terça-feira, 14 de abril de 2026

Caixa Preta do Planeta Terra - O Monolito do Fim da Humanidade


Não há dúvidas de que nossa civilização ocupa apenas uma fração insignificante do tempo geológico da Terra. Estamos aqui faz muito pouco tempo. De fato na contagem do tempo geológico de nosso planeta, é como se a humanidade tivesse acabado de surgir. Além de jovem, somos incrivelmente frágeis. Toda nossa existência se equilibra em bases instáveis, e muitos fatores podem decretar nossa extinção.

Assim como aconteceu com os dinossauros que um dia governaram o planeta, podemos ser vitimas do apocalíptico choque de um meteoro. Podemos ser varridos da face da existência por um vírus mortal, pela incidência de devastadores tremores sísmicos, massivas erupções vulcânicas ou ainda pelo início de uma nova Era do Gelo. A humanidade é uma forma de vida frágil e embora sejamos capazes de nos adaptar e triunfar ante as adversidades, há inúmeros fatores que poderiam decretar nosso inevitável fim. 

Para piorar, como espécie, provamos ser extremamente autodestrutivos: travamos guerras e causamos atrocidades, consumimos  nossos recursos de forma desenfreada e somos um fator relevante na deterioração do meio ambiente do planeta. Observando a situação atual e as incontáveis variáveis as quais estamos submetidos, não é difícil imaginar que nosso domínio sobre a Terra será transitório. Parece inevitável a chegada de um dia em que tudo irá desmoronar: cidades outrora grandiosas ficarão em ruínas ou submersas pelo mar, populações inteiras irão desaparecer e tudo o que restar serão apenas alguns focos isolados de humanidade, ou talvez, absolutamente ninguém, apenas uma vasta paisagem de ruínas reverberando com os ecos do passado. 

Chegará o dia em que tudo ao nosso redor terá desaparecido, sem que ninguém sobreviva para relatar o que aconteceu.


Pensando nisso, uma equipe de cientistas desenvolveu um plano para salvaguardar a trajetória da humanidade para a posteridade. Seu ambicioso projeto visa manter um registro para que, quem quer que nos encontre num futuro distante, possa saber quem fomos e o que aconteceu conosco. Com esse intuito uma equipe internacional projetou uma vasta estrutura de aço chamada "Caixa-Preta do Planeta Terra".

A Caixa-Preta é um projeto liderado pela agência de marketing Clemenger, em colaboração com a agência criativa The Glue Society e cientistas da Universidade da Tasmânia. Seu plano é construir um simulacro indestrutível que funcionará essencialmente como a caixa-preta de um avião e fornecerá, segundo eles, um "relato imparcial dos eventos que levaram à destruição do planeta" para qualquer um que ainda estiver vivo  u que chegue até aqui e queira saber quem veio antes. 

A equipe pretende documentar e registrar as inúmeras calamidades que enfrentamos, incluindo mudanças climáticas, extinção de espécies, poluição ambiental, guerras e outros eventos catastróficos, por meio da preservação de um registro meticuloso e constante atualização das informações. O projeto utilizará algoritmos projetados para vasculhar a internet em busca de tweets, posts, notícias e manchetes, publicações em redes sociais e todas as outras fontes de informação possíveis que possam registrar nossa jornada, do início até o amargo fim.


A estrutura em si será um monólito de aço de 9,75 metros de comprimento, aproximadamente do tamanho de um ônibus, revestido com aço temperado de 7,6 centímetros de espessura e equipado com painéis solares e baterias de reserva para alimentar o conjunto de discos rígidos em seu interior. Ela será resistente a explosões atômicas, abalos sísmicos, tsunamis e outros problemas.

