quinta-feira, 8 de março de 2018

Amazonas - Em busca do Mito das Mulheres Guerreiras


"As lendas a respeito de mulheres guerreiras podem ser encontradas em várias culturas. Elas acima de tudo pertencem a um círculo uniforme de sonhos e ideais em torno dos quais imaginação e religião de todos os povos e tempos gravitam instintivamente."

Alexander von Humboldt

Uma das mais fascinantes lendas a respeito de culturas míticas na região Amazônica é a saga das mulheres guerreiras chamadas amazonas.

Trata-se de uma história tão extraordinária que a memória de uma grande tribo de mulheres guerreiras acabou dando nome para uma extensa região de selva tropical no Brasil. Desde as primeiras incursões realizadas por colonizadores europeus que cruzaram o Atlântico em busca de riquezas, cronistas portugueses e espanhóis, escreveram a respeito de mulheres ferozes vivendo no coração da América do Sul.

O nome "amazona" era uma referência inquestionável à mítica tribo de mulheres guerreiras da Grécia Clássica. Segundo as lendas, essa Irmandade de guerreiras dominava a arte do combate à cavalo, sendo imbatíveis quando lutavam sobre montaria. Para alguns cronistas elas teriam inventado o conceito do combate sobre animais. As Amazonas também eram letais combatendo até o último fôlego com uma selvageria e bravura que aterrorizava o inimigo. Suas armas eram a lança e a espada, mas podiam ser mortais com o arco e flecha. Os gregos diziam que nenhum exército conhecido era capaz de rivalizar as amazonas que, quando determinadas, lutavam com um ímpeto inigualável. 

Heródoto afirmava que as amazonas dos mitos não estavam abaixo de nenhuma tropa grega, elas jamais se rendiam e raramente faziam prisioneiros. Essas bravas guerreiras formavam uma irmandade com um elo inquebrável e isso dava a elas enorme vantagem. Nas lendas, as amazonas treinavam umas com as outras desde a mais tenra idade e compartilhavam de uma cumplicidade inigualável. Bastava uma expressão ou um olhar para que as demais soubessem qual a manobra a realizar ou a tática à ser adotada por toda falange. O respeito às suas líderes era outra enorme vantagem. Uma líder amazona sabia que suas irmãs cumpririam qualquer tarefa que lhes fosse transmitida sem questionamento ou reclamação. Uma tarefa dada, deveria ser levada até o fim com graves penalidades para as que ousavam desobedecer ordens expressas.

De fato, o termo Irmandade descrevia bem a relação existente entre essas fantásticas guerreiras. Uma amazona deveria proteger sua irmã de armas, colocando sua vida no mesmo patamar que a das outras: "Seu escudo serve para proteger tanto a si mesma, quanto suas companheiras". 


As amazonas lendárias preferiam morrer pelas mãos de suas irmãs antes de ser capturada pelos inimigos. Em parte, isso se devia a crença de que uma vez capturadas elas poderiam ser vítimas da violência dos inimigos que tentariam submetê-las ou humilhá-las. Nenhuma indignidade era maior do que essa e a saída mais honrada era morrer pelas mãos de uma companheira de armas.

Embora as míticas amazonas do Novo Mundo, tivessem o mesmo nome que sua contraparte grega, elas eram bem diferentes.

Para começar, na América do Sul não existiam cavalos, portanto os fabulosos corcéis das guerreiras - que possivelmente deram origem ao mito nórdico das Valquírias, estavam fora da equação. Para suprir essa desvantagem, as guerreiras que habitavam as florestas fechadas e selvas densas eram especialistas em furtividade. O desaparecimento de muitas expedições que simplesmente sumiam da face da Terra depois de se embrenhar nas matas, eram colocados na conta das amazonas. As guerreiras tinham fama de aproveitar a cobertura da floresta e se confundir com a vegetação d etal maneira que ninguém conseguia vê-las se aproximando.

