Mostrando postagens com marcador Ufologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ufologia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de julho de 2025

O Lado Obscuro da Corrida Espacial - Ordens Secretas, Rituais Bizarros e Sacrifícios Mortais


Seria seguro supor que o fator que levou a humanidade ao espaço foi puramente o método científico combinado com a engenhosidade humana. No entanto, de acordo com alguns pesquisadores, esse pode não ser exatamente o caso. Diversas pessoas – pesquisadores acadêmico, com argumentos convincentes – têm defendido que as origens do conhecimento tecnológico que levou a humanidade às estrelas reside em rituais ancestrais e comunicações ritualísticas estabelecidas com inteligências não humanas.

Basicamente esse conceito leva a teoria dos "Deuses Astronautas" a um novo patamar.

A Dra. Diana Walsh Pasulka, professora de estudos religiosos na Universidade da Carolina do Norte em Wilmington, fez algumas afirmações notáveis sobre conexões entre encontros com inteligências não humanas e relatos bíblicos em dois livros de seus livros: American Cosmic: UFOs, Religion, Technology (Cosmicismo americano: OVNIs, Religião e Tecnologia) e Encounters: Experiences with Non-Human Intelligences (Experiências com Inteligências não-humanas). Ela não a única a se inclinar sobre o tema, o veterano pesquisador e investigador paranormal Steve Mera também declarou recentemente que muitos alegados "relatos de aparições religiosas e o contato com seres divinos" seriam, na verdade, relatos perfeitamente detalhados do que entendemos como "interação entre humanos e alienígenas"

Em última análise, Mera declarou que certos documentos — muitos dos quais alega se encontrarem nos Arquivos do Vaticano — são narrativas de contato alienígena adaptadas para uma visão teológica. Assim, alguns supostos encontros com anjos e seres sobrenaturais descritos na Bíblia, como por exemplo as histórias da "A Roda de Ezequiel" e "A Escada de Jacó", seriam na realidade o avistamento de veículos aéreos incompreensíveis e de seres alienígenas que dominavam tecnologia avançada.

Pasulka vai mais distante em suas conclusões.

As misteriosas conexões da Bíblia com alienígenas
 
Essas mesmas inteligências não humanas teriam participado e influído diretamente em vários momentos da Corrida Espacial. Segundo ela os programas espaciais, em ambos os lados da Guerra Fria (americanos e soviéticos), teriam "uma história incrivelmente estranha" que incluiria rituais de ocultismo. 

Para sustentar suas teorias Pasulka salienta que muitos dos "idealizadores dos cálculos que nos levaram ao espaço – os cientistas de foguetes – participavam ativamente de rituais bem estranhos!" Esses rituais visavam "abrir portais estelares" e "portas para outros reinos da existência". Além disso, enquanto esses rituais eram realizados por engenheiros nos Estados Unidos, cerimônias muito similares eram conduzidas pelos cientistas espaciais soviéticos acreditando que estavam se comunicando com seres de esferas superiores.

A estrutura de crenças, em ambos os lados, como Pasulka observou, era a mesma, e essas comunicações provenientes de rituais visavam "obter informações" que, por sua vez, levavam à criação de "tecnologias reais". Era uma especie de trica de ideias, entre cientistas interessados no progresso de seus projetos e supostos seres avançados que elogiam fornecer a expertise necessária para esses avanços.

As tecnologias eram obtidas por intermédio da comunicação com os alienigenas. Tais conhecimentos se provaram uma necessidade imprescindível para o avanço da humanidade. Sem ela, nao conseguiríamos chegar ao espaço.

A infame Divisão Novogorod ativa na União Soviética se dedicavam ao estudo de motores de propulsão, mas segundo rumores, vários de seus membros compunham um círculo místico que só pode ser definido como uma cabala. Esta se dedicavam a estudar o mundo oculto e realizar experimentos com psiquismo e expansão mental. Nao é exagero dizer que os dois trabalhos estavam intimamente relacionados .

Dentre os que realizaram rituais estranhos logo após a Segunda Guerra Mundial estava Jack Parsons, um indivíduo que viria a fundar o Laboratório de Propulsão a Jato um ramo intimamente ligado a viagens espaciais. Parsons é um nome controverso pelas suas crenças estranhas, mas ele é também um dos fundadores da NASA. Antes de analisarmos a vida de Jack Parsons – que, aliás, acabou sendo forçado a deixar o JPL devido às suas conexões com o ocultismo – vale a pena dedicarmos nossa atenção a outro místico famoso, ninguém menos que Aleister Crowley.

O Sr. Crowley observa o Passado

Crowley é, sem dúvida, uma das pessoas mais interessantes da história e alguém que frequentemente encontramos ligado a alguns dos acontecimentos mais importantes do século XX. Talvez seja por isso que alguns pesquisadores até sugeriram que ele tinha ligações com os serviços de inteligência britânicos, no final da década de 1890, ligação que seguiu durante o período das Grandes Guerras, até o fim de sua vida - ele faleceu em 1947.

Independentemente de ter ou não se envolvido com a Inteligência, Crowley certamente viajou bastante após mundo afora, com uma de suas viagens mais famosas ocorrendo em 1904, quando foi ao Egito, onde, segundo consta, realizou rituais diante da Grande Pirâmide de Gizé. Foi durante esses rituais e cerimônias que Crowley afirmou ter se comunicado com os antigos deuses egípcios e com uma "entidade incorpórea" chamada Aiwass. Essa entidade foi responsavel por ditar o que se tornaria O Livro da Lei, um texto fundamental para as crenças ocultas.

Nos anos seguintes, Crowley continuou a viajar extensivamente. Uma jornada particularmente interessante o levou até a montanha Kanchenjunga, no Himalaia, Nepal. Crowley teria sido atraído para esse local com o intuito de se comunicar com outras entidades não humanas. Por volta dessa época, e até 1906, ele passou um tempo considerável na China, durante o qual teria usado uma grande quantidade de ópio. Para alguns, um dos objetivos de Crowley era testar o uso de substâncias que permitissem expandir sua mente para planos superiores, permitindo assim a comunicação com entidades de planos elevados.

Seja qual for a verdade, as atividades de Crowley durante a primeira metade do século XX foram particularmente intrigantes. Entre 1909 e 1911, o Místico passou um período na Argélia, tempo no qual continuou a testar rituais de contato com seres superiores. Um dos seus propósitos era estabelecer contato com os alegados "Grandes Mestres" que supostamente forneciam conhecimento desconhecido.

Foi nessa época que ele afirmou ter iniciado na Ordo Templi Orientis (a O.T.O, sua Ordem de Natureza mística), vários membros de alto escalão do que viria a ser o Terceiro Reich. Estes indivíduos com profundo interesse no ocultismo foram fundadores da infame Sociedade Vril, uma Sociedade secreta dedicada a comunicação com inteligências não humanas. Os membros da Sociedade Vril, que mais tarde deu lugar a Amnenerbe Nazista, acreditavam que tecnologias avançadas poderiam ser obtidas com entidades alienígenas que lhes ensinariam os segredos do Universo. Para eles a troca de informações com mentes alienígenas lhes abriria o caminho para a conquista mundial.

A Ahnenerbe foi um dos ramos nazistas dedicados ao sobrenatural

Anos mais tarde, entre 1917 e 1918, quando Crowley estava em Nova York, ele alegadamente realizou um de seus rituais mais importantes. Este tentaria abrir um canal de comunicação com seres que ele identificava como Lam. O mais interessante sobre essas entidades é a descrição que Crowley fazia delas – criaturas de constituição magra, cabeça e olhos excessivamente grandes e pele pálida, essencialmente uma descrição do que a maioria dos ufólogos chama hoje em dia de alienígenas cinzentos (Grey). Devemos lembrar que isso foi três décadas antes do suposto acidente de Roswell, e pelo menos quatro décadas antes que alienígenas cinzas se estabelecessem no inconsciente coletivo.

Se essas entidades eram ou não alienígenas cinzas permanece em aberto; no entanto, nos anos e décadas que se seguiram, desenvolveu-se um "Culto de Lam", essencialmente composto por pessoas que foram seguidores de Crowley. Eles acreditavam que os Lam podiam fornecer sabedoria e progresso científico.

Um desses seguidores era Jack Parsons, que mencionamos anteriormente – o mesmo Jack Parsons que, de acordo com a pesquisa de Diana Pasulka, participava de rituais ocultistas no deserto da Califórnia. Suas experiências visavam abrir um canal de comunicação similar ao que Crowley mencionava. Seu objetivo final: obter tecnologia com os Lam.

Vale a pena retornar à O.T.O. e sua estreita ligação com a Sociedade Vril e os membros ilustres do Terceiro Reich, incluindo engenheiros de foguetes e cientistas. Há boatos de que estes cientistas estavam ligados a muitos rituais de ocultismo antes e mesmo depois de se tornarem impostantes recursos humanos no desenvolvimento de tecnologias para a máquina de guerra nazista. 

Muitos desses seriam cooptados no final da Segunda Guerra Mundial por forças soviéticas e norte-americanas. O lado americano dessa missão foi chamado Operação Clipe de Papel (Paperclip), que conseguiu trazer centenas de engenheiros e cientistas nazistas para os Estados Unidos com o intuito de continuar seu trabalho em solo americano. Muitos desses engenheiros acabaram trabalhando nos programas espaciais, com Wernher von Braun sendo um dos nomes mais notáveis. Nem é preciso dizer que von Braun foi um dos fundadores da NASA e que seus foguetes permitiam ao homem chegar à Lua. O que precisa ser dito é que ele tinha enorme interesse em ocultismo e nas "comunicações com esferas exteriores".

Werner Von Brau na época que tinha outros patrões

Podemos nos perguntar se há uma conexão entre esses cientistas do Terceiro Reich – muitos dos quais, lembre-se, eram membros de sociedades ocultistas secretas – e as supostas práticas rituais na época da corrida espacial de ambos os lados da Guerra Fria.

