quinta-feira, 20 de maio de 2010

Viajante do Tempo fotografado?

No começo do mês passado essa fotografia rodou o mundo e tornou-se sensação em vários blogs e sites:



Trata-se da reabertura da ponte em South-Fork, na Colúmbia Britânica, Canadá. A fotografia foi tirada em 1941 e está em exposição no Bralorne Pioneer Museum.

Reparou alguma coisa estranha nessa imagem?

Não?

Então olhe com atenção essa imagem em destaque:



Quem seria essa figura com óculos escuros modernos? Corte de cabelo contemporâneo, roupas que poderiam ser vestidas hoje em dia sem chamar a atenção e com uma máquina fotográfica aparentente bem avançada nas mãos?

Para alguns esse sujeito seria um viajante do tempo inadvertidamente fotografado em um acontecimento menor. A foto foi examinada minuciosamente e não houve qualquer manipulação, ela é realmente original.

O que nos faz perguntar, porque um viajante do tempo estaria em um lugar tão pequeno em um acontecimento aparentemente sem importância?

The Long Ships - Cenário Viking para Cthulhu Dark Ages (Conclusão)

Conclusão da saga Viking com os nórdicos enfrentando os horrores dos Mitos Ancestrais.

Cena 5 - Jornada em terreno Inimigo

Após o chocante encontro com Fionualla, a bruxa, os guerreiros retornam para o vilarejo pesqueiro de Annagh a fim de descansar.

Na manhã seguinte, o grupo se prepara para seguir rumo aos pântanos salgados no norte. Os camponeses entregam a eles armas e provisões para alguns dias de viagem e Carlen concorda em levá-los num barco de pesca.

O grupo parte em uma tarde cinzenta, os homens estão preocupados com o que vão encontrar e Olaf pondera se vale a pena seguir com o plano. Bjorn e Rurik o convencem a ir adiante. "Os deuses odeiam os fracos!" urra Brodir e todos riem. Olaf com a sabedoria da idade comenta baixo: "Eles odeia ainda mais os idiotas descuidados..."

Após um dia inteiro de viagem, o barco chega ao seu destino. Os marinheiros afirmam que não podem se aproximar mais por temer avariar o casco da embarcação. O grupo terá de nadar até a costa e escalar o paredão.

O grupo salta à cerca de 50 braçadas da costa e nada até o paredão. Pedras escuras cobertas de limo os saúdam. Não é uma visão animadora! Uma queda aqui pode ser mortal. Os vikings buscam um caminho mais fácil para escalar e Bjorn o mais hábil dentre todos encontra um acesso.

A escalada é árdua mas depois que Bjorn e Leif atingem o topo e fixam cordas, os demais escalam mais facilmente. Enquanto aguarda no topo, os olhos de Leif percebem uma posição de sentinela no alto.
Assim que Rurik termina de escalar, ele e Bjorn se aproximam para averiguar. Leif fica de longe observando. O jovem então lança um grito de alerta, um sentinela lá do alto os avistou! O homem se apressa em pegar um arco curto, mas os dois vikings conseguem se proteger atrás das pedras evitando as flechas mortais.

Enquanto Bjorn o distrai, Rurik contorna a posição e escala a parede pelo flanco. Um segundo sentinela percebe sua aproximação e ataca com uma lança, o viking consegue se esquivar e responde com a espada que rasga o ventre do guarda. Ele grita e solta a arma caíndo de joelhos. Brodir que já escalou se junta a luta, mas quando ele e Bjorn enfim chegam ao posto de vigília, Rurik já os aguarda. O homem do arco está morto com uma estocada que lhe partiu a clavícula e o mandou para a terra dos mortos tão rápido que a expressão de pânico ainda está estampada na sua cara feia. "O maldito tentou acender uma fogueira! Eu dei um jeito nele!" diz o guerreiro.
O guarda ferido é interrogado, mas fala pouco mesmo com uma faca pressionada no ferimento. "Clulu os devorará! Ele virá para matar todos vocês homens do mar, pois Ele é o senhor dos mares!" Antes de ter sua garganta cortada, o homem grita palavras desconexas para seus deuses negros: "Iä! Iä! Clulu!". Olaf examina o morto e nauseado se afasta, o sujeito tem os dedos dotados de membranas como as asas de um peixe voador. Seus olhos também são estranhamente grandes e a boca larga como de um sapo. Tatuagens ritualístiocas de monstros com tentáculos cobrem seu peito.

O grupo segue para o interior. O terreno é inclemente, pontilhado de charcos e um lamaçal que adere às roupas como se fosse piche. Ossadas de ovelhas mortas podem ser encontradas evidenciando o perigo desse terreno insalubre. Felizmente Bjorn conhece bem o terreno e sabe como evitar os mortais charcos. [A travessia desses charcos foi bem mais emocionante, acreditem em mim!]
Brodir encontra uma trilha deixando o terreno, há rastros recentes. Os guerreiros decidem seguir à margem desse caminho a fim de não chamar a atenção. Alguns minutos depois a trilha os leva por um bosque fechado. Numa clareira eles encontram um estranho monumento com pedras escuras erguidas em um círculo.

