sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

O Incidente de Falcon Lake - Um dos casos mais estranhos na história do Canadá


Stan Michalak ainda lembra de maneira vívida quando seu pai retornou doente e ferido depois que algo estranho aconteceu com ele nas florestas de Falcon Lake, província de Manitoba em maio de 1967. 

Foi algo que marcou a sua família e as vidas de todos e continua sendo um dos casos mais estranhos e inexplicáveis do fenômeno OVNIs. 

"Eu lembro de vê-lo na cama. Ele não estava nada bem, parecia pálido e perdido", recorda-se Michalak, que tinha nove anos quando tudo aconteceuEle recebeu a permissão de visitar seu pai e ficar no quarto de hospital onde ele estava internado por apenas alguns minutos. Isso foi no dia seguinte a ocorrência que ficaria conhecida como o Incidente de Falcon Lake.

"Quando entrei no quarto, senti aquele fedor horrível! Como um cheiro de enxofre e óleo de motor queimado que fica no nariz e é difícil de aguentar. Ele estava em todo canto, mas era mais forte no meu pai. Eu tentei chegar perto e abraçá-lo, mas parecia sair dos seus poros. Era ruim demais", contou Michalak, que está escrevendo um livro sobre o acontecimento que completou 50 anos.

"Eu estava com muito medo. Meu pai estava ferido e eu não sabia o que havia acontecido. As pessoas não contavam nada a respeito".

Mas com o passar dos dias Stan ficou sabendo de detalhes perturbadores a respeito do que havia acontecido, assim como as pessoas em geral que puderam ler nos jornais e assistir reportagens na televisão. O caso recebeu ampla cobertura dos meios de comunicação e é debatido até hoje.


Resumidamente foi isso que aconteceu:

Stefan Michalak era um imigrante polonês, mecânico industrial e um geólogo amador que gostava de se aventurar pelas florestas nos arredores de Falcon Lake - à cerca de 150 quilômetros de Winnipeg, Canadá. Seu passatempo era fazer trilha, às vezes na companhia de algum amigo, mas na maioria das vezes sozinho. Stefan costumava pegar sua mochila, uma barraca e saco de dormir e partia para a floresta seguindo seus instintos. Era comum para ele, desde criança, sair para acampar naquela região de mata fechada. Em suas "expedições" ele coletava cristais de quartzo e amostras minerais que conseguia extrair dos rochedos.

Michalak conhecia tão bem a floresta que ninguém se preocupava quando ele dizia que iria dormir ao relento e ficar inacessível por dias. Em maio de 1967 ele escolheu adentrar ainda mais na floresta e se embrenhar em um trecho inóspito onde raramente os campistas costumavam entrar. 

Em 20 de maio, Stefan caminhou o dia inteiro chegando até um maciço pré-cambriano pouco explorado. O lugar possuía um veio de quartzo que ele começou a mapear fazendo a análise geológica e prospecção de algumas amostras. 

Perto do fim da tarde sua atenção foi atraída por um ruído alto semelhante a uma buzina que fez com que os ganços selvagens voassem assustados. Stefan correu para ver do que se tratava e se deparou com uma visão inacreditável. Dois objetos metálicos estavam flutuando no ar, há cerca de 45 metros de altura. Ele conseguiu perceber que haviam domos no topo deles e luzes avermelhadas que piscavam de maneira contínua nas laterais.


Os dois objetos flutuavam lentamente no ar até que um deles começou a baixar de altitude aproximando-se de uma pedra achatada a cerca de 50 metros de onde Stefan observava. O veículo desceu suavemente e as luzes mudaram de cor para um tom alaranjado mais intenso a medida que ele pousava. Em contra-partida o outro objeto ascendeu cerca de 200 metros e desapareceu atrás de nuvens baixas.

A luz que a coisa emitia era tão forte que obrigou Stefan a vestir os óculos de proteção que ele carregava na mochila. Apesar da luminosidade cegante ele conseguiu discernir que o veículo possuía um formato de disco e produzia uma vibração de baixa frequência. No instante que ele pousou por inteiro a luz diminuiu e o som parou. 

Acreditando se tratar de um veículo militar experimental norte-americano, Stefan resolveu aguardar. Ele permaneceu observando por meia hora, tempo que fez o esboço daquilo que estava vendo. Havia um cheiro no ar, uma combinação de enxofre e borracha queimada que se acentuou depois que o estranho objeto de 20 metros de comprimento parou de emitir a vibração. Então, de repente, uma espécie de porta se abriu na lateral prateada, revelando um interior brilhante.

Curioso pelo que estava acontecendo, Michalak decidiu sair de seu esconderijo e cautelosamente se aproximou do objeto tentando ver o interior dele sob um outro ângulo. A cerca de 20 metros da porta que permanecia aberta ele resolveu chamar por alguém no interior do veículo: "Ei, ianques! Vocês precisam de ajuda?" perguntou de maneira sarcástica uma vez que ainda acreditava se tratar de uma nave americana com dificuldades técnicas.


Uma vez que não houve resposta, ele arriscou outros idiomas que conhecia: russo, polonês e alemão. Não houve resposta e ele decidiu fazer uma aproximação da porta. A luz no interior era tão forte que ele colocou os óculos novamente. Lá dentro haviam vários painéis com tubos de luz branca e outros que emitiam uma pulsação colorida. Não havia, no entanto, qualquer sinal de vida.

Ele observou a parte externa que era feita de um metal prateado polido ao ponto de ser espelhado. Era bastante liso e não tinha qualquer símbolo. De repente a porta deslizou com um zumbido e se fechou por inteiro. O veículo então emitiu um zumbido e na sua lateral abriu-se uma grade com furos, como um exaustor em formato de grelha medindo aproximadamente dois metros de largura. Stefan instintivamente se afastou alguns metros, andando de costas, quando de repente a grade produziu uma descarga de gás super aquecido que o jogou para trás. Sua camisa imediatamente pegou fogo e as luvas que ele usava derreteram queimando suas mãos. Stefan caiu de costas atordoado. Ele rapidamente rolou no chão para apagar o fogo que produziu queimaduras no seu peito, braços e pescoço. Arrastando-se alguns metros para longe, ele viu o objeto flutuar lentamente e então subir rumo ao céu onde desapareceu.

A dor das queimaduras de primeiro e segundo grau só eram superadas por uma náusea que foi se tornando cada vez mais intensa. O gás que o atingiu tinha um cheiro concentrado de enxofre que o deixava tonto. Ele parou várias vezes para vomitar. Desorientado e com a pele queimando, Michalak ainda conseguiu encontrar o caminho de volta para fora da floresta, o que demorou quase seis horas.

Ao chegar a um motel de beira de estrada ele pediu ajuda e foi levado prontamente para um hospital de emergência em Winipeg. Ao ser atendido pelos médicos, contou a estranha história e revelou o que havia ocorrido em detalhes. As queimaduras que sofreu eram bastante intensas e deixaram um padrão de grelha arredondado em seu peito. Pelas semanas seguintes ele sofreu estranhos efeitos colaterais que incluíam diarreia, dores de cabeça, blackouts e perda acentuada de peso. As dores de cabeça eram tão intensas que ele chegava a desmaiar em meio às crises. Os médicos chamaram a atenção para o cheiro de enxofre de suas roupas e de sua pele causticada. Alguns sugeriram que ele tivesse sido exposto a algum tipo de substância química não identificada.