Com tudo isso em mente, este seria um bom momento para voltar nossa atenção para a notável relação da Maçonaria com o programa espacial Apollo e, especificamente, com a missão Apollo 11 (que levou o homem à Lua). Entre 1961 e 1968, James Webb, foi o administrador da NASA que mais teve influência na Missão Apollo. Ele era um maçom conhecido e um indivíduo ligado ao misticismo. Outro Diretor do programa Apollo, Kenneth Kleinknect, também era um maçom, assim como vários dos astronautas, antes e depois da missão de pouso da Apollo 11. Gordon Cooper, Virgil Grissom, Donn Eisele, John Glenn, todos eram maçons devotos.

Talvez o mais interessante de tudo, seja a segunda pessoa a pisar na Lua, Buzz Aldrin, que era um maçom de 33º grau do Rito Escocês. Acredita-se que Aldrin até levou um lenço de seda com símbolos maçônicos na missão Apollo 11. Posteriormente ele doaria o lenço para a Casa Maçônica da Jurisdição Sul, em Washington, D.C.

No entanto, foi o próprio pouso da Apollo 11 na Lua que despertou a maior curiosidade quanto a certos aspectos místicos.

Começamos pelo local do pouso – o Mar da Tranquilidade –, uma área suspeita, pelo menos para alguns. A razão oficial para a escolha deste local pela NASA foi que ele oferecia um local de pouso ideal devido ao seu terreno relativamente plano. No entanto, segundo alguns, este local em particular foi escolhido para que Aldrin pudesse realizar um ritual antigo na superfície lunar. Talvez o que dê mais peso a essas alegações seja o fato de que a pessoa responsável pela seleção deste local, bem como pelos horários exatos da missão, seja Farouk El-Baz, um especialista em rituais egípcios antigos.

Na Lua, um Ritual que saúda os Deuses de Orion

De acordo com algumas pesquisas, o local foi escolhido porque exatamente 33 minutos após o pouso, o Cinturão de Órion estaria perfeitamente alinhado com o horizonte lunar, momento em que Aldrin realizaria um ritual simples, essencialmente um agradecimento e louvor ao Deus egípcio, Osíris. É claro que o número 33 é de particular importância para a Maçonaria. Só para demonstrar essas aparentes conspirações em torno de tais assuntos, vários anos após as missões de pouso na Lua, quando o primeiro ônibus espacial retornou à Terra, pousou na Pista de Pouso 33. Além disso, a única plataforma de lançamento em White Sands, no Novo México, é chamada de Plataforma 33.

E qual seria o propósito dessa cerimônia egípcia antiga conduzida em solo lunar? De acordo com as lendas do antigo Egito, realizar tais cerimônias e fazer tais oferendas diretamente sob o Cinturão de Órion abriria comunicações com Osíris. Estariam alguns indivíduos ligados às missões espaciais Apollo em busca de contato com um deus do Egito Antigo? Quem seriam eles, de onde vinham e onde residiriam essas divindades ancestrais? Por mais bizarras e quase ultrajantes que essas alegações possam ser, todas se encaixam perfeitamente – em última análise, aqueles que buscam levar a humanidade ao espaço, aparentemente estiveram em contato com entidades não humanas e usaram rituais e até sacrifícios para chegar onde desejavam.

Voltemos a Jack Parsons e os rituais que ele, juntamente com outros, incluindo L. Ron Hubbard, conduziram no Deserto de Mojave, na Califórnia, nas primeiras semanas de 1946. Em uma entrevista recente, o já mencionado Steve Mera falou sobre esse assunto. Segundo Mera, Parsons desejava aumentar seu conhecimento aeronáutico e para tanto planejou um ritual através do qual poderia falar com os seres elevados. O Ritual de contato demandou dedicação total de todos os envolvidos, e algo mais...  Sacrifício de sangue!

Segundo Mera, um dos métodos de se contatar os Seres Superiores que habitavam as estrelas distantes, envolvia algum tipo de sacrifício. Os portais místicos escancarados por magia ritual só podiam ser mantidos assim por intermédio de algum sacrifício que o justificasse. Mera afirma que Parsons e seus companheiros estavam decididos a fazer qualquer coisa para estabelecer a comunicação com os seres superiores inclusive praticar sacrifícios. Animais seriam um sacrifício à altura, cabras, ovelhas, pombos... mas certos círculos de magia ritualística, iam mais longe mencionando a necessidade de sacrifícios humanos. Essa ideia parece inconcebível, mas muitos dos que conheceram Parsons sabiam de sua determinação e comprometimento com o mundo sobrenatural. Ademais, o afastamento dele da NASA ocorreu depois de alguns colegas alegarem que seu envolvimento com "coisas estranhas" ter ido longe demais.

O brilhante e estranho Jack Parsons

Parsons morreu em um acidente no deserto do Mojave, ocasião em que sofreu queimaduras horríveisno corpo enquanto testava um protótipo para um veículo de propulsão. Muitos de seus amigos achavam que ele estava desequilibrado em seus dias finais, perseguindo uma tecnologia de maneira obsessiva.

Para a maioria, até mesmo para os mais radicais teóricos da conspiração, a ideia de cientistas tentando estabelecer contato com inteligências não humanas ancestrais, parece um absurdo especulativo. Porém parece haver pelo menos algumas verdades em tais alegações.

Um caso que merece nossa atenção seria um dos incidentes mais bizarros registrados no mundo dos OVNIs – conhecido como o Caso das Máscaras de Chumbo. O relato foi detalhado pelo conceituado ufólogo Jacques Vallee em seu livro Confrontations, embora várias outras publicações também tenham abordado o incidente. 

O relato começa com a descoberta de dois cadáveres em uma clareira na mata em 20 de agosto de 1966, na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Um adolescente havia visto dois homens na mesma clareira dias antes em 17 de agosto. Ele alegou tê-los observado à distância por vários minutos  antes de seguir seu caminho. Posteriormente encontrou os dois homens deitados na clareira imóveis. Foi somente quando os viu daquela maneira que decidiu relatar a outros moradores, que, por sua vez, comunicaram o ocorrido à polícia.

Quando as autoridades se aventuraram até o local encontrou os mortos. Ambos estavam vestidos com ternos e gravatas novos, com uma capa de chuva novinha em folha por cima. Talvez o mais estranho de tudo fosse o fato de cada um deles usar uma estranha máscara de chumbo, de fabricação rudimentar, sobre os olhos. Os homens foram finalmente identificados como José Viana, de 43 anos, e Manuel Pereira da Cruz, de 32, dois eletricistas da vila vizinha de Atafona. As investigações iniciais sugeriram que ambos eram muito queridos em sua comunidade, sem inimigos conhecidos e sem motivo para as autoridades suspeitarem de seu envolvimento em qualquer tipo de atividade ilícita. Além disso, não havia sinais de qualquer tipo de luta no local onde os corpos foram encontrados. 

O que foi realizado naquela clareira em Niterói?

Para a polícia, parecia que os dois homens simplesmente haviam se deitado lado a lado e falecido pacificamente. Quando as autópsias iniciais foram realizadas, determinou-se que ambos haviam morrido de ataque cardíaco fulminante – com segundos de diferença. Como podemos imaginar, as chances de isso acontecer são astronômicas. De fato, a polícia acreditava que algo, fosse o que fosse, devia ter causado os ataques cardíacos repentinos nos dois homens ao mesmo tempo.

Enquanto a polícia conduzia suas investigações, começou a receber relatos do avistamento de objetos estranhos, emitindo uma luz laranja, pairando sobre a mesma clareira onde os corpos foram descobertos. Também houve relatos de um estranho feixe de luz emanando do objeto para a clareira. Um desses relatos, o da Senhora Gracinda Coutinho da Sousa, chegou a ser publicado pela imprensa local. O objeto brilhante e laranja foi visto por dezenas de testemunhas, pairando sobre a floresta onde tudo aconteceu. Gracinda afirmou que o objeto estava "emitindo raios em todas as direções" enquanto pairava sobre a cabeça deles.

Por mais estranhos que fossem esses relatos, o caso sofreria uma reviravolta quando os investigadores souberam de outro incidente bizarro algumas semanas antes. Na noite de 13 de junho, uma "explosão violenta" abalou Atafona após vários dias de relatos persistentes de OVNIs. Apesar dos relatos iniciais de jornais brasileiros, estes abandonaram repentinamente a história. Uma espécie de acobertamento foi colocado sobre o caso. Os investigadores descobriram, no entanto, que alguns moradores relataram ter visto uma "bola de fogo" cruzando o céu pouco antes da explosão, enquanto pescadores atestaram ter visto um "objeto voador misterioso" cair no mar. Rumores também circulavam localmente sobre algum tipo de experimento bizarro envolvendo os eletricistas locais como responsáveis pela estranha explosão. 

Talvez o mais estranho seja o fato de Viana e Cruz estarem presentes nesse evento bizarro alguns dias antes de morrerem. Teria essa sido uma experiência preliminar do que viria a acontecer em Niterói dias depois? O que visavam atingir os dois homens com as Máscaras de Chumbo? 

Por muitas décadas ufólogos cogitavam que os dois homens poderiam estar envolvidos em uma tentativa de contatar discos voadores, mas a Dra. Pasulka crê que o objetivo deles era outro: contatar seres superiores através de um Portal e se reunir com eles. 
 
O Misterioso caso das Máscaras de Chumbo

Seja lá o que eles tencionavam realizar naquela clareira, o resultado parece ter saído do controle deles acarretando na morte acidental dos dois. É inegável que o caráter ritualístico do que eles cogitavam atingir deixa margem para muitas especulações. Seria um experimento científico? Uma busca por contato alienígena? Ou algo ainda mais misterioso? E qual o propósito das máscaras de chumbo que precisavam ser usadas sobre os olhos quando o momento chegasse?

O que torna esse caso inquietante ainda mais interessante é a aura de mistério que cerca o incidente. Há boatos de que radiação teria sido liberada no local e que a vegetação por anos apresentou uma deterioração localizada no ponto exato em que os corpos foram encontrados. Também havia o boato de que os cadáveres brilhavam no escuro, resultado de uma alegada descarga de radiação que os banhou pouco antes deles morrerem. Finalmente falou-se de militares brasileiros escoltando especialistas estrangeiros para visitar ao local onde tudo aconteceu. Amostras de terra teria sido obtidas para análise. 

