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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Os Mitos Amarelos - 14 Fatos sobre os Mythos e a cor amarela


Hei!

Quer saber um pouco a respeito de Literatura Decadente?

Sobre o Rei Amarelo e a coleção que ajudou a inspirar o gênero Horror Cósmico?

Eu sei que você quer, pois se você gosta do Rei Amarelo e da Mitologia de Hastur, o Impronunciável, vai adorar saber desses fatos. Vamos falar a respeito dos Mitos Amarelos, a mitologia degenerada construída por Robert Chambers, Ambrose Bierce e é claro, H.P. Lovecraft.

Fato #1: 

Provavelmente o mais comum dos factoides a respeito dos Mitos Amarelos é o significado da própria cor. O amarelo está associado a decadência, corrupção e degeneração. Durante o século XIX o amarelo servia para sinalizar os livros considerados "indesejados" e muitos destes eram identificados pela cor na capa. O amarelo era uma cor de alerta a respeito do conteúdo de uma determinada obra. A primeira edição de Drácula foi publicada nessa cor como um alerta aos leitores mais sensíveis.

Outras obras igualmente decadentes e potencialmente capazes de causar choque aos leitores recebiam uma capa num tom amarelado que sinalizava seu teor degenerado. Alguns bibliotecários censuravam livros amarelos e por vezes se mostravam reticentes em ceder aos leitores esse material.

Essas obras eram geralmente ligados ao movimento romântico, envolvendo descrições floreadas, dramáticas e uma prosa emocional. Também eram características as histórias em que os protagonistas sofriam degeneração moral. Esse tipo de ficção, que contou com expoentes como Oscar Wilde, atingiu seu auge no final do século XIX, mas muitos de seus expoentes morreram antes de 1910. 


Fato #2: 

Os romanos que falavam latim, não faziam distinção entre certos tons da cor amarela e branca; a palavra "pallos" se refere a ambas. E dessa palavra que decorre o termo "pallor", significando um clareamento da pele a medida que o sangue se esvai do corpo, é a base para a palavra moderna "pálido", um embranquecimento não natural da aparência. Para os romanos o empalidecer era sinal de morte e decadência do corpo, e estava ligado não apenas ao branco, mas ao amarelo. 

Um dos avatares de Hastur, o "Máscara Pálida" (Pale Mask) se refere justamente a palidez da pele que sugere uma máscara de corrupção, decadência e finalmente... morte.

Fato #3: 

O poder das palavras é um tema recorrente nos Mitos Amarelos. Nas artes cênicas existe uma curiosa superstição a respeito da peça de Shakespeare, Macbeth. O nome, acreditam alguns é amaldiçoado e proferi-lo (mesmo durante a apresentação em voz alta) atrai má-sorte na forma de acidentes. Dessa forma, as companhias que trabalham essa montagem se referem a ela como "Aquela peça escocesa". O termo "quebre a perna" vem de uma superstição semelhante - desejar boa sorte a um ator antes de entrar no palco acaba trazendo má sorte.

Em algumas culturas, existe a crença de que certos nomes são imbuídos de poder. Repetir esses nomes em voz alta traz consequências. Em algumas crenças proferir o nome sagrado de uma divindade atrai sua atenção. Mesmo no Cristianismo, um dos pecados é "tomar em vão o nome do senhor", pois seu nome é sagrado e não deve ser proferido em vão. 

É possível que tenha sido dessas noções que os Mitos de Hastur tomaram emprestada a ideia de que repetir o nome "Hastur" é potencialmente perigoso a ponto de atrair de simples azar à completa ruína.

Fato #4: 


A história do Rei Amarelo possui ligação com o Teatro Grego clássico. Nele uma pessoa ou grupo de pessoas participa da peça concedendo a ela um recurso vocal em momentos chave, sabendo de antemão o que irá acontecer. A prática é usada até hoje em muitas montagens teatrais em que um narrador explica o contexto da cena antes dela se iniciar. 

O ditado "Ensinar o padre a rezar a missa" (em inglês "to preach to the choir" - rezar para o coral ou narrador) significa revelar a alguém detalhes sobre algo que ele já sabe de antemão intimamente. Um padre sabe os detalhes de seu evangelho, assim como o narrador de uma peça sabe o que irá acontecer - Não carece de explicações desnecessárias.

Na peça "O Rei Amarelo", o Estranho que chega à Cidade disposto a transformá-la em Carcosa age como um Narrador que sabe o que está para acontecer de antemão e manipula os acontecimentos de acordo com sua conveniência.

No Teatro Clássico, o Narrador era tratado como uma divindade que sabia todos os acontecimentos e para destacar seu papel onipresente usava uma máscara sem expressão ou ficava fora do palco, como uma presença invisível.

Fato #5: 

O Símbolo Amarelo existe... ou quase. 

Acredite ou não, o símbolo no alfabeto chinês para a palavra "Rei" é o mesmo que identifica a cor "Amarelo". Esse caractere também pode ser usado como uma gíria para "poder que corrompe", "poder superior" ou "poder de coerção". 