Enquanto se encontrava no hospital sob cuidados intensos, a família de Stefan Michalak se recorda de ter presenciado a visita de homens estranhos que fizeram várias perguntas a respeito de sua experiência. 

Um canal de televisão que ouviu a história decidiu ir até o local onde o incidente havia acontecido, mas foi impedido de se aproximar por policiais. A equipe foi barrada por um contingente de vinte policiais e imediatamente escoltados para longe. Em uma área há cerca de dois quilômetros do local viram vários veículos e caminhões militares, alguns deles com divisas da Força Aérea Norte-Americana (USAF).

O caso começou a chamar a atenção da opinião pública e o xerife de Falcon Lake deu uma declaração oficial afirmando que a área havia sido fechada para que as autoridades pudessem procurar pistas. Na ocasião, ele apresentou as luvas, os restos queimados da camisa e uma mochila que pertenciam a Michalak e que estavam na floresta. Ele negou, entretanto que o lugar tivesse recebido a visita de militares americanos. Enquanto isso no hospital, Michalak passou por um interrogatório e avaliação física e mental. O exame foi feito por dois médicos que se identificaram como sendo da Força Aérea Canadense. Eles estavam acompanhados por um terceiro homem, claramente americano, que conduziu a entrevista. Um dos exames realizados contou com um contador geiger para auferir a presença de radioatividade. Ele foi informado que o teste teve resultado negativo.

Após toda publicidade recebida pelo caso, o local onde o incidente teve lugar foi visitado por centenas de jornalistas e curiosos. Encontraram no sítio marcas escuras condizentes com queimaduras de altíssima temperatura em uma pedra achatada. A marca arredondada tinha cerca de 6 metros de diâmetro e se mostrou positiva para a presença de radiação. Muitas amostras de solo foram recolhidas por curiosos e analisadas positivamente para radiação.

A essa altura o incidente já havia se convertido em uma febre, atraindo a atenção de entusiastas e estudiosos do fenômeno OVNI que viajavam em bandos para a localidade. Muitas pessoas afirmavam categoricamente que o incidente era o caso mais notório de Contato alienígena desde Roswell duas décadas antes.


Uma vez que traços de radiação foram encontrados, a Comissão Nuclear do Canadá resolveu proibir o acesso de civis ao local. A Comissão, responsável por avaliar e investigar o caso, divulgou resultados oficiais atestando que amostras colhidas no solo apresentavam concentração de radiação 100 vezes maior do que em outras localidades da floresta. O sumário da investigação não apresentou nenhuma explicação razoável para essa descoberta. O que causou a radiação permanece até hoje desconhecido.

Stefan teve alta do hospital onde ficou internado por cerca de três meses. Ele se recuperou dos ferimentos e dos estranhos sintomas, embora as marcas de queimadura em seu peito jamais tenham desaparecido por completo.

"Aquilo virou minha vida de ponta cabeça," ele declarou em uma rara entrevista realizada em 1974 para a televisão norte-americana. "Levou muito tempo para que eu conseguisse dormir depois daquele incidente."

Stefan Michelak jamais mudou qualquer detalhe de sua história. Ele aceitou se submeter a um polígrafo e foi hipnotizado por psicólogos. Os resultados demonstraram que ele realmente estava falando a verdade. 

Ele faleceu em 1999, aos 83 anos de idade, acreditando até o final de sua vida que esteve frente a frente com algo inexplicável.

"Eu gosto de pensar que tenho a mente aberta, mas não costumo acreditar em histórias improváveis. Não posso desconsiderar o que aconteceu comigo, infelizmente não tenho como provar. Eu sei o que vi, e sei o que aconteceu e isso é o bastante para mim".

O Incidente de Falcon Lake foi intensamente investigado por agências do governo canadense e norte-americano. Trata-se do caso de OVNI mais documentado e estudado da história do Canadá. Diferente do célebre Caso Roswell, o Governo canadense reconheceu que o incidente ocorreu e que foi investigado, embora os resultados permaneçam sem uma explicação. 


Não se sabe o que provocou a concentração de radiação captada no local. Uma equipe de perícia criminal processou as luvas e restos da camisa queimada pertencente a Michalak e conclui que ambas foram expostas a um calor extremo. As queimaduras no corpo da testemunha também chamaram a atenção de todos; o padrão em forma de grelha não coincidia com nada achado na área. Os médicos consultados foram unânimes em dizer que seria impossível alguém infligir a si mesmo aquele tipo de queimadura. As amostras de solo ainda hoje possuem traços de contaminação por radiação e a vegetação no entorno da marca circular, nunca mais cresceu.

Todos que conheceram Stefan Michelak disseram que ele sempre foi um indivíduo discreto e decente, alguém que jamais inventaria uma história desse tipo. De fato, até o fim de sua vida ele concedeu poucas entrevistas sobre sua experiência e nunca gostou de se auto-promover.

Stan Michelak, concluiu de maneira muito razoável:

"Se meu pai inventou essa história, então ele era um verdadeiro gênio. De qualquer forma, eu sei que ele detestava falar sobre o assunto. Esse não é o comportamento de alguém que inventa algo assim. Ele nunca lucrou ou quis obter ganho pessoal explorando o incidente. Eu sei que aquilo o marcou para sempre, eu vivi isso ao seu lado e sei como sua vida foi alterada para sempre".

O Incidente de Falcon Lake continua em aberto.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Algo Diabólico na Jamaica - Ministro declara seu medo de Rituais Satânicos na Ilha


O Ministro de Segurança da Jamaica Robert Montague foi chamado a responder um inquérito interno a respeito de estranhas declarações que ele deu em um discurso oficial no Parlamento recentemente. Montague estava apresentando os resultados da introdução da nova política de segurança na Jamaica quando, começou a falar sobre a presença de forças demoníacas e o papel destas no aumento da taxa de homicídios no país. 

A Secretaria de Segurança recentemente declarou um Estado de Emergência na nação caribenha, em resposta a epidemia de crimes violentos que assola a Jamaica nos últimos seis meses. A taxa de crimes violentos aumentou em cerca de 200%, sem aparente motivo. A Força Tarefa coordenada pelo Ministério capturou 150 suspeitos desde o início do estado emergencial. 

O pronunciamento de Montague causou repercussão, ele afirmou que a Jamaica enfrenta uma batalha contra o que categorizou como "seitas religiosas diabólicas". Segundo o Ministro, as forças de segurança tem encontrado um número alarmante de indivíduos envolvidos com ocultismo e satanismo. Agentes também teriam descoberto templos clandestinos e altares satânicos em várias cidades, indicando que estes cultos estariam distribuídos ao longo de toda ilha, obedecendo a líderes que coordenam suas ações.

Ainda segundo o Ministro, 14 membros de uma "igreja devotada a magia negra" teriam sido capturados em uma ação policial nos arredores de Kingston. O grupo de fanáticos, identificados pelos policiais como homens e mulheres envolvidos com bruxaria, realizava sequestros e assassinatos como forma de intimidar seus inimigos. Eles também são acusados de integrar um cartel de tráfico de drogas.


