terça-feira, 16 de agosto de 2011

Motos clássicas - Modelos para os anos 20 e 30

Não sou nenhum especialista em motocicletas, mas fiz alguma pesquisa para escrever esse artigo a respeito das motocicletas clássicas no período de 1900-1942 (época em que se passa a maioria dos cenários de CoC).

Imagino que possam haver alguns erros nessas descrições e que algum expert no assunto possa apontar inconsistências técnicas. O objetivo do artigo, é claro, não é ser técnico ou 100% fiel, mas conceder um sabor a aventuras que tenham personagens que saibam pilotar essas máquinas incríveis.

O que pode ser mais empolgante do que fugir de um Dark Young em alta velocidade em uma Harley-Davidson JD? Ou quem sabe correr pelo deserto enquanto um colega metralha uma horda de Sand Dwellers em seu sidecar?

Motos, Metralhadoras e Cthulhu... o que poderia ser mais cool?

Harley-Davidson 5D V-Twin 1909

A primeira motocicleta produzida pela Harley-Davidson com o inovador motor em formato de "V" disposto em ângulo de 45 graus, era capaz de alcançar a velocidade de 90 km/h, sendo considerada a moto mais rápida da primeira década do século XX.

Infelizmente era uma moto frágil que não rodava tão bem em qualquer terreno e exigia do piloto alguma habilidade. Mesmo assim é uma moto de corrida vitoriosa que venceu praticamente todas as corridas de sua época e entrou para a história pelo design inovador.

Harley-Davidson Model J - 1915

A primeira grande evolução das Motocicletas aconteceu em 1915 com o lançamento da Modelo J. Os pilotos da Harley-Davidson queriam algo mais arrojado, mais rápido e com mais estabilidade em terreno irregular. A Modelo J foi a resposta. O slogan da moto já dizia tudo: "A motocicleta que vai onde você quiser levá-la".

Esse modelo parecia ser feita para estradas off-road e tinha um ótimo desempenho em pistas de terra e lama. Ela era também muito leve e permitia que o motorista ajudasse a moto em subidas colocando um pé no chão. Esse modelo também foi o primeiro a ter um farol elétrico frontal e luz traseira que garantia segurança à noite. A Modelo J parecia ter sido feita para corrida de longa duração: era econômica, leve e resistente.

Harley-Davidson WJ Sport Twin with Sidecar - 1920

Com o fim da Grande Guerra, a Harley-Davidson voltou a se fixar em veículos para os tempos de paz. O modelo WJ surgiu como uma "motorcicleta para o homem moderno". Um veículo que era ao mesmo tempo bonito, esportivo, silencioso e prático.

O modelo WJ não era tão potente quanto os anteriores, mas era uma máquina adaptada para andar nas ruas das grandes cidades e não apenas no circuito off-road. O motor econômico, a estabilidade e a aderência tornaram essa moto o modelo mais seguro e confiável de sua época. A grande inovação eram os freios traseiros especialmente úteis nos centros urbanos e a ignição eletrônica que garantia o funcionamento em qualquer tempo. Outra inovação foram os sidecards que podiam ser adaptados na lateral da moto permitindo que ela levasse passageiros de carona.

No início de sua carreira, a WJ se tornou o modelo mais popular do mercado. A primeira motocicleta que rivalizou com os automóveis mais vendidos de seu tempo. Para se ter uma idéia o Ford T custava US$ 395 dólares, enquanto a WJ saia por US$ 380.

Harley-Davidson 8-Valve Racer - 1921-1928

Não se engane com a aparente fragilidade dessa moto, ela é um verdadeiro demônio das pistas. A Racer foi projetada exclusivamente para corrida e é a moto que a Harley-Davidson desenvolveu para ser a sua campeã de velocidade. Tudo nela foi adaptado para rapidez e performance em corridas.

As 8 válvulas faziam ela literalmente voar como um foguete e os primeiros engenheiros mecânicos chegaram a afirmar que ela jamais seria um veículo seguro para ser pilotado. Mas vários pilotos discordaram e aqueles ousados o bastante para dominá-la sagraram-se campeões e recordistas em praticamente todas as provas disputadas, o que valeu o apelido de "Equipe de Demolição".

