássicos, revisados e ampliados, com uma arte fenomenal. Atualizaram o Cthulhu Dark Ages, que agora conta com mais conteúdo além de uma nova abordagem e uma nova aventura, com regras para a 7ª edição. Até mesmo Dead Light (Leia a respeito aqui) , uma aventura escrita, já há algum tempo, para a 7ª edição, recebeu uma nova edição revisada e com nova arte, acompanhada de uma aventura inédita. E claro, não podemos deixar Masks of Nyarlathotep (Resenha aqui) de fora disso, com um trabalho primoroso em um livro duplo, com conteúdo novo e novas ilustrações.

Nos novos produtos, bem como nos clássicos revistos, a Chaosium tem feito os textos, e as regras, amigáveis para novos guardiões, além de incluir caixas de texto com orientações, dicas e até mesmo resumo de regras (esse volume contém uma explicação sobre como funciona o gasto de sorte, por exemplo). Não foi diferente com Mansions of Madness Volume 1: Behind Closed Doors (Mansões da Loucura: Atrás das Portas Fechadas).

Mansões e Loucura em Chamado de Cthulhu 

Mansions of Madness foi originalmente publicado em 1990 para Chamado de Cthulhu 4ª Edição (apenas em inglês). Ele vinha com cinco aventuras, sendo elas: Mister Corbit por Michael DeWolfe; The Plantation por Wesley Martin; The Crack’d and Crook’d Manse por Mark Morrison; The Sanitorium por Keith Herber; e Mansion of Madness por Fred Behrendt. A arte clássica da capa — criada por Lee Gibbons — está inclusa nessa nova edição como abertura do capítulo de introdução.

O sucesso foi tremendo e hoje muitos dos cenários estão na lista de favoritos de vários guardiões e jogadores de Chamado de Cthulhu. Por isso, em 2007, o livro recebeu uma nova edição para o Chamado de Cthulhu 6ª edição do jogo (publicado no Brasil pela Terra Incógnita). A capa se manteve a mesma, apesar dos tons de cores serem mais vivos, enquanto o livro teve um acréscimo significativo: a Chaosium inclui um sexto cenário. The Old Damned House por Penny Love e Liam Routt entrou para a lista dos cenários que receberam destaque nessa coleção. Novas artes e mapas foram elaborados para a reedição do livro, trazendo uma nova roupagem para os antigos e novos fãs desse compêndio. 

Agora, após o sucesso da segunda edição dessa coleção de aventuras, a Chaosium preparou uma surpresa, dessa vez atualizado para as regras do Chamado de Cthulhu 7ª edição (publicado no Brasil pela New Order), mas com layout e artes completamente novos — incluindo uma nova capa. Também, a coleção de aventuras foi dividida em mais de um volume. O primeiro deles, Mansions of Madness Volume 1: Behind Closed Doors contém apenas 2 dos cenários clássicos, publicados desde a primeira edição. Eles acrescentaram três novos cenários (falo sobre eles abaixo), mantendo a premissa: aventuras que acontecem por trás de portas trancadas, em casas sinistras. 

Uma Reedição Renovada 

A nova edição de Mansions of Madness é, na verdade, parte do plano da Chaosium de criar uma série de suplementos de aventuras que sejam amigáveis para novos jogadores e guardiões. Eles fizeram isso com o recente Gateways to Terror e Portais para as Trevas (Doors to Darkness Resenha aqui) e agora aplicaram o mesmo conceito revisando e criando cenários dentro da premissa do Mansions of Madness. A ideia é que todos os cenários possam ser jogados sem dificuldades usando as regras do Starter Set ou Chamado de Cthulhu: Guia do Guardião  apenas. Para aqueles que desejam ter uma pitada a mais de ação, os cenários são compatíveis com o Pulp Cthulhu também. Os cenários podem ser jogados numa média de uma a três sessões, com apenas um investigador ou mais; ideal para quem procura partidas curtas. 

Eles incluíram os cenários em uma ordem cronológica, o que permite conectá-los, criando uma pequena campanha formada por episódios soltos — ao longo do texto, há dicas sobre como mover as coisas através dos lugares ou do tempo, para que as coisas façam sentido. Porém, as aventuras podem ser jogadas de maneira independente ou como um intervalo em uma campanha em andamento. Também há ideias sobre como o guardião pode desenvolver futuras aventuras baseado nas decisões dos jogadores no decorrer da história.