E há o avistamento do OVNI testemunhado por vários moradores locais antes mesmo da descoberta dos cadáveres. Teriam eles, de alguma forma, invocado a nave usando métodos ritualísticos semelhantes aos de Jack Parsons? Teriam usado métodos experimentais nos moldes daqueles empregados por sociedades secretas? E mais importante o que visavam conseguir com o experimento? Não há como saber... mas o fato de as mortes permanecerem sem solução até hoje atesta sua enorme estranheza.

Seja qual for a verdade, investigadores de OVNIs descobririam um caso quase idêntico, cerca de quatro anos antes. Neste um técnico de televisão foi encontrado na mesma posição, também com uma máscara de chumbo sobre os olhos. Dizer que essa descoberta é apenas uma coincidência beira o ridículo. Além disso, relatos da época sugeriam a existência de algum tipo de Sociedade Secreta, formada por engenheiros eletricistas que realizavam experimentos com "ondas de pensamento de alta frequência" usando LSD para "aumentar o estado de alerta mental" e "alterar a frequência cerebral". 

Quando foi levado para interrogatório, o morador local Elci Gomes, amigo próximo de Viana e Cruz, alegou que ambos faziam parte de um grupo misterioso, cujos membros eram "especialistas e entusiasta de mistérios antigos". Embora Gomes tenha afirmado desconhecer o objetivo dos amigos, revelou que eles se dedicavam a descobrir uma forma de comunicação com seres do outro lado. Segundo Gomes, foram Viana e Cruz os responsáveis pela queda do objeto que explodiu em junho de 1966, apenas algumas semanas antes das mortes repentinas e trágicas. Ele supôs que os dois amigos estavam assustados com o que havia acontecido e com sua participação no incidente. Talvez tentassem corrigir algum erro.

Aqueles que responde ao chamado

Se essas duas mortes estão de alguma forma conectadas às práticas rituais utilizadas por cientistas e engenheiros, não há como dizer. Certamente parece que os tentáculos de tais alegações se estendem a muitas áreas diferentes. Se, como argumentamos anteriormente, a Corrida Espacial encontra eco em práticas ocultistas idealizadas por Crowley e testadas no Terceiro Reich, poderíamos nos perguntar quando essa comunicação entre a humanidade e inteligências não humanas teve início. Teria havido uma comunicação longa e contínua, talvez transmitida por sociedades secretas ao longo dos séculos? E se for assim, essas comunicações remontam ao início da Maçonaria ou antes?

Claro, se tudo isso for verdade, mesmo que apenas em parte, então poderíamos nos perguntar se essa comunicação ocorre atualmente e, em caso afirmativo, quem está envolvido nela nos dias atuais.

O mistério prossegue...

quinta-feira, 11 de julho de 2024

O Czar e os alienígenas - Quando extraterrestres implantaram um chip em Ivan, o Terrível


Um estranho pormenor do fenômeno ufológico, é aquilo que estudiosos convencionaram chamar implantes alienígenas. Pequenos objetos que seriam inseridos no corpo de indivíduos que supostamente tiveram contato com seres extraterrestres. Esses implantes, geralmente chips, peças de metal ou fios seriam inseridos cirurgicamente no indivíduo abduzido por razões desconhecidas.

Essa crença só se tornou realmente popular no inconsciente coletivo por volta da década de 1960, mas, a história é estranha e se você quiser acreditar em alguns relatos, há casos similares ocorrendo há séculos, inclusive com pessoas importantes. Entramos em um território estranho envolvendo uma abdução alienígena, implantes bizarros e um governante notório da história russa.

Ivan IV Vasilyevich, mais conhecido como Ivan, o Terrível, é frequentemente mencionado como um dos déspotas mais notórios da história e um dos grandes idealizadores do Império Russo. Nascido em 1530, filho de Vasili III, o governante do Grão-Ducado de Rurikid que incluía Moscou, Ivan logo provaria ter um destino forte. Nascido na realeza e se tornando o Grão-Príncipe de Moscou com apenas 3 anos de idade, mais tarde se tornou o primeiro Czar da Rússia aos 16 anos. Como governante, ele é considerado uma figura formidável, famoso por suas numerosas campanhas militares ferozes e épicas que colocaram sob seu punho de ferro vastas extensões e território que ajudaram a transformar a Rússia de um estado medieval em um poderoso império. No entanto, ninguém ganha um apelido como “O Terrível” sem boas razões, e Ivan Vasilyevich é igualmente conhecido por sua astúcia, crueldade e imensa inteligência.

Segundo relatos, Ivan sempre foi negligenciado em sua juventude e tinha uma propensão a torturar pequenos animais e não mostrar sinais de remorso por más ações. Foi essa educação que talvez tenha impulsionado seus atos perversos como um governante sanguinário. Quando Ivan tinha apenas 13 anos, ele já clamava pelo assassinato de seus inimigos, matando um príncipe e toda a sua família e servindo seus corpos aos cães e embora as pessoas comuns o respeitassem pelas reformas que trouxe ao país, eles estavam absolutamente aterrorizados com ele. Ivan foi descrito como um indivíduo incrivelmente instável, propenso a ataques de raiva repentinos vindos do nada. Ele batia a cabeça no chão, destruía móveis e atirava animais das paredes do Kremlin. Esses acessos turbulentos de raiva podiam ser desencadeados pelas menores coisas ou mesmo por nenhuma razão discernível. 


Em alguns casos esses acessos de raiva tornaram-se mortais até mesmo para pessoas próximas, como um incidente em que ele assassinou seu filho mais velho, também chamado Ivan. Ele também obrigou sua esposa grávida a abortar, espancando-a por perceber que ela usava roupas indecentes em público. Esses acessos de raiva esporádicos e imprevisíveis eram muitas vezes acompanhados de episódios intensos de paranoia. Quando a primeira de muitas esposas, Anastasia, faleceu, após 13 anos de casamento, ele estava convencido de que ela havia sido envenenada e frequentemente acusava seus assessores mais próximos de conspirar contra ele. 

Com o passar dos anos, Ivan ficou tão paranoico que, para ter certeza de que ninguém tentaria nada contra ele, reuniu seus próprios guarda-costas escolhidos a dedo, a Oprichnik para ficar de olho na população e aterrorizá-la. Os homens vestiam-se de couro negro e cavalgavam cavalos igualmente negros pelas ruas. Para efeito dramático levavam cabeças de cães decepadas presas às selas deixando um rastro de sangue após sua passagem. Esse bando servia como olhos e ouvidos do Czar, destinada a reprimir a oposição e punir qualquer um que falasse mal de seu chefe. A Oprichnik executava tanto plebeus quanto nobres com impunidade e sem julgamento. Estima-se que eles mataram milhares de nobres e incontáveis ​​civis. Também se envolveram em misteriosos rituais e missas negras. Corriam boatos de que alguns praticavam feitiçaria e até mesmo canibalismo.

Havia um contingente de trezentos destes Oprichniki que o serviam com lealdade beirando o fanatismo. Eles viviam no interior do extenso castelo de Ivan, onde alegadamente realizavam sacrifícios humanos, tortura de vítimas capturadas e mortes ritualísticas.

À medida que envelhecia, os ataques de raiva, paranoia e depravação de Ivan só pioravam. Ele era conhecido por torturar pessoalmente aqueles que considerava criminosos ou como uma ameaça ao seu governo absoluto. E ele o fazia de maneiras horríveis: atiçando seus ferozes cães famintos sobre vítimas amarradas, promovendo esquartejamento, morte por fervura, empalamento, usando de ferros em brasa ou assando-os vivos. Ivan também ordenava o massacre de supostos inimigos, fez um ataque à cidade de Novgorod onde matou milhares de pessoas, simplesmente porque tinha a ideia de que os nobres da cidade iriam desertar para o estado da Livônia. Alguns de seus métodos de limpeza em Moscou também eram extremos, como a vez em que ele afogou em um lago todos os mendigos que seus capangas conseguiram prender. Seu governo foi uma demonstração horrível de crueldade desenfreada e, apesar de todas as mudanças que trouxe, Ivan era visto como um dos tiranos mais opressivos e sádicos que o país já tinha visto.


Nos seus últimos anos, a saúde de Ivan se deteriorou e ele acabaria por dissolver a Oprichnik, chegando até a tornar crime mencioná-los novamente. Ele morreria de acidente vascular cerebral em 1598, deixando para trás um vácuo de poder que daria início a uma era de revoltas, guerras e fome chamada Tempo das Perturbações. Ao fim desta milhões teriam morrido, trazendo ainda mais dificuldades à Rússia. Ivan, o Terrível, certamente deixou sua marca sangrenta na história, e tem havido muito debate e discussão sobre por que ele era tão instável, depravado e propenso aos tais ataques de ira extrema. 

Uma ideia é que ele simplesmente teve uma infância difícil que o transformou em um monstro, enquanto outras teorias dizem que ele sofria de dores crônicas ou que sofria por envenenamento de mercúrio devido a pomadas que usava nas articulações, ou possivelmente, ele era simplesmente louco.  Mas há relatos ainda mais estranhos envolvendo alienígenas e é aqui que damos uma guinada brusca em nossa história e entramos no reino do bizarro.

O pesquisador de OVNIs Albert S. Rosales conseguiu rastrear um artigo bastante curioso em um jornal russo sobre OVNIs chamado Inoplanetyane. Escrito por Alexander Bogatikov, o relato sugere que o comportamento bizarro de Ivan, o Terrível, a inteligência incomumente elevada e a depravação desenfreada foram causados ​​não por uma infância difícil ou por dores ou ainda, envenenamento de qualquer tipo, mas sim por um implante alienígena que foi colocado em sua cabeça. durante uma abdução quando ele era criança. 

