sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Tesouro Inestimável (parte 1) - Localizações do Necronomicon

O texto à seguir foi escrito com base na descrição de H.P. Lovecraft à respeito do Necronomicon e onde o livro blasfemo do árabe louco, poderia ser encontrado.

Cópias Conhecidas

Condenado e sistematicamente destruído pela Igreja, atualmente restam apenas cinco exemplares do Necronomicon no mundo. Ao menos, cinco exemplares cujo paradeiro é de conhecimento público. Várias outras cópias foram preservadas em bibliotecas ou coleções particulares, mas sua existência não é corroborada e tampouco negada.

De tempos em tempos, exemplares surgem no mercado negro e são rapidamente adquiridos por colecionadores de livros raros, por interessados no conteúdo místico ou por indivíduos atraídos pela reputação blasfema da obra. O valor dele atinge altas cifras, muito além dos recursos disponíveis a maioria dos estudiosos do oculto. Poucos podem se dar ao luxo de obter uma cópia desse livro negro. Dado o valor e as condições frágeis das cópias existentes, as instituições que possuem cópias do Necronomicon, raramente permitem sua consulta.

Além disso, o fato do Necronomicon atrair pessoas de caráter duvidoso (leia-se cultistas e membros de seitas), também coopera para que a consulta do livro seja vedada, exceto a estudiosos e pesquisadores com credenciais imaculadas. O reitor da Universidade Miskatonic, o renomado Professor Henry Armitage, enviou correspondência para seus colegas pedindo -- quase implorando, que não fosse permitida a consulta pública desse volume. Armitage explicava sobre as implicações dramáticas de deixar o Necronomicon cair em mãos erradas. Ele obviamente se referia ao perturbador caso de Wilbur Whateley que conseguiu copiar trechos do Necronomicon antes que o professor soubesse de seu conteúdo profano. Nem todos seus colegas acreditavam no seu relato, contudo o acesso ao livro dificilmente é garantido.

As cinco cópias conhecidas são todas do texto em latim traduzido por Ollaus Wormius. Quatro exemplares pertencem a segunda edição espanhola, impressa no século XVII e apenas uma é da edição alemã original do século XVI.

Os exemplares da versão latina fazem parte dos acervos da Bibliothèque Nationale de Paris, da Biblioteca da Universidade Miskatonic, em Arkham, a Biblioteca Widener, em Harvard, e à Biblioteca da Universidade de Buenos Aires. O único exemplar sobrevivente da edição alemã encontra-se no cofre da Biblioteca do Museu Britânico em Londres.

Embora acredite-se que a última cópia remanescente do Necronomicon em grego tenha sido destruída durante o caos que se seguiu à Caça às Bruxas de Salem em Massachusetts, rumores sobre outras cópias emergem frequentemente. O rumor mais recente a esse respeito afirma que o artista Richard Upton Pickman mantinha um exemplar em seu ateliê de Nova York. Se isso era verdade, o tomo parece ter desaparecido junto com o excêntrico pintor em 1926.

Cópias manuscritas do documento traduzido pelo Dr. John Dee, a maior parte delas danificadas ou incompletas, também costumam surgir. A descoberta mais recente foi feita pela Universidade Miskatonic, que adquiriu uma versão quase completa do Necronomicon de Dee para seu invejável acervo. O mais mundano Manuscrito Sussex também pode ser encontrado na coleção da Miskatonic e em outras bibliotecas na Europa.

É consenso que nenhuma cópia do Al-Azif, o documento original em árabe tenha sobrevivido à presente data, embora circule um rumor de que uma cópia surgiu em São Francisco pouco antes do terremoto e incêndio que destruiu a cidade em 1906. A alegação que o Museu Briânico dispunha de uma cópia também foi negada.

Há alguns anos, o Professor Phileus Sadowsky, filólogo e professor de literatura árabe da Universidade de Sófia, Bulgária, afirmou ter consultado um livro medieval árabe, intitulado Kitab al-Azif, na Magyar Tudomanyos Akademia Orientalisztikai Kozlemenyei, da Hungria mas a instituição negou possuir tal obra.

Segundo Sadowsky, o livro media 21 x 16 centímetros e estava escrito em um pergaminho já bastante apodrecido e semi-devorado por vermes. Havia marcas de queimadura na extremidade direita do volume, como se alguém o houvesse arremessado ao fogo e se arrependido logo em seguida. O livro fora escrito em letra tremida e, segundo o Professor, não se tratava do trabalho de um calígrafo ou escriba profissional. O material usado no pergaminho e o estilo dos caracteres arábicos o fez presumir que a obra tinha sido copiada na Síria ou no Irã, em meados do século VIII.

