segunda-feira, 25 de abril de 2016

O Enigma de Mohenjo Daro - Uma cidade da Antiguidade destruída por uma Explosâo Atômica?


Existem cidades que deixaram de existir mundo afora.

Hoje, elas não passam de ruínas abandonadas com construções desertas entregue aos elementos, ao vento e a poeira. Algumas, são tudo o que restou de metrópoles que no passado foram agitados centros urbanos, mercantis ou religiosos. Pensar que um dia esses lugares fervilharam com milhares de pessoas cuidando de suas próprias vidas, e que hoje, não passam de esqueletos vazios, faz com que ponderemos sobre a transitoriedade da vida.

Mais importante, nos faz pensar sobre o que o futuro nos reserva e sobre como sabemos pouco a respeito de nosso passado.

Tomemos como exemplo, as ruínas de Mohenjo Daro, que um dia foi uma próspera cidade na Província de Larkana, atual Paquistão. Esse lugar importante simplesmente deixou de existir em um dado momento, mais de um milênio antes do nascimento de Cristo.

A cidade de nome desconhecido que seria mais tarde chamada de Mohenjo Daro (o Monte dos Mortos) foi construída pelos Drávidas, um povo nativo do Vale do Indo. Considerada o berço da civilização indiana, esta cidade é um sítio arqueológico com mais de 4 mil e quinhentos anos, descoberta em 1910 por arqueólogos britânicos que a escavaram extensivamente. As ruínas, pouco conhecidas no ocidente, rivalizam com os sítios egípcios e mesopotâmicos, demonstrando um excepcional grau de planejamento civil e arquitetônico. As casas e prédios foram erguidos sobre galerias de esgoto construídas com tijolos, permitindo o uso de banheiros e instalações. A água era escoada por um sistema de exaustão que se conectava com cisternas responsáveis por abastecer as moradias com água potável. A população de Mohenjo Daro podia ainda se orgulhar de ter uma majestosa Casa de Banhos na parte mais alta da cidadela, onde eram realizados complexos rituais de purificação.

Como deveria ser Mohenjo Dara no seu auge.
Defensivamente, Mohenjo Daro era bem fortificada. Na falta de muralhas ao redor da cidade, ela tinha torres para o oeste do assentamento principal, e quartéis defensivos ao sul. Ela não possuía palácios ostentosos, templos, ou monumentos. Não há nenhum centro óbvio de governo ou evidência de Reis ou Rainhas. Simplicidade, ordem e limpeza eram os traços predominantes da população local, o primeiro povo da história a vestir trajes de algodão. Cerâmica e ferramentas eram padronizadas, bem como as leis e o sistema de pesos e medidas vigente, o que sugere um sistema de comércio rigidamente controlado. No geral, era uma grande Cidade Estado, uma das maiores e mais importantes de sua época.

Diferente de outras ruínas, Mohenjo Daro sinaliza com um mistério que persiste intrigando os arqueólogos e deixando estudiosos estupefatos. O que teria causado a sua destruição e seu subsequente abandono? Uma praga? A invasão de outra civilização? Inundações, terremotos ou alguma tragédia natural? Nenhum desses motivos parece se encaixar nas causas prováveis do ocaso de Mohenjo Daro.

Espalhados pelas ruas da ruína foram encontrados 44 esqueletos com traços de carbonização e profunda calcinação datando entre 1900 e 1500 anos a. C., todos de bruços e muitos segurando as mãos uns dos outros, como se aguardando seu fim inevitável. Não foi possível identificar a causa da morte, mas é como se eles tivessem sido colhidos por algo sobre o qual não tinham controle ou compreensão. Morreram no curso de um dia como qualquer outro, muitos deles claramente desempenhando afazeres do dia a dia.

Tribos de nômades e mercadores que sabiam de sua existência evitavam Mohenjo Daro e desviavam enormemente de sua rota para não passar próximo a ela. A cidadela tinha uma fama ruim e nenhum povo tentou se estabelecer nas suas fundações nos milênios que se seguiram. Quando os britânicos começaram a escavar o local, muitos nativos temiam que perturbar as ruínas pudesse trazer graves consequências.

O próprio meio científico considera que algo incomum ocorreu em Mohenjo Daro.

Uma vista da cidadela de pedra.
Ao analisar cuidadosamente o local, uma boa quantidade de indícios presentes sugere notáveis similaridades entre as ruínas de Mohenjo Daro e lugares atingidos por uma Explosão Nuclear. O problema, obviamente, é tentar entender como uma cidade da antiguidade pode ter tantas semelhanças com cidades como Hiroshima e Nagasaki, pouco depois dessas serem atingidas por bombas atômicas no final da Segunda Guerra Mundial. 