Em Fevereiro de 1921, em Fresno na Califórnia, o piloto Otto Walker quebrou o recorde de velocidade ao atingir 172 km/h e logo em seguida por vencer uma corrida desenvolvendo velocidade média de 162 km/h em uma corrida de 50 milhas. Mais de 60 anos teriam de passar até que esse segundo recorde fosse quebrado.

O grande problema da Racer é que era uma moto para profissionais. Acidentes fatais acabaram acontecendo e a linha foi descontinuada para venda ao público ficando restrita aos pilotos de corrida. Seu alto custo fez comq ue a Harley cessasse sua produção, até hoje alguns afirmam que a firma parou de produzir a Racer por ela ser muito superior a todos os seus oponentes.

Harley-Davidson Model JD - Police Department - 1927


Potência! É isso que muitos entusiastas da Harley-Davidson desejavam depois da WJ. Uma máquina que fosse imponente, forte e cujo motor fizesse a diferença.

A Harley JD era uma fera, a precursora das enormes máquinas que marcaram os anos 60-70. Ela foi também o primeiro modelo em que o motorista pilotava quase de pé no quadro da moto, reforçado e com um assento elevado e acolchoado. Os pneus da JD também eram mais largos o que garantia estabilidade. Um dos apelidos da JD era "corcel", pois ela viajava pelas estradas com maciez e com um ronco inconfundível. O tanque de combustível também foi adaptado para longas viagens e tinha um ótimo desempenho em matéria de consumo. Foram os modelos JD que incorporaram as bolsas semelhantes a celas onde o motorista podia carregar objetos necessários em longas jornadas. Em 1929, Dweight Law cruzou a América de costa a costa em uma JD, da Califórnia até New York. No filme "Fugindo do Inferno", Steve McQueen pilota uma JD enquanto foge dos nazistas.

Esse modelo de motocicleta se tornou famoso por ter sido associada a polícia rodoviária em vários estados nos EUA. A moto era a preferida de agentes rodoviários que cruzavam as estradas velozmente. A California Highway Patrol (CHiPs) foi instituída em 1930 e seus patrulheiros usavam Harley-Davidson JD em serviço.

Harley-Davidson Flat-Head EL Model "Knucklehead" - 1936

A famosa Harley-Davidson EL é uma verdadeira lenda.

Ela foi criada durante os anos mais negros da Grande Depressão, do Dustbowl e da Crise, mas também uma época em que a febre por motocicletas estava no auge. A Harley-Davidson estava disposta a inovar e seus construtores se superaram com o motor OHV (Over Drive Valve) capaz de atingir 1000 cc.

Mas a EL não era diferente apenas na parte mecânica, seu visual era distinto de todas as máquinas da época. O sucesso da JD incentivou os construtores a criar algo ainda maior e imponente. O tanque inteiro foi redesenhado, um novo painel mais moderno foi idealizado e uma caixa com quatro marchas de velocidade adicionada.

Essa foi considerada uma das melhores máquinas disponíveis, o tipo de motorcicleta que marcou época e que ainda hoje se distingue pelos traços arrojados. Quando alguém fala de Harley-Davidson a primeira imagem que surge é esse modelo.

O nome "Knuclehead" vinha da cabeça dos cilindros no motor que eram encimadas por uma cobertura semelhante a uma manopla emborrachada. Essa é a moto que aparece no filme Indiana Jones e a Última Cruzada pilotada pelo intrépido Dr. Jones.

Harley-Davidson WLA - Army Service - 1942/1945


No filme Capitão América, o personagem título pilota uma dessas motos e não é à toa!

A WLA foi a motocicleta usada pelo exército americano na Segunda Guerra Mundial e era chamada de "Liberator".

Desde o primeiro conflito mundial, as forças armadas tinham enorme interesse nos veículos Harley-Davidson, mas foi na Segunda Guerra que elas se converteram em uma parte importante das atividades militares com mais de 90 mil unidades usadas nos campos de batalha em todo mundo.

As principais características estéticas eram sua pintura verde-oliva e paralama dianteiro mais alto. Banco revestido em couro com molas na parte inferior e farolete para ampliar a visão noturna também faziam parte do conjunto. A suspensão dianteira era Springer (molas na parte superior, perto do farol, que é usada até hoje) e a traseira, tipo rabo-duro. Esta "guerreira" tinha freios a tambor em ambas as rodas. A WLA trazia ainda vários acessórios. Entre eles, alforje para transportar o rádio, bainha em couro para o rifle, protetor de pernas e parabrisa. Além de filtro banhado a óleo, que não deixava a poeira entrar no sistema de refirigeração.