Por anos acreditou-se que a biblioteca da Universidade Al-Azhar no Cairo também dispunha de uma coleção de manuscritos em pele de carneiro que continha trechos completos do Al-Azif. Esses manuscritos teriam sido salvos do legendário incêndio que consumiu a Biblioteca de Alexandria. O boato foi negado pelos diretores da instituição, embora alguns pesquisadores ocidentais afirmem que a obra consta no acervo. Se essa informação for verdadeira, o manuscrito estaria seguramente entre os livros mais raros do mundo.

Descrição Física

Todas as cópias impressas do Necronomicon são em tamanho de folio. As edições latinas impressas na Espanha e Alemanha tem dimensões idênticas (18 por 11 1/2 polegadas) e contém 802 páginas. Há rumores que a cópia em grego teria cerca de 30 páginas à mais. O formato da letra usada é o clássico "black letter gothic", e numerosos desenhos ilustram as páginas. A encadernação, assim como acontecia com a maioria dos livros no período refletia o gosto pessoal dos donos (até o século XIX, os livros vinham da impressão sem capa e esta era adicionada pelo comprador).

O Necronomicon em poder do Museu Britânico tem uma capa do século XV em couro e se encontra em condições razoáveis. Impresso na Alemanha, o texto está em bom estado mas lamentavelmente sete páginas estão ausentes (tendo sido cortadas cuidadosamente com uma lâmina afiada). O volume em poder do Museu Britânico é proveniente de uma doação anônima no ano de 1753.

A cópia pertencente a Bibliotheque Nationale se encontra em más condições, encadernada em papel cartonado como era comum na época. O texto também está em condições lamentáveis, com muitas páginas rasgadas e várias outras ausentes. Outras folhas estão indecifráveis, manchadas por uma substância que parece ser sangue. A aquisição do livro permanece envolta em mistério, o volume foi depositado sobre a mesa do bibliotecário chefe por um furtivo homem de aparência estrangeira em meados de 1811. O misterioso doador foi encontrado uma semana mas tarde em um apartamento infestado de ratos, vítima de veneno.

A Universidade de Buenos Aires possui uma cópia trazida para a América do Sul no final do século XVII. O exemplar teria vindo da Espanha entre os objetos de um sacerdote. Embora o texto esteja em condições apenas razoáveis, ele é único por apresentar anotações nas margens em um idioma desconhecido.

A Biblioteca Widener de Harvard contém um Necronomicon em péssimo estado de conservação. Sua encadernação ainda é a original, mas estragada e descascando. O texto está completo, mas muitas páginas se soltaram e outras estão rasgadas e amassadas. Trabalhos de restauração estão sendo realizados. O livro era parte da coleção de Harry Elkins Widener, um milionário americano que obteve o livro em um leilão pouco antes de embarcar na fatídica viagem do Titanic em 1912. Widener e sua cópia sobreviveram ao naufrágio.

O exemplar da Universidade Miskatonic foi obtido no final do século XIX pelo jovem Professor Henry Armitage, que havia sido contratado pela instituição. Adquirido da coleção do negociante de Providence, Whipple Phillips, a edição de Miskatonic recebeu uma nova encadernação com couro de cabra no século XVIII. Um título falso, Qanoon-e-Ilsam, identifica o livro na sua folha de rosto. O texto está completo e em boas condições gerais.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Criatura Estranha filmada em lago da Islândia - Monstro seria Serpente Gigante lendária

Interrompemos nossa postagem normal para relatar o avistamento de um monstro na Islândia (!!!)

Uma criatura desconhecida teria sido filmada nadando em um lago na Islândia. Algumas pessoas acreditam que o vídeo gravado por Hjörtur Kjerúlf mostra o legendário monstro conhecido por Lagarfljótsormurinn uma espécie de Monstro de Loch Ness da Islândia.

A criatura com corpo de serpente supostamente habita as profundezas do Lagarfljót, um lago de água doce, abaixo do nível do mar, alimentado pelo gelo glacial.

O monstro é descrito como uma imensa serpente (segundo alguns com mais de 90 metros de comprimento) cinzenta coberta de gelo que costuma nadar abaixo da superfície do lago. Ele também já foi descrito como um verme gigantesco sem olhos. O Lagarfljótsormurinn costuma viver na água, mas já foi avistado fora desse ambiente nas cercanias de florestas e geleiras.

