sexta-feira, 28 de maio de 2021

"O Diabo me obrigou a fazer" - O Bizarro caso em que o réu culpou o sobrenatural por um assassinato


"O Diabo me obrigou a fazer"!

Ao longo da história, esse argumento estapafúrdio foi usado como desculpa para muitas pessoas apanhadas após cometer atos terríveis distantes de seu comportamento normal. Na maioria das vezes, nós assumimos que as palavras são ditas apenas em sentido figurado, mas em alguns casos, o significado é bastante literal.

Em 1981, um brutal assassinato aconteceu em uma tranquila cidade da Costa Leste dos Estados Unidos, um crime hediondo que o autor alegava não ter cometido por vontade própria, mas por imposição de demônios que possuíram seu corpo e perverteram sua vontade. A alegação chegou a ser invocada diante de um tribunal de justiça, criando um caso emblemático que se tornou o primeiro da era moderna a envolver possessão demoníaca. O espetacular julgamento que se seguiu incendiou a opinião pública, causou sensação e gerou incrível controvérsia.

A estranha história tem início na tranquila e rica vizinhança de Brookfield, estado de Connecticut, para onde uma família comum, os Glatzel haviam se mudado. Eles pretendiam reformar e ocupar um imóvel recém adquirido na pitoresca cidadezinha de 13.000 habitantes. Pouco depois de chegarem, uma série de incidentes bizarros começaram a se desenrolar ao seu redor, criando uma aura de estranheza e ameaça. Os Glatzel não podiam imaginar o terrível pesadelo no qual estavam entrando.

Certo dia, cerca de um mês depois de terem se estabelecido, a Sra. Judy Glatzel relatou um incidente estranho ocorrido com seu filho mais novo, David de 11 anos. O menino havia repentina e inexplicavelmente sofrido um acidente. Ele caiu com bastante força da cama onde estava dormindo, sofrendo ferimentos leves. Quando questionado sobre a ocorrência, David começou a chorar. Ele contou à mãe que havia sido empurrado pelo que descreveu ser um homem velho com a "pele de aparência queimada". O homem estranho apontou o dedo para ele e rosnou a palavra "Cuidado" antes de empurrá-lo violentamente.


Parecia uma história sem fundamento e no início os Glatzels imaginaram que ela não passava da imaginação hiperativa de uma criança, mas David sempre foi um menino muito honesto que nunca havia inventado algo semelhante. Esse seria apenas o prenúncio de uma situação que viria a piorar progressivamente. David começou a acordar várias vezes durante a noite chorando incontrolavelmente. Quando questionado sobre o que tinha acontecido, ele descrevia a visita de um homem velho com olhos escuros, feições animalescas, dentes afiados e irregulares, orelhas pontudas e cascos no lugar de pés. David alegava que a entidade estava continuamente alertando-o de que, se a família permanecesse na casa sofreria um destino terrível .

Essa visitas continuaram e em pouco tempo começaram a acontecer também em pleno dia. A aparição era capaz de mudar de forma e David afirmava que a criatura assumia a aparência de um homem velho de barba branca, vestido com camisa de flanela e jeans. David disse que às vezes a aparição rosnava em alguma língua estrangeira ou ameaçava roubar sua alma. As visitas assustadoras também começaram a ser acompanhadas por fenômenos inexplicáveis ​​por toda a casa: coisas se movendo sozinhas, sons inexplicáveis, portas batendo e vozes vindas de lugar nenhum.

A estranheza não terminava aí. David começou a exibir feridas estranhas: arranhões, cortes e hematomas pelo corpo todo. Os terrores noturnos pioraram gradualmente a ponto do garoto acordar uivando praticamente todas as noites. A mãe afirmou ter visto seu filho ser sufocado por mãos invisíveis e se debatendo na cama como "uma boneca de pano". David também engordou muito em um curto período de tempo, supostamente ganhando 27 quilos em alguns poucos meses. 