Montague explicou que na localização isolada onde a seita realizava seus encontros foram encontrados altares cobertos de ossos e lavados com sangue, o que sugere a realização de sacrifícios ritualísticos. Peritos recolheram amostras e concluíram que havia sangue humano no local, supostamente de inimigos da seita e de indivíduos sequestrados em Kingston. As vítimas preferidas seriam mulheres e crianças recolhidas nos bairros mais pobres da capital da Jamaica. Criminosos de outras facções também estão entre as prováveis vítimas.

"Algumas pessoas estão brincando com coisas que não compreendem e abrindo portas que não serão capazes de fechar", disse o Ministro, "a sequência de crimes é perturbadora e deve ser combatida. Estas pessoas são extremamente perigosas e religiosos estão à par da ação destes grupos. A selvageria e a natureza brutal de alguns crimes nos faz acreditar que uma ação enérgica é essencial nesse momento. Combater essas forças malignas é de máxima importância!", ele concluiu em seu discurso.

Em uma entrevista coletiva após o controverso pronunciamento, Montague defendeu sua posição. 

Ele explicou que possui conhecimento de causa e credibilidade para falar a respeito de assuntos ligados ao oculto, já que um dos seus tios seria um "Obeah". Na tradição Igbo, trazida da África Ocidental e semelhante ao vodu haitiano, o Obeah é um sacerdote ungido, capaz de enfrentar aqueles que fazem uso indevido de poderes místicos.

Em meio a entrevista o Ministro teria dito que mesmo no Parlamento do país existem pessoas envolvidas com satanismo e comprometidas com objetivos escusos. Mais tarde, ele foi obrigado a fazer um pedido formal de desculpas pelos seus comentários e assegurar que não possui provas ou indícios de que algum político está envolvido em tais atividades.


Em determinado momento da história da Jamaica, religiões de origem africana foram bastante populares, contudo hoje em dia, Santeria e Vodu são relativamente pouco praticadas. O Cristianismo é a religião predominante na ilha.

Oficiais de polícia e juízes jamaicanos se manifestaram, afirmando que embora o discurso do Ministro tenha sido desnecessariamente sensacionalista, não foi inteiramente absurdo.

A atual onda de crimes no país envolve quadrilhas que recorrem a violência ritualística para intimidar rivais no tráfico de drogas e as autoridades incumbidas de fazer a repressão. Vários policiais comunicaram que suas famílias e eles próprios sofrem com pressão de criminosos que se dizem feiticeiros. Utilizar esses artifícios de cunho religioso parece ser um método eficiente de assustar os inimigos e conquistar suas áreas de influência. Fenômeno semelhante ocorre na Guerra de Cartéis do México.

"Em dezembro passado, policiais se depararam com uma cena medonha em um depósito nos arredores de Nova Kingston. Vários homens haviam sido executados com requintes de crueldade, tendo inclusive sofrido torturas. Após serem assassinados, suas cabeças foram cortadas e seus corações arrancados", contou um chefe de polícia que não se identificou.

"Há uma escalada de medo e intimidação em todo país. Uma quadrilha começa a realizar esse tipo de ação e as outras passam a imitá-la em um círculo vicioso".

O Estado de Emergência na Jamaica continua em vigor, ao menos até que a Lei e Ordem consiga controlar a ação desses "Cultos Diabólicos".

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Palácio dos Fantasmas - A macabra história da Mansão Winchester


Pouco depois do falecimento de seu marido em 1881 até a sua própria morte em 1922, a herdeira do Império dos Rifles de Repetição, Sarah Winchester viveu sozinha. Por que, ela teria insistido em construir uma monstruosa mansão, que transformou uma fazenda inicialmente com oito quartos em uma propriedade com 160 aposentos que se espalhava por uma imensa área construída? E mais estranho, porque o lugar era tão excêntrico chegando a contar com portas e escadarias que não levavam a lugar nenhum?

A história da Mansão Winchester começa em setembro de 1839 com o nascimento de uma menininha, filha de Leonard e Sarah Pardee de New Haven, Connecticut. A criança também recebeu o nome de Sarah e quando chegou a maturidade, se tornou uma das beldades de sua cidade natal. Ela foi bem recebida na alta sociedade, participava dos eventos sociais, e graças às suas habilidades musicais, sua fluência em diversos idiomas estrangeiros e seu charme conquistava a todos. Sua beleza também era muito conhecida pelos jovens da cidade, a despeito de sua baixa estatura. Embora ela fosse pequena com pouco mais de 1,50 m, de altura ela compensava tudo com uma notável personalidade e carisma.

A medida que Sarah se tornava adulta, outro jovem também de uma família proeminente avançava em sua carreira. O jovem rapaz se chamava William Wirt Winchester e era o filho de Oliver Winchester, um tecelão e negociante. Em 1857, ele assumiu os encargos da empresa da família e devotou seus recursos na criação de uma peça chamada Volcanic Repeater, um mecanismo de disparo para armas de fogo. O mecanismo era uma espécie de alavanca que permitia recarregar um rifle mecanicamente.


Obviamente, esse tipo de arma de fogo constituía um enorme avanço em relação aos rifles usados na época que exigiam uma lenta e elaborada recarga de pólvora e munição. Winchester compreendia algo básico para a ciência militar: quanto menor o espaço de tempo entre um disparo e outro, mais eficiente um atirador se torna. Em 1860, a empresa desenvolveu o Henry Rifle, que possuía um dispositivo tubular localizado sob o cano da arma. Após a execução de um disparo, um movimento de alavanca forçava um novo cartucho para essa câmara e permitia um fogo contínuo. Com um pouco de prática, um atirador mediano era capaz de disparar uma vez a cada três segundos, enquanto que os rifles até então careciam de uma recarga que demorava entre 15 e 30 segundos. Em uma palavra, o rifle de repetição era letal.

O Henry se tornou o primeiro rifle de repetição do mundo. E em meio a sangrenta Guerra Civil americana, o Exército da União investiu pesado na inovação. Um contrato de exclusividade foi assinado com o governo de Abraham Lincoln para que o rifle fosse produzido em massa e chegasse aos soldados o quanto antes.

Como resultado, Oliver Winchester ganhou rios de dinheiro com contratos e vendas. Ele re-organizou sua companhia e mudou o nome para Winchester Repeating Arms Company. A família prosperou e em 30 de setembro, 1862, no auge da Guerra Civil, William Wirt Winchester e Sarah Pardee se casaram em uma elegante cerimônia em New Haven.

Quatro anos mais tarde, em 15 de julho de 1866, Sarah deu à luz a uma menina chamada Annie Pardee Winchester. Pouco depois, a primeira tragédia atingiu a família, a criança contraiu uma doença incomum chamada "marasmo", moléstia infantil na qual o corpo se deteriora progressivamente. A menina morreu em 24 de julho. Sarah ficou tão devastada pelo evento que trancou em casa e evitou o contato de qualquer pessoa por meses. O luto durou quase uma década, e apenas depois de todo esse tempo ela decidiu deixar a sua casa novamente. Ela e William jamais tiveram outra criança.