Relatos à respeito do avistamento da Serpente de Lagarfljót costumam surgir de tempos em tempos. Em 1963 ele teria sido visto por guardas florestais que afirmaram ter encontrado a criatura na floresta que cerca o lago, em 1998 uma excursão de alunos de uma escola local acompanhados de professores afirmou ter visto uma criatura sinuosa nadando sob a superfície do lago. Os alunos chegaram a reportar que a criatura possuía uma crista de espinhos dorsais que emergiam a medida que ele nadava pelo lago. Em 1983, trabalhadores de uma companhia telefônica viram a besta que teria sido responsável por danos a uma estação e cabos de força.

A lenda sobre a serpente do lago gelado é bastante antiga e remonta ao ano de 1345. Ver a serpente era considerado como prenúncio de tragédias e desastres naturais.

De acordo com o folclore regional, a serpente seria o filhote de um dragão transformado em uma besta gigantesca por um anel mágico de ouro lançado nas águas do lago. Muitos guerreiros e caçadores teriam tentado matar o monstro que aterrorizava as pessoas que viviam nas proximidades do lago, mas nenhum caçador jamais conseguiu vencer a criatura. Ainda segundo o folclore, a criatura seria capaz de lançar nuvens de gás venenoso pela boca que arruinavam plantações causando fome e destruição.

O vídeo à seguir foi feito por uma equipe de televisão no início desse mês. Se realmente é um monstro ou não, não se pode dizer, mas que parece uma criatura sinuosa nadando na água gelada parece. Embora possa ser apenas uma cobra de borracha puxada por algum fio...

Confira e tire suas próprias conclusões:


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Páginas Amaldiçoadas - A tumultuada História do Necronomicon

A versão original do Necronomicon, conhecida como Kitab Al-Azif (Livro de Al-Azif), foi escrita por volta do ano 730 D.C, em Damasco pelo árabe, Abdul Al-Hazred (ou Abd al-Azrad dependendo da versão do biógrafo).

Pouco se sabe à respeito da vida e dos feitos de Al-Hazred, mas supõe-se que ele tenha sido um astrônomo, filósofo, poeta e cientista que na metade final da vida se dedicou ao estudo das artes místicas e ciências proibidas.

Nascido no ano 700 em Sanaa, atual Iemen, Hazred teve educação esmerada, supõe-se que ele tenha estudado com grandes sábios em Damasco, homens que o acolheram e ensinaram noções de matemática, ciência e filosofia. Ele também teria aprendido alquimia e os segredos das transmutações. Em algum momento, sua atenção foi desviada para o estudo do ocultismo, disciplina que despertou enorme fascínio.

É possível que ele tenha se envolvido com cultos e seitas proibidas ainda em sua passagem por Damasco, mas alguns biógrafos crêem que ele teria se juntado a uma seita de adoradores da morte, relacionada aos ghouls. Mais tarde, ele se tornou um seguidor de Yog-Sothoth e aprendeu os segredos que o transformaram em um feiticeiro.

Antes de escrever seu grande trabalho, o árabe viajou por anos em uma espécie de peregrinação espiritual na qual visitou a Babilônia, as catacumbas de Menphis, a mítica Cidadela sem Nome e a região interior do Grande Deserto ao sul da Arábia. Durante essa árdua jornada ele vagou por áreas desoladas, habitadas no passado distante por civilizações perdidas detentoras de um conhecimento esquecido. Ele também teve acesso a bibliotecas proibidas, vasculhou coleções particulares e se aventurou em ruínas cobertas pela areia e poeira. Por fim, emergiu dessa provação com um vasto conhecimento profano que decidiu registrar em um manuscrito.

Al-Hazred começou a escrever o livro que imortalizaria seu nome em Damasco, em meados do ano 735. Um de seus discípulos registrou que Azred passava noites inteiras acordado escrevendo suas memórias que o levavam a um estado de estupor e pânico.

Al-Azif, título que ele escolheu para sua obra, pode ser traduzido como "murmúrio", mas o termo se refere mais especificamente ao som que insetos (cigarras em especial) fazem quando o dia se vai e a noite começa a chegar. Um som de presságio que alerta para a escuridão que se aproxima

O feiticeiro morreu em 738, de acordo com seu biógrafo, Ebn-Khallikan. A lenda afirma que ele foi devorado por um demôno invisível que o fez em pedaços no centro de um bazar de Damasco em plena luz do dia.