Dá para imaginar uma moto dessas num campo de batalha ou em meio a um Raid como o de Innsmouth.

Indian Scout - 1928

Depois de tantas versões construídas pela Harley-Davidson essa moto parece uma estranha no ninho. Mas não se pode falar de motocicletas clássicas da primeira metade do século XX sem abrir um parênteses e mencionar a Indian Scout.

A maior concorrente, e para muitos a única moto da época tão eficiente a ponto de competir com as inovações da H&D. Mas o que transformou a Indian num ícone? Pode-se falar de seu motor em V (copiado da Harley, é verdade) capaz de imprimir 600 cc ou de seu design inovador do quadro que permitia ao piloto dirigir quase deitado no banco (para muitos ela foi a precursora das motos de alta velocidade como a Kawasaki Ninja). Para outros é a facilidade com que a moto respondia aos comandos de seu condutor, com uma agilidade e rapidez impressionantes.

A Indian também tem seu lugar na galeria dos objetos de desejo. Assim como a Ferrari, seus modelos eram pintados na cor vermelha metalizada e eram máquinas construídas quase artesanalmente. Seus engenheiros diziam que "qualquer motorista podia ter uma Harley-Davidson, mas os pilotos preferiam uma Indian".

O modelo 1927 está no rol das três melhores motos de todos os tempos (atrás de duas H&D) e isso não é pouca coisa. Outra razão dela estar na lista é que a fábrica principal da Indian ficava na Nova Inglaterra. E finalmente, ela está aqui, por ser uma das minhas favoritas...

domingo, 14 de agosto de 2011

O rugido do motor - A legendária história da Harley-Davidson Motor Company

A centenária Harley-Davidson é muito mais do que um ícone da cultura norte-americana, é certamente a mais tradicional fabricantes de motocicletas do mundo.

A história da marca teve um começo humilde em 1903, num barracão localizado nos fundos da casa de dois jovens irmãos Arthur e Walter Davidson, no município de Milwaukee, em Wisconsin. A dupla, que tinha em torno de 20 anos, acabava de se associar com William S. Harley, de 21 anos, para construir artesanalmente um pequeno modelo de motocicleta destinado às competições regionais. Foi em um pequeno barracão que servia de garagem que tiveram a idéia de adaptar um motor de um cilindro ao quadro de uma bicicleta. O objetivo era conseguir impulsão e velocidade. Depois de realizar vários testes, conseguiram equalizar a potência do motor com a resistência do quadro.

A primeira máquina digna de ser chamada de motocicleta recebeu o nome de Silent Grey Fellow e tinha um motor de um cilindro com potência de 410 cc. Três dessas máquinas quase artesanais foram montadas e vendidas, nascendo assim a “Harley-Davidson Motor Company". Harley deu início ao curso de Engenharia Mecânica e com seus conhecimentos retificou a Grey Fellow concedendo a ela 4 cavalos de força e um design mais forte e arrojado que seria marca registrada da companhia.

Os negócios começavam a evoluir e o nome Harley Davidson começou a ganhar fama quando em 1905 uma de suas motocicletas venceu, em Chicago, sua primeira competição de velocidade. Cerca de 50 máquinas foram negociadas e com a vitória em corridas de resistência e ralys de longa distância a Harley se tornou sinônimo de máquina durável e eficiente.

Seus fundadores decidiram abandonar as modestas instalações iniciais e se instalaram num armazém muito maior, contando com funcionários, montadores e mecânicos. Nesse período a produção já era de 100 máquinas por ano com fila de espera para compraa. Em 1907, a marca Harley Davidson bateu todos recordes de sobriedade, fazendo incríveis 300 quilômetros com apenas 5 litros de combustível. O desempenho superior atraiu vários compradores e a polícia de Chicago adotou a Harley como veículo oficial para patrulha de estradas no estado de Michigan.