Rurik faz o sinal da cruz e comenta que aquelas estruturas são usadas como templo por religiões antigas. "Praga dos infernos, vejam!" ele aponta para o centro dos megálitos de pedra negra.

Ali repousa um grande bloco negro coberto de símbolos e manchas escuras de sangue. O lugar fede como um abatedouro e provoca arrepios que correm as espinhas, mesmo de homens habituados ao ofício da matança. "Queria uma bebida! Lutar sóbrio não é a mesma coisa" diz Olaf secamente coçando a barba.

Deixando o círculo eles voltam para a trilha e seguem um curso de água. Não demora chegam a um lago de água salgada que se estende até onde a vista alcança. Os olhos de Leif avistam uma pequena aldeia na borda do lago.

Cena 6: Rumo a Ilha

Os vikings planejam o que fazer e passam algumas horas observando a aldeia e seus habitantes. Não há muitas pessoas, na sua maioria são mulheres e velhos que podem ser vistos andando entre as cabanas rústicas de pedra. Eles se mantém escondidos entre as turfas e o mato alto.

Faltando algumas horas para o anoitecer, três barcos se aproximam vindos do lago e aportam num pequeno ancoradouro. São dois barcos pequenos e um maior. Duas dúzias de guerreiros armados com lanças e cobertos pelas mesmas tatuagens desembarcam. Eles vão até uma casa e ao sair escoltam alguns prisioneiros para o barco maior. As pessoas parecem apavoradas e obedecem sem questionar.

Em seguida, o barco parte com os guerreiros deixando alguns poucos homens abastecendo os dois barcos menores. Os vikings decidem atacar e avançam pelo lado direito do vilarejo menos guarnecido. O ataque é fulminante, os poucos guardas não tem nenhuma chance. Os homens são passados pelo fio das espadas impedosamente. Leif mata seu primeiro inimigo, um homem baixo com cara de sapo e estômago arrendodado. Sua espada o corta acima da virilha e ele cai segurando as tripas e xingando.

O único levemente ferido é Olaf que teve um corte superficial no braço que Rurik trata com algumas ervas. Os vikings encontram nos sacos turfa, madeira e carvão mineral. Mais importante, eles roubam os dois barcos.

Os vikings remam através do lago coberto por densa neblina que a luz do sol é incapaz de atravessar. Enquanto remam os vikings permanecem atentos para qualquer som fora do comum já que a visibilidade está sensivelmente comprometida.

O barco segue pelo lago coberto de algas de uma coloração esverdaeada doentia, sons curiosos de algo mergulhando se fazem ouvir e apresença de algo na água os deixa atônitos. É então que o barco atinge um banco de areia e eles se vêem presos. Brodir verifica o chão e conclui que as algas se tornaram tão densas que permitem o avanço à pé.

Eles seguem andando e depois de alguns minutos avistam o lugar mencionado por Fionualla, uma ilhota que emergiu das profundezas do lago salgado. É difícil avançar por esse terreno irregular, escorregadio e repleto de poças. Na paisagem bizarra se destacam construções em ruínas de arquitetura inumana. Estátuas de pedra esverdeada mostrando criaturas das profundezas e horrores de eras perdidas. A própria arquitetura do lugar com ângulos impossíveis faz a mente dos vikings girar.

Em meio às algas os vikings encontram um majestoso Drakkar, muito antigo recoberto pela vegetação marinha. Talvez Odda, o Skald pudesse precisar a idade da embarcação, mas os guerreiros apenas podem supor quem o usou.

Mais adiante eles observam uma coluna de fumaça ascendendo para o céu. Seguindo até lá encontram o local onde é realizado o ritual envolvendo a tribo de saqueadores. Trata-se de uma área grande onde se concentram cerca de 100 homens e mulheres envolvidos em uma espécie de orgia frenética e abominável. Alguns batem no corpo, dançam e gritam iluminados por uma grande fogueira. Os pobres aldeões sequestrados em toda a costa aguardam amarrados e vigiados por homens armados com lanças.
Os guerreiros ficam atordoados e mais ainda quando percebem em meio a multidão de cultistas existem figuras bizarras com aparência degenerada que mais parecem batráquios que homens. Olaf perde a respiração por alguns intantes, enquanto Brodir ri sem parar como um louco.

Mais adiante há uma estrutura em ruínas. As colunas marcadas pelo limo das eras suportam um teto semi-destruído guarnecido de escoras de rocha polida entalhada por símbolos. Sem dúvida é templo mencionado pela bruxa o lugar onde o tesouro é mantido. Dois guardas armados com lanças protegem a porta de entrada.

Cena 7: O Templo de Clulu

Os vikings contornam cuidadosamente o templo decrépito. Eles passam facilmente pelos dois guardas que são abatidos rapidamente e arrastados para o interior. Os gritos dos cultistas abafa o ataque.

O templo em escombros possui apenas um grande salão iluminado por tochas presas nas paredes. O chão de pedra e as paredes são adornadas por representações apavorantes de entidades malditas. A iluminação é suficiente para revelar um grupo de sacerdotes vestidos com mantos realizando algum tipo de ritual ao redor de um fosso redondo de profundidade desconhecida. Uma estátua de pedra esverdeada domina o salão, sem dúvida trata-se de uma representação grotesca do demônio Clulu. Um enorme monstro marinho com cabeça de polvo, asas nas costas e corpo de homem. Aos pés da estátua repousam tesouros valiosos e riquezas conforme a bruxa descreveu.