Após a morte de Hazred, sua casa - um lugar temido por todos na cidade - foi destruída por uma turba furiosa. Alguns objetos de valor foram salvos da multidão, entre eles os Manuscritos que compunham o Al-Azif. Cópias destes começaram a circular secretamente na forma de rolos de pergaminho em poder de escolásticos da época.

Apenas em 950 uma cópia foi traduzida para o idioma grego pelo bizantino Theodorus Philetas, que localizou um volume do Al-Azif na Biblioteca Imperial de Constantinopla. Sabendo que o livro atraía a atenção de censores, Philetas decidiu renomear a obra com o título Necronomicon (que pode ser traduzido como "O Livro dos Nomes Mortos", ou de forma mais completa "O Livro das coisas pertinentes aos Mortos").

Pouco depois de concluir a tradução, a família de Philetas enfrentou a ruína financeira e ele fez várias cópias para serem vendidas a famílias influentes, nobres e estudiosos do Império. O aumento da circulação do livro levou a sua eventual condenação em 1050 pelo Patriarca Michael de Constantinopla. Muitas cópias (dizem que no total 171) foram confiscadas e destruídas pelas autoridades. Aqueles que as possuíam receberam severa punição e alguns chegaram a ser banidos. Quanto a Philetas (cujo nome pode ser uma corruptela de "Philetos", herege) desapareceu dos anais da história.

Em 1228, um monge de nome Olaus Wormius (possivelmente dinamarquês, mas certamente de origem escandinava) descobriu uma cópia do Necronomicon escondida na biblioteca de um monastério na Jutlândia. Decidido a divulgar o livro como forma de enfrentar o mal, ele fez a tradução da obra para o Latim a partir do grego clássico. Olaus não alterou o título em grego, e Necronomicon passou a ser o título de todas as versões seguintes.

O trabalho de Wormius foi copiado exaustivamente pelos monges, até que a ordem monástica da qual ele fazia parte foi desarticulada após sérias acusações de heresia. Antes disso, vários manuscritos completos já haviam sido enviados para círculos filosóficos e religiosos para serem analisados. É bem possível que exemplares tenham se extraviado indo parar nas mãos de cultos e de feiticeiros, justamente os inimigos que Wormius tencionava enfrentar.

Em 1232, ambas as edições grega e latina, foram incluídas no Index Expurgatorius pelo Papa Gregório IX que havia tomado conhecimento do teor ofensivo do livro. Algumas cópias foram interceptadas, mas o livro continuou sendo copiado e divulgado ganhando notoriedade.

Rumores afirmam que a versão em latim circulou além das fronteiras nacionais e que exemplares chegaram a França no século XIII. Uma tentativa de traduzir o livro para o idioma francês teria sido tentada, mas os monges envolvidos acabaram capturados e escomungados.

Em 1454 o avanço nas técnicas de impressão com tipos móveis permitiu uma maior disseminação de livros. Antes do final do século XV, uma versão em latim do Necronomicon impressa em black-letter gothic surgiu na Alemanha, provavelmente em Mainz. O texto, não trazia qualquer identificação sobre o local ou data de impressão.

Pouco depois, outro monge de nome Wormius (possivelmente um descendente de Olaus), trabalhando como oficial da Inquisição espanhola à serviço de Torquemada iniciou a tradução de um volume do Necronomicom. Seu objetivo era fazer uma transição para o idioma espanhol. Antes de concluir o trabalho ele foi descoberto e acusado de heresia sendo queimado numa fogueira em Sevilha em no ano de 1487.

No início do século XVI, uma versão traduzida do grego foi impressa na Itália. Embora novamente não houvesse marcas de identificação, acredita-se que essa versão tenha sido impressa por Audus Manutius, fundador da Aldine, famosa gráfica veneziana especializada emtextos originais gregos e latinos.

Entre 1576 e 1579, Miguel Cervantes, autor de Don Quixote foi mantido como escravo e prisioneiro em Algiers. Alguns estudiosos afirmam que ele teria obtido uma cópia do Necronomicon latino e realizado uma tradução preliminar para o idioma espanhol, nomeando o resultado como "El Libro de los Nomes Perdidos". Verdade ou mentira, esse livro teria sido enviado para a Espanha servindo como base para uma segunda edição impressa em Cadiz.