No ano de 1909, a Harley-Davidson Motor Company, então com seis anos de vida, apresenta a sua primeira grande evolução tecnológica no mercado de duas rodas. O mundo assistiu ao nascimento do primeiro motor V-Twin montado em motocicletas, um propulsor capaz de desenvolver 7 cavalos – uma potência considerável para aquela época. Em pouco tempo, a imagem de um propulsor com dois cilindros dispostos num ângulo de 45 graus tornou-se um dos ícones da história da Harley-Davidson. Outras inovações se seguem como o acelerador de punho rotativo e a caixa de três velocidades.

Os aprimoramentos na Harley Davidson a colocaram muito à frente de suas concorrentes, inclusive a legendária Indian, e entre 1908 e 1914 motocicletas Harley dominaram praticamente todas as principais corridas nos Estados Unidos. Em 1909 a notoriedade da Harley Davidson chegou ao mercado exterior e a companhia passou a vender máquinas para a Europa. Para atender a demanda crescente foram abertas concessionárias em todo território norte americano e logo em seguida em outros países.

Com a entrada dos EUA na Grande Guerra em 1917, os militares desejavam veículos capazes de se deslocar em terrenos irregulares. A fácil manutenção e a resistência das Harley Davidson conquistaram o Pentágono que fechou um contrato para a compra de nada menos que 17 mil motocicletas para suprir o exército americano. Diz a lenda que um soldado pilotando uma Harley-Davidson equipada com side-car foi o primeiro a entrar em território alemão. As motocicletas também serviam como batedores e para entregar mensagens na Terra de Ninguém devastada por bombardeio.

Em 1917, uma unidade especial de motociclistas foi formada no Texas e recebeu a incumbência de se juntar a tropa comandada pelo General "Black-Jack" Pershing na caçada ao rebelde mexicano Pancho Villa. Apesar de Villa não ter sido capturado, a divisão motorizada empreendeu uma busca implacável pelo território mexicano.

Por volta de 1920, com cerca de 2.000 distribuidores espalhados por 67 países, a Harley-Davidson já era a maior fabricante de motocicletas do planeta. Na mesma época, o piloto Leslie “Red” Parkhurst quebrou 23 recordes mundiais de velocidade com uma motocicleta da marca. A Harley-Davidson foi a primeira empresa, a vencer uma prova de velocidade superando a marca dos 160 km/h.

A Companhia no entanto não passaria incólume à Grande Depressão e a crise atingiu a empresa com força fazendo as vendas despencarem vertiginosamente. Para sobreviver a Harley Davidson diversificou suas vendas e passou a trabalhar com motores industriais e peças automotivas.

Em 1931, a Harley Davidson chegou ao Japão, com o nome Rikuo, e o país se tornou o mercado consumidor mais ávido da marca. A companhia também passou a exportar motocicletas para Argentina, Espanha, México, Venezuela, Brasil e Austrália o que garantiu sua sobrevivência nesse período conturbado. Nessa época várias forças policiais também já estavam equipadas com modelos Harley Davidson empregadas pela polícia rodoviária federal.

Em 1936, a empresa introduziu o modelo EL, conhecido como “Knucklehead”, equipado com válvulas laterais. Esta moto foi considerada uma das mais importantes lançadas pela Harley-Davidson em sua história, seu motor era capaz de desenvolver até 1300 cc de potência.

Durante a Segunda Guerra, a Harley se tornou a moto mais presente em campos de batalha figurando em praticamente todas as frentes de batalha, da Europa Ocidental até o Norte da África, passando pela Rússia e Oriente Médio até as Ilhas do Pacífico. O motor da Harley foi desmontado e copiado por praticamente todos os exércitos envolvidos no Conflito, tanto do lado Aliado quanto do Eixo. As forças armadas do Terceiro Reich possuíam divisões inteiras de motocicletas, idênticas às Harley Davidson com sidecars armados com metralhadora .40. Os soviéticos haviam adquirido pelo menos 30 mil motos Harley largamente utilizadas em batalhas travadas em cenários urbanos devastados como Stalingrado.

Quando os Estados Unidos finalmente se juntaram a Guerra em 1941, a empresa voltou a fornecer suas motocicletas para o exército norte-americano e seus aliados. Quase toda a sua produção, calculada em torno de 90 mil unidades, foi enviada para as forças norte-americanas neste período. Um dos modelos desenvolvidos pela Harley-Davidson especialmente para a guerra foi o XA 750, que era equipado com um propulsor horizontal com cilindros opostos, destinado principalmente para uso no deserto. A Harley Davidson Motor Company pelos seus serviços ao esforço de guerra foi agraciada com dois certificados de Excelência de Produção.

