quinta-feira, 19 de julho de 2018

O Suor Maligno - A estranha epidemia que devastou a Inglaterra


A "Doença do Suor Maligno" ou "Mal do Suor Inglês" tem sido descrita como um dos buracos negros na história da epidemiologia. Ela surgiu pela primeira vez no início do reinado de Henrique VII e fez sua aparição final em 1578. Em duas ocasiões ela devastou a Inglaterra como um todo, mas estranhamente jamais avançou além da fronteira com a Escócia. Ela emergiu tanto em Dublin quanto em Calais mas curiosamente permaneceu como uma doença que vitimava majoritariamente apenas os ingleses. Similarmente, não existe nenhum registro de estrangeiros na Inglaterra que tenham sido afetados por ela. Seu repentino contágio e a incrivelmente rápida propagação aterrorizou a Inglaterra do século XVI.

Em 22 de agosto de 1485, a Batalha de Bosworth Field trouxe um fim para a sangrenta Guerra das Rosas e colocou Henrique VII no trono da Inglaterra. Dentro de semanas, uma nova e estranha doença apareceria entre os combatentes que sobreviveram à Batalha e que haviam retornado a Londres na companhia do novo monarca. 

Francis Bacon a descreveu da seguinte maneira:


"Nessa época do outono, em meados de setembro, começou a reinar na cidade, e em outras partes do Reino, uma nova doença: que pela sua maneira atípica de se manifestar passou a ser chamada de Doença do Suor Maligno. A doença tinha um contágio acelerado, ardia no corpo das pessoas afligidas, e passava para os saudáveis. Em apenas um dia a doença se instalava e contaminava, fazendo um homem que estava são pela manhã, manifestar seus efeitos danosos à noite. Se não bastasse a facilidade do contágio, havia algo de maligno no reinado dessa doença. Ela surgiu duas semanas antes da coroação real, no final de outubro, e rapidamente tornou-se uma epidemia mortal. Muitos acreditavam se tratar de um retorno da Peste Negra, mas ela não escurecia as veias e os humores, não fazia surgir sob a pele furúnculos, nem manchas púrpuras ou outros sintomas daquela febril pestilência. Médicos falavam de vapores que sequestravam os espíritos vitais: agitavam a vítima e causavam um suador não-natural. Não haviam remédios que diminuíssem sua incidência e uma vez instalado o contágio, a morte era o destino mais provável. Inúmeras pessoas morriam de maneira repentina, e não havia como cavar sepulturas a tempo para as vítimas que se empilhavam nas ruas".

Essa estranha doença fez mais cinco aparições na Inglaterra em 1506, 1517, 1528, 1551 e 1578. 

Ela ficou restrita a Inglaterra, exceto em 1528-1529, quando atingiu também o continente europeu, aparecendo em Hamburgo, atravessando a Escandinávia, o leste da Lituânia, Polônia e Rússia. A Holanda e Dinamarca também foram afetadas, mas França, Espanha e Itália passaram intocadas. Ela jamais foi além das fronteiras ao norte e a Escócia foi poupada em todas as ocasiões.


A Doença do Suor Maligno atingiu a Irlanda em 1528. Ela atingiu as maiores cidade irlandesas com grande violência matando em uma semana o Chanceler, o Arcebispo, dois lordes, quatro ministros e um número indeterminado de cidadãos. Uma vez que ela surgiu e se espalhou a partir da Inglaterra tendo entre suas vítimas quase que exclusivamente ingleses, estudiosos a chamaram de Sudor Anglicus (o Suor da Anglia).

Pesquisadores no século XVI debatiam sobre como ela teria surgido e se ela poderia ser, como muitos suspeitavam, uma maldição impingida contra o povo inglês. Religiosos acreditavam que a doença podia ser uma Provação Divina, um desafio proposto pelo Todo Poderoso para testar, tal qual Jó, a fé e devoção dos ingleses diante das adversidades.

Em Londres, ela causou um pânico sem precedentes, maior até que a Peste Negra.

Os primeiros doentes sentiam arrepios, dores no corpo e tremores que não eram condizentes com o frio. Instalava-se então uma febre alta, fraqueza, indisposição e incapacidade de se manter desperto. Contudo, o sintoma mais estranho era sem dúvida a transpiração excessiva que em muitos casos assustava as pessoas. Um suor acompanhado por cheiro fétido, recobria a pele e escorria sem parar. "Os doentes se desfaziam em um suor amarelado e nauseante, como uma bile que brotava espontâneamente nos poros" descreveu um médico aterrorizado com o mal. Após suar em profusão, surgiam feridas avermelhadas na pele que coçavam e depois descascavam. Em alguns casos se transformavam em bolhas dolorosas que coçavam e causavam enorme desconforto.

Aqueles contaminados podiam morrer em poucas horas, e estes sofriam menos. A maioria durava entre 14 e 24 horas, sendo que os estágios finais eram particularmente dolorosos já que a pele começava a se desfazer, "liquefazer" segundo alguns, "deixando carne e músculos expostos". Aqueles que sobreviviam ao estágio do suador sem desenvolver as bolhas e feridas geralmente sobreviviam. Alguns sofriam de um abundante fluxo de urina ao invés de suor e perdiam tanto líquido que morriam desidratados.


A desidratação ocasionava uma sede insuportável, intensa dor de cabeça, incoerência, convulsões e coma. Para piorar, os médicos ingleses acreditavam que ingerir água nesse estado poderia ser fatal e se negavam a dar aos pacientes o que beber. Como resultado, estes sofriam horrivelmente e morriam em decorrência dos tratamentos absurdos.

Diferente de muitas epidemias medievais, o Suor Maligno parecia se espalhar mais facilmente nas camadas elevadas e entre os mais abastados da sociedade. Para alguns isso provava que a doença tinha origem sobrenatural, pois os ricos eram testados com maior convicção. Os pobres e miseráveis de Londres apelidaram a doença com o nome "Mata Ricos". Em sua primeira aparição ela matou prefeitos, comerciantes, mercadores e lordes. É claro, morreram também pessoas mais pobres, mas era perceptível que o Suor Maligno tinha predileção pelos mais ricos. 

Em seu tratado sobre a doença, Johannes Caius escreveu:

"Aqueles que sofrem com esses suores e correm risco de morte em geral são homens com boa situação que se alimentam bem e bebem melhor do que os mais pobres. As razões para esse fenômeno são desconhecidas, já que, em geral, os mais bem alimentados tem mais propensão a uma vida saudável e longa".

Sobreviver a doença em uma epidemia não se traduzia em imunidade. O Cardial Wolsey sobreviveu a três surtos, sempre sendo contaminado e escapando mesmo depois de ser desenganado. Outra pessoa ilustre que sofreu com a doença foi Ana Bolena que se tornaria esposa de Henrique VIII.


Em contraste com outras epidemias como a de cólera e varíola, que não distinguiam a população, a Doença do Suor agia de forma completamente atípica. Isso apenas servia para aumentar o terror e causar pânico. Havia aqueles que acreditavam em curas alternativas que por vezes apenas levavam à morte mais rápida e dolorosa. Alguns acreditavam que uma cura poderia ser alcançada submergindo os doentes em água, óleo, cerveja ou outros líquidos que serviriam para limpar o suor maligno. Muitas pessoas eram submersas em banheiras, valas ou lagoas e debilitadas acabavam se afogando. Outra cura popular envolvia cobrir os doentes com gordura de porco e raspar a pele com uma espátula, tampando os poros e diminuindo a transpiração. Ervas como a cânfora também seriam um potente aliado no combate a doença, a queima dessas plantas, em um ambiente fechado, defumando o doente por completo servia para limpar o organismo da doença.

Mas haviam métodos ainda mais estranhos. Diziam que jumentos e burros poderiam extrair a doença do corpo, desde que os animais lambessem as feridas e os suores. Alguns cobriam as feridas com sal grosso - o que provocava uma agonia quase insuportável nos doentes que tinham de ser amarrados para suportar o tratamento. Purgantes e salmouras também eram prescritas por curandeiros. Para ingerir os chamados cordiais, enfiavam um tubo garganta abaixo do doente e faziam descer por ele soluções salinas, óleo de peixe, leite azedo, serragem diluída e quaisquer substâncias que acreditavam ser benéficas. Um dos tratamentos mais bizarros de que se tem notícia envolvia desfiar os restos puídos de um manto que pertencera a um santo, fervê-lo em um caldeirão, produzindo uma espécie de sopa imunda de aspecto repugnante que era bebida pelo doente. 

Nem é preciso dizer que esses métodos se mostravam ineficazes, dolorosos e muitas vezes letais.

Embora a doença fosse devastadora em populações locais, ela não tinha grande impacto demográfico no país. O pânico de 1485 resultou em um êxodo das populações das cidades, como ocorreu em Oxford que foi literalmente abandonada pelos seus habitantes. A primeira epidemia teve cinco semanas de duração e se encerrou a tempo de Henrique VII ser coroado na Abadia de Westminster em 31 d e outubro de 1485. Para as mentes supersticiosas do período, o surgimento súbito da doença e o início de um novo reinado pareciam estar em sintonia e representavam um péssimo presságio. Alguns começaram a culpar o Rei pelo ocorrido, questionando se a doença não teria ligação com a maneira como o Rei subiu ao trono (matando e exterminando seus opositores). Os rumores chegaram a tal ponto que Henrique VII recorreu ao Papa Inocêncio III para que ameaçasse excomungar qualquer um que desafiasse seu direito legítimo como monarca.

O segundo surto em massa ocorreu em 1508, quando por coincidência, o reinado de Henrique VII estava chegando ao fim. Novamente ela apareceu em Londres e chegou rapidamente a Oxford e Cambridge matando muitos senhores de terras e estudiosos das Universidades. Entretanto, sua duração foi ainda mais curta do que o surto anterior e poucos registros a respeito dela foram feitos. 