Curiosamente Chambers nunca desenhou o Símbolo Amarelo e nunca disse como ele era, entretanto ele comentou que o Símbolo era vagamente oriental, possivelmente do extremo oriente. Coincidência? Talvez...

Fato #6: 


Chambers gostava de usar nomes de duplo sentido para os personagens em suas histórias. 

No "Reparador de Reputações", temos um ferreiro cujo sobrenome é Hawberk, que vem da palavra "hauberk", um tipo de armadura medieval. No conto "The Desdemoiselle d'Ys", a protagonista da trama é "Jeanne d'Ys" - ou "jaundice", que em francês se refere a cor amarela "Jeune" (amarelo em francês). Na mesma história há um falcoeiro chamado Hawkstur.

Fato #7:

O nome Carcosa provavelmente deriva de uma cidade medieval francesa, Carcassonne, considerada uma joia de comércio e desenvolvimento urbano no período. Na bandeira de Carcassone, que tremulava sobre o palácio da cidade predominava a cor amarela. A Cidade era conhecida pelas suas muitas torres e prédios de altura considerável para os padrões medievais.

Carcassone era uma cidade rica e próspera, com muros ao seu redor e que pelo seu isolamento se manteve imune às pragas que devastavam a Europa do período. No entanto, no século XIII, Carcassone foi devastada pela Peste Negra, verdadeiro flagelo medieval. Há lendas de que a pessoa que trouxe a doença para  cidade vestia um manto longo e uma máscara que escondia sua face deteriorada pela doença.

Apenas à título de curiosidade, o famoso jogo de tabuleiro Carcassonne se baseia nessa mesma cidade, e um Financiamento Coletivo foi lançado com uma variante chamada Carcosa, onde o objetivo é justamente invocar o Rei Amarelo. 

Fato #8: 


O trecho "Songs that the Hyades shall sing" (Sons que as Hyades irão cantar) no poema Cassilda Song se refere a Constelação de Hyades em Touro. Muitas histórias que integram a Mitologia Amarela se referem a Estrela Aldebaran (que vem do árabe "O Seguidor"). 

Aldebaran é uma constelação de estrelas laranja-amareladas. Em muitas histórias, Carcosa ficaria na órbita de uma dessas estrelas, iluminada por luzes amarelas e doentias.

Fato #9: 

Na Idade Média, na França, existia a crença de que os Reis podiam aliviar ou curar os sintomas de uma doença conhecida como "Mal dos Reis", ou "scrofula". Para tanto, era necessário pousar as mãos sobre o doente e impor sua vontade real para extinguir o mal.

Hoje sabemos que a "scrofula" (um inchaço nas glândulas) é um dos sintomas da tuberculose e que o toque de um indivíduo (Rei ou não) não causa qualquer efeito direto. O Rei Amarelo, segundo um esboço de Chambers, causaria um efeito inverso a cura da scrofula. Pela imposição de suas mãos ele CAUSARIA a doença, disseminando a corrupção e matando as pessoas.

O inchaço de glândulas, um dos sintomas da Peste era ido como a primeira degeneração corporal que sinalizava que a morte estava próxima. O Rei Amarelo como disseminador da degeneração é uma alegoria interessante sobre seu poder de corromper a humanidade.

Fato #10: 

Carcosa possui dois sóis gêmeos gêmeos. Na realidade, sistemas com estrelas binárias de fato existem e são consideravelmente comuns.

Chambers idealizou que Carcosa possuiria dois sóis que podem ser compreendidos como os Olhos de Hastur observando constantemente do alto, em eterna vigília dos seus domínios. "Olhos que jamais piscam, vigília que nunca cessa" é um dos trechos do Som de Cacilda que se refere aos sóis.

Fato #11: 


Existe uma conexão entre Hastur e Nyarlathotep nos Mythos de Cthulhu no que diz respeito às histórias do Ciclo dos Sonhos. Há um personagem descrito como o sumo-sacerdote que habita uma Torre nos confins da Terra dos Sonhos. Ele é tido como um ancião, trajando um manto longo e uma máscara amarela. Na ausência de um nome, ele é chamado de "O sacerdote que não deve ser descrito".

Não se sabe ao certo a identidade dessa figura misteriosa, que pode ser tanto um Avatar de Nyarlathotep, quanto uma forma de Hastur habitando a Dimensão Onírica. Os leitores debatem a respeito desse personagem e sua identidade desde sua criação.

Para alguns Nyarlathotep está simplesmente usando uma máscara que se refere a Hastur, mas alguns acham que Hastur poderia ser, ele próprio, um Avatar de Nyarlathotep.

Fato #12: 

Carcosa realmente existe... na Malásia. Nesse país do extremo Oriente existe um hotel luxuoso chamado Carcosa Seri Negara que e formado por duas enormes mansões coloniais chamadas Carcosa e Seri Negara. No idioma malaio Seri Negara significa "reino de beleza sem fim", um nome adequado para o lugar. Ele se localiza na capital, Kuala Lumpur, e pasme, fica as margens de um grande e plácido lago.