Existem muitas evidências oferecidas para esta teoria, incluindo que Ivan supostamente teve vários encontros com pequenos seres humanoides, tratados como fadas, em seu quarto. Essas "fadas" pequeninas com grandes olhos e corpo frágil, levavam o Príncipe em viagens em seu reino "brilhante e imaculado". Ivan contava até o fim da vida essas histórias e tudo indica acreditava que elas realmente haviam, acontecido. Também há relatos de que o Czar era propenso a tocar um ponto em sua cabeça com frequência. O ponto, exatamente onde o objeto estava alojado, na têmpora direita, deveria ser fonte de algum tipo de desconforto, embora ele nunca tenha reclamado com os médicos sobre algo errado ali.


Contudo, a principal evidência oferecida seria a suposta descoberta de um acadêmico e antropólogo chamado Dr. Rudolph Vanzhaev. De acordo com o artigo, publicado na década de 1990, Vanzhaev teve acesso ao crânio de Ivan com o propósito de reconstruir suas características faciais. Ao examinar o crânio, encontrou um “minúsculo objeto metálico com saliências semelhantes a dentes afiados”. O item incomum lembrava algum tipo de chip de computador e media pouco mais de um centímetro de diâmetro. Esta “placa metálica diminuta” estava coberta de osso, diz o artigo:

"Uma descoberta impressionante foi feita pelo acadêmico e antropólogo Dr. Rudolph Vanzhaev, que no final do século XX estava reconstruindo as características faciais do famoso czar russo Ivan (ou Ivan, o Terrível). Dr. Vanzhaev descobriu uma pequena placa metálica no crânio de Ivan enquanto a estudava. O estranho artefato, com pouco mais de um centímetro de diâmetro, lembrava um complicado mecanismo eletrônico. O Doutor concluiu que este objeto de alguma forma aumentava as habilidades intelectuais do Czar, mas, ao mesmo tempo, causava seus periódicos ataques descontrolados de raiva. O minúsculo objeto metálico com saliências semelhantes a dentes afiados foi descoberto acidentalmente. Vanzhaev estava estudando o esqueleto exumado de Ivan, o Terrível, tentando encontrar a causa fisiológica de sua morte (mais tarde foi estabelecido que os ossos do czar continham uma enorme quantidade de mercúrio). Movendo a mão ao longo da superfície interna do crânio de Ivan, Vanzhaev sentiu uma pequena protuberância. Tentando ver melhor, pegou uma grande lupa e viu algo muito pequeno e metálico, coberto por tecido ósseo.

O dispositivo era semelhante a um chip eletrônico usado em computadores ou outros equipamentos eletrônicos. Quando o dispositivo foi estudado mais de perto, utilizando diferentes técnicas e equipamentos, parecia ser um transmissor em miniatura de impulsos elétricos para o cérebro e coração. Tais impulsos, enfatizou o Dr. Vanzhaev, aumentaram drasticamente a capacidade do cérebro de resolver tarefas intelectuais difíceis, mas, ao mesmo tempo, criavam efeitos colaterais que influenciaram a psique do homem. A camada de tecido ósseo que cresceu ao redor do dispositivo metálico era bastante perceptível. Isso significava, de acordo com Vanzhaev, que quando Ivan foi “implantado”, ele era muito jovem, possivelmente na infância. Outro pesquisador baseado em Moscou, Vladimir Alexeevich Smemshuk, também mencionou em seus livros que Ivan, o Terrível, estava sob “controle alienígena” e experimentou vários encontros de terceiro grau à noite, quando estava sozinho em seu quarto.

Bem, o que diabos está acontecendo aqui? Considerando que a fonte parece ser bastante fraca, sem nenhuma corroboração real e sem nenhuma maneira de saber se esse Vanzhaev é mesmo real, é definitivamente algo para se duvidar. Mas existiria alguma verdade nessa história bizarra? Ou seria tão somente uma notícia falsa e bombástica? Um dos maiores tiranos da história humana foi controlado ou influenciado por alienígenas? Provavelmente não... mas ainda assim é delicioso imaginar tal coisa. 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Lugares Estranhos: Sitios aterrorizantes na Espanha - O Vale Cinzento de La Mussara


Existem certos lugares no mundo que parecem estar de alguma forma conectados aos mitos e lendas, como se envolvidos por um manto que de alguma maneira dificulta nossa capacidade de compreendê-los. Estes são sítios localizados na periferia da razão entre o que sabemos e o que não sabemos, além dos fatos concretos e imbuídos de forças bizarras.

Nesse artigo fazemos uma turnê pela Espanha, um país imbuído de uma rica história e tradição, com lugares repletos de segredos e mistérios que desafiam nossa compreensão.

Começamos pelas impressionantes Montanhas de Tarragona, na porção setentrional da Espanha, um território cercado por colinas ondulantes e paisagens pitorescas. Lá, um dia existiu o pequeno assentamento rural de La Mussara. Fundado no século XVII, ele foi um movimentado enclave rural, com uma próspera cultura de vinhedos e vinícolas. Mas em algum momento dos anos 1960, La Mussara foi abandonado depois que as plantações secaram e morreram misteriosamente. Oficialmente uma doença agrícola desconhecida atingiu os vinhedos devastando tudo em seu caminho. Em pouco mais de dois anos, a situação se tornou tão insustentável que a maioria dos habitantes que lá residiam, alguns há gerações, se viram forçados a partir deixando tudo para trás.

O êxodo foi tão repentino que embora a morte dos vinhedos tenha sido apontado como o motivo principal, muitos suspeitavam de alguma outra razão além da oficial. Algo no reino do imponderável!  Nas ruínas isoladas e cobertas de vegetação, o que restou do povoado definha em meio ao abandono completo. Muitos acreditam em velhas maldições e no envolvimento de forças sobrenaturais. 

Uma das lendas mais estranhas sobre La Mussara diz que nada cresce ou se desenvolve nos arredores e que todas plantações estão fadadas a morrer. De fato, o povoado jamais foi habitado novamente e as antes frondosas parreiras carregadas de uvas hoje não são mais do que campos estéreis cobertos de poeira onde nada cresce. 

Um rumor muito disseminado nos arredores menciona um estranho nevoeiro que surgiu repentinamente e passou a cobrir todo vale como um manto cinzento. Não se sabe de onde essa curiosa névoa surgiu, mas muitos a apontam como a causadora da devastação de La Mussara visto que seu surgimento coincidiu com o declínio.


Uma lenda muito curiosa a respeito do nevoeiro atesta que sua fonte seria uma espécie de portal ou passagem dimensional que foi inadvertidamente aberta. Quem abriu e com qual intuito constitui matéria de grande discussão- fala-se em bruxas, em experimentos do governo e em extraterrestres. As teorias conspiratórias são diversas.

O rumor também menciona que as pessoas que tentam cruzar o nevoeiro pesado correm o risco de desaparecer para sempre. São transportadas para outra realidade, outro plano ou mesmo planeta onde a vida humana não se sustenta. Além disso, há relatos sobre fantasmas, figuras sombrias e seres não humanos, alguns famintos e certamente todos perigosos, perambulando escondidas no nevoeiro, esperando agarrar quem tiver o azar de cruzar seu caminho. Há inúmeras histórias sobre indivíduos que entraram na névoa e que jamais retornaram, além de narrativas a respeito de gritos de horror e desespero ouvidos após a entrada de pessoas.

Embora as autoridades neguem tais historias fantásticas, é inegável que a região ao redor de La Mussara possui um número elevado de desaparecimentos. Os registros policiais atestam que a região tem quatro vezes mais desaparecimentos do que as áreas vizinhas o que a coloca bem acima da média espanhola. 

Um dos mais famosos desaparecimentos na área, é um que consolidou o nome de La Mussara como um local estranho ocorreu em 1991. Um homem de 37 anos de idade chamado Enrique Martínez Ortiz saiu de casa em um dia ensolarado para catar cogumelos selvagens com amigos. O grupo se separou por alguns instantes nos quais a densa névoa da região se ergueu e engoliu tudo. Enrique simplesmente sumiu: num instante estava ali, no instante seguinte não estava mais. Grupos de busca firam organizados e fizeram uma varredura das colinas, mas nenhum sinal de Martínez foi encontrado. Não haviam pegadas, rastros ou sinais de sua passagem.


Quando os jornais e a mídia tomaram conhecimento do ocorrido, imediatamente ligaram o fato às lendas locais, concedendo ao incidente um status de acontecimento nacional. O caso foi muito debatido e logo especialistas e curiosos convergiram para La Mussara com o intuito de cobrir o sumiço e apresentar a história daquele que ficou conhecido como Vale Cinzento. 

O caso obteve ainda mais repercussão depois que uma equipe de televisão alegadamente ouviu horríveis gritos vindos de uma garganta profunda coberta pelo nevoeiro. Os gritos supostamente foram identificados como sendo de Martínez que alguns supunham teria se acidentado naquele lugar insalubre. Uma equipe de resgate foi enviada ao local e realizou buscas criteriosas ali. Encontraram um sapato que supostamente pertencia ao homem, mas dele, não havia traço.

Além da estranha névoa cinzenta e dos desaparecimentos, há muitos relatos de pessoas na região falando de confusão mental, desorientação e lapso temporal. Bússolas e equipamentos eletrônicos apresentam mau funcionamento e fiações elétricas chegam a queimar. O Vale Cinzento não por acaso e um centro de atividade de OVNIs. Ufólogos de toda Espanha e Europa apontam La Mussara como um dos lugares com maior incidência de luzes misteriosas e objetos voadores cruzando os céus. 

Também são frequentes as narrativas de visitantes ouvindo estranhos sons nos prédios abandonados e construções onde antes ficava o povoado. Os ruídos são condizentes com pessoas residindo e habitando as casas e edifícios há muito abandonados. O sino da igreja medieval para alguns continua badalando, a despeito de não haver ninguém lá para operá-lo.


