quarta-feira, 13 de julho de 2016

Mitos do Japão - Criaturas, Monstros e Fantasmas aterrorizantes da Cultura Nipônica


Os japoneses possuem uma série de tradições envolvendo o mundo dos espíritos e do sobrenatural. Existem literalmente centenas deles, muitos inofensivos, muitos trágicos, e uma boa parte malignos ou ao menos perniciosos. Dentre os muitos espíritos que vagam pelo Japão, alguns se tornaram famosos e são prontamente reconhecidos pelas pessoas como parte do folclore… mas existem alguns que se tornam famosos e passam a figurar no inconsciente coletivo nipônico. 

Aproveitando o lançamento de KURO, um novo RPG baseado no folclore e na cultura oriental, aqui estão alguns motivos para temer o cair da noite no Japão (além, é claro, banheiros, bebês, mulheres exóticas, animais selvagens e quase tudo naquele país).

1) Joro-Gumo




O Joro-gumo é a Mulher-Aranha do folclore japonês.

Não é preciso dizer que se trata de um espírito vingativo, como quase todas as criaturas sobrenaturais femininas da tradição nipônica. 

Ela pode ser retratada como uma aranha gigante com o rosto lembrando vagamente o de uma mulher bonita. A Joro-Gumo também pode se apresentar como uma bela mulher de cabelos escuros e pele muito pálida que se transforma em uma aranha gigante, ou ainda como um híbrido com a parte superior do corpo de uma mulher e a inferior com o abdomen e pernas de uma aranha gigantesca. Em todas as versões, ela é sedutora atraindo os homens para sua teia cujos filamentos cinzentos são indestrutíveis. Uma vez capturadas, as vítimas são envolvidas e mordidas com um veneno paralisante que lentamente vai derretendo a presa de dento para fora. Quando ela está morta, a Joro-Gumo morde o pescoço e começa a chupar o sangue até que reste somente uma casca vazia.

Uma variação do mito da Joro-Gumo diz que ela pode usar uma estratégia dissimulada, fingindo ser uma mulher perdida carregando um bebê de colo que precisa de comida. Na verdade, o bebê é uma bolsa de teia contendo ovos de aranha prestes a chocar, que a criatura lança no rosto de sua vítima em potencial. Em outra abordagem, a Joro-Gumo fica postada na entrada de uma caverna ou numa janela assistindo as pessoas passarem. Ela chama suas vítimas para perto com gracejos na intenção de contar uma fofoca ou fazer uma proposta sexual. Quando a pessoa se aproxima e percebe que da cintura para baixo a mulher é um ser monstruoso, já é tarde demais.

Em algumas cidades do Japão até o início do século XX, mulheres eram proibidas de ficar na janela assistindo os passantes por medo de que elas pudessem ser Juro-Gumo disfarçadas.

2) Teke Teke




Teke Teke é mais uma Lenda Urbana do que um mito que figura no folclore e razoavelmente recente.

Trata-se do espírito de uma garota adolescente que tropeçou em um trilho e foi cortada ao meio por um trem. Morta, mas sem sossego, ela vaga pelas linhas de trem, passarelas e estações, com os braços sustentando a metade superior de seu corpo. Esse espírito surge em estações abandonadas ou desertas. O primeiro sinal de sua manifestação são as luzes da estação que começam a piscar e o ruído das mãos batendo no piso de metal.

A Teke Teke odeia os vivos e sua motivação principal é empurrar pessoas na frente dos trens que estão se aproximando ou então lançar suas vítimas nos trilhos para que recebam uma descarga elétrica fatal. Um dos objetivos da Teke Teke é fazer com que suas vítimas também sejam cortadas ao meio, para que ela consiga roubar a metade de baixo e se fazer inteira novamente.

Em 2012, um famoso "programa de pegadinhas" da televisão japonesa encenou uma "brincadeira" na qual a luz da estação Meishin em Osaka, piscava e uma garota contorcionista surgia simulando os movimentos da Teke Teke. Uma das vítimas da brincadeira ficou tão apavorada que saltou no meio dos trilhos morrendo eletrocutada. Desde então, o espírito ganhou enorme fama e passou a ser muito temido.  

3) Kamaitachi


Kamaitachi, significa literalmente "doninha com foice." Não, você não leu errado.

Existem três desses espíritos que sempre andam juntos, algumas vezes sendo tratados como irmãos, outras como trigêmeos, que vagam por lugares isolados. Geralmente escavando por baixo da terra, abrindo túneis e caminhos subterrâneos. Para quem acha a noção de uma doninha armada, algo saído de Pokemon, aqui vai um aviso, essas doninhas possuem foices extremamente afiadas no lugar dos braços, lâminas que elas utilizam para cortar as pernas das pessoas.

Está um pouco menos simpático? Pois piora!

Conhecidas pela extrema crueldade, esses espíritos animais atraem suas vítimas para perto dos seus túneis onde preparam armadilhas. Uma vítima inadvertidamente pisa em um buraco e fica presa com metade do corpo para fora e as pernas para dentro. É então que as doninhas atacam, concentrando-se em áreas dolorosas, cortando tendões e rasgando músculos com uma habilidade cirúrgica. Com as pernas gravemente feridas, incapazes de se manter em pé, as vítimas precisam se arrastar pelo chão, deixando um rastro de sangue que simplesmente enlouquece os Kamaitachi.

Elas se movem tão velozmente que num piscar de olhos, os Kamaitacho estão sobre suas presas e estas cheias de lacerações. Segundo o mito, as doninhas tentam matar as pessoas e arrastar seus corpos para dentro de suas tocas subterrâneas onde devoram suas entranhas, roem seus ossos e os usam como alicerces para os túneis escavados. Em algumas versões, as vítimas são arrastadas para dentro dos túneis e quando acordam, descobrem que suas pernas foram amputadas pelos sanguinários espíritos.

Se isso não é o suficiente para lhe assustar, deixe que eu lhe fale a respeito de uma gangue de criminosos japoneses do século XIX que chamavam a si mesmos de Kamaitachi. Uma das marcas registradas dessa quadrilha era agir como esses espíritos, amputar as pernas de seus adversários com foices e deixá-los mutilados pelo resto da vida.

4) Gashadokuro


Esse é um espírito bastante clássico e assustador. Ele aparece como um esqueleto sem a pele, mas algumas vezes visto com os músculos ainda presentes. Ele está sempre se esgueirando, assombrando hospitais, manicômios e casas de repouso, onde procura encontrar vítimas que estejam doentes ou em recuperação.

Em uma das versões do mito, o Gashadokuro é o espírito de um doente que morreu em face da negligência de médicos e enfermeiros. Ele acabou morrendo de fome, sede ou não recebeu seus medicamentos à tempo. Furioso, o espírito retorna dos mortos para atormentar os vivos e repetir a sua sina. Seu método é especialmente cruel, ele costuma segurar suas vítimas e mordê-las com dentes afiados capazes de arrancar pedaços inteiros de carne. Depois de ferir suas vítimas, o Gasadokuro a captura e leva para um lugar escuro onde dá uma mordida por dia, consumindo um pedaço da carne e bebendo o sangue. No fim, quando a pessoa está muito fraca, ele pode simplesmente libertá-la cheia de cicatrizes ou morder sua garganta e matá-la de uma vez por todas.

O Gashadokuro é um espírito extremamente maligno que se delicia com tortura, em provocar a dor e o sofrimento alheio. Suas costelas são afiadas e quando abraça suas vítimas com seus longos braços descarnados, elas fincam nas costas de suas presas causando perfurações lancinantes.

Na década de 60, um assassino de enfermeiras que aterrorizou a região metropolitana de Tóquio foi apelidado de Gashadokuro.

5) Katakirauwa



Esse aqui é um dos mais horríveis na minha opinião, em parte por que eu detesto porcos.

Katakirauwa são fantasmas de porquinhos sacrificados cuja carne não é consumida e acaba deteriorando. Eles possuem algumas peculiaridades: 1) não tem uma das orelhas, 2) não projetam sombra e 3) roubam a alma das pessoas de quem passam entre as pernas.