Expedições espanholas de mapeamento que desembarcaram na América no século XVI temiam o ataque das amazonas acima de qualquer outro perigo. Elas armavam armadilhas traiçoeiras e realizavam emboscadas das quais era quase impossível escapar. Escalavam as árvores habilmente e se escondiam nas copas fechadas de onde desferiam disparos precisos com seus arcos. Chuvas de setas saudavam os exploradores, assim como gritos de gelar o sangue e brados de combate estridentes que faziam até o mais experiente soldado largar as armas e implorar por piedade.

As guerreiras amazonas, nuas, com o corpo coberto de tinta, raramente eram vistas. Diziam os soldados que essas "diabas pintadas" podiam se transformar em árvore ou animal para escapar de qualquer perseguição. A ordem era uma só: uma vez que alguém as avistava deveria gritar e alertar os demais, atirar sem piedade, para matar. Muitas expedições preferiam contornar enormes distâncias, evitando assim o território onde amazonas teriam sido encontradas. O mesmo acontecia em rios navegáveis, muitos dos quais, famosos por serem usados pelas amazonas que desciam a correnteza em canoas rudimentares ou troncos. Alguns rios eram evitados, e o medo de despertar a ira das guerreiras era tão grande que alguns evitavam até mesmo tirar da água peixes que seriam direito exclusivo das mulheres guerreiras. 


A Irmandade entre as Amazonas da América do Sul era similar à das Amazonas gregas. Elas não deixavam suas irmãs caídas no campo de batalha, sempre voltavam para resgatar seus corpos e impedir que alguém as levasse como prisioneiras. Isso explicava por que se sabia tão pouco a respeito dessas perigosas guerreiras.

Na época das descobertas ultramarinas, tempo das grandes navegações, as Amazonas ganharam enorme fama entre os conquistadores espanhóis. 

Gaspar de Carvajal, um religioso espanhol que acompanhava as expedições na qualidade de capelão, foi responsável pelas primeiras menções às Amazonas na América do Sul. Em 1541, a expedição liderada pelo renomado Francisco Orellana (1490-1550) desceu o grande Rio Amazonas, adentrando em território não mapeado de Inferno Verde.       

Em sua crônica "Relación del nuevo descubrimiento del famoso río Grande que descubrió por muy gran ventura el capitán Francisco de Orellana (Descrição da recente descoberta do famoso Grande Rio que foi encontrado graças à providência pelo Capitão Francisco de Orellana), o frade dominicano Carvajal escreveu: 

...[os homens indígenas]... são sujeitos a tributos por parte das Amazonas. Percebendo nossa chegada, eles vieram até nós pedir ajuda para enfrentar as mulheres guerreiras. Eles vieram em uma pequena comitiva. Havia de dez a doze deles. Nós os avistamos e levantamos as mãos demonstrando que queríamos negociar. Eles nos contaram então sobre suas inimigas... que lutavam mui bravamente. (Esses homens) ... temiam cruzar o caminho das mulheres que os haviam derrotado várias vezes ... os prisioneiros eram mortos por golpes na cabeça, desferidos com um porrete de madeira (borduna).

As mulheres guerreiras tinham a pele clara. Grande estatura, cabelos longos amarrados em tranças ao redor da cabeça. Elas eram fortes, bem treinadas e disciplinadas. Elas não usavam roupas, corriam pela floresta e lutavam nuas, cobriam apenas os genitais (em termos do frade "suas vergonhas"). Elas eram habilidosas com arcos e flechas. Cada uma delas valia por dez homens em um enfrentamento".

Embora Carvajal relatasse mais tarde em sua crônica que os espanhóis conseguiram derrotar as mulheres guerreiras em uma batalha e matar pelo menos oito delas, suas contradições apontavam para outro caminho. Os nativos diziam que as mulheres guerreiras viviam a uma distância de sete dias de caminhada através da floresta e que raramente se afastavam de sua aldeia. O frade comenta que o combate contra as amazonas aconteceu cronologicamente no dia seguinte a essa anotação. 


