HALI, Lago
O Lago Hali ou Lago de Hali é um misterioso corpo de água localizado em um planeta na Constelação das Hyades ou numa dimensão conectada a esse sistema. O Lago desempenha um importante papel na mitologia de Hastur, o Inominável e também de seu Avatar mais conhecido, o Rei de Amarelo.
Segundo os textos compilados no livro "As Revelações de Hali", este seria um lago enevoado em cuja margem se encontra a lendária Cidade de Carcosa. Para adentrar a cidade ou dela sair, é preciso atravessar a extensão do Lago Hali que segundo os rumores é vasta e preenchida por águas plácidas de coloração plúmbica. Carcosa supostamente ficaria na Margem mais distante do Lago Hali ou em algumas interpretações em uma Ilha em seu interior. Segundo alguns visitantes, a travessia do Hali até Carcosa é realizada com pequenos barcos à remo. Alude-se ao fato de que as águas são habitadas por animais de grande porte, semelhantes a cetáceos de coloração pálida que nadam pelas águas cinzentas provocando ondulações. Estes à despeito de seu tamanho raramente são hostis e tendem a ignorar as pequenas embarcações. Também são observados o vai e vem de seres alados sobrevoando o espelho de água, que podem ser os Byakhees, servos de Hastur.
O Grande Hali é descrito como um Lago de Névoas, ou mesmo nuvens em mais de um tomo. Há menções também a formação de espuma nas margens, embora não se saiba exatamente qual fenômeno é responsável por isso. Alguns visitantes afirmam que nesses "tempos de espuma" não é recomendado viajar por essas águas, pois elas podem ser perigosas. Supõe-se também que o Hali seja o maior dos lagos da região, embora possam haver outros já que são mencionados os "Lagos de Carcosa" no plural.
Uma interpretação curiosa acerca do Hali sugere que no passado ele tenha se manifestado na Terra em diferentes lugares e circunstâncias. Nestas o Lago de Hali teria se materializado na Terra fisicamente acompanhado da Cidade de Carcosa. Os lugares dessa ocorrência seriam a bacia de Gobi na Mongólia, uma garganta no Rub al-Khali na Arábia e uma porção do Lago Ness na Escócia. Com exceção desta última, todas as manifestações físicas do Hali acabam secando e desaparecendo, convertendo-se em um deserto de poeira.
Para alguns o Lago Hali seria o covil ou mesmo a prisão de Hastur. Ele seria Habitante de Hali, aquele que vive nas profundezas dormindo sob o lençol de águas perenes aguardando o dia e que as estrelas estiverem corretas. Assim como o Grande Cthulhu (que por analogia dorme em R'Lyeh), Hastur também é capaz de enviar emanações psíquicas para indivíduos escolhidos. Em alinhamentos estelares propícios, Hastur é capaz de interagir telepaticamente e influenciar essas pessoas. Os seguidores costumam se referir a isso como "o Olho de Hastur ganhando foco".
Bônus: AS REVELAÇÕES DE HALI
Escrito por um Profeta sem nome, identificado apenas como "A Máscara Pálida", As Revelações de Hali é um tratado esotérico escrito no final do século XIX. Ele teria sido psicografado pelo sensitivo francês E.S. Bayrolles em Marselha ao longo de dezenas de sessões de transe mediúnico. Bayrolles alegava ser uma espécie de receptor aberto para a sabedoria transmitida pelo Máscara Pálida ou alternativamente pelo espírito de Hoseib Alar Robardin (um suposto Habitante de Carcosa).
O livro é composto de versos e hinos que falam à respeito da mitologia de Hastur, citando Carcosa, o Símbolo Amarelo e o Lago de Hali. A leitura do livro supostamente cria um tênue vínculo com Hastur e faz com que o indivíduo experimente da sua influência. Alguns cultos dedicados a Hastur, inclusive os Irmãos do Símbolo Amarelo consideram o livro um trabalho menor e consideram algumas de suas noções apócrifas.
A Editora Golden Goblin de Nova York publicou As Revelações de Hali no ano de 1913. A maior parte da pequena tiragem, com apenas 200 cópias foram compradas por colecionadores e estudiosos do oculto. Uma cópia deste livro se encontra na coleção restrita da Universidade Miskatonic.
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