A Mansão Carcosa, o segundo  prédio que compõe o Hotel tem o apelido de "Casa do Rei", pois, por um curto período de tempo serviu como residencia oficial da família real. Alem disso, a logomarca do hotel parece suspeitamente semelhante ao Simbolo Amarelo. Por sinal, o tal simbolo é amarelo, assim como a fachada da Mansão Carcosa.

Fato #13: 


À despeito da cor amarela no ocidente ser considerada como doentia ou degenerada, no Oriente ela é considerada a cor da nobreza e da realeza. Assim como acontecia no ocidente, onde usar roxo, a cor da realeza, era proibido aos plebeus, o amarelo era exclusivo para os nobres orientais. Curiosamente, amarelo e o roxo ocupam posições exatamente opostas no circulo cromático.

O céu de Carcosa é descrito como branco, com estrelas negras. As estrelas negras fazem parte da poesia de Chambers, estrelas escuras em um céu pálido. Uma inversão do céu noturno negro com estrelas brancas que temos no mundo normal.

O tema "inversão " sugere um  "mundo à parte" no qual a realidade é  confrontada e pervertida por noções e conceitos que não são naturais ou que se mostram opostos ao senso de normalidade.

Fato #14:

"Coisa terrível é cair nas mãos de um Deus Vivo".

Essa frase está presente na Bíblia Sagrada (citada em Hebreus 10:31). Ela é repetida pelo Rei de Amarelo para o Protagonista no conto "A Corte do Dragão" no fim da história. A frase é muito associada aos Mitos Amarelos, mas não é a única ligação religiosa na obra. Alguns autores relacionam Hastur ao conceito filosófico de Satã (outra inversão, dessa vez de bem e mal). Chambers certa vez desenhou o Rei de Amarelo com asas angelicais, o que faz sentido, mesmo para um anjo caído.

Elementos da crença judaico-cristã estão presentes na obra de Chambers. O fato de que o nome de Deus não deve ser tomado em vão e que anjos podem ser enviados para evitar atitudes blasfemas também é condizente. É possível que o conceito de que dizer em voz alta o nome de Hastur atrai a ira divina, venha dessa mesma noção.

Há também o princípio cristão de que a Face de Deus não pode ser contemplada sem risco para a sanidade. A face de Deus só pode ser vista por aqueles que se mostram dignos, jamais pelos que estão afastados de sua graça.

Mais ainda, em "A Corte do Dragão", o protagonista temeroso procura proteção uma Igreja onde acredita estará em segurança. Ele acredita que o Deus Cristão o manterá à salvo, mas não é o que acontece.


Bem, aqui estão 14 pequenos fatos e curiosidades sobre os Mitos Amarelos e de quebra uma seleção de imagens (algumas das melhores que já vi) dessa entidade aterrorizante. Para saber mais a respeito de Hastur e do Rei de Amarelo, convido os leitores a ler os artigos sobre essas curiosas entidades dos Mythos.

O Rei Amarelo

Hastur, o Impronunciável

quarta-feira, 6 de maio de 2015

O Rei de Amarelo - Resenha do Livro da Editora Clock Tower

"Estranha é a noite em que estrelas negras ascendem
E luas estranhas os céus percorrem
Mas ainda mais estranha é
Perdida Carcosa"

Trecho de "Canção de Cassilda" em O Rei de Amarelo.
Ato I. Cena 2


Caros amigos do Mundo Tentacular, essa é uma pequena resenha de um livro que chegou recentemente, enviado pelo nosso colega Denilson E. Ricci (do Site Lovecraft), organizador dessa antologia lançada pela Editora Clock Tower.

Quando abri o pacote em que o livro foi remetido, foi impossível conter o entusiasmo de ter em mãos uma edição tão bonita dedicada a criação mais importante de Robert W. Chambers - a mitologia do Rei Amarelo. Acredito que não seja exagero afirmar que essa Edição Limitada da Clock Tower é um dos trabalhos mais caprichados versando sobre a obra de Chambers. O livro visualmente é "de cair o queixo".

Capa dura, marcador de páginas, papel de excelente qualidade, diagramação impecável, ótima arte interna... o livro não fica devendo absolutamente nada quando comparado às melhores edições estrangeiras. Acho inclusive, que não existe algo com tratamento similar lançado lá fora.

Por sinal, o lançamento anterior da Clock Tower "O Mundo Fantástico de H.P. Lovecraft" já era impressionante, mas aqui, a editora deu um salto de qualidade incrível rumo a um patamar muito superior. Se esse é o padrão que a Clock Tower pretende imprimir, mal posso esperar pelos próximos lançamentos.

Mas vamos falar do livro em si.