O terceiro surto em 1517, foi muito mais sério. Henrique VIII e sua corte tiveram de abandonar Londres e seguir para Windsor onde a doença ainda não havia aparecido. Londres se tornou perigosa demais e as vítimas fatais se multiplicavam entre os cortesãos que decidiram ficar. Em seis meses de duração ela matou cerca de um quarto da população da capital. Em outras cidades duramente atingidas, a população foi reduzida a metade. Mais uma vez, alunos e professores de Oxford e Cambridge estavam entre as vítimas. E mais uma vez ela parou de se espalhar quando chegou na fronteira com a Escócia. Durante esse surto, a morte podia chegar aos doentes em meras duas ou três horas depois dos primeiros sintomas, por isso alguns diziam "feliz no almoço, morto no jantar". A quantidade de mortos era tamanha que os religiosos deram permissão para que os cadáveres das vítimas fossem queimados, uma prática considerada anti-cristã, mas necessária já que os mortos se empilhavam e cadáveres apodreciam em todas as partes.

O primeiro surto que afetou pessoas que não eram inglesas ocorreu em 1528. Uma vez mais a epidemia surgiu em Londres, espalhou-se rapidamente pelas maiores cidades da Inglaterra parando na Escócia e em Gales. Mas ela então aflorou em Dublin onde as vítimas eram tanto ingleses quanto irlandeses. Navios mercantes levaram a doença através do Mar Báltico e Mar do Norte onde ela começou a fazer vítimas na Alemanha, Holanda, Dinamarca, Escandinávia, Polônia e Rússia. Dessa vez, a doença se combinou com o tifo que vinha devastando a Alemanha e se converteu em uma praga de grandes proporções.

Historiadores da Medicina se perguntam se a Doença do Suor Maligno foi uma das causadoras da redução da população na Europa Ocidental em 1528-1529. Na Inglaterra, o ressurgimento da doença foi considerado como um verdadeiro apocalipse e pessoas preferiam se matar, a esperar o contágio dado como certo. Muitas saltavam de penhascos ou ingeriam veneno para não ter de enfrentar o horror dos sintomas dolorosos. O Reino inteiro estava aterrorizado e agricultores simplesmente pararam de plantar - a fome atingiu a Inglaterra com força e matou ainda mais pessoas.

O último grande surto ocorreu em 1551 e dessa vez teve como foco inicial Schrewsbury ao invés de Londres. Nessa cidade, mais de 900 pessoas morreram nos primeiros dias. Para tentar conter a doença, a cidade foi incendiada e tentou-se criar acampamentos para os doentes. Nada disso surtiu efeito e a doença se espalhou pelo interior atingindo as maiores cidades da Inglaterra. Mais uma vez ela começou vitimando apenas ingleses no país e nas nações continentais. Estrangeiros não eram afetados e pareciam ser imunes. O surto atingiu as classes mais favorecidas vitimando Charles Brandon, Duque de Suffolk e Lady Mary, irmã de Henrique VIII. O Rei mais uma vez abandonou Londres e seguiu para o Sul exilando-se em Gales onde conseguiu escapar mais uma vez da epidemia que matou seu povo.

Desde seu surgimento, houve muitas especulações a respeito da origem da doença. Alguns atribuíam seu surgimento ao clima britânico, a umidade, os nevoeiros, os hábitos do povo inglês e outras condições específicas. Ironicamente ela também foi atribuída a uma mudança na atitude das pessoas, que buscavam limpar suas casas por recomendação de médicos. Esse comportamento atípico poderia, na concepção de alguns minar as defesas do corpo.


A Doença do Suor Maligno foi, de fato, uma epidemia infeciosa, semelhante a praga, tifo, escarlatina e malária. Assim como elas matava (e matava muito!), mas sua origem nunca foi compreendida. Por algum tempo, acreditou-se que ela seria uma variação do tifo, mas essa abordagem foi abandonada em decorrência dos sintomas e pela rapidez do contágio. Influenza também foi candidata a culpada, mas a ausência de sintomas respiratórios ou pneumonia contrariava essa suposição. Também se sugeriu que os métodos de tratamento comuns no século XV e XVI podem ter contribuído para a elevada taxa de mortes - o que pode explicar a grande quantidade de pessoas bem de vida (capazes de pagar por um tratamento) entre as vítimas. 

Recentemente epidemiologistas voltaram sua atenção para os arbovirus que eram transmitidos por insetos, como os mosquitos. De fato, a doença era mais comum em períodos em que os pântanos britânicos se enxiam por decorrência da estação das chuvas e que causavam uma proliferação de mosquitos. As montanhas na Escócia e Gales teriam impedido a migração desses insetos que também evitavam os climas mais frios do norte. Entretanto, o arbovirus é típico dos trópicos e apenas uma variação mutante poderia explicar seu surgimento na Inglaterra.

Em tempos modernos, a única doença que se assemelha aos efeitos do Suor Maligno é conhecida como Febre Militar (Síndrome de Schweiss-friesel ou Febre de Piccadily), uma doença que já apareceu na França, Itália, Norte da Alemanha, mas nunca na Inglaterra. Ela se caracteriza por um suor intenso, e se espalha como uma epidemia de curta duração desaparecendo em poucos dias. A doença é rara e pode ser tratada com o uso de antibióticos e drogas modernas. Um surto registrado em 1861 matou cerca de 170 pessoas apenas na França.

A grande verdade é que ninguém sabe exatamente o que causou as terríveis epidemias da Doença do Suor Maligno. Também não se sabe os motivos pelos quais os ingleses foram as vítimas preferenciais desse vírus. Por anos a crença de que algo sobrenatural estaria acontecendo foi muito difundida.

Na ausência de uma explicação científica, é da natureza humana perguntar a si mesmo, se os incidentes ao seu redor não são causados por fatores anormais. Até a Era Vitoriana, o temor de que a Doença do Suor Maligno retornasse, aterrorizava os ingleses de tal forma que qualquer surto era visto com pavor. Até bem recentemente, havia pessoas que acreditavam que a Inglaterra seria destruída por essa terrível doença que afetaria apenas aos habitantes das Ilhas e mais ninguém.

E considerando o histórico dessa estranha doença, os ingleses tem motivos para temer.

domingo, 15 de julho de 2018

Dormir e Nunca Despertar - A Misteriosa Doença do Sono


Muriel "Kit" Richardson, era parte da alta sociedade britânica, seu marido Ralph Richardon era uma espécie de celebridade. Sua carreira como ator de teatro e cinema estava no auge e o casal aparecia frequentemente nas colunas sociais londrinas. Certo dia, em meados de 1925, Kit disse ao marido que não estava se sentindo bem: tinha dores de cabeça muito fortes e se queixava de um resfriado persistente. Achou melhor ficar em casa e não acompanhar o marido em uma estréia teatral. Assegurou a ele que não deveria ser nada de mais.

Na manhã seguinte, Ralph encontrou a esposa em estado ainda pior. Teve dificuldades em acordá-la, pois tudo o que Kit queria era continuar dormindo. Ele chamou um médico que receitou algumas vitaminas e prescreveu que ela descansasse por alguns dias. No curso de três dias, ela dormiu, despertando apenas momentaneamente para comer
 alguma coisa ou ir ao banheiro.

No quarto dia, quando o marido não conseguia acordá-la por nada decidiu carregá-la para um hospital. Kit parecia acordar em alguns momentos, abria os olhos, mas não estava totalmente consciente ou desperta. Ela parecia acometida de uma espécie de transe do qual não conseguia acordar, não estava dormindo, mas também não estava inteiramente acordada.

E ela nunca despertou desse estado.

Muriel "Kit" Richardson ficou em estado vegetativo e não despertou mais. Enfermeiras e ajudantes, se revezavam para alimentá-la, limpá-la e tratála pelas duas décadas seguintes. E nesse período todo, ela dormiu profundamente.

Infelizmente, ela não foi a única.


Entre os anos de 1915 e 1926 havia uma estranha doença se espalhando pelo mundo e as pessoas temiam dormir e jamais acordar. Essa foi a era da infame "Doença do Sono", uma epidemia que transformava suas vítimas em estátuas vivas. Elas eram prisioneiras de seus próprios corpos em um perpétuo estado de coma em que pareciam sonhar sem a esperança de um dia acordar.

Logo depois da Grande Guerra, essa doença bizarra que recebeu o nome de Encefalite Letárgica (mas se popularizou com o nome "Doença do Sono"), afetou milhões de pessoas em todo mundo e deixou médicos e profissionais de saúde intrigados. De acordo com algumas fontes, cerca de um milhão de pessoas foram afetadas por essa estranha condição e morreram, enquanto muitas outras simplesmente dormiram por anos e jamais despertaram.

Muitos destes, assim como Muriel Richardson, passaram o resto de suas vidas, em suas camas. Para preservá-los, instituições médicas foram criadas para recebê-los, asilos e alas hospitalares construídas às pressas para hospedar pacientes que simplesmente dormiam.

Nos últimos 100 anos, algumas das mais brilhantes mentes tentaram em vão encontrar uma explicação para o que realmente aconteceu com aquelas pessoas. Que estranha condição era aquela? Como poderia ser tratada? Como amenizar seus sintomas? E como trazer aquelas pessoas de volta? 

Talvez o mais aterrorizante, é que pesquisadores hoje, sabem apenas um pouco mais do que os médicos que tiveram contato com esses pacientes. O "vírus do sono" permanece como um dos maiores mistérios da História da Medicina e um enigma difícil de ser decifrado. 