Em novembro de 1945, com o fim da guerra, foi retomada a produção de motocicletas para uso civil. Dois anos depois, para atender a demanda crescente de motocicletas, a empresa abriu as portas de uma segunda fábrica – a planta de Capitol Drive -, em Wauwatosa, também no estado de Wisconsin. Em 1952, foi lançado o modelo Hydra-Glide, a primeira motocicleta da marca batizada com um nome – e não com números, como acontecia até então.

A festa em homenagem aos 50 anos da marca, em 1953, não contou com seus três fundadores originais, mas marcou a entrada da Harley em uma nova era. As festividades, em grande estilo, apresentaram uma logomarca em homenagem ao motor disposto em “V”. Neste ano, com o fechamento da companhia Indian, a Harley-Davidson tornaria-se a maior fabricante de motocicletas dos Estados Unidos pelos próximos 46 anos e lançaria seu nome na história como a mais icônica das companhias de motocicletas do mundo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Algo cthulhiano no Alasca - Estranha substância alaranjada intriga cientistas e preocupa vilarejo


ANCHORAGE, Alaska (AP) — O marido de Leona Baldwin foi o primeiro a ver, e ela se apressou em alertar através do rádio aos outros habitantes da remota vila de Kivalina no Alasca, que uma estranha substância alaranjada havia tomado o cais da cidade.

A notícia atraiu os moradores, ansiosos para ver em primeira mão o fenômeno que cobria parte da água e que começou a se espalhar para as margens do lago.

No dia seguinte, a substância começou a se dissipar graças a uma chuva forte, e o que restou no solo secou em poucas horas tornando-se uma poeira fina.

Amostras da matéria laranja foram coletadas em potes e enviadas para um laboratório em Anchorage para análise. Até os resultados serem conhecidos, os 374 moradores de Kivalina continuam a imaginar o que teria acontecido em seu vilarejo.

"Certamente, até aqui é um mistério," disse Emanuel Hignutt, um químico a serviço do Departamento de Meio Ambiente e Preservação em Anchorage.

Kivalina, é um vilarejo Inuit Esquimo, localizado na costa nordeste do Alasca. O povoado fica às margens de um Lago onde desemboca o Rio Kevalina que dá nome ao local. Os habitantes dizem jamais ter visto algo semelhante, e os mais velhos afirmam que nunca ouviram qualquer estória sobre uma substância de cor alaranjada como ferrugem boiando no lago ou descendo o rio. "É a primeira vez que vejo isso aqui em Kivalina," disse Austin Swan, de 63 anos, membro do conselho da cidade.

Parte das amostras também foram enviados para a Universidade do Alasca, Fairbanks e para o laboratório do National Oceanic and Atmospheric Administration Institute na Carolina do Norte para testes.

"Há diversos experts que podem identificar esse composto se ele for de natureza orgânica, por exemplo, qual a espécie, ou talvez se ele não for orgânico, definir qual a sua origem," comentou Hignutt.

A Guarda Costeira acredita que a substância, que foi descrita como tendo uma consistência semi-sólida, é algum tipo de dejeto ou produto derivado de petróleo. Também é possível que seja algum tipo de alga até então desconhecida.

A preocupação é que se trate de algo perigoso ou tóxico. O que pode acontecer com os peixes causa apreensão aos habitantes, que costumam tirar do lago seu sustento. "Nós precisamos confirmar que essa substância não é perigosa, nossa sobrevivência depende disso," disse um morador.

Quando o material se espalhava pelo lago, ele criou uma área de 3 metros de largura por cerca de 30 metros de comprimento que boiava ao sabor do vento e que segundo alguns chegava a brilhar com um tipo de fosforescência à noite, "como luz neon".

Como a substância permanece desconhecida, autoridades da cidade aconselharam aos habitantes que mantenham crianças e animais longe da matéria alaranjada e que evitem o consumo de água ou de peixes da Lagoa nos próximos dias.

Kivalina não parece estar sozinha, outras comunidades ao longo do Rio Kevalina também avistaram a substância alaranjada.

