quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

NPC: Arthur Conan Doyle - Autor, Médico e Espiritualista

O escocês Arthur Conan Doyle nasceu em 22 de Maio de 1859 em Picardy Place, Edinburgo, o filho de Charles Altamont Doyle, um funcionário público na câmara trabalhista de Edimburgo, e Mary (Foley) Doyle. Seu pai sofria de alcoolismo e epilepsia e foi institucionalizado. Ele veio a falecer em um asilo para mentalmente perturbados em 1893. A mãe de Doyle dirigia uma pensão. Doyle foi educado em escolas jesuítas e mais tarde estudou na Universidade de Edimburgo, qualificando-se como médico em 1885. Após se graduar, Doyle praticou a medicina em uma pequena clínica sem obter grande sucesso profissional, nos momentos de tranquilidade enquanto esperava por clientes ele aproveitava seu tempo livre escrevendo. A criatividade parece ser um dom de família: seu avô foi um famoso caricaturista e seu tio um conhecido ilustrador. O pai de Doyle era arquiteto e desenhista de livros. O próprio Doyle era um admirador de Edgar Allan Poe e Emile Gaboriau d equem ele copiava o estilo no início da carreira. O primeiro texto significativo de Conan Doyle foi "A Study in Scarlet" que apresentava o personagem que o tornaria mundialmente conhecido: Sherlock Holmes. Para criar o famoso detetive, Doyle se baseou no Doutor Joseph Bell, um cirurgião e professor com quem ele havia estudado na Universidade de Edimburgo. 

O Dr. Bell possuía a notável capacidade de revelar os sintomas de um paciente, diagnosticar sua doença e apontar as origens de suas aflições antes mesmo deles relatarem o motivo da consulta. A mente dedutiva de Bell e sua irrefutável capacidade de relacionar informações foram a base para a criação de Holmes. A estória foi escrita em apenas três semanas e publicado em 1887. A segunda estória protagonizada por Holmes, "The Sign of Four", foi escrita para a Revista Lippincott, mas logo em seguida foi adquirido pela Strand Magazine que assinou um contrato de exclusividade com Doyle para a publicação de outros contos de sua autoria. Holmes logo se tornou um sucesso, o personagem lançou o nome de Doyle e o levou a desistir da medicina para se tornar escritor em tempo integral. Por volta de 1893, Doyle começou a se cansar de Holmes e decidiu matá-lo em uma de suas aventuras. Na estória, Holmes e seu nêmeses, o Professor Moriarty despencam para a morte na Cachoeira de Reichenbach, Suíça. 

Doyle decidira matar Holmes, pois tencionava se dedicar a outros trabalhos mais sérios, em especial suas novelas históricas. Apesar de ter escrito alguns importantes trabalhos, o clamor popular levou Doyle a reconsidera r sua decisão e Holmes retornou dos mortos alguns anos mais tarde. Em 1902, o apoio de Doyle ao Parlamento na questão da Guerra dos Boeres na Africa do Sul lhe valeu o título de Sir e uma participação ativa em questões de estado. Doyle se envolveu com o movimento espitualista após as trágicas mortes de seus dois irmãos mais novos e sobrinhos, mortos nas trincheiras da Grande Guerra. Sofrendo de profunda depressão, ele buscou conforto na doutrina espiritualista e se converteu em um porta voz do chamado espiritualizo científico, vertente que pretenda provar cientificamente a autenticidade da mediunidade. 

Doyle escreveu um livro dedicado inteiramente ao tema "The History of Spiritualism" (1926) e passou a andar na companhia de conhecidas mediums e sensitivos, alguns apontados como charlatões e falsários. Doyle se tornou presidente de várias Instituições e Grupos de estudo de ocultismo e espiritualismo. Sua devoção ao tema terminou por abalar a longa amizade que ele tinha com o famoso mágico Harry Houdini. Doyle acreditava no poder sobrenatural sem reservas, enquanto Houdini se especializou em desvendar falsários que usavam as crenças alheias para obter dinheiro. As críticas de Houdini aos médiuns sepultaram a amizade de vários anos entre os dois. Em 1921, Doyle defendeu a autenticidade de fotografias que supostamente retratavam fadas e espíritos das florestas que apareciam para crianças. 