Japoneses e sua criatividade para criar espíritos bizarros...

Em algumas variantes os Katakirauwa parecem filhotes de porcos, meio mutantes, meio deformados, completamente apodrecidos, repletos de moscas e exalando um fedor nauseante. Eles tem uma etiqueta com a validade de sua carne pendurada na orelha restante e correm rapidamente. As pessoas primeiro sentem o seu cheiro nauseante e quando os vêem já é tarde demais. Os porquinhos fantasma avançam contra as suas vítimas correndo e batendo em suas canelas para que eles percam o equilíbrio e fiquem na altura ideal para uma mordida. Em seguida, desferem a dentada na face arrancando orelhas, nariz, bochecha ou lábios.

O Katakirauwa é um espírito invocado para assustar crianças, em áreas rurais, pais mencionam a criatura para fazer com que seus filhos não deixem nenhum pedaço de carne de porco em seus pratos. Sério? Alguém deveria conversar sobre psicologia com os pais japoneses...

Uma praga suína que se abateu sobre o Japão nos anos 1970 foi apelidada de Katakirauwa. Depois que muitos porquinhos tiveram de ser sacrificados, o mito ganhou força.

6) Aka Manto




É curioso, mas uma quantidade absurda de espíritos nipônicos existem com o objetivo de assassinar pessoas que estão no banheiro em meditação. Sério... deve haver algum problema grave, pois não são poucos os fantasmas que querem matar pessoas que estão simplesmente se aliviando.

O Aka Manto é um dos mais conhecidos espíritos matadores de banheiro.

Esse espírito fica esperando que uma vítima entre em um banheiro público e quando está sozinha se aproxima da porta de uma cabine e pergunta: "Você quer papel vermelho ou papel azul?"

Se a vítima responde papel vermelho, o espírito arrebenta a porta e mata o indivíduo rasgando pedaços de sua pele que são deixados como folhas de papel avermelhado. Se a vítima em potencial responde "azul" ou não diz nada, o espírito abre a porta e faz com que a vítima enlouqueça ao contemplar sua forma horrenda.

Esse espírito é peculiar uma vez que não se sabe qual sua aparência e o que ele representa. Alguns sugerem que o Aka Manto é um demônio tão abominável que a visão faz com que a pessoa enlouqueça por completo ou fique paralisada de medo até ser exterminada. Em uma variante, o espírito pergunta se a vítima quer "capa vermelha ou capa azul". A capa vermelha representa a pele das costas arrancada por garras afiadas, a capa azul representa o corpo drenado de todo o sangue assumindo uma coloração azul arroxeada.

Alguns anos atrás, uma pesquisa no Japão concluiu que um dos medos mais profundos das crianças nipônicas envolve ir sozinhas ao banheiro de colégios, internatos ou instituições de ensino. O pavor de se verem sozinhos em instalações sanitárias é frequentemente citado como uma das principais causas de enurese e ansiedade no Japão. As crianças literalmente preferem fazer nas calças ao invés de se aventurar em banheiros apavorantes.

7) Tsuchigumo




A Mitologia Grega é famosa pelos seres com diferentes partes de animais misturadas em uma mesma criatura híbrida. O Manticore por exemplo, tem o corpo de leão, asas de morcego e cabeça humana, já o grifo é parte leão e parte águia.

No mundo sobrenatural do Japão, a coisa é um pouco mais complicada. O Tsuchigumo é um espírito maligno com (anote aí):

1) Olhos e pele de Tigre, 2) Pernas e Corpo de aranha, 3) Face de um Home m Demônio.

Ok, é meio difícil até de imaginar algo assim...

Essas criaturas do folclore japonês habitam lugares desertos ou afastados da civilização, em especial a beira de estradas, de baixo de pontes ou em casebres abandonados. Eles são extremamente ferozes, escalam paredes e se fixam no teto esperando que suas vítimas se aproximem de seus covis. Uma vez dentro de sua armadilha, eles se soltam do teto caindo sobre a presa, agarrando-a com as pernas de aranha e mordendo com a cabeça demoníaca. Em algumas versões, a cabeça solta uma bola de fogo esverdeado que consome a carne de suas vítimas deixando apenas um esqueleto enegrecido.

Os Tsuchigumo estão presentes em várias lendas de heróis e samurais andarilhos que vagam pelas estradas do Japão Feudal enfrentando coisas assustadoras e inesperadas. Uma das mais populares estórias a respeito desse espírito relata como um valoroso Kenseiden cortou a barriga de um Tsuchigumo fazendo com que nada menos do que 1990 (alguém deve ter contado!) crânios humanos semi-digeridos caíssem de seu estômago.

Horrível e bizarro, este espírito teve um revival nos anos 1940, quando um avião de combate fabricado para a Segunda Guerra foi apelidado de Tsuchigumo. Muitos modelos receberam uma pintura característica com listras de tigre na fuselagem.  

domingo, 10 de julho de 2016

Legado Divino - A polêmica descoberta de um Vimana do Afeganistão


Cerca de dois anos atrás, a Internet foi incendiada por uma fantástica estória.

Segundo a maioria das versões o que aconteceu foi o seguinte:

Um grupo de soldados norte-americanos em uma patrulha de rotina no deserto do Afeganistão teria avistado uma caverna suspeita numa encosta montanhosa. Acreditando que poderia se tratar de um esconderijo de rebeldes Taliban, os militares da divisão de Rangers se aproximaram com cuidado. Ao atingir a boca da caverna eles perceberam que havia vários símbolos incomuns desenhados na entrada que ficava a cerca de 8 metros de altura.

Os soldados escalaram a parede e cautelosamente adentraram na escuridão, com armas preparadas para uma eventual troca de tiros. Eles inclusive filmaram a ação, como é de praxe em operações dessa natureza. Entretanto, o que encontraram no interior da caverna não foi um depósito de armas ou uma célula terrorista, era algo muito mais estranho.

Sem saber o que fazer, os soldados entraram em contato via rádio com seu Centro de Operações. Eles informaram que no interior da caverna havia um estranho equipamento metálico com desenhos e símbolos gravados naquilo que parecia ser uma fuselagem. O objeto tinha a forma de um grande sino e estava guardado com todo cuidado, protegido com enormes cobertores de pele de carneiro. O Comando Tático enviou imediatamente um helicóptero Black Hawk para salvaguardar a área e mais dois veículos blindados de transporte para evacuar os soldados e levar até lá uma equipe organizada às pressas para analisar a descoberta. Os Rangers receberam ordens de não revelar o que haviam encontrado e assinaram documentos de confidencialidade a respeito do que testemunharam.


A verdade é que nem mesmo os especialistas que chegaram a caverna faziam ideia do que era o estranho engenho, claramente construído e encerrado na caverna sabe-se lá há quantos séculos. Finalmente alguém concluiu que alguns dos símbolos na caverna eram sânscrito, o idioma usado na India e que a configuração do aparelho lembrava um dos lendários Vimana presentes na mitologia Hindu.

Os Vimana são basicamente veículos com capacidade de voo, o equivalente a "carruagens aéreas" utilizadas pelos deuses hindus para transporte e combate. Os Vimana são descritos em detalhes na obra máxima da religião hindu, o Mahabarata, um texto épico que relata a grande batalha entre os deuses no firmamento. Nessa guerra divina, os deuses utilizavam vimanas que pareciam enormes torres, cúpulas e zigurates metálicos, armados com engenhos capazes de disparar raios, pulverizar montanhas e lançar grandes flechas de ferro. 

Os Vimanas são frequentemente associados a discos voadores e veículos espaciais por pesquisadores que subscrevem as teorias dos Deuses Astronautas. Nesse contexto, o extenso Panteão de Deuses Hindus relacionados no Mahabarata seriam, na verdade, seres alienígenas que visitaram a terra com propósitos desconhecidos, sendo considerados Deuses pelos povos primitivos da antiguidade. Em algum momento, eles usaram a Terra como campo de batalha, enfrentando-se uns aos outros com máquinas avançadas, inclusive fantásticos Vimanas.  