Mas outra tragédia esperava por Sarah. William, o magnata do Império Winchester contraiu também um tipo raro e letal de tuberculose pulmonar. A doença era tão rara que só foi diagnosticada com exatidão dias antes dele morrer. Como resultado de sua morte, Sarah herdou mais de 20 milhões de dólares, uma quantia exorbitante, especialmente naquela época. Ela também recebeu 48.9% das ações da Winchester Repeating Arms Company e uma soma de US $1000 ao dia, que não seria taxada até 1913.

Mas mesmo a sua incrível fortuna era capaz de trazer algum alívio à sua dor. O sofrimento de Sarah era tão profundo que ela vivia reclusa, afastada de qualquer contato apenas lamentando a perda de seu marido e filha. Pouco tempo depois, uma amiga próxima sugeriu que ela buscasse o auxílio de uma médium espiritualista que pudesse ajudá-la a lidar com sua perda. A médium escolhida realizou uma sessão espírita na qual descreveu William Winchester em detalhes e afirmou ser capaz de ouvir suas palavras. Ela então falou:

"Seu marido pede que eu lhe diga que existe uma grande maldição sobre você e toda sua família", disse a mulher, "Essa maldição foi responsável por decretar a morte de seu marido e de sua criança. Ela também incidirá sobre você! É uma maldição resultante do grande mal que sua família libertou no mundo, a terrível arma criada pelos Winchester. Milhares e milhares de pessoas morreram em decorrência dela, e os espíritos querem vingança". 



Sarah então foi instruída a vender sua propriedade em New Heaven e seguir rumo ao por do sol. Ela seria guiada pela mão do marido e da providência, e quando encontrasse o lugar correto no oeste ela saberia onde sua nova casa deveria ser erguida. "Você deve começar uma nova vida", alertou a medium, "E sua vida deve ser devotada a construir uma casa onde os espíritos descarnados possam habitar. Se você construir uma casa grande o bastante, e continuar a construir, você poderá viver. O dia que você parar, você irá morrer".

Depois da sessão espírita, Sarah se convenceu do que era necessário fazer. Ela vendeu a sua propriedade em New Haven e com uma vasta fortuna a sua disposição se mudou para a Califórnia. Ela acreditava que a mão de seu marido a guiava em direção ao oeste e quando ela enfim chegou ao Vale de Santa Clara, em 1884 teve um vislumbre de uma mansão enorme naquele exato local. No lugar existia uma casa de oito quartos que estava sob construção por um médico local, o Dr. Caldwell. Ela ofereceu uma grande soma de dinheiro pelo terreno de 162 acres onde a casa estava sendo erigida. Sarah mandou que a obra continuasse, mas contratou engenheiros para acrescentar várias outras dependências na planta da propriedade. 

Assim começou uma longa obra de 36 anos de duração, a medida que ela continuava construindo e reconstruindo, alterando e mudando, expandindo e adaptando, por vezes até demolindo e reerguendo tudo do nada. Sarah contava com um grupo de 22 carpinteiros que viviam na propriedade com suas famílias e que eram pagos para trabalhar todos os dias do ano, coordenando os esforços para nunca terminar a obra. O som de martelos e serras era ouvido dia e noite, ininterruptamente.


A medida que a casa cresceu para comportar 26 quartos, uma estrada de ferro foi erguida para permitir a chegada de material de construção para manter a obra. A casa continuou a crescer e expandir, e apesar de Sarah insistir que não havia um planejamento para a estrutura, ela se encontrava toda manhã com seu capataz para dizer o que seria construído em seguida. As plantas passavam pelas suas mãos e ela decidia o tipo de construção que seria executada pela equipe. Quando a construção resultava em algo que ela não gostava, Sarah simplesmente mandava colocar abaixo e refazer de uma maneira que ela ficasse satisfeita. Os empreiteiros da Mansão usavam tanto dinamite e bola de ferro para demolição, quanto tijolos e argamassa. Por vezes diziam que a obra se concentrava mais em destruir paredes do que erguê-las. Sarah parecia satisfeita, afinal, dinheiro não era problema e ela tinha tempo para continuar construindo.

A planta caótica da Mansão foi avançando e áreas foram sendo construídas sobre outras em um verdadeiro labirinto. Salas eram acrescidas e logo uma dependência se convertia em uma ala. Portas eram distribuídas e corredores alargados ou aumentados. Torres foram edificadas e quando a área começou a chegar perto de um limite, os construtores ofereceram uma solução, verticalizar e crescer para cima. Eventualmente, a Mansão atingiu sua altura máxima, nada menos do que sete pavimentos e dois porões. Dentro da Mansão haviam escadarias e elevadores, 47 enormes lareiras, armários, portas duplas, triplas, quádruplas. Claraboias, jardins suspensos, arcos e domos. Alguns corredores terminavam abruptamente. Portas se abriam para o vazio. Janelas adornavam corredores que eram barrados por outras paredes. Banheiros feitos inteiramente de vidro transparente. Nada era estranho ou incomum o bastante.      

Também era óbvio que Sarah se deixara fascinar pelo número "13". Quase todos os salões possuíam 13 janelas, as paredes tinham arranjos com 13 painéis de madeira, a estufa possuía 13 cúpulas de vidro grosso, os desenhos no chão e as madeiras machetadas tinham padrões que somavam 13 configurações. Algumas escadarias tinham 13 degraus, assim como o número surgia na disposição de vasos e quadros. O número 13 estava em todo canto.


Embora aquilo tudo parecesse loucura, para Sarah fazia sentido. Ela acreditava que construindo uma gigantesca mansão, teria certo controle sobre os espíritos das pessoas mortas pelos Rifles Winchester que estariam ligadas eternamente a ela através da maldição. A casa serviria para atrair esses espíritos e fazer com que eles se perdessem em seus inúmeros corredores e salões. Algumas pessoas sustentam que Sarah teria contratado ocultistas para que gravassem símbolos de contenção e proteção sob os painéis de madeira e no batente das janelas, sinais místicos que poderiam conter os espíritos, impedir que eles saíssem ou ainda, os tornariam cegos a presença dos vivos.

As obras seguiram adiante e por volta de 1900, a mansão já era um colosso. Sarah seguiu expandindo a mansão, vivendo em completa melancolia e solidão, tendo a companhia de ninguém além de seus empregados, dos operários que auxiliavam na construção e é claro, dos fantasmas que habitavam a casa. 

Sobre esses habitantes espectrais não faltavam histórias e rumores.

Dizem que ao menos uma vez por semana, a herdeira recebia a visita de mediums vindos de toda parte dos Estados Unidos para conduzir sessões espíritas. Seu objetivo era descobrir a quem pertenciam os espíritos e se a casa seria capaz de mantê-los sob controle. Os médiuns constantemente a alertavam que a maioria dessas pessoas haviam sido em vida criminosos, bandidos, revolucionários e todo tipo de gente amargurada e ressentida, muitos deles em busca de vingança pela morte violenta que haviam sofrido. O nome de dezenas de pistoleiros e bandoleiros fazia parte da lista de espíritos famosos que supostamente iam parar na Mansão.