O caso conhecido como "The Cottinsgley Faeries" ganhou fama e a defesa aguerrida de Doyle arranhou sua credibilidade. Anos mais tarde, as crianças envolvidas no caso reconheceriam a farsa. Arthur Conan Doyle morreu em 1930, aos 71 anos de idade, vítima de um ataque cardíaco fulminante. Sua primeira esposa Louise Hawkins, com quem elee havia casado em 1884, havia falecido em 1906, e ele havia casado novamente em 1907. Embora Conan Doyle seja lembrado como criador de Sherlock Holmes (personagem central em 56 estórias), sua carreira incluiu vários outros importantes trabalhos. "The Lost World" (que narra as aventuras de uma expedição perdida no planalto brasileiro) talvez seja seu trabalho de ficção mais conhecido. Doyle escreveu também peças, versos, memórias, contos e novelas históricas, sobrenaturais e de ficção especulativa (a precursora da ficção científica)

Call of Cthulhu - Informações do Investigador

Nome: Arthur Ignatius Conan Doyle
Ocupação: Médico/Autor
Escolaridade: Universidade de Edimburgo, Escócia (Medicina)
Local de Nascimento: Edimburgo, Escócia
Idade: 61 anos (em 1920)
Desordens Mentais: Obsessão leve quanto a ocultismo/sobrenatural. Conan Doyle precisa pesquisar e saber a respeito do tema.

Episódios de Insanidade: Nenhum


STR 11  DEX 10   INT 17 (IDEA 85%) 
CON 12   APP 11  POW 14 (LUCK 70%) 
SIZ 12                   EDU 21  (KNOW 99%) 

 Damage Bonus: None 
Pontos de Sanidade: 70%

Habilidades: Anthropology 25%, Archaeology 20%, Art (Writing) 77%, Bargain 30%, Chemistry 42%, Credit Rating 68%, Cricket 56%, First Aid 57%, Geology 32%, History 73%, Library Use 69%, Medicine 59%, Natural History 51%, Occult 68%, Ofalmologia 66%, Persuade 41%, Psychology 43%, Pharmacy 38%, Spot Hidden 45%, Folclore das Ilhas Britânicas 52%

Línguas e idiomas: German 33%, French 24%, Latin 63%

Armas de Fogo: Handgun 30%, .32 revolver 

 Utilizando Conan Doyle em Call of Cthulhu - Arthur Conan Doyle é uma autoridade a respeito de ocultismo, espiritualismo e folclore britãnico. Pode-se dizer que na década de 20, eles era um dos mais famosos escritores ingleses, ao menos o mais popular, graças às estórias envolvendo Holmes. Apesar de sua fama, Doyle era um homem extremamente acessível. Seu círculo de amizades incluía intelectuais, políticos e artistas. Ele costumava receber colegas e conhecidos em sua casa em Crowborough para animados debates. Seus temas favoritos versavam obviamente sobre mistérios, história antiga, folclore e espiritualismo. Arthur Conan Doyle é um contato valioso para investigadores em busca de conhecimento oculto. Doyle possuía uma mente aberta para teorias e idéias controversas, de modo que estaria propenso a acreditar até mesmo na existência de criaturas e entidades dos Mitos de Cthulhu desde que com alguma prova.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Personagens Principais de Arthur Conan Doyle - Uma lista dos principais personagens e estatísticas

As estatísticas a seguir se referem a personagem canônicos das aventuras de Sherlock Holmes. Ele spodem ser usados como parâmetros para cenários na Era Victoriana.

A descrição e estatísticas provém do livro Gaslight por William A. Barton.

Sherlock Holmes
Str 17 Con 18 Siz 15 Int 18 Pow 18
Dex 16 App 09 Edu 22

Hp: 17
Sanidade: 94

Skills: Anthropology 41%, Archeology 49%, Bargain 53%, Biology 72%, Camouflage 74%, Chemistry 68%, Climb 77%, Credit rating 50%, Criminal Literature 90%, Cthulhu Mythos 5%, Disguise 95%, Dodge 76%, Drive Carriage 62%, Fast Talk 96%, First Aid 51%, Geology 82%, Hide 88%, History 65%, Jump 66%, Law 90%, Library Use 79%, Listen 86%, Locksmith 84%, Martial Arts (Baritsu - Japanese Wrestling) 82%, Medicine 63%, Occult 55%, Persuade 68%, Pharmacy 85%, Physics 55%, Psychology 99%, Ride 51%, Sneak 81%, Spot Hidden 94%, Swim 78%, Throw 78%, Track 83%, Violin 63%

Idiomas: Cornico 50%, Francês 85%, Alemão 62%, Grego 75%, Latim 80%, Fenício 35%

Armas: Fist/Punch 85%, damage 1d3 +1d4
Fencing 81%, damage 1d6 +1d4Singlestick (police baton) 79%, 1d6 +1d4
Kick 67%, damage 1d6 +1d4Revolver .38 25%, damage 1d10

É tarefa quase impossível listar todas as habilidades e cohecimentos de Sherlock Holmes, sendo que as memórias do Dr. Watson são a fonte mais confiável. Holmes é uma espécie de enciclopédia ambulante, com conhecimentos úteis em praticamente todas áreas científicas.