Sua localização será em algum lugar em uma planície granítica geologicamente estável na costa oeste da Tasmânia, a cerca de 4 horas de Hobart, onde acredita-se que estará a salvo da maioria dos cataclismos e poderá permanecer relativamente intacta no fim dos tempos. Tudo isso visa fornecer informações cruciais e um registro de como a Terra chegou ao seu fim para qualquer pessoa que possa se deparar com ela em um futuro distante, bem como responsabilizar aqueles que causaram o desastre e dar pistas sobre como qualquer sociedade futura poderá evitar os erros do passado. O site Earth’s Black Box afirma sobre o ambicioso projeto:

"A menos que transformemos drasticamente nosso modo de vida, as mudanças climáticas e outros perigos causados ​​pelo homem levarão nossa civilização ao colapso. A Caixa Preta da Terra registrará cada passo que dermos rumo a essa catástrofe. Centenas de conjuntos de dados, medições e interações relacionados à saúde do nosso planeta serão coletados continuamente e armazenados com segurança para as gerações futuras, a fim de fornecer um relato imparcial dos eventos que levam à destruição do planeta, responsabilizar as gerações futuras e inspirar ações urgentes. O desfecho dessa história depende inteiramente de nós."


O projeto ainda está em fase de planejamento, mas a previsão é de que seja concluído até 2028 e já se encontra na fase beta de testes, com gravações ambientais em tempo real. Embora pareça um plano intrigante, a equipe por trás do projeto tem enfrentado alguns obstáculos. Por exemplo, os discos rígidos têm uma capacidade de armazenamento limitada, suficiente para apenas 30 a 50 anos de gravações contínuas antes de se esgotarem. Por isso, a equipe está buscando uma maneira de aumentar essa capacidade. Outro problema é a manutenção dos painéis solares e dos discos rígidos, especialmente se entrarmos numa era em que o fim da civilização tenha chegado e ninguém esteja por perto para fazer isso ou esteja ocupado demais tentando sobreviver num novo mundo extremo e inóspito. 

Outra questão fundamental é como fazer com que a pessoa que encontre a Caixa Preta tenha o conhecimento para acessar os dados armazenados nela. Como descendentes primitivos catapultados para uma nova pré-história poderiam acessar os terminais ou ainda, como exploradores das estrelas fariam para compreender as informações ali contidas? Um dos planos é ter os discos traduzidos em várias línguas e dialetos ou ainda, se valer de informações visuais ou auditivas que não necessitem do domínio de línguas.

É claro, o projeto foi criticado como nada além de uma jogada de marketing, mas seus criadores insistem em levar tudo muito a sério. Em um comunicado no lançamento do projeto eles defenderam que a "Caixa-Preta" pode ser o último legado da humanidade, capaz de sobreviver a todos nós. 

É assustador imaginar que um dia, num futuro distante, os últimos remanescentes da humanidade, ou mesmo alienígenas, cheguem a este mundo desolado e sem vida e, vasculhando a poeira e as ruínas do que um dia foi, descubram este monumento contando sobre nossa destruição. Quem quer que o encontrasse seria capaz de decifrar o que há dentro dele, ou nossos últimos dias e o fim de tudo o que conquistamos como espécie permaneceriam para sempre esquecidos pelo universo, relegados ao esquecimento como se nunca tivéssemos existido? 


Haveria alguém para encontrá-lo, daqui ou de algum outro lugar além do nosso mundo? Ou esta pequena rocha gira sozinha através de um universo absolutamente indiferente? Será que esse monólito negro ficará esquecido pela eternidade? Há uma triste certeza niilista... nosso mundo não é eterno, nosso sol é finito e a raça humana está fadada a sumir um dia, a não ser que consigamos nos espalhar pelo cosmos através das estrelas.   

Seja como for, se não conseguirmos essa façanha, ao menos teremos o consolo deste monumento para contar quem um dia fomos e o que fizemos. Para o bem ou para o mal... 

terça-feira, 7 de abril de 2026

Explorando os Mythos mais obscuros - Iod, o Caçador Luminoso

Em um vasto universo de possibilidades, não é de se estranhar que alguns seres cósmicos sejam inteiramente alienígenas e fundamentalmente estranhos a nossa natureza particular. Entretanto, existem entidades cuja matéria que as constitui parece ser derivada de elementos naturais. Ainda que, de alguma forma, amalgamados num mesmo ser numa forma que a natureza não conseguiria combinar em nosso mundo. 

