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quarta-feira, 4 de março de 2020

Postnomicon - Suplemento de Aventuras para Cultos Inomináveis


Antes de qualquer outra coisa a boa notícia: Cultos Inomináveis está garantido no Financiamento Coletivo, tendo atingido os 100%.

A excelente notícia é que ele deve alcançar várias metas extras.

Para quem quer saber mais a respeito de Cultos Inomináveis, aqui está a resenha de um dos suplementos mais interessantes dessa coleção e que felizmente faz parte como uma das metas. 

Postnomicon é uma antologia de aventuras com 120 páginas. O livro segue a mesma identidade visual e tem acabamento similar ao do Livro Básico, ou seja, é totalmente colorido e com fartura de ilustrações, mapas e boxes espalhados pelas suas belas páginas.

A Antologia compreende cinco cenários prontos de diferentes tamanhos e grau de complexidade, mas de um modo geral ótimo material para quem está começando a conhecer o sistema e ambientação. Algumas são mais indicadas para sessões curtas, servindo perfeitamente como one-shots permitindo apresentar o sistema e ambientação em eventos ou para grupos de iniciantes. Outras são mais elaboradas e terão uma duração de duas a três sessões até a conclusão.


É interessante explicar que não se trata de uma Campanha, ou mesmo de uma mini-campanha, como Oculto no Vazio (Fundido en Blanco), composto de três histórias concebidas para o mesmo Culto e com os mesmos personagens. Nada impede, no entanto, que as aventuras sejam encadeadas, tendo então, o narrador, de fazer alguns ajustes e construir um elo entre elas.

O primeiro cenário tem como título "Casa da Bruxa dos Sonhos" e foi escrito por Ricard Ibáñez, conhecido autor espanhol que já tem certa experiência escrevendo para jogos de horror. É dele a mini-campanha "La bestia no debe nacer", para Chamado e que foi publicado na Espanha. Trata-se do cenário mais curto do livro e um que tem um início assustador. Um homem decide cometer suicídio, mas antes ele mata a esposa e os filhos de forma brutal. Suas últimas palavras devem ser o suficiente para atrair a atenção dos cultistas, pois ele diz: "Isso deve servir para detê-lo".

Ao que ele estaria se referindo e de que maneira essa tragédia poderá trazer os cultistas mais perto de seus objetivos?


A segunda aventura é "Grande demais para falhar" de Ismael Díaz Sacaluga.

Nela, os jogadores serão membros de uma companhia gestora de capital de risco que acabaram de obter uma desejada promoção e que estão celebrando seu novo posto. Os acontecimentos surpreendentes vão se multiplicando à medida que coisas estranhas começam a acontecer. Trata-se de uma trama um pouco complicada, que exige personagens específicos para a história em questão, mas que tem enorme potencial.    


A próxima aventura é "Primavera Quebrada" de Iñaki Raya, um cenário que começa in media res com uma perseguição de carros que será aos poucos explicada na base de flashbacks que lembram um roteiro de Quentin Tarantino. Sem dúvida é uma maneira muito eficiente de atrair a atenção dos jogadores desde o primeiro minuto de jogo. Além disso, todo o cenário está repleto de referências cinematográficas, algo muito bacana e que com certeza irá agradar aos fãs de cinema.


"Na noite do Diabo" de Antonio Ortiz é uma aventura curiosa, parte da premissa de que um cientista  (é preciso dizer que trata-se de um cientista louco?) e um criminoso estão trabalhando em uma droga experimental de origem alienígena que planejam despejar no submundo. No meio dessa trama, os cultistas acabam metendo os narizes quase que por acaso. Eles terão de decidir então como irão proceder e como lidarão com as possíveis implicações.


O último cenário é "Ritual sob demanda" de Juan Sixto que fecha o suplemento com chave de ouro. Nele temos um advogado que trabalha para um assassino em série aprisionado que precisa dos personagens dos jogadores para investigar uma pista sobre seu cliente. Essa premissa inicial leva o grupo à cidade costeira de Kingsport, um dos menos explorados lugarejos da célebre Lovecraftian Country.