Em algumas ocasiões rude e arrogante, em outros cortês e gentil, Holmes é claramente um excêntrico. Entretanto, ele é um excêntrico extremamente capaz! Uma vez no rastro de um crime, ele o persegue incansavelmente a despeito de qualquer obstáculo. Ele considera a si mesmo a última instância de apelação para muitos clientes, e já declarou em uma ocasião que prefere subverter as leis inglesas a permitir que uma injustiça prevaleça. Ele possui um senso de honra bastante aguçado. Embora seja um misógino, Holmes é um perfeito cavalheiro britânico com uma etiqueta irretocável. Ele afirma que emoções não passam de um contratempo, preferindo ver as coisas sob a luz da razão e do puro racionalismo. A despeito disso, ele é um amigo leal, sobretudo para com o Dr. Watson.

Holmes em determinados momentos pode ser intempestivo. Ele tem pouco respeito e paciência com aqueles que demonstram incopetência. Ele é um crítico do trabalho policial e tende a apontar erros de procedimento de forma crítica e direta.

Períodos de intensa agitação durante os casos são sucedidos por um forte sentimento de frustração em tempos mais tranquilos. Comportamento condizente com alguém que sofre dos primeiros sintomas de mania-depressiva. Holmes sempre julga suas ações de forma severa, um perfeccionista por natureza ele deplora qualquer falha em sua conduta.

Os atributos físicos de Holmes são bastante altos. Em um conto ele demonstrou incrível força física endireitando um agitador de lareira dobrado pelo infame Dr. Grimsby Roylette. Ele é capaz de seguir a trilha de um caso por dias a fio, dispensando comida e descanso indicando uma força de vontade e constituição de ferro. Holmes faz uso de pequenas doses de cocaína para aguçar seus sentidos e se manter em estado de alerta. Embora extremamente magro, o detetive está acima da média de estatura de seus contemporâneos. Suas habilidades de observação e deducação revelam uma das maiores mentes do século. Embora sua educação não tenha sido convencional, ela inclui estudos em Oxford e Cambridge, estudos médicos em St. Bartholomey e pesquisas independentes no Museu Britânico. Dono de uma silhueta esguia e com feições aquilinas, Holmes não é exatamente um homem atraente, contudo seu carisma e magnetismo pessoal fazem dele um indivíduo fascinante.

Holmes não é um expert no manejo de armas de fogo. O revólver que ele costuma portar serve muito mais como ameaça. Holmes domina a arte marcial conhecida como Baritsu, uma espécie de luta livre japonesa. Ele também é um boxeador competente treinado por mestres da nobre arte.

Dr. John Watson

Str 13 Con 13 Siz 15 Int 14 Pow 12
Dex 11 App 13 Edu 17

Sanidade: 82%
HP: 14

Skills: Bargain 44%, Biology 55%, Chemistry 38%, Credit rating 35%, Dodge 40%, Drive Carriage 58%, Fast Talk 31%, History 40%, Law 49%, Library Use 49%, Listen 65%, Medicine 82%, Persuade 45%, Pharmacy 85%,`Psychoanalysis 29%, Psychology 68%, Ride 67%, Spot Hidden 31%, Swin 78%, Throw 56%, Track 32%

Idiomas: Francês 80%, Alemão 40%, Grego 40%, Latin 60%
Armas: Fist/Punch 55%, damage 1d3 +1d4
Revolver Webley .455 88%, damage 1d10 +2

John H. Watson é cronista, assistente, confidente e amigo mais próximo de Sherlock Holmes. Médico Militar de carreira, Watson serviu no 66th Infantaria de Berkshire durante as guerras no Afeganistão. Ele foi ferido gravemente em 1880 na batalha de Maiwand, e por isso manca sigeiramente. Em meados de 1896 ele conhece Holmes há cerca de 15 anos, tendo participado de várias de suas aventuras. Casado por um curto período de tempo com Mary Morstan Watson (de 1888 a 1893), ele voltou a morar com Holmes no apartamento da Baker Street 221-B quando seu amigo retornou a Londres após três anos desaparecido.

Watson é um homem gentil e de boa índole. Ele é um súdito leal da Coroa, de seus amigos (sobretudo Holmes) e de todos aqueles que ele julgar valorosos. Ele é um cavalheiro por natureza, casado três vezes ao longo de sua vida.

Ele é um médico competente, e embora não seja brilhante em sua área é um profissional sério, disciplinado e respeitável.

Quando acompanha Holmes em seus casos, ele costuma carregar seu confiável revólver Webley .455, arma dos tempos de serviço militar. Watson também carrega sua valise médica que se mostrou útil em mais de uma ocasião.