A mitologia do Rei de Amarelo começou a ser construída no final do século XIX, em plena Belle Époque, pelo autor norte-americano Robert W. Chambers. Os contos introduzem uma misteriosa peça teatral capaz de induzir alucinações, desespero e loucura naqueles que tem contato com seu texto. As quatro primeiras estórias de Chambers (de um total de dez) são laureadas como clássicos do horror psicológico e sobrenatural, enaltecidas por críticos e escritores consagrados como T.E.D Klein e S.T. Joshi, e citadas por H.P. Lovecraft em seu "Horror Sobrenatural na Literatura" como verdadeiros marcos do gênero horror fantástico.

Crítico, perturbador, estranho... os contos de Chambers foram redescobertos pelo grande público ano passado através da série de televisão "True Detective" da HBO. O complexo roteiro de True Detective (escrito por Nic Pizzolato) bebeu fartamente da fonte de horror cósmico criada por Chambers. Os conceitos foram traduzidos com maestria para um ambiente niilista, ocupando uma parte central da investigação alucinante de medonhos crimes ocorridos no sul dos Estados Unidos. Ainda que a inspiração tenha sido discreta, True Detective serviu para despertar a curiosidade de toda uma nova geração de leitores que até então desconheciam a obra de Chambers e a rica mitologia do Rei de Amarelo.

A edição da Clock Tower apresenta os quatro primeiros contos de Chambers na ordem em que eles foram escritos. São eles "O Reparador de Reputações", "A Máscara", "No Átrio do Dragão" e "O Símbolo Amarelo", textos excelentes (ainda que difíceis) onde Chambers dá forma à sua mitologia particular que seria explorada ao longo do século seguinte por inúmeros escritores (e porque não admiradores) tocados pelo seu estilo inconfundível.

A edição limitada de "O Rei de Amarelo" acompanha uma introdução e uma valiosa biografia de Robert W. Chambers que ajuda a compreender um pouco mais sobre a conturbada carreira desse estranho contador de estórias.

Além dos quatro contos seminais, a edição tem alguns extras muitíssimo interessantes na forma de trabalhos de autores que inspiraram e foram inspirados pela mitologia do Rei de Amarelo. Temos nessa seleção três contos (dois de Ambrose Bierce e um de Edgar Allan Poe) e um poema (de Gustav Nadaud). Tudo isso casa muito bem com o contexto das estórias iniciais.

Como eu disse anteriormente, o livro é um deleite para os olhos. Leitores que não dispensam o prazer de folhear páginas de qualidade, ficarão plenamente satisfeitos em ter essa bela antologia abrilhantando sua prateleira.

A seguir, algumas fotos da Edição Limitada de "O Rei de Amarelo". 


Essa eu achei uma ideia sensacional.

Um carimbo da "Miskatonic University Library" com o número da cópia limitada, eu achei esse um toque muito legal, o tipo de coisa que só os fãs pensam, e que os demais fãs adoram. Bom, eu posso falar por mim e dizer que adorei.


A edição possui alguns desenhos de página inteira que servem como introdução para cada conto. Esse é um dos que mais gostei, com uma imagem do Robert Chambers em um background horrorífico. Gostei bastante do traço do artista Daniel Lopes Mathias, responsável pela arte interna.


O índice com os contos e os extras do livro. Material de primeira, muita coisa inédita em nossa língua até onde sei.



Mais duas mostras da sombria e excelente arte interna.


E mais uma visão da capa e do acabamento do livro.

Pessoal, esse trabalho ficou sensacional, fico pensando no que vêm em seguida, quem sabe Arthur Machen fosse uma boa pedida, ou uma coletânea dos contos de horror de Robert E. Howard.

Até onde sei, ainda restam alguns volumes disponíveis, quem tiver interesse pode buscar a página da Clock Tower ou pelo Denílson E. Ricci, no facebook para saber mais detalhes.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

True Detective Temporada 2 - O que sabemos até o momento sobre a Segunda Temporada


True Detective foi uma das melhores séries de TV à cabo no ano passado. Alguns críticos dizem que para uma série ser considerada acima da média ela tem que se destacar em três categorias: produção, elenco e roteiro.

Pois bem, se é assim, vejamos:

A produção é diferente de tudo o que havia aparecido antes. Longas tomadas, fotografia arrebatadora, direção perfeita, montagem impecável, tecnicamente True Detective é irretocável.

O elenco de primeira grandeza, liderado por um Matthew McConaughey e Woody Harelson literalmente em estado de graça, vivendo personagens repletos de camadas psicológicas. Todo elenco de coadjuvantes esta otimo.

E o que dizer do Roteiro. Um show que é debatido e analisado exaustivamente na internet, comentado sem parar e que rapidamente acumula fãs ardorosos aponta sem dúvida para algo diferenciado, muito acima da média.

Com tudo isso, é claro que a segunda temporada de True Detective deixaria  todos os fas de orelhas em pé esperando qualquer notícia. Há algumas semanas, um rumor circulou direto na internet: a possibilidade da segunda temporada envolver novamente o Rei Amarelo um dos elementos centrais da temporada anterior.