Tomemos por exemplo a entidade conhecida como Iod, que possui diferentes títulos, sendo reconhecido em sua galáxia como "A Fonte" pois acreditava-se ser ele a fonte da vida. Já nas remotas Atlântida Mu, ele era chamado de "o Perseguidor Dimensional" uma vez que atravessava planos e dimensões em busca de presas que pudesse arrastar para seu lugar de origem. 

A origem de Iod permanece desconhecida, imersa em contradições e suposições que não podem ser validadas. Nem teóricos conceituados como Ludvig Prinn que se referiu a ele em seu famoso tratado esotérico, o Vermiis Mysteriis, foi capaz de definir essa entidade. Em seu compêndio, o mago flamenco cita Iod pelo ameaçador epíteto de "O Caçador Luminoso" e vai além, destacando que "a alma humana, atrai esse Deus ancestral, pois é seu prazer monstruoso caçar as almas, como um cão perdigueiro persegue e devora um coelho assustado". É provável que a menção a "alma" seja uma corruptela e que Prinn esteja se referindo a "animus", a energia vital, que é uma fonte de sustento para essa entidade.

Seja como for, os povos gregos e etruscos tiveram contato com Iod e se referiam a ele como Trophonius e Vediovis, respectivamente, seus Deuses das Profundezas. Como tal, essas divindades extraíam grande satisfação ao consumir a essência da humanidade e deixar apenas uma casca vazia após drenar o "animus" de suas vítimas. Há rumores de que feiticeiros gregos conduziam rituais para invocar Trophonius e através de sacrifícios obter seu favor. Em contrapartida ele compartilhava com os mortais seu vasto conhecimento místico. Um culto devotado a Iod, tratado como Trophonius, surgiu em Creta no século terceiro antes de Cristo e permaneceu atuante por alguns séculos, tendo eventualmente desaparecido. 

Um obscuro tomo esotérico com o título Livro de Iod, foi escrito em uma mistura de grego e copta por esse grupo de devotos. A obra descreve as bases filosóficas do culto, bem como as peculiaridades de seu Deus. Uma versão apócrifa tratada como blasfema teria sido traduzida por um certo Johann Negus no século XVIII. Apesar de boatos nunca confirmados sobre um único exemplar existir no acervo da Biblioteca Huntington, na Califórnia, o Livro de Iod é considerado atualmente perdido, com muitos estudiosos postulando que ele jamais existiu. Contudo, um ou mais volumes dele ainda podem ser achados nas bibliotecas proibidas da Terra dos Sonhos.

O insipiente Culto devotado a Iod posteriormente se deslocou para as Terras do Nilo, ganhando adeptos no entorno da cidade de Memphis no século primeiro. É provável que seus seguidores o vissem como o Caçador Luminoso a quem Prinn se referiu da seguinte maneira: "Se um adepto tomasse as devidas precauções, conseguiria invocar Iod com relativa segurança, e o Deus atenderia seus anseios de maneira desejável". É possível que algumas interações descritas entre mortais e Djins (gênios) na Arábia tenham sido na verdade a negociação entre feiticeiros e Iod. 

Curiosamente, essa entidade deixou de receber a atenção da humanidade e ao que tudo indica não foi alvo de cultos ou das atenções de feiticeiros após a Idade Antiga. É possível, entretanto, que ele ainda se manifeste espontaneamente em nossa realidade atravessando os planos em condições específicas, sobretudo durante alinhamentos estelares propícios. Também existem conjecturas de que explosões nucleares possam causar fissuras no tecido dimensional através da qual Iod pode vir a se manifestar. 