De fato, a estória por si só é sensacional: no berço da civilização, soldados teriam descoberto uma "fonte temporal". Um depósito no qual objetos de tecnologia ancestral, e ainda assim avançada até para nossos padrões, teria sido encerrada. Segundo alguns, o Vimana encontrado teria mais de 5 mil anos de idade, fazendo dele uma das mais importantes descobertas da história humana.

Os rumores dão conta que a descoberta foi tratada com máximo cuidado e extremo sigilo.

Os americanos enviaram para a região equipes de arqueólogos, antropólogos, especialistas em sânscrito e estudiosos dos mitos hindus. Para cobrir o transporte de pessoal e equipamento para uma área com pequena importância estratégica, os militares fabricaram a notícia de que uma célula talibã havia sido neutralizada nas cercanias, o que justificava o interesse em novas incursões pelo território. Ao mesmo tempo, essa explicação permitia o deslocamento de tropas para proteger o sítio. Conforme registros da época em que esses acontecimentos tiveram lugar, forças militares norte-americanas realmente fizeram uma movimentação em grande escala na região.  

Os especialistas teriam feito outra notável descoberta. No interior da caverna haveria inscrições nas paredes que apontavam quem era o dono daquele curioso equipamento. Uma das inscrições deixava claro que tudo aquilo pertencia a Zoroastro, também conhecido como Zaratustra

Zaratustra foi um profeta nascido na Pérsia, o líder de um movimento religioso que resultou na criação do zoroastrismo ou masdaísmo, a primeira crença religiosa essencialmente monoteísta. Sua filosofia levava em conta aspectos curiosos, abraçando noções de cosmologia, astrologia e de uma luta moral entre correntes de bem e mal. A doutrina zoroástrica chegou a ter influência sobre o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Mais do que um profeta, Zaratustra foi um sábio e um conhecedor do mundo, para alguns um magi (mago) em contato com forças superioras que ditavam ensinamentos a serem transferidos à humanidade.  

Mas como a estória acabou vazando para o público chegando a internet como uma avalanche de suposições e informações controversas?


Segundo consta, os americanos teriam compartilhado a descoberta com seus aliados mais próximos: Grã-Bretanha, França e Alemanha. Os Chefes de Estado desses países foram informados a respeito do que havia sido encontrado e em que circunstâncias. As informações contraditórias apontam para o fato de líderes dessas nações terem viajado para o Afeganistão, cumprindo agendas inesperadas. De fato, o Presidente Nicolas Sarkozy da França (7 de dezembro),  o Primeiro Ministro David Cameron da Grã-Bretanha (8 de dezembro) e a Chanceler Angela Merkel da Alemanha (15 de dezembro) estiveram no Afeganistão em viagens marcadas de última hora em um período de menos um mês. Barack Obama também esteve no país em uma viagem diplomática que já estava agendada para 3 de dezembro, ainda assim, ele ficou um dia além do esperado em uma rara quebra de protocolo oficial. Para alguns, os reais motivos da viagem dessas autoridades seria inspecionar o Vimana e participar de reuniões em que seriam discutidas as implicações da monumental descoberta.

Alguns ufólogos defendem que desde a década de 1960 vigora um pacto de compartilhamento de informações envolvendo alta tecnologia entre Nações Aliadas. O objetivo desse acordo seria estabelecer bases para reconhecimento e análise de tecnologia alienígena ou de procedência desconhecida. De acordo com os ufólogos, esse acordo serviria ainda para acobertar operações visando a recuperação de artefatos de tecnologia desconhecida. Para alguns, a Rússia e possivelmente a China teriam sido incluídos nesse pacto formado pelas nações mais poderosas da Terra. Em parte porque a Rússia seria um dos países com a maior quantidade de informações a respeito de tecnologia ancestral e/ou alienígena.

Seja como for, a informação sigilosa teria vazado por culpa do Serviço Interno de Inteligência (SVR) da Rússia. Um relatório a respeito da descoberta feita pelos americanos teria circulado pelo Kremlin atraindo a atenção de pessoas no alto escalão do governo que pediram informações adicionais a respeito do tema tratado nas reuniões dos Chefes de Estado. Autoridades no Governo de Moscou também teriam se ressentido de informações contraditórias que chegaram até eles acreditando que se tratava de uma manobra para excluir os russos da descoberta.

Seja como for, documentos sigilosos teriam sido mostrados para pessoas que não estavam cientes da importância da descoberta e que quiseram maiores esclarecimentos. A "trapalhada" dos russos, teria irritado as demais nações integrantes do pacto e forçaram a coalização a realizar uma operação emergencial para remover o Vimana e todo o equipamento reunido na caverna.


A Operação teria contado com militares e especialistas americanos e britânicos, sendo que haveria observadores alemães, franceses e russos entre os presentes. Um número não determinado de soldados estacionados no Afeganistão, participantes da "Guerra ao Terror" foram destacados para proteger a operação na qual foram usados pelo menos três helicópteros CH-47 Chinook para transporte de material pesado, sem falar blindados e helicópteros de cobertura. 

O plano era transportar o Vimana e tudo que estava guardado na caverna para uma base americana na Província de Paktika. Lá, uma equipe estaria sendo reunida com o propósito de montar as peças e fazer uma análise contando com os maiores especialistas da atualidade.

Entretanto, durante o transporte, algo teria saído errado!

Nesse ponto, há ainda mais informações desencontradas e suposições, tudo parece incrivelmente impreciso e incerto. Todas as fontes entretanto asseguram que o material jamais teria chegado a Paktika e que durante a operação ao menos oito soldados envolvidos no trabalho teriam "desaparecido".

Essas informações contraditórias mencionam um "acidente" durante o transporte dos objetos.


Para alguns um dos Chinnok teria sofrido uma misteriosa pane que ocasionou sua queda e a perda de vidas e de equipamento. De acordo com essa teoria, o vimana teria sido seriamente avariado por uma explosão e todo o equipamento teria sido levado a uma base na fronteira com a Turquia de onde o restante do material foi embarcado em aviões para a América. Suspeitas atestam que a manobra foi intentada pelos militares americanos para se apropriar do Vimana exclusivamente. Nesse caso o acidente teria sido um engodo.

Outra teoria, ainda mais fantástica aponta para um acionamento acidental do equipamento dentro da caverna. Segundo essa teoria, os pesquisadores teriam tentado montar as partes constitutivas do Vimana e quando o último item foi agregado algo inesperado aconteceu. Alguns sugerem que o Vimana tenha se ativado no interior da caverna fazendo com que todo o complexo viesse a desmoronar com uma repentina liberação de energia. 

Outros afirmam que o acionamento do Vimana criou uma área de repetição temporal (time loop) na qual oito militares foram colhidos. Einstein postulou o princípio da Teoria do Campo Unificado, a criação de um campo eletromagnético de radiação-gravidade que teria influência sobre o fluxo do tempo e espaço. Basicamente, o Vimana, após ativado, teria criado um bolsão em que o tempo não corria da forma como estamos acostumados, o que gerou uma distorção. 

Essas teorias parecem concordar em um único ponto: O fato de oito militares americanos terem perdido suas vidas ou mais enigmaticamente, terem "desaparecido" sem deixar vestígio. 

Os registros militares não mencionam a morte de soldados norte-americanos no Afeganistão nesse interim, contudo não seria difícil forjar a morte dos soldados e inserir os registros desses óbitos em algum relatório complementar.

Todas teorias envolvem também a noção de que o Vimana se perdeu durante a Operação e que o aparelho de cinco mil anos teria sido destruído ou simplesmente "desaparecido" (possivelmente em um loop temporal) após seu inesperado acionamento. Com isso a descoberta se perdeu e nada restou para ser analisado. Teria o artefato simplesmente retornado para seus criadores?

Bem, com todos esses indícios e teorias no que podemos acreditar?