Um sacerdote vestindo um capuz que lhe esconde as feições sacrifica as vítimas cujos corpos são atirados no fosso depois do pescoço ser cortado por uma faca de aspecto sinistro. Uma das vítimas uma jovem mulher resiste ao ataque do sacerdote, ela briga sem parar e arranca o capuz de sua cabeça. Gritos irrompem no salão: a face do sacerdote é a de um monstro mais peixe do que homem. Brodir não suporta a visão e grita, partindo furioso com um berseker para cima dos cultistas. Os outros o seguem com armas nas mãos, olhos faiscando e sede de sangue. Mais monstros do que homens, os sacerdotes removem os capuzes e reagem, mas a maré de ferro dos furiosos guerreiros nórdicos os cobre como uma onda escarlate.

Leif é ferido pela garra afiada de um dos sacerdotes que lhe arranha a garganta. A luta corre sangrenta a medida que outras Crianças das Profundezas se unem a escaramuça. Em meio a luta o sacerdote principal acaba ferido, bradando o nome de Clulu ele se atira no fosso negro.

"Vamos pegar o tesouro e sair daqui!" grita Bjorn e os outros se apressam em pegar o que podem. Mas nisso, do fundo do horrível fosso brota um fedor pior que o de mil tumbas abertas. E em seguida ergue-se uma besta aterradora: o guardião do templo. Rurik investe contra o monstro mas sua pele é resistente como ferro, a espada não consegue ferí-lo. O experiente guerreiro é atirado por um golpe batendo a cabeça na parede e desmaiando.

Bjorn e Leif são igualmente repelidos. Brodir apanha um machado e ataca o monstro, mas a coisa o segura pelas cintura, o ergue e o aperta esmagando cada osso de seu corpo. Um som de folhas secas se faz ouvir quando ele é despejado no chão.
Olaf então se recorda da bruxa lhes disse e invoca o nome de Shub-Niggurath. No mesmo instante o velho viking sente uma horrível ânsia. Algo se move em seu estômago e escala pela sua garganta sendo expelido em uma torrente de vômito. A massa é atirada ao chão e se contorce a medida que cresce em tamanho e se torna um monstro tão tenebroso quanto aquele enfrentado. Olaf desmaia por um instante e Bjorn corre para ajudá-lo, a medida que a coisa se interpõe no caminho da criatura invocada. O choque das duas faz as paredes do templo estremecer.

"Dane-se o tesouro! Corram!" grita Bjorn, enquanto Leif já dispara pelo portão despachando um híbrido com sua espada. Infelizmente outros saqueadores percebendo a comoção dentro do templo barram a saída. Leif é cercado e luta como um leão contra dezenas de inimigos. Uma lança o acerta no flanco e uma adaga corta os tendões de sua perna direita. O rapaz fraqueja e um cultista ergue uma pesada clava. O crânio do jovem é esmagado por um golpe seco.
Olaf e Bjorn - carregando Rurik semi-consciente - retrocedem para o templo. Lá dentro os monstros se agarram em um abraço mortal a medida que se arrastam para a borda do fosso despencando nas trevas. Os cultistas vendo a cena se desesperam e fogem.

Em seguida a ilha inteira estremece como em um colossal terremoto. Prevendo o que está por vir, os vikings correm para a saída a medida que a ilha começa a afundar rumo às profundezas abissas. A fuga é desesperada, Olaf tropeça e cai várias vezes, mas os sobreviventes conseguem chegar ao velho Drakkar tomado pelas algas.

À bordo Olaf e Bjorn se esforçam para cortar todas as algas enquanto a ilha inteira estremece e afunda. Híbridos tentam escalar o lado do navio viking mas Rurik já suficientemente desperto os derruba com um lança longa.

A ilha então desaparece sob a superfície do lago quase virando o drakar. A medida que o sol começa a despontar no horizonte os vikings manobram o drakkar para um rio que os despeja no mar.

Epílogo:

Ainda horrorizados pelo que testemunharam os vikings seguem na direção de sua casa em Hordalung. O que é uma viagem de alguns dias para quem enfrentou um horror ancestral?

Do vasto tesouro eles conseguiram recuperar apenas algumas poucas peças, o suficiente para lhes garantir alguns anos de conforto. Eles jamais esquecerão de seus companheiros mortos e dos momentos de terror experimentados. Mas ao menos eles lutaram para viver e sua luta dramática com certeza lhes garantiu um lugar no Valhalla.

E isso é mais do que muitos guerreiros podem aspirar.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Artefatos Misteriosos - Uma coleção de estranhas descobertas arqueológicas

Já que o artigo sobre Von Deniken aguçou a curiosidade de muitos, aqui vai um artigo que examina alguns artefatos arqueológicos cuja origem continua um enigma.

O cryptozoólogo Ivan Sanderson chamou esses objetos misteriosos de OOPA, as iniciais para "Out of Place Artifact" (Artefatos fora de lugar). São estes objetos que foram descobertos em áreas ou épocas que não correspondem a sua existência. Ou seja, eles não poderiam/deveriam existir, mas sua descoberta contraria noções arqueológicas e antropológicas consagradas.