A doença surgiu no mesmo período em que a devastadora pandemia da Gripe Espanhola matava de maneira desenfreada mais de 50 milhões de pessoas pelo globo. Talvez por isso, relativamente poucas pessoas conhecem essa história, a despeito dela ter afetado tantas vidas. A Gripe Espanhola ganhou tanto destaque que encobriu outras moléstias, deixando-as em segundo plano.


Embora a maioria dos casos tenham ocorrido nos meses que se seguiram a Grande Guerra, acredita-se que os primeiros casos tenham sido registrados entre 1915 e 1916 quando soldados no fronte ocidental começaram a a apresentar um quadro de confusão mental e letargia. Os homens não conseguiam se concentrar: reclamavam de dores de cabeça persistentes, náusea e mau estar. Médicos em Paris foram os primeiros a encontrar a condição, mas demorou pelo menos mais um ano para que eles compreendessem que se tratava de uma doença até então desconhecida.

A princípio assumiram que ela seria um efeito colateral da exposição direta aos gases tóxicos utilizados por ambos os lados do conflito nas trincheiras, em especial o temido Gás Mostarda. Contudo, a suspeita se mostrou errônea, uma vez que pessoas em áreas afastadas dos campos de batalha também demonstravam os sintomas da estranha moléstia.

Um neurologista de Viena chamado Constantin Von Economo foi o primeiro a pesquisar a doença. Ele escreveu um ensaio chamado "Die Encephalitis Lethargica," no qual fazia uma extensiva descrição da doença que afetava tanto combatentes quanto civis. Não demorou muito até que o nome do médico fosse associado com a nova doença, e a encefalite letárgia logo ficou conhecida como a Síndrome de Von Economo.

O médico descreveu a doença da seguinte forma:

"Nós estamos lidando com uma doença até então desconhecida. Cogito que ela jamais foi contemplada pela ciência médica pois não consta em nenhum livro. Os pacientes afetados sofrem de uma letargia profunda, dormindo profundamente por longos períodos, por vezes não despertando. Os primeiros sintomas são dores agudas de cabeça e mau estar. Segue-se então um estado de sonolência crescente, por vezes associado a delírios e alucinações. O indivíduo sente uma notável dificuldade em ficar desperto e seu quadro geral apresenta um esgotamento físico e mental. A vítima é incapaz de dar respostas claras, compreender sua situação ou desenvolver uma linha de pensamento racional. Esse grau de sonolência pode levar a surtos de sonambulismo que são um risco para sua segurança. Isso pode levar à mortes acidentais. 

Indivíduos que não são atendidos, podem morrer em semanas já que são incapazes de suprir suas próprias necessidades. Os afligidos não parecem sentir fome ou sede e literalmente definham se não receberem ajuda para se alimentar. A situação pode persistir por meses ou períodos mais longos, com uma variação entre o estado de sonolência e profundo estupor ou coma"


A descrição de von Economo publicada em 1917 emum jornal de medicina é bastante detalhada e acurada: As pessoas literalmente dormiam até a morte.

Outro estudioso da doença foi o patologista francês Jean René-Cruchet que estudou a condição e escreveu um importante tratado a respeito dela.

Ele descreveu a doença nos seguintes termos:

"As vítimas podem ser consideradas conscientes e despertas - ainda que não estejam inteiramente acordadas; elas podem sentar em cadeiras permanecendo imóveis e ficar em silêncio por todo dia. Não possuem ímpeto, energia, iniciativa, motivação, apetite, sede ou desejo; são capazes de registrar o que ocorre ao seu redor mas sem atenção, e com profunda indiferença. Eles não transmitem e não se comportam como pessoas vivas, eles são tão insubstanciais quanto fantasmas, passivos como zumbis". 

Pouco depois dos médicos publicarem seus trabalhos, a horrenda epidemia já havia migrado dos campos de batalha para as cidades, fazendo vítimas de casa em casa, consumindo vidas. Ninguém entendia o que estava acontecendo e na ausência de uma cura, tudo o que se podia fazer era preservar o doente deixando-o dormir.

Em Montreal, Canadá, Melvyn Berridge um respeitado empresário também manifestou os efeitos da doença do sono. Em 1921, ele começou a se queixar de dores agudas na cabeça e de falta de concentração, semanas mais tarde ele já não conseguia ficar inteiramente acordado. Berridge morreu em um trágico acidente, atropelado perto de sua casa. Certo dia, ele começou a andar dormindo e foi atingido por uma composição enquanto atravessava a rua.

Em Frankfurt, Alvin Brandt, um veterano das trincheiras em Ypres também passava a maior parte de seu tempo, desde que havia retornado da guerra, dormindo. Ele acordava apenas ocasionalmente, e sempre se impressionava ao descobrir que voltara para a casa de seus pais. Em seu devaneio ele acreditava ainda estar no fronte da guerra, apesar desta já ter terminado há anos. Em um instante de lucidez, Brandt se enforcou colocando um fim a sua triste existência.

Muitos outros casos aconteciam ao redor do mundo.

A Encefalite Letárgica se manifesta como uma "inflamação no cérebro, ocasionando  um profundo estupor". Ela não possui tratamento ou cura. Segundo avaliações, apenas aproximadamente 20% das pessoas afligidas pela doença sobreviviam por um período superior a 5 anos, dependendo da supervisão e ajuda profissional. Aqueles que passavam desse estágio e contavam com cuidados podiam viver indefinidamente, por muitas décadas.


A doença afetava todas as faixas etárias, mas era mais ativa em pessoas jovens entre 15 e 35 anos. Pelas descrições da época, a doença se iniciava como uma infecção normal: febre, enxaqueca, dores de cabeça e nariz escorrendo. As pessoas contaminadas não tinham como saber que seus corpos estavam travando uma luta desesperada com uma doença fatal, um mal invisível que ameaçava deteriorar seus cérebros. Autópsias realizadas por pesquisadores como o próprio von Economo determinaram que uma das causas da letargia era um inchaço desproporcional no hipotálamo. O hipotálamo é uma pequena mas importante porção do cérebro responsável por controlar diversas funções, entre as quais o sono. Essa infecção levava a um dano maciço do qual não havia recuperação e que condenava o indivíduo ao estupor.

Cerca de 10 anos depois que von Economo publicou sua descrição da doença, a epidemia de Encefalite Letárgica começou a perder força, desaparecendo tão repentinamente quanto havia surgido. Foi sem dúvida um alívio, mas àquela altura a "Doença do Sono" já havia feito muitas vítimas.

Cientistas estão convencidos de que a doença tenha sido ocasionada por uma mutação viral e bacteriológica extremamente rara, possivelmente relacionada com o Vírus da Influenza que causava a Gripe Espanhola. Na ausência de uma nova epidemia em larga escala, dificilmente ela poderia ressurgir, entretanto, alguns pesquisadores sugerem que ela não está confinada aos livros de história e temem que ela possa um dia reaparecer. O renomado virologista John Oxford acredita que o mundo não está livre da ameaça da Encefalite Letárgica: 

"Eu certamente penso que, seja lá o que tenha causado o surgimento dessa doença, as condições podem um dia vir a se repetir. Até que saibamos o que ocasionou o seu surgimento, não seremos capazes de prevenir uma reaparição, o que seria desastroso", ele preveniu.


Em 1993, uma menina de 11 anos chamada Becky Howells se tornou a primeira pessoa desde a década de 30 a manifestar sintomas da doença misteriosa e quase desconhecida. Felizmente uma mistura de antibióticos ministrados às pressas conseguiu debelar o quadro e ela se recuperou depois de quase três meses em estado de coma vegetativo. Desde então, Agências de Saúde Internacionais e Epidemiologistas rastreiam qualquer caso suspeito, tentando determinar a tempo o ressurgimento da "doença do sono". Em 2002, seis casos foram descobertos em Moçambique e colocaram agências de monitoramento em estado de alerta, mas a doença não se desenvolveu além desse ponto. Em 2007 um caso foi detectado na Bolívia, mas novamente o tratamento se mostrou eficaz e a vítima foi salva.

O que provocou a doença? Em que circunstâncias ela surgiu? E como ela pode ser combatida se por acaso ocorrer uma pandemia novamente? Talvez seja melhor torcermos para que essas perguntas jamais precisem ser respondidas.

Até lá, teremos de dormir com essa preocupação.

(e torcer para acordar)

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Triskaidekophobia - A Fobia do número 13 e seus significados ocultos


Para celebrar a data...

Desconfiança e medo sempre cercaram o número 13. O “azarado” número 13 ainda é temido nos dias atuais e a profundidade da fobia ultrapassa e muito a mera superstição. Existe até um nome clínico, ela é chamada de Triskaidekaphobia, o medo patológico do número 13 e de tudo o que ele representa.

Parece bobagem? Mas não é.

A fobia do número 13 é estudada pela psiquiatria moderna e mereceu reconhecimento em publicações importantes como a Revista de Psiquiatria Americana.

Uma pessoa que demonstra problemas com o número 13, em geral é apenas supersticiosa. No entanto, verdadeiras fobias se desenvolvem como resultado de fortes superstições ou crenças enraizadas no subconsciente coletivo, dentre elas o do número 13, frequentemente associado a azar.

Temer ou ter receio do número 13 não chega a ser algo fora do comum para a maioria das pessoas. Muitos tendem a achar perfeitamente normal desconfiar das implicações do número 13, por mais ilógico que seja temer um simples número. Na sociedade, evidência da fobia que cerca o número 13 está em todo lugar. Pode ser chocante contemplar o quanto um simples número é evitado mesmo na sociedade moderna.