À luz dos eventos estranhos e aparentemente paranormais que se desenrolavam ao seu redor, a Família Glatzel se convenceu que o caso era muito mais sério do que eles podiam imaginar. E que precisariam de ajuda. Eles pediram a um padre católico da Igreja de St. Joseph em Brookfield orientação. O padre concordou em visitar a casa e realizar um ritual de limpeza do lugar. Ele disse sentir uma estranha presença, mas que esta se dissipou. Infelizmente, na mesma noite, os fenômenos agourentos retornaram ainda mais fortes. David foi atacado pela entidade invisível, furiosa com a tentativa de esconjurá-la. O menino foi jogado contra a parede e seriamente ferido no braço.
 

A família Glatzel cada vez mais desesperada implorou à igreja por ajuda e foi encaminhada a dois demonologistas e exorcistas que serviam como consultores. Eles eram Ed e Lorraine Warren, um casal que ganhara fama ajudando pessoas com dificuldades semelhantes. A chegada dos Warren parecia coincidir com um aumento nos eventos bizarros e comportamento aberrante ao redor de David. Ele começou a ter ataques repentinos e sofrer convulsões que às vezes exigiam que ele fosse amarrado e contido. Ele também ocasionalmente rosnava, mordia e cuspia nas pessoas, e isso chegou ao ponto em alguém precisava ficar de guarda enquanto o menino dormia, para o caso de ele ter um de seus bizarros acessos de raiva ou convulsão. 

O garoto também citava repentinamente passagens da Bíblia e do livro "Paraíso Perdido" de John Milton, em especial as frases atribuídas a Lúcifer. Nessas ocasiões ele falava com uma voz gutural, muito diferente da sua. Foi até relatado que ele repetia trechos inteiros em latim, uma língua com a qual não tinha nenhuma familiaridade. Lorraine Warren, uma vidente experiente, contaria mais tarde que em mais de uma ocasião viu uma estranha névoa negra surgir ao lado de David - materializando-se na forma de um ser demoníaco. O menino continuava reclamando de ser atacado, empurrado ou sufocado por mãos invisíveis. Esses eventos bizarros continuaram em um crescendo tamanho que os Warren temiam o pior, que o menino fosse morto pelas forças das trevas. Eles chegaram à conclusão que havia uma ou mais presenças demoníacas habitando a casa e que David era usado como uma espécie de portal para elas se manifestarem. 
Foi nessa época que a filha de Glatzel, Deborah, de 26 anos, implorou ao noivo, Arne Cheyenne Johnson, que viesse morar na casa para que todos se sentissem mais seguros. À luz do que eles viam como possessão demoníaca, os Warren realizaram uma série de exorcismos em um esforço para livrar o garoto de quaisquer entidades malignas que o acompanhavam. Três exorcismos envolvendo a ajuda de quatro padres católicos foram conduzidos, durante os quais David rosnava, amaldiçoava, mordia, chutava e arranhava as pessoas como um louco. Os Warren também afirmavam que, durante os exorcismos, David parava de respirar por longos períodos, produzia sons bizarros, contorcia o corpo em posições não naturais e até levitava. O menino normalmente quieto e pacífico também começou a falar de assassinato e esfaqueamento, o que alarmou ainda mais a todos. 

Por fim, os exorcistas descobriram que havia uma verdadeira Legião de Demônios entrando e saindo de David, possuindo seu corpo intermitentemente. Eles se revezavam, como se disputassem quem era capaz de manter o controle por mais tempo. Os Warren conseguiram se comunicar com várias das entidades e estabeleceram que eram nada menos que 43 demônios envolvidos na possessão. 

Os exorcismos não pareciam estar surtindo qualquer efeito. As presenças malignas dentro de David se referiam a si mesmos como "A Besta", "O Mestre", "O Faminto", entre outros nomes medonhos. Cada uma dotada de personalidade própria, voz e comportamento distinto. A família contatou a polícia de Brookfield em outubro de 1980 para relatar que a situação estava se tornando perigosa uma vez que o menino representava uma ameaça em potencial. Em certa ocasião ele conseguiu arranjar uma faca e a usou para tentar ferir os Warren. Infelizmente, a polícia ignorou o caso e a família continuou por conta própria. 