Um dos mediums prediletos de Sarah era uma mulher do Colorado chamada Minnie Grant que afirmava ser capaz de ver os espíritos que perambulavam pela casa. Ela não poupava detalhes ao descrever com seu dom mediúnico as alegadas manifestações espectrais. A mulher contava a respeito dos inúmeros fantasmas que carregavam com distinção estoica os medonhos ferimentos causados pelas armas Winchester. Haviam aqueles alvejados na testa e no peito, que tinham morrido imediatamente, mas também aqueles horrivelmente desfigurados com parte dos intestinos pendurados ou o cérebro gotejando pelos buracos de bala. Minnie falava sobre as multidões de soldados envergonhados com ferimentos que lhes abriram rombos nas costas, evidenciando sua covardia já que haviam sido alvejados enquanto tentavam escapar da batalha. Mencionava homens com vendas nos olhos, vítimas de fuzilamento no paredão. E foi explícita sobre a multidão de nativos americanos massacrados pelo Rifle que ajudou a Conquistar o Oeste. Essas vítimas andavam sem destino, amparando-se nas paredes, atravessando as peças luxuosas de mobília e esbarrando uns nos outros na sua macabra procissão. 

Outros médiuns, como o famoso C.J. Bishop de Iowa, relatou a visão de dois bandoleiros mexicanos que pareciam alegres e bêbados, que tinham pequenos buracos de entrada do projétil no peito e enormes ferimentos nas costas, onde a bala mortal havia saído. Bishop falou de um oficial uniformizado se arrastando pelo chão, tinha a espinha despedaçada pelo disparo que o matou. Ele foi mais além, citou a presença até de búfalos e incontáveis animais selvagens que haviam sido alvejados nas pradarias do oeste até quase a extinção. A casa era uma confluência de inúmeras tragédias, de esquecimento e morte.

Um outro espiritualista vindo da costa leste aconselhou Sarah a tentar acalmar os fantasmas tocando o enorme piano da sala de estar. Uma excelente pianista, ela gostou da sugestão e dali em diante passou a fazer recitais toda noite como forma de apaziguar os fantasmas. O som se espalhava pelos cômodos vazios e ecoava pela imensa mansão.

Os poucos empregados que residiam na propriedade ficavam restritos a alguns cômodos e não tinham permissão para andar pela casa após o anoitecer. Os médiuns advertiam que tal coisa poderia ser perigosa. Sarah era taxativa quanto a isso e quem não obedecesse suas ordens era despedido imediatamente. Os únicos que podiam visitar os aposentos à noite eram os médiuns convidados e a própria Sarah.


O evento mais trágico ocorrido na mansão teve lugar quando o devastador Terremoto de San Francisco atingiu a região em 1906. O abalo sísmico fez com que porções da Mansão Winchester viessem ao chão e muitos outros pareciam prestes a ruir. Uma ala inteira desabou sobre o jardim e não pode ser reconstruída. Além disso, a maior lareira da casa, localizada no Quarto Daisy ruiu, provocando enormes danos internos. Sarah que estava dormindo na casa ficou convencida de que a tragédia tinha ligação com os fantasmas que estariam furiosos e desejavam escapar da mansão. Para proteger o lugar, ela convocou um exército de operários, pagando-os regiamente para levantar tábuas e cercas o mais rápido possível. Seu temor era que os espíritos capturados na casa conseguiriam escapar pelas brechas nas paredes e janelas destruídas pelo tremor. Na época sua determinação em reconstruir a casa causou revolta na população, ela chegou a ordenar que material fosse desviado e enviado para sua mansão.

Pelos meses que se seguiram, os operários realizaram os reparos na casa avariada pelo terremoto, embora a colossal estrutura tenha suportado o abalo melhor do que os outros prédios na área. Sarah chegou a contratar trabalhadores de outros estados para que as obras não parassem e logo a casa voltou a crescer e se expandir. Um ocultista teria instruído a herdeira a distribuir enormes espelhos de corpo inteiro pelos corredores, já que segundo ele, os fantasmas temiam o próprio reflexo. Também espalharam velas e símbolos místicos para garantir que nenhum espírito conseguiria escapar da armadilha onde haviam sido aprisionados.

Os anos passaram e não houve mais um único dia em que as obras tenham sido paralisadas novamente. A imensa fortuna de Sarah Winchester continuava sendo investida pesadamente na mansão que por volta da década de 1920 se espalhava por uma vasta área do Vale de Santa Clara, sendo já àquela altura a maior casa privada dos Estados Unidos.

Em 4 de setembro de 1922, após uma habitual sessão de contato com os espíritos, Sarah se retirou para seu quarto afim de descansar. Em algum momento antes do amanhecer ela morreu tranquilamente enquanto dormia. Ela viveu 83 anos, sendo quase metade devotados a um ininterrupto esforço para expandir sua casa armadilha.


Ela deixou todas as suas posses para sua única sobrinha, Frances Marriot, que já estava cuidando dos negócios fazia algum tempo. Uma das instruções deixadas em testamento era para que Frances prosseguisse nas obras da Mansão Winchester. Poucas pessoas poderiam imaginar, mas os gastos exorbitantes não apenas com construção, com mobília e pagamento de pessoal, haviam dilapidado consideravelmente a imensa fortuna da família. Havia rumores de que em algum lugar da Mansão existia um cofre forte contendo jóias e lingotes de ouro. Também circulava o rumor de que Sarah possuía um jogo de jantar com mais de 300 peças feito inteiramente de outro e prata. Marriot ordenou que cada centímetro da casa fosse vasculhado em busca desses tesouros ocultos, mas embora tenham sido localizados pelo menos uma dúzia de cofres escondidos pela propriedade, nada de muito valor foi obtido. Um dos itens mais curiosos, achado em um cofre no quarto principal era um grande caderno de notas com os nomes de mais de 10 mil pessoas, indivíduos que teriam sido mortos pelas armas Winchester e cujos fantasmas estariam na mansão. Sarah mantinha em ordens esse livro de registros graças a uma rede de informantes especializados em apurar se determinadas mortes haviam sido causadas pelas armas da companhia.

A herdeira da Companhia deixou claro que não tinha intensão de prosseguir com a loucura de sua tia. Poucos meses depois da morte de Sarah, o som de serras e martelos finalmente silenciou na Mansão Winchester. Coincidência ou não, em um fim de semana os empregados da casa comunicaram um estranho incidente: muitos espelhos mantidos na mansão haviam quebrado inexplicavelmente. Passaram a reportar também gemidos e passos ecoando pelos corredores. 

Apesar disso, móveis de valor, objetos pessoais e de decoração foram removidos da casa e ela foi fechada. Três anos se passaram, até que a estrutura fosse vendida para um grupo de investidores que planejavam transformar a casa em uma atração turística. Um dos primeiros a visitar a mansão Winchester foi Robert L. Ripley, criador do famoso programa "Acredite se Quiser" que batizou o lugar de "Palácio dos Fantasmas" e o chamou de "a casa mais assombrada dos Estados Unidos, talvez do mundo".

Inicialmente acreditava-se que a Mansão Winchester possuía 148 quartos, mas a medida que o lugar foi sendo explorado, descobriu-se vários outros aposentos secretos. A planta era tão estranha que as pessoas contratadas para realizar a mudança da mobília demoraram mais de seis semanas para limpá-la. O labirinto de corredores e cômodos era tão complexo que visitantes se perdiam no interior da casa e precisavam de mapas para se encontrar novamente. Quando finalmente acreditava-se que a o lugar havia sido mapeado, descobria-se por acidente um novo anexo no porão ou um quarto oculto no último pavimento. As surpresas da mansão pareciam nunca terminar.