O Número 13 raramente aparece em prédios marcando aquele que seria o Décimo-Terceiro Andar. Nos Estados Unidos 87% dos prédios que tem mais de 13 andares, pulam do andar 12 direto para o 14. Da mesma forma alguns restaurantes possuem como regra não aceitar mesas com 13 indivíduos. Na contingência de uma reserva dessa natureza, o restaurante aceita receber um décimo quarto cliente gratuitamente. Para alguns esse costume remete a Última Ceia, quando 12 apóstolos sentaram a mesa na companhia de Cristo (ou seja 13 indivíduos). O resultado todos nós sabemos!

O número 13 é comumente evitado como data para cirurgias e intervenções médicas. Segundo uma pesquisa nos dias 13 de cada mês o índice de internações diminui em 60%, sendo que em sexta feira 13, ele sofre uma redução vertiginosa, caindo em 80%. E isso não afeta apenas aos pacientes; cerca de 50% dos médicos relatou que evitam realizar cirurgias nessa data. Algo semelhante acontece em viagens. O dia 13 é no calendário um dos dias com menos pessoas viajando. As companhias aéreas registram uma sensível mudança nas reservas de passageiros nessas datas.

Da mesma maneira, assentos marcados com o número 13 são preteridos. Em vôos a poltrona 13 muitas vezes fica vazia e comumente os agentes de viagem deixam ela por último, designando passageiros para elas somente em caso de lotação. Mesmo em cinemas ou teatros, os assentos com número 13 ficam vazios.

Botes salva vidas, prefixos de voo e veículos de socorro também muitas vezes não possuem o número 13 que é convenientemente ignorado.

As raízes do significado do número 13 podem ser traçadas até as religiões pagãs da Europa. O número 13, segundo algumas tradições, possuía uma conotação mística e auspiciosa. Um número de sorte para muitos povos da antiguidade eles estava associado a transformações, mudanças drásticas e alterações profundas. Alguns povos, como os celtas viam o 13 como um número mágico.

Quando o cristianismo se tornou dominante na Europa, o número 13 passou a ser associado a datas de infortúnio como uma espécie de propaganda negativa que visava nublar o significado original do número. O 13 também passou a representar o número cabalístico das feiticeiras, que se associavam em grupos de 12 membros, sendo o décimo-terceiro seu patrono: o Diabo.

O medo do número 13, no entanto, se torna ainda mais forte quando agregado a uma data em especial, a sexta-feira.

A sexta feira para os cristãos sempre foi uma data de azar, supostamente parte da mesma propaganda negativa contra as religiões pagãs, que festejavam esse dia. Jesus expirou na cruz em uma sexta feira, esse portanto não deveria ser um dia de festejos ou de sorte. Além disso, segundo a tradição judaica, incorporada ao cristianismo, foi em uma sexta feira que o Dilúvio contemplado na Bíblia teve início. Chuvas que não pararam por 40 dias e 40 noites e que cobriram o mundo com água trazendo destruição sem precedente. Ainda segunda a Bíblia, teria sido em uma sexta feira que Eva ofereceu a Adão a infame maçã que decretou sua expulsão do Paraíso.

O folclore e as tradições orais se espalharam pelo mundo e a origem do temor da sexta-feira 13, hoje constitui um mistério perdido no tempo. 

Há, no entanto, teorias:

Segundo o Mito Nórdico, Frigga, a deusa devotada ao amor e fertilidade era reverenciada pelos povos nórdicos e germânicos. Quando eles se converteram ao cristianismo, Frigga teria se exilado em desgosto nas montanhas e passou a ser vista como uma Bruxa. Segundo o mito, toda a sexta-feira ela se reunia com 12 outras feiticeiras para operar malefícios. Na Escandinávia a sexta feira é considerada dia de bruxas, um dia para tomar cuidado com o que acontece e postegar decisões importantes.

Os Nórdicos por sinal, possuíam outra história a respeito da simbologia do 13. Segundo eles em uma importante ceia, haviam 12 guerreiros sentados à mesa. Com a chegada de Loki, eles se tornaram 13, e justamente o décimo terceiro teria causado uma discussão que terminou com a morte de Balder, um dos presentes. Daí decorria a crendice de que 13 pessoas à mesa é um convite ao infortúnio.

Outra teoria famosa se refere a lendária queda dos Cavaleiros Templários, cuja ordem foi proscrita pelo Rei Felipe de França em 13 de Outubro de 1307, uma sexta feira 13. Para recordar essa data, os Templários sobreviventes teriam consagrado o costume de reconhecê-la como uma data de profundo azar.

Uma teoria difundida na Inglaterra, dá conta de que a sexta feira 13 se tornou uma data de profecia ligada a má sorte quando o Rei Harold II decidiu liderar seu exército na Batalha de Hastings no ano de 1066. Na ocasião o monarca não ouviu seus conselheiros que lhe advertiram para descansar com a tropa após uma árdua jornada antes de empreender o ataque. O Rei sem se importar com o conselho ordenou o avanço das tropas e como resultado sofreu uma amarga derrota. Harold acabou morto, seu exército desmantelado e os sobreviventes acabaram amaldiçoando a data.

Seja qual for a origem, a Sexta Feira 13 sempre será lembrada como a data do azar e do mau agouro. Portanto não faz mal evitar hoje os gatos pretos, passar por baixo de escadas e não mexer em espelhos.

Se eu tivesse de apostar em uma data para o retorno dos Antigos, provavelmente essa data seria uma Sexta Feira 13.

Como curiosidade, eis aqui a Triskaidekophobia - Uma fobia para Chamado e Rastro de Cthulhu.

Um personagem sofrendo dessa fobia pode tê-la desenvolvido a partir de uma forte superstição. É possível que o número remeta a um acontecimento traumático ou a uma data que causou o choque original.

O personagem vítima de Triskaidekophobia teme o número e tudo o que ele representa. Ele não sai de casa nos dias 13 de cada mês e sente-se apavorado nos dias que antecipam essa data. Ele teme falar a respeito e se comporta demonstrando ansiedade e certo grau de paranóia.

O indivíduo não aceita se hospedar em quartos de hotéis com esse número, não apanha taxis com a placa terminando em 13, não apanha trens que saem da estação às 13 horas, não visita amigos ou faz compras em casas de número 13. Ele jamais sentará em uma mesa com treze indivíduos.

Em casos graves, o indivíduo se torna compelido a fazer contas e negar tudo aquilo cujo resultado remete ao número 13.

Se forçado a fazer qualquer uma dessas coisas o indivíduo reage como se estivesse diante de um objeto de temor, em certos casos ele pode reagir violentamente, ter uma crise nervosa ou até ficar catatônico.

Eu vi apenas uma vez um personagem ser acometido dessa fobia. O personagem havia desenvolvido um medo patológico de que o relógio desse 13 badaladas, o que acabaria por condená-lo a ficar para sempre na terra dos Sonhos. Foi bem divertido (sobretudo porque não era com meu personagem!).

terça-feira, 10 de julho de 2018

Ennie Awards 2018 - A Lista dos melhores RPG do ano, os Favoritos e quem deve ganhar


Façam suas apostas, que rufem os tambores.

O Ennie Awards 2018, já indicou os seus candidatos o prêmio da indústria do RPG, o equivalente ao Oscar de nosso querido e amado hobby. O prêmio concedido anualmente no final da GenCon é um dos mais tradicionais e indica aqueles que se sobressaíram no ano em uma dezena de categorias.

Sem perder tempo, vamos direto aos indicados, uma breve análise de quem seriam os favoritos a ganhar e meus escolhidos pessoais.

Melhor Aventura

Delta Green: A Night at the Opera, Arc Dream Publishing   Authors: Dennis Detwiller, Shane Ivey, Greg Stolze
The Two-Headed Serpent, Chaosium Inc.    Authors: Paul Fricker, Scott Forward, Matt Sanderson
Six of Swords, Green Ronin Publishing    Authors: Jaym Gates, Steven Jones, Kira Magrann, Alejandro Melchor, Malcolm Sheppard, Rebecca Wise
Seven Worlds Campaign Book, Intellistories    Author: Luis Enrique Torres
The Dark of Hot Springs Island, Swordfish Islands   Authors: Jacob Hurst, Evan Peterson, Donnie Garcia


Meu Favorito: Melhor aventura é sempre uma das categorias mais concorridas. Aventuras são a base para que muitos sistemas e jogos consigam se desenvolver. São o exemplo pelo qual um livro básico acaba se pautando e fornece as linhas e parâmetros para que o jogo em si seja colocado em prática. Nem é preciso dizer o quanto isso é importante...

Vejamos o que temos esse ano. Eu gosto muito do Six of Swords, material realmente de primeira para um RPG interessante, Blue Rose, mas difícil ao meu ver de criar aventuras. Um compêndio com seis aventuras prontas é ais do que bem vindo.

Night at the Opera para Delta Green é uma compilação das aventuras que fizeram parte do Financiamento Coletivo e um material de excelente qualidade. Algumas das aventuras contidas ali estão sem dúvida entre algumas das melhores que eu li nos últimos tempos, cenários perturbadores como Extremophilia e Star Chamber são clássicos que merecem ser conhecidos e jogados. E por pouco eu não escolhi essa seleção...

Mas acabei optando por The Two Headed Serpent para Chamado de Cthulhu. Primeiro porque eu amei esse livro, o primeiro dedicado a vertente e estilo único de Pulp Cthulhu. Segundo porque eu sou completamente apaixonado por campanhas ao redor do mundo, e essa é a primeira campanha oficial da Chaosium em muitos anos. E terceiro porque essa campanha em especial é nada menos do que sensacional! Vale muito a pena e é um dos meus planos futuros narrar essa série de cenários interligados que mistura aventura, ação, exploração e horror com enorme competência.

Quem deve Ganhar: Vai ser uma briga de foice entre Delta Green e Chamado de Cthulhu nessa categoria. A base de fãs dos dois é bem grande, mas acho que no fim, Two Headed Serpent acaba ganhando por um nariz de vantagem.