Shannon Melton informou que estava descendo o rio Buckland a cerca de 150 milhas a sudoeste de Kevalina, e que a cor da água não estava normal. "Era uma cor encardida como ferrugem." contou. Em outras áreas é possível perceber restos da mesma matéria alaranjada depositado nas margens dos Rios e afluentes próximos evidenciando que a concentração está se espalhada pela área toda.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Visões de Yaddith - Párias do universo vivendo entre nós (Estatísticas para Rastro de Cthulhu)

Na vastidão do universo, existem espécies alienígenas que a humanidade sequer pode imaginar, algumas vivendo entre nós em segredo como os misteriosos habitantes de Yaddith.

A melhor fonte de informações sobre Yaddith e suas estórias, é uma coleção de poemas curtos chamada Visões de Yaddith (que mencionam Xoth brevemente). O diário de um pesquisador do Mythos chamado Harrington Paine também possui informações fragmentárias a respeito de Yaddith, embora essas anotações sejam uma leitura complicada que ais parecem devaneios de um louco. Finalmente, os raros Fragmentos de Nhing (textos no acervo da Universidade de Beijing desde 1903) também relatam a história de Yaddith, de seu povo e da sua triste sina.

Yaddith se localiza entre cinco sóis multi-coloridos, mas é mais próximo de Deneb. Deneb é uma das estrelas mais brilhantes em nosso céu a despeito de estar a 1400 anos luz de distância. Ela fica na constelação de Cygnus, e seu nome é o árabe para "cauda".

A estória de Yaddith, conforme revelada no "Visões" é trágica. Ela fala de uma civilização avançada que habitava a superfície do planeta, os Nug-soth ou Yaddithians. Essa raça alienígena era formada por seres humanóides com características insectóides que eram ao mesmo tempo cientistas brilhantes e praticantes de magia. As cidades de Yaddith, construídas com prédios negros que tocavam os céus esverdeados eram um verdadeiro testemunho à genialidade desse povo. Isso até a chegada dos Dholes.

Não se sabe ao certo como ocorreu, mas é possível que os próprios Yaddithians tenham de alguma forma invocado os Dholes ou talvez desagradado Shub-Niggurath, sua divindade principal. O fato é que os colossais Dholes foram atraídos para os subterrâneos de Yaddith dando início a uma sangrenta guerra entre as espécies. Os nug-soth não estavam preparados para um adversário tão terrível e uma a uma, suas cidades foram devastadas pelos ataques dos titânicos vermes.

Prevendo o fim que se aproximava, os Yaddithians sondaram 28 galáxias em busca de mundos que pudessem recebê-los. Para essa tarefa eles usaram a mais fantástica de suas invenções, os Envelopes de Luz, aparatos capazes de transportar seus passageiros através de distâncias incomensuráveis do cosmos. Aqueles que exploraram a vastidão em busca de um porto seguro, acabaram sendo os únicos sobreviventes da espécie. Os Dholes eliminaram cada um dos Yaddith em seu mundo natal e quando o planeta foi totalmente destruído, continuaram empreendendo uma caçada por aqueles que fugiram. Não se sabe as razões deste comportamento, mas Dholes continuaram surgindo em mundos onde colônias Yaddith tentam prosperar levando o caos e a morte por onde passam. Qualquer planeta que recebe uma colônia Yaddith corre um sério risco, uma vez que os Dholes não distinguem outras formas de vida em sua vingança cega.

Há indícios de que exploradores de Yaddith já visitaram a Terra usando seus Envelopes de Luz. O risco destes párias serem descobertos por Dholes é considerável, sobretudo se uma colônia numerosa um dia se estabelecer em nosso planeta. Até o momento, os nug-soth residentes em não chamaram a atenção de seus perseguidores, mas se isso um dia acontecer todas as formas de vida locais estarão em terrível perigo.

Habitantes de Yaddith
Raça Independente Menor

"Dotados de garras e um exo-esqueleto quitinoso negro e brilhante... rugosos, parcialmente escamosos e curiosamente articulados de uma forma insectóide que se assemelhavam a uma caricatura humana".

Os habitantes de Yaddith são uma raça de insetos humanóides de exploradores alienígenas sem um planeta natal.