A forma de Iod é motivo de muito debate, já que sua aparência beira o indescritível. Os rumores atestam que nem sempre ele apresenta a mesma forma, e que para um ser humano contemplar Iod em toda sua terrível completude, sem a devida proteção, significava morte certa.

Quando Iod se manifesta, ele surge nas palavras de Prinn como um "horror aviltante" descrito da seguinte maneira:

"Não se trata de uma entidade homogênea, seu espectro profano é uma mistura horrenda de elementos incongruentes. Estranhas formações minerais e cristalinas crescem como tumores em sua carne escamosa e nas estruturas vegetais semitransparentes, tudo banhado por uma luminosidade cadavérica que pulsa monstruosamente dele próprio".

O corpo de Iod parece ser a soma de diferentes elementos que fundem classificações dos reinos naturais em um mesmo ser. Desse modo temos características animais misturadas a organismos botânicos e até mesmo porções obviamente minerais inorgânicas em um mesmo ser vivo. 

Quando se manifesta Iod surge como uma massa de tamanho considerável, quatro ou cinco metros de altura e metade disso de comprimento, com um corpo cilíndrico cauliforme, semelhante a uma haste grossa que lhe dá sustentação. Na base truncosa há algo similar a raízes capilares que se agitam constantemente, onde brotam olhos e bocas rudimentares. O caule é coberto de veias pulsantes ou vinhas que escalam a estrutura que por sua vez se ramifica em formações longas que mais parecem tentáculos do que galhos. Estes se agitam constantemente agindo como apêndices cuja função inclui tato e manipulação. Os apêndices são adornados por estranhas formações semelhantes a cristais de rocha ou quartzo amarelo esverdeado, responsáveis por produzir a luminosidade fosforescente que banha toda criatura. A superfície exterior de Iod é translúcida e estruturas similares a órgãos podem ser vistas em seu interior boiando em uma substância cinza gelatinosa. A criatura é acompanhada de um odor pungente que parece ser resultado das secreções e seivas excretadas em profusão por orifícios em seu tronco. Esse cheiro marcante é frequentemente comparado ao de solo em decomposição e óleo mineral cru.  

A entidade necessita consumir energia de outros seres e o faz através das longas estruturas semelhantes a raízes em sua base. Algumas delas terminam em gavinhas com pontas ocas afiadas que se insinuam na direção da presa perfurando sua pele e injetando enzimas digestivas ácidas que causam a dissolução dos órgãos internos. A vítima morre imediatamente e em seguida o material resultante, um suco nutritivo, é sorvido através de um processo de sucção que extrai os alimentos necessários. Iod é capaz de drenar completamente um humano adulto em poucos segundos, deixando uma casca vazia que é descartada no fim do processo. A criatura necessita se alimentar frequentemente e sempre que era convocada por sua congregação esperava receber algo entre cinco e dez oferendas humanas para satisfazer sua fome.


Iod não é capaz de se comunicar verbalmente, embora emita ruídos provenientes do constante estalar das centenas de bocas localizadas na parte inferior de seu corpo. Supõe-se que ele use a modulação do brilho das estruturas cristalinas em padrões que sugerem algum tipo de comunicação, embora esta esteja além de nossa interpretação. Sabe-se que Iod é dotado de uma poderosa capacidade telepática e que é capaz de projetar seus pensamentos diretamente na mente de seus interlocutores. Essa tende a ser a sua forma de comunicação preferida ao lidar com humanos. As projeções mentais são transmitidas diretamente, manifestando suas necessidades e vontades com clareza contundente. 

Quando se sente benevolente ele oferece visões agradáveis que estimulam áreas de prazer no córtex humano no que é considerado uma espécie de comunhão íntima com seus sectários. Essa interação apesar de agradável pode causar uma horrível dependência e o desejo irresistível de repetir a experiência uma e outra vez. Da mesma forma, Iod pode fornecer conhecimento para seus cultistas, transferindo o saber do Mythos ou mesmo feitiços.