Vai ficar difícil para qualquer um dos outros candidatos chegar perto.

É preciso fazer um parênteses aqui e questionar: Onde está o material de D&D da Wizards of the Coast nessa categoria? Não dá para acreditar que com essas vendas monstruosas e popularidade da quinta edição, a Wizards não conseguiu emplacar nem um único nome nessa categoria. Estranho...

Melhor Acessório

Shadowrun Sixth World Tarot Deluxe, Catalyst Game Labs
Hex Kit, Cone of Negative Energy
Conan GM Screen, Modiphius Entertainment
Starfinder GM Screen, Paizo Inc.
Arcane Scrollworks, SkeletonKey Games

Meu Favorito: É legal encontrar nessa categoria dois escudos do mestre. Em geral, essas divisórias tendem a dividir não apenas jogadores e mestres, mas as opiniões quanto a sua utilidade e necessidade. Eu particularmente adoro escudos de narrador, e tenho uma coleção deles para provar essa devoção.

O escudo de Starfinder, dizem é bem interessante e útil. O mesmo vale para o Escudo do novo Conan da Paizo que constrói alguns dos melhores escudos que eu já vi. Material resistente, bonito, caprichado demais...

A coleção de Arcane Scrollworks é algo a ser visto e conhecido. Que negócio bacana e bonito e uma ideia muito interessante. Vou dar uma olhada com carinho num futuro próximo. Se tem uma coisa que eu adoro são esses props para entregar aos jogadores.


Agora, nessa categoria meu favorito acabou sendo o Tarot de Shadowrun. Em se tratando de valor de produção, acabamento, utilidade e satisfação, não tem como tirar dele esse prêmio. Quem estiver curioso a respeito, basta clicar no link e vai entender do que estou falando. Se imagens valem mais do que mil palavras, olhem essas fotos e segurem o queixo. É lindo de morrer!


Quem deve Ganhar: Não vai ter pra ninguém. O Tarot é bonito demais e a base de fãs de Shadowrun é grande demais para se sentir ameaçada por qualquer um dos outros candidatos.

Talvez, apenas talvez o Starfinder GM Screen possa oferecer alguma oposição, mas mesmo um jogo que tem conquistado um bom público, não vai ter chances contra esse material da Catalyst que verdade seja dita, quando se esforça produz coisas incríveis.

Melhor Arte, Capa

Down Darker Trails, Chaosium Inc.   Artist: Sam Lamont
Harlem Unbound, Darker Hue Studios   Artist: Brennen Reece
Critical Role: Tal’Dorei Campaign Setting, Green Ronin Publishing  Artist: Aaron Riley
Conan: Conan the Barbarian, Modiphius Entertainment  Artist: Phrolian Gardner
Symbaroum: Karvosti – The Witch Hammer, Järnringen   Artist: Martin Grip

Meu Favorito: Essa é uma das minhas categorias favoritas nos Ennies. 

Ela é bastante fácil de julgar e mesmo aqueles livros que a gente não conhece dá para apreciar e fazer alguns comentários. No geral, melhor arte de capa se resume a olhar as capas e dizer qual a sua ilustração favorita. É sim questão de gosto...

Esse ano temos alguns trabalhos realmente impressionantes, material de primeira grandeza que conseguem invocar tudo o que os livros querem passar para seu leitor. Difícil mesmo escolher apenas um pois todos tem os seus méritos, não tem um que eu tenha achado inferior.

Eu adorei a arte do Down Darker Trails, não apenas a capa, mas o livro inteiro é um deleite para o leitor. Bonito além da conta. E tão bom ver um livro da Chaosium que seja um prazer folhear.

A pegada do Harlem Unbound é traduzir na capa o estilo e a proposta do jogo. Personagens de minorias enfrentando os Mythos de Cthulhu. Ele consegue evocar isso sendo simples e direto. Arte muito bo

Tal'Dorei e Symbaroum: Karvosti são muito bem feitos. Arte extremamente competente e evocativa. A do Symbaroum, como sempre é uma coisa de louco! Por pouco não votei nela...

Mas meu favorito foi a capa de Conan the Barbarian da Modiphius. Não tem como não se render a essa ilustração que remete diretamente às capas das revistas em quadrinhos de Conan e a mestres como Frank Frazetta, Boris Vallejo e Pablo Marcos. A arte é deslumbrante remetendo diretamente a toda brutalidade, violência, magia e mistérios da lendária Era Hiboriana. Por que esse livro não disputa na categoria de Arte Interna é uma boa pergunta.

Quem deve Ganhar: Acho que essa categoria depende muito do gosto pessoal e supor qual o gosto de um grupo grande de pessoas é uma tarefa complexa.

No fim, acho que qualquer um dos candidatos tem grandes chances de sair como vencedor nessa categoria. Não seria de estranhar que Tal'Dorei ou Down Darker Trails sejam agraciados por terem um público votante considerável.

Mas acho que o público vai abraçar Harlem Unbound pela sua originalidade e inovação. É uma capa diferente e isso vai chamar muita atenção. Talvez não seja a mais bonita e nem a que tem um acabamento mais cuidadoso ou detalhado, mas a combinação de cores e a composição dela vão acabar prevalecendo no final.

Melhor Arte, Interior

The Happiest Apocalypse on Earth, Christopher Grey   Artist: Robert Hebert
Frostbitten and Mutilated, Lamentations of the Flame Princess   Artist: Zak Smith
Atlas Animalia, Metal Weave Games   Artist: Sarah Dahlinger
City of Mist, Son of Oak Game Studio   Artist: Marcin Soboń, Mariusz Sculz, Ario Murti, Carlos Gomes Cabral, Monsters Pit
Starfinder Core Rulebook, Paizo Inc.   Artists: Alexandur Alexandrov, David Alvarez, Rogier van de Beek, Leonardo Borazio, Tomasz Chistowski, Taylor Fischer, David Franco Campos, Sebastien Hue, Guido Kuip, Robert Lazzaretti, Mikaël Léger, Víctor Manuel Leza Moreno, Setiawan Lie, Damien Mammoliti, David Melvin, Mark Molnar, Mirco Paganessi, Jose Parodi, Miroslav Petrov, Hugh Pindur, Roberto Pitturru, Pixoloid Studios (Aleksandr Dochkin, Nothof Ferenc, Gaspar Gombos, David Metzger, and Mark Molnar), Maichol Quinto, Pavel Rtishev, Connor Sheehan, Firat Solhan, Remko Troost, Leon Tukker, Ben Wootten, Joshua Wright


Meu Favorito: Da mesma maneira que a categoria anterior, o quesito melhor arte interna apela para o gosto pessoal de cada votante. Arte é uma coisa pra lá de subjetiva: o que agrada a um, pode não ter o menos valor para outro.

Dito isso, vou dar meu voto baseado unicamente naqueles livros que mais me agradaram e atraíram o olhar por mais tempo. Sempre achei que nessa categoria vence aquele trabalho que me faz pegar o livro várias vezes na estante para folhear... não ler, mnnão procurar partes do texto... simplesmente olhar as imagens e figuras.



Dois livros na minha opinião se sobressaem aos demais. O primeiro é Starfinder Core Rulebook que é uma verdadeira obra de arte com ilustrações que são nada menos do que espetaculares. É o tipo do livro que você folheia e devora as imagens.



Mas vou ter que ser fiel a um livro que atraiu minha atenção primeiro pela arte e depois pelo texto, material e estilo. Não tem como ficar calado diante da bela arte de City of Mists. O livro é uma verdadeira obra de arte. Lindo do começo ao fim, com ilustrações enormes que se espalham pelas páginas. O termo "lindo de morrer" é mais do que adequado.

Uma única ressalva aqui: Cadê o Coriolis - Tales from the Third Horizon? A Space Opera deslumbrante da Free League tem uma das artes mais incríveis que eu vi em muito tempo e não foi sequer lembrada na relação de candidatos? Que é isso gente... injustiça demais com um livro que me deixou literalmente babando.


Quem deve Ganhar: Embora eu tenha uma predileção pela arte de City of Mists, acho que nessa categoria vai prevalecer a massa votante de fãs de Starfinder.

Não que o prêmio vá ficar em mãos erradas se isso acontecer, o livro básico é lindo demais e merece um reconhecimento pelo trabalho grandioso de uma grande equipe de artistas e ilustradores.

Entrementes: Cadê os livros da Wizards of the Coast? Arte Interna é um dos carros chefe da Wizards que tem à sua disposição alguns dos melhores artistas no mercado. Nem ser lembrado na relação é injusto demais...

Melhor Blog


Meu Favorito: A disputa ao meu ver fica entre o Sly Flourish e o Gnome Stew. Os dois são excelentes e mantém um nível de qualidade que tem se mantido inabalável.

Todo ano eles estão entre os candidatos diretos e conseguem se destacar em meio aos trocentos blogs que aparecem.

Meu favorito ainda é o Gnome Stew, mas esse ano a vantagem dele sobre meu segundo favorito foi menor. Não significa que ele está perdendo o fôlego, mas que a concorrência está se esforçando.

Quem deve Ganhar: Em termos de popularidade e público o Gnome Stew continua sendo imbatível e deve levar esse prêmio.