Traduzi o artigo contendo o rumor publicado na página Design & Trend, de autoria de Christopher Groux:


Autor da SegundaTemporada de True Detective envia brindes promocionais que apontam para possível trama

Rusty Cohle não estará na segunda temporada de True Detective, mas isso não diminuiu o nível de intriga da série. Material promocional da série, enviado pelo criador Nick Pizzolato a alguns amigos sugere que a trama do "Rei Amarelo" pode ser ainda mais aprofundada. A segunda temporada deve ir ao ar em meados de junho.

Uma suposta caixa com material de campanha promocional, enviado pelo autor da série True Detective está despertando rumores a respeito do roteiro da nova temporada do popular programa da HBO. Se os spoilers indicam alguma coisa, os futuros episódios devem investigar estados de delírio difundido e trazer de volta a estranha história do Rei Amarelo.

A dica chegou ao Design & Trend, vinda do blog Radio Free North Hollywood. O autor diz que se tornou amigo de Stephen Notley, um artista de quadrinhos  a quem Nic Pizzolato ofereceu um kit promocional que lança boatos sobre o conteúdo da segunda temporada de True Detective. 

De acordo com o rumor, Pizzolato enviou a Notley uma série de cartas discutindo o Rei Amarelo, nos últimos meses. Para aqueles que não se recordam, o Rei Amarelo era o antagonista que os detetives Rust e Marty perseguiam no decorrer da primeira temporada. Ao fim dos oito episódios foi revelado que o vilao era algo mais simbólico do que real o que levou os fãs a estabelecer uma série de teorias e gerar constantes debates.

No sentido literário, o "Rei Amarelo" faz parte de uma série de estórias curtas escritas por Robert W. Chambers em 1895. Elas foram citadas por Pizolato com tendo imensa influência no desenvolvimento de True Detective. 

O que não se sabe até o momento, é como o "Rei Amarelo" vai impactar a segunda temporada. Apesar de ser pouco provável que a temporada 2015 seja uma continuação da primeira temporada, menções ao Rei Amarelo podem significar que o programa continuará a investir nos mesmos temas.

O mais interessante, entretanto, é a estranha estátua que supostamente acompanha o material promocional. Como podemos ver abaixo na foto, a estátua parece representar um tipo de criatura com chifres. Aqueles que se recordarem da primeira temporada, irão se lembrar das "redes do diabo", os estranhos arranjos deixados pelo assassino na cena do crime. Embora bastante diferente, a estátua consegue capturar um sentido similar.


O autor do rumor sugere que a estátua possa estar de alguma forma ligada ao conto de H.P. Lovecraft, "The Horror in Clay" (O Horror de Argila). Nesse conto, há a menção a um "carnudo, corpo tentacular (com) grotescas asas rudimentares". Assim como Pizolato, Lovecraft foi profundamente influenciado pelo Rei Amarelo.

Também é interessante notar que "O Horror em Argila" apresenta uma epidemia de delírios e manias ao redor do mundo, com revoltas tomando conta de Nova York. Uma vez que já foi revelado que a temporada dois de True Detective envolve o crime na cidade grande, o elo entre fatos conhecidos e obscuras citações literárias já é o bastante para deixar os fãs da série em suspense.

No espírito da série, esse bizarro material promocional certamente acrescenta ppconfusão a Segunda Temporada, antes mesmo dela estrear. Isso não parece ser novidade para Pizolato, que utilizou fotografias de um anuário escolar para promover episódios da primeira temporada. Os fãs estão tentando solucionar o mistério por trás desse material promocional e devem fazer o mesmo com todas as pistas que surgirem nos próximos meses. 

A data de estréia da segunda temporada de true Detective ainda não foi anunciada, mas espera-se que ela chegará a HBO no próximo verão (meados de junho). O elenco inclui algumas estraelas de Hollywood como Rachel McAdams, Vince Vaugn, Colin Farrel  e Taylor Kitch.

*     *     *

Bom, até que ponto podemos levar à sério esses rumores?

Parece ter algum fundamento se considerar que a estatueta é de fato parte do material promocional da segunda temporada.

Reparem bem que a estátua guarda uma ENORME similaridade com a imagem clássica do Rei Amarelo conforme a mitologia criada por Robert W. Chambers. É só comparar com essa imagem abaixo:

Uma das dicas mais bacanas além da "coroa" na cabeça da estátua é o título "The Tattered King" - O Rei em Farrapos, um dos nomes do Rei Amarelo. Não sei quanto a vocês, mas vejo no detalhe do manto na escultura uma série de farrapos puídos, o que coloca a estátua ainda mais no caminho certo de ser algo ligado ao Rei Amarelo.

O rumor sobre "The Horror in Clay" no entanto me parece meio exagerado. "Horror" não é um conto curto, e sim uma parte do conto "The Call of Cthulhu" o que não parece encaixar bem no contexto da série. Seria legal, mas acho muito pouco provável que haja uma ligação nesse sentido.