O termo "out-of-place artifact" raramente é utilizado por cientistas e estudiosos conceituados, mas é uma expressão corrente entre crisptozoologistas e defensores das teorias a respeito de "Deuses Astronautas". Para estes teóricos apenas povos com tecnologia superior seriam capazes de construir esses artefatos cuja mera existência desafia conhecimentos e intriga especialistas.

A seguir uma lista de OOPAs:

Ferro de Wolfsegg (Cubo de Salzburg)

Descoberto nas proximidades da cidade austríaca de Wolfsegg no ano de 1886 por engenheiros em uma mina de carvão. O objeto é uma massa de ferro de formato cúbico, pesando pouco menos de um quilo e medindo aproximadamente 10 centímetros. O cubo foi encontrado na camada terciária do solo que corresponde ao período geológico de 65 a 1.8 milhões de anos, na Era Cenozóica.
Em um primeiro momento, acreditava-se que o cubo era um metoro, mas análises posteriores descartaram essa hipótese. Pelos estudos, o metal parece ter sido moldado no formato atual.

Segundo os teóricos, o Cubo de Salzburg seria um OOPA dada a sua antiguidade. Ele seria parte integrante de um engenho ou maquinário de origem alienígena. Especialistas supõem que a peça não seja tão antiga quanto se imagina. Em 1910, o Cubo desapareceu do Museu de Salzburg o que aguçou a curiosidade do público a respeito dele. Anos depois ele foi localizado no Heimathaus Museum em Vöcklabruck, Austria.

Pedras ou Discos de Dropa

A história das pedras de Dropa se inicia em 1938 quando uma expedição arqueológica liderada por Chi Pu Tei investigava a remota região das montanhas de Baian-Kara-Ula na fronteira entre China e Tibet. Os arqueólogos descobriram cavernas que apresentavam indícios de ocupação por povos primitivos. Os artefatos recuperados nessas cavernas são bastante estranhos e controversos. As cavernas continham uma série de sepulturas e as paredes eram decoradas com desenhos mostrando pessoas com cabeças alongadas e imagens do sol, da lua e das estrelas. Os arqueólogos também encontraram pedras redondas na forma de discos de aproximadamente 30 centímetros de diâmetro com um furo no centro. Ao redor destes discos haviam entalhes e símbolos de origem desconhecida que para alguns compunham um intrincado alfabeto.

Segundo rumores a Universidade de Beijing enviou especialistas para estudar a descoberta não confirmada de centenas de outros discos que formariam uma espécie de biblioteca. Os artefatos teriam sido transportados para a Universidade, mas roubados pelos japoneses durante sua ocupação na Segunda Guerra Mundial.

Na década de 60 surgiram documentos e fotos retratando os misteriosos Discos de Dropa. Para alguns teóricos, os discos continham a completa narrativa sobre a queda de uma espaçonave no local por volta de 12.000 anos no passado. Os sobreviventes do acidente teriam sido venerados pelos primitivos habitantes da região e ensinado uma série de avanços tecnológicos. Os alienígenas teriam ainda se adaptado à vida no planeta e se misturado com seres humanos que usaram a tecnologia dessa raça para gravar em pedras perfeitamente cortadas a sua história.

Fuente Magna

A Fuente Magna ou Fonte Magna, é uma espécie de bacia feita de pedra descoberta nas proximidades do Lago Titikaka na Bolívia na década de 50. O objeto é adornado com uma infinidade de inscrições que alguns acreditam ter ligação com caracteres sumérios, proto-sumérios e mesopotâmicos.

O objeto estava enterrado em uma região habitada no passado por tribos e tida como sagrada. Possivelmente a bacia era usada em rituais religiosos como uma bacia de libação, usada para lavar impurezas tanto no corpo quanto no espírito.

Acredita-se que os caracteres seriam uma prova de que povos antigos já haviam realizado contato entre si. Para outros, a Fuente Magna teria a mesma função da Pedra de Rosetta, servindo para traduzir idiomas. A parte central do objeto possui caracteres cuja origem é totalmente desconhecida.

Esfera de Klerksdorp

Estes curiosos objetos foram encontrados em uma jazida de Pirofosfato e Pirita datada de 3 bilhões de anos de idade em Ottadal, Africa do Sul.

São curiosas esferas metálicas de 0.5 a 10 centímetros de diâmetro contendo curiosas ranhuras laterais que circunscrevem todo o entorno do objeto. As esferas possuem uma coloração castanha avermelhada em um tom que é incomum na hematita, substância da qual as esferas são formadas.

Geólogos acreditam que as esferas tenham se formado através de fissão e relaxamento de camadas de solo. Contudo são as ranhuras laterais que despertam o interesse e a curiosidade dos especialistas. Os teóricos do OOPA, acreditam que as esferas e as ranhuras desempenhavam uma função em alguns tipo de máquina desconhecida. As ranhuras teriam sido deixadas por um sistema de leitura alienígena, como um código de barras.


Especialistas acreditam que a natureza poderia produzir ranhuras semelhantes que embora curiosas nada tem de anormal. As esferas foram estudadas à fundo e se encontram expostas em vários museus tanto na África do Sul quanto na Europa e América.