Melhor Cartografia

Oath of the Frozen King, Absolute Tabletop   Cartographers: Jon Pintar, Nate Vanderzee (Sellsword Maps), Joe Bilton and Sarah Bilton (Heroic Maps)
Freedom City 3rd Edition, Green Ronin Publishing   Cartographers: Rick Achberger, Phillip Lienau, Sean Macdonald, Chris West
The Midderlands – An OSR Setting & Bestiary, MonkeyBlood Design & Publishing   Cartographer: Glynn Seal
Starfinder Pact Worlds, Paizo Inc.   Cartographer: Damien Mammoliti
City of Mist: Location Maps, Son of Oak Game Studio   Cartographer: Mariusz Szulc



Meu Favorito: Outra das minhas categorias favoritas. Eu AMO mapas e a capacidade de desenhar cartas detalhadas que oferecem um panorama de uma cidade, de um reino, de uma nação e seus muitos atrativos continua sendo parte importante de qualquer criação no meio do RPG.

Eu já deixei de jogar ambientações simplesmente por não gostar do mapa. Um mapa bem feito, coerente, correto e inovador está entre o que eu procuro quando sou apresentado a uma nova ambientação.


Esse ano temos algumas coisas bem interessantes na lista de candidatos... infelizmente eu não tenho como julgar todos, alguns eu nem cheguei a ver, então vou me ater aos que dei uma boa olhada. Starfinder Pact Worlds tem uma excelente cartografia que chama a atenção.

Eu adorei como as descrições se encaixam no mapeamento, trabalho de primeira. Freedom City também é algo deslumbrante e atraente na medida certa, não duvido nada que possa ser o vencedor nessa categoria. Alguns colegas falaram bem de Oath of the Frozen King e disseram que ele possui masmorras muito bem projetadas.

Mas aqui novamente eu vou me render ao City of Mists e seu Location Maps. O trabalho é incrível e merece o reconhecimento.

Quem deve Ganhar: Mas o prêmio não é apenas sobre "quem merece reconhecimento" e sim sobre quem chama a atenção e faz os votantes darem o click decisivo.

Nesse caso, minha previsão é que a Paizo vai dominar com Starfinder enquanto a Green Ronin vai correr por fora com Freedon City. Se eu tiver que escolher uma delas, vou de Starfinder, mas tudo pode acontecer nessa categoria muito concorrida...

Melhor e-Book

Delta Green: A Night at the Opera, Arc Dream Publishing
Spheres of Might, Drop Dead Studios
Scenario from Ontario, Dungeons and Donuts
On the Air, Spectrum Games


Meu Favorito: Briga de cachorro grande aqui com alguns e-Book que chamaram a atenção ao longo do ano.

Tem dois aqui que estão entre os meus favoritos e foi difícil escolher entre eles. Hudson and Brand é um material de primeira para um setting interessante de Call of Cthulhu que me arrependi amargamente em não participar do Financiamento. O livro básico é incrível e já está na minha lista de futuras aquisições. Vale muito a pena e esse e-book concede uma boa ideia do que esperar.

Mas não tem como eu deixar de votar em Delta Green: A Night in the Opera. O material compilado e reunido contando com as aventuras que participaram do Financiamento de Delta Green é notável. Eu adorei esse material! Gostaria muito que ele fosse publicado fisicamente como uma antologia com capa dura. Enquanto não acontece fico com o e-book que vale cada centavo!

Quem deve Ganhar: Eu não vejo muitos adversários para o Delta Green nesse quesito. O e-Book atraiu muita atenção e deve se sagrar o vencedor não apenas por ser um ótimo livro, mas por contar com uma base de fãs bastante empolgada. Ajuda ainda o fato do Handlers Manual de Delta Green estar sendo entregue nesse mês e ele estar fresco na memória.

Melhor Produto para a Família

Khan of Khans, Chaosium Inc.
Storm Hollow, Game Salute / Escapade Games
A Feast of Flavor, Legendary Games
I’m a Guide, Monte Cook Games
Heavy Metal Thunder Mouse, Shoreless Skies Publishing

Meu Favorito: Difícil escolher algum aqui. Confesso que o único que conheço é o Khan of Khans da Chaosium, mas que ele não me encheu os olhos. Na impossibilidade de escolher um, vou me abster desse quesito e torcer para que o melhor acabe ganhando.

Quem deve Ganhar: Não faço a mais remota ideia.

Melhor Jogo Gratuito

Esper Genesis Basic Rules, Alligator Alley Entertainment
High Plains Samurai: Legends, Broken Ruler Games
Modos 2, Michael Terlisner
Forthright Open Roleplay Creative Commons Edition, Room 209 Gaming
Saga of the Goblin Horde, Zadmar Games


Meu Favorito: Também não conheço os candidatos nessa categoria. Não dá para escolher um baseado apenas no nome e em uma descrição rápida. 

Quem deve Ganhar: Sei não... acho que devo aproveitar e baixar alguns já que são gratuitos e ver qual é a deles.


Melhor Produto Gratuito


Meu Favorito: Três dos candidatos me chamam a atenção aqui. 

Starfinder First Contact é um belo material. Simpes, direto ao ponto, atraente e cheio de atrativos. Se ganhar, o prêmio vai estar em boas mãos com gente competente que ofereceu um belo trabalho gratuito.

O Runequest Quickstart vai muito além do material de Quickstart que estamos acostumados a ver por aí. Ele vem com as regras básicas, material de referência e uma longa aventura muito bem estruturada e com um acabamento impecável. Para os fãs de longa data de um RPG clássico (verdadeiro dinossauro) ele é um material indispensável. Verdade seja dita, até comprei um Runequest depois de baixar esse material gratuito.

Mas... não tem como não votar em Vaginas are Magic. Esse suplemento de Lamentations of the Flame Princess merece ser baixado, lido e louvado! Material incrível, muito bem escrito, detalhado, bem humorado e inovador. Na minha opinião, um dos melhores suplementos de LotFP no ano passado e o melhor de tudo... 0800!

Quem deve Ganhar: Vai ser uma briga de cachorro grande entre os três que eu citei aí em cima. Difícil dizer qual deles vai acabar ganhando, mas se alguém colocasse uma adaga na minha garganta e me obrigasse a fazê-o, eu teria de escolher o Starfinder. 

Mas tudo pode acontecer: Runequest em fãs espalhados pelos quatro cantos do mundo dispostos a dizer para quem quiser ouvir que os clássicos devem ser respeitados.
Quanto a Vaginas are Magical, garanto que muita gente, mesmo quem não leu o livro vai achar divertido votar nele, nem que seja pelo título. "Boys will be boys"...

Melhor Jogo

Delta Green: The RPG, Arc Dream Publishing   Authors: Dennis Detwiller, Adam Scott Glancy, Christopher Gunning, Kenneth Hite, Shane Ivey, Greg Stolze
Blades in the Dark, Evil Hat Productions   Author: John Harper
Zweihänder Grim & Perilous RPG, Grim & Perilous Studios   Author: Daniel D. Fox
Red Markets: A Game of Economic Horror, Hebanon Games   Authors: Caleb Stokes, Laura Briskin-Limehouse, Ross Payton
Vurt: The Tabletop Roleplaying Game, Ravendesk Games   Authors: Alexander Lepera, Lee Pruitt

Meu Favorito: Esse é um dos prêmios mais importantes e difíceis de escolher.

O Melhor jogo se refere ao jogo que mais chamou a atenção e que teve a melhor aceitação entre os jogadores. Curiosamente, entre os candidatos eu reconheço poucos nomes, o que nos leva a supor que temos candidatos fora do mainstream pela primeira vez em muito tempo.


Gostaria de poder dizer que conheço os demais, mas vou acabar ficando com um dos mais aguardados do ano. Delta Green; The RPG é a reedição de um clássico e o retorno glorioso de um dos jogos mais admirados e louvados. E essa reencarnação do Delta Green não é apenas bonita e bem acabada, ela é realmente boa! Não devendo nada ao produto original que continua no topo da lista dos melhores RPG de todos os tempos da RPGNow. 

Quem deve Ganhar: Vou acompanhar o meu Favorito e dizer que Delta Green deve abocanhar esse prêmio.

Está muito recente o envio dos volumes aos apoiadores do Financiamento. Esses vão votar em massa e jogar o liro para o topo.

Best Miniature Product

Distant Frontiers Poster Map Set, Christopher West’s Maps of Mastery
Double-Sided Dry-Erase Tiles, Gaming Paper
Star Trek Adventures Miniatures: The Next Generation, Modiphius Entertainment
Ma’al Drakar the Dragon Tyrant, Reaper Miniatures
City of Mist: Location Maps, Son of Oak Game Studio

Não tenho como votar...

Se fosse pela aparência eu escolheria o City of Mists ou Star Trek Adventures, mas não conheço os demais concorrentes então não vou cometer essa injustiça.

Melhor Livro de Monstro/Adversários

Down Darker Trails, Chaosium Inc.   Authors: Kevin Ross, Mike Mason, Scott David Aniolowski, David Cole, Todd Woods
Freedom City 3rd Edition, Green Ronin Publishing   Authors: Steve Kenson, Scott Bennie, DT Butchino, Shawn Carman, Crystal Frasier, Chris Huff, Sean Johnson, Seth Johnson, John Maniha, Professor Christopher
Frostbitten and Mutilated, Lamentations of the Flame Princess   Author: Zak Smith
Uh-Oh Monsters, Monte Cook Games   Author: Shanna Germain
Starfinder Alien Archive, Paizo Inc.   Authors: John Compton, Adam Daigle, Crystal Frasier, Amanda Hamon Kunz, Jason Keeley, Jonathan H. Keith, Steve Kenson, Isabelle Lee, Lyz Liddell, Robert G. McCreary, Mark Moreland, Joe Pasini, F. Wesley Schneider, Owen K.C. Stephens, James L. Sutter, Josh Vogt

Meu Favorito: LIVROS DE MONSTROS! Oba, oba, oba!!!!

Quem não gosta de um belo livro de monstros e criaturas bizarras para arremessar contra o grupo de heróis e ver o circo pegar fogo?