Hoje em dia, a Mansão Winchester é considerada como um marco da História da Califórnia e registrada no Escritório Nacional de Engenharia e Arquitetura. Ela também figura no Livro Guiness dos Recordes como a "maior casa privada do mundo". O local é visitado por milhares de pessoas todo ano e continua atraindo curiosos fascinados pelas suas muitas peculiaridades. 

Para muitos, a Mansão ainda atrai fantasmas e espíritos, além de hospedar uma multidão de assombrações que continuarão vagando pelos seus corredores eternamente. Os céticos preferem acreditar que a casa não é nada além do produto da mente de uma mulher excêntrica, dona de uma enorme fortuna. Não resta dúvidas, no entanto, que a Mansão Winchester merece o título de maior casa assombrada do mundo, baseado se não em fatos, ao menos em sua história e lendas.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Little Curses - The Terrifying Rat Things

"The bones of the tiny paws, it is rumoured, imply prehensile characteristics more typical of a diminutive monkey than of a rat; while the small skull with its savage yellow fangs is of the utmost anomalousness, appearing from certain angles like a miniature, monstrously degraded parody of a human skull."

The Dreams in the Witch House 
H.P. Lovecraft


How to measure a curse?

How can we say which curse is most terrible when all of them refer incidentally to producing evil? If all the curses are terrible, perhaps it is in the intensity that lies the great differential, which makes some of them mere mishaps, and other real torments. In the terrifying universe of Mythos, there is no lack of curses that expose with rawness the bowels of evil itself. And among all blasphemous and cruel rituals, few are on the same level as the perfidious "Curse of the Rat Thing".

This spell known only by witches of great power and mastery over the black arts is considered legendary. Reserved only to those who displease the director in such a way that death, madness and forgetfulness are not enough to extract revenge, and a dark combination of all this is needed, and more.

It is believed that only a few magical tomes bring the correct formula for this malediction. The Necronomicom certainly contains the most faithful and complete version of the curse. Abdul Al-Hazred would have come to ponder about censoring this passage of his work, such was the abomination involved in carrying out such an experiment. And when one thinks of what is present in the pages of the celebrated book, this is no small thing. Ludwig Prinn scribe of Vermis Mysteriis knew this magic and consider it to have a place of distinction between the more terrifying curses in the Mythos. In one passage from his book, Prinn mentions a case in which a Bavarian sorcerer would have done the ritual turning his own wife into one of the grisly Rat Thing. It was up to Prinn to draw a parallel between the spell and the famous legend of animal Familiars, mystical creatures who act as faithful companions of wizards throughout history. It is possible that many of the stories about extraordinary animals serving sorcerers are related in some way to Rat Things which, though rare, is known in circles of black magic.

Known in Europe, the ritual was practiced by Venetian and Genoese necromancers by the name of Maledizione del Roditore, in France it was called Traitament due-a-quatre and in medieval Germany Rattengesicht. The Curse traveled to other corners of the planet when the Inquisition tightened the siege on the wizards in the Old World. It arrived in North America with the name Curse of the Rat Thing, still in the Colonial Period and with that sinister title gained fame among the cabalas of witchcraft. It was the most extreme punishment, reserved for traitors and deserters. In fact, it is likely that the most famous case of this curse comes from North America, involving the notorious sorceress of Arkham, Massachusetts; Keziah Mason.


Mason a hermit who lived at the height of the Witch Hunt became the pivot of a series of rumors about witchcraft in mid-1696. According to legend, at one point she would have hosted in her house a man with the name or nickname of Brown Jenkin, a petty criminal, and a rude man, given to violent outbreaks. Under what circumstances they share the decadente hovel nobody knows, and it was subject of great speculation by the people in the village. It is an indisputable fact, however, that the man disappeared shortly after an altercation, allegedly triggered by a theft carried out by him and which left the old woman furious. Shortly after his disappearance, Keziah Mason came to be seen nesting in her lap a creature with brown hair that was hidden in the folds of her rustic cloak. The thing was seen again and again, but always from far away. To some it seemed to be a cat, but others attributed to it, some rodent characteristics, though a rat of that size seemed unlikely. It is curious that the face of the creature has never been clearly described. From a distance, the few witnesses attributed to it disturbingly human characteristics. And some went further, mentioning that the creature not only has had a fur similar in color to Brown Jenkin's hair, but it's face resembled a caricature of the criminal.

The sudden disappearance of Brown Jenkin and the appearance of this abominable little thing Keziah used to carry in her lap, of course, were closely related, since they are the same. Brown Jenkin's grisly transition from his human condition to a diminutive horror came through  by the dread Curse of the Rat Thing.

To understand the degree of wickedness associated with this spell, it`s necessary to be aware of every detail. The victim of the curse must first be killed by the sorcerer, and the body must remain intact. Methods indicated for this purpose involve poisoning, choking or drowning, as suggested in the spell. Then the sorcerer precedes in a series of preparations which includes wash the body with essences and special oils, placing in the dead man's mouth a newborn mice and sewing the lips with a line made from the tail of adult rodents. Finally he must flay a piece of the victim's skin, big enough to write a mystical contract on it. With these preparations completed, the sorcerer invokes several names of Mythos beings. Although not a prerequisite, the presence of the Black Man, one of the many Nyarlathotep masks, at this stage of the Ritual, grants the success of the ritual.


If the ritual has been concluded correctly, the body of the victim will rot quickly, disintegrating as its flesh provides the substance for the formation of the Rat Thing. The rodent's body begins to form as a tumorous appendage somewhere in the corpse - the most common places are on the back, belly, and the neck. It takes shape over a week or more. When the body matures, the sorcerer completes the ritual by blowing into the mouth of the Mouse Thing and then nourishing it with some drops of his blood. When the creature receives this sacrifice of vital energy it immediately awakens and begins to gnaw with its prey the thread of skin and flesh that fuses it to its former being. Breaking his way to freedom, he soon finds himself compelled to the servitude of the master who created it, subjecting himself to his will for ever and ever.

The Rat Thing is entirely loyal to the person who created it. The Ritual compels him to complete submission. In addition, to continue existing, the sorcerer needs to feed The creature with a few drops of his own blood that is eagerly sucked by the little imp. A properly fed Rat Thing can live indefinitely and be a valuable assistant to a sorcerer, acting as a spy, messenger, and even protector.

Those who underestimate the Rat Thing in face of its small size, makes a terrible mistake, one that can prove fatal. Though small, these cursed creatures can be quite dangerous since they are intelligent and tenacious in their instincts. When motivated or compelled to carry out some order given by their masters, they go to the last consequences willing to die if necessary. The Rat Thing can be send to kill a target, and if so ordered, it will use small cracks, holes and paths that only a small animal could cross. Also, they are perfectly capable of manipulating small objects, unlocking doors, and suffocating with their small paws. It is not difficult to imagine such creatures carrying poison substances and carefully depositing it in water or food supplies. Able to understand the orders of his master, a rat thing can communicate verbally keeping the languages ​​that knew in life. His voice has a strident and affected timbre.