Isso depende muito de até onde cada um está disposto a acreditar. Provavelmente, esse episódio não passa de uma fantástica invenção costurada por Teóricos de Conspiração e amantes de ufologia - me vêm a mente aquele maluco do Programa "Alienígenas do Passado" que teima em ver provas cabais da existência de alienígenas em todo canto.

Esse cara!!!!!! Sempre ESSE sujeito!
Seja como for, esse tema atraiu a curiosidade de inúmeras pessoas mundo afora. 

Uma simples busca no Google para as palavras "Espaçonave Vimana encontrada em caverna do Afeganistão" retorna com algo perto de 32 mil resultados. 

A mídia internacional por sua vez se manteve cautelosa a respeito dessa estória, o que levou muitos a gritar à plenos pulmões a palavra "Acobertamento". O Exército Norte-Americano também não fez qualquer declaração a respeito do que supostamente ocorreu: o que levou mais uma parcela de defensores das teorias dos "deuses astronautas" a acusá-los de promover um novo acobertamento e censura de informações. 

"Acobertamento", aliás, parece ser a palavra mais usada quando a flagrante ausência de provas é mencionada.

A grande verdade é que nesse caso específico, não existe absolutamente nenhuma prova a não ser teorias conflitantes de várias fontes. A maioria das fontes decorrem de ufólogos famosos e supostos detetives do desconhecido que alegam possuir informantes em agências governamentais, informantes estes que jamais identificam suas identidades por temer represálias. 
  
Existe o vídeo com imagens da Operação americana no Afeganistão que descobriu a Caverna. Infelizmente, esse vídeo não prova coisa alguma, uma vez que mostra soldados entrando em um complexo subterrâneo como centenas de outros existentes no território afegão. Os Rangers realizam esse tipo de operação rotineiramente para encontrar terroristas ou esconderijos de armas. A prova, no final das contas não prova coisa alguma... 

Veja o vídeo abaixo:


Nós podemos ver um túnel, luzes fluorescentes que aparecem e somem, um grupo de soldados vasculhando o interior de uma câmara e pronto... o vídeo termina abruptamente sem mostrar nada que possa sugerir uma descoberta de importância transcendental.

Também não existe qualquer comprovação do tipo de unidades militares enviadas para a região. Na época em que o Vimana teria sido encontrado, os EUA realizavam incursões no território afegão com o objetivo de desalojar terroristas, o que justifica operações como a mostrada no vídeo. Contudo, uma operação em larga escala visando proteger uma área inteira e posteriormente evacuar equipamento tão sensível teria uma logística monstruosa que dificilmente passaria desapercebida. Alguém teria de ficar sabendo de algo.

Os defensores do incidente afirmam que os americanos realizaram operações frequentes na região sem antes avisar que elas ocorreriam. Ora, isso não prova nada! Raramente alguém notifica a mídia quando e onde operações secretas deverão transcorrer. Nada nas operações aponta para um "acobertamento".

O fato dos Chefes de Estado terem participado de reuniões e encontros secretos no Afeganistão também levanta muitos questionamentos. Entretanto, apesar dos Chefes de Estado de França, Alemanha e Grã-Bretanha terem visitado o Afeganistão de surpresa, prova bem pouco. Trata-se de uma região conturbada, com presença de terroristas. Alardear uma visita oficial poderia ser uma temeridade, o que justificaria uma visita acobertada, notificada apenas na última hora. E mesmo que queiramos acreditar que os Chefes de Estado visitaram o local para ver com seus próprios olhos o tal Vimana, podemos questionar tal procedimento. Por que não enviar um representante ou simplesmente conduzir a reunião por conferência? Chefes de Estado podem confortavelmente discutir esses temas sem precisar se deslocar para o Afeganistão.

Finalmente, é difícil acreditar que um equipamento dessa natureza seria montado e analisado em uma caverna afastada sem as mínimas condições técnicas para amparar a análise de algo tão importante. Sem dúvida, uma descoberta dessa natureza faria com que os militares removessem o material o quanto antes para uma local seguro em que pudessem conduzir incansáveis testes. Dificilmente tal equipamento seria montado ou testado in loco, diante de potenciais testemunhas e passível de "acidentes".

Com todos esses questionamentos, os leitores devem se perguntar: "Se não há nenhuma prova e nada disso pode ser levado à sério, para que falar a respeito e fomentar mais rumores?"


A resposta é muito simples!

Essa notícia é simplesmente sensacional!

Ela nos faz ponderar sobre o que sabemos e não sabemos, sobre tudo aquilo que não temos acesso e que ignoramos. Sobre a grandiosidade de nossos antepassados e seus conhecimentos que não cansam de nos surpreender. A respeito de segredos e mistérios preservados por pequenos grupos de indivíduos. Sobre a existência de Depósitos Secretos contendo objetos inexplicáveis e artefatos raros, cuja utilidade sequer suspeitamos. Ainda que não acreditemos em alienígenas ou Deuses Astronautas seria muita inocência acreditar que temos acesso a todas as informações sobre temas controversos (e potencialmente perigosos). Há muita coisa sendo escondida e ocultada. 

Isso sem falar daquele questionamento incontrolável que nos leva a perguntar "e se?". É algo que nos faz encarar notícias bombásticas como essa com um desejo de que elas sejam ao menos remotamente verdadeiras. 

Um Vimana encontrado no Berço da Humanidade?

Provavelmente não passa de um boato absurdo. 

Mas... e se?

quinta-feira, 7 de julho de 2016

"I Feel Fantastic" - Vídeo bizarro e inquietante permanece sem explicação


Em meio a crescente quantidade de creepypastas, as estórias mais esquisitas, os rumores mais escabrosos e as teorias mais bizarras começam com uma filmagem misteriosa que ninguém sabe explicar ao certo de onde veio, quem a registrou ou por qual motivo. 

Alguns anos atrás, um vídeo muito estranho surgiu na internet e deixou uma sensação de estranheza aguçando a imaginação de incontáveis pessoas. Era um clip publicado no You Tube intitulado "I Fell Fantastic" (Eu me Sinto Fantástica). 

Colocado no ar em 2009 por um usuário chamado Creepyblog (que não postou mais nenhum video desde então), o clip atingiu mais de 7 milhões de visualizações desde então. O vídeo é centrado inteiramente em um estranho manequim identificado como "Tara, a androide", que canta a música título através de um primitivo simulador de voz, enquanto sintetizadores de som criam uma inquietante música de fundo.

Não há muito além disso acontecendo no vídeo; a câmera fica em cima de Tara que não move nada além da cabeça, mãos e boca. Mas o clip é sinistro demais em sua simplicidade... para tornar tudo ainda mais estranho, há dois detalhes que ajudaram a construir a reputação macabra da filmagem.

Primeiro: Ao longo dos closes de Tara, "ela" aparece vestindo diferentes roupas e em diferentes poses, em dado momento, a imagem se altera para um filmagem exterior no que parece ser um quintal - possivelmente os fundos de uma casa de subúrbio, com árvores e uma cerca viva. Durante esse trecho a câmera dá um zoom mostrando uma pilha de madeira, folhas e terra remexida. Algo que no contexto da filmagem não faz o menor sentido...

Segundo, em determinado trecho, a "letra" da música (se você pode chamá-la dessa forma) tem uma mudança incluindo a frase "Please leave," (por favor saia) seguido das palavras repetidas "Run, run, run, run…" (corra, corra, corra...)

Essas duas estranhas derivações no tema extremamente repetitivo levou algumas pessoas a suspeitar das motivações do criador do vídeo. O sujeito teria cometido o assassinato de uma mulher chamada Tara (assim como a boneca) que foi enterrada naquele quintal que aparece rapidamente na filmagem. As roupas usadas pela boneca seriam as roupas removidas da vítima do crime.