Vaso de Dorchester

O Vaso ou pote de Dorchester é um objeto metálico recuperado em duas partes após uma explosão em uma pedreira em Dorchester, Massachusetts no ano de 1852. De acordo com relatos da época colhidos pelo jornal Boston Transcript, as duas peças foram encontradas, em meio aos restos da explosão.

Aparentemente o vaso estava no interior da pedra em um pedaço sólido de conglomerado e granito a cerca de 5 metros de profundidade.

O objeto em questão tem um formato semelhate a um sino com exatamente 11.5 cm de altura por 16.5 cm de diâmetro na base e 6.4 cm de diâmetro na parte superior. O corpo do vaso é feito de uma liga de zinco na coloração prateada. As testemunhas descreveram curiosos símbolos ao redor do vaso com motivos florais e curiosas marcas semelhantes a arabescos que sugerem um estranho idioma. Especialistas da época afirmaram que o objeto teria aproximadamente 100,000 anos e ele foi mostrado como uma descoberta sensacional.

Por algum tempo o vaso ficou em exposição no Museu de História natural de Dorchester. Acreditava-se que ele fosse uma relíquia pertencente a uma civilização avançada que o havia depositado em rocha para ser encontrado no futuro distante. Rumores a respeito de estranha luminosidade e de capacidades magnéticas cercaram o vaso por décadas.

Estudos posteriores afirmaram o "Vaso" não era tão antigo quanto se supunha e que possivelmente não passava de um simples objeto de adorno (talvez um mero castiçal) abandonado em local improvável até ser desalojado pela explosão.

Teóricos, no entanto, acreditam que o Vaso de Dorchester é prova inequívoca de que uma civilização avançada, capaz de dominar técnicas de metalugia complexa criou o objeto por alguma razão obscura e o depositou no interior da rocha.

Crânios de Cristal

Estes talvez sejam os OOPA mais enigmáticos de que se tem notícia e sua origem sempre povoou o imáginário popular desde a descoberta dos primeiros exemplares.

Os crânios de Cristal são peças magníficas de origem Mesoamericana moldadas em cristal de quartzo e supostamente descobertas em escavações arqueológicas no Peru. Eles teriam importância religiosa e seriam usados em diversos rituais sagrados. Especialistas acreditam que eles estariam ligados às civilizações Maia e Asteca, uma vez que estes povos tinham grande fascínio por representações de crânios humanos.

A técnica empregada para moldar esses crânios é desconhecida, segundo especialistas nenhuma civilização mesoamericana teria tecnologia ou o equipamento necessário para dar forma tão detalhada às peças de cristal. O tipo de cristal também chama a atenção, uma vez que ele não é natural das regiões habitadas por essas civilizações, sendo típico do Brasil e do Madagascar. Estudiosos apontaram para possíveis falsificações feitas na Alemanha no século XIX, a partir de peças extraídas de jazidas de quartzo no Brasil.

Tem-se conhecimento de 13 crânios de cristal em exposição em museus e coleções ao redor do mundo. A peça no Museu Britânico e em Paris teria sido descoberta e negociada pelo antiquário francês Eugene Boban, que viveu no México entre 1860 e 1880. A peça no Museu Britânico foi transitou pela Europa em coleções particulares até ser adquirida pelo Museu, já a peça atualmente no Musée de l"Homme de Paris foi doada pelo etinógrafo Alphonse Pinart, que a comprou de Boban.

Um criterioso estudo empreendido pelo Smithsonian Institute concluiu que os crânios de cristal seriam peças contemporâneas ao século XIX. De acordo com o Smithsonian, Boban adquiriu os crânios de cristal de um joalheiro na Alemanhahe, levado para o México e vendido como artefatos descobertos em ruínas e cidades perdidas.

Muitos no entanto acreditam que os crânios de cristal são artefatos legítimos cuja origem pode estar ligada a civilizações alienígenas. Estudiosos do Paranormal acreditam que os crãnios são capazes de proporcionar visões, curar (ou causar) câncer e despertar capacidades premonitórias.

Os Crânios de Cristal ganharam notoriedade nos anos 20 e 30. Várias peças consideradas como grotescas cópias foram descobertas e comercializadas na América Central. Há rumores que a Sociedade Thule, ligada ao regime nazista, teria tencionado adquirir Cânios de Cristal para seus estudos do ocultismo. Na ocasião da doença da Rainha Victoria, um místico chegou a receitar que um crânio de Cristal fosse usado para remover a doença do corpo da soberana.

Em 1931, uma peça teatral mostrava o Rei Felipe II da Espanha mirando nos olhos de um crânio de cristal para assistir a derrocada da Invencível Armada no ataque à Inglaterra. Na mesma época, os poderes sobrenaturais dos Crânios de Cristal foram motivo de estudos na comunidade científica que publicou artigos escritos por pesquisadores conceituados a respeito dos poderes dos misteriosos artefatos.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

The Long Ships - Cenário Viking para Cthulhu Dark Ages (Parte 2)


Continuação do Cenário de Dark Ages Cthulhu.

Cena 4: Sobreviventes

[Os personagens foram todos separados após o naufrágio.]