É possível notar que, diferente de outros cenários escritos diretamente para guardiões inexperientes, nesses há menos orientações profundas sobre como proceder em algumas situações que pode surgir durante a aventura. É como um primeiro passo ao improviso numa aventura de Chamado de Cthulhu. Guardiões experientes não devem encontrar dificuldades em lidar com tais situações. 

A Chaosium disponibiliza seis personagens pré-montados para usar com os cenários, ou como bem entender. Isso é prático para orientar novos jogadores ou para guardiões que desejam iniciar a sessão rapidamente. Se os jogadores preferirem, em cada cenário há uma sessão Como Envolver os Investigadores que fornece orientações sobre como criar personagens que sejam úteis e diretamente ligados aos mistérios de cada cenário — incluindo sugestões de perícias úteis. 

Os Cenários 

Para evitar revelações do enredo, já que alguns jogadores podem estar lendo essa resenha (inclusive os meus jogadores!), vou apresentar a premissa de cada cenário abaixo e falar minhas impressões. Porém, penso em, à medida que eu preparo cada cenário para minhas sessões, preparar também uma resenha profunda de cada um dos cenários (quem sabe eu crio meu próprios handouts). Se vocês tiverem desejam ver isso e saber mais sobre os cenários, deixe o seu comentário, para que eu saiba do interesse e possa escrever novas postagens detalhando cada um deles. 

Mister Corbitt 

Um empresário local aposentado, aparentemente tímido e recluso, esconde um segredo terrível. Conseguirão os investigadores podem resolver o enigma e salvar o dia? 

Eles mantiveram a ideia original aqui, incluindo novos elementos, explicações e dicas de como conduzir o cenário. Várias partes do texto foram retiradas do texto original da segunda edição de Mansions of Madness (2007). Os mapas e artes foram atualizados no estilo do que tem sido feito na produção de arte da linha Chamado de Cthulhu 7ª — a remasterização da arte presente no fim da aventura da segunda edição serve como abertura da aventura. 

The Crack’d and Crook’d Manse 

Há muito considerado um lugar amaldiçoado pelo povo de Gamwell, parece que a Mansão Fitzgerald finalmente se livrou de sua fama de um passado sórdido. Mas ninguém vê o novo proprietário, Arthur Cornthwaite, há algum tempo. A história está se repetindo? 

Esta é a segunda das aventuras clássicas que está sendo republicada. Assim como a anterior, há conteúdo extra, novas ideias e elementos. A arte também foi reformulada. Partes do texto da edição anterior também foram incluídos aqui, o que a deixa muito próximo do que era, mas com um novo sabor.


The Code 

Convocados para a casa do Dr. Kenneth Connolly por um telegrama urgente, os investigadores podem entender os eventos bizarros que afligem Wellington Manor? 

Está é a primeira das três novas aventuras incluídas no livro. Ela tem um tom de mistério, com pitadas de aventura, ficção científica e terror — um sabor suave de Pulp, que pode ser facilmente transportada inteiramente para dentro desse gênero. 

The House of Memphis 

O mágico mundialmente famoso Memphis, o Grande, não é visto há semanas. Ele simplesmente partiu para outra de suas lendárias viagens de caça à magia, ou há uma razão mais sinistra para seu desaparecimento? 

A segunda aventura inédita, e assim como a anterior, bebe um pouco do Pulp das histórias pós-Lovecraft, mas sem exageros da ficção do gênero — os Mitos de Cthulhu sendo usado como banalidade na vida mundana e acarretando consequências por isso. 

The Nineteenth Hole

O trabalho de restauração no Thistledown Golf Club não foi executado de forma adequada. Primeiro, havia histórias de doenças, depois avistamentos fantasmagóricos, e agora ninguém consegue encontrar o dono. A escuridão cai sobre a Escócia e nem tudo é o que parece. 

O terceiro dos novos cenários e talvez o que mais bebe do Pulp. Ficção, física e esoterismo criam o clima de terror clássico dessa aventura, que traz revelações nos Mitos de Cthulhu para surpreender os Investigadores. 