Em 1586 uma tradução em inglês do Necronomicon foi produzida pelo Dr. John Dee, matemático, astrólogo e médico da Rainha Elizabeth I da Inglaterra. Jamais publicada, a versão de Dee foi traduzida tendo como base uma cópia do manuscrito grego, obtido no leste europeu (especula-se como presente na corte de Rodolfo II de Praga).

A cópia traduzida por Dee eventualmente acabou sendo passada para um colecionador que farejando fortuna produziu várias cópias para serem vendidas clandestinamente. Um destes volumes deu origem ao Manuscrito de Sussex, também chamado de Cultus Maleficarum, uma versão compilada pelo Barão Frederic. Essa edição chegou a ser publicada na Inglaterra em 1597, mas poucas cópias sobreviveram aos expurgos e perseguições movidos contra ela

Um trabalho com o título "Al-Azif - o Livro do Árabe", escrita em inglês provinciano, repleta de erros de gramática circulou pela Grã-Bretanha no século XVII. Esse texto provavelmente se resume a um apanhado de trechos e tópicos retirados do Necronomicon.

O Necronomicon continuou circulando pela Europa, sendo traduzido para vários idiomas graças a estudiosos e pesquisadores interessados em desvendar seus segredos. Entretanto, nenhuma tradução posterior a da edição em inglês podia se comparar às anteriores.

As versões traduzidas para o francês (1662), alemão (1670) e russo (1688) para citar apenas três exemplos, já haviam sido diluídas e/ou censuradas a tal ponto que se distanciavam enormemente da obra original. Isso acontecia pois o teor blasfemo do Necronomicon por vezes ofendia os tradutores de tal forma que eles delibradamente omitiam alguns tópicos.

No correr do século XVIII, cópias do Necronomicon foram carregadas para o Novo Mundo como parte de valiosos tesouros ou contrabandeados para longe por cultistas, feiticeiros ou estudiosos.

Uma das primeiras edições a chegar à América foi transportada para a Nova Inglaterra no ano de 1714. Este volume em inglês teve importante papel em distúrbios ocorridos na cidade de Kingsport em 1722. Outra cópia, desta vez em latim, foi destruída após o linchamento do rico comerciante Joseph Curwen de Providence, Rhode Island. Acusado de feitiçaria Curwen teve sua propriedade destruída por camponeses insatisfeitos com sua presença em meados de 1771.

Finalmente, uma cópia do Necronomicon foi adquirida pela Biblioteca Orne da Universidade Miskatonic em 1895. A compra foi feita pelo bibliotecário chefe, Henry Armitage que desconhecia a fama do estranho livro. Curiosamente o livro havia sido adquirido a partir do espólio de Whipple Phillips, avô materno de ninguém menos que H.P. Lovecraft.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Necronomicon - Série de Artigos sobre o Legendário Livro dos Mortos

Embora existam livros mais antigos, o Necronomicon é a obra que melhor sumariza o terrível alcance e horrendo significado dos Mythos de Cthulhu.

Este tomo negro contém segredos impronunciáveis, perdidos ou esquecidos. Folheando as suas páginas amareladas é possível encontrar um canto para Yog-Sothoth que abre o portal entre realidades, informações sobre a mítica poeira de Ibn-Ghazi, e a descrição do Voorish Sign. O tomo também discute inúmeros lugares e coisas, narra histórias sobre civilizações, povos e culturas malditas que há muito deixaram de existir. Relaciona as muitas formas de vida não-humanas habitando esferas além do Tempo e Espaço. Apresenta magias tão negras e perniciosas que beiram o inacreditável, rituais blasfemos e louvores a entidades desconhecidas. O Necronomicon faz um apanhado de tudo que é incomum, perturbador e em última análise perigoso nos reinos do sobrenatural.

Seu saber é enciclopédico, surpreendente, desafiador. Alusões são definições, inflexões são explicações, desejos e devaneios se traduzem em provas e realidade concreta. O conhecimento contido em suas páginas é vasto, quase impossível de ser absorvido por completo em uma vida, revelações absurdas e dantescas se sucedem infinitamente.

Muitos estudiosos comparam o Necronomicon a Pedra Roseta das artes negras. Uma chave que destranca os mistérios mais profundos. Na verdade, o Necronomicon é ainda mais: ele é poder, corrupção e obliteração na forma de palavras. Para os seus descuidados estudantes, o Livro dos Mortos é um portal para a loucura, aqueles que examinam suas páginas sofrem mudanças e emergem irreconhecíveis.

