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domingo, 11 de agosto de 2019

Imagens Sinistras - Amigas para sempre.


As regras são simples:

1) Leia o texto, deixe-se levar pelo que está escrito;
2) Imagine o ocorrido;
3) Olhe a foto;
4) E se sentir um arrepio... de nada!

A História:


Em 1919, o espiritualismo estava muito em voga na Europa. De fato, o movimento de médiuns que alegavam conseguir entrar em contato com o além estava em franco crescimento. Foi um período de ruptura com a fé convencional, no qual muitas pessoas buscavam respostas para seus questionamentos e aflições. A Grande Guerra havia terminado e a Gripe Espanhola ceifava incontáveis vidas. Muitos se interessaram por saber o destino de seus parentes e amados.

Na Escócia, uma menina de apenas 7 anos que atendia pelo nome Lizbete Nichols causava sensação.

Ela se tornou uma das mais jovens médiuns a manifestar a capacidade de estabelecer contato com os mortos. Babete, como era conhecida, alegava ser capaz de adentrar um estado de transe profundo. Ela se tornava então uma espécie de portal para que os espíritos se manifestassem e falassem através dela. Em uma ocasião, na Universidade Glasgow, Lizbete passou por uma espécie de teste no qual conseguiu identificar positivamente o nome dos parentes de 14 pessoas que estavam em uma platéia. Os nomes pertenciam a pessoas que haviam morrido recentemente e cujos espíritos, segundo a menina, estavam presentes no local.

Quando ela foi apresentar o décimo quinto espírito, a menina começou a gritar em desespero e em seguida desmaiou. Dias mais tarde, depois de muita relutância, Lizbete contou que esse último espírito pertencia a uma menina de 8 anos de idade chamada Angela Kaufmann. O nome estava correto, mas Angela não desejava falar apenas seu nome, mas contar os fatos que levaram à sua morte prematura. A menina havia desaparecido dois anos antes e sua mãe estava desesperada, sem saber o que fazer desde o sumiço da filha.

O espírito de Angela teria contado não apenas onde seus restos mortais estavam, mas relatou como foram seus momentos finais. Um vigário chamado Williams tentou abusar da menina e para acobertar seus avanços indecorosos a esganou até a morte. O corpo foi escondido numa cripta, na igreja da cidade de Paisley.

E exatamente onde ela havia dito, os ossos de Angela Kaufmann foram encontrados. O vigário Williams foi condenado pelo assassinato e o caso ganhou grande fama.

Depois do ocorrido, Babete continuou afirmando ser capaz de ver e ouvir Angela Kaufmann de quem dizia ter se tornado amiga. Quando Babete morreu em 1921, vítima de gripe, a menina foi enterrada em um jazigo ao lado de Angela. Uma placa foi colocada no jazigo e nela se lia:

"Amigas para sempre, sem nunca terem se encontrado em vida".

A fotografia abaixo, foi tirada em 1920, quando Babete visitou Paisley e o túmulo de Angela que ficava próximo de um belo lago artificial. O reflexo, segundo alguns registra a única foto das duas meninas juntas.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Imagens Sinistras #3 - "Medo de Respirar"


As regras são simples:

1) Leia o texto, deixe-se levar pelo que está escrito;
2) Imagine o ocorrido;
3) Olhe a foto;
4) E se sentir um arrepio... de nada!

A História:

Durante a Grande Guerra (1914-1917), que mais tarde viria a ser conhecida como Primeira Guerra Mundial, Componentes Químicos foram usadas pela primeira vez como arma. Os efeitos foram dramáticos e aterrorizantes.

Soldados nas trincheiras se contorciam, morriam e gritavam em desespero. A morte disseminada na forma de gás podia ser lenta e dolorosa, e os que sobreviviam à experiência, por vezes carregavam para o resto da vida sequelas.

Essas armas aterrorizantes deixaram sua marca também nas populações civis que assistiam impotentes o sofrimento dos rapazes nos campos de batalha.

Esse trauma deixou marcas profundas na vida de muitas pessoas, e na mente de outras.

Em 1920, três anos depois de encerrada a Guerra, na pequena cidade francesa de Algeons, Jeanne Marie Boulen, viúva de um soldado vítima do Gás Mostarda, era incapaz de remover a máscara anti-gás do rosto.

Quando o fazia, sentia um horror insuportável, gritava, se desesperava e atirava-se ao chão como se estivesse sendo acometida por um ataque. Em uma ocasião em que um médico tentou forçá-la a tirar a proteção ela quase sufocou até a morte. Acharam melhor deixá-la viver daquela forma, temendo que a exposição ao ar pudesse lhe fazer mais mal do que bem.

Jeanne Marie estava grávida quando a Guerra terminou e ela acreditava que seu filho, órfão de pai, precisava da mesma proteção que ela. A criança foi criada até os dois anos em uma máscara adaptada.

Eventualmente ela foi transferida para um asilo reservado aos mentalmente perturbados, onde ela continuou usando o implemento, ao menos até 1938, quando notícias sobre uma nova Guerra se tornaram uma certeza. Ela cometeu suicídio removendo a máscara e sofrendo uma parada respiratória fatal.