Um visitante que teve uma experiência estranha em Lá Mussara foi o músico Catalão Carles Ribot, que relatou a seguinte historia ocorrida em 2016:

"Fui com minha namorada uma noite. Ficamos no refúgio perto da aldeia, talvez a menos de 600 metros da cidadezinha abandonada. À meia-noite ouvimos ruídos estranhos, como cavalos relinchando, pessoas conversando aos sussurros e até o sino da igreja. Nós sabíamos que o povoado estava deserto, mas como explicar os sons que ouvimos? Nós perguntamos no abrigo e disseram que de tempos em tempos, quando o nevoeiro estava mais pesado esses ruídos eram ouvidos mais claramente. Por vezes era possível até entender o que as vozes incorpóreas falavam, embora fosse sempre um dialeto catalão. Antes de irmos até La Mussara não acreditávamos que as coisas paranormais fossem reais; mas depois daquela noite não temos tanta certeza. Há algo lá, algo que é difícil explicar."

Devido a toda a conversa sobre estranhezas que ocorrem por lá, La Mussara consolidou sua reputação como um dos lugares mais assombrados da Espanha, e é popular entre pesquisadores paranormais e curiosos que procuram um vislumbre do bizarro. O que estaria acontecendo nesse povoado maldito? Haveria algo de real nas muitas lendas e nos rumores criados ao longo das décadas? Ou seriam apenas superstições locais levadas ao extremo?

É provável que o mistério continue por muito tempo... mas uma coisa é certa, La Mussara não é o único recanto bizarro da Espanha, como veremos na continuação desse artigo. 

sábado, 7 de janeiro de 2023

Prisioneiros das Algas - Os Mistérios do lendário Mar de Sargaços


O Mar de Sargaços é uma estranha e única criação da natureza. Por muitos anos esse lugar inóspito tem assustado e fascinado as pessoas. Ele é composto por uma vastidão marítima medindo aproximadamente 1130 quilômetros de largura por 3200 quilômetros de comprimento, localizado no Atlântico Norte, próximo do Mar do Caribe. O mar não possui nenhum litoral expressivo mas é limitado por correntes marinhas em todos os seus lados. A Ilha de Bermuda fica em sua fronteira ocidental e constitui sua única massa expressiva de terra.

Com diferentes correntes submarinas, esta área se diferencia das correntes frias que predominam no Atlântico Norte, possuindo trechos quentes e estáveis. Além disso, a área é submetida a temperaturas atmosféricas elevadas, longos períodos de sol e ventos amenos. Essas condições específicas fazem com que o trecho seja único por uma característica notável: a enorme concentração de algas marinhas. A vegetação forma um espesso tapete na superfície e recobre tudo. Esta vegetação de coloração castanha-esverdeada é conhecida como Sargassum e é ela que dá nome ao mar.

Embora o Mar de Sargaços seja incrivelmente calmo, um giro subtropical, uma espécie de sistema de rotação de correntezas se forma abaixo dele. Como resultado o mar inteiro formado pelo tapete de algas realiza um movimento contínuo de rotação em sentido horário. Entretanto, ele é tão lento que parece estático visto da superfície. 

O primeiro navegador a  registrar a existência do Mar dos Sargaços provavelmente foi Cristóvão Colombo em 1492, em sua viagem que resultou na descoberta do Novo Mundo. Ele anotou em seus diários a dificuldade de atravessar a área mergulhada em calmaria e densa vegetação marinha.


Coube aos portugueses o pioneirismo de explorar o Mar de Sargaços em meados do século XV. Ao se deparar com o local, os marinheiros acharam que haviam atingido os limites da borda do mundo e se perguntaram se ele não seria realmente chato. Temiam navegar através daquela superfície verde limosa que poderia ser o esconderijo de monstros, criaturas desconhecidas e outros terrores ocultos. As âncoras de sondagem revelaram que o mar era bastante profundo, diferente dos locais onde proliferam as algas, geralmente bem rasos. Eles temiam também que não houvesse saída e que ficassem eternamente presos naquele lugar. Superar a falta de vento sempre foi um desafio no Mar de Sargaços e em tempos no qual se dependia quase que exclusivamente do vento para impulsionar as embarcações, a calmaria do local constituía um problema considerável. Muitas tripulações precisavam remar através dele, um exercício ingrato em meio às algas que pesavam nos remos.

Os supersticiosos homens do mar acreditavam que o Sargassum era responsável por conter os navios, agarrando-se às embarcações e não permitindo que elas se movimentassem livremente. Eram como mãos invisíveis nas profundezas, agarrando e retendo os barcos. Muitos acreditavam que ficar preso no Mar de Sargaços constituía um risco mortal não apenas no sentido de se verem presos indefinidamente, mas por que alguns juravam que o lugar fazia mal para os sentidos e a própria razão. Havia algo no ambiente insalubre e coberto de algas que afetava o discernimento dos marinheiros (ou assim pensavam). Aqueles que permaneciam estagnados por mais de uma semana arriscavam sua sanidade.

Talvez não estivessem totalmente errados! O Mar de Sargaços é acometido de temperaturas altíssimas, de uma secura absoluta e de um cheiro salobro característico bastante desagradável. A decomposição das algas produz um fedor hediondo, sobretudo quando o sol está à pino. As algas também dificultam a pescaria e os animais que vivem nessas águas não são próprios para o consumo. Em resumo, você não quer estar em um lugar como esse por mais tempo que o necessário. 

Não faltam lendas sobre o Mar de Sargaços e entre os marinheiros ele é fonte quase inesgotável de histórias perturbadoras. É claro, uma das lendas mais fantásticas menciona os monstros que habitam as profundezas desse lugar ermo. São descritos como seres humanos cobertos de algas e musgos, nadando sob o tapete de Sargassum, vindo à superfície apenas para espiar por um momento ou então puxar os vivos para o fundo. Presume-se que eles sejam os espíritos de marinheiros que morreram afogados ou que enlouqueceram nesse trecho ermo do Atlântico. Também há a teoria de que eles seriam homens que enlouqueceram após beber dessas águas impuras e que cometeram suicídio. Além dos Homens de Algas, há histórias sobre serpentes marinhas, gigantescos cefalópodes e caranguejos de dimensões titânicas que devoram a carne dos homens do mar. 


Uma história supostamente real envolve o local conhecido como Horse Latitudes (Latitudes Equinas) uma área que fica entre os meridianos 30 e 35 exatamente dentro do mar. Ela recebeu esse nome  por conta de um lendário incidente envolvendo uma expedição espanhola que transportava cavalos para o Novo Mundo. Uma vez que as embarcações ficaram presas no Mar de Sargaço, a tripulação decidiu lançar os cavalos ao mar por não ter como alimentá-los. Mais de 100 animais teriam sido atirados na água e afundaram como pedras. Dizem as lendas que embarcações passando por esse trecho por vezes ouvem o som de cavalos relinchando e de animais em desespero.

Na tradição náutica, o Mar de Sargaços é o proverbial "Cemitério de Navios Perdidos” e tem sido discutido e evitado por marinheiros desde os tempos antigos.

Na ficção, a região se tornou pano de fundo de histórias sobre mistérios e horror a partir do final do século XIX com o conto In Sargasso (1896) de Julius Chambers e In the Sargasso Sea (1898) de Thomas A. Janvier. Algumas ideias sobre o Mar de Sargaços se sedimentaram em 1896 graças a Janvier que escreveu um romance dramático sobre a região, no qual descreve o mar como um emaranhado impenetrável de ervas daninhas agarradas firmemente aos restos de navios de todas as idades, de galeões espanhóis a embarcações modernas.

O tal "Emaranhado impenetrável" se tornaria uma “fronteira” sobrenatural por intermédio de William Hope Hodgson, que publicou uma coleção de contos fantásticos entre 1906 e 1920. Em “From the Tideless Sea” (1906), o narrador de Hodgson descreve os horrores de estar preso no coração do terrível Mar de Sargaços - o "Oceano Sem Marés do Atlântico Norte". O protagonista, um náufrago preso a um mastro, vê-se atordoado diante de um horizonte interminável de ervas daninhas - uma vastidão silenciosa e traiçoeira de limo hediondo!


No mundo real as coisas não são exatamente como na ficção. Não espere encontrar um cemitério de velhas embarcações agarradas às algas e cobertas por elas - essa é meramente uma invenção que para muitos se tornou um fato. Contudo, é inegável que o Mar de Sargaços constitui uma estranheza difícil de explicar e enervante de navegar. 

O local foi integrado à ficção científica no início dos anos 1930.

A identificação explícita do Mar dos Sargaços com o Continente de Atlântida começou com os trabalhos "Lendárias Ilhas do Atlântico de Babcock" (1922) e "Atlântida na America" (1925) de Lewis Spence. O autor atribui a descrição do Filósofo Platão à respeito de águas atlantes pós-cataclismo como "inavegáveis" as "águas mortas de um Mar de Algas". O vasto corpo de água abrange toda a área da ilha de Antillia de Spence, bem como a parte sul de sua Atlântida.

A conexão entre o Continente perdido e o Mar de Sargaços foi presumida pelo famoso escritor, folclorista, teórico e profeta Edgar Cayce, que mencionava em seus textos que a mítica Atlântida estaria próxima do Mar de Sargaços e que este se formou quando ela foi para as profundezas. Segundo ele, o Mar era uma prova da existência de Atlântida. 

Em palestras realizadas na década de 1930, Cayce descrevia as causas e os efeitos da destruição da Atlântida e o surgimento do Mar de Sargaços:

"Os augustos habitantes de Atlântida trouxeram à mente do homem as forças que se manifestavam pela associação mais próxima do mental e do espiritual. Eram forças científicas que lhes garantiam amplos poderes sobre o mundo que os cercava. Eles desenvolveram o uso de tecnologias notáveis: o uso dos gases, da transformação de elementos, e a elevação dos poderes do próprio sol, também empregaram a desintegração do átomo. Mas em algum momento, a tecnologia deles provocou a destruição naquela porção de terra onde viviam. E disso resultou um desastre de grandes proporções cuja evidência hoje é representada pelo Mar dos Sargaços."


Nas controversas teorias de Cayce, que encontraram enorme aceitação na década de 1930, a Civilização da Atlântida era incrivelmente avançada, com uma tecnologia superior à dos homens em seu tempo. Ele defendia que a destruição do Continente teria ocorrido em função do uso de uma tecnologia desconhecida que se mostrou perigosa. Os sobreviventes da destruição de Atlântida teriam deixado sua Ilha Submersa e se dispersado pelo mundo originando as grandes civilizações do passado - babilônios, gregos, egípcios, astecas e outras seriam seus descendentes.