O livro finaliza com um capítulo reunindo todos os handouts e mapas das aventuras e um índice. 

É um livro completo no que ele se propõe: aventuras rápidas para jogadores e guardiões novos ou experientes. Para alguns que gostam de elementos mais Lovecraftianos ou Pulp em seus jogos, alguns ajustes farão você alcançar o que deseja — os cenários são um meio termo entre um e outro (os três últimos em especial). 

A dúvida que não quer calar é: eles farão apenas mais um livro (Volume 2) contendo as quatro aventuras presentes na edição de 2007 com mais uma ou duas aventuras inéditas? Ou teremos três volumes, cada um deles contendo cinco aventuras? 

Estamos no aguardo.


sábado, 21 de setembro de 2019

Longe dos olhos - Escudos de Cthulhu ao longo dos anos

Escudos do Mestre, no caso de Cthulhu, escudo do Guardião.


Antes de continuar a ler, deixa eu te perguntar uma coisa: Quantos escudos de jogos lovecraftianos você acha que existem? 

Sem dúvida a maioria imagina que deve haver um para cada jogo, ou ao menos um para cada edição. Talvez existam algumas reedições, e com certeza existem. Mas a verdade é que são muitos, muitos mesmo!

É comum muitas pessoas dizerem que esse é um dos acessórios menos importantes em uma mesa de jogo, sobretudo em jogos de temática lovecraftiana onde os rolamentos via de regra deveriam ser feitos diante dos olhos dos jogadores. Mas eu sempre fui fã de Escudos do Mestre, não apenas para rolar os dados em segredo (o que pode ser útil às vezes), mas para esconder meus papéis e anotações, manter os recursos fora do alcance dos jogadores e ocasionalmente para checar uma ou outra regra obscura. Sem falar que eles são bonitos pra caramba!


Eu concordo em um ponto: Não é essencial!

Mas estou tão acostumado a usar essa ferramenta que me sinto meio vulnerável quando narro sem um bom escudo do mestre na minha frente. Eu reuni uma boa coleção e tornei quase um hábito compulsivo ter escudos nas minhas mesas sempre que sou o narrador. Anos atrás até escrevi um artigo a respeito dos meus escudos, talvez seja o momento de escrever um update dele e ver quantos mais apareceram desde então.

Mas essa postagem não é a respeito de escudos em geral, mas de escudos dedicados a jogos de temática lovecraftiana, então veremos a seguir, em ordem cronológica uma enorme variedade de escudos. Alguns são das primeiras edições, bastante obscuros e raríssimos, outros são versões publicadas em outros países onde os jogos também chegaram e tiveram um design próprio. Há ainda os que se dedicam a campanhas específicas, algo que está se tornando uma tendência agora na sétima edição.

Deem uma olhada e digam, qual o seu favorito.

1983 - Death in Dunwich (Theatre of the Mind Enterprises)

Esse escudo tem a honra de ter sido o primeiro escudo de narrador para Chamado de Cthulhu. E como acontece com os pioneiros ele carecia de um pouco mais de detalhes e acabamento, mas hoje em dia é tão raro e difícil de achar que colecionadores fariam de tudo para colocar as mãos nele.


1984 - L’Appel de Cthulhu – Ecran du Gardien (Descartes) 

Curiosamente a Sans Detour, editora francesa que tinha os direitos de publicação de Chamado de Chulhu lançou o primeiro Escudo do Narrador, antes mesmo da peça ser vendida nos Estados Unidos. 



1985 - Call of Cthulhu Keeper's Screen (Chaosium) 

Esse é o primeiro escudo americano, lançado pela Chaosium em papelão reforçado. Eu tinha um amigo uma época que tinha esse escudo.


Quer ouvir uma história triste? Ele acabou perdendo o escudo depois de levar ele em um encontro de RPG. Nunca mais viu...



1988 - Call of Cthulhu 3rd Edition Keeper's Screen (Chaosium)


Essa é a versão que saiu logo depois, já com a velha Tabela de Resistência bem em evidência para os jogadores poderem consultar.
Ele é bem parecido com o anterior no design.


1988 - L'Appel de Cthulhu - Ecran Les Années Folles (Descartes)

Os franceses da Sans Detour não deixaram por menos e colocaram esse escudo bonitão na caixa dedicada ao Annes Folles (o primeiro suplemento dos anos 1920).