Pergunto novamente a respeito da ausência da Wizards que teve o Volo no ano passado... cadê o material de D&d 5th? Será que propositalmente ficou de fora do Ennie 2018?

Bom, de qualquer maneira tem alguns títulos muito bacanas na relação.

Frostbitten and Mutilated para Lamentations of the Flame Princess como sempre é mais do que interessante. Criaturas malignas, cruéis, perversas e bizarras bem ao gosto da ambientação. Quase ganhou o meu voto!

Freedom City 3th Edition tem um bestiário legal, mas ao meu ver não chega a ser um "Livro de Monstros". Ao meu ver, o quesito deveria se concentrar nos livros que trazem exclusivamente adversários e criaturas aterrorizantes. É por isso que embora eu tenha adorado o Down Darker Trails não vejo ele como um candidato a esse prêmio. O suplemento da Chaosium que se dedica ao Horror dos Mythos no Oeste Selvagem não é um Livro de Monstros no sentido da palavra.

Para falar a verdade, entre os candidatos o Starfinder Alien Archive é o que se encaixa melhor na proposta de ser um Livro de Inimigos. E é isso que a gente quer em um bestiário, certo? Monstros, estatísticas, ideias e apresentação de criaturas diferentes.

Voto no Starfinder por conta disso!

Quem deve Ganhar: Não vão ser todos que vão estabelecer essa diferença que eu explicitei ali em cima.

Com isso o Freedom City e Down Darker Trails vão receber uma boa quantidade de votos e dividir a contagem final.

Aind aacho que o Starfinder ganha, mas pode ser que o Down Darker Trails encoste e acabe passando na reta final. Tudo pode acontecer...

Melhor Jogo Organizado

Lost Tales of Myth Drannor, D&D Adventurers League, Greg Marks, Robert Adducci, Bill Benham, Travis Woodall, Claire Hoffman, Alan Patrick
Bleeding Gate: Amalgamation, Ma’at Crook
End of the Line, Michael Maenza
Best Friends Forever, Rob Silva
Wreckers, William Beers

Não conheço essa categoria. Vou me abster de escolher já que não sei nem do que se trata.

Melhor Podcast

Rey and Kiel Can Do!, Dungeons and Donuts
Fandible Actual Play Podcast, Fandible
Fear of a Black Dragon, Fear of a Black Dragon
Hobbs and Friends of the OSR, Misdirected Mark
Miskatonic University Podcast, Miskatonic University Podcast

Meu Favorito: Eu não sou muito fã de Podcast, de modo que conheço bem pouco, mas o único que ouvi com atenção da lista de candidatos sugerida é o Miskatonic University Podcast.

E é nele que vou votar.

Quem deve Ganhar: Não faço ideia. Qualquer um desses ao meu ver pode vencer.

Melhor Valor de Produção


Meu Favorito: 

"Melhor Valor de Produção" é uma maneira bonita de dizer "Qual o RPG mais bem acabado" e "Qual tem o material mais bacana".

Nessa lista tem quatro que poderiam estar entre os meus favoritos.

O Grand Grimoire é um livro quase perfeito. Uma compilação e adaptação de TODAS magias de Call of Cthulhu ao longo das seis edições anteriores. Um trabalho de primeira que deve ser aplaudido. Contudo, apesar do conteúdo sensacional não me parece ser um livro que tenha um valor de produção superior. Ele é bem feito e bem acabado, mas não chama a atenção tanto quanto os demais.

Sentinel Comics é inspirado em um Jogo de Cartas que por sua vez é inspirado no Universo dos Super-Heróis. Expandir essa ambientação e criar um RPG em cima dele é uma sacada genial! Eu adoraria que ele ganhasse, mas não sei muitos detalhes a respeito dos valores dessa produção. É um jogo que eu penso em ter um dia.

Star Trek Adventures deveria ser minha escolha. Essa caixa é aquilo que todos os jogadores/mestres querem ter na sua estante. É lindo demais! A Modiphius quando quer, produz material de primeira grandeza com TUDO o que você precisa para mergulhar na ambientação. Além disso, é Star Trek! Como não amar as aventuras das naves da Federação no espaço profundo?

Mas o que seria do mundo sem o bendito "mas".

Eu vou votar no fantástico combo dos livros de Delta Green. O estojo que armazena os dois livros é muito bacana e o material é por si só imperdível. Muito bem feito, com uma diagramação diferente de tudo que já se viu, o material é incrível!

Quem deve Ganhar: Não tenho dúvidas de que a Chaosium deve roubar muitos votos com o Grimoire, mas não sei se será o bastante.

No final, acho que o Delta Green acaba levando, mas por pouco! O fato do livro ter acabado de ser enviado vai ajudar na contagem a seu favor. E vai ser uma premiação bastante justa se ele sair vitorioso.

Melhor produto Relacionado a RPG

Khan of Khans, Chaosium Inc.
Dresden Files Cooperative Card Game, Evil Hat Productions
Storm Hollow, Game Salute / Escapade Games
Friendly Local Game Store, Gameplaywright
#feminism,  Pelgrane Press

Meu Favorito: Aqui está um difícil... voto no Dresden Files Card Game.

Quem deve Ganhar: Não faço ideia. 

Embora o Dresden me pareça um produto mais atraente, acredito que o #feminism vai chamar a atenção dos votantes.

Correndo por fora está o Khan of Khans que pode surpreender.

Melhores Regras

Delta Green: The RPG, Arc Dream Publishing   Authors: Dennis Detwiller, Adam Scott Glancy, Christopher Gunning, Kenneth Hite, Shane Ivey, Greg Stolze
Harlem Unbound, Darker Hue Studios   Authors:  Chris Spivey, Ruth Tillman, Bob Geis, Sarah Hood, Neall Raemonn Price
Cthulhu Confidential, Pelgrane Press   Authors: Robin D. Laws, Chris Spivey, Ruth Tillman
Torg Eternity: Core Rules,  Ulisses Spiele   Authors: Shane Lacy Hensley, Darrell Hayhurst, Markus Plötz, Dean Gilbert, Ross Watson
Star Trek Adventures: Core Rulebook, Modiphius Entertainment   Authors: Dave Chapman, Jim Johnson, Patrick Goodman, Ross Isaacs, Bill Maxwell, Jonathan Breese, Nathan Dowdell, John Snead, Oz Mills, Aaron Pollyea, Rob Wieland, Ade Smith, Anthony Jennings, Dan Taylor, Dayton Ward, Michael Brophy, Giles Pritchard, Maggie Carroll, Steven Creech, Shawn Merwin, Sam Webb, Jacob Ross

Meu Favorito: Falando em "Crunch", a parte mais seca dos RPG e aquela que dá mais trabalho para os combeiros dissecarem e compreenderem.

Entre os candidatos, o Cthulhu Confidential (finalmente a Pelgrane apareceu!) é um dos meus favoritos. Gostei do livro e da proposta de permitir jogos solo, algo que o pessoal old school costumava fazer nos tempos em que haviam poucos jogadores disponíveis. Eu gostei demais desse livro e do sistema simplificado e ele merece realmente aplausos.

Temos o Harlem Umbound que é um jogo muito bacana e com um proposta que chama a atenção. Não sei se as regras são tão diferentes assim a ponto de competir nessa categoria, mas o Chris Spivey fez um belo trabalho e pode sair com um prêmio inesperado.

Eu não sou muito fã das regras do Star Trek Adventures, embora considere o livro um trabalho incrível.

Em quem vou votar? Sim, de novo ele... Delta Green RPG. 


Tenho certeza de que os autores devem ter discutido entre si a respeito de adotar ou não as regras recém lançadas da sétima edição de Call of Cthulhu já que seria mais fácil para eles se apostar em um sistema que acabara de sair. Mas a equipe de produção buscou se separar do Chamado e estabelecer algumas regras exclusivas que se moldassem sobre a proposta de um jogo de Horror e Conspiração. O resultado foi surpreendente. Delta Green não é apenas um jogo de horror em cima dos Mythos de Cthulhu, mas um jogo a respeito de sacrifício, da degradação mental e do alto custo que lutar contra essas ameaças causam nos personagens.

É por isso que tem meu voto! 

Quem deve Ganhar: Difícil dizer com certeza quem leva esse prêmio.

Se por um lado Harlem Unbound e Delta Green tem um bom público, também não podemos desconsiderar o Star Trek como uma possibilidade (ainda que eu particularmente não goste do sistema).

Acho que no final das contas vai dar Harlem Unbound, mas se der Delta Green vou comemorar.

Melhor Ambientação

Harlem Unbound, Darker Hue Studios Authors: Chris Spivey, Ruth Tillman, Bob Geis, Sarah Hood, Neall Raemonn Price
Freedom City 3rd Edition, Green Ronin Publishing   Authors: Steve Kenson, Scott Bennie, DT Butchino, Shawn Carman, Crystal Frasier, Chris Huff, Sean Johnson, Seth Johnson, John Maniha, Professor Christopher McGlothlin, Steven E. Schend, Lucien Soulban, Aaron Sullivan
Frostbitten and Mutilated, Lamentations of the Flame Princess   Author: Zak Smith
Predation, Monte Cook Games   Author: Shanna Germain
Starfinder Pact Worlds, Paizo Inc.   Authors: Alexander Augunas, Judy Bauer, Robert Brookes, Jason Bulmahn, John Compton, Amanda Hamon Kunz, Thurston Hillman, Mikko Kallio, Jason Keeley, Jonathan Keith, Steve Kenson, Lyz Liddell, Ron Lundeen, Robert G. McCreary, David N. Ross, Owen K.C. Stephens, James L. Sutter, Russ Taylor

Meu Favorito: Ambientação é o oposto a mecânica, diz respeito a parte do "Flavor" de um jogo. A história, o background, como o mundo é detalhado e como ele oferece opções para os jogadores e mestres.