É muito interessante conhecer o trabalho de autores e escritores espanhóis que oferecem uma visão distinta dos Mythos de Cthulhu. As aventuras são curtas, mas podem ser expandidas facilmente por um narrador interessado em torná-las mais detalhadas. 

Se faz necessário chamar a atenção para os belos Recursos de Jogo (Handouts) que integram cada cenário. Um maravilhoso trabalho gráfico que sem dúvida concede maior imersão às sessões. Nada como ter à disposição handouts tão elaborados quanto esses.


O mais bacana a respeito de Postnomicon é que esse é apenas o primeiro volume do que se projeta a se tornar uma coleção. Para um jogo como Cultos Inomináveis, que tem uma proposta tão inovadora, é ótimo poder contar com aventuras prontas que permitem ao narrador e jogadores entender não apenas a mecânica, mas os detalhes da ambientação.

A visão de vários autores nos mostra as infinitas possibilidades do que temos em mãos e nos faz ponderar a respeito das muitas facetas desse RPG.

É algo para ser desfrutado!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Oculto no Vazio - Resenha da Aventura para Cultos Inomináveis



Por Tiago Maraschin

Quando os Mitos de Cthulhu encontram o Horror Slasher

Oculto no Vazio (tradução de Fundido em Blanco), é um livro suplemento para o jogo de RPG Cultos Inomináveis, publicado pela editora espanhola Nosolorol, escrito por Jose Manuel Sorio e Jose Lomo, e magnificamente ilustrado por Javier Charro.

Oculto tem uma perspectiva diferente dos outros cenários e aventuras relacionados com os Mitos de Cthulhu. Ele está focado num horror mais visceral, gore e slasher. Na minha opinião os autores conseguiram casar perfeitamente o horror slasher/gore de filmes como O Massacre da Serra Elétrica (Texas Chainsaw Massacre), Quadrilha de Sádicos (Hills have Eyes), Rejeitados pelo Diabo (Devil Rejects) ou Pânico na Floresta (Wrong turn) com o horror dos Mitos de Lovercraft. O livro seria o que em Rastro de Cthulhu chama-se Marco de Campanha, apresentando a descrição de um cenário completo: personagens, ganchos de aventura e três módulos/aventuras que podem ser jogados na forma de uma campanha completa ou aventuras isoladas.

A primeira parte do livro nos apresenta a Família White, com toda sua cultura endogâmica, descrevendo os principais membros do clã com riqueza de detalhes. Os White são um culto familiar constituídos pelos típicos rednecks (caipiras) americanos do sul profundo que conhecemos de inúmeros filmes de horror: endogâmicos, reacionários, violentos, fanáticos, xenófobos e canibais. Aqui é possível encontrar personagens com muitas referências a várias obras de filmes slashers. Mas o antigo patriarca da família, em sua juventude viajou pelos EUA e é claro, espalhou sua maligna semente em várias partes. Assim podemos tomar conhecimento de outros membros afastados da família, filhos bastardos, órfãos, parentes distantes, ex-membros do culto distribuídos por todos o país formando uma rede de cultos e seitas peculiares.


Aqui também nos é apresentada a fazenda maldita dos White, lar da família, localizada no povoado de Carson, Novo México. Outros lugares importantes da zona também são descritos, como o cemitério de carros, as cavernas Chijidi e Fossa dos Bebês.

A terrível verdade é que a Fazenda White se ergue sobre um Grande Antigo adormecido, e nos terrenos que a rodeiam habitam muitas criaturas dos mitos. Os índios navajos o chamavam de “Seig-Oakedya”, mas os White simplesmente o conhecem como “O Ser do Poço”. A criatura dorme desde muito antes dos homens pisarem na terra e seus sonhos moldaram os White convertendo-os em seres perversos e malévolos, entregues a adoração cega e a consumação de planos de um Grande Antigo, que eles mesmos não compreendem. E com sua semente espalhada pelo país, este culto insano estende pouco a pouco seus tentáculos através de laços familiares e a poderosa conexão que existe entre o sangue da família e o Ser do Poço.