Professor James Moriarty

Str 13 Con 12 Siz 14 Int 18 Pow 18
Dex 12 App 09 Edu 22

Sanidade: 90%
HP: 13

Skills: Anthropology 57%, Archeology 44%, Astronomy 89%, Bargain 65%, Biology 72%, Chemistry 79%, Credit Rating 80%, Cthulhu Mythos 8%, Fast Talk 75%, History 52%, Law 82%, Library Use 83%, Listen 66%, Mathematics 97%, Medicine 33%, Mechanical Repair 69%, Occult 81%, Persuade 80%, Physics 9%, Psychology 81%, Spot Hidden 67%, Track 68%

Idiomas: Francês 85%, Grego 90%, Latim 90%

Armas: Fencing 71%, damage 1d6 +1d4
Revolver .38 51%, damage 1d10

Professor Moriarty foi chamado por Holmes de "O Napoleão do Crime". Ele é seu maior nêmesis. Professor de Matemática, Moriarty voltou seu gênio para o crime com o intuito de transformar o submundo de Londres em uma vasta máquina devotada a atividade criminosa, com ele próprio comandando no centro da teia como se fosse uma aranha. Seu reinado de crime continuou ativo até que Holmes conseguiu derrotá-lo em 1891. Na ocasião ele lançou seu algoz do alto da cachoeira de Reichenbach com um golpe perfeito de Baritsu.

Moriarty é um gênio brilhante capaz de rivalizar até mesmo Holmes. Ele construiu uma reputação no submundo de Londres como o homem que jamais falha.

Moriarty é alto e magro, sua fronte é cercada por uma coroa de cabelos que envolve a cabeça calva. Sua aparência sugere um indivíduo temperado e cortês, uma espécie de professor ou tutor, contudo, essa fachada esconde um inimigo feroz e implacável, disposto a tudo para completar seus planos. Moriarty habitualmente veste um longo paletó escuro.



Inspetor Giles Lestrade

Str 11 Con 12 Siz 12 Int 14 Pow 13
Dex 13 App 10 Edu 11

Sanidade: 65%
HP: 12

Skills: Dodge 52%, Drive Carriage 36%, Fast Talk 43%, Law 70%, Listen 71%, Locksmith 34%, Persuade 48%, Psychology 32%, Ride 31%, Sneak 44%, Spot Hidden 42%, Track 30%

Armas: Fist/Punch 55%, damage 1d3 +1d4
Singlestick (police baton) 53%, 1d6 +1d4
Revolver .455 42%, damage 1d10

Inspetor Lestrade é um dos homens mais influentes na Scotland Yard, aquele mais acostumado a lidar com Sherlock Holmes e seus métodos curiosos. Um homem baixo e com barba castanha bem aparada, ele foi chamado por Holmes de "o melhor que a Scotland Yard pode oferecer".

Lestrade é um homem determinado, que tem sucesso na maioria de suas investigações mais em função de sua persistência do que pelos métodos empregados. Lestrade é um policial antiquado, porém honesto. Ele jamais trairia aquilo que acredita. Embora Holmes critique seu estilo e Lestrade ache Holmes um tanto excêntrico, ambos demonstram respeito um pelo outro. Em mais de uma ocasião Lestrade duvidou dos métodos empregados por Holmes, mas os resultados do famoso o obrigam a reconhecer sua eficácia.



Mycroft Holmes

Str 14 Con 13 Siz 18 Int 18 Pow 16
Dex 06 App 10 Edu 17

Sanidade: 85%
HP: 16

Skills: Accounting 71%, Bargain 84%, Credit Rating 86%, Drive Carriage 58%, Fast Talk 23%, Law 89%, Library Use 82%, Listen 84%, Persuade 88%, Political Science 89%, Psychology 71%, Spot Hidden 93%

Idiomas: Francês 85%, Alemão 78%, Grego 60%, Latim 70%

Armas: Fist/Punch 45%, damage 1d3 +1d4
Revolver .38 40%, damage 1d10

Mycroft é o irmão mais velho de Holmes, um homem enorme, tão obeso quanto Holmes é magro. Watson o descreve como uma baleia, com mãos grandes como nadadeiras. Como é adequado para um homem de seu porte, Mycroft é um sedentário. Exceto quando sua presença se faz extremamente necessária ele se limita aos salões do poder no Pall Mall, onde mantém um escritório e no Clube Diógenes - "um clube para os antisociais", onde conversa só é permitida no salão de visitas.