Bjorn é o primeiro a despertar em uma praia de areias escuras, lançado pelas ondas do mar em meio a destroços e restos do drakkar. O guerreiro observa ao redor e encontra o corpo de outro homem afogados. Ao tentar socorrê-lo, tentáculos saem da boca do morto e agarram o viking pelo pescoço o estrangulando.

Ele acorda! Foi um pesadelo, mas ele realmente se encontra numa praia e destroços o cercam. Não há viv'alma no lugar.

O guerreiro caminha pela praia até ouvir os gritos de outro sobrevivente, Rurik Sigmundson, que quebrou o braço esquerdo (rolamento de 00%!). Após improvisar primeiros socorros, os dois se colocam a procurar por outros sobreviventes que o mar teria cuspido na praia, mas encontram apenas cadáveres e restos de pano. Os dois conseguem acender uma fogueira e aguardam na praia.

Em outro ponto, Leif desperta após um sonho horrível em que seu pai é morto por um monstro marinho. Ele acorda do pesadelo e vomita água salgada. O jovem vaga sem destino e encontra um baú que flutuou até a praia. Ele recolhe mapas e os estranhos manuscritos obtidos em Inisprager.

Brodir acorda com gaivotas bicando o ferimento em seu supercílio. Furioso ele avança contra as aves e xinga as vozes da sua cabeça. Olaf que andava desconsolado pela praia pedregosa o encontra e o louco, acredita ser ele um fantasma. "Cale-se Brodir, se eu fosse um fantasma teria mais o que fazer além de atormentar um idiota de miolo mole!" (frase da aventura!!!!)

O insano aceita o argumento e os dois homens se colocam a buscar sobreviventes. Ao invés disso encontram o corpo sem vida de Ivar Sturlunson, caranguejos saíndo de sua boca. Os dois pensam em queimar o corpo, mas dada a situação acabam enterrando-o. Nesse momento eles vêem fumaça e se dirigem até o lugar encontrando Bjorn e Rurik. Leif finalmente percebe a fumaça, mas no momento seguinte recebe um golpe na cabeça e cai desacordado.

Os demais se reencontram e enquanto planejam o que fazer, Brodir percebe que há movimento próximo. Há estranhos se aproximando armados com pedaços de pau, facas e lanças. Parecem ser pescadores da região, eles trazem Leif amarrado e um homem segura uma faca em sua garganta.

O momento é tenso, apesar de serem guerreiros, os vikings estão em desvantagem numérica, fatigados e com um deles dominado. Bjorn, o único dentre eles que está armado baixa a espada e negocia com os pescadores irlandeses. Os homens são da vila pesqueira de Annagh que fica ali perto, os pescadores encontraram os destroços do drakkar e sabiam que a maré levaria o que sobrou até aquela praia.

Bjorn barganha pela ajuda dos pescadores mas seu conhecimento do idioma Gaélico é pequeno, Brodir quase põe tudo a perder e Olaf acerta um soco no estômago do louco fazendo todos rir. O momento de descontração ajuda e o chefe dos pescadores concorda em levar o grupo até sua aldeia desde que todos entreguem as armas e prometam vir em paz.

Cena 4: Annagh e a Charneca da Bruxa

O vilarejo de Annagh é pequeno com pouco mais de 10 cabanas. As pessoas são desconfiadas da presença de forasteiros, quanto mais nórdicos. O grupo é levado até uma dessas cabanas para descansar. Um velho surge logo depois e se apresenta como Carlen ancião do vilarejo.

O homem ouve o que os vikings tem a dizer e estes omitem o fato de serem saqueadores, Carlen, no entanto, deixa claro que sabe estar tratando com guerreiros nórdicos. O ancião tem para eles uma oferta.

A região vem sendo atormentada por uma tribo de guerreiros selvagens que habitam os pântanos de água salgada ao norte. Eles atacam e matam por prazer, estupram as mulheres, torturam os velhos e ateiam fogo aos vilarejos. Todos os temem e evitam, há alguns meses eles passaram a atacar os vilarejos com o intuito de sequestrar as pessoas que são embarcadas e levadas até sua aldeia no meio do pântano. Com que propósito ninguém sabe ao certo.

Carlen teme que sua aldeia seja atacada em breve e como não tem como defender seu povo, pede ajuda aos nórdicos. Ele não tem nada a oferecer, contudo uma bruxa chamada Fionnualla vive ali perto, nas charnecas e pode conceder alguma recompensa se eles se dispuserem a falar com ela.

Bjorn conversa com os demais e todos aceitam o trato embora nem todos estejam ansiosos por cumprir sua parte no plano. Uma bela moça do vilarejo acaba atraíndo a atenção de Leif que conversa brevemente com ela. Ela avisa para o rapaz tomar cuidado com Fionualla, pois ela não é quem parece ser. Antes de explicar o que isso quer dizer, a jovem é chamada pelo pai e se afasta obediente.

À noite, um rapaz chamado Keenan se apresenta na cabana e se oferece para guiar os guerreiros até a charneca onde vive Fionualla. O lugar fica a algumas horas de caminhada no centro de um pântano escuro, infestado de mosquitos e serpentes venenosas. Durante a jornada os vikings sentem uma aura de ameaça nesse lugar como se olhos os observassem à todo instante.