Os olhos de Iod não parecem ser muito desenvolvidos, sugerindo que essas estruturas perderam seu propósito. Contudo em algumas poucas representações ele é mostrado com um único e enorme olho azul pálido no topo, ainda que essas imagens sejam raras. Iod também não parece ter cavidades auditivas ou gustativas. Contudo seus sentidos são aprimorados pela notável percepção telepática. Esta é responsável por conferir a ele a faculdade de "sentir" o ambiente e detectar pequenas alterações, movimento e vibrações. Nada escapa a sua leitura e a atenção é total, com a percepção refinada de um predador.

Após se manifestar, a criatura permanece estática emitindo um brilho cegante. Ele parece ancorado na mesma posição, imóvel como uma grande árvore. Contudo Iod é capaz de flutuar no ar ou de se locomover usando suas raízes inferiores como dedos que lhe permitem andar. O brilho amarelo fosforescente de Iod pode ser modulado de acordo com a sua vontade. Ele pode brilhar intensamente dificultando a compreensão de sua forma real. 

As centenas de tentáculos em seu topo tem um alcance de até 10 metros e são ágeis suficiente para manipulação delicada. Eles também podem agarrar e puxar com a força de cabos de aço. Não é difícil para eles envolver algum objeto e exercer uma força de constrição tamanha que partiria todos os ossos de um ser humano. Os tentáculos tem uma rigidez fluida e uma consistência de borracha fria ao toque. A carne esponjosa de Iod é extremamente resistente e praticamente impenetrável por meios normais.

Há rumores sobre a existência de um Avatar de Iod com aparência humanoide que se manifestaria para presidir rituais específicos. Nessa forma Iod se assemelha a um homem de pele pálida (quase transparente), sem feições e com braços incrivelmente longos. A criatura teria sido identificada como um dos Demônios capturados e submetidos pelo lendário Rei Salomão. Outras fontes o identificam como um ilustre membro da Corte dos Efreeti. Esses boatos jamais foram confirmados, mas é provável que a interação com outra criatura tenha gerado as suspeitas de se tratar de Iod. 

Não existe qualquer indicação de que Iod possa ser parte de uma espécie ou raça, ao que tudo indica ele é da lavra dos Grandes Antigos, gerado no início dos tempos e que para todos os efeitos imortal. A interação humana com a entidade diminuiu progressivamente ao longo dos séculos e ele é obscuro mesmo quando considerado sob a ótica desses seres insondáveis.


TÍPICA MANIFESTAÇÃO DE IOD

FOR 375 CON 300 POD 100 TAM 500 DES 80

Pontos de Vida: 80
Bônus de Dano (DB): +10D6
Corpo: 11
Movimento: 20 voando, 10 arrastando

Combate
Ataques por rodada: 1 (golpe ou flash de luz)

Pode atacar com seus tentáculos, paralisando quem for atingido. Em seguida, Iod crava seus múltiplos membros na vítima e drena sua força vital.

Paralisia: ao ser atingido com sucesso por um de seus membros, o alvo fica imobilizado se falhar em um teste de POD Extremo (proteções mágicas, formas ou efeitos especiais podem reduzir a dificuldade deste teste). A vítima pode tentar este teste uma vez por rodada enquanto sobreviver ao encontro, embora recupere o movimento caso Iod parta antes de matá-la.

Drenagem de Força Vital: uma vez paralisada, a vítima pode ter sua força vital drenada, com Iod cravando seus membros no corpo da vítima e drenando POD a uma taxa de 20 pontos por rodada. Com POD zero, o cérebro da vítima permanece vivo dentro de um corpo morto e continua a viver para sempre preso em uma carcaça em decomposição (perdendo pelo menos 1 ponto de Sanidade por dia até ficar permanentemente insano). Tecnologia alienígena ou magia podem permitir que o cérebro seja removido e colocado em outro corpo hospedeiro, embora isso não implique riscos.