Além da descrição da Família White e suas terras, o livro também conta com mais de 20 personagens ligados a família, membros, parentes, inimigos, aliados e vitimas, além de seitas rivais, monstros e criaturas relacionadas. Tudo isso encontramos nas primeiras 57 páginas do livro. O restante se divide em três módulos/cenários de aventuras: Aguijon em la Retina, Fundido em Blanco e Simiente Negra cae al Pozo (Algo como Espinho no Olho, Oculto no Vazio e A Semente cai no Poço).


Aguijon em La Retina

A primeira aventura, onde os personagens dos jogadores devem escoltar uma garota White (que lembra muito a menina Eleven da série Stranger Things) de volta a sua família e há uma infinidade de possibilidades de desfechos, tanto no início como no fim da aventura. Se trata do primeiro contato com essa peculiar família e dependendo de como acabe essa partida, os personagens jogadores vão ter problemas com os White para o resto de suas (curtas e miseráveis) vidas.

Fundido em Blanco

A segunda aventura, que também dá o título ao livro, se trata de um cenário peculiar, criando uma trama paralela para os jogadores. Há 5 anos atrás foi produzido um documentário chamado Fade to White, que atualmente está perdido. Segundo comentários encontrados na Deep Web, o filme exibia uma investigação sobre uma família isolada que vivia no interior profundo do Novo México. Os boatos dizem que os realizadores do documentário desapareceram durante o final da gravação, deixando apenas fragmentos do filme que poucos conseguiram ver.

Nesse cenário os personagens jogadores conseguem acesso ao filme para tentar descobrir o que realmente aconteceu. Não será uma viagem agradável. Mas o cenário possui uma trama paralela, que permite aos jogadores fazer uma partida interpretando os personagens prontos do filme original para descobrir o que aconteceu. Ou seja ao invés de apenas receber a descrição do documentário e seus fatos, eles podem vivenciar o filme na pele dos personagens do filme para representar o que seus personagens verdadeiros estão assistindo. Realmente me pareceu uma grande ideia, permitindo viver duas aventuras em uma, com dois grupos de personagens distintos.

Simiente Negra Cae al Pozo


A terceira e última aventura/cenário, nesta os White entram em contato com os personagens jogadores para que os ajudem a encontrar um membro desaparecido de sua família, ninguém menos que Cherry Sun Adams, uma encantadora jovem que esta metida em apuros. A personagem é uma clara referência a Cherry Moon Zombie (a estrela dos filmes Devil Rejects e The House of 1000 Corpse, e esposa do diretor e roqueiro Rob Zombie). Mais uma aventura com caipiras canibais, fantasmas deformados, cachorros raivosos, filmes snuff e jogos mortais.

Resumindo, Fundido em Blanco é um grande suplemento de aventuras e cenários de horror e consegue casar muito bem dois gêneros de horror numa costura bem acabada: O Horror slasher e o Horror Cósmico. Talvez os fãs mais puristas de Lovecraft não apreciem o material, mas ele realmente é muito bom e bem desenvolvido, oferecendo um estilo de aventuras diferentes e mantendo os horrores dos mitos presentes, mas como uma capa de fundo. Um suplemento que pode ser utilizado por mestres em qualquer partida de horror em outros sistemas, já que o sistema original, chamado Hitos é muito descritivo. Lembra muito um Fate com 3d10. Mas esses cenários também podem ser usado em Chamada de Cthulhu/BRP, Rastro de Cthulhu/Gumshoe e em outros jogos de horror não-cthulhianos como Mundo das Trevas, Shotgun Diaries, Kult e Unknow Armies se assim o mestre desejar.

sábado, 21 de setembro de 2019

Longe dos olhos - Escudos de Cthulhu ao longo dos anos

Escudos do Mestre, no caso de Cthulhu, escudo do Guardião.