The sturdy and sharp fangs of these small abominations gained notoriety. Its front teeth are incredibly strong, breaking through solid wood and mortar. In human targets, your priority target will always be an exposed throat. Accessing the area, the attack is quick: the bites tear the carotid in such a way that stop the bleeding is almost impossible. Their most common strategy involves attacking their victims while asleep or hanging on the ceiling waiting for the target to pass underneath to fall on it. Rat Things know their limitations, and if they are not in an advantageous situation will simply escape to attack later.

Called by Al-Hazred from "Malevolent Scavengers," the Rat Thing reaches a maximum size of 45 centimeters in length from the snout to the tip of the tail. Weighing just over 8 pounds. Their body is slim and agile, with powerful legs that give them speed to run and support when it is necessary to rise in the rear portion. They are excellent climbers and swim reasonably well, and when they wish to act stealthily, it is extremely difficult to find them.

A Rat Thing in the distance can be mistaken for a large vole or cat. Their fur varies between black, brown and gray, and the hue depends on the hair color of the cursed individual. The creature's front paws resemble tiny hands with well-defined fingers capable of performing delicate motor functions. What is most striking about this magical species, however, is the evil face that resembles a caricature of the person from whom it sprang. The face is transfigured by a perpetual expression of scorn, anger and madness, feelings that begin to move their actions and define their reason for being. To encounter a rat and to perceive its human features is a disturbing experience which shock and extreme repulsion frequently incur.


It is not entirely unknown Rat Things capable of casting spells. There are rumors of sorcerers who, determined to perpetuate themselves for eternity, have left orders to be transformed into these abominable creatures by faithful servants. In such a hideous form, such sorcerers conquered a kind of immortality, since being magical, they are not subject to the vicissitudes of the years. It is commented that at least one cabal of Rat Things established itself in the French city of Marseille and ruled for decades the supernatural underworld of that city in the troubled Revolutionary Period. There are rumors that such creatures managed to establish even a control, albeit limited on common rodents, thus creating their own army.

When it comes to Rat Things lore, the words of the occultist Ludwig Prinn's, charged with dramatic significance, demonstrate how terrifying, these little beings can be:

"It is well known that the Rat Thing is the result of an atrocious curse, and to be aware of the existence of such beings make even the more restrained men to fear for the evil power of black magic. For if it is capable of perverting the very essence of a man, transmuting him in something so purely malevolent, there is no limit to what else she would be able to perform. By magic, that which once was a man, becomes the very embodiment of terror. And everyone who fear for their lives after become aware of the existence of such evil, is wise enough. The Rat Thing may gnaw through your chest and devour your heart, before you can beg for help. "

Pequenas Maldições - Anatomia das pavorosas Coisas Rato

"Os ossos das diminutas patas, diz-se por aí, apontam uma característica preênsil mais típica de um macaco do que de um rato; enquanto que o pequeno crânio com suas presas selvagens amarelas é de uma anomalia extrema, parecendo de certos ângulos uma diminuta e monstruosamente desagradada paródia de um crânio humano".

Os Sonhos na Casa da Bruxa - H.P. Lovecraft


Como categorizar uma maldição?

Como dizer qual maldição é mais terrível quando todas elas se referem incidentalmente a produzir o malefício? Se todas as maldições são tenebrosas, talvez seja na intensidade das mesmas que reside o grande diferencial, aquilo que torna algumas delas meros contratempos, e outras verdadeiros suplícios. No universo aterrorizante do Mythos, não faltam maldições que expõem com crueza as entranhas da própria maldade. E dentre todas as magias blasfemas e rituais cruéis, poucas estão no  mesmo patamar da pérfida "Maldição da Coisa Rato".

Esse feitiço conhecido apenas por bruxos de grande poder e domínio sobre as artes negras é considerado lendário. Reservado somente para aqueles que desagradam ao realizador de tal forma que a morte, a loucura e o esquecimento não são suficientes para se extrair a vingança, sendo necessária uma combinação tétrica de tudo isso, e ainda mais.

Acredita-se que apenas alguns poucos tomos mágicos tragam a fórmula correta para que esse malefício. O Necronomicom certamente contém a versão mais fiel e mais completa da maldição. Abdul Al-Hazred teria chegado a ponderar a respeito de censurar esse trecho de sua obra, tamanha a abominação envolvida na realização de tal experimento. E quando se pensa no que está presente nas páginas do célebre livro, isso não é pouca coisa. Ludwig Prinn escriba do Vermis Mysteriis conhecia essa magia e reputava a ela um lugar de destaque entre as maldições mais aterrorizantes do Mythos. Em um trecho de seu livro, Prinn menciona um caso em que um feiticeiro da Bavária teria realizado o malefício criando a partir de sua própria esposa uma das medonhas Coisas Rato. Coube a Prinn também traçar um paralelo entre o feitiço e a famosa lenda dos Animais Familiares, seres místicos que fazem as vezes de companheiros fieis de bruxos ao longo da história. É possível que muitas das histórias sobre animais extraordinários servindo a feiticeiros, estejam relacionadas de alguma forma a Maldição da Coisa Rato que não obstante ser bastante rara, é compartilhada em círculos de magia negra.

Conhecida na Europa, ela foi praticada por necromantes venezianos e genoveses com o nome de Maledizione del Roditore, na França era chamada Traitament due-a-quatre e na Alemanha medieval de Rattengesicht. A Maldição viajou para outros cantos do planeta quando a Inquisição apertou o cerco aos feiticeiros no Velho Mundo. Ela chegou na América do Norte com o nome Maldição da Coisa Rato, ainda no Período Colonial e com esse título sinistro ganhou fama entre as cabalas de feitiçaria. Era a punição mais extremada, reservada para os traidores e desertores. De fato, é provável que venha da América do Norte o caso mais célebre da maldição, que envolve a notória feiticeira de Arkham, Massachusetts; Keziah Mason.


Mason uma eremita que viveu no auge da Caça às Bruxas tornou-se pivô de uma série de rumores sobre feitiçaria em meados de 1696. Conforme a lenda, em determinado momento, ela teria hospedado em sua casa um sujeito que atendia pelo nome ou alcunha de Brown Jenkin, um criminoso menor, homem rude, dado a surtos de violência de quem as pessoas desgostavam. Em quais circunstâncias, se deu a coabitação não se sabe, e o tema, à época, foi matéria de grande especulação pela gente do vilarejo. É fato incontestável, contudo, que o homem desapareceu pouco depois de uma altercação, supostamente deflagrada por um furto realizado por ele e que deixou a velha furiosa. Pouco depois de seu desaparecimento, Keziah Mason passou a ser vista aninhando em seu colo uma criatura de pelo castanho esganiçado que se escondia nas dobras de seu manto puído. A coisa foi vista repetidas vezes, mas sempre de soslaio. Para alguns parecia ser um gato, mas outros lhe atribuíam características de roedor, ainda que, mesmo uma ratazana daquele porte, parecia improvável. É curioso que a face do animal jamais tenha sido descrita com clareza, à distância, as poucas testemunhas atribuíram ao animal de estimação características perturbadoramente humanas. E alguns foram mais longe, chegando a mencionar que não apenas a coloração da pelagem castanha do bicho era similar a dos cabelos de Brown Jenkin (Brown no sentido de Marrom/Castanho), mas que sua face se assemelhava a uma caricatura do criminoso de quem não se tinha notícias fazia tempo.