Assista o vídeo a seguir:


A medida que "I Fell Fantastic" ganhava inesperada fama, descobriu-se que o criador do clip seria um sujeito chamado John Bergeron

Bergeron era participante frequente de uma página dedicada a construção de robôs antiquados, a AndroidsWorld. Lá ele revelava ser o construtor do protótipo do robô Tara. O site também continha links para uma coleção de cinco vídeos de Tara (presumivelmente incluindo o clip "I Fell Fantastic"). Os títulos dos vídeos eram curiosos: "Electricity," (Eletricidade) "Brutal Metal" (Metal Brutal), "Please," (Por Favor), "Electricity - Metal" (Eletricidade - Metal) e "Brutal1" (Brutall, com dois "l"). Não há como dizer o que mostrariam esses vídeos já que eles foram apagados e não restou qualquer rastro deles na internet.

Também não existem muitas informações a respeito de John Bergeron na rede, nem mesmo se este é seu nome verdadeiro. Segundo alguns, Bergeron seria um engenheiro americano ou canadense que tentou sem sucesso comercializar seus androides rudimentares desde o início dos anos 1980.

Na descrição original do vídeo carregado por Bergeron no You Tube havia uma breve descrição do conteúdo que incluía uma enigmática referência a lenda grega de Pigmalião - um escultor de Chipre que acreditava que todas as mulheres eram corrompidas e não mereciam seu amor. Pigmalião teria se sentido enojado por prostitutas e jurou jamais se envolver com uma mulher.

De acordo com o mito, o artista decidiu esculpir a forma da mulher ideal em marfim. Ao completar a tarefa, ele imediatamente se sentiu apaixonado  pela sua criação, uma estátua que personificava a mais bela mulher de todos os tempos. Descobrindo o que acontecia, a Deusa Grega do Amor e Beleza Afrodite teve piedade de Pigmalião e fez a estátua adquirir vida.

"Considere a imaginação do criador," dizia a descrição, "Em que mente isto parece belo? Em que mente isso é puro e passível de louvor? Nós estaríamos perdendo nossa perspectiva?

A referência direta à lenda grega aumentou ainda mais as suspeitas a respeito de Bergeron que poderia acreditar ser um Pigmalião Moderno.

Alguns sugeriram que o engenheiro seria um indivíduo instável, solitário e mentalmente perturbado. Ele teria se apaixonado por uma mulher que por alguma razão teria ignorado seu amor ou quem sabe se mostrou aquém de seu ideal de perfeição. Furioso por ela não ter conseguido atender suas expectativas, Bergeron a matou e enterrou seu corpo no quintal de casa. A roupa da mulher, ele guardou para vestir sua androide Tara e conceder a ela uma imagem que lembrasse seu ideal romântico. Talvez a música que ele fazia Tara cantar repetidamente ("I Fell Fantastic") fosse o primeiro passo para fazer a androide assumir vida própria. Outros acreditam que era uma maneira de ridicularizar a vítima, diminuir sua importância, tratando-a com uma coisa inanimada ao invés de uma pessoa de carne e osso. 

Alguns acreditam que o clip era uma maneira de provocar as pessoas com pistas enigmáticas a respeito do destino da pobre mulher assassinada. No clip estariam inseridos elementos que poderiam levar a identidade da vítima. Como muitos assassinos, Bergeron teria um desejo inconsciente de ser capturado e assim compartilhar sua estória.

Em 2013 circulou o rumor de que uma família natural de Chicago teria reconhecido as roupas usadas por Tara como pertencentes a sua filha, Theresa, desaparecida desde 2009. Os pais teriam buscado o FBI depois de ter visto o video, afirmando que as roupas faziam parte do guarda roupa de sua filha que teria sumido em uma viagem. O FBI não confirmou esse boato, mas alguns afirmam que agentes especializados em Ciência Comportamental estudaram exaustivamente o vídeo tentando descobrir se haveria ali algum indício de crime violento. 

Em novembro de 2015, um utilizador do You-Tube identificado como Brand-Smetana, colocou no ar o que chamou de versão completa de "I Fell Fantastic", com duração total de 15 minutos.    

De acordo com as informações, Tara teria sido construída por John Bergeron com um orçamento de US$ 2,000 em material (incluindo um manequim e próteses de dentistas). Sua intenção era promover seu trabalho e vender outros androides semelhantes a Tara para implementar melhorias.

Por alguma razão, não houve nenhuma atualização no projeto desde 2006, e não há nenhuma novidade a respeito de melhorias realizadas em Tara. Essa ausência de uma década da internet deu origem a mais uma lenda urbana: que Tara tenha de alguma forma desenvolvido vida e matado seu criador. 

Até o momento, não existem evidências sólidas para confirmar ou negar quaisquer desses rumores. Nem mesmo a identidade de Bergeron ou seu atual paradeiro. Também não se pode dizer com certeza se as informações na descrição do video são legítimas.

"I Fell Fantastic" permanece como um video no mínimo curioso ainda que incompreensível.

Seu propósito não pode ser determinado e ao que tudo indica, está fadado a intrigar as pessoas por muito tempo.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Ennie Awards 2016 - Conheça os Indicados para o "Oscar dos RPG".


 

Olá pessoal,

E já saíram os indicados para o Prêmio Ennies 2016, o Oscar dos RPG que é concedido aos melhores jogos, suplementos e produtos ligados ao universo dos jogos de mesa.

Esse anos temos várias surpresas, alguns jogos bem interessantes e outros que atraíram minha atenção pela proposta, embora eu sequer conhecesse. Há muito coisa nessa lista e muitos nomes tradicionais que consolidam sua popularidade no cenário dos jogos pen and paper.

Mas vamos aos indicados e com breves comentários de meus favoritos em cada quesito. Aqueles interessados em votar, podem fazê-lo através da página do Ennies bastando se cadastrar para isso.

Vencedores do Judges’ Spotlight

Worlds in Peril (Samjoko Publishing) – Stacy Muth
Eclipse Phase: Firewall (Posthuman Studios) – Jakub Nowosad
Out of the Abyss (Wizards of the Coast) – Kayra Keri Küpçü
Sword Coast Adventure’s Guide (Wizards of the Coast) – Kurt Wiegel

Esse é o prêmio dos Juízes para os jogos, suplementos e produtos que mais se destacaram no ano. Eu confesso que dos quatro juízes, conheço apenas o lendário Kurt Wiegel que apontou Sword Coast Adventure Guide como seu favorito. Uau! Wiegel fez as pazes com D&D depois de detonar a quarta edição em um dos vídeos de resenha mais assistidos de seu canal, o Game Geeks.

Melhor Aventura

Dracula Dossier (Pelgrane Press)
Curse of Strahd (Wizards of the Coast)
Achtung! Cthulhu – Shadows of Atlantis (Modiphius)
Maze of the Blue Medusa (Satyr Press)
Deadlands: Stone and a Hard Place (Pinnacle Entertainment Group)

Melhor aventura é um dos quesitos mais importantes, e esse ano todos concorrentes poderiam ganhar facilmente.

Drácula Dossier, o belíssimo trabalho para Nights Black Agents que congrega espionagem e vampiros para muitos é um trabalho primoroso de Kenneth Hite. Possivelmente o melhor livro dele nos últimos anos, que não é pouca coisa conhecendo a bibliografia do Sr. Hite e sua importância no cenário do RPG americano. Não vai ser surpresa nenhuma se ele ganhar e até acho que vai ser com toda justiça.

Assim como não vai ser surpreendente ver o prêmio indo para Achtung! Cthulhu, um sistema que vem ganhando fãs e atraíndo a atenção de veteranos pela qualidade dos produtos. Shadows of Atlantis é um dos livros mais elogiados do selo Achtung! e a existência de uma base d efãs torna tudo ainda mais natural

Mas, o meu favorito é Curse of Strahd.

Nessa retomada da quinta edição do RPG mais famoso do mundo, Curse se destaca como um jogo magnífico que vendeu que nem água e obteve resenhas quase que unanimemente positivas. Curse é na minha opinião a melhor campanha para D&D 5th Edition lançada até o momento, uma aventura muito bem escrita, detalhada e com um feeling que remete a época dos RPG clássicos dos anos 1980-1990. Esse na minha opinião é imbatível, mas quem sabe o que pode acontecer?