Mas vamos expandir um pouco o artigo e relacionar as informações que temos até o momento a respeito da segunda temporada de True Detective. Fiz uma boa pesquisa a procura de informações e detalhes e aproveitei para incluir aquelas que pareciam mais suculentas.

Infelizmente, nada disso é 100% certo e pode ser nada mais do que um rumor infundado espalhado na internet.

Elenco e personagens principais:

Desde o início havia grande expectativa a respeito do elenco para a segunda temporada. Os personagens de Woody e Matt não estariam na segunda temporada, isso já era certo desde o início. Então quem assumiria o papel de protagonista? O elenco da primeira temporada de True Detective fixou um patamar acima da média dos programas normais, então teria de ser um elenco à altura. A HBO é conhecida por dar liberdade aos atores para explorar as facetas de seus personagens e por isso consegue atrair nomes de peso para suas produções.

A primeira pista a respeito do elenco foi dada pelo próprio Pizzolato, haveria três detetives: Dois homens e uma mulher. Eles estariam trabalhando em diferentes divisões de autoridade estadual e não necessariamente se encontrariam até metade do seriado. Isso bastou para dar início aos rumores. Muitos boatos circularam, afirmando que Brad Pitt, Morgan Freeman, Sigourney Weaver, Amy Addans e Liam Neeson poderiam estar sendo sondados para trabalhar na série. Pizzolato desmentiu vários rumores nesse período.

Em 21 de setembro, Colin Farrel protagonista de filmes como Alexandre, Miami Vice e A Guerra de Hart foi confirmado como o primeiro nome do elenco de True Detective. A HBO confirmou que Farrel faria o papel de Ray Velcoro, um oficial da Patrulha Rodoviária da Califórnia. A descrição do papel diz que trata-se de "um detetive dividido entre as alianças firmadas entre seus colegas de departamento e um mafioso a quem ele deve favores". O personagem de Farrel lida com problemas de disciplina e o vício em cocaína, além de ter sido suspenso por explorar sexualmente uma mulher que ele havia parado na estrada. Tudo indica que o personagem será na melhor das hipóteses um herói de moral dúbia, considerado um rebelde dentro da força policial.

O segundo nome confirmado foi o de Vince Vaughn um ator que normalmente é encontrado em comédias, mas que mostrou repetidas vezes um grande potencial dramático. Vaughn fará o papel de Frank Semyon, o provável antagonista dos detetives nessa segunda temporada. Nas palavras dos produtores Semyon "não é apenas um bandido que os detetives irão perseguir. Ele é um criminoso de carreira, levado ao limite quando seus planos de tornar seus negócios legítimos vão por água abaixo quando seu é assassinado". O perfil do personagem indica um sujeito malandro com políticos no bolso e vários desvios de conduta moral. Segundo o site Deadline, Pizzolatto tinha Vince Vaughn em sua mente quando escreveu o papel do personagem.  
Outras informações menores a respeito do personagem vieram à tona e descrevem Semyon comoüm bandido que conseguiu construir um império e tenta passar a imagem de um homem de negócios". Ele terá aliados poderosos no meio político e pretende manipular uma rentável negociata envolvendo a construção de uma auto-estrada na Califórnia. 

Rachel McAdams foi confirmada como a protagonista feminina. Sua personagem será a xerife Ani Bezzirades, "Uma policial do Condado de Ventura, uma detetive cujo senso de ética a coloca em choque com policiais e colegas corruptos". Pouco se sabe a respeito dessa personagem, mas ela parece ser o oposto do criado para Colin Farrel.



Em 27 de outubro, Taylor Kitsch foi confirmado como o terceiro detetive protagonista da segunda temporada. Kitsch é uma figura conhecida de outras produções originais da HBO, ele foi muito elogiado por sua participação no drama The Normal Heart. Kitsch negou os rumores que afirmavam que a segunda temporada se passaria nos anos 1970, mas adminitiu que seu personagem terá terá um espírito dessa época. O personagem chama-se Paul Woodrugh, "um veterano de guerra e oficial da Patrulha Rodoviária da Califórnia, fugindo de um passado complicado e de um alegado escândalo".

Ainda em novembro do ano passado, dois nomes do elenco de apoio foram revelados, a veterana atriz Lolita Davidovich faria uma participação especial na trama no papel da mãe de Taylor Kitsch. James Frain de The Tudors e True Blood fará o papel de Jeff Hunt um tenente corrupto. Finalmente no início do ano, o ator e músico Rick Springfield entrou no elenco em mais uma participação inusitada.

Sobre o Diretor:

Cary Fukunaga dirigiu de forma magistral todos os episódios da primeira temporada, mas a segunda será dirigida por vários diretores. O programador da HBO, Mike Lombardo, deixou escapar que três ou quatro diretores estarão à frente dessa temporada.

Fukunaga está ocupado trabalhando no filme Sin Nombre e na produção da nova versão do clássico romance de horror IT de Stephen King.