Antes de continuar a ler, deixa eu te perguntar uma coisa: Quantos escudos de jogos lovecraftianos você acha que existem? 

Sem dúvida a maioria imagina que deve haver um para cada jogo, ou ao menos um para cada edição. Talvez existam algumas reedições, e com certeza existem. Mas a verdade é que são muitos, muitos mesmo!

É comum muitas pessoas dizerem que esse é um dos acessórios menos importantes em uma mesa de jogo, sobretudo em jogos de temática lovecraftiana onde os rolamentos via de regra deveriam ser feitos diante dos olhos dos jogadores. Mas eu sempre fui fã de Escudos do Mestre, não apenas para rolar os dados em segredo (o que pode ser útil às vezes), mas para esconder meus papéis e anotações, manter os recursos fora do alcance dos jogadores e ocasionalmente para checar uma ou outra regra obscura. Sem falar que eles são bonitos pra caramba!


Eu concordo em um ponto: Não é essencial!

Mas estou tão acostumado a usar essa ferramenta que me sinto meio vulnerável quando narro sem um bom escudo do mestre na minha frente. Eu reuni uma boa coleção e tornei quase um hábito compulsivo ter escudos nas minhas mesas sempre que sou o narrador. Anos atrás até escrevi um artigo a respeito dos meus escudos, talvez seja o momento de escrever um update dele e ver quantos mais apareceram desde então.

Mas essa postagem não é a respeito de escudos em geral, mas de escudos dedicados a jogos de temática lovecraftiana, então veremos a seguir, em ordem cronológica uma enorme variedade de escudos. Alguns são das primeiras edições, bastante obscuros e raríssimos, outros são versões publicadas em outros países onde os jogos também chegaram e tiveram um design próprio. Há ainda os que se dedicam a campanhas específicas, algo que está se tornando uma tendência agora na sétima edição.

Deem uma olhada e digam, qual o seu favorito.

1983 - Death in Dunwich (Theatre of the Mind Enterprises)

Esse escudo tem a honra de ter sido o primeiro escudo de narrador para Chamado de Cthulhu. E como acontece com os pioneiros ele carecia de um pouco mais de detalhes e acabamento, mas hoje em dia é tão raro e difícil de achar que colecionadores fariam de tudo para colocar as mãos nele.


1984 - L’Appel de Cthulhu – Ecran du Gardien (Descartes) 

Curiosamente a Sans Detour, editora francesa que tinha os direitos de publicação de Chamado de Chulhu lançou o primeiro Escudo do Narrador, antes mesmo da peça ser vendida nos Estados Unidos. 



1985 - Call of Cthulhu Keeper's Screen (Chaosium) 

Esse é o primeiro escudo americano, lançado pela Chaosium em papelão reforçado. Eu tinha um amigo uma época que tinha esse escudo.


Quer ouvir uma história triste? Ele acabou perdendo o escudo depois de levar ele em um encontro de RPG. Nunca mais viu...



1988 - Call of Cthulhu 3rd Edition Keeper's Screen (Chaosium)


Essa é a versão que saiu logo depois, já com a velha Tabela de Resistência bem em evidência para os jogadores poderem consultar.
Ele é bem parecido com o anterior no design.


1988 - L'Appel de Cthulhu - Ecran Les Années Folles (Descartes)

Os franceses da Sans Detour não deixaram por menos e colocaram esse escudo bonitão na caixa dedicada ao Annes Folles (o primeiro suplemento dos anos 1920).

Esse é bonito demais com um visual meio retrô e que remete a Art Deco.


1989 - El Guardián de los Arcanos (Joc Internacional)

Essa versão é da Joc, uma editora espanhola, a primeira a deter os direitos de publicação de Chamado de Cthulhu em língua espanhola. Ele é simpático com sua arte em estilo anos 1920.


1990 - Il Richiamo di Cthulhu: Schermo del Custode (Stratelibri)

A versão ialiana da Stratelibri tem um desenho diferente e que foge um pouco ao tema lovecraftiano ao colocar em evidência um lobisomem.

Engraçado como parece um típico produto dos anos 1990.