É claro, a maioria dos pesquisadores são cuidadosos em atribuir a explosões nucleares a destruição de Mohenjo Daro, mas certos detalhes são intrigantes.

Existem sinais inequívocos de vitrificação mineral por todos arredores da cidade, processo muito comum quando um rocha passa para um estado de magma (através de uma temperatura elevadíssima) e depois novamente para o sólido, quando assume uma aparência de vidro. Por algum tempo acreditou-se que poderia ter ocorrido uma explosão vulcânica na região, o que explicaria o derretimento e vitrificação das rochas, porém não existem evidências de qualquer atividade vulcânica em milhões de anos pelas proximidades. Outra possibilidade seria a queda de um meteoro, contudo as análises de solo não resultaram na descoberta de nenhuma amostra de rocha espacial. Além disso o grau de pureza e transparência do vidro obtido é notável, demonstrando que o calor além de intenso foi puro (sem que houvesse mistura com silício, algo comum em vulcões e choque de meteoros).

O que poderia causar esse calor capaz de derreter rochas?

Amostras de rocha transformada em vidro pelo calor intenso.
Não há um consenso, mas sabe-se que a temperatura necessária para desencadear esse efeito precisa superar os mil graus centígrados. Alguns supõem que as pedras vitrificadas poderiam ter sido trazidas de outros lugares e comercializadas na cidade, mas a quantidade de rochas espalhadas pela paisagem é incrível e não justificaria um comércio de algo comum na região. Além do mais, algumas rochas são simplesmente grandes demais para terem sido transportadas. Até mesmo a fachada de pedra entalhada de uma construção parece ter sido subitamente derretida por uma fonte de calor altíssima. Um efeito semelhante ocorreu em Hiroshima, onde pedras usadas para a construção de um porto localizado perto do local da explosão nuclear, se converteram em blocos de vidro fundido.

Impressionados com essa descoberta, um outro estudo para medir os índices de radiação foi realizado no local e mais um mistério surgiu: a cidade possuía um nível altíssimo de radiação com origem não identificada. Níveis semelhantes só são observados em locais onde houve alguma explosão nuclear direta como na região de Alamogordo, no Novo México (onde aconteceram os primeiros testes nucleares) ou nas ruínas das cidades devastadas pelas bombas no Japão. 

Especialistas russos que estiveram nas ruínas realizando escavações em 1966 afirmaram que a concentração de radiação presente no solo da cidade era pelo menos 50% mais alta do que em qualquer outra região do Paquistão o que não se encaixava em nenhum perfil geológico. Ao utilizar os Contadores Geiger nas ruínas, as leituras foram curiosas. Não era uma concentração capaz de causar dano a visitantes, contudo indicava que no passado essa concentração havia sido mais alta e que a dissipação natural ainda não havia eliminado toda carga radioativa. Comparativamente, apenas se Mohenja Daro fosse localizada exatamente sobre uma mina de urânio, leituras semelhantes seriam obtidas, e não é esse o caso. Não há nenhum depósito natural de minério radioativo nos subterrâneos da região.

Escavações Britânicas em 1920
O Departamento de Energia do Paquistão é obrigado a fazer medições regulares na área para averiguar se as ruínas oferecem algum risco de contaminação para os lençóis freáticos. Apesar de nenhum contaminação radioativa ter sido detectada, alguns lagos temporários apresentam uma concentração radioativa de origem anormal cuja origem permanece desconhecida.

Analogamente, esqueletos e objetos removidos das ruínas e examinados independentemente registram traços de radiação condizentes com os restos mortais de pessoas vitimadas pelas bombas atômicas no Japão. Embora a área das ruínas seja cercada de deserto, existe vegetação nos arredores, mas não no local onde os índices de radiação são mais altos, ali nada cresce, nem grama rasteira e nem as resistentes plantas desérticas.

Entre as ossadas mais espantosas, existe um caso peculiar, o de uma família, composta de um homem, uma mulher e uma criança cujos restos foram achados em uma das ruas principais da cidade. A família parece ter sido atingida por uma força esmagadora enquanto passeava calmamente. Examinados os restos dessas pessoas, apurou-se que eles foram expostos a uma temperatura superior a 1500 graus, o suficiente para calcinar seus ossos imediatamente.

Um detalhe mórbido é que todos os restos mortais que foram removidos de Mohenjo Daro ao longo dos anos desapareceram sem deixar vestígios. Simplesmente não se sabe ao certo o que aconteceu com esses esqueletos ancestrais. Muitos artefatos encontrados na cidadela também sumiram misteriosamente, impedindo novas análises e estudos.