A última notícia é que Justin Lin, que dirigiu vários filmes da série Fast and Furious iria conduzir ao menos dois episódios dos oito programados. Supondo que parte da estória vai envolver personagens ligados a vida nas auto-estradas, a escolha de Lin parece certa, uma vez que ele é um especialista em perseguições automobilísticas.

Sobre o Roteiro:

O que se sabe até agora é que na segunda Temporada deTrue Detective, os investigadores tentarão solucionar o assassinato de Ben Caspar, um homem de 50 anos morto e desovado numa auto-estrada com símbolos de ocultismo talhados em seu peito. 

Uma fonte confirmou essa premissa:

"A segunda temporada tem como fio condutor a morte de Ben Caspar, um executivo corrupto de uma cidade do interior da Califórnia, brutalmente assassinado pouco antes de fechar um negócio multi-milionário envolvendo a construção de uma estrada. Três investigadores de polícia de diferentes departamentos serão enviados para descobrir quem é o responsável. Eles vão descobrir que estão diante de um caso muito maior e com implicações muito mais obscuras do que poderiam imaginar. O corpo de Caspar será descoberto em uma área isolada da Estrada {Pacific Coast, próximo a Big Sur - símbolos satânicos foram gravados em seu peito. Há indícios de sexo selvagem e violência no corpo e suposições de que um elemento oculto está presente”.

Assim como na primeira temporada, os episódios irão se concentrar na investigação e no procedimento investigativo que se segue a descoberta de um crime enigmático. Além disso, cada um dos protagonistas terá seus próprios demônios internos com os quais terão de lidar e que virão à tona no decorrer de sua participação no caso. O personagem de Farrel terá um passado tumultuado com vício e envolvimento em corrupção. A xerife de McAddams lida com questões relativas a jogo e alcoolismo, enquanto  o patrulheiro de Kitsch quase foi afastado de serviço por envolvimento em questões delicadas.

A Temporada irá se passar inteiramente na Califórnia. Em um podcast, Pizzolatto disse que a cidade não será Los Angeles, mas algumas das pequenas cidades do estado que são isoladas e quase fantasmagóricas e que permitem a recriação da mesma Psicoesfera vista na primeira temporada, quando os investigadores reviravam as entranhas das pequenas cidades nos arrebaldes do Sul dos Estados Unidos.

Nic Pizzolatto fez várias referências ao ambiente de Psicoesfera presente no interior da Califórnia. Ele disse em uma entrevista que a Califórnia possui um interessante aspecto ligado ao renascimento teosófico sobretudo nos anos 1920, quando os novos ricos do oeste buscavam experiências religiosas e filosóficas transcendentes. Algumas cidades da Califórnia foram construídas com arquitetura maçônica ou com construções baseadas em prédios de povos antigos.

É provável que a segunda temporada não seja tão dark quanto a primeira, ainda assim ela será bastante obscura, com momentos claustrofóbicos nos quais o pior da alma humana prevalece."Nic consegue acessar lugares horríveis da alma humana e seus roteiros são marcados por um certo grau de sordidez moral. True Detective não é apenas sobre uma investigação criminal, mas a respeito de como um caso pode reverberar na existência dos responsáveis por solucioná-lo", disse um produtor da HBO.

Pizzolatto promete que haverá espaço para muitos elementos estranhos na trama, momentos em que o espectador ficará sem saber o que está vendo e terá de buscar suas próprias explicações. "O horror cósmico e a ficção estranha (weird fiction) sempre me interessaram. Na primeira temporada esses elementos estão claramente representados na trama. Na segunda eles estaráo lá, mas de modo menos evidente." comentou em uma entrevista no início do ano.

Inspirações:

Pizzolato e Lombardo, escritor e um dos produtores lançaram indícios de que a temporada 2 envolverá um crime levando a uma trama do sistema de transporte da Califórnia. O crime bárbaro levará a várias descobertas e a uma trama evidenciando aspectos de ocultismo, especificamente algo de natureza sataânica.

Uma vez que a investigação envolve uma negociata de cifras milionárias na Califórnia, é impossível não pensar em filmes clássicos como Chinatown no qual uma conspiração é orquestrada por pessoas muito importantes e influentes. Na obra prima de Roman Polanski temos um grupo de milionários metidos com uma negociata envolvendo água, aqui temos algo semelhante, mas envolvendo a construção de uma estrada. Ao que tudo indica, o personagem de Vince Vaughn será um tipo de intermediário entre aqueles que esperam ficar ricos com esses negócios e um grupo ainda mais sórdido, metido com ocultismo.

A vítima que desencadeia a ação na Segunda Temporada parece ter sofrido algum tipo de violência sexual. Sexo era importante na primeira temporada e parece ser vital na segunda. Fetiches, Sadomasoquismo e perversões devem estar na ordem do dia. Havendo um grupo de ricos interessados em perversão é possível que estejamos diante de uma reedição do Clube do Inferno ou do misterioso e exclusivo Bohemian Grove.