Ele também contou que as mulheres eram exímias arqueiras, capazes de lançar uma saraivada de flechas após a outra, com uma velocidade notável. Segundo Carvajal, a expedição estava armada com mosquetes e armas de fogo e isso lhes deu uma vantagem durante o ataque. Curiosamente, dois dias antes em suas anotações, o frade descreve como a maior parte da pólvora da expedição se molhou em uma travessia tornando-se inútil. Como eles teriam enfrentado as guerreiras se o arsenal estava sensivelmente reduzido?

Finalmente, Carvajal conta que a expedição conseguiu chegar até a aldeia das mulheres guerreiras, cujas casas eram feitas de pedra e madeira, possuíam portas e eram guarnecidas por estradas constantemente vigiadas em todos seus pontos estratégicos. A expedição para passar por esses postos de vigia teve de pagar um tributo às mulheres, deixando objetos e armas em clareiras para serem reclamados pelas guerreiras. 

Lenda ou fato, as narrativas do Frade Carvajal coincidem com as descrições espalhafatosas de muitos outros viajantes históricos. Todos concordavam em alguns pontos chave quanto às mulheres guerreiras: elas não viviam na companhia de homens, sua sociedade era estritamente composta por mulheres, elas seriam combatentes habilidosas e conseguiam desaparecer na selva quando desejavam fazê-lo.

Um dos aspectos mais curiosos a respeito da sociedade das amazonas dizia respeito a seu hábito de capturar homens, afinal de contas as mulheres guerreiras precisavam procriar para perpetuar sua linhagem. Homens eram portanto uma necessidade e até uma moeda de troca. As guerreiras davam preferência a prisioneiros fortes e capazes de gerar crianças saudáveis. Quando uma guerreira engravidava, ela libertava o cativo como uma espécie de agradecimento. Se a criança nascia do sexo feminino, ela era educada e recebia treinamento para ser uma guerreira. Se ela nascia um menino era enviada para uma tribo aliada para ser criada em outra tradição sem contato nenhum com as Amazonas. Em algumas descrições, os bebês do sexo masculino, tinham um destino muito cruel; eram afogados em lagoas ou enterrados vivos logo depois do nascimento.

Outra curiosidade muito difundida é o mito de que as amazonas extirpavam o seio direito quando as meninas chegavam a adolescência com o objetivo dele não lhes atrapalhar no manejo do arco. A palavra "icamiaba" significa literalmente aquelas que não tem seio" e o termo era usado para definir mulheres decididas e que não aceitavam se casar. Não há contudo nenhum indício de que tal coisa de fato acontecia, embora o termo tenha sido usado como sinônimo para mulheres guerreiras.

Na época de Carvajal e Orellana as Amazonas eram vistas como guerreiras honradas.


Apesar de lutar nuas e muitas vezes demonstrarem ser impiedosas, as amazonas eram chamadas pelos exploradores de "Conhori". Isso por que elas eram supostamente muito ricas. [conhori é uma forma de dizer "con oro", ou seja "com ouro"]. Segundo a maioria das descrições feitas, as aldeias de amazonas escondiam enorme riqueza em ouro e prata, usados para manufaturar uma variedade de objetos, de ferramentas a roupas, de adornos a jóias trabalhadas. O maior luxo estava reservado para as guerreiras mais bem sucedidas que ascendiam a um posto de nobreza. As mulheres comuns da tribo tinham acesso a objetos feitos de madeira, pedra e sementes. As guerreiras mais poderosas da sociedade amazona acumulavam tesouros na forma de pentes de ouro, colares de prata, anéis e instrumentos de metal nobre. Elas também dominavam a arte da cerâmica e possuir objetos desse tipo evidenciava grande riqueza e status.