Mas não foi apenas Cayce quem usou o Mar de Sargaços como base para provar teorias polêmicas. Charles Fort, o controverso criador da Investigação Paranormal Moderna (chamado por seus seguidores de "Pai do Inexplicável"), defendia a existência de um “Super-Mar de Sargaço” em seu primeiro livro, The Book of the Damned (1919). Parte reportagem, parte estudo e parte literatura especulativa, o texto de Fort era um ataque contra o que ele via como arrogância das ciências tradicionais que excluíam tudo aquilo que não podiam comprovar. Fort defendia que o "Paranormal", se colocava além da Natureza, era atuante e poderoso desde o início dos tempos e que essa força era preterida pelos cientistas apenas porque eles não podiam comprová-la.

Fort usou o Mar de Sargaços como metáfora para suas teorias. Fort acreditava na existência de um Mar Invisível que seria como um tanque de retenção extradimensional, no qual as coisas apareciam inexplicavelmente (peixes caindo do céu) e no qual coisas desapareciam inexplicavelmente (como a tripulação do Mary Celeste). 

"Objetos abandonados, lixo, cargas velhas de destroços; coisas lançadas na atmosfera, objetos dos tempos dos Alexandres, Césares e Napoleões, de Marte e Júpiter; coisas levantadas pelos ciclones desta terra: cavalos e celeiros, de elefantes a insetos; folhas de árvores atuais e folhas da era carbonífera – todas essas coisas poderiam ser tragadas pelo Super-Mar de Sargaço e despejadas de tempos em tempos em nosso mundo sem que possamos compreender como e porque tal fenômeno acontece", postulava Fort.


Quanto ao Mar de Sargaço real e físico, Fort defendia que ele era a única manifestação visível desse Super-Mar de Sargaço dimensional, muito maior e muito mais misterioso. Fort realizou palestras sobre suas teorias e obteve grande fama como pesquisador devotado e também charlatão em busca de atenção. Ele pretendia realizar uma expedição ao Mar de Sargaço que tentaria provar as suas estranhas teorias, mas esta jamais aconteceu. 

Em tempos mais recentes os desaparecimentos no Mar de Sargaços e os estranhos incidentes transcorrendo em seus limites se tornaram parte das lendas sobre OVNIs. 

Muitos ufólogos de renome descrevem o Mar de Sargaços como uma zona de grande atividade ufológica. De 1968 em diante, teóricos como Charles Berlitz passaram a designar o local como área de atividade de OVNIs e OSNIs (Objetos Submarinos Não-Identificados). Os OSNIs, aliás, se tornaram os principais avistamentos no Mar de Sargaços e fonte quase inesgotável de narrativas fantásticas. Berlitz também reintroduziu a conexão original entre o Mito de Atlântida e o Mar de Sargassos lançada por Babcock em seu primeiro livro "The Mystery of Atlantis" (1969) no qual o Mar de Algas servia como referencial para comprovar certos pontos da lenda de Atlântida. Em muitas fontes é possível encontrar uma relação direta entre o Mar de Sargaço, o Mito de Atlântida e avistamentos de OVNIs e OSNIs na região. 

O Mar de Sargaços foi quase completamente desmistificado em meados do século XX, sendo objeto de repetidos estudos científicos. Expedições conseguiram explicar o porque da formação de suas algas, as razões para as correntes se comportarem da maneira como o fazem e outras questões que deixaram os primeiros marinheiros intrigados. Além disso, o apelido de "Cemitério de Navios Perdidos” há muito foi transferido para o Triângulo das Bermudas, cujas supostas propriedades sobrenaturais continuam desafiando explicações.

Hoje, ela está longe de ser um enigma, mas ainda assim, navegar por essas águas cobertas de algas ainda causa considerável estranheza. 

quarta-feira, 15 de junho de 2022

O Aviário - Uma Sociedade Secreta que pretende revelar a verdade sobre os Alienígenas


Não é de hoje que existem histórias sobre Sociedades e Organizações Secretas sombrias que espreitam nos bastidores de eventos governamentais e mundiais. Esses grupos envoltos em sombras, puxam as cordas e manipulam as coisas como as conhecemos. Os Maçons, os Illuminati e outros grupos, há muito povoam conversas sobre conspirações em larga escala. Tais organizações misteriosas são apontadas como patrocinadoras de todo tipo de eventos mundiais e suas ações moldam o mundo. As vezes trabalhando com governos mundiais, mas muitas vezes trabalhando completamente pelas costas destes para manter o status quo vigente. 

O tema alienígenas certamente esta inserido em gigantescas teorias conspiratórias envolvendo sociedades secretas arquitetando e vendo frutificar seus planos. Uma dessas sociedades secretas é uma organização ultra secreta de indivíduos com permissões de segurança extremamente altas que foram unidas para apurar informações e colher evidências sobre o fenômeno OVNI. Seus arquivos poderiam mudar o mundo para sempre se um dia tais segredos viessem à público.

Tratado como uma espécie de órgão não-oficial dentro do governo norte-americano, esse grupo é conhecido vulgarmente como Majestic 12 (ou MJ-12 para abreviar). Eles se notabilizaram por coletar informações sobre OVNIs e mantê-las em segredo custe o que custar. Supostamente o grupo foi estabelecido no ano de 1947, após a queda de uma espaçonave em Rosswell, Novo México. O MJ-12 foi formado por uma ordem executiva do então presidente dos EUA, Harry S. Truman. Sua função era facilitar a recuperação e investigação de espaçonaves alienígenas, estabelecer uma espécie de diplomacia extraterrestre e estudar tecnologia recuperada. Seus membros são cientistas, militares de alta patente e funcionários do governo encarregados de guardar as informações sobre OVNIs tão confidenciais que nem mesmo o presidente dos Estados Unidos tem acesso a elas. O MJ-12 é frequentemente considerado o grupo de controle e política de informações ufológicas no governo, operando completamente no escuro. Não por acaso ele tem sido pivô de inúmeras conspirações de OVNIs.


Contudo, embora o MJ-12 possa ser o mais infame dos grupos, certamente ele não é o único. Há outra organização secreta talvez ainda mais sombria que opera nos bastidores e que monitora uma agenda própria de controle de informações e divulgação pública. Eles não buscam ocultar a verdade, pelo contrário, seu maior objetivo é difundir aquilo que descobrem.

As raízes dessa organização remontam aos anos 70, quando um seleto grupo de indivíduos que estavam trabalhando em vários ramos de pesquisa extraterrestre, decidiu se juntar. Seu objetivo era analisar e compartilhar descobertas, correlacionar dados e discutir pesquisas sobre alienígenas e espaçonaves acidentadas. No início tudo era muito informal, mas com o passar do tempo, o grupo começou a se transformar em uma organização mais coesa e afinada em seus ideais. Uma dúzia ou mais de indivíduos compõem essa cabala exclusiva usando nomes de pássaros como codinomes, levando-os a serem conhecidos como "O Aviário". 

A lista de supostos membros reunia ex-figurões das forças armadas americanas, pesquisadores consagrados e pessoas profundamente envolvidas no campo da ufologia. Segundo boatos, os três membros fundadores eram:


- Dr. Christopher “Kit” Green, Médico Ph.D, membro do Departamento de Ciências Biomédicas do Governo, que usava o codinome "Blue Jay". 

- Ron Padolfi, ex-coordenador dos arquivos de OVNIs da CIA e vice-diretor para a Divisão de Ciências e Tecnologia da CIA, codinome "Pelican". 

- Bruce Maccabee, Ph.D, pesquisador em física óptica e aplicações de armas a laser no Laboratório de Armas de Superfície Naval dos EUA, Maryland, e prolífico autor de supostos dados de OVNIs do governo vazados, codinome "Cardinal". 

Além destes membros, haviam também:

- Hal Puthoff, engenheiro teorista e físico do Instituto de Pesquisa Avançada em Austin, Texas, conhecido como "Coruja".

- John Alexander, Ph.D. em Ciências;  tenente-coronel do Comando de Inteligência e Segurança do Exército dos EUA e diretor do Departamento de Armas Não Letais, conhecido como "Pinguim". 

- O Comandante. C.B. Scott Jones, Ph.D, ex-oficial do Escritório de Inteligência Naval e pesquisador eminente da Agência Nuclear de Defesa, codinome "Chickadee". 

- O ex-astrofísico e famoso pesquisador de OVNIs Jacques Vallee, Ph.D, codinome "Papagaio".

- O ex-capitão Bob Collins, aposentado da USAF; Agente Especial no Escritório de Investigações da Força Aérea, codinome "Condor".

- Richard “Dick” Doty, Agente Especial no Escritório de Investigações da Força Aérea, codinome "Falcão" 

- Ernie Kellerstrauss, piloto da aeronáutica, supostamente habilitado para informações de OVNIs e que trabalhou na Base Aérea de Wright na década de 1970, codinome "Vulture".

- Dale Graff, um pesquisador de Percepção Extra-Sensorial no Laboratório Nacional de Los Alamos, conhecido por seus colegas como "Águia"

- Jaime Shandera, contato e especialistas em desinformação, que por acaso é Produtor de Hollywood, codinome "Nightgale".


Diferente de outras organizações à serviço do governo, o Aviário parecia estar mais interessado em reunir informações ultrassecretas não para escondê-las, mas para vazá-las ao público em uma ampla campanha de divulgação. Seu posicionamento diretamente em desacordo com o que o MJ-12, que tenta reter as informações com mão de ferro, criou certo atrito entre os dois grupos. Membros de cada organização tentando se infiltrar constantemente no outro grupo e sabotar suas informações. 