Flash: emite uma onda de luz branca ofuscante em um arco de 360 ​​graus, com todos dentro de 10 jardas/metros obrigados a tentar um teste combinado de CON e POD ou sofrer 1D4 de dano enquanto a luz rasga sua carne e causa queimaduras dolorosas.

Briga 80% (40/16), dano 3D6 + paralisia

Armadura:

Armadura extradimensional de 10 pontos.
Armas mundanas (incluindo balas) causam dano mínimo.
Se reduzido a zero pontos de vida, Iod explode em uma luz branca ofuscante e desaparece. Ele se reforma em 2D100 anos.

Feitiços: Todos os que o Guardião desejar
Custo de Sanidade: Como um flash de luz não há custo de sanidade, mas a aparência de Iod causa 1d3/1d20 se visto.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Novo suplemento para Call of Cthulhu - O Horror Cósmico em seu estado mais brutal

A Chaosium Inc, empresa que orgulhosamente publica o material de Call of Cthulhu há mais de 50 anos acaba de publicar o preview de seu próximo suplemento.

"LAWS, TAXES AND REGULATIONS" promete levar o terror cósmico, insanidade e uma luta desesperada contra o mal em seu estado mais puro a uma nova e eletrizante fronteira. 

"Trata-se de uma nova abordagem ao horror lovecraftiano", disse Mike Mason, autor e editor do novo lançamento. 

O livro, composto por 185 páginas coloridas, ilustrações e tabelas (muitas, muitas e muitas tabelas) lida com uma nova vertente do terror, ao abordar os meandros do mundo burocrático, das regulamentações e das normas. O livro, escrito com a ajuda de um corpo de 76 contadores e consultores legais tras ima série de novidades para o sistema BRP. 

"Para começar temos uma apreciação histórica da Legislação Financeira e Contábil dos EUA nos anos 1920 que serve como background para as aventuras. Em seguida o suplemento oferece varias ocupações para seu investigador e habilidades únicas que permitem aos seus personagens navegar pelos mares insondáveis e enlouquecedores da burocracia estatal"  conforme explica o autor nos Fóruns da Chaosium onde o produto foi apresentado.

O manual ainda conta com a análise das diferentes cortes de justica, as especificidades delas e demais procedimentos ordinários e ritos únicos. Tudo explicado em detalhes e curiosidades. 

O que seria de um jogo dessa natureza sem um extenso capítulo sobre o mais perigoso dos períodos, quando a insanidade atinge seu ápice na forma da temida "Época da Declaração". Através de exemplos de jogo, situações inesperadas e terrores de além da malha fina, os investigadores terão de enfrentar toda sorte de "Brechas de Evasão" e superar a aterrorizante "Reunião de Auditoria" que pode facilmente custar 1d100 pontos de SANidade.

O suplemento conta com uma centenas de formulários prontos que podem ser usados como Recursos para os Jogadores, inclusive os tenebrosos Formulários  Triplicata 12/C e a Tabela de Auditoria Randônia para lançar contra os investigadores diferentes modelos de auditores fiscais. 

O suplemento inclui também im cenário pronto chamado Formulário 27-B, uma terrível aventura na qual uma das mais terríveis formas de Nyarlathotep é apresentada, o Fiscal Rastejante. Conseguirão os heróis sobreviver a seu meticuloso exame probatório?

"Laws, Taxes and Regulations" deve chegar às lojas em breve, possivelmente até junho. Trata-se de um dos mais esperados lançamentos do ano, junto com "Ordem Secreta dos Observadores de Pássaros de Arkham" e "Segredos de Tijuana, México".

Nao sei quanto a voces, mas eu estou bastante ansioso para ter esse livro em mãos... assim que conseguir coloco no ar uma resenha.

A Chaosium publicou algumas imagens do material.

A New Order, que detém os direitos de publicação de Chamado de Cthulhu no Brasil anunciou que pretende publicar esse material ainda esse ano e que o Financiamento Coletivo terá início em breve. Vamos aguardar...