A primeira vista, Mycroft parece apenas um burocrata do pequeno escalão. Entretanto, seu verdadeiro papel é vital. Ele tem como função organizar informações e verificar tudo em um painel muito maior que em geral envolve o bem estar do Império. Holmes confidenciou em uma ocasião para Watson que Mycroft é o governo de fato.

Mycroft possui faculdades dedutivas semelhantes às de Holmes, e segundo o próprio detetive teria uma mente analítica até superior à dele. A inércia de Mycroft, no entanto, faz com que ele se mantenha confinado, aguardando que as informações sejam trazidas pelos homens que trabalham em campo.



Coronel Sebastian Moran

Str 16 Con 15 Siz 17 Int 13 Pow 14
Dex 12 App 09 Edu 16

Sanidade: 80%
HP: 16

Skills: Bargain 33%, Climb 75%, Credit Rating 40%, Dodge 63%, Drive Carriage 44%, Fast Talk 33%, Hide 89%, Jump 65%, Law 33%, Listen 80%, Occult 41%, Persuade 48%, Ride 77%, Sneak 79%, Spot Hidden 86%, Swim 66%, Throw 70%, Track 64%

Idiomas: Francês 70%, Alemão 25%, Grego 30%, Latim 40%

Armas: Fist/Punch 88%, damage 1d3 +1d6
Revolver calibre .45 79%, damage 1d10 +2
Rifle Bolt-Action 84%, damage 3d6

Moran é o braço direito do Professor Moriarty, um comandante na vasta organização criminal montada pela mente criminosa do século. Originalmente um militar de carreira e caçador na India, Moran é cruel e impiedoso, capaz de tudo. Sua lealdade a Moriarty se baseia simplesmente no fato de que ele considera o Professor um dos poucos homens mais implacáveis que ele mesmo.
Moran é um homem enorme, bruto e musculoso. Embora ele apresente um porte físico típico de um homem de meia idade, ele é capaz de façanhas físicas improváveis. Sua face é cruel e destemida, refletindo sua natureza interior. Sozinho, ele é perigoso como poucos, sob o comando de Moriarty ele se torna formidável.

The Awakened - Jogo de PC que coloca o maior detetive do mundo em um caso envolvendo os Mitos de Cthulhu

Se um dia Sir Arthur Conan Doyle e H.P. Lovecraft tivessem se juntado para escrever um romance, o resultado bem que poderia ser algo como Sherlock Holmes: The Awakened. Esta aventura, a terceira desenvolvida pela empresa Frogwares Game, apresenta o protagonista de clássicos da literatura de mistério como "O Cão dos Baskerviles" e "O Símbolo dos Quatro", enfrentando os Mitos de Cthulhu. Enquanto tal combinação pode soar como um tipo de fan-fiction, a verdade é que o resultado consegue ser surpreendentemente bom. A estória é narrada de forma brilhante, e a mecânica da aventura tem um encadeamento tão lógico quanto o legendário detetive.

O jogo não é nada fácil, Holmes e seu companheiro inseparável, Watson, terão de ser extremamente cuidadosos e observadores para derrotar os cultistas de Cthulhu que planejam destruir o mundo. A maior diferença entre The Awakened e as aventuras convencionais é que você terá de abordar os enigmas através da ótica de Holmes. Isso significa que você terá de examinar cada cena em busca de pistas, mantendo os olhos bem abertos a pegadas, fios de tecido e indícios quase imperceptíveis, se quiser resolver o caso.

O mistério em si tem início com estranhos desaparecimentos de imigrantes em Londres e se torna uma investigação ao redor do mundo envolvendo indescritíveis horrores de além do tempo e espaço.

Felizmente, o jogo não é uma tediosa caça aos pixels. As pistas não são difíceis de serem encontradas, existe a opção de zoom in e zoom out que permite aproximar as imagens, como se o detetive estivesse usando sua fiel lupa. Se todas as pistas forem encontradas, a investigação seguirá de forma consistente e lógica, remetendo ao real trabalho de um detetive processando pistas e tirando conclusões com base nelas.

Nesse jogo, não basta encontrar as pistas. Holmes deverá analisar suas descobertas, isso envolve submeter as provas a exame em seu laboratório químico (no famoso apartamento no 221-B), misturar reagentes, ferver misturas, comparar padrões e fazer exames minucioso com ajuda do microscópio.

No entanto, meramente estudar as provas não será o suficiente para deter os cultistas e seu plano macabro de invocar Cthulhu. Existem muitos enigmas para serem resolvidos ao longo do jogo, incluíndo combinações para abrir passagens secretas, desvendar um complicado código para abrir um cofre, decodificar intricados símbolos e até desenhar o Elder Sign corretamente.