O súbito desaparecimento de Brown Jenkin e o surgimento dessa coisinha abominável que Keziah costumava carregar em seu colo, é claro, estão intimamente relacionados, uma vez que os dois são o mesmo. A medonha transição de Brown Jenkin de sua condição humana para a de um diminuto horror, se deu por intermédio da Maldição da Coisa Rato.

Para compreender o grau de maldade associado a esse feitiço, é preciso tomar ciência de todos os detalhes. A vítima da maldição primeiro, precisa ser assassinada pelo realizador, sendo que o corpo deve permanecer intacto. Métodos indicados para esse fim são o envenenamento, asfixia ou afogamento, conforme sugeridos no próprio feitiço. Uma vez tendo eliminado o desafeto, o feiticeiro precede em uma série de preparativos que incluem lavar o corpo com essências e óleos especiais, colocar na boca do morto uma ninhada de ratos recém nascidos e costurar os lábios com uma linha feita do rabo de roedores adultos e finalmente esfolar um pedaço da pele da vítima, grande o bastante para nela redigir um tipo de contrato místico. Com esses preparativos concluídos, o realizador invoca vários nomes do Mythos, sendo Nyarlathotep - na maioria das vezes, sob o disfarce do Homem Negro, o principal. Embora não seja requisito imprescindível, a presença do Homem Negro nessa fase do Ritual é garantia de êxito.


Se o ritual tiver sido consumado à contento, o corpo da vítima dali em diante irá apodrecer rapidamente, se desintegrando a medida que sua carne fornece a substância para a formação da Coisa Rato. O corpo do roedor começa a se formar como um apêndice tumoroso em alguma parte do cadáver - sendo nas costas, na barriga e na nuca os locais mais frequentes. Ele toma forma ao longo de uma semana ou mais. Quando o corpo amadurece, o feiticeiro conclui o ritual soprando na boca da Coisa Rato e depois alimentando-a com uma gota de seu sangue. Quando a criatura recebe esse sacrifício de energia vital ela imediatamente desperta e começa a roer com suas presas o liame de pele e carne que a funde ao seu antigo ser. Irrompendo seu caminho para a liberdade, ele logo se vê compelido a servidão do mestre e senhor que a criou, sujeitando-se à sua vontade para todo sempre.

A Coisa Rato é inteiramente leal à pessoa que a criou. O Ritual o compele à sujeição. Ademais, para continuar existindo, o feiticeiro precisa de tempos em tempos alimentá-la com algumas gotas de seu próprio sangue que é sorvido avidamente pelo diabrete. Uma Coisa Rato devidamente alimentada pode viver indefinidamente e ser um valioso assecla para um feiticeiro, agindo na qualidade de espião, mensageiro e até protetor.

Aqueles que subestimam a Coisa Rato em face de seu tamanho incidem em um grave erro que pode se provar letal. Embora pequenas, essas criaturas amaldiçoadas podem ser bastante perigosas uma vez que são inteligentes e tenazes em seus instintos. Quando motivadas ou compelidas a cumprir alguma ordem dada pelos seus amos, eles vão até as últimas consequências dispostos a morrer se necessário. Uma coisa rato pode ser ordenada a matar um alvo, e se assim for, ela irá se insinuar por pequenas frestas, buracos e caminhos que apenas um pequeno animal conseguiria cruzar. Incidentalmente, eles são perfeitamente capazes de manipular objetos pequenos, destrancar portas e sufocar com suas pequenas patas. Não é difícil imaginar tais criaturas carregando veneno e cuidadosamente depositando-o em suprimentos de água ou alimentos. Capazes de compreender as ordens de seu mestre, uma coisa rato pode se comunicar verbalmente retendo os idiomas que conhecia em vida. Sua voz tem um timbre estridente e afetado.


As presas resistentes e afiadas dessas pequenas abominações ganharam notoriedade. Seus dentes frontais são incrivelmente fortes podendo partir até madeira sólida e argamassa. Em alvos humanos, seu alvo prioritário sempre será uma garganta exposta. Acessando a área, o ataque é rápido: as mordidas dilaceram a carótida de tal maneira que estancar o sangramento é quase impossível. Sua estratégia mais comum envolve atacar suas vítimas enquanto adormecidas ou então se pendurar no teto esperando que o alvo passe por baixo afim de cair sobre ele. Coisas Rato sabem de suas limitações, e se não estiverem em uma situação vantajosa, simplesmente irão escapar para atacar mais tarde.

Chamados por Al-Hazred de "Escarneadores Malévolos", as Coisa Rato atingem um tamanho máximo de 45 centímetros de comprimento do focinho até a ponta do rabo. Pesando pouco mais de 8 quilos. Seu corpo é delgado e ágil, com pernas poderosas que lhes concedem velocidade para correr e sustentação quando se faz necessário erguer-se na porção traseira. São excelentes escaladores e nadam razoavelmente bem, além disso, quando desejam agir de modo furtivo, é extremamente difícil encontrá-los.

Uma coisa rato à distância pode ser confundida com uma ratazana ou gato. Seus pelos variam entre o preto, castanho e cinza, sendo que a matiz depende da cor de cabelos do indivíduo amaldiçoado. As patas frontais da criatura se parecem com diminutas mãos, com dedos bem definidos, capazes de executar delicadas funções motoras. O que chama mais atenção nessa espécie mágica, contudo, é o rosto maligno que se assemelha a uma caricatura da pessoa de quem ele brotou. A face é transfigurada por uma expressão perpétua de escárnio, raiva e loucura, sentimentos que passam a mover suas ações e definir sua razão de ser. Deparar-se com uma coisa rato e perceber suas feições humanas constitui uma experiência perturbadora da qual não raras as vezes, advém choque e extrema repulsa.


Não é totalmente desconhecido que Coisas Rato sejam capazes de lançar mão de feitiços. Há rumores de feiticeiros que decididos a se perpetuar pela eternidade, deixaram ordens para serem transformados nessas criaturas abomináveis por servos fieis. Nessa forma hedionda, tais feiticeiros conquistaram um tipo de imortalidade, já que sendo mágicos, eles não estão sujeitos às vicissitudes dos anos. É comentado que pelo menos um cabal de Coisas Rato, estabelecido na cidade francesa de Marselha comandou por décadas o submundo sobrenatural daquela cidade no conturbado Período Revolucionário. Há boatos que tais criaturas conseguiram estabelecer inclusive um controle, ainda que limitado sobre os roedores comuns, criando assim seu próprio exército.

Em se tratando das Coisas Rato, as palavras do ocultista de flandres Ludwig Prinn parecem carregadas de dramático significado, demonstrando o quanto tais seres podem ser aterrorizantes:

"É sabido que a Coisa Rato é o resultado de uma maldição atroz. Ter ciência da existência de tais seres faz os homens mais ponderados temerem pelo poder nefasto da magia negra. Pois se ela é capaz de perverter a essência do homem e transmutá-la em algo puramente malévolo, não há limites para o que mais ela seria capaz de realizar. Por força de magia, aquilo que um dia foi um homem, passa a ser a própria encarnação do terror. E fazem bem em temer por suas vidas aqueles que se tornam objeto da busca de tais serviçais. A Coisa Rato poderá roer através de seu peito e devorar seu coração antes de você implorar por ajuda".