Esse é bonito demais com um visual meio retrô e que remete a Art Deco.


1989 - El Guardián de los Arcanos (Joc Internacional)

Essa versão é da Joc, uma editora espanhola, a primeira a deter os direitos de publicação de Chamado de Cthulhu em língua espanhola. Ele é simpático com sua arte em estilo anos 1920.


1990 - Il Richiamo di Cthulhu: Schermo del Custode (Stratelibri)

A versão ialiana da Stratelibri tem um desenho diferente e que foge um pouco ao tema lovecraftiano ao colocar em evidência um lobisomem.

Engraçado como parece um típico produto dos anos 1990.


1991 - Call of Cthulhu Keeper's Kit (Chaosium)

A Chaosium permaneceu em seu estilo clássico com essa versão 1991 ainda com a Tabela em evidência.


1992 - Call of Cthulhu 5th Edition Keeper's Kit (Chaosium)

Esse é um dos Escudos mais clássicos de Call of Cthulhu, lançado para a quarta edição e que foi vendido até a sexta com muito sucesso.

É o escudo da "caveira que pisca" como brincam alguns, já que ele fechava com a caveira de olhos abertos e fechados de cada lado. Eu tenho essa versão e embora a frente não tenha a arte mais inspiradora, o interior é muito bom com informações muito bem distribuídas.


1998 - Pantalla del Director de Juego (La Factoría de Ideas)

Na Espanha, La Factoria de Ideas assumiu o lugar da Joc e passou a editar esse Escudo com a capa da Sexta edição.


1999 - Miskatonic University Antarctic Expedition Pack (Chaosium)

Até onde sei, esse foi o primeiro escudo de narrador dedicado a uma campanha.

Ela fazia parte do Antarctic Expedition Pack, um suplemento com todo o material necessário para narrar a enorme campanha Beyond the Mountains of Madness. Embora a ideia para um escudo dedicado a campanha fosse ótima, a Chaosium poderia ter tomado um pouco mais de cuidado nesse lançamento. 

Ele tinha apenas uma abertura central e informações relativas à campanha em si, sem as informações gerais do jogo o que forçava o Guardião a manter na mesa dois escudos.


2000 - Call of Cthulhu Keeper's Screen 5th Edition (Chaosium)

Esse escudo é difícil de achar, sobretudo por um erro de impressão que o tornou artigo de colecionador.

A maioria deles foi recolhida uma vez que a Tabela de Resistência veio com uma impressão errada e com uma folha de errata que deveria ser colada (!!!) em cima da outra. Não imagino que alguém deva ter cometido essa atrocidade. Como isso pegou mal demais, o Escudo ficou encalhado e acabou sendo recolhido.

Outros tempos... 


2002 - The D20 Call of Cthulhu Gamemaster's Pack (Chaosium)

Outro escudo extremamente raro de encontrar e que ficou disponível no mercado por apenas alguns anos. Dedicado ao Call of Cthulhu D20, esse escudo curiosamente trazia na frente a arte do livro no sistema BRP.

Ainda assim era um belíssimo escudo coma s regras para jogar na aurora do sistema D20.

2007 - Cthulhu Sichtschirm (Pegasus Press)

A Editora Alemã Pegasus Press ou Pegasus Spille lançou esse Escudo com arte conceitual que foi chamado com muita propriedade de Escudo Sandman pelos fãs, uma vez que  arte remete ao trabalho de Dave McKeen, um dos ilustradores mais conhecidos da HQ.

Esse escudo também é bem raro e disputado no tapa pelos colecionadores.


2008 - Trail of Cthulhu Keeper's Screen & Resource Book (Pelgrane Press)

Em 2008 a Pelgrane, então uma jovem ediora que estava aparecendo ofereceu a sua versão de Horror Lovecraftiano para RPG - Rastro de Cthulhu.

Com uma belíssima arte de Santiago Caruso, esse Screem é um dos mais bonitos e detalhados, embora ela pudesse ser em papel mais resistente ao invés de uma cartolina.


2008 - L'appel de Cthulhu V6 ecran (Editions Sans Detour)

A Sans Detour atacou novamente em 2008 com esse Escudo que depois foi adotado pela Chaosium em 2010 e vendido em versão americana para a sexta edição.