O noivo de Debbie, Arne Johnson, estava ficando exausto com toda a provação e começou a insultar os demônios que atormentavam David. Em dado momento ele gritou com eles e os desafiou a deixar o corpo do menino e possuir o seu corpo se fossem capazes. Os Warren tentaram dissuadi-lo de fazer esse tipo de desafio, salientando o perigo que ele próprio corria ao propor tal coisa. De nada adiantou! Johnson disse em várias ocasiões: "Entrem em mim! Deixem o garotinho em paz, seus bastardos". Durante uma dessas ocasiões, ele ficou apavorado quando afirmou ter visto os demônios se materializando ao redor de David. Não muito tempo depois disso, Johnson bateu com o carro em uma árvore e, embora não tenha se ferido, alegou que os demônios o controlaram por alguns segundos e causaram o acidente.

Em novembro de 1980, Judy e Carl Glatzel levaram seu filho a um psiquiatra para ver se havia algo que pudesse ser feito para ajudar o menino cada vez mais perturbado. Talvez alguma solução para sua condição pudesse ser oferecida pala comunidade médica. O psiquiatra disse à família que David era normal, exibindo apenas uma pequena dificuldade de aprendizado, certamente nada que explicasse seu crescente comportamento bizarro. Resolveram matricular o filho em uma escola especial para crianças com problemas emocionais, na esperança de que isso de alguma forma o ajudasse.
Nesse ínterim, Debbie e Johnson mudaram-se de casa para morar em um apartamento perto do Brookfield Pet Hotel, onde Debbie conseguiu um emprego como tratadora de cães. O gerente e proprietário do hotel para animais, era Alan Bono, que se tornaria amigo do casal. Nas semanas seguintes, Debbie Glatzel ficou cada vez mais preocupada, à medida que Johnson começou a apresentar um comportamento estranho e atípico. O normalmente educado e temperado Johnson ficava muito irritado com as menores coisas e de repente entrava em transes bizarros durante os quais rosnava ou convulsionava, e dos quais posteriormente afirmava não se lembrar. Durante vários desses episódios, ele gritava em desespero ao ver "A Besta" olhando para ele. Esses transes se tornaram mais frequentes, e seu comportamento errático, até que Debbie começou a temer que talvez seu noivo tivesse sido possuída pelos mesmos demônios que habitavam seu irmão. 
Em 16 de fevereiro de 1981, aconteceu a tragédia. Johnson ligou dizendo que estava doente e que não poderia trabalhar. Ele se juntou a Debbie e Bono para um almoço, durante o qual todos beberam muito. Depois eles voltaram ao apartamento e, em algum ponto durante a conversa, Johnson e Bono começaram uma discussão acalorada por alguma bobagem qualquer. Durante o confronto, Johnson entrou em um de seus transes, após o qual começou a rosnar como um animal. Ele puxou um canivete e o usou para esfaquear cruel e repetidamente Bono, que morreria em um hospital devido aos múltiplos ferimentos. 

Johnson, que não tinha antecedentes criminais e era um cidadão modelo fugiu do local mas foi detido pela polícia a vários quilômetros da cena do crime. Ele foi acusado de homicídio em primeiro grau e não ofereceu nenhuma resistência ao ser conduzido para a delegacia. Em seguida, alegou que não conseguia se lembrar de nada do incidente e que não tinha certeza se era ou não o responsável pela morte de Bono.