1991 - Call of Cthulhu Keeper's Kit (Chaosium)

A Chaosium permaneceu em seu estilo clássico com essa versão 1991 ainda com a Tabela em evidência.


1992 - Call of Cthulhu 5th Edition Keeper's Kit (Chaosium)

Esse é um dos Escudos mais clássicos de Call of Cthulhu, lançado para a quarta edição e que foi vendido até a sexta com muito sucesso.

É o escudo da "caveira que pisca" como brincam alguns, já que ele fechava com a caveira de olhos abertos e fechados de cada lado. Eu tenho essa versão e embora a frente não tenha a arte mais inspiradora, o interior é muito bom com informações muito bem distribuídas.


1998 - Pantalla del Director de Juego (La Factoría de Ideas)

Na Espanha, La Factoria de Ideas assumiu o lugar da Joc e passou a editar esse Escudo com a capa da Sexta edição.


1999 - Miskatonic University Antarctic Expedition Pack (Chaosium)

Até onde sei, esse foi o primeiro escudo de narrador dedicado a uma campanha.

Ela fazia parte do Antarctic Expedition Pack, um suplemento com todo o material necessário para narrar a enorme campanha Beyond the Mountains of Madness. Embora a ideia para um escudo dedicado a campanha fosse ótima, a Chaosium poderia ter tomado um pouco mais de cuidado nesse lançamento. 

Ele tinha apenas uma abertura central e informações relativas à campanha em si, sem as informações gerais do jogo o que forçava o Guardião a manter na mesa dois escudos.


2000 - Call of Cthulhu Keeper's Screen 5th Edition (Chaosium)

Esse escudo é difícil de achar, sobretudo por um erro de impressão que o tornou artigo de colecionador.

A maioria deles foi recolhida uma vez que a Tabela de Resistência veio com uma impressão errada e com uma folha de errata que deveria ser colada (!!!) em cima da outra. Não imagino que alguém deva ter cometido essa atrocidade. Como isso pegou mal demais, o Escudo ficou encalhado e acabou sendo recolhido.

Outros tempos... 


2002 - The D20 Call of Cthulhu Gamemaster's Pack (Chaosium)

Outro escudo extremamente raro de encontrar e que ficou disponível no mercado por apenas alguns anos. Dedicado ao Call of Cthulhu D20, esse escudo curiosamente trazia na frente a arte do livro no sistema BRP.

Ainda assim era um belíssimo escudo coma s regras para jogar na aurora do sistema D20.

2007 - Cthulhu Sichtschirm (Pegasus Press)

A Editora Alemã Pegasus Press ou Pegasus Spille lançou esse Escudo com arte conceitual que foi chamado com muita propriedade de Escudo Sandman pelos fãs, uma vez que  arte remete ao trabalho de Dave McKeen, um dos ilustradores mais conhecidos da HQ.

Esse escudo também é bem raro e disputado no tapa pelos colecionadores.


2008 - Trail of Cthulhu Keeper's Screen & Resource Book (Pelgrane Press)

Em 2008 a Pelgrane, então uma jovem ediora que estava aparecendo ofereceu a sua versão de Horror Lovecraftiano para RPG - Rastro de Cthulhu.

Com uma belíssima arte de Santiago Caruso, esse Screem é um dos mais bonitos e detalhados, embora ela pudesse ser em papel mais resistente ao invés de uma cartolina.


2008 - L'appel de Cthulhu V6 ecran (Editions Sans Detour)

A Sans Detour atacou novamente em 2008 com esse Escudo que depois foi adotado pela Chaosium em 2010 e vendido em versão americana para a sexta edição.

Eu acho esse um dos escudos mais bonitos de Call of Cthulhu até hoje. Muito bem feito, com excelente acabamento e um grau de detalhes maravilhoso. Sem falar que a arte é absurdamente evocativa dos temas do jogo.


Eu tenho essa versão assinada pelo Sandy Petersen (criador de Call of Cthulhu) e é um dos meus itens mais queridos, tanto que já pensei em enquadrá-lo várias vezes.