Segundo Carvajal, as amazonas não viviam em simples aldeias, como a maioria dos indígenas da região. Aparentemente sua cultura era bem mais avançada do que a de outros povos abaixo da linha do equador. O que o Frade descrevia não eram simples povoados, mas verdadeiras cidades. Elas teriam uma cidade capital, onde sua Líder vivia numa espécie de residência suntuosa. Ainda segundo Carvajal, a capital possuía ao menos cinco grandes prédios dedicados a cerimônias religiosas ao Sol. Essas grandes casas eram chamadas de "caranaí". Dentro dessas casas, abertas a visitação de todas mulheres, haviam paredes coloridas, altares de pedra e ídolos feitos de ouro e prata. Lá dentro, elas vestiam roupas cerimoniais de linho, adornadas com penas coloridas e adereços magníficos que identificava cada uma delas e seu grau de importância. Os salões eram imensos, cabendo em cada casa uma centena de mulheres distribuídas pelo aposento iluminado por tochas.  

Em contrapartida aos nativos brasileiros, encontrados na costa pelos navegadores portugueses e que viviam limitados por uma cultura neolítica, as amazonas pareciam muito mais avançadas. Elas tinham uma organização invejável: uma liderança central, um sistema de leis baseado em tradições e uma sociedade estruturada.  

A maioria dos historiadores modernos considera que as guerreiras amazonas da América do Sul são apenas uma lenda, menos do que um mito ou mesmo uma mera fantasia dos cronistas.

Entretanto, algumas notas de rodapé nas anotações dos exploradores nos fazem acreditar que possa existir ao menos alguns elementos verdadeiros nessas lendas. A crônica do frade Gaspar de Carvajal contém pelo menos duas "visões" de "amazonas". As testemunhas, segundo informa o cronista, dão detalhes extensos a respeito das roupas, dos costumes, de algumas tradições e de certos hábitos particulares da tribo. Menciona também que elas costumavam sair para guerrear nuas, mas que em suas cidades vestiam linho.

Mas que linho seria esse? Os nativos brasileiros chamados "Ameríndios" viviam nus, ou quase sempre. Eles desconheciam a prática do pastoril. Parece claro que as míticas mulheres guerreiras da América do Sul não pertenciam ao mesmo grupo étnico dos nativos da região. De fato, as testemunhas não poderiam ser mais claras a esse respeito:

"Elas vestiam roupas de tecido fino, retirada de lhamas: Seus trajes eram como túnicas amarradas abaixo dos seios bem apertado. Nos ombros usavam panos coloridos presos com adornos trespassados ou presos com cordas. Os longos cabelos normalmente presos quando em combate, nas cidades ficavam soltos. Suas cidades possuíam animais que serviam para levar carga. Havia pelo menos dois lagos de água salgada no seu território".


Entre a Bolívia e o Peru existem notáveis lagos de água salgada como Titicaca o segundo maior corpo lacustre do mundo, localizado a 3.810 metros acima do nível do mar - e o Lago Poopo. Nenhum dos dois era conhecido pelos espanhóis até então.

Na incapacidade de explicar a origem daquelas mulheres fascinantes e as histórias que circulavam a respeito delas - que logo chegaram à Europa, alguns pensadores elaboraram teorias sobre as origens destas guerreiras.

Em 1555, um padre franciscano e cosmógrafo chamado André Thevet, publicou uma compilação de textos de vários exploradores que haviam visitado a América do Sul e que alegavam ter encontrado as Amazonas.

Sobre essas "Amazonas", Thevet concluiu que elas eram prováveis descendentes das Amazonas Gregas de antes da Guerra de Tróia. De alguma forma elas teriam se dispersado pelo mundo. Chegando a América do Sul e Central, onde colonizaram territórios insulares, fixando-se em pequenas ilhas onde suas cidades foram construídas com pedra e câmaras subterrâneas. Thevet supunha que a descrição recorrente das guerreiras, com pele clara e cabelos longos, indicava sua origem européia e uma etnia desgarrada, decorrente da Grécia Clássica. Em um de seus trabalhos ele dizia que essas guerreiras mereciam um tratamento diverso dos nativos aborígenes.  

Mas esta era apenas uma das teorias que tentavam explicar a presença de tribos de mulheres, e acredite, nem de longe era a mais estranha. Havia pesquisadores que acreditavam ser as amazonas uma tribo ainda mais antiga do que as que participaram da Guerra de Tróia. Estes acreditavam que as lendas podiam ligar as Amazonas a um grupo de sobreviventes do Cataclismo que destruiu a Atlântida. Elas teriam se fixado nas Ilhas Gregas, principalmente Minos, até que decidiram cruzar o oceano associadas aos fenícios, considerados os grandes navegadores do mundo antigo. 