O caso já seria excepcional, uma vez que ele foi o primeiro assassinato ocorrido na história da pequena Brookfield, mas as coisas se tornariam ainda mais bizarras rapidamente. Apenas um dia após o assassinato, Lorraine Warren fez a alegação de que Johnson estava possuído por demônios quando o assassinato foi cometido, e que David Glatzel disse que tinha visto os demônios irem dele para o corpo de Johnson. A família apoiou essas afirmações, dizendo que o assassinato tinha sido "Obra do Diabo" e que a Besta havia se transferido para o corpo de Johnson durante os exorcismos quando ele os provocou a fazê-lo. Essas alegações de possessão demoníaca e assassinato numa cidade tranquila como Brookfield levaram a mídia ao frenesi, e a história foi amplamente divulgada em vários veículos de comunicação.
Para tornar todo o caso ainda mais misterioso, embora os Glatzel e Warren falassem sobre os exorcismos que haviam sido conduzidos contra David, a própria igreja fez um grande esforço para se distanciar dessas afirmações. A diocese local declarou que, embora o padre Virgulak e três outros sacerdotes tivessem de fato se envolvido para ajudar o menino, negava veementemente que se tratasse de exorcismos reais. O porta-voz da diocese, Rev. Nicholas V. Grieco, explicou que a aprovação do Bispo seria necessária para a realização de um exorcismo e que essa aprovação nunca foi solicitada. Isso era exatamente o oposto do que os Glatzel e Warren estavam dizendo, e eles alegaram que tal aprovação de fato fora concedida depois que dois dos padres mais jovens abordaram o Bispo pessoalmente. Para complicar ainda mais as coisas, nenhum dos padres que supostamente estiveram envolvidos nos exorcismos foi autorizado a comentar o incidente para repórteres ou investigadores, e todos eles foram misteriosamente transferidos para outras paróquias.

Quando o julgamento de Johnson enfim teve início, seu advogado de defesa, Martin Minnella, decidiu usar a alegada possessão demoníaca como defesa legal para seu cliente. Seria a primeira vez na história dos Estados Unidos em que a defesa procuraria provar a inocência de um réu argumentando possessão demoníaca e, portanto, a falta de responsabilidade da pessoa. A atenção da mídia para o caso atingiu um pico febril, e o julgamento ficou conhecido como o "Julgamento do Assassinato do Demônio" e o "Julgamento do Diabo me obrigou a fazer". O advogado pesquisou exaustivamente a viabilidade de tal argumento e descobriu que tal defesa não era sem precedentes no mundo. Minella apresentou dois casos da Inglaterra em que a alegação de possessão foi permitida; um envolvendo um incendiário que foi absolvido e outro em que um estuprador recebeu pena suspensa pelo mesmo motivo. O advogado até fez arranjos para que exorcistas da Europa fossem levados para o julgamento. Além disso, ele estava preparado para intimar os sacerdotes que supostamente haviam realizado os exorcismos em David Glatzel se eles não cooperassem. 
Minella disse em suas alegações iniciais:
"Vou mostrar que esse rapaz não é um louco e que o que está acontecendo aqui não é uma ilusão. Os tribunais lidaram com a existência de Deus desde o início, e agora eles serão chamados a lidar com a sua contraparte, reconhecendo a existência de um espírito demoníaco."
O julgamento começou em 28 de outubro de 1981, no Tribunal Superior de Connecticut em Danbury. Como esperado, Minella entrou com uma alegação de inocência com o fundamento de que seu cliente havia sido possuído por demônios que haviam passado para ele de David e, como tal, não estava no controle de si mesmo, liberando-o, portanto, da responsabilidade de qualquer delito. Durante o processo, supostas evidências gravadas dos padres confirmando a aprovação de um exorcismo foram apresentadas, bem como fotografias lúgubres que retratam cenas como Johnson ajoelhado sobre David no chão com um crucifixo pressionado em sua testa, e outra em que Johnson está segurando o menino caído enquanto o crucifixo está quebrado no chão ao lado dele. 
Apesar disso, o juiz Robert Callahan não se convenceu e rejeitou o argumento, afirmando que nada daquilo poderia ser objetivamente ou cientificamente verificado por meio das evidências disponíveis. Como resultado, todos os depoimentos relacionados à defesa de possessão demoníaca foram anulados e o júri instruído a desconsiderá-los. Minella foi forçado a mudar sua tática, alegando então legítima defesa . Após 3 dias de deliberações, o júri chegou à conclusão de que Johnson era culpado de homicídio culposo em primeiro grau, e ele foi sentenciado a uma pena de 10 à 20 anos de prisão, dos quais ele acabaria cumprindo apenas 5.
Johnson durante o julgamento de assassinato