A velha habita uma choça insalubre em um banco de areia cercado de água estagnada. Keenan se nega a ir mais perto e fica esperando a volta. O rapaz entrega a eles uma bolsa com frutas, peixe e carne salgada para ser entregue à velha.

Os vikings se aproximam com água até as canelas, serpentes passam por perto e Rurik golpeia uma víbora peçonhenta que sibilava furiosa. Os guerreiros param diante da porta ornada com ossos amarelados pendurados em cordas feitas de cabelo trançado. Acima da porta duas caveiras sorriem sardônicas. A voz da megera se faz ouvir convidando os visitantes para adentrar sua cabana nefasta.

Dentro o ambiente é ainda mais inquietante, serpentes venenosas e insetos andam pelo chão de terra batida. Um caldeirão de ferro borbulha um cozido de fedor nauseante na lareira. O cômodo pequeno está impegnado de fumaça e fuligem.

A velha décrepita é de longe a visão mais terrível. Ela está sentada diante de uma fogueira que ilumina timidamente o lugar, permitindo que suas feições sejam vistas. É impossível precisar sua idade, seus cabelos cinzentos e sujos descem pelo escalpo como uma cascata repleta de lama, lêndeas e piolhos. Um dos olhos foi tomado por cataratas brancas e leitosas, o outro tem um tom cor de mel, vivo e sempre atento. As orelhas são grandes e sem firmeza como leques e o nariz adunco e tumoroso pende como um gancho. Sua boca é larga, com os lábios quebradiços e manchados, já os dentes são amarelos, podres e pequenos. Seu corpo coberto por um vestido rústico de pano cru é esquálido e arquejado, com uma corcunda esponjosa de aspecto fungóide. Os braços finos como galhos, cheios de gânglios terminam em mãos na forma de garras reumáticas dotadas de dedos finos e unhas sujas. O cheiro que emana dela é o mesmo de terra de cemitério, erodida por uma enxurrada. Horrível em cada detalhe, pior no todo, a visão causa náusea.


Cena 5: Negociando com Fionualla.

"Ah então os bravos guerreiros temem a visão da velha Fionualla" diz a velha cuspindo e rindo.

Bjorn dá um passo a frente e entrega a bolsa enquanto os outros que o seguem cautelosamente. Os vikings sentam perto do fogo, a velha lhes serve o cozido repulsivo em pratos rasos e observa enquanto eles comem. Apesar da aparência a comida não é ruim, pelo contrário é extremamente saborosa.

Rurik e Bjorn explicam então o que os trouxe até o lugar e a velha se limita a ouvir a narrativa. Bjorn mostra a ela os manuscritos obtidos na Igreja Cristã de Inisprager e a velha acena com a cabeça. "Ah, eu sei bem o que é isso!".

Ela relata que os homens do pântano salgado, não passavam de bárbaros estúpidos, até que anos atrás se aliaram à raça das Crianças das Profundezas. Eles aceitaram de bom grado misturar seu sangue ao deles. Aceitaram também venerar seus deuses negros: Dorgoon, Mãe Brigh e o Deus Sacerdote Clulu. O pacto lhes rendeu valiosas recompensas, abundância de peixes e tesouros submersos, mas também obrigações. As Crianças das Profundezas cumpriram sua parte do trato, e agora era chegado o momento de retribuir. Eles precisam de escravos, principalmente de fêmeas fecundas para satisfazer seus apetites. Mais do que isso, de tempos em tempos, mortais devem ser sacrificados no altar de Clulu, na ilha de Caer Bargni, que surge por um dia elevando-se do fundo do mar apenas para afundar novamente levando as oferendas.

Fionualla afirma não ter uma recompensa, contudo na Ilha de Caer Bargni existe um templo dedicado a Clulu onde as Crianças das Profundezas depositam riquezas aos pés das estátuas do Deus Ancestral. "Este é um tesouro maior e mais valioso do que se pode imaginar. Mas para obter esse tesouro é preciso tomá-lo", a velha gargalha de forma irritante.

Rurik pergunta a ela se a bruxa pode lhes oferecer mais alguma coisa para ajudar. Ela então parece se animar. "Eu conheço feitiços que podem protegê-los, mas esse benefício terá um custo". A bruxa sorri antes de dizer o que quer em troca.

"Eu vivo num pântano ermo e afastado, privada do contato de qualquer um. Mas em parte eu sou humana e ainda arde em mim a cobiça pelo vigor masculino que jamais experimentei. O tempo me tornou velha e enrugada e ainda que meu ventre agora seja estéril e seco, nem por isso estou livre do desejo. Se querem minha ajuda, um de vocês deve me oferecer o fogo da luxúria".

Os vikings se entreolham chocados: "Eu lhes ofereço a chance de ter uma fortuna incalculável, não é isso o que todo homem almeja? Sem minha ajuda as chances de vocês será bem menor!"

Os homens decidem que a ajuda da bruxa se faz necessária e por mais repulsiva que seja a tarefa concordam que ela lhes concederá um benefício. Os vikings decidem tirar na sorte aquele que cumprirá o papel, a bruxa dispensa Olaf que já não é mais um moço. [O jogador que controlava Olaf nesse momento preparou uns palitinhos para que a sorte decidisse por eles já que ninguém foi voluntário].