2010 - Kit d'expédition par-delà les Montagnes Hallucinées (Editions Sans Detour)

Outro produto da Sans Detour (como faziam coisas legais esses franceses!). Dessa vez eles humilharam com um Escudo de Beyond the Mountains of Madness que colocou no chinelo a versão da Chaosium.


Arte maravilhosa e um primor de acabamento!


2010 - CthulhuTech GM Reference Screen (Wildfire)

Cthulhu Tech é uma ambientação diferente em que os jogadores enfrentam a ameaça dos Mythos com Mechas e Veículos apinhados de mísseis e metralhadoras de plasma.

Para algo tão diferente, havia a necessidade de um Escudo diferente e ele é bem funcional.


2011 - Pantalla del Guardián (Edge Entertainment)

Em 2011 a Edbe Entertainment assumiu a publicação de Chamado de Cthulhu na Espanha e esbanjou beleza com esse Escudo lindíssimo que acompanhava a Caja Negra.

Material bonito demais! 


2011 - Ecran 30ème anniversaire l'Appel de Cthulhu (Editions Sans Detour)

Esse é um escudo francês da Sans Detour, lançado por ocasião dos 30 anos de Chamado de Cthulhu.

Ele é sem dúvida muito bonito, mas a temática escolhida para a arte foge um pouco do normal. Parece algo dedicado a Dark Fantasy ou a Medieval Hard Core e não a um jogo nos anos 1920. Ainda assim, é um escudo bonito e diferente. 


2011 - Ecran Delta Green (Editions Sans Detour)

E lá vem os franceses de novo...

Esse é o primeiro Escudo de Narrador exclusivo para Delta Green, e vou te dizer, que Escudo bem sacado e bonito.

Ali tem tudo que se poderia esperar para evocar uma sessão de Delta Green, onde agentes especiais lutam para manter o mundo em segurança, ao custo de sua sanidade.


2012 - Ecran les Masques de Nyarlathotep (Editions Sans Detour)

Mais franceses? Então tá...

Esse é o Escudo que acompanhava a edição especial de Masks of Nyarlathotep, a mega campanha de Chamado de Cthulhu, considerada uma das maiores e melhores campanhas de todos os tempos.

Arte belíssima, bem conceitual, evocando o clima PULP do jogo.


2012 - Pantalla de referencia Cthulhutech (Edge Entertainment)

A Edge foi atrás de mais uma ambientação Lovecraftiana e ganhou a sua própria versão do escudo do narrador de Cthulhu Tech. Não por acaso, muito melhor que a versão original lançada nos EUA.


2013 - Ecran le Rejeton d'Azathoth (Editions Sans Detour)

Mais uma campanha da Chasoium ganhou uma versão melhorada pelos franceses da Sans Detour.

Esse belíssimo escudo é dedicado a Spawn of Azathoth, uma campanha lançada em 1989 pela Chaosium e que foi revista no começo dos anos 2000. Os franceses não apenas lançaram um escudo só para a campanha, eles refizeram todo o livro, acrescentaram cenários extras e melhoraram muito a campanha que era meio bagunçada. 

2014 - Ecran Achtung! Cthulhu  

E Cthulhu desembarcou na Segunda Guerra Mundial com classe através dos livros de Achtung! Cthulhu.

Esse Escudo incrível foi o primeiro a ser lançado para a ambientação e permanece como um dos melhores e mais evocativos do período.


2014 - Ecran Cthulhu 1890 (Editions Sans Detour)

Até onde sei, esse é o único Escudo de Guardião de Chamado de Cthulhu dedicado ao Gaslight, ambientação específica para a Era Victoriana.

Esse escudo é um dos mais bonitos que conheço! A Arte é de cair o queixo, com tantos detalhes e capaz de invocar para a mesa de jogo todo o clima desse período.


2014 - Call of Cthulhu Keeper's Screen 7th Edition (Chaosium)

E chegamos ao Escudo mais recente, editado diretamente pela Chasoium que parece ter aprendido com a Sans Detour que Escudos tem que ser não apenas funcionais, mas bacanas!