Há um terceiro indício de que algo incomum teria ocorrido nas ruínas de Mohenjo Daro. Uma vista aérea da cidadela comprova uma depressão de aproximadamente 50 metros de extensão, semelhante a uma cratera mais ou menos arredondada com afundamento de 30 graus. Nesse local tudo ficou cristalizado, fundido ou derretido como se ali tivesse sido o epicentro de uma explosão de tamanho considerável.

Os esqueletos de Mohenjo Daro
O Instituto de Mineralogia de Roma teve acesso a algumas amostras desse solo, e constatou que ele foi exposto a temperaturas altíssimas por apenas uma fração de segundos. Há por exemplo, vasos fundidos de um lado e praticamente intactos do outro, evidenciando que apenas uma das extremidades foi exposta a onda de calor que atingiu a cidade. Exclui-se totalmente a possibilidade de um incêndio comum ou o uso de fornos já que eles não poderiam criar tamanha capacidade térmica. Além disso, os danos provocados nas casas eram proporcionais a proximidade do suposto epicentro da explosão. Aquelas mais próximas foram calcinadas por completo, sem que restassem sequer as suas paredes. A uma certa distância, os muros ao menos permaneceram de pé.

Sem uma teoria científica ou documentação histórica para explicar o que teria acontecido em Mohenjo Daro, o único lugar onde se pode encontrar algum argumento referente ao incidente é na literatura clássica indiana. 

O Mahabharata, o mais importante documento sobre a história mitológica da região do Indo (India e Paquistão), descreve uma espécie de explosão catastrófica que abalou o continente e uma batalha travada nos céus. Evidências contidas no texto sagrado indicam semelhanças com a posição geográfica de Mohenjo Daro. Observe o trecho:
“Um único projétil, carregado com toda a força do Universo se precipitou dos céus… Uma coluna incandescente de fumaça e uma chama tão clara quanto 10.000 sóis, apareceu em todo seu esplendor… era uma arma desconhecida, um trovão de ferro, um mensageiro gigantesco da morte, o qual reduziu às cinzas uma raça inteira. Os corpos estavam tão queimados que ficaram irreconhecíveis. Suas mãos e unhas caíram, os vasos estavam quebrados sem qualquer causa aparente, os pássaros se tornaram brancos. Após algumas horas, os alimentos ficaram infectados. Para escapar deste fogo, os soldados se jogaram no rio".

Segundo historiadores, diversos textos sagrados indianos descrevem uma batalha antiga, entre Deuses e raças superioras, disputada nos céus por intermédio de veículos voadores e carruagens de metal capazes de cruzar a abóboda celeste, os lendários Vimanas.


Vimanas, Deuses e Raças Voadoras sobre os céus da India
O Drona Parva, um dos textos mais fantásticos, fala sobre um combate onde a explosão de armamentos de exterminação dizimam exércitos inteiros, causando uma multidão de guerreiros com seus cavalos, elefantes e armamentos a serem carregados para longe, como se fossem folhas secas. Ao invés de explosões na forma de cogumelos nucleares, o escritor descreve uma explosão perpendicular com nuvens de fumaça abrindo como um guarda-sol gigantesco. Há comentários sobre a contaminação dos alimentos e do cabelo das pessoas caindo - elementos que hoje sabemos estão relacionados a exposição radioativa.
Apesar dos indícios de um inexplicável acontecimento que reduziu Mohenjo Daro a escombros, os arqueólogos e especialistas preferem se manter céticos. São poucos os que sustentam a teoria de uma  fulminante Explosão Atômica.
As escavações atualmente estão proibidas pelo governo do Paquistão. Inúmeras Universidades e Instituições Internacionais solicitam permissão para conduzir escavações no sítio, mas nas últimas duas décadas todos eles tem sido negados alegando desde "exigências de conservação" até "questões de segurança". A área tem atividade de grupos terroristas e células extremistas atuam livremente nessas áreas.
O que poderia explicar os estranhos indícios de uma explosão nuclear encontrados nesse sítio arqueológico? Podemos atribuir esses sinais a meros fatores aleatórios da natureza? Há uma explicação razoável para tudo isso?


Se não houver, a única opção é crer que nossos antepassados de fato conheciam os princípios básicos da divisão do átomo ou que ao menos os seus "Deuses" dominavam essas noções e as empregavam livremente. Se esse for o caso, por que Mohenjo Daro foi punida e por que seu povo teve que sofrer a obliteração com Fogo Sagrado?
São mistérios que provavelmente jamais iremos decifrar...

2 comentários:

  1. http://rationalwiki.org/wiki/Mohenjo-daro

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  2. a história da antiguidade tem que ser contada novamente, agora, com as evidências descobertas de que o que vale não traduz a verdade dos fatos.

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