O visual faz com que você tenha o controle do jogo na ponta dos seus dedos. Diferente dos jogos tradicionais de terceira pessoa, The Awakened coloca o jogador em primeira pessoa vendo o mundo através dos olhos de Holmes ou Watson, permitindo assim uma perfeita apreciação e interação com o ambiente.

Ao longo da aventura, Holmes terá de viajar de Londres para a América, investigar acontecimentos macabros na Alemanha e em Nova Orleans e retornar à Grã-Bretanha para o final apocalíptico. Tudo isso visitando manicômios, explorando cavernas, vasculhando pântanos, zonas portuárias e outros lugares perigosos. Alguns gráficos em 3D parecem um tanto achatados, mas essa pequena falha é compensada pelo belíssimo trabalho gráfico nos personagens perfeitamente detalhados.

As ruas vazias são a única coisa que interfere com a ilusão de andar pela capital do mundo no século XIX. Os arredores da Baker Street que deveriam fervilhar com transeuntes parecem sempre desertos, os únicos cidadãos à vista são o vendedor de jornais, um cocheiro e uma mulher vendendo flores. Esse ambiente estéril lembra bem pouco as ruas lotadas trazidas à vida nas estórias de Conan Doyle.

O trabalho dos dubladores é excelente com o cuidado deles usarem termos de época e o típico sotaque regional de cada lugar explorado. Nas ruas de Londres por exemplo, os trabalhadores falam com forte sotaque cockney, enquanto que em Nova Orleans predomina a fala arrastada notória do sul dos Estados Unidos. O roteiro deixa claro que o escritor é muito familiarizado com elementos das obras clássicas tanto de Doyle quanto Lovecraft.
Um problema é que há muitos diálogos e não existe um recurso para avançar esses trechos. O jogador é obrigado a ouvir todas as conversas e os personagens parecem muito interessados em bater papo. Se por um lado isso obriga o jogador a prestar atenção na estória, por outro pode ser um tanto cansativo para os que preferem ir direto para a ação. Holmes é incrivelmente falador nesse jogo, e nessas horas a ausência de um botão para avançar (e fazer ele calar a boca!) é bastante sentida.
A trilha sonora é envolvente e se encaixa muito bem com o clima do jogo sendo digna de uma série de televisão ou filme.
Fiel aos personagens em que é inspirado, Sherlock Holmes - The Awakened é uma excelente aventura e um mistério atraente. Amantes do mistério com um gosto pelo sobrenatural e pelo horror se sentirão em casa com essa aventura.
Veja o Trailer -
Texto com base em resenhas do jogo na página Game Spot.

The Shadows over Baker Street - Antologia de contos envolvendo Holmes e o mundo de pesadelo de H.P. Lovecraft

O que aconteceria se o maior personagem de Arthur Conan Doyle, Sherloch Holmes e seus aliados cruzassem o caminho das terríveis entidades dos mitos de Cthulhu?

Como agiria o maior detetive de todos os tempos se as suas investigações enveredassem pelos tortuosos caminhos do terror absoluto? Seria a sua lógica inabalável páreo para a aura de loucura que permeia os mitos ancestrais?

Em Shadows over baker Street, temos uma chance de vislumbrar como seria o embate de Holmes contra as trevas. A antologia reúne 18 estórias curtas envolvendo as mais tenebrosas investigações no campo do sobrenatural. Editado por Michael Reeves, o livro conta com conhecidos escritores do gênero entre os quais o premiado Neil Gaiman (criador de Sandman) que assina um conto ganhador do prêmio Hugo.

Shadows é uma boa pedida tanto para fãs de Holmes quanto para os entusiastas de Lovecraft. Embora nem todos os contos sejam brilhantes, a maioria deles é envolvente por misturar horror e mistério policial de maneira coesa. É possível encontrar várias referências aos trabalhos dos Mitos e da mitologia do próprio Conan Doyle nas entrelinhas. Diversos contos também são escritos copiando o estilo narrativo empregado por Conan Doyle, trazendo a ação descrita pelas palavras do Dr. Watson, companheiro inseparável de Holmes.

Os casos enfrentados por Holmes mostram quase em sua totalidade um detetive surpreso com o terror que reside nas raias da loucura e além da própria razão. Mesmo sua lógica racional por vezes acaba confrontada pelas revelações levando Holmes a duvidar das próprias capacidades. Em alguns contos, no entanto, temos um Holmes disposto a confrontar o mal dos Mitos usando dos meios que estiverem ao seu alcance, o que inclui magias e conhecimento místico.

Alguns contos envolvem coadjuvantes do universo de Holmes. Temos contos onde o Dr. Watson, Irene Adler, HG Wells e Thomas Carnacki aparecem como protagonistas ou aliados na luta contra os mitos. Dentre os seres lovecraftianos, temos várias entidades e monstruosidades.