Após o julgamento, o interesse da mídia no caso diminuiu, mas a provação da família Gratzel ainda não havia acabado. Em 1983, Lorraine Warren ajudou Gerald Brittle a escrever um livro sobre o incidente intitulado "The Devil in Connecticut" (O Diabo em Connecticut), que muitos viram como uma tentativa barata de lucrar com o sofrimento da família Gratzel. Warren, entretanto insistiu que os rendimentos do livro seriam doados para os membros da família. O livro foi relançado em 2006, época em que David Glatzel, agora um adulto, e seu irmão Carl Glatzel Jr. processaram a editora alegando que o material causava sofrimento emocional à família, violava sua privacidade e continha uma boa quantidade de difamação. Carl disse ainda que os Warren mentiram sobre os eventos que aconteceram e que a história do exorcismo era uma farsa; um conto que eles inventaram para tirar proveito e lucrar com a doença mental de David. Carl também reclamou que o livro o fez parecer o vilão da história, porque ele nunca concordou com as explicações sobrenaturais para o que havia acontecido.
Por sua vez, os Warren se apegaram a sua versão dos eventos. Lorraine Warren insistiu repetidamente que os fenômenos sobrenaturais que ocorreram eram reais e que todos os sacerdotes envolvidos concordaram que o menino estava possuído por demônios. Além disso, a próprio Debbie Glatzel e Arne Cheyenne Johnson continuam a afirmar que a versão dos Warren dos eventos correspondia à verdade, dizendo ainda que a família Glatzel estava movendo um processo puramente por ganho monetário. Os padres envolvidos com os supostos exorcismos nunca se apresentaram para apoiar oficialmente nenhum dos lados da história e continuaram calados sobre o assunto.
Então, o que podemos concluir dessa história fantástica? Teriam demônios feito Johnson cometer o assassinato, usando para isso seu corpo? Considerando a quantidade de versões dos eventos e as explicações de todos os envolvidos, é difícil saber ao certo. Entretanto, o simples  potencial de que alguma força obscura poderia compelir uma pessoa racional a cometer atos malignos constitui algo aterrorizante. E se tal coisa é possível, a pessoa afligida deveria ser responsabilizada pelos seus atos? Seria o diabo capaz de compelir uma pessoa a agir? 
A lei sempre teve que lidar com uma linha tênue entre sanidade e insanidade, responsabilidade e absolvição. Existiria outra linha em que oscilamos; a linha entre as ações de nossa própria vontade e as de outra "coisa"? É pouco provável que a defesa usada no Julgamento de Arne Cheyenne Johnson algum dia seja admissível no tribunal, mas mesmo assim, ela nos faz refletir sobre a natureza do mal que reside dentro de cada um de nós, seja ele sobrenatural, ou não.
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O artigo foi obviamente motivado pelo lançamento do filme "Invocação do Mal 3 - A Ordem do Demônio" cujo roteiro é baseado nos acontecimentos aqui descritos.
O filme tem estreia prevista nos cinemas em breve e é uma versão do ocorrido sob a ótica do casal Warren.    

3 comentários:

  1. Sinceramente, não duvido que isso possa realmente acontecer...não digo "o" diabo em si, mas espíritos obsessores.
    Porém, entendo que a justiça penal não possa criar jurisprudências neste sentido, pois isso abriria precedentes perigosos...

    https://bardodanevoa.blogspot.com/

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  2. Falando pelo meu lado espiritualista,não entendo as vítimas desses casos, por um simples motivo: Se uma pessoa me diz q viu um ser obsessor desses, dizendo que não quer ninguém na casa, primeira coisa pela manhã seria ir embora. Tem muitos espíritos apegados a determinados locais e pessoas que não tem poder pra lidar com isso, é melhor não tentar combater mesmo.

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    1. Acho que com fé e boa vontade podemos ajudar estes irmãos a encontrarem seu caminho.

      https://bardodanevoa.blogspot.com/

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