No entanto, também há rumores de que membros do Aviário discordam sobre o que fazer com suas informações, com alguns sentindo que o público merece saber tudo o que é apurado, enquanto outros optam por manter certas informações, em especial as mais chocantes, em sigilo. Essa disputa aparentemente causou uma ruptura dentro do próprio Aviário. O pesquisador do fenômeno UFO, o Dr. Richard J. Boylan, escreveu livros sobre as ações do Aviário ponderou sobre essa situação:

"Relatos vazados de fontes próximas ao Aviário sugerem que há uma divisão filosófica dentro do grupo. De um lado estão os membros que sentem que as informações sobre contato com alienígenas devem ser amplamente divulgados. Eles defendem que o público está pronto para receber essas informações. Outros contudo resistem a tal ideia. Eles não querem perder o poder que seu “monopólio da informação” lhes concede. Além disso, alguns se envolveram em projetos e operações complexas, até ilícitas. A divisão está criando um clima em que os vazamentos estão aumentando, já que alguns tentam forçar a divulgação desses casos. A maioria dos membros do Aviário são cientistas bem-intencionados ou ex-oficiais militares ou ainda da inteligência com carreiras sólidas durante a Guerra Fria. Eles sabem que o tempo para se pronunciar está se esgotando".


Algumas das informações às quais os membros do Aviário supostamente tem acesso são, se verdadeiras, bastante impressionantes, incluindo evidências de acidentes com OVNIs e a captura de alienígenas ainda vivos. Até mesmo casos recentes, como o Incidente Varginha, são de conhecimento do Aviário que teve acesso aos fatos.

Um dos boatos mais incríveis afirma que o Aviário têm acesso a um documento chamado de "Livro Amarelo", que seria um extenso registro de entrevistas com um alienígena chamado EBE-1. Este ser foi resgatado em um acidente e mantido sob custódia pelo MJ-12. O Livro Amarelo é guardado cuidadosamente e cópias de seu conteúdo são terminantemente proibidas. 

 O Aviário possui um segundo registro conhecido apenas como "Livro Vermelho", que é supostamente um compêndio de informações derivadas do contato direto entre humanos e extraterrestres ao longo dos anos. Ele contém séculos de incidentes detalhados além de previsões sobre eventos mundiais, desastres, catástrofes ambientais e todos os tipos de revelações surpreendentes. Esse livro contêm ainda revelações sobre a origem do homem, algumas delas conectadas com a Bíblia.


Richard J. Boylan explica sobre esse pormenor:

"Os Livros Vermelho e Amarelo contém a previsão de que em breve haverá um princípio de guerra que levará a civilização humana bem perto de sua ruína. Mas antes dessa guerra escalar, seres extraterrestres irão estabelecer contato e transmitir para os humanos seu conhecimento. E este conhecimento estará intimamente ligado a revelações surpreendentes que envolvem a religião cristã. Isso irá mudar nossa percepção diante da origem do homem e nosso papel num universo muito mais vasto do que podemos supor". 

O Aviário está bastante preocupado que grupos cristãos fundamentalistas experimentem um profundo choque espiritual, senão ontológico, com a revelação da participação de ETs em trechos da Bíblia. Uma das revelações sugere que Jesus Cristo (e outras figuras religiosas) teriam conexão com seres extraterrestres ou que poderiam, eles mesmos, serem alienígenas. Tais revelações poderiam criar enorme controvérsia e causar fricção entre porções conservadoras da religião cristã.


Adicionando mais combustível a polêmica, uma estação de televisão europeia informou que especialistas nas Profecias de Fátima, ligados ao Vaticano, pediram uma reunião à portas fechadas com representantes do governo do Reino Unido, França, Alemanha e EUA. O tema discutido seria a terceira Profecia jamais divulgada pela Igreja Católica. Há rumores de que essa Profecia lidaria com a visitação de ETs. Um porta-voz do Vaticano teria confirmado que a reunião de fato aconteceu em 2019 deixando os convidados estarrecidos com o que foi discutido. Um dos objetivos da reunião era iniciar uma preparação para que a civilização ocidental conseguisse absorver a revelação. O teor da reunião teria sido vazado justamente por membros do Aviário que viram a necessidade de divulgar tal acontecimento. 

Há ainda rumores atestando que o Aviário detém em sua posse artefatos alienígenas realmente importantes que poderiam comprovar a existência de seres extraterrestres. Persiste ainda o boato de que eles mantém contato regular com interlocutores alienígenas, até mesmo se encontrando com eles e agindo como ponte entre governos humanos e seres extraterrestres. Tal conexão seria um trunfo para o Aviário e uma forma deles se manterem seguros diante de outros grupos interessados em preservar o sigilo. 

Com tudo isso, o que podemos concluir? Será que o Aviário realmente existe e ainda atua? Que tipo de informação eles estão protegendo? Quando eles receberão sinal verde para expor tais verdades? Não há como saber se essa é apenas mais uma história bizarra relacionado a Extraterrestres ou uma revelação sensacional que nos coloca cada vez mais próximos da verdade.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Abdução Alienígena - Aterrorizantes casos de sequestros por extraterrestres no Brasil


O fenômeno de abdução alienígena é uma parte muito particular da ufologia. Existem inúmeros relatos ao redor do mundo sobre indivíduos sendo capturados, transportados e submetidos aos caprichos de entidades além da nossa compreensão. Muitos destes encontros são bastante estranhos e bizarramente detalhados. No Brasil temos uma seleção de incidentes envolvendo abduções realizadas por criaturas não-humanas.

Em uma noite de junho de 1967, cinco homens saíram para pescar em um lago isolado na região de Morro Branco no interior do Ceará. A noite começou bastante pacífica, mas a certa altura o silêncio noturno foi interrompido por um zumbido que se tornou tão intenso a ponto de causar incômodo. O som por vezes cessava, mas sempre recomeçava minutos depois. O grupo voltou para a margem e lá descobriu que o ruído era proveniente de uma colina próxima. A seguir, viram vários feixes de luz brilhando por trás da colina como se fossem holofotes. Aquilo era muito estranho e o grupo decidiu arrumar suas coisas e ir embora, mas então a situação começou a ficar ainda mais esquisita.

Um dos amigos parou de repente, sacou um revólver que havia trazido, apontou para os outros e ordenou que subissem o morro de onde vinham aqueles misteriosos ruídos e luzes. A princípio todos pensaram que ele estava apenas brincando, mas o sujeito disparou um tiro de advertência para o ar e disse-lhes que falava muito sério. Disse ainda que mataria qualquer um que não o obedecesse. A essa altura, perceberam que o homem com a arma estava em uma espécie de transe - como se fosse controlado. A situação era surreal e assustadora a ponto deles não terem outra opção senão obedecer. 

Enquanto escalavam a colina, o homem com a arma parava esporadicamente para gritar para um grupo invisível que eles estavam a caminho. Ao chegarem ao topo da colina, o grupo avistou a fonte daquele estranho zumbido. A pesquisadora de OVNIs Irene Granchi que recolheu o testemunho em seu livro "Abduções Alienígenas no Brasil" relatou o acontecimento da seguinte forma:


"Ao chegar ao topo da colina, o grupo se deparou com enorme objeto que pairava a cerca de dez metros acima do solo. Era redondo, fosforescente, num tom de verde e tinha aletas saindo de cada lado. Media aproximadamente 5 metros de altura. No alto, via-se uma escotilha quadrada de onde surgiram luzes multicoloridas. A luz que ele emitia era tão forte que quase os cegava. Havia uma espécie de cilindro com cerca de um metro e meio de largura pendendo da base do objeto, indo até o chão. Todos ficaram apavorados com a estranha visão, mas não conseguiram reagir.

De repente a visão ficou desfocada e todos perderam a consciência, acordando deitados em mesas acolchoadas. Os homens estavam todos deitados nessas camas sem entender como haviam chegado ali. Ouviu-se uma voz, que aparentemente vinha de uma lâmpada no teto, que tilintava e ecoava dentro da cabeça de cada um deles. Essa voz misteriosa disse a eles para ficarem calmos e não terem medo, o que estranhamente ajudou a suportar o terror que sentiam. Olhando ao redor, eles viram que a sala era desprovida de janelas ou portas, completamente branca, e com paredes lisas que emanavam uma luz suave. Numa parede havia um "painel cheio de pequenas linhas cruzadas em posição paralela ou oblíqua". Quando os homens pediram às entidades invisíveis que se mostrassem, a voz recusou, afirmando que eles eram muito diferentes dos humanos e que a revelação poderia ser chocante. 

A voz também explicou que haviam seis deles naquele lugar, que estes eram exploradores vindos de um lugar muito distante e que haviam controlado um deles usando "ondas mentais". A voz advertiu para que eles não reagissem e assegurou que todos seriam libertados. Depois disso, eles não lembram o que aconteceu, simplesmente acordaram na mesma colina onde haviam sido capturados na manhã seguinte. Oito horas haviam se passado sem que eles lembrassem. Alguns objetos pessoais haviam desaparecido, incluindo a arma com a qual seu amigo os havia ameaçado, mas eles não estavam feridos.

Nos meses seguintes, os amigos começaram a recordar alguns detalhes de sua experiência, entre eles situações estranhas em que sangue, amostras de pele e cabelo foram coletadas. Nenhum deles apresentou qualquer ferimento físico, mas as lembranças fragmentadas do ocorrido causaram na maioria um trauma difícil de ser superado.


Outro curioso caso de abdução ocorreu na tarde de 4 de maio de 1969, quando um policial militar de 24 anos chamado José Antonio da Silva estava passando de carro por uma área rural próxima do município de Bebedouro, Minas Gerais. Ele percebeu um súbito clarão vindo da mata e foi verificar acreditando se tratar de um carro acidentado. Deparou-se com um objeto voador que pairava numa clareira a pouco mais de 3 metros de altura. Ainda assustado por essa visão ele tentou voltar para seu veículo quando sentiu uma forte tontura que o fez cambalear e cair. Lutando para se manter consciente ele viu duas figuras do tamanho de crianças se aproximando. Elas estavam vestidas com trajes brilhantes e usavam capacetes.