O medo que o ar pudesse estar contaminado, a matou em poucos minutos.


sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Imagens Sinistras #2 - "O Truque do Desaparecimento"


As regras são simples:

1) Leia o texto, deixe-se levar pelo que está escrito;
2) Imagine o ocorrido;
3) Olhe a foto;
4) E se sentir um arrepio... de nada!

A História:

O ano era 1959, em Wisconsin, um grupo de crianças gostava de brincar de fazer mágica.

Brian Lipman, de 10 anos costumava ser o mágico responsável pelos truques: adivinhava cartas escolhidas pela platéia, separava argolas unidas e até tirava uma pomba viva de sua cartola. Ele havia sido a sensação da escola com esse truque.

Quando completou 11 anos, Brian, que usava o nome teatral "Magnifico, o Mágico" preparou um truque especial. Ele faria um menino da vizinhança desaparecer depois deste entrar em um baú de madeira. O truque era simples: o menino chamado David Klein de 6 anos, havia sido instruído sobre como deveria se portar. Ele entraria em uma caixa, e esta se abriria por trás para que ele pudesse sair por um fundo falso sem ninguém ver. Em seguida, o mágico mostrava o baú vazio! Para completar, após um passe de mágica, David reapareceria depois de entrar na caixa da mesma maneira que havia saído.

No dia em que Brian realizou o truque, o auditório da escola estava cheio.

Ele escolheu David "ao acaso" para ajudar no truque. O menino subiu ao palco e aceitou entrar na caixa. Após uma série de palavras, o jovem mágico abriu a porta para que todos vissem que o menino havia realmente desaparecido. A seguir, ele fechou a porta e repetiu o truque para trazê-lo de volta.

Mas quando a porta se abriu uma segunda vez, David não havia retornado.

O jovem mágico tentou o truque novamente, imaginando que seu pequeno ajudante havia cometido algum erro. Ele repetiu o truque, e quando a porta se abriu, o baú continuava vazio. Uma, duas, três vezes... Por fim, os pais pediram para que David aparecesse e preocupados começaram a procurá-lo pelo palco e bastidores.

Mas ninguém havia visto o menino depois dele entrar no baú mágico diante dos olhos de todos.

E, de fato, ninguém mais viu...

David Klein desapareceu sem deixar vestígios no dia 12 de Julho de 1959 e ele continua desaparecido até hoje.

A foto abaixo foi tirada quando ele ensaiava o truque no quintal da casa de Brian Lipman usando uma máscara.

Ninguém jamais soube o que aconteceu com ele.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Imagens Sinistras #1 - O Homem Pendurado na Casa dos Sonhos


As regras são simples:

1) Leia o texto, deixe-se levar pelo que está escrito;
2) Imagine o ocorrido;
3) Olhe a foto;
4) E se sentir um arrepio... de nada!

A História:

Orson e Elise Cooper, se mudaram com seus dois filhos para o que consideravam ser sua "Casa dos Sonhos". O ano era 1950 e todos estavam vivendo o Sonho Americano. A mãe de Elise, Dorothy veio fazer uma visita e em dado momento, Orson quis registrar a ocasião. Seria a primeira fotografia no novo lar dos Cooper!

No momento em que foi tirada, ninguém percebeu nada de remotamente estranho.

Isso só veio quando a foto foi revelada. Eles viram então, para seu horror, o que parecia ser um corpo pendurado no teto. A forma havia se materializado bem atrás deles e foi capturada pelas lentes da máquina fotográfica sem que Orson percebesse.

Supostamente a história da "Casa dos Sonhos" se provou muito mais sinistra do que podiam imaginar, uma vez que naquele mesmo terreno, no passado, existia um grande galpão. Em meados de 1862, no auge da Guerra Civil, o lugar serviu aos homens da Ku Klux Klan, que se reuniam sob aquele teto para suas desprezíveis encontros.

Segundo as lendas, em mais de uma ocasião, o grupo arrastou para o interior do galpão homens negros, judeus ou católicos que teriam desafiado as duras leis de segregação da época. No interior do galpão, dizem, havia uma viga de sustentação e nela os homens da Klan costumavam passar uma corda, onde penduravam suas vítimas pelos calcanhares. Em seguida este era surrado sem piedade! Os membros chamavam esse horror de "preparar o chá", pois a vítima pendia de ponta cabeça, como um saco de chá. Em outras ocasiões, a vítima era enforcada!

Na década de 30, o galpão onde tantas coisas horríveis haviam acontecido, pegou fogo e queimou até o chão. No ano de 1948, o terreno foi limpo e uma casa foi construída ali, posteriormente para ser habitada, sem que os novos donos soubessem de seu passado aterrorizante. A viga de sustentação ficava exatamente na sala dos Cooper, onde a foto foi feita.

Dizem que certas coisas deixam para trás uma lembrança amarga, resquícios de emoções que podem se manifestar em determinados momentos. 

Talvez essa foto seja um deles...