Melhor Acessório/ Suplemento
Puxa, eu não conheço praticamente nenhum desses produtos, muito embora, no papel eles pareçam interessantes. O Adventure Scents me intrigou demais e me fez imaginar todo um novo filão ao oferecer fragrâncias para sua mesa de jogo. Muito embora, os jogos que eu mestro habitualmente não devam cheiras muito bem...

No final, fiquei entre o Escudo do Mestre para 13th Age e o Black Archive do Dracula Dossier. 

O primeiro porque poucos produtos da Pelgrane para 13th Age decepcionam, eles, em geral, são belíssimos e completos. Dei uma olhada no material através do link e senti aquele comichão para ter esse escudo, o que me leva a segunda razão para votar nesse material como melhor suplemento do ano, 2) O fato de eu ser doido por Escudos de Narrador.

Mas esse material opcional para Dracula Dossier é um tremendo candidato a levar o prêmio.Sobretudo por ser algo bem diferente, uma bolsa estilizada para guardar material da campanha com uma série de goodies que me fizeram salivar (cruz, vidro com sangue, estacas).  Pra falar a verdade, não acredito que esse trabalho minucioso vai sair de mãos abanando, ainda mais que ele está em várias categorias.

Quer saber? Fico com o All Rolled Up! Dracula Dossier por que é algo bonito e diferente demais que merece ser reconhecido. 

UPDATE: Agora descobri que o All Rolled não vem com os goodies, nem dados, nem caneta, muito menos a cruz e menos ainda a estaca de madeira. Tremendo balde de água fria... sendo assim, voto no Escudo de 13th Age.

Melhor Arte, Capa

Fragged Empire Roleplaying Game (Modiphius Entertainment)
Curse of Strahd (Wizards of the Coast)
Pathfinder RPG: Ultimate Intrigue (Paizo, Inc)
Achtung! Cthulhu: Shadows of Atlantis (Modiphius Entertainment Ltd)
Ryuutama (Kotodama Heavy Industries)

Três candidatos de peso aqui.

Em geral, essa categoria envolve gosto pessoal, afinal de contas, cada trabalho artístico tem um impacto diferente nos votantes. Eu gostei muito da arte do Fragged Empire, que é um belíssimo material. O Curse of Strahd também foi muito elogiado pelo visual diferente e corajoso que "ousou" re-imaginar o Conde Von Zarovich com uma proposta mais moderna. 

Mas se é para escolher um, fico com a arte deslumbrante de Achtung Cthulhu! Shadows of Atlantis

Cara, que arte absurda! Poderiam fazer um poster desse troço que eu com certeza arranjava uma parede para colocar, e se não arranjasse colocava na frente da minha cara, com certeza ficaria mais bonito! O trabalho é maravilhoso incrivelmente detalhado e deslumbrante em cada pequena minúcia. Algum outro pode levar, mesmo os bonequinhos orientais de Ryuutama, mas meu favorito é essa cena de Shadows of Atlantis que praticamente vende a proposta da campanha e faz você querer jogar.

Melhor Arte, Interior

Low Life: The Rise of the Low  (Mutha Oith Creations)
Baby Bestiary Handbook Vol 1 (Metal Weave Games)
Degenesis (Six More Vodka)
Dragon Age Core Rulebook (Green Ronin Publishing)
War of Ashes: Fate of Agaptus (Evil Hat Productions)

Mais uma vez, esse quesito se baseia acima de tudo em gosto pessoal.

Eu destaco dois livros entre os candidatos com maiores chances de ganhar: Low Life e Degenesis. O primeiro é muito lindo, com desenhos deslumbrantes e coloridos de uma maneira inovadora que faz parecer um livro de arte. O segundo é mais tradicional, mas é de cair o queixo como tudo em Degenesis. Dêem uma olhada no link e vocês vão entender o que eu quero dizer, que trabalho primoroso (infelizmente ao custo proibitivo de 99 EUROS!!!)

Tudo isso para escolher um terceiro, o Livro Básico de Dragon Age tem uma arte que sozinha já justifica a compra do material. Lindo de morrer! Dá vontade de devorar as páginas tamanha a beleza das imagens. Cara, que livro! Arte pura em cada página!

Melhor Blog

Uma vez que Mundo Tentacular não está entre as opções, não voto em ninguém.

(brincadeira!)

Mas realmente não conheço a fundo nenhum deles e não posso opinar

Melhor Cartografia

Por mais que eu queira votar em Cthulhu Britanica e considere que o trabalho gráfico deles foi nada menos do que magistral, acho que eles ousaram pouco. Não me entendam mal, os mapas que acompanham essa caixa da Pelgrane são passíveis de serem enquadrados e pendurados na parede. Eu pensei seriamente em fazer isso, de tão bonitos que são... e minha esposa gostou tanto deles que até deu sinal verde para caso eu quisesse colocá-los na parede da nossa sala de jogo.

Mas (ah, esse mas...) tive que dar uma olhada mais cuidadosa nos outros candidatos, e vi coisas ali que me deixaram atordoado.

Um produto inteiramente voltado para Cartografia da ambientação Shadows of Esteren não pode ser desconsiderado. Os produtos de Esteren são maravilhosos, algo que qualquer colecionador de RPG gostaria de ter na sua prateleira. E esses em especial são lindos demais. Que mapas incríveis! Não vou ficar nem um pouco surpreso se eles ganharem merecidamente esse quesito.

Eu estava imaginando por que Curse of Strahd não está entre os candidatos e a única explicação que tenho é que Snow White ganhou o seu lugar. A cartografia é bem semelhante a do Curse e dois trabalhos tão parecidos poderia soar repetitivo. Isso é claro, não significa que Snow White, a adaptação da estória para o sistema Pathfinder seja ruim. Não mesmo! O material é de primeira.

Mas meu voto vai para outro material que salta aos olhos:  Maze of the Blue Medusa. Caras, esse é simplesmente fantástico, um RPG sem sistema que apresenta vários enigmas e desafios que são perfeitos para fazer os jogadores pensarem e usar raciocínio lógico ao invés de rolar dados. Muito legal e com mapas maravilhosos de dezenas de aposentos e salas. Excelente pedida e um livro com acabamento fantástico.   

Best Electronic Book

Snow White (AAW Games LLC)
Ten Candles (Cavalry Games)
Trail of Cthulhu: The Long Con (Pelgrane Press)
Maze of the Blue Medusa (Satyr Press)
Shadowrun Missions: Ten Fifty-Seven (Catalyst Game Labs)

Eu não cheguei a ler o elogiado The Long Con, para Rastro de Cthulhu. Está na minha lista, mas acho que vou seguir o que escrevi anteriormente e votar em Maze of the Blue Medusa. Nada como ter esse material acessível em formato eletrônico, sobretudo por que você pode combiná-lo com outras ambientações.

Best Family Game

No Thank You, Evil! (Monte Cook Games)
Lone Wolf (Cubicle 7)
Ryuutama (Kotodama Heavy Industries)
It’s Element-ary! (Nothing Ventured Games)
War of Ashes: Fate of Agaptus (Evil Hat Productions)

Não conheço muito os candidatos, mas por uma questão de familiaridade e por ter sido o primeiro livro jogo que eu conheci, e que me levou aos RPG de mesa, meu voto vai para Lone Wolf. Se eu tivesse filhos, possivelmente apresentaria RPG a eles através das aventuras do Lobo Solitário, com os Senhores de Kai e aventureiros do Magnamundo. Diversão garantida para a Família toda!

Best Free Game

TOONZY! the Cartoon Role Playing Game (Genres Game System LLC)
Delta Green: Need to Know (Arc Dream Publishing)
ScreenPlay: The Rehearsal Edition (Mystical Throne Entertainment)
FAITH: the Sci-Fi RPG (Burning Games LTD)
King of Slimes (Sproutli Games)

Não tem pra ninguém aqui! Delta Green! Onde tem Delta Green, o meu voto está. E se não bastasse isso, Need to Know é um ótimo suplemento que apresenta com classe todos os recursos do novo e aguardado Delta Green.