E Leif acabou puxando opalito mais curto. Não é preciso descrever o que aconteceu quando o rapaz ficou sozinho com a bruxa (é claro o pobre diabo perdeu uma baita sanidade!) .

Ao terminar a bruxa chama os vikings novamente para a choça e mostra a eles um fruto escuro de aparência repulsiva.

"Um de vocês deve fazer o que digo: Meta esse fruto na boca. Há um caroço grande em seu centro carnudo, engula-o de uma vez. O gosto é amargo como fel, mas nada tema, não é venenoso! Quando surgir algo com o qual vocês não puderem lidar gritem em voz alta: "Shub-Niggurath! Que suas crias sejam louvadas na Terra e em Yuggoth! Fionualla pede sua dádiva."


Os personagens tiram nova sorte, excetuando Leif que já sofreu demais, e Olaf é o escolhido. Ele observa o estranho fruto, o caroço parece um tipo de verme inchado que se mexe no interior da fruta. Respirando fundo ele engole o caroço.

Terminado o acordo, Fionualla manda então que eles vão embora e os guerreiros saem sem dizer uma palavra.

[Conclui na próxima postagem]

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Livro de Arte - A Lovecraft Retrospective: Artists Inspired by H.P. Lovecraft

Há alguns meses atrás foi publicado aqui no Mundo Tentacular um artigo a respeito do sensacional livro "The Art of H.P. Lovecraft Cthulhu Mythos" que na minha opinião é um dos melhores trabalhos a respeito do tema.

Estava buscando produtos similares na internet, mais especificamente no Amazon, quando me deparei com esse livro abaixo.

Tive de fazer dois rolamentos de sanidade... e já digo antecipadamente que não passei em nenhum deles!

Meu Deus, que troço absurdo!!!

É a Bíblia da Arte inspirada por Lovecraft. A Torá das ilustrações blasfemas. O Alcorão do Terror Cthulhiano. O Rubaiyat dos Mythos Ancestrais.

Palavras são difíceis de descrever essa maravilha, então como dizem, imagens valem mais do que mil delas, eis algumas:

A capa do livro com suas incríveis 400 páginas em papel couché de altíssima qualidade.

Tudo é grandioso, imenso, grandiloquente a respeito desse livro. A começar pelas dimensões: o livro tem 42 centímetros de altura por 30 de largura (o que permite visualizar os menores detalhes das fantásticas ilustrações).

O livro pesa assustadores 6 quilos, contando aí o estojo de madeira envolvido por tecido aveludado preto onde ele vem guardado.

Já imaginou um livro como esse na sua prateleira?

Essa é a contra-capa do livro com a aba da jaqueta protetora visível no lado esquerdo.

Uma das mais representativas e conhecidas ilustrações do Grande Cthulhu por Raymond Bayless.

Outras ilustrações clássicas com nomes consagrados como Michael Whelan, Lee Coye, Frank Frazetta, J.K. Potter, H.R. Giger, Derek Riggs, John Couthard, Jeff Remmer, Gahan Wilson entre outros mestres.

Ah sim, o livro possui alguns textos. O prefácio é assinado pelo diretor Stuart Gordon (Re-Animator), uma introdução por Harlan Ellison, um ensaio sobre o Necronomicon por Bob Price e o posfácio pelo autor Thomas Ligotti.

Mas o que realmente vale a pena no livro são as ilustrações, uma verdadeira viagem a história dos Mitos e sua representação conforme a visão de grandes gênios.

Algumas das páginas são fold-out, ou seja, elas se abrem na forma de verdadeiros posters.

Mais algumas ilustrações clássicas dos Mythos. Essas da esquerda mostrando R'Lyeh são fantásticas.

Essas duas são de J.K. Potter, um dos meus aristas favoritos... olha essa mão de Y'Golonac que perfeita.

Os principais artistas também recebem o devido crédito. Os mais importantes possuem uma breve biografia e high-lights de seus prévios trabalhos. Essa do John Coulthard também é magnífica.

Ilustrações de página dupla. Nossa essas são covardia!

Algumas das imagens foram usadas previamente como capas de livros com os contos de Lovecraft, como é o caso dessa fantástica múmia egípcia à direita, que é parte da capa de "Tales of the Cthulhu Mythos" da Del Rey.

Mas deixa eu ficar quieto, as imagens falam por si próprias...

Outra das minhas favoritas essa da direita.

Bom, passado o entusiasmo, vamos às más notícias:

O livro infelizmente é insanamente caro. E quando digo insanamente eu falo sério! Alguém ali perdeu a cabeça...

Lembra que eu comentei que tive de fazer dois rolamentos de sanidade quando encontrei esse livro à venda? Pois é, o primeiro foi pela beleza dele, o segundo pelo preço.

H.P. Lovecraft Retrospective: Artists Inspired by H.P. Lovecraft é uma obra de arte e seu custo reflete isso. O livro na editora custa US$ 395,00, mas pode ser encontrado na internet mais "em conta", no Amazon ele sai por US$ 266,62.

Perversamente caro? Sem dúvida, mas que dá vontade de fazer uma loucura, ah isso dá...

Para quem se animou, uma dica, a Mega Sena está acumulada então boa sorte...