Entre os estudiosos que defendem essa teoria encontra-se a figura do austríaco Ludwig Schewennhagen, cujo livro "Fenícios no Brasil: antiga história do Brasil" causou enorme sensação no século XIX. Schewennhagen dizia que a chegada das Amazonas ao Brasil coincidia com a época da suposta chegada dos Fenícios, entre o ano 1000 e 1200 antes de Cristo. A maioria dessas teorias foi refutada no século XX, mas até então, haviam muitos acadêmicos dispostos a endossar a noção de que os fenícios visitaram o Brasil em algum momento da antiguidade. 


A mais antiga nação do mundo a possuir uma casta de mulheres guerreiras eram os Dahomey que habitavam a África oriental. Parte de um Império cuja estrutura de Governo era matriarcal as Dahoney guardavam enormes semelhanças com as míticas amazonas clássicas. Elas dominavam a arte do combate à cavalo, formavam irmandades combatentes, eram excelentes arqueiras e costumavam capturar homens que eram escravizados ou transformados em reprodutores. A grande diferença é que essas guerreiras ao contrário das histórias tinham a pele negra e raspavam seus cabelos. As Dahoney desapareceram no século XVII, quando a colonização impôs seu extermínio, contudo algumas tradições continuaram existindo, embora elas não fossem mais "guerreiras".

As Dahoney porém, não foram as únicas mulheres guerreiras do Mundo Antigo.

Existe um nome persa, cuja origem, decorre do Império Cita da Ásia Menor, "Ha-mazan". Estas seria uma casta de mulheres guerreiras extremamente ferozes e habilidosas que venderiam seus serviços como mercenárias para os exércitos. Elas teriam combatido em várias guerras, sobretudo contra o Império Parthia. Arqueólogos encontraram inúmeras tumbas com os restos de mulheres que foram sepultadas com armas e até armaduras indicando terem sido guerreiras. Muitas também foram enterradas com arcos. Uma cultura voltada para a guerra e caça pode ter dado às mulheres uma importância crucial no desenvolvimento do Império Cita.

Alguns historiadores acreditam que as lendas a respeito das Amazonas Clássicas possam ter sido influenciadas por histórias sobre as Dahoney e as "Ha-Mazan" e que os feitos dessas mulheres tenha influenciado os gregos a construir o seu próprio mito. Sendo assim, é razoável assumir que o mesmo possa ter ocorrido quando os exploradores europeus chegaram ao Novo Mundo. O contato com tribos misteriosas pode ter servido como fomentar o mito.


A despeito de todas essas teorias, os próprios povos nativos possuíam lendas que mencionavam tribos de mulheres que se devotavam a arte de combater com grande sucesso. Existem lendas a respeito das "Ykamyabas", cujo significado é "mulher sem marido". Estas seriam mulheres que escolheram não se sujeitar às ordens dos homens e que se tornaram favorecidas pelos deuses, pela sua ousadia.

Deixando de lado a mitologia, considerando o conhecimento tradicional da antropologia, é possível compreender mulheres guerreiras em diferentes partes do mundo como remanescentes das sociedades matriarcais arcaicas. No caso dos nativos que viviam no Brasil, a cultura oral confirma que no passado remoto, as tribos estavam sob uma estrutura matriarcal. Antropólogos como Claude Levi-Strauss, por exemplo, coletou várias histórias preservadas de como homens, apenas depois de muito tempo sendo dominados pelas mulheres, reverteram seu papel social. Até então a estrutura não apenas permitia, mas favorecia a existência de guerreiras.

2 comentários:

  1. muito bom, mitos me interessam muito, pois se formaram com raiz em fatos que se perderam na noite dos tempos. Acho que não foi por acaso o no Amazonas dado ao rio. Agradeço a oportunidade de ler interessante artigo

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