Eu acho esse um dos escudos mais bonitos de Call of Cthulhu até hoje. Muito bem feito, com excelente acabamento e um grau de detalhes maravilhoso. Sem falar que a arte é absurdamente evocativa dos temas do jogo.


Eu tenho essa versão assinada pelo Sandy Petersen (criador de Call of Cthulhu) e é um dos meus itens mais queridos, tanto que já pensei em enquadrá-lo várias vezes.


2010 - Kit d'expédition par-delà les Montagnes Hallucinées (Editions Sans Detour)

Outro produto da Sans Detour (como faziam coisas legais esses franceses!). Dessa vez eles humilharam com um Escudo de Beyond the Mountains of Madness que colocou no chinelo a versão da Chaosium.


Arte maravilhosa e um primor de acabamento!


2010 - CthulhuTech GM Reference Screen (Wildfire)

Cthulhu Tech é uma ambientação diferente em que os jogadores enfrentam a ameaça dos Mythos com Mechas e Veículos apinhados de mísseis e metralhadoras de plasma.

Para algo tão diferente, havia a necessidade de um Escudo diferente e ele é bem funcional.


2011 - Pantalla del Guardián (Edge Entertainment)

Em 2011 a Edbe Entertainment assumiu a publicação de Chamado de Cthulhu na Espanha e esbanjou beleza com esse Escudo lindíssimo que acompanhava a Caja Negra.

Material bonito demais! 


2011 - Ecran 30ème anniversaire l'Appel de Cthulhu (Editions Sans Detour)

Esse é um escudo francês da Sans Detour, lançado por ocasião dos 30 anos de Chamado de Cthulhu.

Ele é sem dúvida muito bonito, mas a temática escolhida para a arte foge um pouco do normal. Parece algo dedicado a Dark Fantasy ou a Medieval Hard Core e não a um jogo nos anos 1920. Ainda assim, é um escudo bonito e diferente. 


2011 - Ecran Delta Green (Editions Sans Detour)

E lá vem os franceses de novo...

Esse é o primeiro Escudo de Narrador exclusivo para Delta Green, e vou te dizer, que Escudo bem sacado e bonito.

Ali tem tudo que se poderia esperar para evocar uma sessão de Delta Green, onde agentes especiais lutam para manter o mundo em segurança, ao custo de sua sanidade.


2012 - Ecran les Masques de Nyarlathotep (Editions Sans Detour)

Mais franceses? Então tá...

Esse é o Escudo que acompanhava a edição especial de Masks of Nyarlathotep, a mega campanha de Chamado de Cthulhu, considerada uma das maiores e melhores campanhas de todos os tempos.

Arte belíssima, bem conceitual, evocando o clima PULP do jogo.


2012 - Pantalla de referencia Cthulhutech (Edge Entertainment)

A Edge foi atrás de mais uma ambientação Lovecraftiana e ganhou a sua própria versão do escudo do narrador de Cthulhu Tech. Não por acaso, muito melhor que a versão original lançada nos EUA.


2013 - Ecran le Rejeton d'Azathoth (Editions Sans Detour)

Mais uma campanha da Chasoium ganhou uma versão melhorada pelos franceses da Sans Detour.

Esse belíssimo escudo é dedicado a Spawn of Azathoth, uma campanha lançada em 1989 pela Chaosium e que foi revista no começo dos anos 2000. Os franceses não apenas lançaram um escudo só para a campanha, eles refizeram todo o livro, acrescentaram cenários extras e melhoraram muito a campanha que era meio bagunçada. 

2014 - Ecran Achtung! Cthulhu  

E Cthulhu desembarcou na Segunda Guerra Mundial com classe através dos livros de Achtung! Cthulhu.

Esse Escudo incrível foi o primeiro a ser lançado para a ambientação e permanece como um dos melhores e mais evocativos do período.


2014 - Ecran Cthulhu 1890 (Editions Sans Detour)

Até onde sei, esse é o único Escudo de Guardião de Chamado de Cthulhu dedicado ao Gaslight, ambientação específica para a Era Victoriana.