Eles tem que ficar bonitos em cima da mesa e atrair os jogadores.

Esse Escudo, da sétima edição é belíssimo e essa arte tem tudo de Cthulhu.


2015 - Horror on the Orient Express Keeper Screen (Chaosium)

Mas embora a Chaosium tenha acertado ao lançar um belo Escudo para a sétima edição, cometeu o pecado de lançar uma versão específica para a Campanha Horror on the Orient Express com apenas dois painéis.

Sério? Que trabalho mais meia-boca! A imagem é linda, mas o interior ficou tão ruim que nem me dei ao trabalho... uma pena!


2015 - The World's Greatest Screen (Nosolorol Ediciones)

Ah, a Nosolorol! Eles vieram com essa edição especial em 2015 quando assumiram a franquia de Chulhu na Espanha.

Esse é o maior escudo do narrador para Cthulhu lançado até hoje. 


2015 - Cthulhu Edition 7 Hardcover Sichtschirm

Voltamos a Alemanha com o Escudo da sétima edição, exclusivo para aquele país.

Os Alemães não desapontam e de novo investem em uma are conceitual e meio metafísica. Eu adoro esse conceito e com certeza adoraria ter isso na minha mesa, o problema é o idioma.


2015 - Ecran L'appel de Cthulhu V7 (Editions Sans Detour)

A Sans Detour não poderia ficar para trás e lançou a sua própria versão de Escudo para a Sétima Edição de Chamado que evoca o ar lúgubre e misterioso com maestria.

Eu adoro esse Escudo, com certeza um dos mais bonitos e bem feitos.


2015 - Cthulhu: Berge des Wahnsinns: Expeditionspack (Pegasus Press)

E os Alemães entraram na brincadeira com esse Escudo exclusivo para a campanha Beyond the Mountains of Madness, devidamente adaptada para a sétima edição.


2015 - Pantalla del DJ Cultos innombrables (Nosolorol Ediciones)

Esse Escudo também é da espanhola Nosolorol, dedicado ao RPG lovecraftiano deles, o incrível Cultos Innombrables (Cultos Inomináveis).


2016 - Ecran Les 5 Supplices (Editions Sans Detour)

Outra campanha exclusiva de Chamado de Cthulhu publicada apenas na França, Les 5 Supplices, se passa inteiramente na China e na Terra dos Sonhos.

Essa ilustração é linda! 


2016 - Achtung! Cthulhu: GM Screen (Modiphius Entertainment)

A Modiphius entrou de cabeça em Achtung! Cthulhu com esse belo Escudo dedicado a Segunda Guerra. Ele é um escudo modular, em que você pode escolher quais ilustrações usar em seu escudo. Material de primeira e bem bacana. 


2016 - Delta Green Handler Screen (Arc Dream Publishing)

Levou um tempo, mas Delta Green enfim ganhou o seu escudo específico e com classe.

Material de primeira qualidade e com imagens  deslumbrantes de conspiração, terroristas e agentes governamentais.


2016 - Alba di Cthulhu - Schermo del Narratore (Asterion)

Mais um belo trabalho italiano com Chamado de Cthulhu. 

Eu já vi essa escudo que é incrível e ENORME.

Aliás, o Grande Cthulhu nesses painéis está entre os mais assustadores e bem feitos. Grande trabalho!


2016 - Il Richiamo di Cthulhu - VII Edizione - Schermo del Custode (Raven Distribution)

E tem esse escudo da Raven Distribuction, editora italiana 1ue reeditou a capa do livro básico em uma bela imagem.

Como curiosidade, esse seria o escudo oficial antes de ser substituído.


Muito bonito mesmo!


Bom é isso...

Imagino que existam outras escudos lovecraftianos, mas estes são os mais conhecidos.

Queremos saber de vocês leitores, quais os seus favoritos e o que vocês acharam do escudo lançado pela New Order para a sétima edição.