Os contos são os seguintes:

- A Study in Emerald - Neil Gaiman - Um pastiche envolvendo elementos de "Um estudo em Escarlate", personagens clássicos e várias citações aos antigos. Uma morte em Londres expõe um complô contra a coroa que apenas um homem poderia ter planejado, e que apenas um homem poderá enfrentar.

- Tiger! Tiger! - Elizabeth Bear - Uma aventura na India Colonial envolvendo uma caçada nas selvas e intriga internacional, com a participação de Irene Adler e do Coronel Sebastian Morand.

- The Case of the Wavy Black Dagger - Steve Perry - O encontro de Holmes e de uma surpreendente mulher enviada para uma missão de vida ou morte em Londres.

- A Case of Royal Blood - Steven-Elliot Altman - Holmes junta forças a HG Wells para proteger um membro da família real da Holanda atormentado por fantasmas (e coisas bem piores que espíritos malignos).

- The Weeping Masks - James Lowder - Dr. Watson confronta um horror durante seu período no serviço militar, durante o conflito no Afeganistão.

- Art in the Blood - Brian Stableford - Holmes e seu irmão Mycroft enfrentam um perigoso desafio ao investigar uma terrível maldição que recaiu sobre um marinheiro.

- The Curious Case of Miss Violet Stone - Poppy Z. Brite and David Ferguson - Holmes deve desvendar o mistério da jovem Violet Stone que sofre de uma estranha doença que a impede de se alimentar.

- The Adventure of the Antiquarian's Niece - Barbara Hambly - Holmes e Carnacki, o caçador de fantasmas se unem para conter os horrores dos mitos em um pequeno vilarejo no interior da Inglaterra.

- The Mystery of the Worm - John Pelan - O incrível cientista Nicholas Tesla e Holmes conduzem uma experiência macabra.

- The Mystery of the Hanged Man's Puzzle - Paul Finch - O detetive investiga o legado de Innsmouth e busca frustrar um plano que pode destruir Londres.

- The Horror of the Many Faces - Tim Lebbon - Watson tem que enfrentar seus maiores temores, quando Holmes parece enlouquecer tornando-se um assassino maníaco.

- The Adventure of the Arab's Manuscript - Michael Reaves - Holmes e Watson buscam localizar o supremo tomo dos mitos, o tenebroso Necronomicon.

- The Drowned Geologist - Caitlín R. Kiernan - Um geólogo faz uma descoberta tenebrosa na costa da Escócia.

- A Case of Insomnia - John P. Vourlis - Uma praga impede os habitantes de uma pequena cidade de dormir. Um horror se esgueira nas sombras e só é repelido pela luz.

- The Adventure of the Voorish Sign - Richard A Lupoff - Estranhos símbolos precisam ser decifrados por Holmes, oq ue abre as portas para os horrores dos antigos.

- The Adventure of the Exham Priory - F. Gwynplaine Macintyre - O Professor Moriarty se envolve com os Mitos e Holmes precisa desafiar seu nêmesis contando com perigosos aliados.

- Death Did Not Become Him - David Niall Wilson and Patricia Lee Macomber - O clássico conto do Golem em uma visão tipicamente lovecraftiana.

- Nightmare in Wax - Simon Clark - Holmes terá pouco tempo para frustrar os planos de Moriarty envolvendo a utilização das forças dos Mythos.

Shadows é uma boa pedida para quem gosta de Holmes e também para quem deseja ler algo novo e diferente no que diz respeito aos Mitos. Bastante recomendado.

Shadows Over Baker Street
464 páginas
Editora Del Rey
Em inglês
US$ 14,95

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Resenha do filme Sherlock Holmes

Sherlock Holmes é um dos personagens mais adaptados da história do cinema.

Há inúmeros filmes dedicados a ele, sendo que o mais antigo - "The Adventures of Sherlock Holmes" foi filmado em 1905. Na década de 40, Basil Rathborne personificou o destemido detetive em nada menos que 14 filmes. Rathborne não apenas atuou, ele emprestou sua face a Holmes. Foi a partir dele que Holmes ganhou sua imagem mais conhecida. Mas o ator sul-africano não foi o único que encarnou o personagem nos cinemas: Charlton Heston, Christopher Lee, Michael Caine, Peter Cushing, Peter O´Toole, Frank Langela... todos vestiram a capa xadrez, o chapéu de caça e fumaram o cachimbo de Holmes.

Mas os tempos mudam.

Não que Holmes tenha perdido seu encanto, longe disso. Porém muitos acreditavam que o personagem precisava de uma releitura e de uma nova roupagem para entrar no século XXI e ser apresentado a toda uma nova geração de fãs em potencial.