Essas criaturas medem entre 1,50 e 1,80, mas caminham encurvadas como se tivessem dificuladdes para se mover uma vez que não estão adaptados a nossa gravidade. Seus corpos são cobertos por um exo-esqueleto resistente de quitina negra que pode suportar até disparos de armas de fogo. O tronco é segmentado e dotado de três pares de membros, sendo quatro braços (um deles vestiginal) e um par de pernas. Os membros superiores terminam em mãos articuladas com cinco dedos finos e ágeis. Os pés são longos e com grossas cerdas sensoriais. A cabeça é envolvida por uma carapaça protetora e apresenta um par de olhos (adaptados a visão noturna) e uma mandíbula em forma de probocis.

Eles se alimentam de seiva vegetal, mas podem se adaptar a outras formas de sustento inclusive de alimentos sólidos como carne. Respiram com dificuldade em nossa atmosfera rica em nitrogênio e parecem se cansar com facilidade nesse ambiente.

A maior conquista científica dos Yaddithian são os Envelopes de Luz, máquinas de aspecto alienígena semelhantes a pirâmides de metal. Quando acionadas elas vibram violentamente e produzem um zumbido subsônico. Os Envelopes de Luz em geral transportam um único explorador, mas máquinas maiores podem ser usadas para levar uma grande quantidade de passageiros. Não parece haver limites de distância que essas máquinas podem viajar e seu funcionamento está simplesmente muito além da compreensão humana.

Ao longo da história, Yaddithians tentaram se estabelecer na Terra, mas felizmente nosso ambiente não é o ideal para a formação de colônias. Sabe-se que grupos deles tentaram sobreviver em diferentes regiões do planeta: na China, Peru e por um curto período de tempo na França (durante a Era Napoleônica uma colônia tentou se estabelecer em Paris). Yaddithians são atraídos por grandes centros urbanos, criando refúgios e vivendo de forma clandestina lidando com a primitiva tecnologia existente. Eles costumam recolher objetos - em sua grande maioria sucata e lixo para adaptar a outros usos. Quando vivem próximo a sociedades humanas eles tentam não chamar a atenção e disfarçam suas feições com trajes pesados.

Nenhuma colônias Yaddith prosperou na Terra, mas por alguma razão os Nug-soth continuam visitando nosso planeta. Eles tem uma grande curiosidade sobre nossa espécie, mas tendem a ver a humanidade como uma raça extremamente simplória na qual não podem confiar.

O povo de Yaddith é descrito em detalhes para Call of Cthulhu no Creature Companion e no Malleus Monstrorum, mas não há uma versão para Rastro de Cthulhu, desse modo resolvi improvisar uma versão dessa interessante raça alienígena.

Estatísticas para Rastro de Cthulhu

Habilidades: Atletismo 7, Briga 5, Armas de Fogo 6, Vitalidade 8

Limiar de Acerto: 3

Modificador de Furtividade: +2

Ataque: -1 (garras), +1 (arma elétrica). As garras dos Yaddithians são curtas mas afiadas e podem ser usadas ofensivamente. As suas armas elétricas se assemelham a pulseiras de metal usadas ao redor do pulso, elas podem ser disparadas a uma distância curta (8 metros) e causam um choque no alvo. Descarregadas a queima roupa (através do toque) elas podem eletrocutar um oponente (ampliando o dano para +3).

Armadura: -2 contra tudo (exoesqueleto de quitina)

Perda de Estabilidade: +1

Investigação:

Coletar Evidência: Parecia ser o refúgio de um vagabundo ou de um morador de rua. As tralhas espalhadas pelo aposento foram construídas com sucata e objetos do dia a dia amarrados, atados ou unidos para desempenharem outras funções. Tudo isso é estranho, incomum e causa uma inquietante sensação de que seu propósito não se aplica a nada que uma pessoa normalmente criaria.

Sentir Perigo: É um cheiro desagradável impregnando o lugar. O fedor de insetos, umidade e mofo, mas diferente de tudo o que você já sentiu. E espere que barulho é esse? Parece um zumbido...

Manha: Você deve estar se referindo a aquele vagabundo esquisito que anda para baixo e para cima empurrando aquele carrinho de mão cheio de sucata. Ele sempre está vestido dos pés à cabeça com farrapos com aquele sobretudo, chapéu e cachecol velhos. Ninguém viu seu rosto mas ele só sai à noite e anda coxeando pelas sombras, nunca fala com ninguém e ninguém parece falar com ele.