Melhor Produto Gratuito 
Toast of the Town (Cumberland Games & Diversions)
Epic Space Battles (End Transmission Games, LLC)
Race to Starport (Pelgrane Press)

É, aqui eu também não tenho como opinar. Embora esses itens sejam gratuitos não conheci nenhum deles. 

Tô começando a parecer a Glória Pires nos comentários do Oscar...

Melhor Jogo

Urban Shadows (Magpie Games)
Ten Candles (Cavalry Games)
Dragon Age Core Rulebook (Green Ronin Publishing)
Degenesis (Six More Vodka)
Feng Shui 2 Core Rulebook  (Atlas Games)

Ahá, aqui posso opinar.

Senão vejamos... minha primeira surpresa é a presença de Urban Shadows na lista. Ouvi comentários tão ruin a respeito desse jogo que só podem ser exagero de quem provavelmente sofreu bulling nas mãos do autor durante a infância. Sério, fazia tempo que não via críticas descascando tanto o jogo... mesmo sem cohecer, achei exageradas.

Degenesis parece ser um baita concorrente a esse prêmio. Os russos fizeram um RPG de primeira, algo que realmente chama a atenção e tão caprichado que dá vontade de conhecer. Não acredito entretanto que deve ganhar, pois tem dois competidores de peso nessa categoria.

O primeiro é o Ten Candles que é um arraso em matéria de inovação e proposta de jogo. Desde Dread eu não via algo assim, lembrando que Dread ganhou prêmio no ano em que foi lançado. Ten Candles pode muito bem surpreender e levar, mas tem pela frente uma briga braba contra um gigante.

Parece até uma luta de Davi contra Golias: Ten Candles com suas 90 humildes páginas contra as 400+ páginas coloridas do colossal Dragon Age. Dragon Age tem todos os requisitos que ganham votantes: bonito, sistema inovador, cheio de cor e arte de primeira, sem mencionar que teve origem nos video games o que deve alavancar ainda mais gente interessada. Nessa disputa qualquer um dos dois pode levar, mas estou mais para o Golias nesse caso. Uma super-produção do tamanho do Dragon Age merece aplausos e no mercado de RPG que está cada vez mais luxuoso, aparência e apresentação conta muitos pontos. 

Fico com o Dragon Age.

Melhor Produto de Miniaturas

WGC Hydra Brush Set (Games and Gears)
Frostgrave (Osprey Publishing)
Eita, olha a síndrome de Glória Pires de novo... se bem que eu conheço Frostgrave.

Vou ser sincero, eu não conheço e não ligo muito para miniaturas, para falar a verdade não dou muita bola para esse tipo de jogo. Então se ouvi falar de um jogo de miniaturas é porque ele deve ser importante e deve ter um destaque.

Por isso, acho que Frostgrave deve ganhar. E de fato, parece ser bem divertido!

Melhor Livro de Monstros/Adversários

Baby Bestiary Handbook Vol 1 (Metal Weave Games)
Aventyr Bestiary (AAW Games LLC)
Colonial Gothic: Lovecraft (Rogue Games, Inc)

Ah, livros de monstros/adverários. Quem não gosta de um bom livro de monstros para desafiar os seus jogadores apelões e lançar contra eles todo tipo de criatura desconhecida cujas estatísticas eles não tem nem ideia.


Essa categoria ficou tão importante que hoje ninguém mais discute que ela merece premiação. No início dos Ennies muita gente disse que ela não ia se sustentar porque não havia tantos lançamentos a respeito. Ledo engano...


Eu sei que esse prêmio deve ir para Pathfinder Bestiary 5, que é excelente! Eu dei uma bela lida nesse material e embora não jogue Pathfinder me pareceu extremamente útil. Minha única dúvida é se esse livro apresenta realmente novidades ou é apenas mais uma seleção de monstrinhos bacanas para atormentar os jogadores. Não que a gente não goste desse tipo de livro. Voto no Bestiary, mas fico com o coração dividido com o Colonial Gothic: Lovecraft.


Sei o que vão pensar: "O Luciano só escolhe os jogos com temática de Lovecraft! Que fã-boy miserável esse cara do Mundo Tentacular"!



Tá bom, sou suspeito para falar, mas esse livro em especial me pareceu especialmente intrigante. Ele é um livro de monstros para um sistema curioso, o tal "Colonial Gothic"que se propõe a ser um RPG se passando na América durante o Período Colonial e em meio a Guerra da Independência contra a Grã-Bretanha. Mais do que isso, trata-se de um cenário de horror, no qual os Pais da Independência enfrentam forças mais terríveis do que os "casacas vermelhas". Fantasmas, Lobisomens, espíritos, feiticeiros... parece ser meu tipo de jogo.



E esse Livro de Monstros insere os horrores Lovecraftianos no caldo, o que deve resultar em algo diabólico.


Mas foi a chamada do livro que me ganhou: "Nós os autores desse livro não nos responsabilizamos pela perda de controle emocional e insanidade resultantes da leitura desse macabro tratado de horror. Portanto, leia por sua conta e risco.". 

Como não amar algo assim?

Melhor Podcast


Eu não sou muito fã de podcast... não tenho paciência para ouvir um programa inteiro, mas desses já ouvi algumas vezes o Ken and Robin Talk About Stuff

Achei bem legal, então na dúvida, fico com o que conheço ao menos um pouquinho.

Melhor Valor de Produção

Degenesis (Six More Vodka)
Lone Wolf (Cubicle 7)

Outra briga de cachorro grande. Lembra que eu mencionei logo ali em cima que os produtos de RPG estão cada vez mais bonitos e cheios de apelo? Pois é, essa categoria demonstra exatamente como os livros e suplementos de RPG estão cada vez mais bem acabados, com uma produção bem cuidada beirando o luxo.

Vejam os indicados dessa categoria e percebam como o RPG está se voltando cada vez mais para uma tendência que valoriza a apresentação e o trabalho gráfico. No início, os jogos eram bem mambembe... Há 20 anos, os livros de RPG raramente eram coloridos, a arte era bem mais ou menos e o material dos livros deixava a desejar. 10 anos atrás os livros começaram a ficar mais bem feitos, capa dura, papel de qualidade, arte impecável, encadernação de qualidade, etc. As coisas continuam avançando, hoje em dia, livros preto e branco e feios acabam sendo preteridos em nome de algo com melhor apelo visual. É claro, o preço acompanha essa tendência e os livros de luxo de antes que custavam no máximo 40 dólares, hoje atingem valores bem mais elevados como o Cthulhu Britânica que sai por 80 dólares, o Degenesis (que sai por 99 euros) e a Caixa Reliquary de Numenera que nem sei quanto está custando, mas que sem dúvida deve custar uma fortuna.

Não estou reclamando, a tendência é essa... os jogadores de RPG, colecionadores e entusiastas do nosso hobby muitas vezes querem se dar ao luxo de comprar algo bonito que fica legal na estante e as editoras estão respondendo dentro dos anseios de seu público.

Mas chega de bla, bla, bla...

Meu favorito aqui? Caramba, não vou votar no Cthulhu Britanica London, apesar de considerar que é uma das CAIXAS mais bonitas que eu já vi. Linda de morrer, vou ficar felicíssimo se ela ganhar, mas acho que o prêmio fica entre o Degenesis e o Reliquary, com uma pequena vantagem para esse último.

Monte Cook realmente foi um passo além com essa caixa de luxo para seu Magna Opus de Ficção Aventura Retro-Futurista. Nem sei se isso existe, mas achei que ia ficar bonito.

De qualquer maneira, a Numenera Boxed Set Reliquary é tão linda, tão linda, mas tão linda que nem dá vontade de tirar ela de casa. Eu imagino que aqueles que tem esse troço devem sentir os olhares fulminantes de inveja e cobiça da nerdaiada ao redor. Mas que culpa eles tem? (não seria, "nós temos"?). 

O negócio é de um bom gosto absurdo, sem falar que é útil e extremamente bem feito. Meu voto vai pra ele, com invejinha e tudo. 