Esse escudo é um dos mais bonitos que conheço! A Arte é de cair o queixo, com tantos detalhes e capaz de invocar para a mesa de jogo todo o clima desse período.


2014 - Call of Cthulhu Keeper's Screen 7th Edition (Chaosium)

E chegamos ao Escudo mais recente, editado diretamente pela Chasoium que parece ter aprendido com a Sans Detour que Escudos tem que ser não apenas funcionais, mas bacanas!

Eles tem que ficar bonitos em cima da mesa e atrair os jogadores.

Esse Escudo, da sétima edição é belíssimo e essa arte tem tudo de Cthulhu.


2015 - Horror on the Orient Express Keeper Screen (Chaosium)

Mas embora a Chaosium tenha acertado ao lançar um belo Escudo para a sétima edição, cometeu o pecado de lançar uma versão específica para a Campanha Horror on the Orient Express com apenas dois painéis.

Sério? Que trabalho mais meia-boca! A imagem é linda, mas o interior ficou tão ruim que nem me dei ao trabalho... uma pena!


2015 - The World's Greatest Screen (Nosolorol Ediciones)

Ah, a Nosolorol! Eles vieram com essa edição especial em 2015 quando assumiram a franquia de Chulhu na Espanha.

Esse é o maior escudo do narrador para Cthulhu lançado até hoje. 


2015 - Cthulhu Edition 7 Hardcover Sichtschirm

Voltamos a Alemanha com o Escudo da sétima edição, exclusivo para aquele país.

Os Alemães não desapontam e de novo investem em uma are conceitual e meio metafísica. Eu adoro esse conceito e com certeza adoraria ter isso na minha mesa, o problema é o idioma.


2015 - Ecran L'appel de Cthulhu V7 (Editions Sans Detour)

A Sans Detour não poderia ficar para trás e lançou a sua própria versão de Escudo para a Sétima Edição de Chamado que evoca o ar lúgubre e misterioso com maestria.

Eu adoro esse Escudo, com certeza um dos mais bonitos e bem feitos.


2015 - Cthulhu: Berge des Wahnsinns: Expeditionspack (Pegasus Press)

E os Alemães entraram na brincadeira com esse Escudo exclusivo para a campanha Beyond the Mountains of Madness, devidamente adaptada para a sétima edição.


2015 - Pantalla del DJ Cultos innombrables (Nosolorol Ediciones)

Esse Escudo também é da espanhola Nosolorol, dedicado ao RPG lovecraftiano deles, o incrível Cultos Innombrables (Cultos Inomináveis).


2016 - Ecran Les 5 Supplices (Editions Sans Detour)

Outra campanha exclusiva de Chamado de Cthulhu publicada apenas na França, Les 5 Supplices, se passa inteiramente na China e na Terra dos Sonhos.

Essa ilustração é linda! 


2016 - Achtung! Cthulhu: GM Screen (Modiphius Entertainment)

A Modiphius entrou de cabeça em Achtung! Cthulhu com esse belo Escudo dedicado a Segunda Guerra. Ele é um escudo modular, em que você pode escolher quais ilustrações usar em seu escudo. Material de primeira e bem bacana. 


2016 - Delta Green Handler Screen (Arc Dream Publishing)

Levou um tempo, mas Delta Green enfim ganhou o seu escudo específico e com classe.

Material de primeira qualidade e com imagens  deslumbrantes de conspiração, terroristas e agentes governamentais.


2016 - Alba di Cthulhu - Schermo del Narratore (Asterion)

Mais um belo trabalho italiano com Chamado de Cthulhu. 

Eu já vi essa escudo que é incrível e ENORME.

Aliás, o Grande Cthulhu nesses painéis está entre os mais assustadores e bem feitos. Grande trabalho!


2016 - Il Richiamo di Cthulhu - VII Edizione - Schermo del Custode (Raven Distribution)

E tem esse escudo da Raven Distribuction, editora italiana 1ue reeditou a capa do livro básico em uma bela imagem.

Como curiosidade, esse seria o escudo oficial antes de ser substituído.


Muito bonito mesmo!


Bom é isso...

Imagino que existam outras escudos lovecraftianos, mas estes são os mais conhecidos.

Queremos saber de vocês leitores, quais os seus favoritos e o que vocês acharam do escudo lançado pela New Order para a sétima edição.