Reparos Elétricos: A pirâmide de metal brilha com uma luminosidade própria, quando você se aproxima fica evidente que ela emite eletricidade estática pois seus cabelos começam a ficar de pé. Essa coisa não parece estar ligada a nenhuma fonte externa, mas é como se ela estivesse gerando sua própria energia.

Idéias para cenários com Yaddithians:

- Um explorador Yaddithian se estabelece em uma grande cidade e passa a viver no porão de um prédio abandonado em uma vizinhança perigosa. O explorador não planejava se estabelecer na Terra, mas seu Envelope de Luz precisa de reparos urgentes e ele necessita consertar o veículo para seguir para a próxima etapa de sua jornada. Infelizmente três Dholes - da variação menor e mais inteligente - seguem o explorador e começam a rastrear seus passos. As criaturas se estabelcem em um posso de elevador desativado e enquanto tentam encontrar o Yaddithian passam seu tempo se alimentando de moradores de rua e indesejados. Logo se espalha um boato de que pessoas estão desaparecendo nas ruas. Os investigadores - jornalistas, assistentes sociais, policiais ou benfeitores - tem que descobrir o que está acontecendo e determinar oq ue está acontecendo com as pessoas que sumiram.

- Uma pequena colônia Yaddithian começa a construir uma base numa cidade da Terra. Eles tencionam construir um Envelope de Luz capaz de transportar um grande número deles para o planeta. Infelizmente os planos fracassam e o veículo acaba transportando para a Terra uma criatura alienígena perigosa que escapa (talvez uma Cor ou um Vampiro das Estrelas). Os Yaddithian precisam encontrar essa criatura e destruí-la antes que a ação dela coloque em risco seus planos. Os investigadores se envolvem na confusão, tentando descobrir o que estaria acontecendo na vizinhança.

- Um grupo de Yaddithians firma um acordo com um bando de cultistas para trocar conhecimento místico por ajuda. O culto presta apoio aos alienígenas fornecendo a eles material para a construção de alguma máquina que impeça os dholes de descobrir sua presença no planeta. Mas será que os Dholes ficarão afastados por muito tempo? E o que os cultistas farão com acesso a magia e tecnologia superior?

- O refúgio secreto de um explorador Yaddithian é descoberto e o governo se interessa em saber mais a respeito das estranhas máquinas construídas pelo alienígena. Os investigadores são incumbidos de rastrear quem construiu os estranhos objetos e capturar a criatura com vida para que ela possa compartilhar seu conhecimento.

- Um grupo de investigadores encontra um Envelope de Luz e acidentalmente embarca em uma jornada através dos confins do cosmos... ok, essa é uma idéia meio surtada, mas seria legal ver o que acontece com um grupo que acaba acidentalmente acionando uma dessas máquinas e aparecendo em um planeta alienígena (Yuggoth? Celaeno?).

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Onde no Mundo Lovecraft e Cthulhu são mais populares - E no Brasil?

Interessante esse tal de Google Insights, já ouviram falar dele? Eu não conhecia, mas achei bem legal.

Ele é uma ferramenta estatística que contabiliza pesquisas no Google. Cada pesquisa realizada com determinado nome entra nessa contabilidade e assim ajuda a apontar as regiões do planeta onde o tópico é mais buscado.

A página do "Lovecraft and His Legacy" submeteu o termo "LOVECRAFT" a análise e os resultados foram no mínimo curiosos.

Países de idioma espanhol apontaram uma grande concentração de interesse ocupando as três primeiras posições no ranking: Chile, México e Argentina respectivamente. Os EUA vem em quarto lugar e Hungria em quinto. O Brasil não aparece no índice. O resultado mundial pode ser visto na figura abaixo:



Gostei da brincadeira e resolvi passar uma pesquisa local com o mesmo termo no Brasil. O resultado está abaixo:



Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo ocupam os três primeiros lugares nacionais em pesquisa do nome "Lovecraft" seguidos de Santa Catarina e Paraná.

Resolvi fazer uma pesquisa para "CTHULHU" também, os resultados mundiais e nacionais foram os seguintes:



No mundo o termo Cthulhu foi mais pesquisado na Finlândia, Hungria, Polônia, Rússia, Suécia e EUA.

Já no Brasil:



Cthulhu é um termo que surge mais frequentemente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

Há um aumento considerável no interesse dos termos Lovecraft e Cthulhu, esperemos que continue crescendo.