Freedom City merece aplausos, mas não deve ganhar e o mesmo vale para Frostbitten and Mutilated que apesar de interessante não é exatamente uma novidade.

Até que enfim um livro da Monte Cook Games deu o seu ar da graça, Predation tem os seus méritos, mas não deve ir além de uma lembrança nesse quesito, o que não é pouca coisa. Eu gostei dele, mas na lista tem coisas melhores.

Starfinder Pact Worlds poderia ser um sério candidato a levar, mas acho que não vai ter pra ninguém diante do Harlem Unbound. A mistura de Mythos e minorias lutando com eles, algo que Lovecraft jamais imaginou já que ele colocava essas mesmas minorias muitas vezes ao lado dos horrores indizíveis é uma ideia boa demais para não ser premiada.

Chris Spivey vem sendo celebrado por esse jogo e seria um reconhecimento sua vitória.

Quem deve Ganhar: Por todos os motivos acima mencionados e por que muitos votantes adorariam ver Chris Spivey como ganhador não deve ter pra ninguém.

Harlem Unbound ganha esse com certeza!

Melhor Suplemento

Shadowrun Dark Terrors, Catalyst Game Labs   Authors: Brooke Chang, Kevin Czarnecki, Jason M. Hardy, Alexander Kadar, Adam Large, O.C. Presley, Scott Schletz, Dylan Stengel, R.J. Thomas, Amy Veeres
Reign of Terror, Chaosium Inc.   Authors: Mark Morrison, Penelope Love, James Coquillat, Darren Watson
Doctor Who RPG – The Black Archive, Cubicle Seven Entertainment Ltd.   Authors: Walt Ciechanowski, Andrew Peregrine
Holy Crap: the Great Sects Change Operation, Mutha Oith Productions   Author: Andy Hopp
Starfinder Pact Worlds, Paizo Inc.   Authors: Alexander Augunas, Judy Bauer, Robert Brookes, Jason Bulmahn, John Compton, Amanda Hamon Kunz, Thurston Hillman, Mikko Kallio, Jason Keeley, Jonathan Keith, Steve Kenson, Lyz Liddell, Ron Lundeen, Robert G. McCreary, David N. Ross, Owen K.C. Stephens, James L. Sutter, Russ Taylor

Meu Favorito: Esse foi um bom ano para suplementos.

Diversas ambientações consolidadas no últimos anos lançaram material suplementar bastante interessante expandindo seu universo. Eu dei uma boa olhada nesses títulos e alguns me chamaram a atenção.

Shadowrun Dark Terrors poderia estar na categoria Melhor Livro de Monstros, mas escolheram colocá-lo aqui. O livro foi muito elogiado pelos fãs que o consideram um dos melhores suplementos do sistema desde que a Catalyst Game Labs assumiu o selo. Não é pouca coisa...

Starfinder Pact Worlds também foi muito elogiado. É um excelente livro de uma ambientação relativamente nova que vem chamando a atenção pela sua mistura de fantasia e ficção científica. Eu não me espantaria se ele vencesse nessa categoriam sobretudo porque Starfinder está concorrendo em várias categorias.

Mas meu favorito aqui vai ser Reign of Terror. Recentemente eu consegui comprar o meu e realmente é um excelente trabalho do veterano Mark Morrison que escreveu excelentes suplementos para Call of Cthulhu. A mistura de Revolução Francesa e Mythos de Cthulhu dá excelente liga e rende dois cenários memoráveis. O único senão é que o livro poderia ser um pouco maior, com mais material a respeito do período que poderia render uma campanha inteira. Mas isso é um detalhe...

Meu voto vai para Reign of Terror.

Quem deve Ganhar: Analisando friamente Reign of Terror pode vencer essa categoria graças a campanha da Chaosium que ano passado rendeu vários prêmios. O suplemento fez por merecer e poderia ganhar aqui, o que seria um prêmio de consolação.


Corre por fora o Doctor Who RPG (Olá Cubicle 7, sentimos a sua falta!) que sempre é muito apreciado pelos seus fãs. O suplemento de Shadowrun também foi muito comemorado pelos fãs que são um grupo muito mobilizado, não seria uma surpresa se ele ganhasse.

Mas eu acho que no fim das contas, Starfinder Pact Worlds vai acabar vencendo. O livro é excelente e toda atenção que Starfinder vem chamando se justificaria através desse suplemento.

Melhor Site

Adventureaweek.com, AAW Games
Blades in the Dark SRD, Amazing Rando Design
Up to Four Players, Up to Four Players
Elven Tower Website, Elven Tower Website
Story Beats, Northland Creative Wonders

Não posso votar por não conhecer os candidatos.

Melhor Texto

Delta Green: The Way it Went Down, Arc Dream Publishing  Author: Dennis Detwiller
Harlem Unbound, Darker Hue Studios    Author:  Chris Spivey, Ruth Tillman, Bob Geis, Sarah Hood, Neall Raemonn Price
Monsters, Growling Door Games, Inc.    Author:  Matthew McFarland
Frostbitten and Mutilated, Lamentations of the Flame Princess    Author:  Zak Smith
Holy Crap: the Great Sects Change Operation, Mutha Oith Productions    Author:  Andy Hopp

Meu Favorito: E agora? Melhor texto é uma daquelas categorias que sempre surpreendem e acabam premiando quem menos se espera.

Eu levo em consideração qual o livro que fez com que eu não o largasse a partir do momento que dei início à leitura, esse na minha opinião é o melhor critério para justificar esse prêmio. Na lista de candidatos eu conheço bem Frostbitten and Mutilated que é um livro com a marca do Lamentations of the Flame Princess, ou seja, um texto cru, brutal e cheio de descrições sanguinolentas. E apesar disso, extremamente divertido e descontraído!


Delta Green: the Way it Went Down é uma narrativa romanceada bem interessante, mas apesar disso não me cativou tanto quanto eu pensei que faria. Longe de ser ruim, mas não ganhou meu coração da forma que o livro básico fez (aliás, eu adoraria se ele estivesse aqui!)

No fim das contas, meu favorito acaba sendo Harlem Unbound. É um livro muito bom de ler, interessante, informativo e com muitas boas ideias. 

Quem deve Ganhar: Eu apostaria minhas fichas em Harlem Unbound. Não acho que qualquer um aqui tem chances de brigar no mesmo nível.

Produto do Ano

Delta Green: The RPG, Arc Dream Publishing
The Happiest Apocalypse on Earth, Christopher Grey
Harlem Unbound, Darker Hue Studios
Blades in the Dark, Evil Hat Productions
Freedom City 3rd Edition, Green Ronin Publishing
Zweihänder Grim & Perilous RPG, Grim & Perilous Studios
Frostbitten and Mutilated, Lamentations of the Flame Princess
Star Trek Adventures: Collectors Edition Core Rulebook, Modiphius Entertainment
Starfinder Core Rulebook, Paizo Inc.
The Dark of Hot Springs Island, Swordfish Islands

Meu Favorito: E é aqui que separamos os meninos dos homens. Muitas pessoas achamq ue o fato de um livro ter recebido várias indicações e prêmios nas categorias anteriores, ele automaticamente se credencia para ganhar o "Produto do Ano", o quesito mais importante do Ennies Awards.

Não é bem assim... já vi vários livros ganharem relativamente poucos prêmios ou indicações e surpreender no final.

A lista desse ano possui algumas surpresas como o The Happiest Apocalypse on Earth, Blades in the Dark e Zweihander Grim & Perilous RPG, sendo os três jogos um tanto obscuros. Acho difícil que eles ganhem algo, mas apenas estar aqui já é meio que uma vitória para eles.

Star Trek Adventures tem uma produção cuidadosa por parte da Modiphius, mas não acho que tenha muitas chances de vitória. Frostbitten and Mutilated é um livro acima da média, mas não chega a ser o melhor livro de Lamentations então acho que não vai ser dessa vez que a ambientação sai com o prêmio principal.

Freedom City tem seus atrativos, mas acho que a 3th edição, embora elogiada pelos fãs de Mutants and Masterminds, não tem o pique para ganhar os votos que o levem ao topo. Ainda que jogos de Super heróis tenham seu público na comunidade de RPG, ainda não é o bastante. Com todos elogios que fiz ao Starfinder e a penca de prêmios que ele deve conquistar em váias categorias, seria de se esperar que o livro fosse um dos favoritos. Eu até acho que ele pode surpreender, mas dificilmente vai sair vencedor da Categoria mais importante.


Eu fico entre Delta Green RPG e Harlem Unbound que ao meu ver tem chances semelhantes de ganhar. Minha escolha para favorito, no fim das contas, tende a ser amparado por gosto particular. Sinceramente, eu poderia escolher qualquer dos dois, mas Delta Green RPG leva o meu voto. 

Por mais que eu tenha adorado a ideia e a proposta de Harlem Unbound pra mim ele sempre vai ser um excelente jogo para one-shots, não para campanhas. Já Delta Green é algo que provavelmente vai evoluir e se tornar uma ambientação com anos pela frente: suplementos, campanhas, material de apoio e tudo mais.

Quem deve Ganhar: Mas ainda que eu tenha escolhido Delta Green como meu favorito, é mais provável que o prêmio principal vá para Harlem Unbound.

O apelo de Harlem Unbound, a produção, o boca a boca e todo burburinho que o jogo criou devem ajudar na votação final. No fim das contas ele deve ser o maior vencedor da noite final dos Ennies 2018.


E é isso...

Para votar no Ennies Awards basta se cadastrar e escolher os seus favoritos entre 11 e 21 de julho. Os vencedores serão anunciados no dia 3 de agosto durante a GenCon Indianápolis. É possível assistir ao vivo a premiação via streaming.