Quando os primeiros boatos sobre a trama vazaram para o público, alguns relacionaram a possibilidade da estória se passar na mítica Estrada 66 no sul da Califórnia uma área marcada por inúmeras lendas urbanas. Mas há muitas estórias também na Interestadual 35, envolvendo entre outras coisas gangues de motoqueiros metidos com satanismo e bares onde rituais macabros ocorrem. Mais recentemente a estrada ganhou destaque pela presença de grupos cristãos fanáticos percorrendo o asfalto conduzindo ataques a clínicas de aborto e assassinando homossexuais.  

Em 1981 um rapaz chamado Adam Walsh foi sequestrado na Interestadual 35. A cabeça do menino foi encontrada aos pés de uma placa de trânsito nos arredores do Texas após semanas de buscas. Otis Toole confessou ter cometido o horrível crime influenciado por um culto canibal chamado "Mão da Morte" que supostamente reclamou os restos do menino. Um dos cúmplices de Toole era ninguém menos do que Henry Lee Lucas, um dos mais prolíficos serial killers da década de 1980, preso alguns anos depois por ter deixado seu próprio rastro de cadáveres no deserto da Califórnia. Toole teria alegadamente treinado em uma unidade paramilitar que entre outras coisas esperava criar um movimento revolucionário com inclinação demoníaca.

Em fevereiro de 1975, o Departamento de Justiça da Califórnia deu início a uma ampla investigação a respeito de 14 assassinatos não solucionados que ocorreram entre 1969 e 1974 e que teriam sido cometidos por um único homem. Seis vítimas foram encontradas em Santa Rosa, cinco em são Franscisco e uma em Redding, Marysville, e Monterey. O caso foi estranhamento encerrado por ausência de provas, mas investigadores envolvidos na época afirmaram que o caso foi claramente abafado por envolver pessoas influentes na sociedade que estariam de alguma forma encomendando esses crimes.

É possível imaginar Pizzolatto mergulhando em velhas estórias, em narrativas criminais e assassinatos obscuros, retornando a superfície com uma trama costurada com elementos de ocultismo e sobrenatural. Linhas de Ley? Assassinatos rituais? Crimes sexuais? O que virá à seguir?

Na última temporada, Hart e Cohle perseguiram um caipira enlouquecido que adotou sua própria mitologia nos limites da sociedade. O que veremos na segunda temporada só podemos imaginar...

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

"O Rei de Amarelo" - Projeto da Editora Clock Tower reúne contos clássicos do Horror


Em 2014 o Rei Amarelo, ganhou enorme popularidade com o seriado policial True Detective.


Graças a citações a ele nesse excelente programa da HBO, mais e mais pessoas ficaram interessadas em conhecer detalhes a respeito dele. Muitas perguntas ficaram sem resposta: Como surgiu esse mito? O que realmente é o Rei Amarelo? O que é a lendária cidade assombrada de Carcosa? E como esses conceitos foram trabalhados por diferentes escritores?


A Editora Clock Tower - responsável por uma antologia dedicada ao genial H.P.Lovecraft, traz agora um novo projeto, inteiramente voltado para o Rei Amarelo e os autores que criaram e desenvolveram esse mito.

Uma ótima pedida para os fãs do horror!

Aqui está o release da editora:


O Rei Amarelo   
O clássico “O Rei de Amarelo” que inspirou a série True Detective em uma edição especial de fã para fã!


A Editora Clock Tower, conhecida pela belíssima antologia de contos de H. P. Lovecraft lançada em 2013, está em plena campanha de pré-venda de uma edição de luxo de "O Rei de Amarelo", de Robert W. Chambers. Esse livro é uma coletânea de contos que giram em torno de uma peça teatral maligna, capaz de levar à insanidade todos aqueles com quem com ela entram em contato. A obra de Chambers influenciou escritores, como H. P. Lovecraft, Peter Straub, Stephen King e Neil Gaiman.

Trata-se de uma edição limitada (menos de mil exemplares), voltada para colecionadores, e com acabamento de luxo: capa dura, laminação brilhante, fita marcadora de página e papel tipo pólen.  Além do conteúdo original, o livro contará também com conteúdos extras: biografia inédita do autor, exemplares numerados, ilustrações exclusivas, contos clássicos que inspiraram Chambers e se quiserem os compradores terão seus nomes impressos no livro, entre outras. Os compradores do livro também ganharão um ebook exclusivo, contendo 6 outros contos complementares de Chambers e que foram acrescentados posteriormente à obra original.

Diante de tudo isto, era de imaginar que o livro fosse custar uma fortuna, não? 

ERRADO! O livro está custando APENAS R$74,90, e com FRETE GRÁTIS para todo o Brasil! 

Mas ATENÇÃO: a edição é limitadíssima enquanto durarem os exemplares disponíveis. Portanto, garanta o seu AGORA!

WEBSTORE: http://editora-clocktower.lojaintegrada.com.br/o-rei-de-amarelo-edicao-de-luxo

Site da Editora: http://editora-clocktower.com.br

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