Para os ousados, obstinados ou apenas tolos que desejam perseguir esses conhecimentos atróz, iniciamos a partir de hoje uma série de artigos sobre o temível Livro dos Mortos.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Cientistas Russos desaparecem na Antártida - Equipe buscava Lago subterrâneo de 20 milhões de anos

Artigo da rede de notícias Foxnews enviado por José Luiz F. Cardoso.

Um grupo de cientistas russos perfurando o solo gelado da Antártida em busca de um lago enterrado há milhões de anos, não respondeu aos seus ansiosos colegas americanos - e a medida que os dias passam, o destino desses homens permanece desconhecido.

"Não recebemos nenhuma notícia faz cinco dias." disse o Dr. John Priscu -- professor de ecologia da Universidade de Montana e chefe de uma equipe similar do programa de exploração da Antártida.

O time russo filiado ao Instituto de Pesquisa Ártico e Antártico (AARI) vinha realizando trabalhos de perfuração a semanas em um esforço para chegar ao isolado Lago Vostok, um vasto, corpo de água subterrâneo escondido 13.000 pés abaixo da calota de gelo. O lago não é exposto a superfície há mais de 20 milhões de anos.

Priscu afirmou que não há nenhuma maneira de entrar em contato com o time russso -- e que a temperatura já congelante tende a baixar ainda mais, a medida que o verão Antártico dá lugar ao inverno.

"A temperatura está a -40 graus célsius e eles tem apenas uma semana restando antes que o inverno congele totalmente a estação. Eu só posso imaginar como deve estar a situação na Estação Vostok nesse momento".

O desaparecimento do time russo não poderia ter acontecido em pior momento: Eles estavam a cerca de 40 pés de seu objetivo, que consiste em chegar ao corpo de água, uma missão que eles não vão ser capazes de cumprir antes da chegada do inverno.

Nas próximas semanas, a temperatura pode despencar e ficar duas vezes mais frio do que está agora. A área onde se localiza a Estação Vostok detém o recorde de temperatura mais baixa no planeta: -89.4 graus Celsius.

Se o time for capaz de atingir o lago subterrâneo, eles pretendem bombear a água para a superfície através do buraco e deixar que ela seja congelada pelo frio. O plano de estudo envolve a analise de amostras a serem recolhidas no ano seguinte.

Embora apenas alguns poucos pesquisadores estejam trabalhando na área, cientistas de todo o mundo aguardam prendendo o fôlego a medida que esperam por qualquer notícia de seus companheiros russos.

"Nós estamos muito interessados no que eles podem encontrar" disse o cientista britânico Alan Rodger, no ano passado, "Este é um lago que não é exposto a mais de 20 milhões de anos. Portanto, se houver vida lá, teremos muitas perguntas a serem respondidas. Como essas formas de vida evoluíram, como elas sobreviveram, com o que elas se parecem? Seria excitante descobrir algo completamente novo em nossso planeta".

O projeto foi iniciado com a perfuração da camada sobre o imenso lago - que mede 15,690 quilômetros quadrados -- em 1998. Inicialmente, as equipes de perfuração foram capazes de atingir 3,600 metros, mas tiveram de parar por causa da preocupação de uma possível contaminação das águas intocadas.

"Gelo é diferente de pedra, ele é capaz de se mover" disse Dr. Priscu, "para manter o buraco aberto, a equipe de perfuração usa querosene. Infelizmente essa substância favorece o acúmulo de bactérias. Há 65 toneladas de querosene nesse buraco. Seria portanto um desastre se esse querosene se misturasse a água imaculada do lago".

Para lidar com a questão, os cientistas tiveram uma idéia engenhosa. Eles concordaram em perfurar até que um sensor os avisasse que haviam encontrado o corpo de água. Nesse ponto a querosene será retirada e a pressão ajustada para que a substância não se misture à água do lago, e para que a água possa fluir até a superfície.

Os planos permanecem em suspenso até que a situação seja resolvida.

* * *

Uma expedição no continente gelado, ameaçada pela temperatura inclemente em um dos piores ambientes do planeta.

A possível descoberta de um "Mundo Perdido" abaixo da calota de gelo e de seres diferentes de tudo o que se pode imaginar.

O contato com a equipe foi rompido, ninguém sabe o que aconteceu...

... mas podemos supor.

Enquanto isso torcemos por um desfecho feliz e que todos pesquisadores retornem em segurança nos próximos dias.