Silva não lembra exatamente o que aconteceu em seguida, recordando-se apenas de ter acordado no interior de uma sala imaculadamente branca. Ele estava preso a uma espécie de maca mantida na posição vertical. Sentia-se muito fraco, como se tivesse sido de alguma forma drenado de suas energias. Os dois seres tiraram seus capacetes revelando rostos afilados com enormes olhos pretos sem pálpebras. Não possuíam cabelos, nariz ou orelhas, enquanto a boca era pouco mais que um traço. Naquele lugar eles não vestiam roupas e seus corpos eram frágeis e esguios, com uma coloração branca acinzentada.

Esses estranhos tagarelavam entre si em uma língua sussurrante e não pareciam compreender as palavras de José Antônio que protestava e exigia ser libertado. A seguir, outro ser, dessa vez uma versão mais alta da mesma raça, surgiu. Este era aparentemente o líder deles, e usava gestos para se comunicar. Silva foi alimentado com um líquido espesso que ajudou a revigora-lo. Após esse primeiro contato, as criaturas o mantiveram lá por mais algum tempo, período em que ele lembrava acordar e dormir novamente sem conseguir saber ao certo quanto tempo se passava.


O soldado acordou em um campo a cerca de 320 quilômetros de onde foi abduzido. Ao ser encontrado estava confuso, tendo sido levado para uma delegacia como indigente pois não era capaz de lembrar sequer do próprio nome. Ele logo descobriria que haviam se passado cinco dias, embora parecesse ter transcorrido algumas poucas horas. Nesse período seus parentes e amigos o procuraram incessantemente sem sinal de seu paradeiro. Exames médicos posteriores demonstraram José havia sofrido algum tipo de envenenamento. Um exame mais criterioso revelou que seu apêndice havia sido removido, ainda que ele não tivesse marcas de cirurgia. Ufólogos acreditam que os alienígenas trataram do rapaz após ele ter sido exposto a uma dose de radiação ao se aproximar da nave.
   
O caso seguinte ocorreu em 23 de junho de 1976 envolvendo Paulo Ricardo Coutinho, de 18 anos, de Aricanduva, interior do estado de São Paulo. Ele saiu para ir a uma aula noturna, mas não retornou para casa. Uma busca policial foi iniciada, mas as autoridades só conseguiram encontrar seus livros e papéis escolares largados numa trilha que ele costumava atravessar. Três dias se passaram e a família ficava cada vez mais preocupada com seu desaparecimento. 

Uma pessoa então telefonou para os pais de Paulo dizendo ter encontrado o rapaz em uma parada de caminhões a 180 quilômetros do local onde seus livros foram achados. Paulo estava confuso no que parecia ser uma espécie de transe atordoado. Ao ser trazido de volta para casa ele começou a recuperar a lucidez e pode contar o que havia acontecido.

Paulo explicou que no dia em que desapareceu, ouviu um assobio estranho enquanto voltava para casa da aula. Quando olhou para cima, viu uma luz se movendo no céu, após o que, se descobriu paralisado, incapaz de reagir. A luz então se intensificou e ele percebeu que se tratava de um objeto arredondado que emitia um zumbido contínuo e piscava intermitentemente em azul, amarelo e vermelho. O estudante sentiu o corpo ficar leve e em seguida flutuou no ar na direção de uma comporta aberta na parte de baixo do objeto.


Após perder a consciência ele acordou em uma sala com um forte brilho azulado deitado numa mesa de metal polido. Ele lembra de sentir o corpo inteiro formigando e os pelos se arrepiando, como se houvesse uma corrente elétrica, mas ainda era incapaz de se mover. Contudo, o pior ainda estava por vir, pois uma dupla de criaturas estranhas de baixa estatura, compleição frágil e pele castanha se aproximaram e começaram um exame extremamente invasivo e doloroso. Paulo se recordava do horror que sentiu a medida que os seres usaram estranhas ferramentas cirúrgicas para perfurar, cortar e recolher amostras de seu corpo. Paulo disse ter perdido a consciência várias vezes, mas as memórias daquela tortura começaram a retornar nos dias seguintes na forma de pesadelos que o deixavam paralisado.

Um exame físico realizado posteriormente revelou que ele tinha estranhas cicatrizes no corpo, havia perdido dois dentes que aparentemente foram extraídos e duas unhas. Segundo ele, o material foi colhido pelas criaturas junto com sangue e sêmen. As criaturas não falaram com ele em momento algum e não prestaram qualquer explicação do que estava acontecendo. Após perder a consciência ele acordou em um descampado, com frio, exausto e confuso.

Passando para mais um caso bizarro, temos um relato colhido em 15 de setembro de 1977, na cidade do Rio de Janeiro. Um motorista de caminhão chamado Antônio Marcio Rubio estava voltando para casa quando avistou um objeto bastante estranho em forma de disco pousado em um descampado. A coisa media pelo menos 20 metros de comprimento e emitia uma luz pulsante alaranjada. Antonio achou que se tratava de um veículo que havia se acidentado e parou para olhar de perto. Ele desceu do veículo e se aproximou cautelosamente tentando encontrar uma porta no veículo. Quando tocou a superfície metálica do objeto recebeu uma descarga elétrica que atravessou seu corpo fazendo com que ele perdesse a consciência.

Rubio acordou em uma sala branca imaculada, preso a um estranho aparato de metal que emitia um som de estática. Estava nu, imobilizado e sentindo seu corpo inteiro tremendo de frio. Quatro seres de aparência estranha, com baixa estatura, olhos grandes e escuros e braços muito finos se aproximaram para examiná-lo. O motorista disse que as criaturas projetavam palavras em sua mente, como por telepatia, e que tentavam acalmá-lo dizendo que ele não seria ferido. Os seres realizaram uma série de exames físicos e fizeram várias perguntas. Ele disse que perdeu os sentidos várias vezes após receber choques elétricos que o faziam tremer e saltar na maca.


O motorista reapareceu dois dias depois próximo da fronteira com o Espírito Santo, cerca de 220 quilômetros de onde seu caminhão foi achado abandonado na beira da estrada. Ele tinha queimaduras na mão condizente com um forte choque elétrico, além disso, as unhas dessa mão caíram e nunca voltaram a crescer. Ele começou a lembrar gradualmente de sua experiência traumática e foi entrevistado várias vezes sempre repetindo a mesma história. Paulo aceitou passar por sessões de regressão e hipnose nas quais relatou sempre a mesma história, demonstrando uma reação emocional equivalente a stress pós-traumático que precisou de tratamento psicológico.

Por fim, temos o estranho caso de Luis Carlos Serra, de 16 anos, da cidade de Penalva, no estado do Maranhão. Em 24 de março de 1978, Luis estava voltando para casa depois de um jogo de futebol quando ouviu um som alto e viu uma luz brilhante acima das árvores. Antes que pudesse entender o que havia visto, algo o paralisou como um raio fulminante. Ele então começou a subir no ar em direção a um objeto redondo abobadado pairando sobre as árvores. Dois de seus colegas que vinham mais atrás chegaram a testemunhar a impressionante cena e correram para buscar ajuda. Quando retornaram cerca de 20 minutos depois, o veículo havia desparecido junto com seu colega.

Luis se recorda de ter sido recebido por três homens calvos com pele muito pálida e olhos azuis. Eles vestiam roupas estranhas parecidas com macacões prateados de astronauta e falavam um idioma que ele era incapaz de compreender. Em seguida o conduziram até uma outra sala com estranhos aparelhos que piscavam e zumbiam. O ataram numa cama e tentaram forçá-lo a beber uma mistura amarga que ele se negou a engolir. Irritados os seres enfiaram uma espécie de mangueira em sua garganta e o obrigaram a beber a substância que o fez perder a consciência. 

Três dias depois, alguns pescadores o encontraram desmaiado na beira de um rio e o levaram a um hospital. Os médicos que o examinaram disseram que ele permaneceu catatônico com os membros rígidos a ponto de não poderem ser flexionados. Verificou-se também que sua cabeça havia sido raspada e que o cabelo parecia ter sido queimado. Encontraram ainda marcas arroxeadas no tórax que não pareciam ter sido produzidas por qualquer instrumento médico conhecido. Quatro de seus molares haviam sido removidos e ainda sangravam. Durante todo o exame, Luis permaneceu catatônico, e os médicos não conseguiram descobrir o que havia de errado com ele. 


Apenas uma semana depois, quando recuperou os sentidos e lucidez, Luis foi capaz de relatar sua história profundamente estranha. Os amigos que haviam testemunhado a abdução prestaram depoimento e descreveram em detalhes o veículo que levou Luis, descrição idêntica a que ele forneceu posteriormente. O caso atraiu a atenção do jornalista e ufólogo norte-americano Bob Pratt, que descreveu a abdução do jovem como uma das mais detalhadas investigadas por ele. Pratt chegou a entrevistar pelo menos 20 pessoas em Penalva que afirmaram ter visto o estranho objeto deixando uma trilha de fogo no céu naquele mesmo dia. O caso recebeu grande destaque na comunidade ufológica internacional e é uma das abduções mais estudadas do período. 

Casos de abdução e relatos sobre experimentos sofridos por humanos nas mãos de seres estranhos são uma parte importante da ufologia. Especialistas acreditam que seres extraterrestres costumam viajar para a Terra e coletar espécimes nativos para a realização de análises e experimentos. Não parece haver um critério para a escolha das pessoas abduzidas, o que leva a crer que estas são capturadas ao acaso, geralmente em um local ermo e deserto. As descrições quase sempre mencionam salas "iluminadas", "brancas imaculadas" ou "muito claras", onde os experimentos tem lugar. Os seres envolvidos também são frequentemente descritos como curiosos e com uma conduta que lembra a de cientistas ou médicos. Os instrumentos médicos/cirúrgicos usados variam muito, mas um ponto em comum é a noção de que amostras são colhidas para análises.

Com todos esses relatos, só nos resta imaginar o que poderia estar acontecendo. Estaríamos sendo capturados por seres alienígenas que nos analisam como animais para algum tipo de experimento ou teste? E se a resposta for sim, quais os objetivos destes testes misteriosos? Haveria conhecimento ou ajuda do governo? Existiria algum consentimento ou acobertamento de tais atividades?

Enquanto a resposta não surge, tudo o que podemos fazer é observar os céus com preocupação.