É essa a proposta do filme que está em cartaz e que desponta, desde já, como um dos blockbusters do ano.

"Sherlock Holmes" faz uma aposta arriscada ao investir em ação vertiginosa para conquistar o público jovem que costuma lotar os cinemas. Os mais puristas podem torcer o nariz, pois o resultado remete a um Máquina Mortífera na era Vitoriana: cenas de luta coreografadas, explosões, perseguições, tiroteios e humor ocasional.

Essa mudança faz de Sherlock Holmes um mau filme?

A resposta felizmente é não. Sherlock Holmes é um filme extremamente divertido que conta com um elenco inspirado cuja sintonia é contagiante.


Todos já devem saber que Robert Downey Jr é quem vive o personagem título. A escolha parecia fadada ao fracasso: o ator não tem qualquer similaridade física com o detetive inglês, descrito como alto e esguio. Downey ganhou carta branca do diretor Guy Ritchie (de Snatch e Jogos, trapaças e dois canos fumegantes) para criar em cima do personagem, abandonando certas características consagradas e adaptando outras. O Holmes de Downey Jr é um tipo cheio de energia, arrogante, brilhante e meio malandro.

A fórmula talvez não funcionasse com outro ator, mas Downey Jr tem uma atuação que esbanja carisma e conquista a platéia desde a primeira cena. Seu Holmes talvez seja diferente fisicamente, mas as características que acompanham o personagem desde sua criação estão todas lá. O raciocínio apurado, a capacidade de observação e o poder de dedução continuam sendo suas marcas registradas. Detalhes menores também se fazem presentes: o violino desafinado, as experiências químicas, os disfarces infalíveis, as deduções feitas a partir da observação...

O elenco de apoio conta com um Jude Law quase perfeito. Fisicamente compatível no papel, Watson não é mais um mero ajudante do detetive, ele se mostra como peça fundamental na investigação. Além de ajudar Holmes analisando as pistas, ele se torna seu braço direito quando é preciso enfrentar os vilões seja com armas de fogo ou com os punhos. Watson e Holmes dividem um aparatamento e apesar das brigas e picuinhas, possuem uma profunda afeição e respeito, que estão sendo postos a prova pelo casamento do bom doutor.

Não é exagero afirmar que os melhores momentos do filme são proporcionados pela perfeita química estabelecida entre a dupla.

Rachel MacAddans é a protagonista feminina no papel da dinâmica Irene Adler. Na mitologia de Holmes ela já era retratada como uma mulher fascinante à frente de seu tempo. Holmes tinha uma profunda admiração por ela. No filme ela se apresenta como interesse romântico para o detetive e uma personagem misteriosa cujas motivações ficam ocultas até o fim.

A trama não faz parte do cânone de Arthur Conan Doyle. Holmes e Watson precisam deter a ameaça de um certo Lorde Blackwell (Mark Strong), um soturno nobre, envolvido com bruxaria e satanismo (nos moldes de um Alesteir Crowley) que é responsável por assassinatos ritualísticos no coração de Londres. Após ser capturado e condenado à morte, o vilão promete que retornará dos mortos para extrair sua vingança. Logo a promessa de Blackwell se faz cumprir e as pessoas que ele jurou eliminar começam a morrer de forma bizarra.

Holmes precisa desvendar o mistério da ressurreição de Blackwell, o envolvimento de uma sociedade secreta, antigos rituais místicos e pessoas poderosas, a fim de salvar a cidade mergulhada no terror.

A estória é bem amarrada e a trama envolvendo forças sobrenaturais ajuda a criar um clima de suspense. O inimigo clássico de Holmes, o Professor Moriarty aparece brevemente, contudo seu rosto não é revelado deixando um gancho para a inevitável continuação.

Guy Ritchie consegue imprimir um bom ritmo no filme, embora cometa o pecado de deixá-lo um pouco longo.

A parte técnica de Sherlock Holmes é impecável. O figurino e a direção de arte são de cair o queixo, recriando nos mínimos detalhes a escura e claustrofóbica Londres Vitoriana. Os cenários grandiosos, abusando dos efeitos digitais, são realmente impressionantes e merecem ser enaltecidos. A Londres de Sherlock Holmes não fica devendo nada a apavorante recriação contemporânea de Do Inferno.

Igualmente irretocável são os efeitos sonoros e a empolgante trilha sonora de Hans Zimmer que pontua os momentos mais intensos do filme. Não espere algo profundo ou um mistério intrincado, Sherlock Holmes se propõe a ser um filme divertido, nada além disso. Para quem mantiver isso em mente, pode ter certeza, vai se divertir a valer.


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