Melhor Produto relacionado a RPG

Dois títulos se destacam aqui. Don`t Turn your Back da Evil Hat que é muito legal e o Ken Writes About Stuff Volume 3. 

O primeiro é um boardgame a respeito do meu querido Dont Rest Your Head um joguinho de fantasia dark e horror urbano muito bacana lançado pela Dark Hat anos atrás. Caras, quem não conhece DRYH não sabe o que está perdendo, que jogo maneiro e que proposta bizarra. Vale a pena procurar por aí, parece que o PDF é baratinho e dá para encontrar nos Drive Thru da vida. Não sei do que trata especificamente esse boardgame, mas só de saber que se passa na realidade caótica de Mad City já vale uma espiada.

Contudo, acho que vou ficar com a série de livros do Kenneth Hite, Ken Writes About Stuff na qual ele escolhe uma série de temas e discorre sobre eles de maneira geral. Cada livro se refere a vários temas e a leitura é muito útil concedendo ideias e sugestões para o uso em sua mesa de jogo, seja ela qual for. O Volume 3 fala da tribo degenerada Tcho-Tcho, da Grande raça de Yith, da lança do Destino, de espiões Mutantes e mais um bando de doideira. E tudo com a competência que dispensa apresentações do Sr. Hite.

Melhores Regras
Urban Shadows(Magpie Games)
Ten Candles (Cavalry Games)
Lone Wolf (Cubicle 7)
War of Ashes: Fate of Agaptus (Evil Hat Productions)

Eta lê-lê... mais coisas boas nessa categoria.

Lone Wolf foi a primeira coisa parecida com RPG que eu joguei e vocês sabem o que dizem a respeito de nossa "primeira paixão". Sem falar que essa nova abordagem do Lobo Solitário ficou quase perfeita. Jogo muito simples, interessante, acabamento de primeira e uma ambientação envolvente que apela a sensibilidade de dinossauros como eu.

Feng Shui muita gente elogia, mas como o tema não é muito a minha praia, eu não conheço muito.

Mas aqui fico com Ten Candles. Esse joguinho chamou tanto a minha atenção enquanto eu pesquisava as páginas para esrever esse artigo que não aguentei e acabei comprando o PDF na página deles. E não me arrependo!

Na introdução o autor comenta que fez um longo playtest de Ten Candles que durou quase três anos. Ali ele testou todas as possibilidades de seu sistema inovador e como ele pode ser usado. Eu ADOREI a proposta desse jogo que se se propõe a ser do gênero Tragic Horror. Os personagens não vão sobreviver, mas mesmo assim contar a estória deles deve ser uma experiência marcante. Sem falar que as regras são ao mesmo tempo simples e bem estruturadas.

Eu havia mencionado que desde Dread não via um jogo com uma proposta de regras tão inovadora, e mantenho isso! Ao colocar velas na mesa e usá-las como parte da sessão de jogo, Ten Candles cria uma atmosfera propícia a sustos e oportunidades de grande interpretação. Se voc6es querem conhecer esse jogo, sugiro que visitem a página e assistam o link no qual o autor explica brevemente como é o jogo. Vale a pena...

Só fiquem atentos, pois é provável que vocês em um piscar de olhos queiram comprar o PDF também.

Melhor Ambientação

Fragged Empire Roleplaying Game (Modiphius Entertainment)
Degenesis (Six More Vodka)
Southlands Campaign Setting (Kobold Press)

Chato não conhecer à fundo nenhum dos candidatos ao prêmio.

Degenesis e Fragged Empire me parecem as melhores apostas, ao menos são os dois que mais me agradaram.

Fico com Degenesis, porque ele deve ganhar algo depois desse monte de indicações. E vai ser merecido!

Melhor Software

Roll20 (The Orr Group, LLC)

Foi-se o tempo em que a distância era um fator impeditivo para montar uma mesa de jogo, reunir amigos e fazer aquele joguinho amistoso. 

O Roll20 mudou as coisas e permite jogar à distância de uma maneira que muitos acharam que jamais seria possível. Não tem como votar em qualquer outro concorrente nessa categoria. Roll 20 é importante demais para não ganhar!

Melhor Suplemento
Delta Green: Agent’s Handbook (Arc Dream Publishing)

E agora? 

Essa categoria talvez seja a mais equilibrada do Ennies 2016. Todos eles são ótimos e tem algo que atrai a atenção pela inovação, estética ou proposta.

O Dracula Dossier: Hawkins Papers para Night`s Black Agents é uma coisa de doido. Uma pasta com mais de 30 handouts de primeira qualidade para serem usdos durante a Campanha que lança agentes secretos no mundo do paranormal em uma guerra pessoal contra ninguém menos do que Dracula. Caramba, isso deve ser bom demais!

Ao mesmo tempo, tem a Encyclopedia of Impossible Things de The Strange, livro que o Bruce Cordel disse ser um dos melhores que ele já escreveu na sua carreira. Sem falar que The Strange é a menina dos olhos de todo mestre biruta que gosta de coisas estranhas, bizarras e incomuns.

Mas, não tem como... Delta Green pra mim, sempre será Delta Green. E o trabalho da Arc Dream tem sido primoroso. O Agents Handbook é uma jóia, algo que eu preciso jogar tão logo o tenha em mãos. estou roendo unhas e contando segundos esperando meu livro comprado no Financiamento Coletivo! Na minha opinião, esse vai ser um dos grandes livros do ano. 

Melhor Website
 
Sem dúvida o See Page XX é um dos melhores Websites da atualidade.

Melhor Escrita

Maze of the Blue Medusa (Satyr Press)
Delta Green: Agent’s Handbook (Arc Dream Publishing)
Snow White (AAW Games LLC)

Pois é... eu disse que não consigo votar contra Delta Green, então seria de se esperar que meu voto fosse direto para o Agent`s Hadbook, certo?

Bem, as coisas não são tão simples nesse quesito, tudo porque entre os candidatos está um livro que vem sendo tratado como uma verdadeira Obra de Arte. Todas as resenhas desse livro foram incrivelmente positivas e algumas pessoas, gente que conhece o mundo do RPG disseram como ficaram surpresas pela qualidade desse trabalho. Eu estou falando de The Dracula Dossier: Director`s Handbook.

Caras, se alguém quer ler algo diferente, inovador, sem frescura, amparado por pesquisa histórica, procure esse livro. Dracula Dossier é bom demais, até quem não gosta de RPG, não conhece Nights Black Agents, ou implica com o Gunshoe reconhece que o valor desse trabalho de Ken Hite está no texto lavrado quase de forma artesanal até resultar em algo incrivelmente bem feito.

Não é de hoje que o Ken Hite se destaca como um dos expoentes do mercado do RPG. Foi ele quem ajudou a colocar a Pelgrane Press no mapa com uma série de títulos que são praticamente imperdíveis. Eu disse que esse é o ano da Pelgrane tanto quanto deve ser o ano de Kenneth Hite que desponta como favorito em várias categorias. Não tenho dúvida que ele vai sair com vários prêmios dessa festa, todos eles merecidos pelo que ele está produzindo não é de hoje. Dracula Dossier merece!

Produto do Ano

Degenesis (Six More Vodka)
Maze of the Blue Medusa (Satyr Press)
Snow White (AAW Games LLC)
Ten Candles (Cavalry Games)
Urban Shadows (Magpie Games)
Feng Shui 2 Core Rulebook  (Atlas Games)
War of Ashes: Fate of Agaptus (Evil Hat Productions)
Dracula Dossier (Pelgrane Press)
Curse of Strahd (Wizards of the Coast)
Dragon Age Core Rulebook (Green Ronin Publishing)

E rufem os tambores para o Prêmio mais importante entregue pelo Ennies.

Aquele que revela o Melhor Produto do Ano, descrito como o MUST HAVE na sua prateleira de jogos. O Livro de RPG mais importante do ano.

Com tudo o que eu disse acima, não poderia ser diferente: Dracula Dossier é o melhor do ano.

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Bom é isso... concordem, discordem, comentem.